O bastão da verdade

Como simples observador dos fatos é errado tentar responsabilizar quem nos trouxe até aqui, nos deu coragem para seguir em frente e nos levou a encarar a armação que se faz presente em nosso país a décadas sem que tivéssemos tido sequer espaço para falar alguma coisa quanto mais protestar se o motivo fosse conservar nossas referências morais, principalmente aquelas relativas à crença, família, pátria e liberdade.

O cidadão que hoje dirige o país, lutou praticamente sozinho contando para isso com poucas mas competentes pessoas para ajudá-lo a governar tendo como antagonistas, para não dizer inimigos, não apenas os outros dois poderes da República, mas também uma imprensa comprometida com os descalabros que assolaram o pais no passado recente e um sistema mundial de potentados que reage negativamente e de forma pusilânime a tudo o que foi proposto fazer, o que consequentemente afeta diretamente a todos nós. 

Isso, sem colocar naquele lado da balança da justiça aqueles que invariavelmente procuram um Judas para colocar a culpa e assim escamotear suas incongruências, melhor dizendo, suas inconsequências em relação à realidade do que está prestes a se consumar no país devido à relativização das coisas, o que restringe seus campos de ação somente aos espaços existentes ao redor de seus coniventes umbigos .

A realidade que se apresenta no momento é que a luta iniciada continuará com o descondenado sendo empossado ou não, com o atual presidente sendo mantido no cargo ou não, porque ela apenas começou. 

Alguém, em sã consciência, acha mesmo que se não fosse a competente gestão durante os quatro anos desse governo no enfrentamento das barreiras que foram constantemente colocadas em seu caminho pelo legislativo e pelo judiciário chegaríamos até aqui como chegamos?

Nossa economia, alavancada pelo agronegócio, se recuperou antes de qualquer outro país de nosso continente, quiçá do mundo, se considerarmos os entraves colocados por aqueles que mesmo sendo brasileiros só agem movidos pelo ódio sectário da ideologia de esquerda; nosso PIB foi de 4,6% em 2021, depois da queda de – 4,1% em 2020, com previsão de 2,8% para 2022, contrariando os pessimistas de sempre. Nesse período, nossa segurança também evoluiu satisfatoriamente mantendo e até reduzindo o número de homicídios desde 2019; na educação é certo que houve pouca, mas eficiente recuperação, mesmo com o estrago feito pela metodologia adotada por governos anteriores e as suspensões das aulas durante a virose, o que não permitiu recuperação melhor. Quanto à saúde então, em que pese a campanha capciosa contra as medidas tomadas pelo governo esse cumpriu sua missão nos mesmos níveis dos demais países do mundo.

Alguém, no domínio de suas atividades mentais, considera que ataques à democracia de fato e não da forma pacífica como permanecem agindo as pessoas que estão a mais de um mês se expondo às intempéries para defender o direito de protestar contra o que consideram injusto estaria acontecendo assim se fossem eles os acusados de manipular o resultado do pleito?

Não, ele não é um qualquer e sim o símbolo de resistência que nos motivou. Cabe a nós levarmos adiante o bastão da verdade sem cobrar de ninguém, senão de nós mesmos, qualquer responsabilidade, caso não se reverta o resultado duvidoso das eleições.

“PERDEU MANÉ”


Se existe forma de saber a índole de uma pessoa é vê-la participar do saque à integridade de uma nação.

Desde 30 de outubro de 2022 estamos percebendo que as tentativas de quem se considera eleito trazer para seu lado pessoas que tenham moral, gozam de respeito e considerarão está se tornando uma tarefa cada vez mais difícil. Isto se deve aos descalabros que ele expõe como verdadeiros motivos da “tomada do poder”. Aliás, ações que já se mostravam evidentes quando começaram a mostrar o esquema agora revelado posto que tramado desde antes do transcorrer dos quatro anos de governo Bolsonaro, evento este que apenas adiou a execução dos objetivos foropaulistanos.

É isso que estamos descobrindo a cada análise que fazemos das ações perpetradas por integrantes dos órgãos que comandam os processos legislativos, judiciais e eleitorais do país.

Nem o quarto poder, a imprensa, que de forma neutra e afastada de sentimentos íntimos e ideologias deveria divulgar os acontecimentos terá sucesso em sua apologia à submissão do povo a quem pode ter usurpado o poder de forma ilegal. Ao se negarem a comunicar o fluxo e o refluxo de ideias e acontecimentos ou seja, tornar comum a todos o que está acontecendo, o que as partes dizem ao se manifestarem quanto ao processo decisório mesmo após sua conclusão, passam a confirmar sua vassalagem a esse mesmo poder.

A mensagem lenta e maquiavélica enviada pelos que aparentemente o tomaram é tal qual a que a bandidagem diz quando aborda um cidadão comum e vocifera – “PERDEU MANÉ”, tão explícita quanto uma sentença de morte.

