ATO COVARDE

Quando a ficção tem precedência sobre a realidade, o destino se torna um sofisma 

Quando a informação não é mais honesta, a consciência fica estuprada 

Quando a conjectura tem precedência sobre a sinceridade, a mentira torna-se um axioma

Quando a referência sexual é neutralizada, a existência humana perde sua essência 

Quando a vacina se torna mais nociva que o vírus, a humanidade se torna refém do infortúnio e, finalmente 

Quando usam a justiça como arma ideológica, a conivência se torna um ATO COVARDE

ATO COVARDE

Quando a ficção se sobrepõe à realidade o destino se torna um sofisma;

Quando a informação deixa de ser honesta a consciência passa a ser estuprada;

Quando a conjectura se sobrepõe à sinceridade a mentira se transforma em axioma;

Quando a referência sexual é neutralizada a existência humana perde sua essência;

Quando a vacina passa a ser mais nociva que a virose a humanidade se torna refém da desgraça, e finalmente;

Quando usam da justiça como arma ideológica a conivência se torna ATO COVARDE.

Meu reencontro com Alberto Cardoso

A recordação da experiência que eu e Iracy vivemos na Fazenda Bonfim me fez lembrar de outras situações desse tipo que vivenciei, uma delas em 1962 na cidade de Cuiabá, somente esclarecida 10 anos depois quando finalmente consegui uma explicação plausível para o que aconteceu.

Quando estudava no colégio dos padres em Campo Grande conheci o Alberto Cardoso, ele era um dos internos da turma dos maiores junto com meu primo Ulisses Toledo enquanto que eu estava entre os menores sendo que tanto ele quanto o Ulisses eram muito respeitados, um por sua inteligência e outro por sua força. Acontece, que em determinada tarde estávamos assistindo ao jogo de futebol entre os maiores quando um jogada errada fez com que a bola viesse cair justo perto de nós e invés de devolve-la para o campo ficamos chutando de um para o outro até que a brincadeira irritou a pessoa que veio atrás dela justo quando estava comigo, daí o cara me segurou com uma das mãos e com a outra passou a bater com a bola em minha cabeça.

O Alberto, que estava se exercitando nas barras de flexão bem próximo de nós ao ver o que estava acontecendo veio em nossa direção dizendo ao sujeito que me agredia para ele parar com aquilo senão ia sofrer da mesma forma fazendo com que o cara caísse fora mesmo sendo um de três irmãos que estudavam no colégio. Isso ocorreu em 1937, quando do meu primeiro ano como estudante salesiano e acabou que passei a ser visto como protegido do Alberto e do Ulisses, que como parente mais velho já tinha a incumbência de olhar por mim. Pois bem, os anos se passaram, nos formamos, cada um foi para o seu lado e nunca mais nos encontramos mesmo a família dele morando em Aquidauana onde o pai era fiscal de rendas do estado.

Passados mais de 25 anos fui transferido pelo Banco da Lavoura de Minas Gerais da agência de Manaus/AM para a mesma função de gerente em Cuiabá/MT no mês de junho/1962 de modo que tive que cuidar das transferências escolares dos meus filhos em pleno ano letivo, providenciar um local para morarmos e da organização da agencia, isso sem falar da necessidade de recuperação das relações do banco com órgãos públicos e outros clientes, aliás a principal razão de minha transferência extemporânea.

Foram tantas coisas para resolver que quando me dei conta o tempo havia passado tão rápido que já estávamos no início de novembro. Naquele ano, o dia de finados foi em uma sexta-feira e estava caindo uma intermitente garoa que perdurou até o meio da tarde atrapalhando a todos que pretendiam homenagear seus mortos inclusive eu e Iracy que tínhamos planejado ir até a capelinha do Cemitério da Piedade rezar pelas almas dos nossos parentes, mas acabei tendo que ir sozinho. Então, quando o mau tempo deu uma trégua pequei o guarda-chuva e sai de casa na Rua Ricardo Franco, a Rua do Meio como era conhecida, e segui pela Cândido Mariano até a Igreja da Boa Morte de onde, à direita, já dava para vislumbrar o movimento em frente ao cemitério. Lá chegando, passeio por seu imponente portal e subi a alameda que leva até a capela para fazer minhas orações. Em meio a elas me lembrei dos nomes de alguns colegas cuiabanos como o Michel Sadi, o Walter Capistrano, o Borron e o Alberto Cardoso, pessoas que ainda não tinha encontrado buscando com isso uma forma de achá-los ou mesmo, se fosse o caso de terem falecido, rezar por suas almas. Depois, passei alguns minutos esperando um novo arrefecer da garoa e comecei a descer a alameda. Foi quando uma sepultura localizada à direita chamou minha atenção devido sua brancura, o que fez com que eu me aproximasse.

Era uma estrutura com o acabamento muito bem feito contendo um painel que dela se destacava tendo no centro a fotografia de um jovem fardado com roupas que se pareciam com as de gala que usávamos no colégio. O uniforme era composto por um quepe, camisa e calça, provavelmente da cor cáqui porque a foto estava em preto e branco, tendo como complemento o talabarte semelhante ao militar, uma peça em couro com mais ou menos uma polegada de largura que atravessava o peito em diagonal indo do ombro até a cintura onde terminava em posição diametralmente oposta à de seu início. Como eu disse, a foto era de um jovem cujas feições não me eram de todo estranhas o que confirmei ao ler estampados na lápide o nome do Alberto Cardoso e as datas de seu nascimento e falecimento ocorrido em 1942. Foi assim que com tristeza fiquei sabendo de seu falecimento pouco depois de eu ter saído do colégio quando bacharelei em Ciências e Letras no ano de 1941. Fiquei ali, parado lembrando dos momentos que passamos juntos pouco me importando com a fina garoa que continuava a cair, então fiz mais uma oração, agora para ele em especial, e fui para casa contar a Iracy a inesperada surpresa que havia tido no cemitério.

Apesar dela não ter conhecido aquele meu colega ficou emocionada quando lhe falei o que tinha acontecido e combinamos de voltar no dia seguinte para ela fazer suas orações e ver sua sepultura. No sábado, ainda pela manhã fomos até lá, entretanto, quando chegamos ao local onde deveria estar o tumulo não havia nada parecido com o que eu tinha visto, então imaginei que devido à chuva tivesse me confundido e sai procurando por ele, coisa que fiz dos dois lados da alameda desde seu início até a capelinha, mas nunca mais o encontrei. Fiquei encafifado com aquilo por muito tempo, na verdade por exatos 10 anos como descrito logo no início dessa história.

Pois bem, o tempo passou e em 1965 fui novamente transferido, dessa vez para Campo Grande e como para subir na carreira de bancário não é possível deixar de fazer novas mudanças lá fomos nós. Depois, mudei para o Rio de Janeiro como Gerente Geral do Banco Financial de Mato Grosso S/A entre 1967 e 69 até ser deslocado para Presidente Prudente onde assumi a Gerencia Regional com a função de expandir as atividades do banco naquela região e em parte do Paraná. No início do ano de 1971 o Itaú me contratou com a incumbência de voltar para Mato Grosso e abrir sua primeira agencia no estado, foi quando voltei definitivamente para Cuiabá.

