O grande complô

Basta ver as reportagens, quase todas seguindo o mesmo esquema editorial, para perceber que parte da chamada grande imprensa vem desenvolve uma campanha literalmente orquestrada contra o governo Bolsonaro. No caso, sempre destacando os aspectos negativos e pouco reportando seus pontos positivos.

Para quem não percebeu a trama basta comparar o sistemático patrulhamento seletivo das ações desenvolvidas nos três primeiros meses de seu trabalho com os de qualquer outro Presidente desde a primeira eleição acontecida apôs o regime militar.

Descaradamente o DataFolha, instituto de pesquisas com o maior percentual de erros nas previsões de resultados na última eleição, continua tentando desacreditá-lo fazendo comparações entre sua popularidade e a de governos anteriores ou quando utilizam de pesquisas formuladas para distorcer resultados. Foi a forma indiscreta de corroborar com a “campanha do contra” desenvolvida por seus parceiros, todos comprometidos por alguma forma contratual com governos passados, tornando fácil perceber o complô nas contraposição dos editoriais e nas análises jornalísticas tendenciosas por eles divulgadas.

Seus articulistas têm se esmerado em declarar a situação atual como caótica omitindo propositalmente em artigos e reportagens que o caos já estava instalado no país muito antes das últimas eleições.

Boa parte dessa longa crise por que passamos é devida às ligações dessa parte da imprensa com os governos anteriores, tanto que sorrateiramente ocultaram a situação desastrosa que se avizinhava em indisfarçável conluio de modo a fazer jus a seus lucrativos contratos.

Não deu certo na eleição presidencial e não dará certo agora. Sim, porque se naquela ocasião nada puderam fazer contra um homem solitário, ferido de morte, sem dinheiro, sem tempo nem espaço na mídia tradicional e contra todas as forças políticas do país o que acham que vai acontecer agora com seu desafeto governando o país?

É patente que algumas pessoas com capacidade cognitiva menos desenvolvida estão caindo nos contos desses vigários como também é certo que essas posturas contraproducentes no momento em que o país mais precisa de apoio e confiança faz com que muito mais gente esteja se revoltando contra a forma mesquinha com que atacam a governabilidade.

Basta acompanhar a enorme quantidade de críticas que sites como OANTAGONISTA e outros oportunistas de ocasião vêm recebendo através dos comentários nas suas postagens, muitas delas por replicarem notícias tendenciosas e elocubrações negativistas daqueles mesmos jornais e revistas engajados. Provavelmente porque foram cooptados para fazer parte desse grande complô.

Não dá para ignorar a fala do Deputado Rodrigo Maia no exercício da presidência da Câmara e de outros políticos, reconhecendo publicamente que se tudo o que foi proposto pelo Presidente Bolsonaro e sua equipe de governo for aprovado ninguém será capaz de derrotá-lo no futuro. Uma inequívoca demonstração da pequenez da classe política frente a um momento tão importante para os brasileiros.

Certo mesmo é que se nosso Presidente continuar firme em suas posições essa imprensa que está comprometida com o passado não terá fôlego suficiente para impedir que seu governo recupere o Brasil dos estragos que sofremos nos últimos anos e nos faça crescer novamente.

E então Cuiabá, por que será?

Fôssemos fazer uma comparação com as festividades relativas aos 250 anos de Cuiabá em 1969 chegaríamos a conclusão que a cidade diminuiu.

⁃ Por que será?

Os que estavam presentes naqueles festejos sabem muito bem a diferença. Naquela época Cuiabá tinha aproximadamente 100.000 habitantes e a festa foi maior do que se esperava. Hoje em Cuiabá somos quase 700.000 habitantes e a festa foi bem menor do que esperávamos.

⁃ Por que será?

Será devido à enorme massa de migrantes que veio para cá trazendo junto culturas tradicionais de outras regiões do país?

Não, não é verdade porque aquela gente boa se juntou a nossa gente de bem para fazermos juntos coisas melhores ainda, o agronegócio está ai para provar.

Seria porque nos últimos anos os governos Estadual é Municipal perderam o interesse por nossa história e tradição? Talvez sim, talvez não!

A verdade é que a resposta é tão simples e tão direta quanto o modo de ser da nossa gente. Certamente porque tanto um como o outro mostraram estar preocupados apenas com política. Daí o jogo de empurra-empurra que usaram como desculpas para não fazerem seus papéis de governador e prefeito nessa ocasião única para Cuiabá, para o estado de Mato Grosso e para todos nós seus habitantes.

O governador então, fez de conta não saber que Cuiabá é a capital do estado e de que também já foi seu prefeito. Já o prefeito mostrou que a intenção morreu na campanha eleitoral. Deixou a desejar, é muito. Ambos sabem que eleitor tem memória curta

Não sei se por falta de vontade ou de empenho, mas a festa foi tratada como coisa de menos importância, tanto por um como pelo outro, e quem perdeu fomos nós cuiabanos e matogrossenses de nascimento e por adoção.

Um pouco caso sem precedentes, tanto que sua significância sequer foi comentada fora daqui. 300 anos são três séculos de nossa história e não só perdemos a oportunidade de comemorar a data adequadamente como também de mostrar nossa Cuiabá para o Brasil e o mundo. Uma pena!

Mas ainda dá tempo, afinal o ano só acaba no dia 31 de dezembro.

Será?