O poder não entra em pânico, é o que dizem os que se consideram vitoriosos. Assim é, desde que a vitória tenha sido conseguida de forma lícita, ademais, que também seja reconhecida pela população sobre a qual esse tal poder será exercido. De outra forma, restará aos céticos e patriotas de sofá, engolir a seco a mensagem sub-reptícia enviada pela lenta e persistente destruição dos sentimentos nacionalistas, das convicções morais, cristãs e cívicas que sua covardia deixará a seus descendentes.

O que move quem fez a opção de se envolver pessoalmente em uma contenda da qual nunca irá se envergonhar, quanto mais se arrepender é o fato de não mais se intimidar frente à opressão imoral, corrupta e ideológica que se fez presente e nos calou no passado, agora não mais. Nesses quatro últimos anos aprendemos muito observando as posições cheias de cautela daqueles que mais uma vez ficaram olhando para seus umbigos ao permanecerem inertes, preocupados apenas com a preservação de seus próprios status.

Provavelmente serão os primeiros a se arrependerem por seus coniventes silêncios frente aos desmandos que se fizeram presentes nas eleições de 2022, caso se concretize o resultado até agora mostrado.

Lamento

Lamento, por não ver

A verdade prevalecer

O ódio sucumbir

E o amor florescer

Lamento, por não existir

Harmonia nos fatos

Liberdade de ir e vir

Nem coerência nos atos

Lamento, por não poder falar

Tão pouca compreensão

Só vejo censurar

Calar a boca da nação

Lamento, por quem não percebeu

A gravidade da situação

Ficou preso no passado

Permanece na ilusão.

Obrigado por ser assim…, diferente das canas dobradas pelo vento.

Essas palavras escritas sobre papai por Márcio, o mais velho de nós, têm significado especial para quem o conheceu e me inspiraram a falar sobre sua importância.

Assim como acontece com todos é certo que ao longo de nossa existência vamos nos deparando com situações que bem traduzem a relevância da vida ser como ela é, como bem disse Nelson Rodrigues.

As canas dobradas pelo vento acima citadas representam aqueles que se submetem às pressões exógenas durante nossa passagem pelos estágios de aprimoramento espiritual e bem demonstram a pessoa que ele não foi e o que é para seus descendentes, mesmo depois de seu passamento.

Nessa sua última estada por aqui nunca dobrou seus joelhos em submissão às pressões a que sucumbem os fracos de espírito, muito menos às benesses que os corrompem. Como bem disse o mano Márcio, Seo Porto, Seo José Afonso, Cazuza, papai foi um homem digno e surpreendentemente forte em sua longeva simplicidade.

Suas atitudes sempre foram ensinamentos sobre como não trocar a honra pelo bem material. De acordo com ele, quem assim o faz vive fora dos parâmetros morais sendo cúmplice ou mesmo conivente com quem lesa o que não é seu ou pior, o patrimônio público.

Dizia ele, que mesmo tratando todos de maneira igual deveríamos estar preparados para sermos percebidos de forma diferente. De fato, é assim que acontece na maioria das vezes em que, estando em ambientes onde nos relacionamos social e profissionalmente, ser comum ouvirmos de quem menos se espera palavras que mesmo tendo pouca valia machucam mais que agressões físicas.

O que faz lembrar passagem antigas e até mesmo atuais do dia a dia na política, principalmente nessa época de eleições onde a assunção de cargos invariavelmente acontece em troca de favores e com esquemas obscuros.

Basta olhar a rapidez com que essa gente desprezível se porta ao sabor das mudanças do vento, tal qual acontece nos fenômenos climáticos “El Niño” e “La Niña” que caracterizam, respectivamente, o aquecimento e o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, sempre causando alterações danosas no Continente Sul-americano, principalmente ao Brasil.

Pois é, papai nunca se dobrou e nos ensinou a agir assim quando enfrentamos aquele tipo de vento.

Duas perguntas

O que ganhamos até aqui?

O que poderemos perder daqui para a frente?

Já vi alegarem que o amor venceu o ódio nessas eleições. Sendo assim, vamos buscar no dicionário, o pai dos burros, seus significados.

Amor – forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais.

Ódio – aversão intensa geralmente motivada por medo, raiva ou injúria sofrida; odiosidade.

Daí, a tentadora oportunidade para apresentar as duas perguntas acima elencadas. 

