Pontos, vírgulas, reticências e muito mais

Que bom seria pudéssemos tocar nossas vidas como as descrevemos, ou melhor, como as escrevemos.

Como acontece com a utilização da vírgula, bastaria dar uma ligeira pausa entre os problemas para separá-los adequadamente e assim evitar que suas ambiguidades tornem nossa jornada ainda mais imprevisível. Afinal, todos sabemos que a utilização inadequada da vírgula e a desatenção com as palavras costumam desvirtuar as verdadeiras intenções.

Da mesma maneira, quando nos depararmos com eventos, sejam eles problemáticos ou não, deveríamos controlar nossas interferências utilizando critérios ortográficos como os pontos continuativos, até podermos desenvolver todo nosso entendimento sobre o que acontece de maneira a rematar nossa participação adequadamente com um ponto parágrafo. Isto feito, poderíamos encerrar o desenrolar do contexto utilizando um definitivo ponto final.

Quem dera fossem somente esses dois os sinais ortográficos que auxiliam a escrita, a leitura e a interpretação das situações e vicissitudes da vida. Ledo engano, a eles se juntam o ponto de exclamação, o ponto de interrogação, as reticências, o ponto e vírgula, os dois-pontos, o travessão, as aspas e os parênteses.  

Quanta interrogação é necessária para dar entendimento a acontecimentos que variam de acordo com a complexibilidade do que estamos vivenciando? O que dizer então das necessidades de usarmos da exclamação em nossas demonstrações de alegria, dor, entusiasmo, raiva e surpresa entre tantas outras ocorrências.

Como explicar momentos nos quais precisamos pausar o enunciado utilizando os três pontos das reticências, que na realidade apenas traduzem omissões por não querermos revelar emoções demasiadas, insinuações, etc.; os necessários dois pontos e travessão, utilizados nas locuções e mudanças dos nosso interlocutores; as aspas, que mais parecem vírgulas suspensas, nas tentativas de destacar citações e gírias comumente utilizadas; o que fazer então, quando precisamos enfrentar situações que exigem considerações assessórias tais como os parênteses usados nas observações, adendos e outras curiosidades que vão aparecendo pela nossa frente?

E mais, para transparecer corretamente nossas limitações em relação aos sinais ortográficos, ainda existem seus acessórios, quais sejam: os acentos, as notações léxicas e os sinais de ligação. Sobre os quais não haverá considerações, para não tornar ainda mais enfadonha esta digressão literária.

Seria bem mais fácil lidar com as necessidades de reagir a eventos que, por si só, não determinam os efeitos que recaem sobre quem por eles seja atingido se conseguíssemos mudar a forma como os entendemos. Se boas, ruins ou indiferentes, são as reações que definem o que acontecerá conosco e não os fatos.

A consequente reação ao dano não está em sua origem e sim na maneira como respondemos a ele.

Razões para refletir

Dias atrás perdi um amigo, que inesperadamente foi ao encontro de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, essência divina e suprema a quem devemos nossa existência terrena.

Uma pessoa especial, daquelas que se comportam como verdadeiros irmãos, dadas as inúmeras concordâncias que tínhamos sobre quase tudo. Isto me levou a fazer uma reflexão sobre a correlação desta amizade com outras situações de minha vida. Neste sentido, me refiro à forma como considero e assumo meus relacionamentos e compromissos.

Para fazer a analogia pretendida vou retirar do assunto as questões familiares – o objetivo aqui é outro – sua abordagem se restringirá aos relacionamentos de amizade e compromissos formais assumidos junto a grupos, instituições, associações e outras entidades.

Nelas, quaisquer sejam seus objetivos, existem normas, regimentos, regulamentos, rituais, mas principalmente leis a serem observadas e respeitadas. Caso do maior e mais importante desses instrumentos, a Constituição do país.

A principal razão de estar me referindo a tantas formas de regramento é a importância da existência de reciprocidade entre o que é imposto ou obrigatório e os indivíduos sujeitos a isto, seja por opção ou por submissão à maioria. Aqui, considerando maioria como um subconjunto de um grupo cujo número é superior à metade do grupo inteiro, de acordo com o que diz a literatura universal sobre o assunto. Afinal, para que servem todas essas regras se não forem no intuito de promover convivência e o bem comum?

Razão pela qual a semelhança entre a perda acima referida e o que acontece conosco de forma generalizada, faça com que precisemos reavaliar frequentemente nossos papeis dentro e fora dos ambientes que frequentamos.

