Todo dia é dia dos pais.

Quando temos a graça divina de vê-las nascer,

Quando estamos com elas nas manhas das manhãs,

Quando esperamos pacientes ou impacientes se arrumarem para ir a escola,

Quando as repreendemos pelo que aprontaram e temos que segurar o riso para bancar os durões,

Quando nos emocionamos nas milhares de vezes que as abraçamos seja para rir, chorar, lamentar ou comemorar as derrotas e vitórias,

Quando saem de casa para começar suas vidas ao lado de alguém ou simplesmente porque já são independentes,

Quando temos a bênção de vê-las criar suas crianças como nós as criamos, então temos a certeza de que todo dia é dia dos pais.

Marcelo – 12/08/2019

É preciso republicar nossa democracia

Passados sete meses das eleições ainda persistem dúvidas entre eleitores e eleitos sobre quais são seus papéis na vida do país.

Eleitores não conseguem se fazer ouvir por seus eleitos e eleitos não querem ouvir seus eleitores. Esta é a triste realidade que vivemos eleição após eleição quando se pretende que representantes e representados deveriam ter respeito uns com os outros.

Talvez seja por isso que desde o início da história do Brasil democrático e até agora continuemos a confundir sistema político com forma de governo. Aliás, essa confusão é típica em pessoas que não sabem a diferença entre as duas coisas a começar por seu mal uso graças aos abusos na mídia por pretensos “experts” em política e nos discursos dos “espertos” em politicagem.

Democracia é o sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas. A palavra democracia tem origem no grego “demokratía” que é composta por “demos” que significa povo e “kratos” que significa poder.

República é a forma de governo na qual o povo é soberano, governando o Estado por meio de representantes investidos nas suas funções em poderes distintos. A palavra república vem do latimres públicaque significa coisa do povo ou coisa pública.

São sistemas que se complementam, mas que por si só não subsistem. Assim, para se configurar uma democracia não basta haver eleições justas, periódicas e transparentes se estas não forem a garantia de que os eleitos serão governos honestos, moralmente sóbrios e principalmente republicanos. Por essas razões nem toda república é democrática e nem toda democracia é republicana. Isto se deve ao fato de que aqueles são requisitos próprios de governos que respeitam a soberania de seu povo, que buscam a preservação da boa moral e onde os poderes constituídos sejam independentes e proativos.

Basta olhar para países como a República Democrática do Congo, para a República da Nicarágua ou mesmo para República Bolivariana da Venezuela para perceber a diferença entre estas e outras repúblicas verdadeiramente democráticas, dentre as quais podemos citar alguns países reconhecidamente neutros como a Suíça e a Dinamarca, onde respeitar os direitos de seus cidadãos, a existência de pluralidade política e valores humanos intrínsecos como a dignidade e a liberdade de expressão são preservados.

Embora existam outras formas de governo, desde a Proclamação da República nossa vocação sempre foi buscar a composição justa e perfeita desses dois sistemas, o que nos obrigou a passar por diversas experiências de governo, as quais muito pouco nos ajudaram a evoluir politicamente.

A realidade mostra que nosso atual sistema político se ancora em uma pretensa constituição cidadã onde os constituintes elegeram a si mesmos ou seja, a classe política, como a detentora dos maiores e mais seletivos direitos tornando-se por meio dos subterfúgios que constituíram os principais beneficiários do erário público.

Como não seria possível manter-se como a única estratificação do tecido social beneficiada trataram de trazer para perto de suas condições especiais os responsáveis pelo julgamento de seus atos, razão pela qual desfrutam com o judiciário os mesmos direitos e benefícios.

Não é difícil entender, mas esta parece ter sido a maneira com a qual nossos políticos garantiram a legalidade e a continuidade dos atos que continuam a praticar em benefício próprio.

Para nossa decepção cargos eletivos como vereador, deputado e senador tornaram-se profissões tão extraordinárias que se dão ao desplante de auto-conceder cada vez mais direitos, dentre os quais destacamos salários exorbitantes, altas aposentadorias, planos médicos e odontológicos, passagens, estadias e alimentação (inclusive para familiares) só para citar algumas das ilegalidades que passaram a usufruir após a benemérita (para eles) Constituição Cidadã.

Para republicar nossa democracia não bastará a consciência dos eleitores, será preciso que políticos eleitos e juristas revisem nossas leis e processo judiciais cortando os excessos que nos impuseram subsidiar.

Em uma nova tentativa de praticar a democracia de forma republicana reside a importância de recuperar a prioridade dos deveres de todos em relação a tudo, afinal o fato de sermos uma república deve significar que o Brasil é nosso, do seu povo.

É de um povo que coloque os deveres na frente dos direitos que o país prescinde, um povo que exija e promova o afastamento dos que deturpam suas funções e obrigações públicas. Só assim conseguiremos impedir que tão poucos continuem a ter muito e que tantos tenham tão pouco.

Mato Grosso – um olhar contemporâneo sobre a solução ferroviária.

Historicamente a ferrovia sempre foi uma luta política dos matogrossenses, especialmente para os cuiabanos. Este sempre foi o sonho da integração efetiva, segura e de baixo custo com os estados mais desenvolvidos do país e porque não dizer com o mundo.

A luta por sua realização remonta dois séculos atrás em período imediatamente posterior à Guerra do Paraguai, época em que a capital do estado estava isolada exceto pelas águas do sinuoso Rio Cuiabá. Uma desvantagem logística comparada a Campo Grande, cidade fundada após o fim da Guerra do Paraguai e localizada no centro-sul do então estado de Mato Grosso.

Com o passar do tempo a distância entre as duas cidades foi ficando ainda maior que as centenas de quilômetros que as separavam transformando-se de uma questão sentimental em ações e reações mais contundentes, até agressiva para os mais exaltados.

