É verdade! Mas qual verdade?

Qual é a verdade que vilipendia a liberdade em nome de uma ideologia agressiva e opressora ao condenar inocentes?

Qual é a verdade que não vê verossimilhança em atos anteriores que, da mesma forma, profanaram as sedes dos poderes da República (2006, 2013 e 2017) e até feriram quem as defendia, diferentemente do que aconteceu em janeiro de 2023?

Sim, diferente, porque previstos e, portanto, passíveis de impedimento, uma vez que antecipadamente conhecidos pelo governo empossado através de suas forças militares e serviços federais de inteligência, como já demonstrado.

Mas houve coisa pior: os acusados viram, juntamente com a população brasileira, sumirem ou serem desconsideradas as imagens das outras câmeras espalhadas pela Esplanada dos Ministérios e interiores dos prédios públicos invadidos, provas cabais de todos os acontecimentos do fatídico dia 8 de janeiro de 2023. Câmeras que mostram o antes, o durante e o depois, ou seja, a verdade.

Que dizer então do espetáculo político-narcisista apresentado pelo Canadá, Inglaterra, Austrália e França, que passaram a apoiar o Hamas e se afastar de países aliados, vide Israel?

A razão deste fato, politicamente justificável para alguns, aqueles que agora têm o futuro ofuscado pela ideologia progressista, está no aumento do contingente de eleitores “estrangeiros”, para não ser específico, em seus países.

Percebe-se agora, talvez tardiamente, que esse expressivo e descontrolado crescimento já está a ponto de decidir as eleições dos países que inocentemente os receberam. Exemplos disso não faltam, existem vários, com destaque para a prefeitura de Londres.

Agora, tardiamente, alguns desses países e outros da esfera europeia buscam a recuperação da identidade nacional em manifestações explícitas de desacordo, mas que se esvai entre os dedos, melhor dizendo, entre os votos do contingente de “eleitores estrangeiros”, certamente destinados a candidatos de partidos progressistas, que defendem o fim das identidades nacionais, ou seja, o fim dos países autônomos, da família tradicional, da liberdade religiosa e por aí vai.

“Não olhem para cima.”

Essa frase, em suma, é a síntese de um dos discursos proferidos na cerimônia de entrega do honroso título de Cidadão Mato-grossense, realizada em 15 de setembro de 2025, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Infelizmente, foi esse mesmo raciocínio retrogrado que invadiu nossas instituições e, com isso, o país.

Ao ouvir a longa fala, diferente das usadas no púlpito apenas para agradecer a honraria e cujos pronunciamentos foram todos, sem exceção, sucintos e diretos, tivemos que escutar um discurso bem urdido, que visava apresentar a intenção política do agraciado. Escondida por trás de uma “cortina de fumaça” de números, percentuais e previsões, a fala buscava justificar algo que não fazia sentido naquele momento: as políticas de um governo que, em sua essência, tem o ranço incontestável de tentar desacreditar os esforços do governo anterior para justificar seus próprios erros.

Houve certo detalhe nas palavras proferidas, uma sutil referência temporal a um período de dois anos e meio, que só poderia estar sendo mencionado para citar o desastroso governo atual. Algo descabido, visto que o evento não era político, apesar de ocorrer no plenário da Casa de Leis. Esse tipo de homenagem é um reconhecimento somente a pessoas, e não a cargos, funções ou posições político-partidárias.

Enfim, para ser objetivo, da frase sobre não olhar para cima – clara referência ao norte das américas – foi, inequivocamente, dirigida ao país bastante desenvolvido lá localizado.

Tendo praticamente a mesma idade que o nosso, a partir de suas ocupações por europeus, o mundo desenvolvido da época, ele tomou outro rumo e se tornou uma potência. Esteve envolvido em todas as guerras mundiais e regionais e, mesmo de suas derrotas, soube tirar proveito e benefícios estratégicos, como se vê através de seu desenvolvimento econômico, tecnológico, civil e militar. Estão aí o GPS, os computadores e tantas outras inovações que nos atendem, independentemente da opinião dos que se beneficiam e mesmo assim discordam.