Ora, se esse amor existe nos projetos dos que aparentemente venceram as eleições em que parte de seu, até agora, desconhecido plano de governo está esse sentimento? Em suas ações depredadoras dos bons costumes e modos; nas declaradas aversões ao direito de ir, vir, se expressar e crer; na inexistência da propriedade privada; na insinuação de que o patriotismo é um ultrapassado sentimento de autodeterminação; na proposta de internacionalização da Amazônia Brasileira; no apoio recebido do crime organizado; na descriminalização do uso de drogas até agora ilícitas; na liberação do aborto; na exacerbação das diferenças e outras considerações tidas como ilícitas, mas que a qualquer momento os supremos senhores das leis podem interpretar de forma diferente ou na certeza da impunidade para com seus atos?

Bem, devido ao excessivo número de indagações que o amor, sob o ponto de vista ideológico enseja, acho prudente parar por aqui.

E quanto ao ódio? Se o ódio é próprio do governo atual como devemos considerar os esforços despendidos nas soluções adotadas para saciar a sede na região nordeste do país; como explicar os recursos destinados a socorrer estados e municípios durante a pandemia; como entender o programa de auxílio às empresas para que não demitissem seus funcionários; como não perceber o sucesso na destinação de recursos extraordinários às famílias carentes em momento tão singularmente negativo de nossa economia; como não enxergar os investimentos nas abandonadas infraestruturas rodoviária, ferroviária, aquaviária e aeroviária superando todas as expectativas desses setores, inclusive com o termino de obras nunca concluídas mesmo em momentos em que não havia os atrapalhos à saúde econômica no país e no mundo por causa da virose e da guerra em andamento; como acusá-lo de causar desemprego quando alcança índices irrefutáveis de melhoria nos números de recuperação de carteiras assinadas que remetem a situações anteriores a 2015; como não considerar a vigorosa retomada da atividade econômica e do PIB que nos fazem estar em melhor situação que muitos países desenvolvidos; como acusa-lo de não ter tomado as providencias cabíveis contra a covid-19 quando ainda em 03 de fevereiro de 2020 declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, momento em que estados e municípios agraciados pelo autonomia decretada pelo STF não atenderam àquele chamamento ao bom senso e, finalmente, como acusá-lo de não ter adquirido as vacinas necessárias quando nem mesmo os países produtores as disponibilizava para fora de suas fronteiras e o arcabouço legal nacional sobre o assunto o impedia?

Como a nação brasileira aparenta estar em um processo de autocomiseração podemos considerar amor como sentimento do ganhador e ódio como sendo o do perdedor?

São estas as condicionantes às respostas sobre o que ganhamos nesses últimos quatro anos do governo que se encerrará no dia 31 de dezembro de 2022 e o que poderemos perder de lá em diante.

Pois é, minhas dúvidas em relação àquelas duas perguntas iniciais acabaram por aumentar ainda mais. As tuas não?

É falso dizer que o Papa Francisco negou a existência de Deus em vídeo.

Depende.

A informação passada por uma dessas infalíveis agencias de analise de verdades e mentiras não acrescenta nada ao vazio cultural cristão existente sobre o que disse Bergoglio.

Pois bem, toda a prosopopeia dita na pretenciosa análise da fala de Jorge Bergoglio, esse que está Papa, é mera conjectura e abstracionismo sobre o tal parágrafo 234 do livro sobre a doutrina da religião católica. Lendo o texto com outros olhos e ouvindo toda a homilia fica claro que Deus se revelou a nós através de seu Filho falando d’Ele próprio, de seu Pai e do Espírito Santo. Daí, devemos concluir que Deus está entre nós representado pela Santíssima Trindade, posto que são suas três principais revelações, isso porque Ele, Deus, não tem como ser definido e sim revelado. Foi isso que Deus disse através de Jesus Cristo, seu Filho.

234. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. E, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na «hierarquia das verdades da fé» (35). «Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, reconcilia consigo e Se une aos homens que se afastam do pecado»(36).

A Trindade é una – diz o Dogma da Santíssima Trindade, parágrafo 253 do Catecismo da Igreja Católica.

253. A Trindade é una. Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: «a Trindade consubstancial» (64). As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única: cada uma delas é Deus por inteiro: «O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza» (65). «Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina» (66).

Portanto, a informação analisada por pretensos donos da verdade e censores da mentira não deve ser considerada falsa vez que pode sim ser interpretada como uma negação por Bergoglio à existência de Deus, quando disse a herética frase – “Ma Dio non esiste”,  em sua homilia do dia 9 de outubro de 2014. Aliás, mais uma de suas falas progressistas aos neófitos, aqueles que de acordo com a única vez em que aparecem na Bíblia, em Timóteo 3:6 –“Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo“, foi para tratar a respeito das qualificações dos obreiros para o ministério de liderança cristã. Na Bíblia, neófito é aquele que tem pouco conhecimento da religião por ser novato ou pouco esclarecido.