Como não tinha contato diário com o amigo que perdi, assim como não existe tal relacionamento nos demais ambientes, fica em mim a sensação de semelhança entre o sentimento de não pertencimento e o de perda que aquele falecimento trouxe.

Sigo falando sobre um evento que promovi a poucos tempo, quando fiz questão de encaminhar com antecedência suficiente convites via WhatsApp, Facebook, para todos os grupos a que pertenço e conhecidos de quem tenho o número do celular, na esperança de poder contar com suas presenças de modo a transformar aquele momento que pareceria ser somente meu em uma grande reunião de pessoas queridas, que raramente se encontram.

Volto a mencionar o falecimento do meu querido amigo, compadre e irmão de coração. Pois bem, ele morreu menos de 24 horas depois de nos vermos pela última vez, encontro que se deu devido ao lançamento de meu recente livro. Fato que permitiu nos despedirmos com um caloroso abraço e beijos nas faces, gestos que costumávamos fazer. Afinal, éramos como irmãos.

Sua ausência não foi percebida, o que leva esta questão a ser encerrada sem procurarmos razões para que a lamentável situação tenha acorrido. Ninguém sabia onde estava, sendo o corpo encontrado em seu quarto, onde provavelmente faleceu enquanto dormia. Aí está a analogia desta situação com o que acontece conosco em relação às pessoas que amamos, queremos bem e nos relacionamos.

Fazendo uma retrospectiva do passado, percebo que desde o início do ano, portanto, a alguns meses não tenho procurado com a frequência necessária meus irmãos, parentes, amigos, colegas e demais companheiros de jornada, tão pouco eles a mim com a constância de antes.  Se não tenho como justificar minhas falhas, tampouco teria para cobrar a mesma coisa dos outros.

Vida que segue! Seria o caso de pensar, não fosse a falta que sinto desse meu querido amigo e de todos, gente tão importante quanto ele em minha vida e com quem tão poucas vezes tenho me encontrado.

Vejam meus caros, que volta e meia comentamos sobre a falta de contato com pessoas queridas, mas nada de efetivo fazemos para novamente traze-las ao nosso convívio. Lamentamos suas ausências somente quando estas se fazem permanentes, quando não poderemos mais conversar, abraçar e, porque não, beija-las com o carinho fraterno que só enaltece os laços que nos unem.

Aproveitemos os tristes momentos que as faltas nos fazem para refletir sobre os conceitos de amizade, coleguismo e irmandade, tão negligenciados nos tempos atuais, de modo a mudarmos nossos hábitos e não nos submetermos mais ao isolamento compulsório, que o passar do tempo e as distâncias nos induzem.

Tudo ou nada

É o hoje temos no front político de nossa decadente situação.

Lá se foi outra semana e continuamos a passar vergonha perante o mundo graças às palavras e atos daqueles que tomaram o poder e voltaram a colocar na direção do país a pessoa que mais nos expôs no passado e agora volta a expor de forma aviltante. Aliás, fazendo jus à consideração de ser um dos presidentes mais impopulares da história deste país.

Aparentemente, boa parte de seus eleitores e aliados políticos não está mais disposta a seguir o féretro vez que o desgoverno mostra estar agonizando, mesmo com circo ainda montado para a ópera bufa que se apresenta.

Importante esclarecer, que dos grupos acima citados, o de eleitores parece ser o mais reativo ou, em outras palavras, será o primeiro a abandonar a canoa furada devido estar percebendo o engodo a que foi submetido desde a expedição do fatídico alvará de soltura, durante toda a campanha eleitoral e agora, após a retomada do poder e o péssimo governo desde então.

 Temos que reconhecer um fato indiscutível, o de que foi José Dirceu, o profeta do apocalipse quem nos alertou, ainda em 2019, sobre a forma como a esquerda voltaria ao poder. Pois aí está, para quem não acreditou.

 Quanto aos demais grupos, convém destacar os fisiológicos, porque neles estão os oportunistas de ocasião, aqueles que invariavelmente abandonam a canoa assim que uma tempestade se forma no horizonte.

De acordo com o site Wikipédia, fisiologismo é um tipo de relação de poder em que ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, outros benefícios e interesses privados em detrimento do bem comum. É o que basta para entender o que se passa.

Pois bem, ressuscitaram um zumbi carcomido pela vaidade, arrogância e inconsequência, que agora volta a se locupletar do sangue e suor dos brasileiros, o que poderá nos matar por inanição – caso não haja uma tomada de posição firme do poder legislativo – de maneira a impedir a continuidade dos descalabros cometidos pelos outros dois poderes e que assim também se revertam os atos ilegais por ventura cometidos.