E tem mais: para quem não sabe, a Rússia, a Europa, quiçá o mundo, teria sido dominado pela Alemanha sem o suporte e os armamentos americanos. Os chineses, por ele libertados, ainda estariam “vendendo o almoço para comer a janta” sem os investimentos e a política de apoio empresarial iniciada pelos Estados Unidos, que sim, se valeram da mão de obra desqualificada, portanto barata, fruto inequívoco da retroação do governo comunista. O Japão, no pós-guerra, recebeu o maior investimento per capita feito pelos Estados Unidos em um país derrotado. Vejam o que aconteceu com a Alemanha Ocidental e a França, que foram libertadas e apoiadas financeiramente por eles. Aqui, citando alguns fatos que não são boatos ou fake news (notícia falsa, em bom português).

Então pergunto: para onde olhar, se o objetivo é o crescimento, o desenvolvimento? Para o próprio umbigo? Para a China, a Venezuela, Cuba, Rússia e Coreia do Norte? Pensando bem, a Coreia seria uma boa opção. Refiro-me à do Sul, um país que, de subdesenvolvido ao nível do nosso em meados do século passado, deu certo ao adotar um programa exemplar de ensino, desde o destinado às crianças até aos jovens e adultos. Um país que investiu em infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e evoluiu para o que é hoje, um exemplo a ser seguido.

Por isso, “não olhar para cima” é uma sugestão incompreensível, para quem precisa parar de olhar para baixo na geopolítica mundial.

Um agradecimento especial.

Meu pai, José Afonso Portocarrero, foi daquelas pessoas que não se encontram facilmente. Inteligência e perspicácia eram predicados que se somavam à sua personalidade ímpar, tamanha a capacidade que possuía de reagir rapidamente aos desafios que encontrava no extenso tempo em que nos deu a bênção de sua presença. Papai faleceu aos 97 anos, lúcido, não sem antes deixar um legado de realizações invejáveis no que se refere à arte de gerar benefícios em todos os lugares por onde esteve e às pessoas que encontrou pelo caminho.

O que me faz falar mais uma vez sobre ele é uma gravação recebida, na voz de um amigo, que trouxe à tona a saudade dos momentos que tive, ou melhor, – que muitos dos que o conheceram e se lembram de sua essência extraordinariamente positiva, fruto de um trabalho que incluiu características reconhecidamente marcantes como a dedicação, a honestidade e competência.

Na mensagem, a pessoa cuja amizade também passou a ser desfrutada por mim e meus irmãos fala sobre a forma como se conheceram e da consideração que desenvolveram — um pelo outro — com o passar do tempo.

Esse futuro amigo da família, um ser humano de personalidade marcante e com idade para ser seu filho, fez um trabalho de auditoria contratada tão eficiente que culminou com o convite de meu pai, em 1978 — na época, Presidente do BEMAT — para que aquele jovem assumisse o cargo de Diretor Executivo do Centro de Assistência Gerencial do Estado de Mato Grosso (CEAG/MT), ligado ao CEBRAE NACIONAL — Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa, uma instituição do setor público. Cabe ainda esclarecer que, a partir da Constituição de 1988, devido às novas condições de atuação (1990), a instituição passou para o setor privado, já como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MT).

Poucas vezes ouvi palavras tão carinhosas e, certamente, verdadeiras sobre como a amizade e o respeito mútuo entre eles começaram e permaneceram vivos.

É uma pena não ter recebido essa emocionante mensagem antes de publicar meu livro, Sementes de Meu Pai. Se isso tivesse acontecido a tempo, a história certamente faria parte das lembranças lá existentes, e suas palavras ficariam transcritas entre aquelas deixadas por filhos, amigos e parentes nos preâmbulos da publicação.

Em agradecimento ao Administrador de Empresas José Guilherme Barbosa Ribeiro.

PS – Até 1998, o CEAG-MT esteve vinculado ao governo do estado de Mato Grosso através do BEMAT.

Bons tempos, aqueles dos médicos de outrora.

Para algumas pessoas, quando nos referimos ao passado comentando hábitos do presente, há motivos que justifiquem contrair o rosto e até revirar os olhos, isso quando não disparam um incontido “aff”, e nos chamam de conservadores saudosistas.