Errado é transferir a divindade do Deus uno para a Trindade, pois ela existe para ser sua revelação aos que Nele creem e não seus substitutos, o próprio Dogma da Santíssima Trindade é revelador e definitivo em relação a isso. No caso, Bergoglio procura criar esse preceito em mais um estratagema rumo ao socialismo por parte da igreja progressista que o elegeu.

Enfim, o Dogma da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) até poderia substituir a palavra Deus nas orações e outros momentos de profissão da fé como sugeriu Bergoglio naquela longínqua homilia, no entanto, essa proposta uma vez posta em prática certamente geraria ainda mais confusão aos fiéis pouco instruídos nas letras da doutrina cristã. Para explicar isso não basta apenas citar o parágrafo 234 do Catecismo da Igreja Católica a quem não tem acesso, tampouco ensinamentos a respeito daquele documento de 944 páginas e mesmo que os tenha, provavelmente seu entendimento será difícil.

A título de melhor explicação, vejamos então o que dizem quatro outros parágrafos, estes anteriores ao 234 no próprio Catecismo da Igreja Católica:

228. «Escuta, Israel! O Senhor; nosso Deus, é o único Senhor…» (Dt 6, 4; Mc 12, 29). «O ser supremo tem necessariamente de ser único, isto é, sem igual. […] Se Deus não for único, não é Deus» (31).

229. A fé em Deus leva-nos a voltarmo-nos só para Ele, como a nossa primeira origem e o nosso último fim, e a nada Lhe preferir ou por nada O substituir:

230. Deus, ao revelar-Se, continua mistério inefável: «Se O compreendesses, não seria Deus» (32).

231. O Deus da nossa fé revelou-Se como Aquele que é: deu-Se a conhecer como «cheio de misericórdia e fidelidade» (Ex 34, 6). O seu próprio Ser é verdade e amor.

Parece confuso para você? Imagina então para os outros que também professam o Cristianismo, o Espiritismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo, Hinduísmo, Xintoísmo, Candomblé, Umbanda, Taoísmo e tantas outras crenças. Ah sim, inclua nessa lista os ateus, aqueles que não têm religião.  

Última batalha

A luta é ferrenha
O propósito imutável
Meu esforço só aumenta
Na peleja permaneço.

A disputa sempre é dura,
Mas na vida o que não é
Se luto com afinco
Em Deus permaneço na fé.

Até quando for preciso
Carrego minha bandeira
Ela é verde e amarela
As cores de nossa fileira.

Vou leva-la pelo mundo
Muita gente assim se talha
Sendo todos brasileiros
Seguimos juntos na batalha.

Malabaristas ambulantes 





Conheço pessoas que identifico como redondas, mas não pela aparência e sim pelo comportamento. Sim, porque nunca mostram ter ao menos um lado, principalmente quando inquiridas e dizem não ter opinião formada sobre isso nem sobre aquilo, agem como a antítese do que diz Raul Seixas nos versos da música Metamorfose Ambulante e assumem não ter opinião formada sobre nada. Se, como dizem os filósofos do dane-se o mundo que eu quero passar, o cantor se referia em sua letra à mesmice e a estagnação conservadora em interpretação típica dos seguidores da filosofia Paulofreiriana, certamente também nela se baseiam os “redondos”.

Estes sim, verdadeiros malabaristas ambulantes, aquelas pessoas que só depois dos acontecimentos findarem se manifestam e assumem um lado. É quando se deixam rolar conforme desce a ladeira.

São como bolas de gude, as bolitas que lançávamos na direção que queríamos em nossos jogos de crianças. Os que agem assim são perfeitas expressões do que definimos como aproveitadores, aqueles que são levados pelas ondas das marés da vida e dançam conforme a música.

Estão sempre de bem com os poderosos, pois é deles que tiram seu sustento. Por princípios, melhor dizendo, na falta deles, havendo lucro e por aí que vão. Gravitam no entorno de seus mandantes enquanto deles podem tirar proveito, daí não se importarem em girar como peões nas mãos de quem tem a corda, tanto que nelas permanecem até caírem ou serem descartados. Enquanto isso, vão acumulando “dinheiros” sem se importar com a origem nem com os malefícios que isso possa causar.

São os que agora e em outros momentos de decisão não se manifestam. É quando voltam a assumir aquele formato que não tem lado nem personalidade, razão pela qual não medem as consequências de seus atos, apenas torcem para que tudo de certo…para eles.

Uma das justificativas é que assim o fazem por não saberem considerar o futuro e, como todos os egocêntricos, nessas ocasiões olham apenas para os próprios umbigos. Outra delas, é a de que “o futuro a Deus pertence”. Essa então, ao contrário do sentido divino da frase, não passa de uma desculpa esfarrapada para justificar sua covardia intelectual e, por consequência, a própria falta de humanidade.

Que Deus, Aquele que arquiteta nossa existência, nos receba conforme forem os meus, os seus, os nossos atos.