Provérbios e prenúncios

Sempre que assisto a um desses desagradáveis momentos a que nos têm sujeitado os políticos me deparo comigo mesmo procurando encontrar nos mais longínquos cafundós do passado razões para que tenhamos chegado a esse estado deprimente de degradação política.

Quando digo degradação me refiro a toda e qualquer forma usada para identificar os atos sem classificação de boa parte das pessoas que hoje nos representam no Legislativo.

Àquele provérbio ensinado por pais e mestres zelosos pela educação de seus filhos e que dizia claramente que “um erro não justifica outro” muitos como eu, procuramos seguir ipsis litteris. Por sua influência percorremos o caminho mais próximo possível da honestidade, da honra e da verdade.

Fosse para quem fosse a frase era dita como o prenúncio de uma sentença tão severa e proporcional quanto a gravidade do ato errado que ousássemos cometer. Infelizmente a mensagem contida no provérbio parece não ter sido entendida por todos. Se fosse, não estaríamos vendo as gerações que se sucederam agir com tamanha insensatez como agora.

A maior parte das pessoas da minha geração não corroborou para a instalação de um ambiente tão degradado, tão sem ética, nem tão desrespeitoso com o que é público como o que estamos vivendo de um bom tempo para cá, mas também erramos por termos ficado calados e omissos.

“Errar é humano…”. É como começam muitas frases e mensagens de otimismo. Todavia, por mais que traduzam sentimentos de esperança não possuem tanto escopo quanto aquele provérbio, principalmente por ser costume usá-las para tentar minimizar ou mesmo explicar erros injustificáveis. No passado e nessas ocasiões ouvíamos alto e bom som, “isso explica, mas não justifica” o que foi feito. Pelo jeito, isso infelizmente virou coisa do passado.

O que será dito por nossos Deputados e Senadores para convencer os brasileiros de que estão trabalhando por nossas reais necessidades e pelo futuro do país daqui para a frente? Que “o futuro a Deus pertence”? Será esse outro provérbio nossa sentença?

Sim, porque até agora a estratégia utilizada pelo Legislativo foi manter as questões referentes às desmedidas despesas e regalias da dispendiosa estrutura de gestão de seus gabinetes longe do debate. Da mesma forma agem no sentido de também manter equidistantes de controle externo os assuntos relativos aos cortes nas despesas das Côrtes do seu parceiro de gastança desmedida, o Judiciário. Certamente este é outro prenúncio de que tentarão de tudo para manter não as nossas, mas as suas contas pagas por nós pessoas comuns, por nossos filhos e netos, pelos mais pobres e aqueles que virão depois, caso haja sobreviventes.

Talvez aqueles políticos se juntem novamente aos sociólogos e ideólogos do passado, os mesmos que nos trouxeram o caos, para tentar nos convencer que darão seu jeitinho para pagar as contas dos governos federal, estaduais, municipais e, é claro, nossas aposentadorias integralmente. Quem sabe contarão outra lorota como aquela do dinheiro infindável do pré-sal ou de que serão necessários apenas pequenos ajustes no Plano Real para recuperar a economia. Dirão que vai dar para pagar tudo e ainda controlar a inflação, arrumar emprego para todo mundo, além de fazer o PIB crescer rapidamente e sem maiores sacrifícios da população.

Sim, porque tudo o que sabem falar sobre a crise por eles instalada por aqui é que ela não passa de marolinha, balela, de conversa para boi dormir, que é pura jactância de liberais da extrema direita.

Quem sabe o pessoal que já tratou de cuidar de sua outra cidadania e que já tem até lugar próprio para morar no exterior acredita neles e volta. Perguntem aos Caetanos, ao Chicos, às Fernandas, aos Jeans, aos Gilmares, aos Pedros e tantos outros que se aproveitaram da ocasião pra picar a mula.

Respeito é bom e o povo gosta.

Dissimulado, o Presidente de Câmara Federal já reconheceu que o sucesso das medidas saneadoras da economia, saúde, educação e segurança propostos pelo Governo Bolsonaro colocam em risco sua posição e a de seus pares. Dai dizer que a continuar assim teremos uma ditadura de direita, uma prova que o medo da perder a capacidade de barganhar age como alucinógeno, pois é revelador ao mostrar as fantasias criadas pela insegurança.

O que pretende agora essa pessoa que cada vez mais cai na avaliação dos eleitores por seus atos, palavras e omissões? Vai trabalhar contra o país? Só o fato de ter declarado que se afastará dos assuntos do governo em tramitação na casa que preside já é um claro indício de segundas intenções.

Reclama das posições de pessoas ligadas ao Executivo e que apoiam o Presidente quando estas reagem a suas pataquadas, mas se acha no direito de dizer o que bem quiser.  Deu início a essa crise institucional ao destratar publicamente um Ministro do Executivo e agora se faz de vítima.  Essa artimanha só tem colado junto a seus parceiros de trapalhadas e na imprensa interesseira, mas não vai colar junto a população e vão ser cobrados por isso uma hora ou outra.

É ele o responsável por todos os desgastes do Legislativo e se não for contido pelas pessoas conscientes que lá estão levará consigo todos os políticos coniventes com a crise instaurada juntamente com aqueles outros que lhe dão suporte.

