O PHODER DA INFORMAÇÃO (com “PH” mesmo)

Enquanto a banda passa tocando a marcha fúnebre que acompanha o enterro do país nossa imprensa, os abutres na carniça, aplaudem e, ao que tudo indica, pedem bis.

Nosso noticiário político virou corrida de bastão atrás das notícias podres que tanto nos atormentam.

O pior de tudo, é que nessa onda jornalista virou comentarista especializado e com ares de articulista.

Qualquer notícia, seja sobre economia, gestão pública, saúde, educação, segurança e etcetera, recebe tratamento isonômico pelos apresentadores dos jornais televisivos, mesmo quando especialistas sobre os temas noticiados são consultados, pois até nessas ocasiões somos “premiados com as opiniões nada abalizadas” dos reporteres e apresentadores, muitas vezes induzindo pessoas desavisadas ao desentendimento.

No caso específico dos temas políticos as “informações de bastidores”, alimentam as fofocas noticiadas pelas estrelas jornalísticas cada vez mais posudas a nos apresentar “e dar suas opiniões sobre” as histórias dos zumbis que perambulam pelos necrotérios em que se transformaram os três poderes deste defunto país.

E nós, travestidos em velhas carpideiras de velório continuamos chorando pelos cantos sem forças para reagir.

O problema é que se nada for feito para parar esse cortejo fúnebre e seus Carontes* nós seremos enterrados juntos.

*Caronte é o barqueiro que carrega as almas dos recém mortos (Mitologia grega – Wikipedia).

ESPERANÇAS DE MÃE

As mães desde antes são esperanças.
Esperam que o amor chegue,
Que ele traga crianças,
Que elas cresçam saudáveis,
Que sigam caminhos de paz.

E seguem esperando,
Que Deus as proteja,
Que a fome não as alcance,
Que o crime não as convença,
Que a droga não as consuma.

E então, continuam esperando,
Que as etapas sejam vencidas,
Que os obstáculos sejam ultrapassados,
Que vitórias superem derrotas.
Que enfim se realizem.

Depois permanecem esperando,
Que elas encontrem alguém,
Que construam um lar,
Que crianças nasçam e
Que tragam consigo novas esperanças.

Quem somos?

– Ser ou não ser? Essa pergunta Shakespeareana procura resposta a séculos e parece estar cada dia mais obscura sua solução.

Sob o ponto de vista do personagem Hamlet, lá pelos idos de 1600, a dúvida era se uma vez ciente que a vida é cheia de tormentos e sofrimentos seria melhor aceitar a existência com sua dor inerente ou acabar com ela.

Desde então, a dúvida sobre nossa existência só fez aumentar com o tempo na medida em que ela se aprofundou com a exacerbação das diferenças que fomos estabelecendo a respeito de quase tudo que se refere ao ser humano, principalmente no que deveria ser comum a todos.

No caso do príncipe Hamlet o pior de tudo não foi descobrir a verdade dos fatos, mas sim saber que não havia percebido tudo o que antes estava acontecendo ao seu redor.

Hoje esta secular questão também se aplica à compreensão das indagações sobre a natureza íntima das pessoas, a consciência de si e suas existências como criaturas de Deus.

O PCCF existe e mostrar sua cara.

Está sendo instalado em Brasília o PCCF (Primeiro Comando da Capital Federal) associação de parlamentares criada para investigar a parte do Judiciário que luta contra a ação dos corruptos do Legislativo e do Executivo.

O Brasil não pode nem irá ficar imóvel com tamanho desfaçatez.

A saber, este Comando é formado pelos 19 partidos que compõem o desde já famigerado PCCF e o número de parlamentares que assinaram a solicitação de criação de uma CPI destinada a inquerir a LAVA JATO:

PT – 57, PP – 35, MDB – 34, PCdoB – 9, PSB – 9, PSD – 7, PR – 6, PDT – 6, PSOL – 5, PRB – 5, DEM – 4, Solidariedade – 3, PPS – 2, Avante – 2, PTB – 2, PROS – 2, Podemos – 1, PSC – 1, PSDB – 1, em um total de 190 assinaturas.

Até onde vai o descaramento dessa gente que só olha por seus próprios interesses em um claro desrespeito ao clamor do povo que os elegeu.

O que pretendem agora?

– Destruir o trabalho dedicado e incansável de um grupo de funcionários públicos voltado a moralizar o país ao expor a corrupção endêmica existente nos três poderes?