Pois então, esses, certamente são jovens, moços, como diria o professor, Coronel Octayde, em suas famosas “exortações” aos estudantes nas formaturas da antiga ETF-MT.

Mas como não se referir ao passado com saudade, nós que tivemos a graça de vivê-lo em plenitude? Como não lembrar das conversas tranquilas dos fins de tarde, desassustados dos estranhos que hoje em dia rondam as calçadas onde ainda ontem, no dizer antigo de medir o tempo, estávamos proseando ou dando voltas na Praça Alencastro da Cuiabá de outrora, após as missas nos domingos.

Tempo em que uma ida ao médico significava ser revirado ao avesso, mesmo que para lá tivéssemos ido para consultar sobre uma dor esquisita ou levar uma criança reclamona, para saber se não estava na hora de passar um vermífugo. Exemplos deles foram os Drs. Silvio Curvo, Epaminondas, Vinagre e Artaxerxes – estivessem vivos, seriam testemunhas -, aqui citando apenas alguns, os mais próximos da família. Estes faziam exames clínicos quase completos só com os olhos, o tato e a observação.

Exames complementares mais apurados, eram relativamente raros, só solicitados quando realmente necessário. Época em que era comum irem até as residências dos pacientes. Isso sem falar, que dos mais carentes sequer cobravam a consulta, bastavam um cafezinho da hora, um dedo de proza e um aperto de mão.

Consultar o dentista então, no surgimento de uma dor de dente, era quando o doutor especulava sobre tudo, desde o que a gente comia, como e quantas vezes escovava os dentes no dia, indo até o que púnhamos pra fora. Depois, cutucava tudo com os olhos fixos naquela haste que tinha um espelhinho na ponta, a procura de cáries, mexia nas gengivas, olhava a língua e demais partes, verificando aftas e ou outras enfermidades bucais. Era assim, com os doutores Coronel Torquato, Altair, mais conhecido por Tií, Vasquinho Palma, Manelito Granja e tantos outros que já se foram ao merecido descanso eterno.

Como não dizer: bons tempos, aqueles de outrora. Hoje em dia, guardadas as conhecidas excessões, e são várias, só não cabe cita-las para não ferir suscetibilidades, há cada vez mais especialidades, o que acaba por levar o paciente não só a um doutor, mas a vários, todos respaldados em exames laboratoriais elaborados pelas maiores, mais complexas e capacitadas empresas do ramo.

Tempos modernos, estes sim bons tempos, outros dirão. Certamente baseados em fatores essenciais, até imprescindíveis, considerados os avanços científicos e a ajuda substancial da Inteligência Artificial à medicina.

Não há como discordar dessa realidade alvissareira, mas sim complementa-la em dois aspectos, a necessidade do bom senso, que é agir com lógica e razão, e a sensibilidade, ou seja, o ato de sentir e se emocionar, características humanas que jamais poderão ser substituídas nas relações profissionais entre médicos e pacientes.

A realidade no teatro das vaidades

Parece que nossas autoridades ainda não perceberam que a vaidade não tem lugar na realidade, principalmente aquelas cujas narrativas estão derretendo tão rápido quanto gelo em chapa quente.

Sim, algumas autoridades cujas “narrativas” (versões que elas contam sobre si mesmas ou suas ações) estão perdendo credibilidade rapidamente. Daí, a comparação com “gelo em chapa quente” ser cabível e usada propositalmente, com o objetivo de mostrar como algo ignóbil pode derreter ou desaparecer rapidamente quando exposto a condições adversas, ou seja, à verdade, que a realidade, cedo ou tarde, joga na cara de quem “constrói narrativa”.

Quando uma autoridade age com base na vaidade, perde a credibilidade. Isso acontece porque a realidade – nua e crua – não confirma seu “discurso”.

O que sucede (desde então) em atos sequenciais nesse teatro de vaidades a se apresentar como uma opereta ridícula, que mais parece uma ficção de cunho progressista agindo na tentativa de se mostrar inovadora, revolucionária mesmo, uma espécie de “vanguarda pós-constitucionalista de esquerda”, vez que, extemporânea, reinterpretam como querem o que foi escrito e promulgado em 1988.

