Obrigado, meninos!

Este final de semana foi especial, esplendoroso mesmo. Peguei bêra na pescaria de meu filho Bruno e sua turma.

Um grupo especial de rapazes que vi crescer e, maravilhado, se tornarem homens, hoje casados, pais orgulhosos, pessoas especiais por serem como são, amigos queridos, eternos parceiros.

Conheci a maioria deles desde pequenos, assim como boa parte de seus pais, e é aí que mora a maravilha de tudo isso. A enorme afeição que adquiri por todos, por alguns até mesmo antes de nascerem.

Um ‘tio setentão’ e seus sobrinhos de coração. Foi assim o final de semana, é isso que sinto, felicidade por tê-los todos bem guardados no lugar que em nós é a residência do carinho, onde bate e rebate o que sentimos por quem queremos bem.

Como não é mais possível trazer o que for pescado – mesmo que dentro da medida – dessa vez trouxe comigo não uma ‘cambada de peixe’, mas sim uma de rapazes especiais, de meninos que Deus nos deu. 

Esses, que um dia foram as crianças que levávamos para brincar nos salões, piscinas, quadras e campos dos saudosos clubes sociais que não existem mais; para quem, depois, maiores, íamos torcer quando disputavam campeonatos; aqueles adolescentes que pegavam nossos carros para sair e encontrar os amigos, namorar e outras coisitas impublicáveis, até porque sempre souberam observar seus limites e, por isso mesmo, gozavam de nossa confiança.

Pois é, bons tempos revivi, quando os observei fazer as mesmas brincadeiras que já fiz, os ouvi cantar, e como gostam de cantar esses meninos, tomamos umas e outras e rimos muito, muito mesmo. Nos divertimos pra valer.

Eles trouxeram à minha memória os tempos em que eu e meus amigos, muitos deles seus pais, nos encontrávamos para curtir a vida como fizeram nesse final de semana. Com isso, lembrei dos que vejo com frequência, daqueles que estão longe e dos que já se foram desta vida, mas que sempre estarão presentes em minhas orações.

Que bom, que alegria, que felicidade me proporcionaram. Foi um privilégio!

Valeu Bruno (Nobru), Leonado (Léo), Daniel (Gordão), Alexandre (Nitcho), Baruk (Caruso), Luis Eduardo, Omar (Turco), Erivelto (Cafú), Adriano (Gracie), Antônio Luis (Ninico), Tiago Borba (Dija), Leandro (Leandrinho), Rodrigo, Carlos Eduardo (Cadú) e Thales.

Obrigado, meus eternos meninos!

Tio Marcelo

Catinga, quando prega, não sai.

A expressão do título é um sarcástico provérbio, coisa típica  da nossa gente, quando quer se referir a uma situação na qual, por mais que se negue, a pecha já grudou em quem ultrapassou o limite do bom senso. 

A origem da palavra catinga é tupi-guarani, mas perdeu seu significado vinculado exclusivamente ao cheiro desagradável de plantas e animais para, popularmente, traduzir qualquer coisa ou odor repugnante, independente de sua origem.

E não adianta fazer zanga ou tentar dar uma de desentendido, dizendo não aceitar a balda ou apelar para o corporativismo doentio, coisa típica de indivíduos que ocupam cargos  públicos, políticos e tantas outras funções onde qualquer  folha de papel serve de palco para exarar suas idiossincrasias. 

Ultimamente isso tem acontecido com frequência, principalmente vindo de pessoas que deveriam saber que o rigor da lei não distingue ninguém, tampouco ignora ou desconsidera cargo, função ou autoridade.

Assim como as atitudes segregacionistas, sejam elas raciais, sociais ou de gênero, as comportamentais precisam ser combatidas de dentro para fora e de cima para baixo, principalmente devido seu caráter exemplar ou seja, a ‘autoridade’ deveria ser a primeira a se submeter à lei e não a última, muito menos não aceitar sua significância. 

Em outra palavras, questionar a aplicação da lei ou pretender ser inatingível a título de superioridade intrínseca alegando uma espécie de imunidade adquirida quando instado, além de ser deplorável é ridículo, principalmente se vier de membro da justiça.

O Limite do Quadrado de Cada Um

Parece que o limite de cada um deixou de ser regra e passou a ser exceção.

Prova disto é termos um legislativo que cede os seus, um governo que não os tem e um judiciário que não os respeita.

Uma vez assim entendido o assunto, é muito provável que o mesmo aconteça nas instâncias inferiores dos três poderes da República, replicando as já frequentes interpretações financeiras, políticas e técnicas, nesta ordem de prioridade, por eleitos e nomeados – togados ou não – e, quem sabe, até concursados, para fazer o contrário do que deveriam.