– Salvar seus mandatos do risco de não eleição com essa demonstração desesperada de corporativismo?

– Jogar o país de volta ao poço da desesperança de onde saímos graças ao duro e demorado trabalho de investigação desse grupo de corajosos brasileiros?

Não, não dá para acreditar que tenham forças nem coragem para fazer retroceder os avanços alcançados contra a corrupção.

Brasília não é tão longe de nossos passos a ponto de estar fora do alcance de uma caminhada cívica que possa impedi-los de tamanho golpe sujo contra a justiça.

Sorrateiramente o requerimento para a instalação da CPI da LAVA JATO foi apresentado no dia 30 de maio.

Alguns deputados já retiraram sua assinatura do documento alegando terem sido enganados.

Como se vê, nossos parlamentares continuam os mesmos.

A questão que se apresenta em outubro é se vamos reelege-los ou não.

Vocês vão?

– Eu não!

O governo faz tudo.

Nos últimos anos nosso país foi administrado por governos ligados a partidos socialistas mais a esquerda. O resultado foi essa bagunça generalizada em nossa economia, educação, saúde, segurança e por ai vai…

Enganaram-se os que neles acreditaram, e olha que foram muitos.

Para entender o que aconteceu basta olhar mais detidamente para alguns dos programas de abrangência social daquele período. Eles foram iniciados primando pela verticalização de suas ações, posto que os últimos quatro governos eleitos acreditavam ser capazes de prover todas as necessidades da população por meio de programas sociais, sem que para isso sequer tenham feito suficiente planejamento.

Por princípio colocaram em prática o conceito de que “o governo faz tudo” proposto pelos partidos com suas matizes e acreditavam que agindo daquela maneira (e com o apoio do proletariado abstrato que tentaram implantar) teriam o controle do país.

Este foi um de seus erros mais drásticos vez que investiram seus esforços somente no aspecto quantitativo ou seja, pensaram somente na abrangência, tentando atingir politicamente o maior numero de pessoas possível, quando também deveriam considerar o aspecto qualitativo no bojo de seus programas.

Mais uma vez ficou claro que é da conjugação destes dois fatores que se colhem os verdadeiros e duradouros resultados socioeconômicos, coisas da democracia com as quais nunca souberam lidar, e olha que tiveram tempo para isso, afinal foram mais de três governos em sequência no poder.

Seus programas com este perfil só passaram a atuar horizontalmente tempos depois de iniciados e após a implementação de ações voltadas a integrá-los às cadeias produtivas vinculadas ao desenvolvimento de mercados específicos e sustentáveis, outra característica da democracia com as quais não conseguem conviver.

Exemplo clássico disto foi o programa Luz Para Todos que levou energia aos pequenos sitiantes e participantes de projetos de assentamento aproveitando corretamente da existência dos programas de interiorização de energia elétrica auto sustentados vindos de governos anteriores, mas erraram ao se apressar em fornecer energia elétrica aos beneficiados sem com isso possibilitar as condições necessárias à sua utilização na produção, armazenamento e comercialização dos resultados para, entre outras coisas, pagar por seu consumo.

Este e os outros propalados benefícios para a população menos favorecida têm outras explicações, as quais ficaram nas coxias de seus programas de governo e por isso mesmo desapercebidas.

Como fizeram isso?

Foi fácil, foi através dos incentivos (financiamentos a perder de vista) ao consumo dos produtos de baixo custo como os da chamada linha branca (eletrodomésticos) de veículos e conjuntos habitacionais, entre outros, para aqueles que chamaram de nova classe média.

Assim, pôs em prática uma série de ações combinadas de desonerações (pontuais) para devolver com juros e correção monetária tudo e mais alguns milhares de milhões de reais aos empresários que o opoiaram.

Não é possível precisar exatamente em que momento as coisas começaram a dar errado, mas é certo que esse tipo de politica social por eles implementada estabeleceu um novo paradigma, onde boa parte dos mais carentes passou a desconsiderar a importância de serem produtivos para se tornarem dependentes dos programas de governo, vez que passaram a subesistir deles exigindo cada vez mais esforços dos que realmente produzem e sustentam a economia do país. E pior, induzidos por estremistas passaram a tomar para sí, de assalto, o que consideram ser seu por dívida social.