As medidas urgentes e necessárias encaminhadas pelo Governo não são um produto destinado ao escambo político como ele e os que o incitam parecem entender. O cargo de dirigente do Legislativo não é um salvo conduto para o desrespeito ao povo que elege seus representantes, da mesma forma que sair a cata de apoio de outros políticos da mesma espécie e de membros do Judiciário não significa resguardar-se de autoridade suficiente para fazer o que quiser, quando quiser e para quem quiser.

Esperamos que a Câmara Federal não se comporte mais como a alcova onde acordos e negócios escusos afundaram o país e desmoralizaram políticos(as) que se renderam às regalias de seus cargos eletivos e que por isso mesmo foram derrotados nas últimas eleições.

Ou seus pares erraram ao reelege-lo pensando estar votando em uma pessoa modificada pela realidade que mudou o país e renovou as esperanças de um futuro melhor para todos ou acabaram se tornando farinha do mesmo saco.

O que se vê nas ações e reações dessas pessoas é um enorme esforço para manter abertas negociações e privilégios à moda dos antigos grupelhos que tentam se manter detentores do poder através da eterna troca de favores por votos. O pior de tudo é a cara de pau de cobrar do Executivo a solução de assuntos já instalados na alçada do Legislativo.

A verdade é que agindo assim o chefe daquela cada de leis tenta lavar as mãos como um Pôncio Pilatos tupiniquim ao perceber sua incapacidade de levar adiante seu papel no processo. Finge não entender que está ali para fazer o que precisa ser feito e não para estabelecer território próprio em sua sanha particular por mais espaço.

É melhor o Legislativo cumprir seu papel de fazer tudo bem feito para que seja reconhecido pelo que fez de bom e não por aquilo que faz de mal.

Ah sim, não se esqueçam que respeito é bom e o povo gosta.

Até quando vamos aturar isso?

Não é preciso ser um jurista renomado ou um causídico com carteirinha da OAB, muito menos um desses político de carreira, basta ser cidadão e observador das leis para saber o quanto o poder dos cargos eletivos sobem às cabeças de seus ocupantes de ocasião.

Os Presidentes de dois dos três Poderes da República (na verdade são quatro como os mosqueteiros de Alexandre Dumas graças à dupla que comanda o Senado e a Câmara Federal) de algum tempo para cá vêm se arvorando de donos de seus pedaços do Brasil. Tanto, que agora estão invadindo as competências uns dos outros. E se dizem harmônicos,… mas quá! Estão mais e para combinados.

Sabemos muito bem o mal que causaram ao país os que ocuparam esses mesmos cargos nos últimos anos, todos políticos com passado sob judice. Uma vergonha para nós, mas não para eles nem para muitos desses que aí estão, vez que utilizam dos mesmos artifícios para procastinar. Pior seria se esse triunvirato de quatro se repetisse nos governos estaduais e no Distrito Federal. Pensem num estrago grande e será pouco.

De um lado, o do Legislativo, seus Presidentes decidem monocraticamente protelar ou mesmo engavetar os assuntos a seu bel prazer contrariando a vontade das pessoas que os elegeram. Agem assim quando não dão o necessário encaminhamento aos pedidos para a instalações de CPI’s, de abertura dos processos de impeachment, de análises das propostas do Executivo para a discussão de assuntos sérios e importantes para o país, caso da Reforma da Previdência e da Lei Anticrime. Esse último, um projeto que altera 14 outras leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal e o Código Eleitoral, entre outras.

Zombam do país inteiro, tratam Ministro como funcionário do Presidente de República, esquecem que são eles todos funcionários públicos temporários, que são pagos por nós seus eleitores e que merecemos e exigimos respeito.

Do outro lado, o Judiciário, que decide agir novamente contra os anseios da população. Desta vez resolve entregar à Justiça Eleitoral a função de julgar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro quando estes forem considerados conexos a delitos eleitorais como é o caso de caixa dois. E tem mais, a quem confiaremos nossa Constituição se a Côrte Suprema que deveria julgar com base nas suas letras também está a legislar?

Esta cada vez mais claro que tanto “estes” quanto “aqueles” não são só apoiadores condicionais das ações propostas pelo executivo, ao contrário, tudo indica que continuarão sim apoiadores incondicionais de si mesmos, de seus interesses.

Como fazem os jogadores de truco sabem blefar como ninguém e como uma dupla entrosada combinam muito bem suas jogadas. Em outras palavras, sabem se proteger. Esse tipo de gente sequer olha ao redor, pensam e agem sempre de maneira dúbia para assim deixar no ar quais são suas cartas ou seja, suas verdadeiras intenções. O que querem mesmo é trucar as propostas do governo e seus eleitores para continuar barganhando benefícios.

Até quando vamos aturar isso?

Significados

A verdade,
Mesmo que faça sofrer,
Deve ser dita.
Ocultá-la nada resguarda, só adia.
Adiada nada protege, é agonia.

A mentira,
Esconde receios.
Causa dor e nada traz,
Senão a tardia razão,
É culpa atrasada, sofrida, mordaz.

A sinceridade,
Da verdade amiga,
É necessária, ainda que afete.
De pessoa querida, amada,
É prova de amor, abriga.

A falsidade,
Que a tudo e todos maltrata,
Se da mentira for parceira,
Quando não constrange, fere,
Ou outra desgraça faz, mata.