Vivemos em um Novo Mundo, somos livres.

O que está acontecendo a olhos vistos é a constatação de que a esquerda está perdendo a capilaridade que construiu devido à seletividade das informações que submeteu aos brasileiros, principalmente os das camadas de menor poder aquisitivo e os jovens que frequentaram escolas, universidades públicas e até privadas nas décadas que se seguiram após a reforma do ensino imposta por seguidos governos social-democratas, socialistas e comunistas, nessa ordem de involução. Isso se deu através da implantação do método Paulo Freire de ensino no sistema educacional do país.

O sucesso às avessas desse processo de impregnação e cooptação sob influência de Antonio Gramsci, comunista italiano e apóstolo da emancipação das massas através da infiltração de ideias desestruturantes contra conceitos conservadores de moral, civismo, religião, família e pátria, fez com que perdessem o controle da situação pela própria inviabilidade da proposta de desinformar contida no processo de lavagem cerebral colocado em prática.

É certo que uma das metas se cumpriu, a da desconstrução do que havia sido alcançado. Essa então, foi tão bem sucedida que acabou por afetar de maneira fatal seu próprio objetivo ou seja, a falta de programas de educação básica e superior voltados a ministrar conhecimento especializado em um mundo cada vez mais competitivo fez com que o padrão intelectual do ensino no país, uma vez nivelado por baixo, descesse a nível anterior ao da virada do século, este medido por instituições internacionais que sistematicamente acompanham o desenvolvimento educacional no mundo.

Também é perceptível que o feitiço virou contra o feiticeiro. Para tanto, basta observar quão refratária foi a reação da maioria da população em relação às propostas dos partidos de esquerda que disputaram as eleições de 2018 e como está agora em pleno curso da campanha eleitoral que se encerra no último trimestre de 2022, quiçá ainda no dia 2 de outubro.

Assim pretendem os que naquele dia optarão pela permanência do governo que aí está posto que e se propõe a dar continuidade nas mudanças que a muito custo vêm sendo implementadas rumo à consolidação da verdade. Verdade, que uma vez conhecida liberta.

O Brasil de hoje, diferentemente de outros países, não é detentor da cultura escravagista de quem o colonizou, não foi palco de sangrentas guerras mundiais nem dos extermínios em massa implementados por regimes totalitários de esquerda. Por isso, somos um país pacífico, certamente fruto da miscigenação racial e cultural dos povos que amalgamaram nossa gente; um país de dimensões continentais devido a bravura de nossos antepassados, razão de também falamos uma única língua; somos parte do verdadeiro Novo Mundo, aquela localizada na porção mais a oeste do hemisfério ocidental; estamos livre e desembaraçados dos laços colonialistas europeus graças aos sentimentos patrióticos de quem nos libertou dos grilhões que nos mantinham acorrentados às condições de degradados, explorados e vilipendiados, que novamente tentam nos impor os propositores da Nova Ordem Mundial.

Atrás da escuridão

Atrás da escuridão,
No merecido sono,
Há sempre momentos,
Que levam ao relento.

Histórias passadas,
Pessoas amadas,
Até odiadas,
Lembranças fadadas
Ao esquecimento.

Que a mente resgata,
A alma maltrata,
E se o corpo não marca
Machuca por dentro.

É um abismo sem fim,
Cair no vazio,
Espaço aberto,
Fundo do poço.

Águas revoltas,
Que roubam o fôlego
Afogam a calma,
É esse o intento.

O coração desanda,
Bate, rebate,
Resgata a vida,
Que quase perdida
Se esvaia no sonho.

PRECISAMOS VOLTAR A INVESTIR NO CENTRO HISTÓRICO DE CUIABÁ

Há pouco tempo li um artigo da Dra. Bárbara Freitag Rouanet, intitulado – A revitalização dos centros históricos das cidades brasileiras, que trata da tipologia das nossas cidades históricas. O documento em questão leva a refletir sobre Cuiabá por tratar do valioso patrimônio que cidades semelhantes a ela representam desde suas origens, mas principalmente devido a um dos aspectos urbanos levados em consideração pela autora ser muito parecido com o que aconteceu aqui, ou seja, o fato de sermos mais uma cidade histórica que sofreu o “arrastão da modernização” sem que houvessem maiores cuidados com a preservação de seu centro antigo.

As pesquisas e estudos elaborados sob a coordenação da Dra. Bárbara chegaram à conclusão que cidades como Cuiabá deixaram para atrás seus velhos centros urbanos quando passaram a sofrer a transferência de várias atividades e serviços públicos que lá estavam para as novas áreas do cenário urbano, estas melhor infraestruturadas em razão de receberem tanto investimentos públicos quanto privados.