Falar em toga me faz lembrar uma frase de Musônio Rufo, um estoico, para quem a filosofia não consiste em exibição externa, mas em prestar atenção ao que é necessário e estar consciente disso.

A interpretação mais adequada de suas palavras consiste em que não é a vestimenta que faz o monge, nem a toga o juiz, muito menos um facelift, tão em moda no meio político, entre influencers, artistas e socialites, faz a real beleza.

Uma pessoa digna não é identificada pelo que possui, aparenta ter ou pensa ser.

Só existe uma maneira de se fazer reconhecer, e esta é pelo caráter.

Quanto a outras formas de reconhecimento, não se iluda; elas todas são parecidas com a fábula do escorpião com a rã, aquela em que ele pede para ser levado ao outro lado do rio prometendo não aplicar sua picada fatal.

Em nosso caso, a eventual analogia se aplica à causa da morte do modelo da democracia clássica ateniense ou, em outras palavras, à falácia da sociedade globalista, a tal Nova Ordem Mundial, incentivada e financiada pela “elite poderosa” à semelhança da que os atenienses diziam ser o câncer da sociedade e que, por incrível que pareça, permanece sendo o vetor do mal e não sua cura.

Recentemente, vimos algo semelhante acontecer nas decisões tomadas por organizações, foros e conselhos mundiais no enfrentamento da virose que, desconfia-se, possa ter sido produzida em laboratórios custeados por governos e instituições progressistas.

A falta de caráter foi o que nos trouxe ao caos em que nos metemos. O que leva a considerar que escorpiões existem de todos os tipos, tamanhos e formas.

Hoje, as razões de existirem esses artrópodes políticos parecem ser as mesmas, dadas as formas de atuação e modificações paulatinamente introduzidas por eles através das ampliações do pseudo escopo humanitário que buscam implementar a título de evolução, mas que não passam de reformas social-globalistas.

Provas disso são fáceis de perceber; basta olhar para o desregrado acolhimento de pessoas oriundas de países ex-colônias europeias, gente de boa fé mas também de interesses escusos, que acabaram por minar a estabilidade socioeconômica de seus antigos colonizadores, tal qual uma ampulheta sendo revirada, onde o que estava por cima parece estar se colocando no lado de baixo.

O certo não deveria ter sido reduzir os movimentos migratórios através de investimentos consistentes e definitivos em suas regiões de origem desde os tempos em que eram colônias das potências europeias?

Não seria essa a ação que evitaria a reação e as consequências para quem voltou a perder a razão ao se expor abertamente a uma droga cuja dosagem está se tornando veneno?

O que fazem instituições como a ONU, com seus 193 países membros; BRICS, composto por 5 membros fundadores e outros tantos agregados; o MERCOSUL, com 4 países-membros e 5 países membros-associados; a UE (União Europeia), que conta com 27 países membros, a dona da casa, por assim dizer; o WEF (Fórum Econômico Mundial), cujos 22 conselheiros nada propõem de concreto para solução das desigualdades que trouxeram a esta situação; e a OMS (Organização Mundial da Saúde), com 194 estados-membros, para quem a saúde parece não passar pelas desigualdades, vez que só busca remediar o que deveria ser evitado?

Que dizer então das outras tantas organizações, tais como: ONGs, OSCIPs, etc., que existem no mundo? Para que foram criadas e por que ainda não há solução de continuidade na miséria do mundo?

Isso tudo sem falar das organizações, alianças e tratados militares, que congregam países com objetivos comuns de defesa e, porque não, ocupação de espaço.

Não será porque querem mesmo é invadir o quadrado do outro quando dizem o contrário?

Quando menos é mais

Às vezes, quando saímos com os amigos – os antigos, aqueles que cultivamos com paciência, cuidamos com carinho e até ousamos contrariar na certeza de que a confiança mútua existirá para sempre na etérea existência de nossas vidas –, nos posicionamos exacerbadamente sem perceber que nessas situações, menos vale mais.

Depois que isso acontece, ou seja, após aqueles momentos em que falamos mais do que deveríamos ao opinar mesmo sem ser perguntados, é que nos arrependemos por não ter ouvido mais e falado menos.

Então, ao pensar em tudo o que dissemos ou deixamos de dizer, percebemos que nos precipitamos e até avançamos o sinal quando não deveríamos, tudo por uma espécie particular de amor: o fraterno, aquele que sentimos pelos verdadeiros amigos, os irmãos de coração.

Mas ser amigo não é isso? Não é se fazer presente mesmo à distância, saber ouvir em silêncio, sentir, sorrir e chorar junto, abraçar e até carregar, ser, enfim, solidário?

A amizade é um poço sempre cheio de receptividade, na intenção de que nele se encontrem formas de aplacar a sede da esperança.