Pátria amada Brasil

O Brasil que surgiu das últimas eleições deixou de ser um pais utópico para finalmente iniciar sua retomada aos níveis normais de temperatura e pressão ou seja, iniciamos por desejo da maioria de nossa população a recuperação daquilo em que estavam nos transformando por influencia de uma liberalidade amoral que nos aproximava de uma esquizofrenia coletiva devido as mudanças que vinham sendo implementadas com a intenção de levar a população à total perda de noção da realidade e do juízo crítico. Em outras palavras da liberdade.

Se aquela estratégia continuasse ativa e conseguisse chegar ao seio das famílias como chegou a estar nas escolas e universidades públicas, nos programas de ações básicas de saúde, na agricultura familiar, nos sindicatos e através de outras ações com viés político de esquerda teríamos sucumbido definitivamente como democracia para uma ditadura comunista nos moldes do que propôs o Fôro de São Paulo, à semelhança do que armaram aqueles que tentaram impor o comunismo ao Brasil na intentona comunista de 1964.

Daquela vez também fracassaram na tentativa porque como agora não tiveram apoio nem reconhecimento da população sendo então obrigados a viver em uma clandestinidade custeada e treinada por países camaradas, pelos resultados obtidos através do roubo a banco a recebimentos de resgates de sequestrados, mas nunca através do efetivo apoio da população.

Essa constatação, a de que poucos simpatizavam com sua causa, fez com que ficasse demostrada a total dissonância de suas pretensões com os anseios da população apesar das intensas campanhas promovidas por partes da imprensa, da intelectualidade e por alguns poucos integrantes dos meios artísticos que se aproveitaram dos arroubos contestadores da juventude para comercializar suas peças e músicas de protesto em um contexto contraditoriamente capitalista.

Nem ai tiveram o sucesso político esperado porque encerrados os shows e encenações teatrais tudo voltava ao normal, exceto no aspecto financeiro, provando que os engajamentos externalizados eram parte de suas estratégias comerciais. Basta olhar as fortunas que acumularam durante e depois do período em que foram “censurados”.

Os idealizadores, executores e comparsas daquela tentativa de golpe fracassaram porque suas ideologias eram estéreis em termos pátrios. A intenção por detrás de todas as ações realizadas e argumentos utilizados foram aos poucos tomando forma real através das declarações espontâneas de muitos dos que lá estiveram de forma a que hoje saibamos que seus reais objetivos eram tornar o Brasil uma ditadura comunista e a America Latina um conglomerado de republiquetas socialistas nos mesmos moldes da China e da União Soviética. O que mais desmonta a versão criada por seus defensores, a literatura ideológica que os descreve como vítimas e os filmes de ficção fajuta que produzem é que a essa verdade agora escancarada sequer têm argumentos capazes de ajudá-los a negar.

A expropriação de que fomos vítimas durante os últimos 30 anos custaram e ainda custam muito caro ao país. Tanto, que passado todo esse tempo desde a Constituição de 88, a chamada Constituição Cidadã, até agora estamos vivendo suas sequelas. Aquele documento foi tão deturpado e explorado que pouco pôde nos trazer de progresso porque os governante que a partir dela advieram até nossas últimas eleições agiram tal qual o demagogo Odorico Paraguassú fazia acontecer na sua utópica Sucupira. O outro aspecto desmascarado é que parte da mídia sempre foi conivente com isso, desde que parceira, e se portou como terreno fértil para o crescimento daqueles e de outros tipos de erva daninha que permitimos fossem cultivadas em nosso território e às nossas custas.

É fácil constatar que  o resultado dessa degradação sem limites éticos e morais a que ficamos expostos durante os últimos 31 anos nos colocaram atrás de todos os países em desenvolvimento do mundo. Basta observar como os outros evoluíram mais que nós em todas as áreas do conhecimento humano, de qualidade de vida e em questões de segurança. Alguém aí tem outra explicação para dar ou vamos ter que continuar ouvindo a mesma velha e descabida ladainha que ainda cantam os que tentam nos manter reféns de uma história muito mal contada.

Jamais seremos um país como aqueles que sucumbiram às ideologias que enganaram o povo pela exploração de sua ignorância para  depois submetê-los às suas ditaduras que de proletárias só tiveram o título.

Nunca seremos subjugados por gente que pensa assim porque somos um país forjado da miscigenação das muitas raças, as quais tornaram nosso país uma nação forte e unida a começar pelas heranças genéticas dos brasileiros nativos, dos que para cá vieram trazidos a ferro e daqueles que fugiram do sofrimento a que eram submetidos e explorados pelos regimes ditatoriais que os haviam subjugado.

Nossa índole pacifistas não deve ser confundida com indolência ou submissão. Como dito anteriormente, não somos um país utópico, somos sim uma nação atípica porque vivemos em uma terra com dimensões continentais somos um povo cunhado pela força de nossos antepassados e integrado por uma única língua. Somos essa amalgama indissolúvel que resultou em uma pátria amada chamada Brasil.

Estão errados de novo.

Como reagir sem indignação aos pronunciamentos carregados da irresponsável contaminação ideológica dos especialistas e profissionais criteriosamente escolhidos para criticar as ações do governo nas questões sobre educação.

Como não sentir asco ao ver essas reações retrógradas em uma área que foi destruída ano após ano através de ações sub-reptícias de governos cujos interesses político-ideológicos só causaram degradação moral e opressão aos bons costumes.

As campanhas contra trazer de volta o respeito aos símbolos nacionais por parte dos políticos de esquerda somadas ao viés puramente financeiro de uma imprensa cuja imparcialidade a está afastando da população só aceleram o processo de falencia dessas instituições e daqueles ideólogos frente a realidade nua e crua que negam aceitar.