Assim, o centro antigo de Cuiabá foi aos poucos sendo relegado à gestão municipal e às atividades de comércio e serviços que, por sua vez, também passaram a migrar para as áreas de expansão urbana, entre elas: bancos, escritórios de atendimento a serviços de energia e saneamento, grandes lojas de departamento e até mesmo órgãos da administração pública, o que leva a considerar ter havido pouco empenho de seguidos governos municipais na implementação de ações destinadas a recuperar a área central da capital, quer seja através de programas e projetos que incentivassem a permanência dos que heroicamente lá permaneceram, quer seja no incentivo a empresas, estabelecimentos comerciais, de ensino, de saúde, de educação e segurança, só para citar algumas atividades que se afastaram de lá exatamente porque não receberam apoio de qualquer natureza para continuarem instalados no centro histórico da cidade.

Quando falamos de incentivos nos referimos a ações que podem começar com a redução dos valores das taxas e impostos que incidem sobre os imóveis históricos, mas que também passem pela recuperação de ruas e melhorias na iluminação pública (inclusive com a efetiva remoção do excesso de cabos e fios, muitos sabidamente inúteis), além de outros serviços de apoio aos ocupantes e proprietários de imóveis lá localizados. Pessoas e empresas estas, que não se sentem motivadas a investir em restaurações, reformas ou mesmo construções na região central.

O que se percebe é uma permanente e severa fiscalização que pouco orienta e muito cobra, quando deveriam incentivar a preservação e não o abandono de imóveis que poderiam estar recebendo moradores que trabalhem ali mesmo, de modo a reduzir deslocamentos desnecessários e incentivar sua reocupação como área residencial. O mesmo procedimento também parece estar causando a proliferação de terrenos baldios, que acabam por servir de locais para vadiagem vez que descaracterizados pela ação do tempo e por proprietários desgastados devido ao prejuízo que é ter imóveis desvalorizados, sujeitos a imposições legais e pior, sem nenhuma contrapartida ou compensação.

Não há como reconstruir o que se perdeu nem manter o que resta com o que sobrou de registros oficiais de um passado urbanístico sobre o qual parece não ter havido emprenho público em manter, quanto mais em preservar de forma adequada, vide as recentes “reformas” das praças públicas, todas completamente descaracterizadas sem que os órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio público histórico desse um pio. Certo é que o centro de Cuiabá foi e continua a ser relegado a ações pontuais de reparo devido a falta de manutenção, o que dizer então da restauração daquilo que deveria ser motivo de permanentes e abrangentes cuidados.

Prova disso é que desde sempre vêm sendo feitas adequações a título de modernização que acabam por descaracterizar ainda mais o perfil histórico do centro. Exemplos não faltam, basta observar a destruição do passado glorioso da Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, de praças e prédios públicos com reformas descaracterizantes e não de restaurações com a preocupação de manter a originalidade daqueles locais. O que dizer então da cobertura asfáltica de suas ruas antes pavimentadas com paralelepípedos. Essa “melhoria” causou mais malefícios que benefícios ao centro histórico devido ao sensível acréscimo na temperatura local e ao perigoso aumento na velocidade dos veículos que lá circulam. Isso sem falar que os constantes recapeamentos asfálticos sem a devida remoção do pavimento que estava deteriorado elevaram os níveis das ruas acima dos das calçadas causando o alagamento dessas últimas quando de chovas fortes.

A análise destas e de outras situações relativas ao que já fizeram com a área central da cidade leva a crer que os estudos e projetos que compõem seu planejamento urbano pouco deram de atenção a preservação do patrimônio histórico, muito provavelmente porque assim como em outras situações, os gestores públicos não costumam considerar esse tipo de investimento como prioritário, creditando seus descasos a gestões anteriores ou levando o assunto com ações de perfumaria e maquiagem.

Voltando ao conteúdo do trabalho da Dr. Bárbara Freitag Rouanet, é possível dizer que Cuiabá está se tornando mais uma cidade de origem histórica que, sitiada pela modernidade, está a ponto de perder o que resta de seu patrimônio antigo caso não tenhamos consciência da necessidade do investimentos públicos na sua proteção.

Barbara Freitag Rouanet (Obernzell, Alemanha – 26 de novembro de 1941) é uma Brasilianista, socióloga, professora emérita da UNB.

Distrito Industrial Governador Garcia Neto, uma justa homenagem

Garcia Neto

Hoje é dia 26 de agosto de 2022, quarenta e quatro anos se passaram desde que o DIICC – Distrito Integrado, Industrial e Comercial de Cuiabá foi implantado pelo governador Garcia Neto em um de seus últimos atos no cargo que tão bem exerceu nos quatro anos de seu mandato.