De volta à cidade que escolhi para passar o resto de minha vida fomos morar no Edifício Maria Joaquina, prédio de apartamentos que estava começando a ser construído quando fomos para Campo Grande e que se tornou o primeiro edifício residencial da cidade. Ao nosso lado moravam o Dr. Silvio Curvo e Dona Bartira, um casal de amigos dos velhos tempos que agora tínhamos como vizinhos. Dona Bartira, logo tratou de promover um jantar de boas-vindas e foi nessa ocasião que enquanto comentávamos as idas e vindas da vida me lembrei do estranho caso que havia acontecido comigo na primeira vez que moramos em Cuiabá. Dr. Silvio, ficou impressionado com o que lhe contei e disse que conhecia a família Cardoso sendo que um deles havia sido seu paciente e se prontificou à saber se eram parentes do meu colega de modo a ajudar a esclarecer o ocorrido. Depois dessa nossa conversa, voltei a comentar esse caso com outras pessoas entre elas meus amigos Lenine Póvoas e Emanuel Pinheiro, mas sem sucesso.

Alguns anos se passaram, me aposentei da vida de bancário e fui trabalhar na Secretaria de Estado de Interior e Justiça como Chefe de Gabinete, foi quando recebi um bilhete do Dr. Silvio informando que havia encontrado um caminho que com certeza ajudaria a desvendar o mistério. Ele havia descoberto que seu paciente de sobrenome Cardoso era pai do meu colega e que o Alberto fora assassinado no Rio de Janeiro, mais precisamente na Estação Primeira de Mangueira, após discutir com um colega de farda sendo que na época era sargento da polícia e que lá mesmo tinha sido sepultado. Essa informação fez com que eu procurasse o Didi, Adildo Jacinto de Oliveira, esse era seu nome, meu irmão de maçonaria e sua esposa Dona Fia, ambos espíritas, na esperança de encontrar uma explicação para o que havia acontecido ouvindo deles que o Alberto tinha utilizado aquela forma de se mostrar para mim provavelmente porque eu o estava procurando com o coração aberto e desejoso de encontrar meus amigos cuiabanos.

Com o passar do tempo fiquei conhecendo um irmão, também militar, daquele meu colega e que naquela época tinha a patente de coronel. Nos encontramos em um jantar do Rotary Clube, foi quando lhe contei tudo o que se passou, então, ele ficou emocionado e lembrou que o Alberto acabara morrendo daquela forma trágica porque era muito reativo, já sobre o túmulo onde foi enterrado no Rio de Janeiro disse que era muito parecida com o que eu havia descrito, no entanto, a família já havia exumado o corpo e transladado seus restos mortais para o Cemitério da Piedade.

No dia de finados daquele ano voltei ao cemitério e informado pela administração da localização do jazigo da família Cardoso fui até lá reencontrar meu velho amigo Alberto Cardoso.

É isso aí amizade!

Amizade, essa palavra é por demais explorada por todos os que têm amigos e por aqueles que pensam tê-los na medida em que se traduz em algo efêmero como a alma que nos habita.

Não porque a amizade e a alma sejam inexplicáveis, mas sim porque nelas acreditamos sem que haja necessidade da confirmação científica como ultimamente está a ser exigido para quase tudo.

Amigo é uma das raras palavras que tanto pode ser artigo quanto substantivo. Assim, quando ela antecede o próprio substantivo transforma-se em artigo e é usada para identificar pessoas por quem temos afeto, aquelas que nos são leais e, sobretudo, por quem desenvolvemos um tipo de amor diferente, surreal, fruto de respeito, consideração e vice-versa. Por isso, quando usamos a palavra “amigo” antes de nominar uma pessoa a estamos convertendo em artigo especial.

Já amizade, é um substantivo bastante substancial porque significa sentimento e afeição diferenciada por outra pessoa a ponto de nunca decepciona-la, um sentimento no qual existe de fato reciprocidade completa e lealdade a qualquer custo.

O que importa é que em qualquer situação a palavra amigo quando usada para se referir a quem atribuímos todas essas qualidades é o que justifica o estabelecimento de uma amizade já que pressupõe a reciprocidade nela existente, um ingrediente mágico e tão efêmero que implica em ter sentido e ser sentimento.

Isso acontece quando quando temos a sensação de que algo bom é produzido em nossos corações e que nos faz sentir presos a outras pessoas vez que somente existe quando desprezamos outros interesses, nos confortamos com o convívio e que mesmo longe nos contenta, razão suficiente para acreditarmos que a distância entre amigos e amores não determina fins, pelo contrário, exalta princípios.

Amigo vem do latim “amicus” em cuja raiz está o verbo “amor”, que significa “gostar de”, “amar”.

Prejuízos na lacrosfera.

O que está sendo colocado nas prateleiras de algumas empresas de mídia pode estar sendo avaliado como produto de qualidade duvidosa, basta olhar para o que elas insistem em oferecer mesmo sabendo que os consumidores estão cada vez mais exigentes e por isso mesmo decepcionados com a falta de honestidade no que está sendo apresentado .

Só não percebem os que se submetem ideologicamente ou aqueles que não conseguem superar a lavagem cerebral a que são expostos diuturnamente os que ainda os acessam. Aliás, o maior grupo de comunicação do país replica e até advoga a ladainha da Nova Ordem Mundial na tentativa de cooptar as mentes dos cada vez menos incautos telespectadores pouco se importando com seus resultados financeiros negativos ano após ano. Quando digo incautos telespectadores o faço porque até bem pouco tempo não havia opção competente para enfrenta-los, mas essas diferenças estão se reduzindo rapidamente na medida em que novas empresas do setor e sites alternativos estão alcançando mais e mais público, e com isso possibilitando que a população perceba o que de fato está acontecendo vez que o raciocínio lógico é qualidade intrinseca do ser humano, daí a sensível queda de sua audiência e consequentemente de anunciantes.

Seria insensatez perguntar onde estão os conceitos de lucro e prejuízo de seus controladores ou será lógico considerar que não estão preocupados com esses, digamos, detalhes econômicos, devido terem escolhido permanecer trilhando o caminho da decadência moral e das relações com siglas partidárias? Possivelmente ambas as situações, porque ao se subordinar ao fisiologismo político para conseguir obter e manter sua concessão durante as três últimas décadas se expuseram conscientemente à corrupção tendo como consequência a obrigação de submeter sua audiência a interesses de terceiros, principalmente os de cunho ideológico.

A esperança de que a PLIN-PLIN possa permanecer do jeito que está fica cada vez mais dependente de uma mudança radical na Presidência da República quando das eleições de 2022 do que estava em 2018 devido a razões óbvias e ululantes, por isso mesmo correr o risco de novamente vir a apoiar o candidato errado, melhor dizendo, os candidatos errados, deve ser muito angustiante porque as próximas eleições também irão renovar boa parte do legislativo federal, aumentando exponencialmente a possibilidade da tragédia anunciada se transformar em realidade.