A esperança é que essa cambada de lacaios que serve ao governo e por ele é servida em permanente processo troca-troca de favores, tome vergonha e cumpra o papel que lhes cabe antes que nos tornemos um latifúndio político, como quer fazer de nós o sistema associativo entre o executivo e o judiciário, mancomunado com a Nova Ordem Mundial.

É inaceitável a desfaçatez com que os meios de comunicação tradicionais, ONGs, organizações multinacionais capitaneadas pela ONU, bem como outras instituições internacionais e nacionais, entre elas as forças armadas, mascaram a realidade ao se imiscuírem no processo de tomada do poder acontecido.

Estas últimas então, destinadas a defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, a ordem e a lei, se voltaram contra o povo que lhes concedeu estas nobres missões por delegação constitucional.

Em assim sendo, há que se considerar que tudo não passa de um complô onde se dá um pouco e em troca leva-se tudo.

Se dá um pouco de quê? De liberdade, se é que ela tem medida, afinal não existe liberdade relativa como interpreta o esquema ditatorial acima mencionado.

Mas afinal, o que é liberdade? Qualquer dicionário explica, o site da Oxford Languages, por exemplo, faz isso em dois tópicos:

1.grau de independência legítimo que um cidadão, um povo ou uma nação elege como valor supremo, como ideal.

2.conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, isoladamente ou em grupo, em face da autoridade política e perante o Estado; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei, inclusive a religiosa”.

Já em filosofia, uma das primeiras definições do tema se deu através de Aristóteles com a seguinte consideração:

 “A liberdade está relacionada a conhecimento como meio de ampliar as possibilidades de escolha e tornar o indivíduo mais livre e capaz de realizar sua finalidade, qual seja, a busca da felicidade”.

Neste caso, ou se tem tudo ou não se tem nada.

O Silêncio dos Inocentes. Inocentes?

O filme “O Silêncio dos Inocentes” narra a procura por um monstro (um indivíduo tão violento que chega a arrancar a pele de suas vítimas) pela pessoa encarregada de investigar o caso e encontrar o facínora. Então, ela recorre a um psicopata que já estava preso, Hannibal Lecter, a procura de meios para deter quem estava buscando.

Aqui nas terras tupiniquins temos agora algo semelhante em andamento, se não de conteúdo certamente no objetivo, ou seja, de encontrar meios para deter quem está causando tanto mal ao país. Afinal, temos entre nós alguém que está tirando a paz de pessoas inocentes, só lhe faltando mandar arrancar-lhes as peles, porque de resto já infringiu desgastes físicos e psicológicos equivalentes às suas vítimas.

Para que pudesse ser exposta e assim escapasse ao controle midiático nacional e internacional, a trama em questão foi então apresentada a todos graças à intervenção de um personagem externo ao cenário político mundial.

Sim, foi dentre os meios de comunicação via internet, que veio a público a forçação de barra que está acontecendo entre nós para a implantação dessa aberração política chamada por seus executores de “democracia relativa”.

Um inconteste mimetismo ideológico utilizado para ludibriar os menos informados. Na verdade, um regime de governo de coalizão entre os poderes executivo e judiciário, que aos poucos, sob os olhares beneplácitos e coniventes do legislativo, vem sendo ministrado homeopaticamente ao povo brasileiro.

As agressões à Constituição do país; às leis ordinárias, complementares e extraordinárias; às instâncias públicas (primeira, segunda e superiores); aos poderes constituídos (Legislativo, o próprio Executivo e o próprio Judiciário); às organizações profissionais e classistas (conselhos federais, confederações, federações, associações, sindicatos, cooperativas, etc.); bem como aos cidadãos comuns – casos específicos de livre arbítrio, da liberdade de expressão e de manifestação – estão, aos poucos, tomando corpo e alcance desastrosos à medida em que nada foi feito para impedi-lo até agora.

Assim, desinformada de tudo, esteve a população brasileira vez que submetida a um implacável processo seletivo de notícias. Coisa do sistema montado para subverter as informações dando-lhes sentidos e formas alteradas, a depender do que, sobre quem e quanto seja interessante aos poderosos senhores das narrativas.