Aquele evento ocorrido em agosto de 1978 marcou definitivamente o início do processo de desenvolvimento do Estado de Mato Grosso através da concretização das metas do II PND – Plano Nacional de Desenvolvimento do Governo Federal, lançado em 1974 e que tinha como um de seus principais objetivos enfrentar a crise internacional que havia levado o país à recessão.

Aquele segundo plano, que definiu investimentos em vários setores da economia, era composto de ações que continham um novo modelo de desenvolvimento mediante a combinação de ações do estado, da iniciativa privada e do capital externo, no entanto, teve sua execução comprometida pela continuidade da contração econômica internacional.

Apesar das dificuldades causadas pela crise mundial, a implantação da malha rodoviária federal e dos distritos industriais como o de Cuiabá teve continuidade e interiorizou o desenvolvimento do país sendo, com isso, capaz de dotar o Brasil das cadeias produtivas que até hoje são, em grande parte, responsáveis pelo sucesso na ocupação do centro-oeste e, consequentemente, na produção das commodities agrícolas que hoje em dia tanto colaboram para o sucesso de nossa balança comercial, em que pese ser sua maior parte composta de matérias-primas usadas na produção de outras mercadorias, relegando Mato Grosso a um persistente baixo grau de industrialização.

Garcia Neto levou todas as suas missões como político e cidadão ao pé da letra. É importante lembrar que o ilustre engenheiro civil, sergipano de nascimento, exerceu cargos públicos em seu estado natal e em Mato Grosso, seu estado por opção, onde foi prefeito da capital, vice-governador, deputado federal e governador, portanto, mais do que justa a homenagem de dar seu nome ao Distrito Industrial de Cuiabá.

A razão pela qual escrevo este artigo se deve ao fato de ter tido a honra de estar presente naquele longínquo agosto de 1978, ainda como estagiário de engenharia civil, época em que o Programa de Industrialização estadual era tocado pela SIC/MT – Secretaria de Indústria e Comércio de Mato Grosso e tinha como Coordenador de seu Departamento Operacional, o engenheiro Ivo Cuiabano Scaff e Chefe de Setor o engenheiro José Epaminondas Matos Conceição, pessoas que levaram adiante a missão de elaborar os projetos de oito distritos industriais localizados nos principais polos de desenvolvimento do ainda integro Estado de Mato Grosso, nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres, mais os quatro que hoje se encontram no atual Estado de Mato Grosso do Sul, quais sejam, Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

Voltando ao dia de hoje, será uma honra também poder estar presente na cerimonia de descerramento da placa alusiva à fundação do, agora denominado, Distrito Industrial Governador Garcia Neto e poder comemorar com os amigos que lá estão, seus 44 anos de existência.

Que os dias difíceis não sejam em vão.

Como é diferente a compreensão dos fatos. Se por um lado as vicissitudes da vida são interpretadas como provações pelos que as veem como sendo parte integrante do caminhar no aperfeiçoamento do espírito, outros a entendem sendo injustiças, principalmente os ateus, aqueles que só invocam a presença divina em ocasiões trágicas, como na proximidade da morte.

É assim que também acontece no espectro político dos anos difíceis que todos vivemos desde que parte das pessoas passaram a dedicar seus esforços a combater ideais e não ideias. Aliás, ideal e ideia são palavras quase idênticas mas com significados muito diferentes.

Enquanto ideal é um adjetivo, podendo ser entendido como a meta de um projeto e se ajusta perfeitamente a um modelo, a uma lei; ideia é um substantivo preso ao conceito e na dependência do conhecimento.

Seria mais ou menos como comparar visão periférica e visão central. Nesse caso, a visão periférica possibilita alcançar com os cantos do olhos muito mais do que está somente à frente sem que, para tanto, seja necessário virar a cabeça ou movê-los. Já a visão central, apesar de ser mais detalhada, é restrita quanto à sua abrangência.

Feitas essas divagações conceituais, ao trazê-las para o campo socioeconômico na intenção de interpretar os dias difíceis por que passamos, não há como fugir da dura realidade que nos trouxe até eles através da luta insana dos projetistas de um mundo com menos habitantes, mesmo que para isso defendam processos de redução populacional dos mais frágeis, dos menos favorecidos e daqueles que não comungam de seus objetivos.

Certamente há que se ter preocupação com o futuro da humanidade e buscar soluções para evitar os conflitos que poderiam advir dessa questão, mas não assim, não partindo de pressupostos catastróficos que os defensores da Nova Ordem Mundial buscam impor a um mundo desigual por culpa dos mesmos poderosos e egocêntricos países, conglomerados empresariais e pessoas que nos trouxeram aos quase caos em que nos encontramos.

Ao mesmo tempo, explodem em todos os cantos de planeta as exacerbações das diferenças e não a procura de equaliza-las; os que se viram oprimidos no passado buscando algo muito parecido com revanche vingativa que a eliminação de suas causas: vemos desses se aproveitarem os que buscam nas animosidades sociais, étnicas e ideológicas campo fértil para a plantação da desordem da qual eles precisam para concluir seus planos.