A essa altura, vale à pena lembrar o que aconteceu com a manipulação das informações principalmente das referentes às pesquisas eleitorais na última eleição porque se daquela vez quando tinham tudo o que não têm mais consideradas as perdas de audiência, credibilidade e anunciantes deram com os burros n’água agora então é que a situação deve ficar bem mais difícil, razão pela qual continuar a fazer campanha contra o governo e apoiar qualquer um dos candidato da oposição nas eleições que se aproximam pode significar uma caminhada ainda mais célere para o precipício uma vez que lá chegando não haverá paraquedas mesmo com a oposição tendo agregado a seus roll de parceiros outras empresas de comunicação. Acontece, que tais empresas são controladas por grupos estrangeiros, fato esse que na medida em que vai chegando ao pleno conhecimento público as tem tornado tão desconfiáveis quanto a PLINPLIN se é que essa ainda não está controlada pelo Yuan ( ¥ ), o que as colocaria literalmente no mesmo saco vazio de credibilidade.

Por mais que essas empresas e os partidos de oposição persistam em usar a mesma tática de desinformar para desacreditar o governo até agora não conseguiram, tão pouco as descaradas e coniventes ações de setores supremos do judiciário estão já que no máximo o que fazem é atrapalhar. Surpreendentemente, para eles e alguns poucos incrédulos a razão de todas essas investidas não estarem prosperando é a forma de reagir sem enfrentamento com que o governo administra os ataques que tem sofrido. Ele apenas observa, anota e se mantém no caminho da legalidade durante seu continuo trabalho de reconstruir o país da forma que é possível fazer e está conseguindo, só não enxerga quem não quer ver.

Em uma analogia simplista, as razões que permitem vislumbrar que o objetivo dos partidos de esquerda não será alcançado são as mesmas que possibilitam prever o que vai acontecer com um armazém de bairro caso ele não tenha o cuidado de renovar constantemente os produtos que oferece em suas prateleiras de modo a que nunca estejam vencidos, não sejam de má qualidade ou desconsidere exigências legais. Além do mais, o estabelecimento precisa checar constantemente o que pretende oferecer para não colocar a venda produtos de origem duvidosa ou fruto de manipulação fraudulenta, aqueles mesmos que no passado subsistiam à sombra da impunidade.

Não considerar que os eleitores deixaram de ser meros telespectadores é ignorar que evoluíram, que agora são fiscais de qualidade cada vez mais exigentes e conscientes de suas responsabilidades na hora de levar para casa, para o Palácio do Planalto, para a Assembleia Legislativa e para o Senado Federal o que tiver de melhor devendo esse último, o Senado, ser motivo de cuidados especiais quando das renovações dos mandatos em razão da sua agora de todos conhecida importante missão de fiscalizar o Judiciário em seus tribunais superiores porque só impossibilitando as eventuais trocas de favores entre os poderes é que conseguiremos impedir a interpretação das leis a despeito de nossa Constituição.

Negacionismo

Negacionismo, a barreira que tal qual o muro de Berlim do passado no presente está sendo usada para separar a humanidade.

Certo é que seus efeitos nocivos são tão terríveis quanto eram os daquele muro vez que mesmo não sendo feito de aço e concreto é ainda mais segregacionista porque está sendo empregado em todos os cantos do planeta para impedir qualquer manifestação que seja contrária a sua pretensão.

O negacionismo não era usado dessa forma até recentemente como o muro também não existia no fim da segunda guerra mundial, daí ser óbvio deduzir que ambos foram feitos, melhor dizendo, foram construídos pela ideologia comunista que atualmente subsiste camuflada de social-democracia.

Aos que não percebem, convém lembrar as semelhanças que existem entre os extremistas de esquerda do passado e os do presente, esses que agora estão travestidos de organizações e movimentos sociais mesmo sabendo que os princípios constitucionais de seus parceiros e prováveis financiadores propõem acabar com todos que tiverem coragem de enfrentá-los.

Esses, que antes eram assassinados aos milhões em campos de extermínio e pelotões de fuzilamento agora são aniquilados com a utilização de outras armas, entre elas as que inserem ao nosso cotidiano questões de cunho discriminatório, a desestruturação dos sistemas educacionais, a imoralidade como meio de desagregar famílias e o desrespeito às tradições religiosas e patrióticas como forma de destruir nações, entretanto, as que realmente assustam são as armas produzidas em laboratório como os vírus que matam e as vacinas que não protegem, mas que podem vir a apressar nosso fim através de seus imprevisíveis efeitos colaterais posto que até agora não passam de experimentos científicos.

A causa dessa agressão sem sentido é fruto da mesma ideologia de esquerda que separou um país e agora está novamente agindo, dessa vez para tentar destruir a liberdade de todos. No entanto, assim como a barreira física a ideológica também cairá se permanecermos unidos como sempre foram os cidadãos livres do mundo.

Afinal, se não têm coragem de responder a como, onde e porque isso começou nem quando vai terminar, quem está sendo negacionista?

Carregue nossa bandeira

Nós que aqui lutamos por liberdade,

Por direitos, por justiça e por nosso país,

A temos verde, amarela, azul e branca.

Já os que nos tentam destruir,

As têm de outra coloração,

Cores que pensam ser tão fortes,

Quanto aquelas, do nosso Pavilhão.

São indivíduos apátridas,

Suas cores nada transmitem,

São vermelhas e até de outros tons,

Nada ensejam senão ódio, repulsa e indignação.

Seus desejos são de aniquilar,

Destruir o sentimento de nacionalidade,

O sentido de família, de honestidade e de retidão.

São alheios à o que defendemos,

Razão porque contra tudo eles são,

Desde princípios morais,

Até os outros pilares da nação.

Assim, agem contra nossa crença em Deus,

Nossa fé, nosso patriotismo, e nossa pujança,

Enquanto nós somos todos baseados na razão.

Já entre ser ateu e ser à toa,

Eles sequer conseguem fazer distinção,

São incapazes de discernir que perdida a bandeira,

Resta somente um mastro que até pode virar poste,

E, se poste, marionete de outra nação.

Depende de quem carrega o pavilhão,

Se o povo que o instituiu,

Ou os desterrados com outra opinião.

Os que por um pano qualquer querem trocar,

O símbolo da nossa união.

Triste realidade, conspiração e conluio,

Ato insano dos que tanto já nos prejudicaram.

Mas, percebida a trama a verdade, ainda que tardia,

Nunca, jamais falha ou engana.

Doa a quem doer, custe o que custar é questão de tempo,

Tempo que não para, nem pode parar.

Certo é que tudo faremos pela Bandeira do Brasil

Para que ela continue Verde, Amarela, Azul e Branca,

Mas principalmente cravada em nosso coração.

Um capítulo na história do desenvolvimento industrial em Mato Grosso

A história do desenvolvimento de Mato grosso passou por vários períodos, um deles foi resultado de esforços atualmente imperceptíveis aos sentidos de grande parte da população e pouco considerado por políticos e articulistas. Na ocasião foram dados passos definitivos rumo ao processo de industrialização do estado.

Aquela importante iniciativa, resultante de ação pioneira do executivo estadual e timidamente apoiada pelos municípios deu início à implantação dos distritos industriais que até hoje aí estão.