Passados alguns anos, foi implantada a ferrovia E. F. Itapura-Corumbá, (1908-1914) que por sua vez se interliga à primeira fase da ferrovia da Noroeste do Brasil em 1917 no trecho Bauru-Itapura, (o rio Parana separava as duas ferrovias) dizem que como forma de acalmar os ânimos divisionistas.

A outra justificativa, esta resguardada por elementos técnicos e políticos no âmbito nacional, mostra que na primeira década do século XX, mais especificamente em 1903, a empresa ferroviária Noroeste do Brasil foi autorizada a desenvolver um projeto para ligar a cidade de Bauru, no estado de São Paulo a Cuiabá, capital de Mato Grosso. Entretanto, por decisão de política externa a obra teve seu destino final modificado para Corumbá independentemente de sua viabilidade econômica, mas sim pela possibilidade de mais tarde ser interligada à malha ferroviária boliviana e dai por diante chegar ao oceano Pacífico tornando-se a primeira ferrovia a ligar o oceano Atlântico ao Pacífico na América do Sul, uma proposta tão ambiciosa que até hoje não foi concretizada.

Fosse uma ou outra a razão, a política divisionista existente no sul desde o final da Guerra do Paraguai nunca se abrandou, mesmo com a aceitação pacífica dos matogrossenses que habitavam o centro do estado sabendo que o ponto final do primeiro estudo sobre a implantação da ferrovia era Cuiabá. Dessa maneira, o ímpeto pela independência política do sul continuou vivo até 1978, ano em que uma conjugação de fatores políticos determinou sua realização.

Mesmo assim a divisão que inicialmente se configurou como um problema logo transformou-se em impulso desenvolvimentista para Mato Grosso muito embora o governo federal não tenha cumprindo os compromissos assumidos para a superação do período de transição que se seguiu, principalmente porque todo o passivo referente aos dois novos estados ficou para o ente desmembrado ou remanescente.

Tivesse aquela ferrovia vindo para cá naquela época, mesmo período da construção de outra ferrovia construída no antigo Mato Grosso, a Madeira-Mamoré, nosso desenvolvimento certamente teria sido outro. A implantação da ferrovia Madeira-Mamoré, conhecida como a ferrovia da morte, aconteceu entre 1907 e 1912 já no final do ciclo da borracha para atender a produção dos seringais da região noroeste do país entre Guajará-Mirim e Porto Velho de onde saia via rio Madeira para juntar-se à extração do látex mais ao norte, ambas retiradas através dos rios da Bacia Amazônica. Já a produção localizada do centro-oeste do estado era destinada a Cuiabá e daqui seguia via fluvial para Corumbá e daí em diante pela Noroeste do Brasil e rios da Bacia do Paraguai.

Para se ter ideia do que aconteceu no passado até meados de 1910 aproximadamente 40 mil toneladas de látex eram exportadas anualmente pelo Brasil. Como sabemos o país não fez parte da primeira revolução industrial (1760 – 1860) por motivos óbvios (ela se deu somente na Inglaterra) nem da segunda revolução industrial (1860 – 1900) por estarmos envolvidos na Guerra do Paraguai (1864-1870) e outras questões políticas. No entanto, permanecer durante o restante do século XX sem promover adequadamente a industrialização de nossa produção de commodities é no mínimo um disparate, como diriam os antigos cuiabanos.

Hoje Cuiabá continua a ser a capital de Mato Grosso, agora movido pelas condições que o tornaram moderno e eficiente em sua vocação pelo agronegócio. Nos falta ainda o que sempre faltou, políticas voltadas ao desenvolvimento contínuo dessa aptidão natural através da construção das condições necessárias ao processamento das matérias primas aqui produzidas se não no todo, mas em porção suficiente para gerar emprego para a população e renda ao estado.

É certo que precisamos buscar soluções para a exportação de nossa produção, mas não desenvolvermos alternativas para industrializa-la por aqui será outro disparate, um disparate inaceitável, até porque já existe uma movimentação em torno de 20 milhões de toneladas/ano de produtos diversos vindos via ferrovia do sudeste do país até Rondonópolis como carga de retorno, parte disso na forma de produtos que voltam para cá após serem processados e/ou industrializados em outras partes do país.

Se fizermos uma avaliação objetiva comparando o que precisa ser feito com o que se fez de concreto para estimular nosso desenvolvimento Industrial vamos encontrar vários estudos e projetos, porém poucas realizações, a maioria delas por iniciativa e esforço exclusivo do próprio empresariado. Por isso precisamos refletir sobre o que aconteceu desde o longínquo passado e o que precisamos fazer a partir de esforços conjuntos para transformar em realidade o desejo de tornar a maior região produtora de commodities agropecuárias do mundo em seu correspondente industrial.

O que não pode acontecer é termos as soluções ferroviárias em andamento percebidas como concorrentes ainda que sejam soluções regionais. Seja para a ampliação da linha existente da Rumo, seja para a implantação da FerroGrão em direção ao norte e da Fico para o leste, estas ferrovias nunca serão concorrentes sob o aspecto econômico, serão sim soluções logísticas que interferirão positivamente no custo dos fretes porque neste aspecto a concorrência será muito bem vinda.

A malha ferroviária a ser implantada em quase todo o estado eliminará qualquer crise regional que tenha intenção semelhante àquela que culminou com a divisão do estado em 1978 porque ao contrário daquela elas servirão como elemento de união contra as vozes que se aventuram em dizer que as ferrovias que estão sendo viabilizadas para a retirada da produção do centro e do norte do estado serão fatores de estímulo divisionista. Uma sandice, pois o que se busca com isso é promover o desenvolvimento equânime de todos os recantos do estado .

Vejam que o verbo “retirar” é presença constante em todos os raciocínios desenvolvidos sobre nossa produção quando o correto será conjuga-lo em conjunto com o verbo “industrializar”, este nos tempos “presente” e “futuro do presente”.