Assim, tal como engendrado no longínquo passado pelo Sinédrio, quando um outro preso foi libertado (ou descondenado), como queiram; agora, consideram tais vaidosos, é hora de uma crucificação (condenação).

A vida como ela é

Meus amigos, nosso principal objetivo sempre foi e será alcançar a verdadeira felicidade, que deveria depender apenas de nossas atitudes e virtudes, de nossos conhecimentos, valores e relacionamentos, sempre evitando o vício, esse mal absoluto.

Certo é que, durante nossas vidas, precisamos nos manter calmos e racionais, independentemente dos acontecimentos. O que precisamos agora — mais do que nunca, principalmente com o avanço da idade — é usufruir das vitórias e dos benefícios alcançados, bem como será fundamental aceitar as eventuais consequências, se as houver.

Precisamos nos concentrar cada vez mais no que ainda podemos controlar e não nos preocuparmos tanto com o que não podemos. Em outras palavras: aproveitar a vida como ela é, aceitar mais e reclamar menos.

“Mensagem baseada na filosofia estoica”.

Segundo a filosofia estoica, a  sabedoria, a justiça, a coragem e a temperança são virtudes consideradas essenciais para viver uma vida virtuosa e feliz.

Intrigante

Está cada vez mais frequente o recebimento de vídeos e textos de pessoas sem que elas sequer se manifestem com um emojinho, seja positivo ou negativo, um coraçãozinho ou mesmo um dedo médio em riste, caso não concordem com o que postam, que dizer então de comentários.

Basta verem em algum site, receberem de outrem, que replicam sem a menor cerimônia ou preocupação, como se não tivessem responsabilidade pelo feito.

Bem, a esses informo que a conivência se dá por aí, a subserviência também, o que dizer então da possibilidade de coautoria pela divulgação. Então, se não souberem exatamente onde estão se metendo, é melhor não se meterem.

Isso, de ficar enviando ou replicando o que recebem sem emitir opinião preocupa, porque pode representar incapacidade cognitiva, talvez medo de expor o pensamento. Não sei não, mas intrigante, há isso é!

A última possibilidade, o medo, provavelmente será a prevalecente. Afinal, a crescente censura nos meios digitais dá medo, não é mesmo?

Então, o que parece simples na verdade fica cada vez mais complicado sob o ponto de vista das “autoridades não eleitas”, vez que a escalada das atitudes, o acirramento dos debates e o intervencionismo, tanto interno quanto externo, têm deixado todo mundo com pulga atrás da orelha.

Quem pariu Mateus, que crie!

A resposta do Legislativo a Lula deveria ser: QUEM PARIU MATEUS, QUE CRIE! Afinal, foi o atual governo quem – nesta e em outras de suas gestões – instrumentalizou o Judiciário e agora não aguenta as consequências de suas trapalhadas.

Tentar convencer os BRASILEIROS – vítimas da parceria Executivo/Judiciário – de que não é culpa DELES, é, no mínimo, BIZARRO.

A prova da assunção de culpa pelo que agora está acontecendo é o fato de que estão se juntando, os dois chefes dos ditos poderes, Lula e Barroso, para tentarem minimizar os estragos que fizeram. Que atolem juntos no lamaçal que produziram e nos deixem fora dele.

Mas não, não nos iludamos, porque do outro lado da praça dos três poderes os dois chefes das casas legislativas estão silentes sobre o que está acontecendo. No momento avaliam o que podem ganhar com isso.

Foi como agiram nossos senadores nas aprovações dos atuais ministros do STF, tanto quanto nas dos anteriores, sem nunca terem tido a decência de reprovar unzinho sequer.

Subserviência não é, seria muito simples, é puro interesse. Afinal quase todos os nossos congressistas são assunto de processo no STF.

Essa gente, se necessário, seria capaz de negociar o inegociável – como de fato o fazem – para receber algum benefício em troca. No caso, parece, buscam mesmo é tirar os rabos da reta.