É como o oásis que buscamos no deserto da solidão, lugar onde sabemos existem formas de acabar com a sede de justiça, de compreensão, carinho e uma sombra acolhedora, abrigo garantido contra a rudeza dos momentos difíceis de suportar sozinho.

Às vezes, uma silenciosa mão estendida é a confirmação de que menos é mais, como este curto texto.

A saudade na tricotomia humana

Existe um tipo de saudade que pousa no coração e de lá fica a emocionar a gente com aquele olhar comprido, falando de lugares, pessoas e épocas da vida que jamais serão esquecidas.

Age como um espelho que reflete feições conhecidas, paisagens inesquecíveis, tempos idos e momentos vividos. É quando sentimos exalar no ar um perfume etéreo que só a tricotomia divina – a do espírito, da alma e do corpo – reconhece.

Ao considerarmos, em teoria, que o ser humano é composto dessas três partes: espírito, corpo e alma, e que cada uma delas tem características e funções próprias, inseparáveis e interconectadas, cremos que somos uma triunidade à semelhança da Trindade de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, como Ele nos criou.

Assim sendo, nossa parte material, o corpo físico (mortal), é a que nos põe em contato com o exterior através dos sentidos; a alma é a parte que recebe as impressões do mundo externo por meio dos sentidos corporais: visão, audição, olfato, tato e paladar e, portanto, morada das emoções, desejos e sentimentos; o Espírito, sede da razão, moral, intelecto, vontade, pensamento e consciência, é a parte responsável por nossa identificação como criatura divina ao transferir a energia dada pelo sopro de Deus, para que nosso corpo físico receba a alma.

Essa interconexão das três partes faz com que a saudade ajude na compreensão da existência como instrumento de Deus e nos mantenha conectados com a realidade.

Fazemos por merecer

A crença em Deus, na família, na moral, nos bons costumes e, principalmente, na honestidade, herdei dos meus dois principais mentores: meu pai e meu sogro.

Do berço materno vieram exemplos de amor e respeito, legados por quem me deixou referências positivas sobre tudo, a começar por como proceder com juizo, lutar por justiça e valorizar a família.

Da escola e da vida vieram a importância de aprimorar o conhecimento através do estudo permanente, a devida atenção aos fatos, o discernimento para distinguir o certo do errado, a tolerância à ignorância de quem não deu atenção aos ensinamentos ou não teve oportunidade nem vontade suficiente para buscar sozinho seu aperfeiçoamento, resiliência para superar problemas e sabedoria para me adaptar às mudanças que nos são impostas.

Tudo isso tem a ver com preservar, valorizar e difundir o que recebi de herança, seja ela intelectual, de crença, material ou tecnológica daqueles que me antecederam. Engana-se quem considera liberalismo sinônimo de progresso, é assim que peleja quem desconsidera o passado.

É da postura respeitosa em relação ao que nos foi dado pelos que ficaram para trás no tempo que resulta o que temos agora e o que deixaremos para depois de nós. Foram essas premissas que trouxeram a humanidade até a última milionésima parte do segundo de tempo atrás, exatamente antes deste momento em que você está lendo este texto, onde ouso falar de um assunto universal que relativiza todas as coisas criadas por Deus, principalmente a percepção do ontem, do hoje e do amanhã, analogia que uso para mostrar a dimensão do entendimento comum do intervalo da vida.

Vida é a propriedade individual que caracteriza a existência de cada organismo desde seu nascimento até sua morte. Então, por isso mesmo, é possível afirmar que para todos, sejam animais ou vegetais, existe um passado, um presente e um futuro.

Como seria o presente do nosso desconhecido futuro se não pudéssemos contar com os conhecimentos adquiridos e as habilidades concomitantemente desenvolvidas pelos humanos ao longo do tempo? Boa pergunta, não é mesmo?

Estivessem vivos, meus mentores estariam dizendo: “Nada do que temos hoje é mais ou menos do que fazemos por merecer”.

A praga do piolho

Esta é curta…

É costume dizer que pegar piolho na escola, em boné ou pente emprestado é a causa da doença, mas não é nem nunca foi. 

Desde antes, como agora,  havia entendimento de que o infortúnio dessa praga só pode ser resolvido eliminando a origem. No entanto, não há como detectá-la antes que se instale. 

Como evitar que o hospedeiro traga o parasita ao ambiente? A resposta é simples e direta:

– Ao que não se consegue prever, não há como impedir, portanto…

Assim, lamentavelmente, essa situação só será resolvida quando conseguirmos evitar  que se instale, até afastá-la por completo.

Para um bom entendedor, meio piolho basta. A analogia fica por conta de quem lê.