O estado, como principal gestor das ações de desenvolvimento regional ainda atuava de forma discreta na gerência dos instrumentos voltados a fomentar as atividades industriais devido aos aspectos geopolíticos que o distanciamento dos centros de decisão econômicas lhe destinava, entretanto, muito de sua inoperância era devida a questões financeiras, realidade que expunha a permanente dependência de quem estivesse localizado fora das regiões desenvolvidas e localizadas no sul-sudeste do país.

Simultaneamente, os municípios não tinham condições de investir na criação de áreas especiais destinadas a alocação de empresas, projeto que no início do Programa de Industrialização de Mato Grosso (ainda unificado) era composto de oito Distritos Industriais, sendo quatro no estado remanescente de mesmo nome e quatro no futuro Mato Grosso do Sul. Naquele tempo, as prefeituras se viam desobrigadas de atuar em programas dessa natureza porque os considerava parte das responsabilidades do estado. Assim aconteceu com Cuiabá, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Garças.

Um exemplo disso é o DIICC – Distrito Integrado, Industrial e Comercial de Cuiabá, onde a falta de interesse dos subsequentes governos estaduais de implanta-lo de acordo com o Plano Diretor original acabou por descaracteriza-lo. Fato facilmente compreendido ao se considerar as circunstâncias conjunturais dos anos seguintes ao início de sua implantação. Para entender o que aconteceu é preciso voltar no tempo e rememorar.

Quando da decisão de elaborar o plano de desenvolvimento da atividade industrial em Mato Grosso o país estava vivendo o período dos governos militares. Observado esse fato, foi quando pela primeira vez tivemos estabelecidas metas plurianuais de crescimento, ou seja, o governo federal através de seus PND‘s – Planos Nacionais de Desenvolvimento, trabalhava aquelas metas considerando-as como programas de âmbito nacional cujos objetivos primordiais eram de integrar o país interiorizando seu progresso.

Um desses programas era voltado a promover a desconcentração da atividade industrial. Desconcentrar a atividade industrial significa, em simples análise, o deslocamento do eixo de desenvolvimento do Brasil, até então fixado no sul-sudeste para o norte-nordeste e centro-oeste, ocasião em que foi elaborado o Programa de Industrialização de Mato Grosso.

A partir de 1975 o governo estadual começou a estabelecer seu programa de desenvolvimento industrial dentro dos princípios do II PND (1975-1979) ou seja, baseado nas propostas daquele plano o então estado de Mato Grosso (MT + MS) projetou os Distritos Industriais que seriam implantados em parceria com o governo federal por ser aquele um dos principais instrumentos de incentivo locacional a investimentos da iniciativa privada nas regiões onde a atividade industrial era incipiente, quando não nula. Naturalmente que o programa foi baseado em estudos realizados à época resultando em um instrumento adequado às pretensões do governo de estabelecer polos de desenvolvimento regionais em suas microrregiões econômicas.

Em tempo, os estados do norte-nordeste foram os primeiros a dispor do apoio federal para o II PND. Eles receberam a quase totalidade dos recursos destinados à implantação de seus distritos industriais graças a sua capacidade de articulação em bloco na esfera federal o que acabou por, indiretamente, prejudicar os estados da região centro-oeste cujos políticos, ao contrário daqueles outros, pouco agiam em conjunto.

Após alguns anos da implantação do programa a nível estadual o governo federal reavaliou seu suporte financeiro aos estados devido à falta do correspondente retorno frente ao volume de recursos empregados em sua implementação, principalmente nas regiões norte e nordeste. Algo semelhante ao que vemos hoje quanto aos recursos federais colocados a disposição de estados e municípios para o enfrentamento da crise mundial na área da saúde e suas consequências.

Sendo assim, é relativamente fácil entender o que aconteceu de lá para cá. Pois então, devido à falta de recursos financeiros para a continuidade da implantação dos distritos industriais daqui as obras foram paralisadas e as cidades eleitas para serem os polos de desenvolvimento sofreram diretamente os efeitos da falta de infraestrutura para o assentamento de novas indústrias e o pior, faltou recurso financeiro até para fornecer o suporte adequado às empresas que já estavam instaladas ou em fase de instalação nos DI’s cujas implantações já tinham começado. Apesar de tudo, Mato Grosso conseguiu cumprir boa parte de suas obrigações, o suficiente para que seus DI’s se tornassem operacionais, mas não da forma que deveriam. Enfim, mesmo aos trancos e barrancos eles aí estão, são testemunhas da história.

E os municípios, porque demoraram para desenvolver políticas de incentivos locacionais à exceção de Várzea Grande? Isso também não é difícil de entender, vez que o governo estadual sempre foi condescendente nesse sentido dando razão a que os municípios transferissem a ele a responsabilidade do investimentos no setor. Fato que permitiu direcionar seu esforços para ações ligadas às principais necessidades dos munícipes como saúde, educação, e outras áreas sociais afins.

Dessa forma, a geração de empregos nas atividades de produção permaneceu por muito tempo e em sua quase totalidade sob a responsabilidade do estado, mesmo estando dentro do escopo dos municípios.

Não há como negar que estado e municípios tiveram e têm programas de incentivo às atividades produtivas, só que frequentemente atuando de forma paralela resultando em poucos esforços conjuntos nesse sentido. Essa dicotomia se dá de forma ainda mais inconsequente quando temos a infelicidade de ter os dois níveis de governança sob a gestão de políticos antagônicos ou que tenham seus egos maiores que os cargos que ocupam.

Enfim, desde há muito tempo necessitamos que sejam implementadas ações integradas para o desenvolvimento do estado e do país sem que projetos político-partidários os coloquem em risco.

Agora vivemos novos tempos e mesmo com a exploração das catástrofes que acontecem dia após dia estamos renovando as esperanças em um crescimento ordenado e por isso mesmo cientes de que boa parte dos resultados nesse sentido serão frutos da persistência de brasileiros resolutos e do surgimento de uma nova geração desinteressada de autopromoção, ambas descompromissadas com entusiastas e grupos econômicos ligados à Nova Ordem Mundial.

Caso essas cenas não passem de intervalos comerciais para o próximo programa eleitoral será preciso colocar em prática uma companha cujo slogan seja pela não eleição de políticos inconsequentes e dedicada aos candidatos a governos e cargos legislativos nas próximas eleições.

Coisas do Seo Manequinho

Nos anos setenta encontrei um homem que mais tarde, e por razões que a vida não explica, veio a ser o bisavô de meus filhos, em razão disso me foi dado o privilégio de conhece-lo profundamente.

Manoel Ramos Lino, Seo Manequinho, como nós o chamávamos, foi dessas pessoas difíceis de traduzir, mas fáceis de gostar. Possuidor de enorme força de vontade e afeito aos desafios do cotidiano foi, por assim dizer, uma das primeiras pessoas que conheci a se envolver diretamente na preservação da natureza, e o fazia através de ações desenvolvidas na preservação das árvores frutíferas da cidade. Coisa que naquela época era interpretada como um exagero, quando não esquisitice.

Ao dizer árvores frutíferas, me refiro àquelas que tínhamos nos quintais, víamos nos terrenos baldios, e encontrávamos no entorno da cidade, em suas ruas e praças. Por obvio, que não estou me referindo às importadas, dessas que estão nas gondolas de supermercados e frutarias e sim das genuinamente matogrossenses, as da terra, como no dizer do nosso povo.