Estão errados de novo, o Brasil mudou, as despesas com publicidade não estão entre as prioridades como delas não fazem parte estratégias de recuperação da credibilidade do governo através da negociação de cargos e liberação de recursos para atender emendas parlamentares eleitoreiras.

Não é o governo quem tem que se adaptar aos antigos e dispendiosos métodos de gestão, são novos tempos, apesar de as prioridades continuarem as mesmas, a diferença está no modo de enfrenta-las.

São os políticos, as grandes corporações, os empresários, as associações sindicais, a imprensa, mas principalmente a população quem tem que se adequar a um Brasil íntegro e libertado de esquemas.

A fonte de benesses e privilégios secou e do pouco que resta precisamos cuidar para preservar. Só assim seremos resgatados do purgatório em que nos colocamos ao reeleger e eleger gente movida por interesses pessoais e não republicanos.

Questão de talento ou de voto Excelência?

Palavras do Presidente do Senado: – “Só colocaram outro nome para indicação política. Será que as pessoas indicadas antes não tinham talento?” Perguntou ele, durante café da manhã com jornalistas.

Ao que ele mesmo respondeu: – “Não tinham talento, mas tinham voto”.

Exercitando assim sua ironia ao comentar a iniciativa da criação de um “banco de talentos” para o preenchimento de cargos técnicos dos escalões secundário e terciário do Governo Federal em mais uma tentativa de fazer valer as velhas e descabidas práticas de negociar espaço em órgãos e empresas públicas para amigos, parentes e correligionários em troca de voto, coisa que até a pouco tempo ele mesmo criticava.

Ora, ora, ora! Quer mais é que tudo permaneça como dantes no quartel de Abrantes de maneira a que os parlamentares continuem a ocupar e/ou indicar nomes para os cargos públicos sem a necessária qualificação técnica, bastando para tanto que tenham voto.

Essa tática passou a ficar cada vez mais evidente quando foi empregada tão logo foram confirmadas as eleições das presidências do Senado e da Câmara Federal. As intenções dos dois eleitos são exatamente as mesmas, tanto que convergem quanto ao objetivo final, querem espaço para negociar e o pior, a imprensa parece concordar com eles, pois também querem espaço para bisbilhotar. Basta observar que não perdem oportunidade de promover essa perniciosa estratégia alimentando o assunto todas as vezes em que os parlamentares são entrevistados. Os novatos que se cuidem, afinal elegeram duas figuras representativas de um passado que o povo não queria para dirigi-los no presente.

Sobre esta situação (da eleição para as presidências da Câmara e do Senado) cabe explorar o espaço para analisar filosoficamente a frase “não tinham talento mais tinham voto”, senão vejamos:

Fato inquestionável 01- os dois parlamentares eleitos têm talento político e voto;
Fato inquestionável 02 –  são frutos do passado se passando por resultados do presente;

Fato questionável 01 – talento e voto são a mesma coisa?
Fato questionável 02 – talento técnico é a mesma coisa que talento político?

Pois bem, dos males o menor, diriam o desavisados ou aqueles que não querem se aprofundar no assunto para não se comprometerem, o que nos permite fazer outras duas perguntinhas básicas sobre o comportamento dos parlamentares em relação ao nosso futuro e que não querem calar:

– Qual será o preço político da Reforma da Previdência?
– O que restará da proposta de combate ao crime e a corrupção encaminhada ao congresso?

A resposta pode ser dada de uma só vez, porque tudo dependerá da reação do governo a essa tentativa explicita de fazer com que tudo volte a depender da uma eventual sucumbência à “política do toma lá, dá cá” praticada no passado ou da validação dos votos que elegeram a esperança de acabar com essa prática destrutiva que tanto contribuiu para que confundíssemos os conceitos de Nação, Pátrias, País e Estado.

Para recuperarmos nossa sanidade política e intelectual será preciso recorrer resumidamente ao velho e bom Dicionário Houaiss onde:

Nação sublinha os valores culturais comuns a uma população – “comunidade de indivíduos que, dispersos em áreas geográficas e políticas diversas, estão unidos por identidade de origem, costumes, religião”;

Pátria salienta um país ou território enquanto realidade afetiva a que grupos e indivíduos estão ligados – “país em que se nasce e ao qual se pertence como cidadão”;

País refere-se a um território com organização política própria – “território geograficamente delimitado e habitado por uma coletividade com história própria”;

 Estado é a entidade responsável pela organização de um território e da vida da população ou do conjunto de populações que aí habitam – “conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público etc.) que controlam e administram uma nação”.

Ao que tudo indica, a velha prática de se fazer política daquela maneira pretende manter essas definições em permanente confusão para que permaneçam juntas e misturadas em nossas mentes. Assim, a população nada cobrará e não ira atrapalhar seus planos.

A tática da desinformação

A fleugma, característica dos que não deveriam se perturbar, dos que precisam permanecer impassíveis e firmes na defesa e divulgação da verdade parece estar a caminho do abandono.

Principalmente por parte daqueles que tiveram expostos os meios pelos quais obtinham acesso aos assuntos tratados dentro do Gabinete da Presidência da República.

Pelo jeito vão continuar a colocar em prática suas estratégias de guerrilha, tática de desinformação, voltadas a combater o governo na pessoa de seu Presidente em um momento tão difícil para o país sem se importar com a falta de ética.