Erraram de novo os que estimularam e defenderam essas ações, posto que a parcela produtiva da nação está esgotada, cansada mesmo, de sustentar este tipo de política pública que, em última instância, estimula a malversação de seu dinheiro. O que nos remete novamente ao programa Luz para Todos.

Vocês sabem quem pagou e provavelmente ainda deve estar pagando pela energia consumida por boa parte das pessoas atendidas por aquele programa?

Adivinhou! Nós mesmos, os brasileiros alcançados pelos equipamentos de medição.

Como disse antes, ficou fácil para aqueles governos pagarem seus programas sociais, pois foi com o dinheiro dos outros, o nosso.

Uma das justificativas foi de que seria difícil medir os consumos e fazer as contas chegarem às distantes e pequenas propriedades rurais, razão pela qual somos nós quem pagamos parcela importante daquelas despesas. A gente não percebe porque está tudo devidamente diluído nas nossas contas de energia.

A degradante realidade é que esses programas foram tão prejudicados pela exploração política e prováveis desvios de recursos financeiros a eles destinados que acabaram por perverter seus justos objetivos, desvirtuados que foram por sussessivos desgovernos.

O QUE IMPORTA AOS ATUAIS POLÍTICOS É O PODER.

Nossos políticos de carreira continuam usando das mesmas estratégias para sobreviver.

Tanto governam como fazem oposição apenas para desempenhar seu papel demagógico, não importando se as propostas são boas ou ruins, de onde quer que venham.

Em raríssimas ocasiões observamos políticos conscientes do seu papel de zelar pelo bem comum apoiar boas iniciativas desenvolvidas por outra orientação partidaria.

Chega desse tipo de político, precisamos acabar com esse mesmismo.

Nós, eleitores, somos vítimas das disputas pelo poder e infelizmente continuamos passivos, servindo de massa de manobra e munição para os confrotos ideológicos.

Por seu lado eles, os políticos, então pouco se lixando, pois não vêm o bem estar dos brasileiros como a finalida de seu trabalho, mas sim como um meio para escamotear seus versadeiros objetivos de permanecer no poder e obter benefícios para si e sua camarilha.

Se não “receberem vantagem” nas proposições para seu esquema ou para o grupo a que pertecem é ponto pacífico, não apoiarão.

Agora a pouco, em 2016, tivemos uma boa oportunidade de começar a mudar essa situação, mas não fomos capazes de eleger pessoas decentes para os cargos em disputa e mais uma vez reelegemos vereadores e prefeitos que estavam comprometidos em manter o “status quo”.

Deveríamos ter elegido candidados que nos dessem esperanças concretas ou pessoas sem um passado que as condenasse. Como nada disso foi feito daquela vez, sejamos nós agora os primeiros juízes a condenar os políticos corruptos e profissionais, aqueles que nada querem senão a continuidade dessa estrutura podre que assumiu o poder desde a promulgação da Constituição de 1988.

DEUS NOS ILUMINE NESSA HORA!

(VALE A PENA REPUBLICAR) – O DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO.

Em nenhum momento, nos anos pós promulgação da Constituição Federal de 1988, a chamada “Constituição cidadã”, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas e penduricalhos.

Fossem capazes de fazer um mea culpa sobre o DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO que vêm impondo à população com os beneplácitos a sí próprios, ao Executivo e ao Judiciário a cada nova adição de despesas ao Erário Público visando unicamente obter benefícios corporativistas e votos, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações Espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem maneja gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias insustentáveis. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol de suas próprias benesses.

Ao povo oferecem sacrifícios, enquanto que para si somente demandam benefícios.

A verdadeira reforma para a salvação do Brasil começará quando formos capazes de demovê-los de seus, por enquanto, inexpugnáveis púlpitos e obrigá-los a descer ao mundo real no qual estamos sobrevivendo “todos nós, os outros”.

PELO FIM DOS SALÁRIOS AVILTANTES, AS MORDOMIAS ESDRÚXULAS, AS VERBAS INDECENTES E OS INJUSTIFICÁVEIS DIREITOS AUTO-ADQUIRIDOS POR TÃO POUCOS EM DETRIMENTO DE TODOS NÓS , DE NOSSAS REAIS NECESSIDADES E DIREITOS CONSTITUCIONAIS.

PS – Publicado originalmente em janeiro/2018

E agora?

Confirmada a situação em que nos metemos ao eleger um certo partido para governar o país nos últimos 15 anos.

A afirmação está correta na medida em que após o “bota fora” dos petistas fomos obrigados a aceitar um seu comparsa desde 2003, o tal do (P)MDB.