Onde estão os pés de SAPOTI, JABUTICABA, UMBÚ, ABIL, CARAMBOLA, GOIABA, BOCAIUVA e uma outra já muito rara naquela época, a FRUTA-BANANA. Até os pés de CAJA-MANGA, MANGA BOURBON, ROSA, COQUINHO, ESPADA e COMUNS, como chamávamos as que não tinham nome e que também estão sumindo, que dizer então das PITOMBAS e INGÁS comprados de vendedores que em seus carrinhos de mão carregavam peixes, verduras, legumes e frutas da época. Tudo aquilo ainda me traz ao paladar gratas e saudosas lembranças degustativas do passado.

Foi em um 12 de outubro de anos atrás, dia da criança, que sentado embaixo do TAMARINEIRO do quintal da casa de meu sogro, o Coronel Octayde Jorge da Silva, personagem sobre quem ainda vou escrever um livro tamanha sua importância para a família, o ensino e a história de Cuiabá, que proseando com a família e vendo a criançada subir nas GOIABEIRAS, CAJUEIROS, PITOMBEIRAS e chuçar as MANGUEIRAS, que me veio na memória a época em que aquelas outras frutas, as que meus filhos não conheceram, eram fáceis de encontrar em qualquer canto da cidade.

Naquele tempo, Seo Manequinho não permitia que jogássemos fora as latas de conserva, sacos plásticos ou qualquer outro recipiente que fosse possível encher com terra e colocar dentro sementes para produzir mudas. Com invejável vitalidade, armado de sua capacidade de cativar pessoas e aproveitando de suas permanentes andanças no trabalho diuturno que fazia para o Abrigo Assistencial aos Indigentes, Cegos, Inválidos e Desvalidos de Cuiabá, associação de defesa dos direitos sociais por ele fundada e levada adiante, aquele homem simplesmente ia procurando árvores frutíferas e coletando seus frutos para depois, nos finais de semana, descansar transformando sementes em mudas para dar aos amigos e para quem quisesse participar daquele seu esforço anônimo e pioneiro.

Como sei disso? Bem, acontece que quando me casei Seo Manequinho, avô de minha esposa, tinha disponível um anexo em sua residência (na esquina da Rua Presidente Marques com a Rua Cursino Amarante) onde uma de suas filha, Luiza Helena, a mais nova, havia morado quando casou e ele nos ofereceu o lugar de modo a que economizássemos no início da vida conjugal e ao mesmo tempo fizéssemos companhia a ele Dona Elza e Haroldinho, o filho caçula, e assim foi por dois maravilhosos anos.

Infelizmente ele morreu em 1983 aos 78 anos de idade, ainda muito cedo para uma pessoa de seu espectro social e intelectual. Com ele se foi, entre outras coisas, a luta pela preservação das árvores frutíferas. Naquele tempo não havia ação pública nesse sentido, exceto o trabalho do Horto Florestal, que por razão desconhecida pouco se empenhava em resgatar e distribuir as mudas a que me refiro, quanto mais plantá-las em locais públicos como praças e canteiros para que todos pudessem delas se beneficiar. Essas frutas, longe de serem recordações sem importância são antes de tudo alimento e fontes de vitaminas, principalmente para as crianças carentes que aí estão a procurá-las nas poucas casas que ainda as têm como acontecia na casa do Cel. Octayde.

Os cuiabanos de raiz ainda devem se lembrar do lugar, um muro alto com portão de grade que escondia a casa e o enorme pomar localizados na área central da quadra que fica entre as ruas Barão de Melgaço, Candido Mariano, Pedro Celestino e Campo Grande, bem no centro de Cuiabá, onde hoje está o estacionamento chamado Coronel Park, em singela homenagem. Lá, resistindo ao tempo ainda estão um enorme TAMARINEIRO, uma ATEIRA, um LIMOEIRO e uma JABOTICABEIRA, últimas testemunhas do que já foi um quintal cuiabano de chapa e cruz.

Ainda existem outras casas assim na cidade, mas aos poucos estão dando lugar a novas edificações que acabam por descaracterizar o glorioso passado de Cuiabá, quando era conhecida como a Cidade Verde. Alguns dizem ser o preço do progresso, mas, convenhamos, o desenvolvimento não precisa ser tão cruel com a natureza. Até os pássaros estão abandonando a cidade por não terem frutas para comer. Restam pardais e pombas, aves estranhas aos nossos antigos quintais onde os sabiás não cantam mais.

Cabe aqui um apelo às autoridades, para que desenvolvam campanhas de recuperação das árvores frutíferas de forma a que sejam plantadas em praças, canteiros, residências, condomínios, empresas, indústrias e clubes para que possamos ao mesmo tempo confortar nossas memórias, preservar nossa história, voltar a alimentar os pássaros e acima de tudo os mais carentes, isso sem falar dos benefícios à saúde que trazem consigo.

Será que ainda existem por aqui pés de PITANGA e CAJÁ (do amarelinho), aquelas frutas que só de lembrar enchem a boca de saliva?

Será que nas famílias e no casario antigo conseguiremos encontrar as espécies de frutas de que falo e assim recuperar o pomar cuiabano?

Tenho certeza que todos os que lerem esse artigo sentirão no paladar o sabor daquelas frutas e procurarão, como estou procurando, recordar o lugar onde viram pela última vez pelo menos uma das árvores cujos frutos tanto adoçaram nosso passado.

Se você as tem em sua propriedade faça um pequeno esforço comunitário, produza mudas ou permita que alguém o faça e dê aos amigos, vizinhos e até a desconhecidos. Caso prefira, entre em contato com o Horto Florestal para que eles, os técnicos no assunto, coletem, produzam e distribuam nossas saudosas árvores frutíferas.

Tenho certeza que Seo Manequinho, um obstinado obreiro do Grande Arquiteto do Universo, vai agradecer lá do Oriente Eterno onde se encontra.

O Distrito Industrial e a ferrovia.

Já escrevi alguns artigos sobre o advento da ferrovia no estado de Mato Grosso, é um assunto que me agrada por razões sentimentais ao mesmo tempo em que me preocupa por razões profissionais porque ela continua a ser explorada por políticos que se apropriaram de sua natural essência desenvolvimentista. Digo isso, porque é um tema por demais importante para ser usado e abusado por aproveitadores de ocasião.

Para ser coerente com a realidade é preciso voltar atrás no tempo e começar do começo. O uso desse pleonasmo vicioso é necessário para justificar o tratamento correto à história da ferrovia, entretanto, para não me tornar enfadonho sugiro a quem se interessar ir atrás do início de tudo nos livros e vários artigos publicados sobre o assunto.

Desta vez, o objetivo é falar sobre a apropriação indébita da localização do terminal ferroviário em Cuiabá pelos atuais governo e concessionária da ferrovia.

Na verdade, a definição do melhor lugar para o terminal aconteceu a mais de 45 anos através do estudo de viabilidade técnica e econômica realizado pelos governos federal e de Mato Grosso dentro do II PND – Plano Nacional de Desenvolvimento (1975-1979), que tinha por finalidade estimular a produção de insumos básicos, bens de capital, alimentos e energia no Brasil.