Esticaram tanto a corda que agora, bem, agora Inês é quase morta, está na UTI da geopolítica mundial, a espera de um milagre.

Pelo que tudo indica, nossa sobrevivência dependerá de mudanças radicais no tratamento e, quem sabe, até na equipe de atendimento.

Um beco sem saída?

A ideia de estabelecer um porta-voz dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), na esperança de que isso passasse despercebido, parece, finalmente, estar causando grande desconforto à esquerda. As poucas vozes discordantes no tribunal foram insuficientes para evitar excessos, incapazes que foram de promover o bom senso ou o respeito às regras republicanas e à própria Constituição.

Qualquer pessoa, mesmo sem ser da área jurídica, pode perceber o que está em jogo. Com as intervenções indevidas, o futuro do país se torna incerto, à medida que tudo passa a ser interpretativo e impositivo. Isso está longe da harmonia entre os poderes e as instituições.

O tratamento segregacionista dado por parte da imprensa tradicional é desrespeitoso. Essa mídia, que se autodenomina porta-voz da verdade, trata aqueles que discordam do status quo como “extremistas de direita”. O que é ainda mais preocupante é ver a OAB, parte do próprio Poder Judiciário, a Câmara e o Senado agindo em conjunto nesse cenário. Já a atuação do Poder Executivo nesta “tragédia grega moderna” é evidente e dispensa comentários.

Ela perdeu a oportunidade de se adaptar ao mundo digital, onde as notícias são imediatas, diretas e menos manipuladas. É irônico ver jornais que se consideram tradicionais usando “fake news” para se referir a notícias falsas, um estrangeirismo que eles próprios difundem. Essa imprensa seletiva e enviesada busca esconder a verdade para promover narrativas de interesse próprio.

Há cerca de três décadas, desde a Constituição de 1988, o avanço deliberado do neoliberalismo/socialismo, independentemente de quem o promova, vem nos conduzindo a um caos constitucional, social, político e econômico. A questão é: quem são os verdadeiros extremistas? Aqueles que defendem o cumprimento da Constituição de 1988 — a Constituição Cidadã —, ou aqueles que propõem uma ruptura brusca com o Estado democrático de direito?

Esse é o dilema da “extrema esquerda”, um termo usado para equiparar aqueles que levam suas convicções ao extremo, independentemente do lado. A pergunta que fica é: o que está acontecendo é um erro ou um acerto?

Seria isso resultado das ações políticas de um presidente que busca romper com normas estabelecidas, ou do desafio de um ex-presidente com sua opinião e direitos políticos cassados? Este homem — já formalmente punido e sem chance de recurso — ainda é considerado mais poderoso que seu sucessor? Seria este um sinal de que estamos em um beco sem saída?

O jogo do perde-perde

A estratégia de usar o termo bolsonarismo como uma referência negativa para prejudicar a ascensão da direita no cenário político nacional demonstra claramente a intenção daqueles que pretendem se eternizar no poder. Afinal, desde 1988, o Brasil teve 33 anos de governos de esquerda e apenas 4 de direita.

Essa tática, no entanto, agora se volta contra o próprio extremismo de esquerda, que se autodenomina “progressista” — um eufemismo para disfarçar o termo ‘comunista’. Esse extremismo representa uma degradação política que surgiu do decadente petismo e evoluiu para o lulopetismo, a causa do retrocesso social, econômico e político que vivemos.

Esse cenário é resultado da velha e ultrapassada ideologia propagada por seu ‘menestrel’ – hoje um peso morto – galgado ao maior cargo executivo do país. A ele, submete-se a esquerda, ano após ano, governo após governo, desde 1988, quando a ‘Constituição Cidadã’ foi instrumentalizada e usada para intervir nos Poderes da República, em vez de harmonizá-los. Cada vez mais, essa situação submete o povo às interpretações nada republicanas de um grupo de indivíduos mal-intencionados, que sequer foram eleitos.

Seus membros, escolhidos criteriosamente para os mais altos cargos da justiça pelo Sistema, agem como ‘filhos da serpente’ ao punir quem discorda deles, como se a discordância fosse um fruto proibido – não aquele oferecido a Eva pelo Criador, mas um outro, este produzido por criaturas inomináveis.