Ora, se precisamos industrializar nossa produção agropecuária em Cuiabá e outras cidades do estado precisamos dotá-las das condições necessárias para que esse processo se instale definitivamente e não ficarmos esperando que o modal ferroviário resolva nossas necessidades, afinal sabemos que a ferrovia é solução eficiente para parte do problema ou seja, para o alto custo do transporte de insumos e da produção seja ela “in natura” ou processada.

Exemplos disto são as implantações dos Distritos Industriais do estado iniciadas no final dos anos 70 início dos anos 80, cujas instalações não foram suficientemente concluídas para alavancar o desenvolvimento industrial do estado muito embora tenham contribuído para que acontecesse. No caso do Distrito Integrado, Industrial e Comercial de Cuiabá – DIICC, podemos afirmar que se tratava de um proposta voltada a cumprir integralmente seu propósito. O projeto abrangeu uma área de aproximadamente 712 hectares e foi pensado de forma setorizada de modo que as atividades industriais foram distribuídas de acordo com o grau de poluição e tipo de efluente a ser gerado, tendo o mesmo procedimento adotado para sua setorização comercial. Contava ainda com áreas verdes destinadas a preservação ambiental, estação de tratamento de efluentes, subestação de energia, equipamentos sociais, habitação e terminal ferroviário. Prova inequívoca de que um único vetor se não complementado adequadamente não resolve a equação, faltaram esforços públicos para as soluções privadas de transformação da produção.

Voltando a tratar especificamente da luta secular para trazer uma ferrovia a Cuiabá, são notórios os esforços e os trabalhos desenvolvidos para mostrar sua viabilidade técnica, econômica e ambiental, mas sempre ficavam dependentes de recursos financeiro. Agora, devido as mudanças na forma de gerir os investimentos no país, aquele que sempre foi o gargalo da questão parece estar resolvido pela aparente intenção da iniciativa privada em financiar e executar as obras. Cabe ao Governo Federal, ao estado e a região metropolitana de Cuiabá juntarem esforços para solucionar os entraves por ventura existentes e dar condições para que a indústria de transformação se instale por aqui definitivamente.

A chegada da ferrovia a baixada cuiabana será muito bem vinda, mas precisamos promove-la como parte da solução logística para o transporte no estado de modo que a continuidade da luta por sua concretização não seja confundida com uma condicionante política, esta sim poderá desagregar os matogrossenses.

O fracasso do grande golpe

Vocês já pararam para pensar porque a criação do grupo de países social-comunistas subamericanos autoproclamado Foro de Saint Paul aconteceu em um país chamado Bracil?

Esse foi o primeiro sinal do esquema para que Lola substituísse Fudel como o grande líder, em que pesasse a aparente proeminência de Trancas, sempre ao lado do decadente ditador cubabenho como um papagaio de pirata. Fato é que os dois e seus sucessores passaram a depender da tutela de Lola.

Para começar a entender o esquema montado basta lembrar que Lola bancou indiretamente as eleições presidenciais dos candidatos dos países membros do Foro de Saint Paul através das propinas repassadas pelas empresas bracileiras que executavam obras em todos eles como está sendo demostrado pelas investigações em andamento por todo o continente.

A partir daí Lola começou a investir maciçamente na estratégia de torná-los cada vez mais dependentes do apoio bracileiro com a permanência dos investimentos nas obras de infraestrutura daqueles países desde que financiadas pelo Banco Nacional do Desperdício Social e Econômico – BNDSE e executadas por empresas bracileiras.

Um golpe de mestre, pois unia assim duas estratégias para alcançar seu objetivo. A primeira pela amarração financeira dos governos locais através dos financiamentos do banco estatal bracileiro e a segunda pela arrecadação de fundos para a sustentação financeira de seu plano de poder.

Por outro lado, com o agravamento da saúde de Fudel ficou claro que o esquema não tinha outra opção para substituí-lo no plano de comunização dos países que fazem parte do continente subamericano senão ele mesmo, Lola, exatamente como maquiavelicamente planejado.

O que não contaram era com a incompetência dentro de casa a começar pelo processo que ficou conhecido como mansalão e terminando com a disputa interna de Lola com a pessoa que escolheu a dedo para cobrir sua quarentena obrigatória no governo do Bracil uma vez que o cérebro por detrás de tudo e seu sucessor natural havia sido desmascarado, julgado, condenado e preso. Enquanto isso, a ocupanta do cargo em questão teve a petulância de afrontar tudo, inclusive Lola, para se reeleger em um contragolpe tão devastador que acabou por destruir o maior projeto de poder bancado pela corrupção de que se tem notícia no mundo.

Na sequência dos fracassos do plano de poder continental veio a continuidade da Operação Limpa Rápido, o julgamento, condenação e prisão do próprio Lola e a derrota de seu poste na eleição presidencial. O resto virou história, a história das derrotas eleitorais de quase todos os governos envolvidos em corrupção na America do Sub e o final catastrófico do grande golpe.

OBS: Por se tratar de uma ficção os nomes, eventos e locais foram inventados.

O conluio do terrorista americano

A falta de nexo com a realidade fez com que a parte da imprensa que insiste em reagir contra as mudanças no raciocínio das pessoas em relação às mídias tradicionais viva uma verdadeira tempestade perfeita de notícias.

Por incrível que pareça seus articulistas continuam a apostam nos azarões mesmo sabendo que suas pernas vão sendo quebradas a cada carreira que enfrentam na disputa pela verdade.

Prova disso é que todas as notícias divulgada referentes às mensagens roubadas e manipuladas pelo terrorista protegido pelos privilégios de seu marido deputado deram chabu. Não convencem nem a claque que costuma ser contratada a pão com mortadela, tão incipientes se mostram frente a mais simplória das análises, desde que séria.