Um trabalho que culminou com o Plano Diretor do DIICC – Distrito Integrado, Industrial e Comercial de Cuiabá, elaborado pela PLANEX S/A – Consultoria de Planejamento e Execução que, dentre outras coisas, nele destinou área específica para o terminal ferroviário. Tudo em conformidade com o proposto pelo deputado federal Vicente Vuolo e estabelecido pelo governador Garcia Neto.

Foi no governo do Eng. Garcia Neto que o DIICC foi implantado, mais especificamente em 1978. Naquela época, o desenvolvimento industrial do estado era responsabilidade da antiga Secretaria de Industria e Comercio, SIC/MT, depois SICT/MT e atualmente SEDEC/MT.

Pois bem, esse resgate histórico se faz necessário para orientar a descabida disputa sobre o nome do empreendimento que, de fato, é uma ferrovia privada e não estadual como a idiossincrasia política vem alardeando. Prova disso é o recente pronunciamento do governador quando declarou que o estado não colocará um centavo na ferrovia, ou seja, outra apropriação indevida, nesse caso, de propriedade. É assim que agem os políticos desde o início de sua implantação pelo empresário Olacyr de Morais que concessionário projetou e implantou a Ferronorte com recursos privados.

Há que ser reconhecida a luta iniciada a quase meio século (1976) pelo então deputado federal Vicente Vuolo que apresentou projeto de lei propondo a extensão da malha ferroviária nacional até Cuiabá no intuito de recuperar o tempo perdido e a decepção dos matogrossenses que habitavam o centro do estado quando no início do século passado (1904) o traçado original da ferrovia que chegaria até a capital foi redirecionado para Corumbá. Um erro histórico, que muito contribuiu para o isolamento secular dessa parte da região centro-oeste do país.

De fato, a vinda da ferrovia para cá foi obra não só de quatro, mas sim de seis mãos. A saber, as do deputado federal Vicente Vuolo, as do governador Garcia Neto e as do empresário Olacyr de Moraes que mais tarde se juntaram às primeiras, todas a seu tempo, aproveitando do planejamento do governo federal para descentralizar e interiorizar o desenvolvimento do país. Muitos foram testemunhas desses esforços, mas poucos os reconhecem.

Nos final dos anos 70, quando ainda no início da vinda das famílias de migrantes e empreendedores, os ilustres e bem-vindos novos pioneiros, o DIICC e outros três distritos industriais em implantação (Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres) exigiram o empenho de pessoas que, anonimamente, muito contribuíram para tornar possível o recebimento dos mato-grossenses por opção.

É possível afirmar que foi graças ao continuado esforço conjunto que o Mato Grosso remanescente, aquele que para muitos seria a sobra do antigo grande estado, se tornou ainda maior. Sim, é verdade, vencemos todas as dificuldades que nos foram deixadas na forma de passivos das dividas e obrigações referentes ao estado desmembrado, além de uma estrutura governamental que muitos consideravam tão velha quanto ultrapassada. Provamos que não, e continuamos a superar todas as expectativas sobre nosso futuro.

Após tanto falar o que considero justo rememorar sobre a ferrovia torna-se importante citar nominalmente alguns dos obstinados e anônimos matogrossenses da velha guarda como o engenheiro e professor Ivo Cuiabano Scaff, responsável pela desenvolvimento industrial do estado na função de Diretor Operacional e depois secretário da então SIC/MT, bem como do engenheiro José Epaminondas Matos Conceição, seu braço direito e assessor imediato. Dois Mato-grossenses com “M” maiúsculo com quem tive a honra de trabalhar e aprender. É através desses inesquecíveis companheiros que agradeço a todos os demais por nosso Mato Grosso ser o que é.

Se existem pessoas a serem homenageadas então que sejam coerentes os que pretendem assim fazer. A pergunta que cabe nesse momento é sobre o porque de não nominar o empreendimento como Ferrovia Vicente Vuolo e Olacyr de Moraes, ambos merecedores de reconhecimento por seus abnegados empenhos e legados. Assim sendo, porque não agir da mesma forma e com o mesmo objetivo homenagear o Governador Garcia Neto dando seu nome ao Distrito Industrial de Cuiabá?

Com a palavra a concessionária, o Executivo e o Legislativo de Mato Grosso.

Elogio ou crítica, tanto faz.

Essa afirmação, que a princípio pode parecer equivocada devido ao fato dos dois substantivos que nela estão presentes serem antônimos depende da conjuntura em que é inserida, especialmente quando a intenção do sujeito, no caso o analista político, é transgredir.

Recentemente, tivemos uma forte demonstração de aprovação do governo pela opinião pública quando uma multidão de pessoas de todas as classes sociais, sexos, raças e idades foi às ruas comemorar o 7 de Setembro.

Sua análise, ou melhor, a avaliação do que levou milhões de pessoas a participar de eventos com o mesmo objetivo por todo o país é vista sob essa ótica dicotômica quando feita por quem não aceita o fato dela ter sido uma clara demonstração de apoio ao governo como um todo e não, como alegam seus detratores, somente a uma pessoa.

Aquela manifestações, espontâneas em todos os sentidos, também mostraram o descontentamento generalizado com as ações arbitrárias dos que querem acabar com ele, volto a repetir, ele o governo como um todo, porque não há como dissociar a obra do autor ou autores, como é o caso.

Então, para desespero de boa parte dos politiqueiros de sempre, de parcela dos membros dos supremos cadafalsos judiciais, dos opífices globais e de noticiaristas hipocritas, o mal que causam e disseminam não consegue mais fazer com que o cidadão comum, aquele que por meios sub-reptícios eles emprenhavam pelos ouvidos, seja manobrado como antigamente.

Seus erros são a persistência em exacerbar na critica e faltar com o elogio, o que acabou por colocar em evidência a inquestionável e dura realidade da frase que diz: “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

No caso, está clara outro situação irrefutável, aquela que acontece quando o feitiço vira contra o feiticeiro.

“Alea jacta est”

Caso não tenham percebido antes, grande parte dos caminhoneiros já estava pensando em parar o país quando aderiram às manifestações. Também seria razoável tivéssemos considerado que as consequências de uma ação nesse sentido chegaria até nós em muito pouco tempo.

A alguns dias vem sendo dado o alerta para que todos façam compras sem exageros e constituam reserva de alimentos e gêneros de primeira necessidade para enfrentar uma eventual escassez

Por essa e outras razões ainda mais prementes o momento exige que todos participem do que resta de espaço e tempo para reequilibrar os Poderes da República. Um esforço a ser feito até o último instante no sentido de evitar o caos que haverá de existir para todos se, de fato, não for impedida a ruptura entre eles.

Muitos dizem que essa ruptura já houve, mas o fato de todas as manifestações terem acontecido de forma pacífica é prova de que ainda não, que ainda temos tempo, pouco, mas temos.

O que vai acontecer a partir de amanhã é imprevisível porque vai depender somente da vontade política e não mais da popular. A população já expôs seu desejo e o fez de forma pacífica, com todos as letras e de todas as formas possíveis, inclusive pelas forças armadas ao nelas se fazerem representar pelo Ministro da Defesa usando uma camisa com a bandeira do Brasil e ao lado do Presidente da República. Só não entendeu quem não quis.