Os veículos de comunicação que adotaram essa postura podem até tentar explicar, mas não conseguirão justificar as reportagens que distorcem os fatos de maneira tão desastrosa. Estão mais para encruzilhadas de despachos. Sabe aquele lugar onde colocam alimentos misturados a flores e perfumes baratos para ficar com aparência bonita e enganar os incautos? Pois é, o objetivo maior dos autores desses despachos é causar o mal não se importando com quem possa ser a vítima. Dizem os entendidos que basta acreditar que algo de ruim pode acontecer com quem mexe neles para que os outros sofram por isso.

Vejam que como consequência os mesmos partidos e políticos oportunistas de sempre já começaram a dar sinais de que vão abandonar o navio da mesma forma com que os ratos se caracterizam nessas ocasiões. Aliás, o governo já deu mostrar que nunca contou com eles. Portanto, não farão falta, trata-se do natural expurgo do lixo que sempre fica mesmo após a limpeza.

Um desses jornalecos oportunistas já lançou dúvidas sobre a forma como o governo vai levar suas propostas ao congresso. Sugere, visto lhe faltar estofo para identificar a fonte, um provável acerto com os presidentes das duas casas, o qual autorizaria a volta das negociações por apoio em troca de acordos com garantias ilimitadas. É muita degeneração.

Se bem que essa qualidade que deveria ser intrínseca não existe nos grupos que detém o monopólio dos meios de comunicação, na pressa inerente ao jornalismo, na briga acirrada e diária pela notícia exclusiva ou da guerra pela audiência, o fato é que tais jornalistas e seus patrões muitas vezes se afastam da conduta ética e oferecem ao público uma informação de má qualidade (*). Essa constatação é do jornalista Eugênio Bucci que se debruçou sobre o tema em seu livro intitulado “SOBRE ÉTICA E IMPRENSA”, destinado ao público em geral e aos profissionais da área que se preocupam com a degradação da forma com que está sendo tratada a notícia no país.

(*) – baseado nas referências ao texto do livro SOBRE ÉTICA E IMPRENSA – autor Eugênio Bucci – Companhia das Letras.

Pessoas, personagens e personalidades inominadas

Pessoa é a palavra que sob ponto de vista moral irá designar a criatura humana consciente, seja homem ou uma mulher, que com capacidade própria e dotada de inteligência, seja responsável por seus atos.

Personagem é uma pessoa que chama a atenção por sua atuação e que, dependendo das circunstâncias, seja motivo de consideração especial. Geralmente a personagem representa um papel fictício, criado pela mente de alguém ou pela sua própria imaginação.

Personalidade é o conjunto de aspectos regidos por normas individuais que irão definir uma pessoa sob os pontos de vista ético e moral.

São três substantivos que dependendo do ponto de vista podem ser considerados sinônimos. Entretanto, podem seguir caminhos diferentes quando observados pelas óticas das disciplinas políticas e jornalísticas.

Infelizmente, os últimos acontecimentos nos intestinos de parte da política e da imprensa nacionais acabam por diferenciar de forma definitiva a aplicação dessas belas palavras e seus significados. Digo intestinos porque a porcaria que nos é mostrada todos os dias por esses dois pilares da democracia e da cidadania ficam cada vez mais expostos, trincados que estão, rachados mesmos, e com as ferragens ou seja, suas estruturas internas à mostra, como que prestes a ruir.

Isto se dá porque as pessoas que nelas labutam perderam a ética e a moral humanas, estão se movendo exatamente pela falta de consciência, como se não fossem responsáveis por seus atos. Da mesma forma passaram a atuar como personagens de uma ópera bufa, onde se apresentam em cenas curtas de um só ato e interpretam um enredo desatinado a promover uma catástrofe, tal qual a sequencia de uma erupção vulcânica onde mesmo sabendo dos resultados desastrosos do tsunami que fatalmente virá estão pouco se lixando. Querem vender apoios e notícias, mesmo que pereçam vítimas de suas próprias faltas de escrúpulos.

Quanto às eventuais personalidades que poderiam restar desse enredo tragicômico, elas nunca serão formalmente reconhecidas pelo público, carecem de postura, não se constroem pessoas ou personagens sem que essas contenham os ingredientes básicos para tanto. Falta-lhes a necessária rigidez ética e moral.

Questão de preferência

Há quem prefira que o Presidente Bolsonaro lave sua roupa suja em casa. Gosto não se discute! No entanto, os que estão criticando a forma direta como ele age em relação aos acontecimentos envolvendo o uso inadequado do Fundo Eleitoral de seu partido demonstram que não o conhecem. Ainda estão desnorteados com a natural franqueza com que trata os assuntos que a seu ver podem atingir a governabilidade.

Agindo assim o Presidente da República consegue ser ao mesmo tempo a realização personificada de quem o elegeu e o protótipo da ruptura para a parte do eleitorado que votou contra. Indubitavelmente ele é exatamente isso, coisa de mito, posto que encarna aspectos imprevisíveis e por isso mesmo inovadores para uma nação que havia se acostumado ao dirigismo demagógico, ao profissionalismo político, ao proselitismo ideológico e aos obscuros objetivos das negociatas entre governantes e membros do Congresso Nacional.