Fossem consistentes não teriam promovido aqueles tristes festivais de grosserias e impropérios acontecido durante a visita voluntária do Ministro Moro às duas casas legislativas que em risíveis truculências tentaram, deputados e senadores em franca decadência moral, transformar em intimidação.

Dai, depois das comédia bufa encenada nos dois circos mambembes de Brasília o autor, diretor e contrarregras da peça teatral em questão foram desmascarado e vêm escancaradas suas armações combinadas com políticos de esquerda. Aquela mesma esquerda que desde sempre tenta sem sucesso dominar não só o Brasil, mas a América do Sul como um todo.

Essa esquerda incompetente que comandou o país por tantos anos foi incapaz de desenvolvê-lo devido sua forma demagógica de fazer política e que a fez não priorizar o desenvolvimento do país para desviar boa parte de nossos poucos recursos financeiros para seus partidos e outras republiquetas dominadas por títeres e ditadores de esquerda.

Seus interesses escusos ficam cada vez mais expostos na medida em que insistem em usar de artifícios ilegais para soltar aquele que faz por merecer a ridícula auto-proclamação de que “ninguém na história desse país fez algo igual”, coisa que somente um pândego alcoolizado é capaz de dizer ou fazer, dependendo do ambiente em que está.

Meu querido São Benedito

Domingo participei da procissão em sua homenagem como faço todos os anos.

Desta vez foi diferente a começar pelo trajeto adaptado para um percurso alternativo com saída pela Rua Corumbá estreita e desgastada o que tornou a caminhada complicada em comparação como quando é feita pela Avenida Rubens de Mendonça, mais adequada à multidão de devotos na maioria com idade avançada para caminhar naquelas condições.

Outra mudança sentida São Benedito, foi que enquanto nós fiéis rezávamos fervorosamente seu terço fomos surpreendidos por palavras que não deveriam ser ditas em um evento voltado à fé religiosa e em seu louvor, principalmente porque eram intenções políticas disfarçadas como partes naturais desse evento da religião cristã católica.

Ao contrário das tradições beneditinas os puxadores também cantaram música de protesto o que não agradou as pessoas que lá estavam, razão pela qual não foram acompanhados por ninguém naquele momento. O mesmo pode ser dito sobre as descabidas palavras inseridas nas leituras dos mistérios do terço e que se referiram a eventos externos à razão da procissão e da religiosidade de seus devotos.

Fossem adequadas à nossa profissão de fé as propostas advindas de algumas falas não deveriam estar voltadas a contestar as ações do governo em defesa da soberania nacional sobre a Amazônia. Área que até bem pouco tempo vinha sendo ocupada por diversas organizações religiosas estrangeiras e não governamentais para explorar as riquezas da floresta e a inocência dos nossos povos indígenas, estes, desde sempre mantidos tutelados a despeito de suas próprias auto determinações.

A continuar assim veremos a procissão em seu nome tomar rumos alternativos exceto pela desnecessária, mas tradicional diferenciação entre festeiros e fiéis participantes o que nunca esteve de acordo com suas convicções religiosas segundo as quais ações beneméritas e voluntárias deveriam ser anônimas e desinteressadas.

Como sempre faço termino minhas orações pedindo sua benção…Amém!

Lá se vão 300 anos…

Das varandas dos apartamentos é fácil perceber como Cuiabá cresceu através da expansão de sua área urbana.

Cresceu tanto que se tornou uma metrópole levada por avenidas e pontes a mesclar seus habitantes com os de Várzea Grande sua cidade irmã. O rio que lhe dá nome e que para alguns as separa sempre foi o elo de união que as tornou uma só desde tempos imemoriais.

Este mesmo rio foi o caminho percorrido pelos bandeirantes que para cá vieram a mais de três séculos e para a maioria das pessoas que daqui saia durante muitos anos. Poderíamos até chamá-lo de rio-estrada por ser o único meio de acesso a essa região durante o primeiro período da ocupação do sertão do centro-oeste e por sua efetiva contribuição na expansão de nossas fronteiras até nos tornarmos o maior país do continente sul-americano. Coincidência ou obra divina o Centro Geodésico aqui está desde que Rondon, o maior sertanista desse país o determinou e implantou.

O preço do progresso veio sendo cobrado aos poucos e mais efetivamente desde o início da década de 70 como que referendando o Plano Nacional de Desenvolvimento – PND, implementado pelos governos militares para promover a descentralização e a interiorização do desenvolvimento do país o que colocou Cuiabá bem no meio desse processo.

Assim, do quase isolamento Cuiabá passou a ser uma excelente oportunidade e propiciou que muitos para cá viessem fazendo a cidade receber os efeitos benéficos e também os colaterais do progresso já que teve que conviver com o rápido e descontrolado aumento de sua população.

Essa bem-vinda circunstância passou a interferir na bucólica cidade fazendo com que aquele modo de viver que foi determinante para a formação da cultura cuiabana, fortemente caracterizada pela simplicidade, alegria e receptividade fosse aos poucos se adaptando aos novos tempos.

De outro lado a paisagem arbórea que durante muito tempo determinou seu apelido de Cidade Verde está cada dia mais distante, tanto que para muitos hoje só é percebida através de frestas por entre os edifícios.

Se já está difícil ver os coloridos contrafortes de Chapada dos Guimarães ou as serras que se mostravam ao longe no rumo de Rosário Oeste o que dizer então do morro de Santo Antônio que agora só pode ser visto de algumas partes de cidade ou quando se tem a oportunidade de ir ao vizinho município que recebeu seu nome.

Certo é que o progresso descontrolado e mal administrado trouxe junto a poluição que acabou com a saúde do rio obrigando a população a adaptar seu paladar ao sabor dos peixes que são criados fora de suas insalubres águas ou mesmo trazidos de longe onde a pesca ainda não foi contaminada pela má influência da cidade.