Livro sobre o Coronel Octayde Jorge da Silva

A jornada de pesquisa sobre o Tenente-Coronel Octayde Jorge da Silva revelou-se não apenas uma difícil busca por informações, mas o verdadeiro redescobrimento de uma época marcada por transformações e desafios. As entrevistas realizadas com ex-alunos, colegas, professores e amigos foram fundamentais para traçar o amplo retrato do impacto que o Coronel teve na vida de tantas pessoas, pena que as buscas nas instituições às quais dedicou sua vida não tenham sido tão profíquas quanto esperávamos.

Mesmo assim, as memórias compartilhadas trouxeram à tona relatos emocionantes, que evidenciam a dedicação do Coronel Octayde à educação e seu papel como mentor exemplar. Muitos ex-alunos relembraram não apenas o conhecimento técnico que adquiriram, mas também as lições de vida que levaram consigo, reforçando valores fundamentais como a disciplina, o respeito e a perseverança.

Além disso, ao mergulharmos nas histórias pessoais e coletivas, conseguimos captar o espírito de uma época vibrante e cheia de nuances. Os anos 70 e 80 foram um período de efervescência cultural e política, onde ele se destacou como um agente de mudança, moldando não apenas cidadãos mais bem preparados, mas seres humanos engajados e conscientes de seu papel na sociedade.

O livro, portanto, se propõe a ser mais do que uma biografia; é uma ode à educação e ao legado duradouro de um homem que, através de sua paixão pela instrução, deixou uma marca indelével na comunidade cuiabana. Através de suas páginas, os leitores poderão não apenas conhecer a história do Coronel, mas também refletir sobre a importância da educação como instrumento de transformação social e pessoal. A pesquisa, que começou com uma simples intenção, convergiu para um projeto que celebra a memória, a cultura e a esperança de um futuro melhor.

O trabalho foi se transformando ao longo do tempo, e a ideia de incluir depoimentos no livro se revelou uma decisão acertada. Os relatos não apenas enriquecem a narrativa, mas também revelam a profundidade das relações que as pessoas tinham com esse homem, que continua a tocar nossos corações quando mencionado. As emoções expressas nos depoimentos trazem uma dimensão pessoal e íntima à história, permitindo que os leitores se conectem de maneira mais intensa com a figura central da obra.

Além disso, a pesquisa nos levou a descobrir uma variedade de documentos que ele produziu, tais como: palestras, aulas, artigos, crônicas e declarações. Essas peças informativas, somadas aos testemunhos de terceiros, criaram um panorama abrangente sobre sua vida e legado. Os leitores terão a oportunidade de perceber como a combinação desses depoimentos e documentos não apenas complementa, mas também ilumina aspectos fundamentais da trajetória do Coronel.

O resultado é um conjunto inesquecível de relatos e informações que não apenas merecem ser preservados, mas também compartilhados. Ao disponibilizá-los, estamos honrando a memória e oferecendo ao público uma visão rica e multifacetada de sua vida e impacto. A relevância dessa coletânea é indiscutível, e é com grande satisfação que a apresento, certo de que ela tocará e inspirará muitos.

A quantidade de fotos anexadas pode, à primeira vista, parecer excessiva, mas a família considera ser essencial mostrar não apenas os alunos e a escola, como também destacar os eventos que marcaram a trajetória do Coronel Octayde e da própria ETF-MT naquele período. Essas imagens são uma forma de fazer com que todos se sintam parte das histórias que moldaram essa instituição e a vida de tantos alunos, professores e funcionários.

O livro também representa um resgate histórico. Com 34 anos desde o falecimento do Coronel e 57 anos de um passado riquíssimo, é uma oportunidade única de reviver memórias e laços que foram construídos ao longo de 18 anos em que ele esteve à frente do Departamento de Ensino da instituição. Seu lançamento será uma oportunidade para reunirmos pessoas que compartilharam aquelas experiências, relembrar os momentos vivenciados e as amizades construídas.

Portanto, essa homenagem transcende a figura do Coronel; ela é uma celebração do espírito da ETF-MT e de todos que por ela passaram. Através deste livro, buscamos não apenas recordar, mas também reafirmar a importância da educação, da amizade e das memórias que nos unem. Que este registro se torne um legado, um tributo ao passado e uma inspiração para o futuro.

O livro está pronto, editado e sendo impresso para publicação. Assim, no dia 24 de abril próximo, a partir das 18h30min, no Salão de Eventos do CDL – Clube de Diretores Logistas de Cuiabá, na Avenida Getúlio Vargas, esquina com a Rua Marechal Deodoro, será feito seu lançamento, para o qual contamos com a presença de familiares, alunos, professores, amigos e admiradores.

IMPORTANTE: O acesso ao estacionamento para veículos será feito pelo portão localizado logo atrás, na Rua Candido Mariano.