Agora pagamos o pato, e para agravar tudo os intrépidos caminhoneiros do Brasil, qual heróis de araque, realizam o grande sonho das esquerdas do continente sul-americano.

Paralisação total do Brasil, e vamo que vamo, nem percebem que podem servir de bucha de canhão para destruir o pouco que foi recuperado.

Daqui para a frente abrem-se as porteiras à anarquia total que alguns partidos tentaram e tanto sonham.

E agora?

Existe algo mais por que se revoltar, protestar e até paralisar o país.

A verdadeira questão que me atormenta vendo o “avanço das negociações” dos caminhoneiros é a falta de foco no maior dos desafios da nossa história como país, o corporativismo e seu insustentável custo dos três poderes que formam o Estado ( com “E” maiúsculo), o Executivo, o Legislativo e o Judiciário nos três níveis de governo federal, estadual e municipal.

A questão dos combustíveis atinge a todos indistintamente e naquilo que mostra a maior das fragilidades das instituições públicas, a incapacidade de gestão. Entretanto, nosso futuro como Estado ou seja, como instituição formada por povo, território e governo em nada mudará com a redução no preço dos combustíveis.

É inegável que isso vai nos dar um certo fôlego em relação aos custos de sobrevivência, mas não passará de paleativo frente a nossa reconhecida debilidade como Nação naquilo que deveria nos caracterizar pela união de sentimentos entre nós mesmos, principalmente em relação ao que temos sabido sobre os desmandos e acordos esdrúxulos entre aqueles mesmos três poderes acima citados, bem como na malversação do dinheiro público.

Nossos pontos fracos como país residem em outros endereços, estão assentes em gabinetes públicos, políticos e até judiciais, como também em boa parte de suas repartições e órgãos auxiliares.

Estas três instâncias, tal qual moluscos, estendem seus inoperantes tentáculos a praticamente todos os recantos do país, custam uma fortuna e pouco nos devolvem de concreto.

Suas existências são fundamentais para o exercício pleno da democracia, mas não da forma que atuam, muito menos no custo que nos impõem e que tanto nos afetam.

Se existe algo mais por que se revoltar, protestar e fazer greve é pelo fim de todas as benemerência auto-concedidas pelos incompetentes que lá estão a nos enganar há muitos e muitos anos.

Democracia já!

Não da mais para acreditar nas propostas dos partidos políticos da forma que ai estão. São todos ligados a sindicatos corruptos, associações de classe mafiosas, empresários desonestos ou a movimentos outros que se auto-intitulam defensores de direitos.

Atualmente todos os candidatos se arvoram de republicanos e defensores da democracia, aquele sistema político caracterizado pela universalidade de pensamento e opinião em que os cidadãos elegem seus representantes por meio de eventos periódicos.

– Não o são!

Como poderiam vir a ser se para sobreviver cooptam pessoas para participar de ações e manifestações politicamente controladas por seus militantes. Felizmente estão se mostrando uma minoria desautorizada pela grande maioria da população do país, os brasileiros desatrelados de partidos políticos, portanto livres das más influencias ideológicas, sejam elas de esquerda, de centro ou de direita.
Sim, foram estes brasileiros que iniciaram toda essa mudança que os partidos políticos querem agora desautorizar tentando caracterizar-se de vitimas quando, de fato, foram e são os algozes.
Esses grupos aparelhados que agora estão indo as ruas protestar contra a prisão de corruptos e mentirosos na verdade estão a defender os bandidos que destruíram o pais enganando e explorando os cidadãos do bem. Para eles os movimentos iniciados em meados de 2013 não foram autênticos porque tiveram origem orgãnica familiar e autônoma, sem sua “autorização e controle”.
Vejam só quanta heresia. Os partidos que a pouco pregaram “Diretas já” na tentativa de se manter no poder estavam se lixando para aqueles que pediram “Democracia já” em 2013. Para eles o que importava era tentar direcionar as massas menos informadas em direção ao caos social, vez que a incompetência de seus lideres e idolos foi o que causou nossa destruição socioeconômica.
Não, nem os que estão sendo botados para fora ou na cadeia, nem aqueles que hoje estão no governo conseguirão impedir que tomemos rumo certo daqui para a frente. Ai desses que ontem eram partícipes do engôdo a que fomos submetidos nas três ultimas eleições porque deles não esqueceremos jamais.
E tem mais, que não se considerem salvadores da pátria os que perderam aquelas eleições porque nos decepcionaram tanto quanto os que foram vencedores. Sobre eles também pesam condenações e sérias acusações, as quais não passarão despercebidas pelos que querem começar a mudar o Brasil.