É por isso que, no tabuleiro do xadrez global, daqui para a frente, correremos o risco de não passar de um dos peões do jogo. Para isso, basta considerar que desde 2023 o Brasil vem se apequenando no cenário internacional devido à sanha ideológica de um governo que só age para tentar recuperar eleitores e subverter os desinformados. Esse governo sequer se preocupa com as repercussões internas, quanto mais externas, de seus atos, devido seu permanente olhar para o próprio umbigo.

É um governo que erra na dose, erra na forma e, principalmente, erra ao não perceber que seus movimentos estão, paulatinamente, deixando de ser próprios na medida em que, cada vez mais, se bandeia para o lado negro da força.

Como dito anteriormente, nosso país está se tornando um mero peão na geopolítica mundial, o que pode levar a incorrer no risco de ser miseravelmente usado durante o verdadeiro jogo bruto global por quem realmente movimenta as peças.

Ninguém está certo agindo assim. Para alguns, o que aconteceu em 9 de julho de 2025 foi uma reação do governo norte-americano a uma série de ações intempestivas do nosso. Para outros, foi uma reação do governo brasileiro à forma exacerbada de agir de quem ele mesmo, recentemente, chamou de “o maior fascista do século”.

É certo que os tempos são outros e tudo leva a crer que não haverá clemência de nenhum dos lados no jogo político local do “nós contra eles”. Esse jogo está sendo implementado por um dos lados para reagir ao risco de perder na disputa política de 2026, que já começou e poderá afetar o mundo todo, independentemente do resultado. É o que podemos chamar de “jogo do perde-perde”, onde ninguém ganha.

Nós, eleitores, seremos os carrascos ou as vítimas do que está por vir em uma disputa onde o povo será o único atingido. É bom estarmos cientes disso.

A Escolha Humana e a Fragmentação Social

Deus não é responsável pelos males. Ele certamente nos deu a vida e, com isso, a oportunidade de sermos virtuosos. No entanto, muitos se entregam ao “outro lado” em troca do poder existente em todos os degraus de uma escada que, em princípio, os levaria para cima, mas que, usada de forma errada serve apenas para conduzi-los na direção oposta, para baixo, vez que buscam o domínio irracional e a posse desbragada de bens materiais.

Apesar de parecer um pouco vaga, a expressão “muitos se entregam ao outro lado” na verdade remete ao dualismo maniqueísta (bem versus mal) de forma intencional, com o objetivo de abrir o tema à interpretação de quem ler este curto, mas complexo texto.

É fácil reconhecer essas atitudes, especialmente entre aqueles que seguem o caminho da diferenciação na busca por exaltar distinções, fazendo questão de exigir reconhecimento em toda e qualquer manifestação. O que antes propagava a união, a igualdade e a dignidade através de termos que reúnem, como os pronomes pessoais no plural (“nós”, “vós”, “eles”), aos poucos vem sendo substituído pela individualização singular, onde “eu”, “tu”, “ele/ela” são utilizados por aqueles que buscam um inconcebível consenso através da desunião. Esta é uma contradição no mínimo estapafúrdia, algo que toca de forma sensível na questão da fragmentação social.

Para eles, os pronomes pessoais plurais só são utilizados para repartir o mundo em grupos: “nós, vós, eles, os de…”, “nós, vós, eles, os com…”, “nós, vós, eles, os sem…”, etc.

Deus nos imaginou iguais, nos fez iguais e nos diferenciou apenas no que considerou necessário. Assim nascemos, bons homens e boas mulheres. O que acontece depois? Bem, isso não é algo que precisou fazer ou mesmo estabelecer. Por essa razão, Ele, em sua misericordiosa bondade e em nossa graça, dotou os seres humanos de livre-arbítrio, para que possamos construir nosso futuro. Desde então, somos nós quem traçamos e percorremos o caminho que escolhemos.

Na Bíblia, em Gênesis 1, encontra-se a passagem fundamental para a compreensão de como e por que fomos criados, sendo a fonte original do que aqui está colocado.

Antigo Testamento – Gênesis 1

1 No princípio, criou Deus os céus e a terra.

26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.