Toda essa desavergonhada mescla de coisas ruins gerou e ainda produz seus efeitos danosos nas atuais condições humanas do país. Já ele é direto, sem meias palavras nem meias medidas. Nós é que estamos mal acostumados com políticos que só sabem fazer de conta que nos entendem, que fingem trabalhar pelo país, que sonegam a verdade e que vilipendiam a nobreza de suas vitórias nas urnas enquanto se acomodam nas acolchoadas poltronas do plenário onde deveriam estar nos representando, mas que só fazem agir em seus próprios proveitos.

Já estão mostrando suas garras e a que vieram, afinal tiveram ótimos professores, alguns ainda estão por lá. Um deles, bem o disse quando percebeu que seria vencido pelo sagacidade de um de seus melhores alunos e por sua própria empáfia. Foi o que vociferou em seu último pronunciamento quando renunciou a disputa.

Aqueles que estão colocando a liderança de Bolsonaro em jogo apostam que conseguirão diminuir sua capacidade de gerenciar crises e vão tentar criar dificuldades a medida em que a equipe de governo for colocando em prática seus planos. Agora começam a se expor os políticos que se transvestiram de apoiadores só para se eleger e reeleger. Sem as máscaras da falsidade e já empossados aproveitarão qualquer oportunidade para atingi-lo. Caso do Presidente da Câmara dos Deputados que não poupou chumbo grosso para atacá-lo imediata e diretamente neste último episódio. Nem  procurou ouvir sua versão, como deveria ter feito antes de se manifestar de maneira tão desastrosa.

Daquela outra parte da imprensa então, nem é preciso citar as maledicências que foram imediatamente noticiadas para forçar que o evento se transformasse em uma hecatombe política, o que não conseguiram até agora.

A produtividade Maia

“-Não podemos cobrar do funcionário público a produtividade do empregado privado”.

Esta é mais uma pérola do corolário verborrágico da política brasileira, desta vez pronunciada pelo Excelentíssimo Senhor Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, em sua penúltima entrevista ao Jornal das dez da Globo News. Na última, atiçado pela reporter daquela mesma emissora, jogou lenha na nova fogueira com que querem assar o Governo. Naturalmente para exercitar suas já conhecidas táticas de desconstruir para depois negociar apoio. Coisa de seu caráter particular.

Uma afronta ao bom senso, um desrespeito ao trabalhador, seja ele publico ou privado, que paga os impostos que pagam os salários dos funcionalismo público concursado e/ou contratado para, nas palavras do Ilustre Deputado, produzir menos e mesmo assim ganhar mais que qualquer outra pessoa para fazer a mesmíssima coisa em outro lugar que não seja um emprego público.

Precisamos ter uma resposta adequada para o fato de diferentemente dos empregados privados os funcionários públicos terem o direito de receber melhores salários, se aposentarem melhor, trabalharem menos, ganharem mais abonos e benefícios, serem estáveis e mesmo assim não serem cobrados com o mesmo rigor por sua produtividade.

Podemos dizer que o Presidente Rodrigo Maia foi honesto ao reconhecer que lá prestam serviço pessoas que ganham mais para fazer menos? Não, porque sua intenção foi exatamente oposta a essa sua afirmação. Pelo visto ele apenas mostrou que não vai fazer o que é preciso ser feito. Em outras palavras, tenta nos enganar fazendo uma perfumada manipulação dos mecanismos de gestão de pessoal da Câmara dos Deputados para fugir do principal. Do que lhes corta a carne e esvazia os bolsos.

A proposta de modernização da Câmara Federal com mudanças apenas nos contratos de novos servidores sem o mesmo tratamento em relação às despesas dos ilustres e privilegiados Deputados Federais é como jogar pedra na lagoa porque só faz ondinha e se dissipa nas margens, se é que chegam tão longe. A desculpa de sempre faz referencia aos intocáveis direitos adquiridos, mesmo que imorais e até inconstitucionais pela forma com que foram obtidos.

Quem ainda não sabe que esses “direitos adquiridos” foram propostos por eles, para eles usufruírem e foi por eles mesmos aprovados? E mais, que seus efeitos foram e ainda são transmitidos em cascata para todos os outros poderes que por sua vez, tal qual uma epidemia virótica, vai infectando o país até alcançar o município do mais distante rincão da pátria, tal qual acaba de fazer o STF.

É desse mal que padeceremos até que sejam modificadas as leis que os instituíram e os decretos que os regulamentaram para que seus maléficos efeitos sejam aos poucos eliminados. (O titular do direito adquirido extrairá os efeitos jurídicos elencados pela norma que lhe conferiu esse direito mesmo que surja nova lei contrária à primeira. Continuará a gozar dos efeitos jurídicos da primeira norma mesmo depois da revogação da norma.)

Se há coragem para propor mudanças no regime de contratação do funcionalismo público na Câmara Federal também deveria haver para enfrentar o maior dos efeitos danosos destes poços sem fundos em que se transformaram suas despesas com salários e custeio graças aos despropositais aumentos consentidos.

Porque não aproveitar a oportunidade e propor a adoção das necessárias e urgentes medidas saneadoras nas estruturas dos três poderes da República daqui para a frente?

A resposta todos sabemos. É porque para isso não bastará apenas cortar da carne, será preciso estripar o monstro. Então, já que direitos adquiridos não podem ser descontinuados que sejam extintos seus cargos e funções.

Interessante salientar que o seleto grupo de entrevistadores da Globo News se fez de surdo e ficou calado ao ouvir tamanho impropério.