Que os dias difíceis não sejam em vão e nos permitam reagir a tempo.

Bom exemplo

Essa história diz respeito a pessoas conscientes de suas responsabilidades sobre o futuro e não somente a aquela situação incondicional que implica em criar os filhos, educá-los e prepará-los para a vida como ela é. Disso eles cuidaram enquanto tiveram forças e condições durante o período em que seus filhos cresciam e se tornavam pessoas de bem.

Zelosos quanto a mostrar o caminho correto, foram pródigos ao falar sobre os perigos escondidos nos atalhos que aparentemente diminuem a necessidade de empenho no trabalho, desvios enganosos que em nosso caminhar chamam a atenção sobre as possíveis perdas que a fatalidade impõe a quem se dispõe a percorre-los por puro oportunismo.

O passar do tempo e a benção da longevidade concedida por Deus ao possibilitar que chegassem longe em suas jornadas fez com que observassem as reações das pessoas em momentos cruciais da vida, como o da própria morte, e decidiram não deixar nada de material de maneira a evitar fosse o eventual motivo de disputa entre seus filhos e familiares. Assim, se desfizeram dos bens materiais de que dispunham e, em vida, distribuíram o valor obtido igualitariamente, reservando a eles próprios o suficiente para continuarem com tranquilidade suas vidas. E assim foi.

Não que isso seja uma receita certa e determinante para usar como referência, mas há que se considerar a importância de ter em mente que a riqueza material costuma deixar para trás um pavio sensível aos desatinos oriundos da ganância, dando oportunidade para que o bom senso deixe de existir.

Passamos por essas lições sobre a vida ao sermos criados dentro dos princípios religiosos mostrados por nossos pais. Foi dessa forma que tomamos conhecimento do que Deus propôs, nos foi mostrado por Jesus Cristo, colocado em prática pelos que Nele creem e deve ser observado por todos posto que, segundo o que Ele nos disse através de um de seus profetas – “Podes escolher segundo a tua vontade, porque te é dado” (Moisés 3:17).

A concorrência e a força.

Interessante a percepção desses dois atos, as vezes antagônicos outras complementares, no momento em que todos estão buscando respostas a questões que de uma forma ou de outra acabarão por nos afetar, queiramos ou não. Pois bem, essas ações fazem parte do que nos leva a tentar mudar o paradigma político que nos afeta desde o início da existência humana e continua a nos pressionar a cada embate eleitoral.

Para aqueles que assistiram passivamente às mudanças comportamentais ocorridas no século passado fica a dúvida sobre se foi realmente um período de evolução em todos os sentidos. Para dirimir essa questão será fundamental não confundir evolução comportamental com desenvolvimento tecnológico ou qualquer outro avanço ocorrido desde então, tampouco tentar justificar de forma simplista as mudanças verificadas nesse ou em outro parâmetro. Certo é tentar nos ater à natureza humana e sua relação com o mundo em que vivemos de forma a manter distantes as interferências sazonais, fenômenos que sempre acontecem quando duas ou mais ondas de qualquer natureza se encontram em um mesmo ponto, podendo se auto aniquilar, caso contrárias, ou se reforçar quando combinadas.

Transferir esse conceito de ondas, sejam elas de qualquer origem (elétricas, aquáticas, sonoras, luminosas, etc.), para a experiência humana serve para avaliar o quanto estamos sofrendo com a falta de sintonia positiva nos ambientes concorrentes que assolam o planeta, sejam eles econômicos, ideológicos, religiosos ou simplesmente de opinião.

A muito tempo deixamos de considerar concorrência quanto a seus outros sentidos, tais como convergência, encontro, junção, aproximação e concentração, para utilizá-lo somente como forma de disputar a primazia com quem ou o que quer que seja. Essa única forma de interpretação da concorrência parece não deixar dúvidas quanto as ondas de energia serem permanentemente concorrentes, principalmente quando tratamos de questões humanas, aquelas que tanto nos afetam dia após dia. Estratégia geralmente utilizada por aqueles que procuram impor o uso de viseiras aos mais jovens e aos desinformados com o objetivo de neles estreitar a visão geral do mundo em que vivemos.

Devido a essa interpretação egocêntrica há sempre alguém querendo ser o dono da razão, portanto, do poder e do controle, objetivos para os quais sempre recorrem à força para destruir, nunca para construir, como se somente no sentido negativo fosse possível empregá-la.

É preciso entender que concorrência também é um fenômeno positivo e força uma grandeza que tem a capacidade de vencer a inércia humana no sentido de buscar o bem comum, sem que para isso seja necessário anular direitos ou qualquer outra forma de pensamento.