Só os mais antigos se lembram dos pescadores deslizando em suas peculiares canoas por debaixo da ponte Júlio Müller. Naquele tempo os cuiabanos compravam peixe fresco diretamente da fonte, quando eram guardados vivos nos jacás de bambu trançado, uma das tradições ribeirinhas que o progresso exterminou.

Tudo isso acontecia na rampa de acesso ao rio no bairro do Porto, bem perto das casas comerciais e residenciais onde os ribeirinhos aproveitavam a fartura do rio para jogar anzol na certeza de “matar” um bagre na minhoca ou uma peraputanga no pinhão.

Não era surpresa, mas dependia de saber a hora para encontrar os pescadores retirando do rio enormes pintados, cacharas e jaús que mal cabiam em suas rústicas canoas de tronco numa época em que ainda se pescava com rede, zagaia e espinhel. Aqueles gigantes de outrora sempre estavam acompanhados de pacus, pacu-pevas, jurupocas, jurupenséns, bagres, piavuçus e tantas outras espécimes que por aqui abundavam.

Quem mora na parte alta da cidade, ali pelo entorno do antigo quartel do 16° BC, hoje 44° BIM, sabe que lá ainda existe um pouco do saudável verde na paisagem urbana, mantido graças às velhas mangueiras, ingazeiros e outras árvores bem tradicionais da antiga cidade.

Com o passar do tempo aquela característica foi sendo apagada, assim como as edificações antigas foram dando lugar a prédios modernos sem muita preocupação com a preservação do patrimônio histórico a despeito do belo trabalho realizado em alguns deles como por exemplo o Arsenal de Guerra, o Colégio Senador Azeredo e a Escola Modelo Barão de Melgaço.

Entretanto, muito da história da cidade também foi sumariamente destruído como é o caso da Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, para citar apenas um, o mais emblemático de todos. Por mais que se dignifique a majestosa Basílica construída em seu lugar a antiga igreja jamais será apagada da memória daqueles que a conheceram e que não se conformam com seu injustificado fim.

O que ainda se vê é o inexplicável desleixo com o que resta do patrimônio histórico da cidade quer seja pelo poder público, quer pela inércia da população ao assistir passivamente a destruição de seu passado.

Guardadas as diferenças, esta vem sendo a sina dos espaços públicos como a Praça Alencastro que já foi jardim e hoje é parada de ônibus, da Praça Ipiranga que também já foi jardim e agora nem da para dizer o que é. Aliás, este também parece ser o destino de alguns eventos, festejos e tantos outros equipamentos públicos que para atender aos “planos de revitalização”, prefeito após prefeito, vereador após vereador, estão sendo descaracterizados e raramente recuperados em suas formas originais, principalmente quando utilizados para outras funções.

Infelizmente esse raciocínio tido como progressista acaba por prejudicar as tradições e história de Cuiabá.

Uma pena!

Tintim por tintim.

Quando mentiras são descobertas só existem dois caminhos a seguir, continuar mentindo indefinidamente ou entregar a verdade expondo-se à vergonha.

Poucos(as) têm coragem suficiente para encarar a segunda opção na esperança de que o tempo se encarregue de fazer com que suas mentiras sejam esquecidas. Enganam-se, foi-se o tempo em que a memória residia apenas na massa cinzenta do cérebro humano e com ela se extinguia.

Hoje, além daquela memória tudo que se fala e faz é guardado em variados sistemas de armazenamento o que permite sejam vistas e revistas de tal forma que a “pecha” de mentiroso(a) fará parte da história de cada um(a) para sempre, incorporando definitivamente esse “predicado” a seus conhecidos e deploráveis currículos.

É por causa dessas memórias que cada um dos atuais e futuros candidatos ao legislativo, ao executivo e aquelas pessoas que ocupam ou serão indicadas a cargos públicos desde o servente ao ministro do STF estão passíveis de verem seus históricos expostos, sem exceções.

As boas informações são o antídoto para as constantes declarações de desconhecimento dos atos e fatos cometidos por pessoas públicas, seus asseclas e até mesmo por aqueles que ainda não enveredaram por essa seara de mentirosos compulsivos. Nada como uma boa pesquisa em arquivos e bancos de dados para encontrar as mentiras de cada um(a) ou mesmo suas inconvenientes verdades.

O melhor de tudo é que não precisa ser um hacker a serviço de interesses escusos para pesquisar o passivo ignóbil dessa gente ruim que infesta nossa história. Pelo contrário, com o avanço da tecnologia de comunicação basta um celular para escarafunchar a vida de qualquer um(a) porque ela agora está a apenas alguns cliques das pessoas comuns.

Se serve de aviso, informo aos navegantes que o povo está de olhos abertos sobre tudo o que acontece e prontos para escancarar o que souberem, tintim por tintim.

Verdades e mentiras jamais serão esquecidas.

O que temos aqui?

Afinal o que temos aqui, um Executivo sem proposta, um Legislativo sem resposta ou um judiciário sem juízo?

É complicado fazer esta pergunta quando 47 senadores acabam de votar contra o desejo da maioria da população do país expresso em plebiscito, até porque isso vem confirmar que os egos daqueles senhores e senhoras são maiores que a importância que dão às pessoas que os elegeram.

Sim, porque assim demonstraram não se importar se todos(as), exceto eles(as) próprios(as) e seus familiares, poderão ser vítimas dos deficientes sistemas de segurança ao continuarem expostas a sofrer as consequências de políticos que de um lado dificultam a melhoria da eficiência das polícias e do outro eliminam a possibilidade de autoproteção dos indivíduos. Esquecem que mesmo seus caríssimos aparatos de segurança parlamentar não conseguirão estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

A verdade é que o Executivo está sim disposto a trabalhar, já do Legislativo e do Judiciário não podemos dizer a mesma coisa porque estão ocupados a procura de formas para impedir o governo de avançar sem que sejam responsabilizados por isso.