No entanto, ao cair da noite do dia 7 de Setembro a corda, melhor dizendo, o meio de ligação que existia entre os três poderes da República foi violentamente retirada pela intolerância da extrema imprensa através de mais uma demonstração de seu viés irresponsável e tendencioso quanto procurou ridicularizar a voz do povo ao desrespeitar a grande maioria das pessoas do país que foi às ruas para expressar sua opinião sobre o que está acontecendo.

É por causa da permanente oposição ao governo por parte dessa parcela de empresas de comunicação que a partir de agora o Brasil corre sério risco de parar. Para evitar isso será preciso que o Poder Legislativo e o Poder Executivo ajam em harmonia e façam com que o STF, (Poder Judiciário), reveja seu papel na cogestão do país. Não bastará a ele mudar o rumo que alguns de seus membros decidiram seguir, será preciso refazer muito do que já foi feito em aparente desconformidade com nossa Constituição.

O que presenciamos a partir de ontem confirmou que a extrema imprensa não existe mais como meio de comunicação, ela se tornou refém de suas próprias atitudes e responsável pela mudança nos planos dos caminhoneiros que ajudaram a promover as manifestações.

Antes haveria tempo suficiente para que fosse negociada a não paralisação que disseram fariam caso não fossem ouvidas suas reivindicações, entretanto, já deu para perceber que a postura intransigente e beligerante de algumas empresas de comunicação é uma das causas da redução do tempo dado pelos caminhoneiros. Eles já comunicaram através das gravações que estão sendo repassadas pelo WhatsApp que o prazo para seu início acabará em 24 horas a partir de hoje, 08 de setembro de 2021.

Provérbios e prenúncios

Sempre que assisto a um desses desagradáveis momentos a que nos têm sujeitado políticos, supremos ministros, outras pessoas públicas, empresários, representantes classistas e até mesmo a CNBB me deparo comigo mesmo procurando encontrar nos mais longínquos cafundós do passado razões para que tenhamos chegado a esse estado de degradação cívica e moral.

Quando digo degradação me refiro a toda e qualquer forma que queiram usar para qualificar os atos sem classificação dos indivíduos que hoje nos representam no legislativo, de alguns supremos do judiciário e, logicamente, seus bajuladores.

A geração a que pertenço não viveu ambiente tão degradado, aético, amoral e desrespeitoso como a situação que estamos passando de um bom tempo para cá. É como se aquele provérbio que foi ensinado por pais e mestres para filhos e alunos, “UM ERRO NÃO JUSTIFICA OUTRO”, tivesse perdido a razão de existir. Por sua influência percorremos o caminho mais próximo que pudemos da honestidade, da honra, da verdade e por sua razão conseguimos chegar bem até aqui. Fosse para quem fosse, aquela frase era dita como o prenúncio de uma consequência proporcional à gravidade do ato errado que ousássemos cometer, agora não mais.

“ERRAR É HUMANO”, é como começam praticamente todas as atuais frases e mensagens. Essa, por mais que traduza sentimentos não possui tanto escopo quanto aquela outra posto que costuma ser usada para minimizar ou mesmo tentar justificar delitos inconcebíveis a quem tem bom senso. Naqueles tempos invariavelmente ouvíamos em alto e bom som, “ISSO EXPLICA MAS NÃO JUSTIFICA”, mas agora tudo virou coisa do passado.

Qual será a explicação a ser dada por deputados, senadores e supremos ministros para os brasileiros que virão daqui para a frente? Que “O FUTURO A DEUS PERTENCE”? Será esse outro provérbio nosso vaticínio?

Se ao menos eles acreditassem sim, mas não acreditam, melhor dizendo, nunca acreditaram porque vivem somente o agora e desse seu “presente” não pretendem abrir mão. Esta é a razão pela qual nem a eles, muito menos a nós, nossos filhos, netos e aos mais necessitados o futuro que almejam deverá persistir. Certo é que se não houver resistência, se perdermos a esperança, se não tivermos fé e se nós mesmos não construirmos nosso futuro isso nos afetará de tal forma que o déjà-vu, aquele sentimento ruim já experimentado por todos nós conseguirá voltar a se tornar realidade.

“PELO ANDAR DA CARRUAGEM”, talvez alguns sociólogos progressistas se juntem aos ideólogos e governantes do passado recente, aqueles que nos trouxeram o caos, para tentarem convencer a todos que darão seu conhecido jeitinho para saldar as contas dos governos federal, estaduais, municipais e, é claro, nossas aposentadorias. Dirão que vão conseguir pagar tudo rigorosamente em dia e ainda controlar a inflação, arrumar emprego para quem quiser e fazer o PIB crescer rapidamente sem maiores sacrifícios. Sim, porque para eles tudo o que se fala sobre a crise de gestão herdada de seus governos não passa de balela, “CONVERSA PARA BOI DORMIR”, pura jactância de liberais e conservadores.

E a pandemia heim? Essa então, segundo o ex-presidente, ex-presidiário e o mais proeminente líder da socialdemocracia, portanto, chefe da camarilha, o que hoje passamos é um merecido castigo por termos eleito um governo sério, crente em Deus, que respeita a família e é, sobretudo, sem corrupção. E tem mais, se ele ou qualquer um de seus postes for eleito em 2022 tudo será resolvido com o controle das redes sociais e da internet. Isso feito, acreditem, para o energúmeno em questão até a economia voltará a crescer.

Quem sabe o pessoal que já providenciou lugar próprio para morar no exterior acredita nele e volta. Perguntem isso aos FHC’s, Caetanos, Chicos, Fernandas, Jeans, Gilmares e Pedros da esquerda caviar. Ah sim, não se esqueçam de fazer a mesma pergunta àqueles que já estão com os passaportes nas mãos e as malas prontas.

“QUEM VIVER VERÁ!”

Estamos prontos para entender o último aviso?

Estamos prontos para entender a mensagem única e definitiva sobre o nosso destino?

Alguns acham que não, certo é que tudo leva a crer estejamos quase lá e não será ninguém entre nós quem decidirá quando nem como, mas sim as circunstâncias.

Essa mensagem não versará sobre o dia do juízo final, será um aviso de que ele não tardará a acontecer se continuarmos trilhando o atalho que estamos construindo em sua direção. Por certo não será uma sentença, mas um último alerta.

Os sinais estão cada vez mais claros em contraponto aos dias cada vez mais escuros que se apresentam a nossa frente. Escuridão que não é causada pela fumaça das queimadas que a própria natureza gera, tão pouco por aquelas que produzimos, será pela falta de consciência que a tudo turva e a todos atinge.

Não virão de explosões das bombas atômicas que a pretexto de defesa atulham os arsenais das potências hegemônicas mundiais e que mesmo assim continuam a ser insanamente buscadas por aquelas que ainda não as possuem. Nós mesmos, para não deixar ninguém fora do contexto, posto que estamos associados a essa inquestionável realidade e a razão pela qual usamos o pretexto de que esses artefatos funcionarão como salva-vidas em um oceano de calmarias artificialmente produzidas.