Com a cara e a coragem

Toda inclusão causa efeito e, com isso, consequência, para o bem ou para o mal. Esta é a principal razão pela qual a competência deve estabelecer a norma, a razão, e não apenas consideração. Exemplos disso se encontram em todas as atividades humanas, assim como naquelas referentes ao reino animal, onde, de maneira ainda mais determinante, quem não tem competência – no caso, força – não sobrevive, tampouco se estabelece.

Nos esportes, em um bom exemplo, a competência é adquirida com muito treino. O talento, sendo um ingrediente nato, é uma vantagem real, mas não basta; ele precisa ser complementado, lapidado seria uma melhor explicação, com muito treino e, por que não, investimento. De outra forma, haverá considerável chance de esse dom natural ser mal aproveitado, quando não perdido.

Seguindo nos exemplos, cabe tratar daquele onde deveria haver a busca pela excelência na formação do aluno, de modo a que lhe seja proporcionada a condição necessária para buscar qualidade de vida. Pois bem, é lá, exatamente onde deveria haver cobrança nesse sentido, que vemos famílias desorientadas a exigir que seus filhos passem de ano, como se estar na escola para aprender fosse um compromisso informal, do tipo basta a presença física (muitas vezes nem isso), já que a nota de desempenho por conhecimento passou a ser substituída por percentual de aproveitamento, não mais pela média nas notas de aprovação nas disciplinas ministradas. O importante é passar o aluno de ano, senão ele poderá ficar abalado, frustrado, até revoltado, com a inconcebível reprovação. Inverte-se, assim, causa e efeito, afinal a causa é o não aprendizado e o efeito a ignorância, no sentido de má formação intelectual.

Os países que, como o nosso, ainda estavam no rol dos subdesenvolvidos nas décadas que se seguiram após a Segunda Guerra Mundial, passaram por processos inversos ao que nos foi apresentado como metodologia de ensino, por isso conseguiram evoluir e fazer parte do grupo entendido como de países desenvolvidos. Já nosso pífio resultado, bem, este não merece receber qualquer aprofundamento, porque seria desconfortável para os que enaltecem Paulo Freire e implementaram sua metodologia nas décadas que se seguiram desde sua adoção até hoje.

Graças a ela, nossa participação nos rankings sobre qualidade de conhecimento na educação, desenvolvimento intelectual e cognitivo são alarmantes em todos os sentidos. Isto se referindo ao ensino de base, aquele que deveria preparar os jovens para os cursos superiores, onde o acesso também deveria ser rigorosamente medido pelo grau de conhecimento e pela capacidade de compreensão do estudante em relação ao seu próprio desenvolvimento e, por consequência, ao de sua família, sua comunidade e seu país.

Onde refletem os efeitos danosos dessa situação? No acesso ao mercado de trabalho, nas oportunidades de galgar posições salariais compensatórias, no preparo adequado ao empreendedorismo tão em voga nos dias atuais e em outras tantas oportunidades que, queiramos ou não, vão exigir conhecimento, competência e desempenho.

A substituição dessas qualificações por métodos não ortodoxos de evolução das pessoas tem limite, e esse limite começa a ser considerado exatamente na hora em que o jovem chega à rua, na estrada da vida ou, como dizem os mais antigos, somente com a cara e a coragem, sem ter outra coisa a oferecer senão a si mesmo.

Nada estabelece uma pessoa, senão ela mesma. Ser beneficiado com mecanismos que buscam elevar o patamar sociológico do indivíduo como forma de compensação pode até ser justo sob esse ponto de vista – o social – devido à incompetência do Estado em formar seu cidadão. Neste caso, é compreensível o entendimento inverso por parte do pretenso beneficiado, afinal, para ele, tudo o que vier como o que ele entende ser recompensa é justo e bem-vindo, entretanto a reposição do que entende lhe era devido por direito, somente beneficia o próprio Estado, vez que, através deste subterfúgio, passa a enganosa imagem de benemérito, quando na verdade é o algoz.

Políticas inclusivas geralmente vêm pintadas de cores vibrantes e variadas, eivadas de retórica e nutridas de intenções reparadoras. No entanto, pouco valem se não vierem acompanhadas do necessário reconhecimento por recorrentes e cumulativos erros, inclusive um necessário e intempestivo “mea culpa”, além de mudanças quali-quantitativas em relação aos processos educacionais básicos, regulares e superiores em vigor. De nada adianta o discurso político inclusivo, porque é exatamente dele que os jovens, nossas esperanças de um futuro melhor, recebem o letal veneno da ignorância ministrado em doses homeopáticas, o que, com o passar do tempo, poderá nos levar à ruína.