No fundo estão demonstrando receio de um Executivo cada vez mais forte caso consiga implementar suas propostas nos prazos a que se dispôs. É por isso que fazem de tudo para colocar barreiras na intenção de frear ou mesmo impedir a tramitação das propostas enviadas para exame e aprovação.

Fica impossível, até ridículo tentar justificar tal postura uma vez que desde o início do ano estão “analisando” propostas do governo ao mesmo tempo em que insistem no discurso de que é o governo quem não tem propostas. Lá estão a reforma da previdência, o decreto de ampliação do porte de armas (este que senadores acabam de votar contrariando o plebiscito de 2005), a reforma da educação, a tributária, as propostas de mudanças na área de saúde, de segurança e todos os demais projetos e medidas provisórias apresentadas pelo Executivo.

Quer um exemplo? Basta lembrar que a equipe de governo trabalhou meses, talvez anos, para estudar e propor um novo sistema previdenciário aí os ilustres deputados reúnem meia dúzia de “experts” a seus serviços e em poucos dias transformam a proposta do governo em um substitutivo com a única e exclusiva intenção de dizer que a proposta aprovada será a sua. Como se isso fosse a coisa mais importante para a solução da crisa na previdência, razão porque não se importam se ao afinal serão parte do problema ou de sua solução.

Assim, como visto anteriormente, quando permitem o lento caminhar dos assuntos o fazem através de substitutivos. É o que é um substitutivo senão o resultado da desconstrução e reconstrução com outras digitais de uma mesma proposta, só que desta vez com as inserções dos penduricalhos de sempre e para beneficiar alguém ou alguns dos seus interesses.

O povo está ficando sem respostas do Executivo porque os outros dois pés do tripé estão tentando colocá-lo de joelhos. Parecem não saber que o desequilíbrio poderá derrubar o país e não só o governo.

A aceitação da ignorância

Sabe aquele quadrado enorme com bordas amarelas e interior vermelho que o Corpo de Bombeiros exige sejam pintados/colados sob caixas/extintores de incêndio de parede e que a gente encontra em prédio públicos, comerciais e residenciais?

Pois é, todas as vezes que me deparo com uma daquelas coisas horríveis me vem à cabeça o descalabro intelectual em que nos metemos ao aceitar passivamente sermos tratados como incapazes funcionais a título de proteção contra nós mesmos.

Algo parecido aconteceu dias atrás em relação à polêmica das cadeirinhas para o transporte de crianças em veículos quando da aprovação de resolução do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, sobre a utilização dos dispositivos de retenção (cadeirinha) para crianças de até 7 anos e meio. Olhando pelo prisma das responsabilidades individuais vem em minha mente a seguinte questão: Se somos cientes de que cabe a nós cuidar para que nossas crianças e nós mesmos estejamos em segurança porque propor e regulamentar leis que nos submetem ao que é nossa obrigação?

Se os gestores públicos e políticos chegaram a conclusão de que somos incapazes ou inconsequentes não será uma lei, muito menos uma multa que irá modificar nosso comportamento em relação a isso, mas certamente procedimentos dessa natureza são a confirmação de que estamos nos dando atestados de ignorância. Caso não tenham percebido, é assim que estamos sendo qualificados ou seja, como pessoas que não têm conhecimento, cultura, estudo, experiência ou prática. (como descrito nos dicionários em relação ao adjetivo ignorante).

É preciso saber diferenciar as situações em que se age “por” ignorância daquela em que se age “na” ignorância. Assim, se incorremos em erro de forma involuntária estamos agindo por ignorância devido à falta de conhecimento. Mas se o erro for cometido por falta de civilidade e de forma voluntária ele será cometido deliberadamente na ignorância.

Tanto na primeira como na segunda situação a ignorância pode ser eliminada através da oferta de conhecimento e pelo exemplo, o que se obtêm desde cedo na relação familiar entre pais e filhos, passando depois através de aulas teóricas e práticas de cidadania nas escolas e universidades.

O exemplo de que devemos respeitar o espaço e a opinião dos outros vem primeiro através da convivência com pais no dia a dia, onde se aprende que obter vantagem deve ser ensinado como uma ação que vem do mérito de dizer a verdade, fazer a coisa certa, de forma legal e respeitosa, mas nunca como resultado da safadeza, da falcatrua e da mentira.

As escolas precisam mostrar a importância do conhecimento como um dos fatores que levarão a redução das diferenças, a eliminação dos preconceitos, o alcance dos objetivos e principalmente na relevância do comportamento pacífico e construtivo que o ambiente de estudos precisa ter para levar adiante a missão de ensinar, de transmitir corretas noções de respeito ao próximo, de cidadania e de civismo.

Será que estamos perdendo o senso de responsabilidade ou sendo levados a submeter nossas vidas a uma espécie de síndrome de dependência punitiva para o ente público?

A ignorância não se combate com leis e decretos, muito menos com multas, ela é resultado da falta de informação e só poderá ser vencida pelo conhecimento. A adoção de politicas punitivas para substituir a ignorância ao contrário de reduzi-la acaba por confirma-la através da substituição de valores morais por regramentos legais que nada transmitem senão o conceito de que a punição bastará para a regularização do cotidiano, das relações humanas, da vida enfim.

Bertold Brecht, dramaturgo alemão, disse que a ignorância política é que gera o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio da empresas e multinacionais. Eu complementaria dizendo que a ignorância é a estratégia utilizada pelos políticos para manter a população desinformada e controlada através de leis e decretos que regulam a vida de modo a impedir que o conhecimento lhes remova os cabrestos.