Um paradigma jornalístico

É o que se constata ao ver que parte da imprensa permanece em campanha, agora fazendo seu jogo de interesses. Como não tem competência legal nem legitimidade eletiva para representar politicamente quem quer que seja só lhe resta fazer politicagem.

Rebaixa-se aeticamente através de desinformações criadas a partir de dados obtidos por meio de colaboradores cooptados nas organizações públicas e políticas, verdadeiros informantes (muitas vezes políticos em mandado), com o objetivo sistêmico de buscar nos assuntos polêmicos sinais de necessários ajustes para expô-los como se desavenças fossem. A essas situações corriqueiras de trabalho em qualquer instituição, seja pública ou privada, classificam de tropeços e disputas pelo poder.

Como aconteceu no significativo caso das fake news plantadas em certo jornal paulista quando da campanha presidencial continuam a publicar matérias ditas exclusivas, mas que não passam de ilações de bastidores pois trazem a possibilidade de serem refutadas a qualquer momento já que se fundamentam em especulações e em valorizar o mal feito, desprestigiando propositalmente as boas notícias.

Uma ocasião que bem caracteriza os critérios utilizados (ou a falta deles) para decidir qual informação passar ao cidadão foi o reconhecimento ao vivo pelo jornalista Pedro Bial de que notícia boa não dá primeira página. Um verdadeiro escárnio, uma manifestação ostensiva de desdém para com o público.

A justificativa para que isso continue a acontecer parece ser um paradigma jornalístico onde permanece constante a incoerência de preferir destacar o mal em detrimento do bem. Como para os meios de comunicação notícia boa não vende jornal tudo leva a crer que continuarão a investir no que é pior para nós porque é melhor para eles.

Neste mesmo diapasão, sites que deveriam ser imparciais só fazem por em prática a máxima anarquista que diz: – “Hay gobierno? Se hay soy contra. Se no hay, también soy”. Será que não percebem que assim acabam por expor ainda mais suas ligações políticas e/ou a falta que fazem as metas financeiras alcançadas no passado através de seus contratos com os governos anteriores?

Parece que não, posto que permanecem usando como instrumentos de pressão as mesmas formas de manipulação das notícias quando estas se referem ao governo e seus dirigentes, inclusive familiares e amigos.

É o que se vê desde que foi encerrada a cobertura da campanha presidencial e parecem estar a trabalhar para obstruir os planos e projetos que vêm sendo desenvolvidos na intenção de resgatar um país que estava mergulhado em sua mais profunda crise socioeconômica.

A continuar assim logo estarão pagando o preço justo pela falta de bons critérios para a venda de seus serviços de informação a um público que, ao contrário do que imaginam, aprendeu a filtrar suas informações através das várias fontes disponíveis. Isso mostra como é importante separar o joio do trigo e que somente após as diversas etapas de apuração é que se chega aos diamantes ou, se quiserem, às notícias verdadeiras.

Seria fácil declarar essa parte da imprensa a única culpada, mas infelizmente não estão sós. Somos seus cúmplices na medida em que aceitamos pacificamente o cabresto que nos oferecem diuturnamente. Guiados pelas rédeas da má informação ou pela informação do mal, neste caso a ordem dos fatores não muda a notícia, permanecemos surdos, cegos e mudos diante da televisão e do aparelho celular.

Repassem sem dó.

Essa frase, quase um pedido, soa mais como uma proposta de articulação contra um inimigo tão imaginário quanto a boa intenção de quem a difunde. Ela pode ter sido o motivo pelo qual a maior rede de comunicação do país e uma das maiores do mundo iniciasse a campanha “a globo não mostra” a algumas semanas em seu programa dominical de atualidades.

As cenas finais daquele programa foram no mínimo uma declaração de intenção e o reconhecimento de que já vivem a desesperança do declínio. Reflexo que se verifica quando de sua posição ambígua frente a quem se atreva a não lhes estender a mão pedindo cartas como se fossem eles os crupiês do jogo de pôquer da imprensa brasileira.

A mesma situação é vivida pelo que resta da politocracia em que se tornou o país nas últimas três décadas, desde a Constituição de 1988, aquela que a princípio conhecemos como a constituição cidadã, mas que de tão manipulada foi transformada na constituição dos políticos. A começar pelas mudanças em seu Artigo Primeiro, Parágrafo Único, alterado para permitir os privilégios do poder a quem o exerce. Onde se lia “todo poder emana do povo e em seu nome é exercido” lê-se desde então “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos direta ou indiretamente, nos termos desta Constituição”Assim, uma nova constituição foi sendo reescrita por políticos para os políticos e para tornar-se sua própria tábua de salvação.

E o povo? O povo que se dane? O que nossos representantes eleitos menos fizeram até agora foi prestar contas a nós, seus representados eleitores, do que dizem fazer em nosso nome e que em verdade só a eles beneficia.

Dai, como se fossemos replicadores autômatos recebemos o tempo todo mensagens que dizem traduzir a verdade, que mostram a crueza dos fatos, que apresentam fatos incontestáveis, que prometem reverter situações irreversíveis e outras esperanças mais, bastando para tanto que vocês repassem sem dó seu conteúdo.

Ora bolas, isso é como tentar abraçar o vento. Um impropério tão grande como aquele que certa presidenta pensou poder ser feito ao sugerir estocá-lo como fonte de energia.