Uma tolice insana para quem já viu e viveu as agruras dos tsunamis causados pelos arroubos da própria natureza através de erupções vulcânicas e dos movimentos tectônicos nas entranhas de um planeta em permanente mutação.

Essas convulsões naturais a que estamos sujeitos são quase sempre ignoradas por aqueles que desconsideram o destino traçado ao nosso mundo em seu lento vagar pelo universo até sua extinção em um futuro distante se assim permitirmos.

Para piorar, existem indivíduos que disso se aproveitam na ânsia de se fazerem ver como paladinos da salvação quando na verdade não passam de aproveitadores tão ou mais responsáveis pela aceleração dos processos naturais a que estamos sujeitos quanto aqueles que acusam de assim proceder.

A questão que se apresenta de forma clara e permanente reside na imponderabilidade da aplicação de uma teoria que a muito, mas muito tempo mesmo, a Terceira Lei de Newton, nos mostra que para toda ação existe uma reação contrária e de mesma intensidade. O problema é que em relação a nós ela não se aplica porque em nosso caso a reação não é igual e contraria, mas sim maior e definitivamente atuando no mesmo sentido.

Não há como impedir seu avanço nem como mudar nosso destino enquanto não houver equilíbrio entre as forças inconseqüentes que nos movem uns contra os outros e assim sendo carregam todos para o mesmo destino.

Exemplo disso está na constatação de que enquanto uns trabalham na produção de mais alimentos para dar de comer a todos outros a eles se opõem alegando que agindo assim promovem a aceleração do processo de destruição.

Aí está, nessa discussão reside um dos nossos problemas, talvez o principal deles, a ganância. Sim, a ganância, porque os que dessa forma procedem o fazem bancados por aqueles que já destruíram ou estão a ponto de esgotar suas reservas naturais bem como de produção e agora procuram se apropriar das áreas remanescentes em proveito próprio.

Voltando a questão inicial, de quem virá o último aviso?

Será de um ser supremo, aquele que projetou o universo ou de alguma outra civilização que nos observa desde o início dos tempos?

Certo é que vira, não demora, e partirá de quem colocou entre nós Jesus, Alá, Maomé, Buda, não importando os nomes como são conhecidos, e tantas outras personagens anônimas que foram espalhadas pelo mundo na tentativa de fazer com que aqui reinasse a paz que nunca tivemos.

A viagem ao Rio de janeiro para o tratamento de Vovô Affonso

Affonso Loureiro de Almeida vinha sofrendo a perda de sua visão desde a muito tempo e esse problema estava se agravando de forma muito rápida, motivo pelo qual foi ajudado pelo genro Martinho Portocarrero a buscar uma forma de evitar que o problema o levasse à cegueira total. A provável solução estava em irem ao Rio de Janeiro à procura de um clínico que tivesse formação no tratamento do que parecia ser catarata, razão pela qual partiram para a capital do país.

O primeiro trecho da longa e dispendiosa viagem percorreu as quase 40 léguas de distância entre Bela Vista e Miranda e demorou aproximadamente duas semanas.  Para essa etapa inicial e depois final da viagem, ambas feitas em dois carros de boi, há que se considerar que sem carga esses veículos conseguem percorrer até uma légua por hora e que carregados com carga média a distância percorrida fica reduzida em pelo menos ¼ levando a concluir que esse foi o tempo que demoraram para chega a Miranda para enfim pegar o trem e seguir viagem.

No caso específico desse trecho há ainda a ser considerado que a carga transportada era humana, portanto frágil, uma vez que a comitiva de viajantes era composta por Affonso, sua esposa Maria Rita, suas filhas Dona, Brandina e Sinhara, essa última esposa de Martinho, e respectivas bagagens.

Conforme foi contado a meu pai e dele para mim as paradas para pernoite ocorreram preferencialmente nas fazendas de parentes e amigos que ficavam no caminho e depois nos pontos costumeiramente utilizados por viajantes tais como o Curé, a localidade hoje conhecida como a cidade de Bonito e assim por diante, logicamente também foram parando para as refeições e eventualmente, há pedidos, para as necessidades que se fizeram necessárias em uma viagem com pelo menos quatro mulheres.

Em Miranda aguardaram a passagem do trem da ferrovia Itapura-Corumbá que desde 1914 passava por aquela cidade em seu percurso até Porto Esperança no município de Corumbá. Essa ferrovia era interligada por balsa quando da travessia do rio Paraná ao trecho da ferrovia Noroeste do Brasil que vinha de Bauru até a então divisa dos estados de Mato Grosso e São Paulo.

Esperaram por alguns dias em Miranda e depois seguiram para Campo Grande onde precisaram parar para que fossem tomadas algumas providências necessárias ao prosseguimento da viagem.

De acordo com o que ouviu de sua mãe Cazuza se lembra dela ter dito quão providencial havia sido aquela parada. A espera da conclusão das providências e de uma nova composição de trem com vagões para passageiros fez com que fossem se hospedar em um hotel, o Hotel Globo, que possibilitou acabassem por conhecer um médico alemão que lá também estava hospedado. Vendo a dificuldade enfrentada pelo senhor que estava com o grupo ele tomou a liberdade de falar com o genro Martinho para saber do que se tratava, isso feito se ofereceu para examina-lo.

Dia seguinte, ao confirmar que se tratava de catarata o que coincidia com a suspeita a que o farmacêutico havia chegado indicou que no Rio de Janeiro procurassem o Dr. Moura Brasil, médico que havia retornado a pouco tempo da França onde tinha desenvolvido capacidade de tratar desse problema através de cirurgia, procedimento no qual estava conseguindo obter resultados reconhecidamente confiáveis.

A viagem prosseguiu com mais uma parada em Bauru, estação final da ferrovia, depois seguiram em outra estrada de ferro até a cidade de São Paulo de onde também de trem partiram no último trecho rumo ao Rio de Janeiro.

Durante o tratamento e recuperação das duas operações todos ficaram hospedados no solar da família Portocarrero em Realengo, região da cidade onde morava a maioria das famílias de militares do exército, de onde aproveitaram para conhecer as belezas da cidade que um dia seria reconhecida como maravilhosa.

Essa viagem custou ao todo aproximadamente 30 Contos de Reis, valor correspondente a mil vacas. O dinheiro foi emprestado por seu amigo Caporossi posto que naquele tempo não havia banco e empréstimos em moeda eram feitos junto aos capitalistas como eram chamados aqueles que ricos financeiramente emprestavam dinheiro a juros. Como garantia para o negócio foi acertada a quantidade de vacas acima citada.

A conclusão do pagamento desse empréstimo só aconteceu anos depois da morte de Affonso Loureiro de Almeida tendo o mesmo sido feito em parcelas que acabaram com a última já sendo paga por Maria Rita através do filho Athanásio que naquela ocasião já administrava a Fazenda Vaquilha.

Isso se deu pouco antes dela compra a casa da Rua Coronel Camisão que pertencia a Margarida, filha de Cândido Pinheiro, prima de seu amado Affonso. Lá Maria Rita, nossa Vó Rita, a matriarca da família, viveu o resto de sua vida.