O futuro a Deus pertence

O Congresso Nacional está a ponto de conseguir o que deseja, ou seja, exatamente o que nós cidadãos comuns não queremos.

Afinal, foram eleitos para cuidar do que? De seus currais eleitorais, de seus grupos funcionais e sindicatos sanguessugas, das benesses com que vivem ou do futuro onde viverão nossos filhos e descendentes?

Não é possível continuarmos submissos a um colegiado de indivíduos de tão baixa categoria em um lugar onde deveriam estar somente homens e mulheres decentes, honestos, com caráter íntegro e honrados. Mas não, nada disso lhes interessa senão o prazer sórdido de poder mostrar ao Executivo sua força em um momento tão significante para nosso futuro. Acontece que junto à sua força acabam por expor ainda mais sua reles insensatez.

Fato é que estão condenando o pais a um futuro parecido com esse horrível presente que hoje tanto faz sofrer os desempregados, que aumenta a desigualdade, que causa insegurança, que marginaliza a juventude e que submete nossa nação à ignorância.

O que esperar do futuro? Duvido que tenham respostas consistentes para essa pergunta, pois não têm capacidade para entender o presente, quanto mais para explicar o que estão fazendo em relação ao nosso futuro. Resta-lhes envernizar suas caras de pau, submergir seus raciocínios covardes ao inusitado e responder dizendo que o futuro a Deus pertence. Até porque, deles(as) nada receberemos a não ser a certeza de que daqui para a frente tudo será incerto.

Acham que assim, ao corroer as necessárias mudanças em nosso sistema previdenciário e abalar ainda mais nossa combalida economia, estarão defendendo o social. A ignomínia desse Legislativo não tem limites porque é fruto de uma nação corrompida pelas espúrias maquinações de congressistas que ainda se movem embalados pela usurpação do poder do povo desde a Constituinte de 1988.

Estes que ai estão aprenderam tudo muito bem com aqueles outros maniqueístas que modificaram a antiga Constituição e depois mentiram dizendo que assim a tornaram “cidadã”. Fomos enganados tanto naquela ocasião como estamos sendo agora.

MENTIRAM, MENTIRAM, MENTIRAM E CONTINUARÃO A MENTIR como cafajestes políticos travestidos de falsa nobreza em atos indecentes contra o povo que os elegeu e neles confiou.

Alegam aos desinformados que estão lutando pelos direitos de todos, quando na verdade estão é acabando com eles ao fazerem de tudo para primeiro preservar direitos por eles e para eles mesmo constitucionalizados ano após ano, bem como de cúmplices e apadrinhados que como eles se locupletam do dinheiro público.

Se aquele Deus a quem submetem nosso futuro for o mesmo que nos protegeu até agora ainda restam esperanças de que possamos reverter o que de ruim aconteceu nesses anos todos, mesmo que para isso tenhamos que ir a luta.

O que é a verdade?

Esta foi a última pergunta de Pilatos a Jesus quando o interrogou a pedido de Caifás e seu Sinédrio.

A verdade de Jesus não se restringe àquilo que Ele disse, vai além, a verdade Dele está no que Ele fez desde seu nascimento, culmina com sua morte, persiste até hoje e permanecerá eternamente.

Por outro lado, para Pilatos não houve resposta, o silêncio de Jesus ficou em sua mente e o atormentou até o suicídio.

Naquele ocasião Pilatos era juiz e júri. O que fez sendo a única instância foi deliberar consigo mesmo, condenar Jesus à morte e lavar as mãos.

Será a trama sinistra engendrada pela esquerda inconsequente capaz de colocar a verdade da Operação Lava-Jato em dúvida?

Teria a tentativa de desconstrução das condenações provadas, comprovadas e julgadas sobre o maior mentiroso de nossa história origem no Sinédrio de Brasília?

Sim, as perguntas são pertinentes porque eles sabem que se agirem como naquele julgamento público e perguntarem à multidão quem deve ser condenado o povo ou o corrupto a resposta será a mesma ou ainda mais retumbante que a dada nas eleições de 2018.

Terão os dois Caifás do Legislativo coragem de afrontar a multidão e condenar o país à crucificação com o apoio do Pilatos do Judiciário?

Resta aos conspiradores a escolha entre arrepender-se ou cumprirem juntos a sina do sinistro fim de Pilatos, neste caso o fim na vida política.

“E conhecereis a verdade, é a verdade vos libertará”. João 8:32

Professores e alunos

Em meio a toda essa discussão sobre a tão necessária reforma na educação, contingenciamentos, passeatas e carreatas encontrei no final da tarde um dos homens com quem tive a oportunidade de aprender.

Batemos um breve papo sobre o passado e o presente, recordamos amigos comuns e nos despedimos, afinal estávamos comprando o pão do fim de tarde para nossas famílias e havia pessoas a nossa espera. Espero um dia poder estar com ele, juntamente com outros amigos e colegas, para termos a oportunidade de extrair daquele ilustre mestre um pouco mais de sua sabedoria.

Pessoa discreta é dedicada ao seu trabalho e profissão, levava a seus alunos desde os tempos da Escola Técnica Federal de Mato Grosso, a saudosa ETFMT, até seu brilhante período de aulas na UFMT, o conhecimento como quem leva alimento a quem tem fome.

Seu profissionalismo e personalidade foram tão importantes que vários de seus alunos nele se inspiraram para seguir com brilhantismo a carreira de professor e se puseram a ensinar tornando-se, como ele, ilustres engenheiros e respeitáveis mestres.

Assim eram naqueles tempos os relacionamentos entre professores e alunos. De um lado o saber e do outro o aprender, em uma simbiose simples e direta como deveria ser e era, porque existiam inquestionáveis interesses comuns entre as partes, tais como a ética, o conhecimento e a dedicação à profissão de engenheiro(a).