Diferenças à parte (se é que existem) seria tudo a mesma coisa.

Agora sabemos que nas eleições de 2014 incorremos em dois sérios riscos, o de eleger o PT associado ao PMDB e o de eleger o PSDB em chapa pura. Mal suspeitavamos de tudo o que sabemos hoje sobre aquelas duas candidaturas.

Se tudo tivesse acontecido ao contrário provavelmente estaríamos vivendo a mesma decepção ou seja, qualquer fosse o resultado teríamos errado.

Sim, porque a única coisa de que hoje temos certeza é que o MPF e a PF não estão brincando em serviço e qualquer fosse o eleito estariam fazendo o mesmo competente trabalho, vez que a cortina que tudo escondia foi descerrada o que, sem exceção, expõe as imoralidades de que são capazes nossos políticos, bem como todos que participam do indecente botim ao erário público.

Não é fácil absorver esse raciocínio por mais óbvio que se apresente. Alguns dirão que não, que caso fosse diferente o resultado das eleições o país seria outro. A esses cabe a pergunta:

Com esses políticos que aí estão?

Então tente imaginar qual seria a situação do país com o PSDB no governo e o PT na oposição (o [P]MDB, como sanguessuga de sempre, é um caso à parte), isso com todas as investigações já realizadas e aquelas que estão em andamento no mesmo estágio em que se encontram agora.

Dá um nó na cabeça, não é mesmo? Pois é, então vamos em frente com o raciocínio…

No caso da eventual eleição do outro candidato alguns podem até argumentar que tudo estaria sob controle. Mas não, a coisa não seria tão obvia assim, poderia ser até mais complicada.

No caso do PSDB tendo sido eleito, este certamente precisaria trazer um parceiro forte para dentro do governo o que os lavaria a organizar um “esquema falso-inverso” deste que temos agora ou seja, teríamos um PSDB refém do eterno comparsa oportunista de todos os governos ditos democrático. Ele mesmo, o [P]MDB, aquele partido com vários parlamentares na berlinda da operação Lava Jato.

Diferenças à parte (se é que existem) seria tudo a mesma coisa.

É por esse e outros tantos motivos que não mais podemos acreditar nos atuais políticos eleitos.

Precisamos tentar DESELEGER todos votando em pessoas que não estejam comprometidas com esse continuísmo que aí está a esfregar sua confraria conivente e corrupta em nossos narizes.

Será uma tarefa ardua e em boa parte frustante devido às manobras técnicas desonestas e auto protetoras plantadas por eles próprios no sistema eleitoral vigente.

É por isso que precisamos ser fortes, persistentes e acima de tudo brasileiros, só assim escaparemos desta arapuca.

Podemos ser leigos, mas…

A esperança não morreu, mas algumas decisões tomadas pelo STF em relação ao mais importante julgamento do país abalou a todos.

Nós, aquela parcela apartidária e sem o rabo preso do povo brasileiro estamos acompanhando de perto as atuações dos ministros e também fazemos nosso próprio juízo a este respeito.

Podemos ser leigos, mas não somos cegos nem surdos, muito menos mudos.

Alguns deles parecem estar disputando quem tem mais verborragia jurídica como também quem possue o maior ego, pouco se importando com as consequências de seus atos ao país que lhes paga salários, mordomias e incontáveis penduricalhos.

Saibam os que assim agem que serão eternos prisioneiros dos nossas mentes, juntamente com as pessoas que pensam estar protegendo.

Serão como condenados políticos cumprindo prisão domiciliar perpétua, posto que o sentimento de desprezo dos que cruzarem seus caminhos estarão presentes em todos os olhares, se é que terão coragem de encarar alguém.

Em razão da forma política e destemperada com que agem alguns de seus membros a Suprema Côrte que deveria ser referência de justiça para o povo brasileiro passaremos a colocar em dúvida sua própria finalidade.

A gente colhe o que planta

Em se tratando do futuro, para qualquer exercício que se faça nesse sentido nada é mais adequado que considerar a frase acima, até porque seus termos encerram a mais pura realidade de antes e do agora.