27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.

30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.

31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Jaculatória

João 14:8-10 

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.

Após ouvir essa homilia da Bíblia em uma missa fui para casa e antes de dormir, já na escuridão do quarto, refleti sobre as palavras que ouvi naquela noite, principalmente porque ficou ressoando em meu pensamento um dos trechos da fala de Jesus ao responder a Felipe dizendo:  

– Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? 

Depois disso, passei a iniciar minhas orações diárias a Deus através de uma frase semelhante, que faz com que eu sinta a presença Dele em mim.

“Deus está em mim e eu estou com Deus”

Desde então, essa jaculatória passou a fazer parte de minhas orações diárias.

A imortalidade implícita

Uma das formas de alcançar a imortalidade está implícita no ato de escrever. Para tanto, basta estar focado em dar valor intelectual, educacional e histórico ao que se propõe produzir. Essas exigências naturais levam a considerar que uma eventual imortalidade acadêmica também deveria estar baseada na opinião dos leitores e não apenas na de eleitores de voto restrito (não subjetivo) de imortais vivos, posto que, embora aplicada desde o início e, portanto, consagrada, na atual conjuntura pode pressupor certo tipo de ativismo.

É o que o mato-grossense Manuel de Barros – Acadêmico Honorário da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – e tantos outros ilustres escritores parecem entender ao não se habilitarem ao honorável título.

A disputa pela honraria deixou de ser apenas e tão somente pelo conjunto da obra, para se tornar uma concorrência que também contempla o poder da influência político-ideológica junto aos membros da elite intelectual dominante na Academia. Os imortalizados de antes e, para ser justo, muitos dos de agora e daqueles que se candidatam foram e são fiéis à liturgia literária em tudo. É quando perdem para concorrentes beneficiados pelo contexto adicional anteriormente citado. Assim, a cada nova abertura de vaga, observa-se uma “situação” como a que recentemente ocorreu na Academia Brasileira de Letras.

Um evento notório, em que a pessoa imortalizada, no caso, Miriam Leitäo, esteve em concurso com outros doze ilustres autores finalistas, entre eles: o ex-ministro da educação, professor Cristovam Buarque, Tom Farias, Ruy da Penha Lôbo, Antônio Hélio da Silva, Rodrigo Cabrera Gonzales, Daniel Henrique Pereira, Angelos D’Arachosia, José Gildo Pereira Borges, Tamara Ribeiro de Oliveira, Martinho Ramalho de Melo, Chislene de Carvalho e Edir Meirelles, todos com enorme cabedal intelectual e/ou acervo literário.

Para não alongar ainda mais o desgastante assunto, cito apenas o acervo literário de Cristovam Buarque: 33 livros publicados sobre economia, história, sociologia e educação.

“Situação”, que pode inibir futuras candidaturas, restringindo a importante instituição a um grupo de imortais que parece aceitar como novo membro somente quem com ele tem afinidade. Se não é assim, essa é a impressão que transmite.

O autor, no caso o postulante, precisa ter muito de si na obra, não deve perder a espontaneidade no que gostaria de mostrar e na forma de dizer o que pensa e, o mais importante, não pode ficar preso a normas tipo stricto sensu.

É importante salientar que o mérito literário reside na originalidade do escritor, fruto inquestionável do cunho emocional, histórico e até ficcional, desenvolvido por sua capacidade de criar, contar contos, narrar casos, historiar o passado e poetizar.

O que confere imortalidade é o conjunto, a originalidade e a qualidade da obra, o que, convenhamos, nela já estão implícitos.

Tudo é suscetível

Passado muito tempo de minha existência, dei conta de que sou fruto do que costumo fazer, assim como são meus pensamentos habituais os responsáveis por meu caráter.

Estas são realidades difíceis de compreender e mais ainda de aceitar, mesmo para os estóicos.

A vida é assim mesmo, não é?

Não é o ambiente, a companhia, muito menos os eventos a que nos sujeitamos – voluntariamente ou não – que nos moldam. Tudo é suscetível à nossa avaliação, portanto, de como  reagimos ao que pode nos afetar e não aos fatos em si.