Havia sim os movimentos estudantis, que desde aquele tempo se diziam apartidários como, aliás, está no próprio estatuto da UNE, mas já era perceptível sua contaminação pelas ideologias que persistem até os dias de hoje. Aliás, foi onde conseguiram sobreviver a ponto de se tornarem o principal instrumento da infiltração intelectual, difusão de ideias e instrumento de subversão das escolas e universidades públicas no país.

Mas vamos lá, o motivo do texto é dar um exemplo do professor e sua missão e não dos que negam tudo peremptoriamente, inclusive a aprender, parafraseando seu principal mentor frente a acusação de corrupção na CPI do Mensalão.

Dedicado ao Engenheiro Civil, Professor e amigo Reniel Pouso Filgueira.

Como um qualquer

As constantes e reincidentes falhas na interpretação e manipulação dos fatos estão tornando a incapacidade dos analistas políticos e econômicos cada vez mais evidente porque não conseguem se adaptar à evolução dos meios de comunicação e por não perceberem que as pessoas irão checar suas “notícias” com esse aparelhinho chamado celular que está ao alcance de todos.

Estão como que acometidos de uma doença crônica que além de tudo está se tornando incurável no ponto de vista do cidadão comum que “ainda” os lê ou assiste. As maquinações do mundo político passam por uma exposição dos fatos mais do que evidente e interpretá-los passou a ser uma atividade individual e não mais coletiva como teimam em tentar fazer prevalecer.

Hoje qualquer um pode expor seu ponto de vista sobre determinado assunto antes mesmo deste se tornar notícia ao ser publicado, basta um celular na mão.

Quem sou eu para estar falando sobre isso? Este é o âmago da questão a que me referi a pouco, sou “um qualquer” que tem celular e acompanha os fatos e não mais as notícias.

Essa realidade também coloca em estado de estupefação catatônica economistas, sociólogos e políticos, desorientados pela forma isenta, honesta e conservadora de fazer política que passou a vigorar . Não acreditam no que estão vendo e por isso mesmo não aceitaram o óbvio e ululante sucesso de um ex-governo que apenas e tão somente fez o que disse que iria fazer e por isso foi eleito.

As notícias, como continuam a ser transmitidas, estão sendo construídas a partir de interpretações de articulistas e analistas que em grande parte se submetem à linha editorial adotada pela empresa que lhes paga o salário, razão pela qual estão distantes da realidade, aquela mesma que as pessoas vivem em seu dia a dia.

Chega a ser ridículo assistir as projeções dos fatos sob a visão de profissionais que deveriam estar a repassa-los como o são e não como acham que deveriam ser. Erram em quase todas as interpretações do que entendem vai acontecer e são incapazes de reconhecer a verdade quando esta se estabelece.

Tudo cabe no celular, tudo é passado e repassado para amigos, parentes e até para os que não concordam com o que pensamos porque tudo, absolutamente tudo, está sendo visto e gravado por “um qualquer” que presencie o fato.

Como disse certo jornalista: – Vamos aos fatos, mas por favor parem de interpretar o futuro como cartomantes.

O corporativismo político é endêmico

O corporativismo político é endêmico e tão antigo quanto a posição daqueles que insistem em colocar seus planos e interesses a frente dos problemas brasileiros.

Bolsonaro foi eleito Presidente da República e imediatamente também eleito desafeto número um dos políticos à moda antiga, aquela das repúblicas das bananas, onde tudo se tira do povo, em nome do povo, só que para eles mesmos e seus parceiros. E olha que de parceiros podemos elencar uma penca de outros beneficiários do erário público, desde o próprio legislativo, apadrinhados , empresas, passando pelo executivo e alcançando os píncaros do judiciário.

A coisa toda se dá porque o presidente eleito se posicionou desde o princípio e dentre outras coisas contra um certo rito processual das duas casas do legislativo, aquele que trata das matérias que se destinam a brindar seus membros com propostas que se traduzem em benesses.

Se contestadas, cabe ao judiciário, sempre parceiro nesses assuntos, chancela-las mesmo quando eivadas das mais descabidas justificativas, sempre alegando a égide da independência dos poderes uma vez que delas também se beneficia através de uma espécie de osmose vinculativa por eles institucionalizada para os três poderes, a qual permite se imiscuam em cascata por todas as instâncias nacionais.

Já a nós cabe pagá-los calados, são leis e decretos constitucionalizados, portanto direitos adquiridos por aqueles e aquelas que se enquadram em seus termos, mesmo que moralmente indevidos e transferem muito para pouco e deixam pouco para muitos. Caso óbvio das diferenças entre as aposentadorias da cidadania comum em relação aos beneficiários dos três poderes da República.

Quer outro exemplo, vamos à prerrogativa especial para funcionário público de qualquer instância ter seu salário imediatamente aumentado ao concluir qualquer pós-graduação, são os adicionais de qualificação e ações de treinamento, o melhor de tudo é que são cumulativos, enquanto que no serviço privado este esforço permite apenas sua melhor preparação para enfrentar a concorrência.

Sempre ouço, leio e vejo pessoas se referirem a tais diferenças como devidas porque são fruto de seus esforços para consegui-las. Não há como discordar do mérito de qualquer esforço para torná-lo um benefício. A questão não está no mérito, muito menos na justa conquista, esta na desproporcionalidade entre direitos adquiridos quando olhamos o todo e não as partes separadamente.

Nada, absolutamente nada justifica essas gritantes diferenças, nem a manipulação da Justiça que as permitiu mesmo ciente de tamanha e injusta discrepância.

A César o que é de César, foi assim que Jesus respondeu aos que o questionaram sobre o direito à moeda em suas mãos. A frase estabelece a verdade sobre o que é justo, o que é injusto e a importância de saber a diferença entre as duas circunstâncias.