Movimento conservador

Não escrevo este texto como um questionamento sobre o momento que estamos vivendo. Em vez disso, farei um desabafo. Faço isso porque qualquer pergunta, neste momento, ensejaria a abertura de uma acalorada discussão que, por mais saudável e pertinente que fosse, não atenderia ao meu objetivo, que é o fortalecimento do movimento conservador que renasceu alguns anos antes das eleições de 2018. O movimento mostrou ao mundo que esse sentimento estava apenas adormecido, latente, mas que reviveu, foi ressuscitado naquele ano, continua firme e cada vez mais forte entre nós.

Sim, porque naquela ocasião não tivemos uma eleição, mas uma reação ao que vinha ocorrendo no país, ano após ano, com os governos de esquerda, os tais progressistas, em sua sanha por eternização no poder.

Todos nós sabemos o que aconteceu de lá para cá graças à falta de coesão e ação política da direita remanescente, situação que ficou letárgica por 30 anos, desde a promulgação da Constituição de 1988, a tal constituição cidadã (será ainda?), abafada pela falta de lideranças políticas realmente conservadoras e pela covardia de políticos que, enganosamente, se apresentavam como sendo de direita. O que recebemos deles em troca de nossos votos foram “cachos de banana”. Ao contrário do porquê e para que foram eleitos, vimos somente a busca pela realização de seus interesses pessoais, barganhas sinistras e benefícios escusos. Mas foi ainda pior, porque vimos nossas aspirações serem colocadas de lado, em detrimento das máximas razões que determinam os objetivos conservadores, quais sejam: a família, a moral, os bons costumes, a educação como ferramenta fundamental ao desenvolvimento da cidadania, a segurança como instrumento de proteção e, principalmente, a liberdade de ir e vir, de pensamento, expressão e credo serem desconsideradas.

Peço a todos que, porventura, lerem este texto, que se lembrem do que nos foi ensinado sobre integridade e honestidade; sobre ser brasileiro em essência e conteúdo, posto que a essência é nossa natureza básica e conteúdo é o que preenche nossa determinação em reagir com perseverança contra o mal. Peço que vejam no desconforto estampado em cada rosto que encontramos, no tom das vozes que ouvimos clamar por justiça, no abatimento e no desânimo exposto em cada pronunciamento que se refere à catástrofe que está por vir caso continuemos entregues ao desmando, à sede de vingança e ao globalismo inconsequente, este último um movimento político cuja pretensão é desestabilizar as soberanias nacionais para implantar um dirigismo único no mundo.

Não, minha gente, não há entre nós quem não tenha vivido essa mesma sensação de frustração ao se dar conta de que nosso país, nossa nação, nossa pátria, aos poucos, está deixando de existir vez que submetida ao descaso pela exacerbação progressista do governo assumidamente comunista que aí está, bancado e sustentado por “terceiros poderosos”, e que enche o peito para bradar aos quatro cantos que tomou o poder.

Para terminar, gostaria de propor a continuidade do esforço conjunto levado adiante até agora aos trancos e barrancos, chicanado e censurado, no sentido de manter acesa a chama que reacendeu em 2018, para que as sementes plantadas naquela ocasião permaneçam vivas e que as raízes por elas fincadas continuem a ser nutridas pelo adubo do bom senso e da resiliência de maneira que a árvore da esperança se torne cada vez mais forte e frondosa; que frutifique e produza novas sementes para continuar a multiplicar-se eternamente; e que essas germinem convenientemente protegidas para que reproduzam e deem bons frutos.

Perguntar não ofende

Estamos passando novamente por um daqueles momentos estranhamente conturbados de nossa comunicação. Aquele ciclo vicioso, que não fica difícil de perceber nos meios chamados tradicionais de informação, as inconfundíveis empresas ou conglomerados de comunicação.

Trata-se da típica situação em que aqueles meios não conseguem largar o jargão profissional nem a metodologia ortodoxa embutida através das faculdades e nas redações das instituições, quando tuteladas.

Não percebem ou não querem entender que, ao continuarem assim, estão direcionando seus comentários e análises, em boa parte contaminados por questões ideológicas, para o próprio meio acadêmico especializado de onde se originam, agindo como se em um troca-troca de informações, ignorando que o material de onde tiram o que depois geram também está disponível para outras mídias, as não tradicionais, graças aos avanços tecnológicos.

Elas mesmas, as seletivamente entendidas como inimigas, a ponto de o lado obscuro da geração de notícias apoiar a censura de outras formas de informar, seja para o bem ou para o mal, a título de controlar a disseminação de “notícias falsas” para proteger a democracia.