Então, seguindo este mesmo raciocínio será correto afirmar que nestas eleições estaremos plantando o que pretendemos colher no futuro, e é neste sentido que temos muito que aprender com os erros cometidos nas escolhas políticas que fizemos no passado.

Nada do que foi dito e feito por aqueles que hoje exercem cargos eletivos justifica o descaso com que tratam quem os elegeu. Está constatação é percebida em todos os partidos, sem exceção, sejam eles de direita, centro ou esquerda.

Como que para confirmar tudo isso, bastou ter início o período das campanhas eleitorais para os candidatos a reeleição abandonarem seus empregos (por nós a eles outorgados) e sair a cata de eleitores, tão cientes estão de sua incapacidade de conseguir os votos necessários às suas reeleições por seus próprios méritos.

Durante seus mandatos trataram de tudo que lhes era de alguma forma recompensador, exceto os temas controversos, aqueles que pudessem colocar em riscos seus indispensáveis votos.

Assim, assuntos como reforma previdenciária, combate a corrupção, prisão em segundo grau, foro privilegiados e tantos outros dos quais o país precisa de solução imediata foram deliberadamente abandonados ou postergados com a conivência de todos os partidos.

Os últimos anos então foram pródigos em mostrar suas verdadeiras intenções e ambições, tão raros foram os que lá buscaram retribuir com trabalho a confiança neles depositada.

A pergunta que fica para todos nós é:

Vamos continuar a ser inconseqüentes a ponto de repetir os erros cometidos no passado e reeleger aqueles que já foram desmascarados por seus próprios atos, erros e omissões?

LUZ PRÓPRIA

A humanidade é pródiga em produzir pessoas que por suas qualidades ou defeitos e mesmo através da conjunção dessas duas características sejam singularmente únicas.

Observando a gramática dessas duas palavras com significados obviamente opostos descobriremos que elas também têm a propriedade de juntas exporem a essência e a natureza das pessoas. (A qualidade é um substantivo feminino e o defeito um substantivo masculino)

Já a palavra pessoa determina o indivíduo, o ser humano, e político, no sentido figurado, indica aquele que remete a esperteza, que se mostra tinhoso ou ladino, as vezes até diplomático, mas que nos últimos anos tem sido pródigo em tomar atitudes degradantes, expondo assim seu lado mais desprezível.

Então, como concordar que alguém de boa fé esteja engajado em um partido político?

Por mais justas, verdadeiras e altruístas sejam as intenções de um indivíduo a partir do instante em que ele se aproxima de um grupo que defenda idéias e ações diferentes das suas visando galgar posição de destaque este, obrigatoriamente, passa a aceitar, conviver e difundir as mesmas concepções político-programáticas das pessoas que através delas pretendam alcançar o poder.

É difícil aceitar que alguém com luz própria tenha, necessariamente, que associar seu nome a um programa partidário sem compromisso com a democracia e a verdade para expor suas convicções.

Obrigações ou Deveres?

Você sabe quais são suas obrigações como cidadão?

Pois é, hoje em dia essas “obrigações” estão em desuso graças a carga de preconceitos que carregam devido a pressão exercida por aqueles que só conseguem enxergar direitos” em tudo.

Daí preferirem substituí-las (as obrigações) por “deveres”, algo lúdico que algumas pessoas entendem poder deixar de cumprir, caso daquelas sem ética, vez que expressam bem menos responsabilidades, apesar de terem o mesmo significado cívico e moral. Como firmado em 1988 na sétima Constituição do Brasil, a aclamada Constituição Cidadã, aquela da inviolabilidade dos direitos, das liberdades básicas e dos preceitos humanitários progressistas.

Aconteceu que também nela inseriram vários penduricalhos injustificáveis, como é o caso das janelas abertas ao empreguismo nas estruturas dos três poderes, do vergonhoso acesso irrestrito ao erário para atender injustificáveis demandas públicas ( na realidade privadas) e dos infindáveis recursos protelatórios.

Transformada em um complexo e emaranhado conjunto de direitos e esvaziada de obrigações (deveres para alguns como dito anteriormente), culminou por reduzir as esperanças de que “um dia as desigualdades entre os brasileiros deixarão de existir e nossas igualdades finalmente prevalecerão”.

Assim, um verdadeiro tratado histórico reconhecido como um dos mais completos do mundo em termos individuais, a Constituicao Cidadã, de tão complexa acabou por também confundir direitos com garantias, fato que a deixou  sujeita a tantas interpretações conflitantes.