A palavra “democracia” é originária do grego – demokratia – em latim: democratia, seguindo a etimologia de sua origem. Ela é formada pelas palavras: demos, “POVO”, e kratos, “PODER”, em português: “poder do povo” ou “governo do povo”. De outra forma, sob o controle da informação, ela não existe. É da opinião divergente que se desenvolve o bom debate e o conhecimento. É no bom debate que se toma posição, que se defende conceito e se encontra solução de interesse comum.

Aprendemos, a duras e demoradas penas, que não adianta aumentar o tom do discurso; que o verdadeiro líder não é aquele que grita e vocifera sobre o que fez, faz ou pretende fazer; que saber negociar e fechar acordos é fundamental em uma democracia saudável; que é através da gestão correta, com informações verdadeiras sobre o que acontece nos bastidores da política, seja ela econômica, educacional, de saúde, segurança ou qualquer outra área de atuação pública, sem desvio de qualquer natureza, sem acordo obscuro e, principalmente, sem ideologia, que se governa um país.

Hoje em dia, vários âncoras, analistas e especialistas de redação não buscam confirmar com a necessária persistência os dados que recebem dos ditos bastidores do poder, das empresas e de supremos informantes incógnitos. Ao que parece, baseiam-se suficientemente em imagens e pessoas, geralmente interessadas no rumo que a notícia vai dar aos fatos, por isso buscam exercer influência sobre o que apresentam. Estão ancorando um navio parado em águas profundas, portanto, perigosas, e distantes do porto seguro chamado realidade.

Esqueceram de que, se aproveitadas corretamente (talvez honestamente seja a palavra certa a ser utilizada aqui), toda forma de noticiar é meio de confirmação da veracidade sobre o que é apresentado a ouvintes, leitores e telespectadores. Em análise mais abrangente, as pessoas comuns, essas que a cada dia têm mais e mais formas de checar o que lhes é jogado para dentro de casa, já não são facilmente conduzidas, e censura não é mais cabresto há quarenta anos. Então, por que tentar colocá-lo de novo?

Ao invés de obter na academia o estudo, o preparo e a disposição necessários para trabalhar com informação comprometida com a realidade, parece haver pressa somente em aprender a ser o primeiro a dar a NOTÍCIA URGENTE ou o responsável pelo FURO DE REPORTAGEM que, em última análise, poderá beneficiar quem está no poder e prejudicar quem lhe faz oposição.

Não há como encontrar aquilo que não se procura se, a priori, já há decisão sobre desconsiderar aspectos que não interessam ao que se pretende informar. Assim, se o âncora, o analista e o especialista consultado rejeitam o outro lado do acontecido, como poderão noticiar de forma isenta? Fica a pergunta!

Salve, salve o Clube Dom Bosco, salve o Clube da Colina…

Pois é, lá se vão 100 anos de fundação e muita, mas muita saudade mesmo de sua gloriosa presença nos esportes e na vida social da cidade. Dizem os historiadores que tudo começou por obra do então Presidente do Estado de Mato Grosso, Manuel José Murtinho, em 1883, quando pediu à Diocese de Dom Bosco, dos Padres Salesianos, autorização para, com a ajuda deles, implantar uma escola em Cuiabá.

Esse foi um dos mais importantes eventos para a cuiabania, pois a instituição de ensino passou a dar guarida aos jovens tanto no aspecto religioso quanto educacional. Isso sem falar nas atividades atléticas e esportivas, nas quais os Padres do Colégio Salesiano São Gonçalo sempre foram pródigos. Tanto que seu legado persiste até os dias de hoje e incentivou um grupo de alunos, juntamente com eles, a se empenhar na fundação do Clube Esportivo Dom Bosco, que leva o nome em homenagem ao fundador e patrono da Congregação Salesiana.

Assim, no dia 4 de janeiro de 1925, foi fundado o Clube Esportivo Dom Bosco, tendo as cores azul e branco como estandarte e como mascote um leão. Daí ser chamado até hoje de Clube Esportivo Dom Bosco, o Leão da Colina, nos meios esportivos.

O clube tem sua maravilhosa história marcada por torcedores importantes, muitos deles tendo sido tanto jogadores quanto diretores e até presidentes da instituição desde sua fundação. Entre os sócios em qustão, destacam-se José de Carvalho, Manoel Miraglia, Antônio Bastos, Caraciolo Azevedo de Oliveira, Manoel Vieira da Silva, Lino Miranda, Antônio Gonçalo Souto de Arruda, Joaquim Francisco de Assis, Claudio Barreto, João Bosco Delamônica, May do Couto, Paulo de Campos Borges, João Barbosa Caramuru, Francisco Vilanova Filho, Renato Miguéis Olavarría, Alceu Francisco de Oliveira, Álvaro Scolfaro e, por último, o advogado e Procurador Aposentado do Estado de Mato Grosso, Adbar da Costa Salles.

Fiz este pequeno histórico inicial para trazer ao conhecimento das pessoas que não tiveram a felicidade de fazer parte da época de ouro dombosquina, antes de falar de sua indiscutível importância como local frequentado pela sociedade cuiabana. Era para o Clube Esportivo Dom Bosco que íamos nos divertir em suas agradáveis instalações, como as piscinas, quadras de esporte, áreas de lazer e o inesquecível Salão de Festas. Era lá, no Salão de Festas, que tudo acontecia: shows, bailes das debutantes, almoços e jantares acompanhados de músicas ao vivo, que nós, os mais jovens, chamávamos de “Brincadeiras Dançantes”, tudo acontecendo de maneira sadia, elegante e charmosa.

No entanto, os momentos mais saudosos, pelo menos para mim, foram os carnavais. Suas comemorações começavam muito antes das datas oficiais, com os avanços carnavalescos se estendendo nos finais de semana, tanto para a criançada, geralmente nas tardes dos sábados e nas noites, tanto para jovens e pessoas de mais idade se divertirem. Esses festejos permanecem latentes em nossos corações.

Infelizmente, tudo isso foi aos poucos desaparecendo nos anos 80, quando as instalações começaram a ser fechadas devido a dificuldades administrativas, com as relações financeiras entre a parte social e a gestão do futebol. Ambas eram importantes, e as disputas por investimento levaram à paralisação de ambas as atividades. O nome do Clube ainda permanece, como que ressuscitado por pessoas abnegadas ligadas ao futebol, mas as atividades sociais foram definitivamente encerradas.

Os demais clubes daquela época também enfrentaram dificuldades de gestão, a ponto de se imaginar que nunca tiveram ou deixaram de ter atividades sociais. O interessante é que vários de seus torcedores e sócios frequentavam as instalações do Dom Bosco para se divertir, sem que isso incomodasse os dombosquinos; pelo contrário, sempre foram bem recebidos, já que muitos mixtenses, operarianos e torcedores de outros clubes também eram sócios do Dom Bosco, mesmo não torcendo pelo time de futebol da agremiação.

Falando sobre a sede, ela foi adquirida em 1957, junto ao Professor André Avelino Ribeiro, durante a gestão do Coronel Caraciolo Azevedo de Oliveira. A construção da sede foi um marco importante para a sociedade cuiabana da época.

A edificação continua lá, no topo da colina do Bairro Bandeirantes, mas sob disputas legais, portanto, abandonada. Em 2019, a Prefeitura Municipal de Cuiabá mostrou interesse em recuperá-la, mas não se sabe por que motivo não levou a cabo essa intenção, para a decepção não só dos dombosquinos, mas também de todos os cuiabanos.

Salvem, salvem o Clube Dom Bosco, salvem o Clube da Colina…

Você tem amigos ou contatos valiosos?

Já se fez essa pergunta?

Consegue distinguir o valor de um e do outro?

Percebe a diferença entre o que cada um pode fazer por você, com você e em você?

Então, cabe uma rápida leitura sobre a importância de cada um: o amigo e o contato valioso.

Um “contato valioso” é somente isso. A palavra “contato” traz em si toda a significância ou insignificância que assume como parte do segundo núcleo do objeto direto do questinamento, até porque “valioso” é apenas o adjetivo que o caracteriza. Resta saber se para o bem ou para o mal.

Sintaticamente, a palavra “amigos”, tem a função de primeiro núcleo do objeto direto (amigos ou contatos valiosos) na pergunta do cabeçalho. Já seu significado, assim como dito em relação a “contatos vaidosos”, vai além da definição analítica, pois envolve diversas dimensões nas relações interpessoais. A amizade é essencial para o bem-estar emocional e social dos indivíduos, sendo fundamental na promoção dos laços afetivos que sustentam a convivência humana.

Saber diferenciar os dois é essencial sobre vários aspectos, Principalmente, porque ambos são passíveis de nosso convívio, seja familiar ou profissional. É importante observar a possível dubiedade que um deles, o contato valioso, possa representar. Esclarecendo: dubiedade é um conceito referente à qualidade, ao estado ambíguo, incerto ou indeciso com que nos deparamos nas relações interpessoais, principalmente na esfera política.

Razão disso, estamos vivenciando esse tipo de relação com inegável frequência, principalmente devido ao panorama dúbio e repleto de interesses controversos que acontece nos três poderes da República, cada vez menos harmônicos, independentes e não complementares. Tanto, que seu principal objetivo – evitar que o poder seja centralizado nas mãos de uma só pessoa – deixou de existir, uma vez que subjulgados através de desmandos inconstitucionais impostos por quem deveria apenas e tão só julgar.