Coisa bem demonstrada pelo atual mandatário do país na tentativa de implantar sua democracia relativa. Afinal, é a isso que se refere todas as vezes em que constrói narrativas a respeitos de ditaduras relativas, personalidades relativas, fatos e atos relativizados, mas principalmente à liberdade relativa, que está a acontecer por aqui.

É quando nos deparamos com as informações dissimuladas replicadas nas narrativas transmitidas pela maior parte da mídia tradicional, que a dúvida em questão, aquela mencionada no título deste artigo, cai sobre nós.

O que teria acontecido para que permaneçam em silêncio sobre quase tudo o que está acontecendo conosco até agora?

Será porque concordam com a esquerda e defendem a censura como forma de impor seu pensamento político-ideológico e ditatorial ou serão libelos de ocasião?

Até que mostrem o contrário, seu silêncio não terá nadica de nada de inocente.

Memória do Bicentenário de Cuiabá

A aproximação dos 305 anos da fundação de Cuiabá me fez procurar nos guardados da família um documento comemorativo, referente ao bicentenário de nossa capital. Evento este, que ocorreu durante o governo do então Presidente do Estado de Matto-Grosso (era assim que se escrevia), o Bispo de Prusiade, Monsenhor Dom Francisco de Aquino Corrêa.

Interessante, o documento se refere a uma série de títulos honoríficos com que Dom Aquino foi agraciado pelo Papa Bento (Benedicto) XV, principalmente o de Bispo Assistente ao Solio Pontifício, honraria que o incluiu nos Prelados Domésticos e de nobreza, como Conde. Dessa maneira e a partir daquela ocasião o ilustre cuiabano também passou a gozar de todos os privilégios e direitos que o título lhe auferiu à época e para o futuro, entre outros benefícios complementares.

Nas comemorações daquele ano estiveram presentes várias autoridades eclesiásticas e políticas, dentre as quais se destaca o Núncio Apostólico no Brasil e Arcebispo de Damasco, Dom Angelo Jacyntho Scapardini. Demais autoridades:

Prelados: Dom Frei Luiz Maria Galibert – Bispo de Cáceres; Dom Carlos Luiz d’Amour – Arcebispo de Cuiabá; Dom José Mauricio da Rocha – Bispo de Corumbá.

Senadores: Cel. Pedro Celestino Corrêa da Costa; Dr. Antônio Francisco Azeredo; Dr. José Antônio Murtinho.

Deputados Federais: Dr. Annibal B. de Toledo; Desembargador João Carlos Pereira Leite; Dr. J. Augusto Costa Marques; Capm. Dr. Severino Marques.

Chefes do legislativo e do Judiciário: Capitão Tenente Francisco Paes de Oliveira – Presidente da Assembleia Legislativa; Desembargador Joaquim P. Ferreira Mendes – Presidente do Tribunal da Relação.

Secretários de Estado: Dr. Henrique Florence – Secretário de Agricultura, Indústria, Comércio, Viação e Obras Públicas; Dr. Benito Esteves – Secretário de Interior, Justiça e Fazenda.

Outra importante informação obtida nas páginas do documento intitulado – “ A Santa Sé e o Estado de Matto-Grosso no Bicentenário de Cuiabá” – é que o evento contou com a presença do representante do Papa Bento XV, Dom Ângelo Jacyntho Scapardini, este que foi enviado para agraciar pessoalmente Dom Aquino com as honrarias enviadas pelo Vaticano.

A que se enaltecer o esforço pessoal de Dom Angelo para se deslocar de sua residência até Cuiabá, no cumprimento da missão a ele dada pelo Sumo Pontífice. Uma viagem, que englobou percursos em linhas férreas, estradas interioranas e, por fim, o trecho final pelas águas dos rios que o trouxeram até nossa capital.

No documento acima citado também pudemos constatar que naquela época as comemorações na capital do Estado de Matto-Grosso perduraram por oito meses, desde o dia 8 de abril até a primeira quinzena do mês de novembro de um longínquo 1919.

Quanta diferença entre aquele evento e este, que aconteceu em 2019, no tricentenário de fundação de nossa capital!

 Utilizei propositadamente a mesma referência de tempo adotada àquela época para me referendar as duas situações, de modo a comparar as dificuldades, a importância e o tratamento dado a Cuiabá pelas autoridades religiosas e políticas nas duas ocasiões.

A seguir seguem as imagens do Papa Bento XV, do Bispo Dom Aquino e uma cópia do BREVE PONTIFÍCIO emitido pelo Papa Bento XV, bem como sua tradução.

Eterna vigilância

Que tipo de pessoa precisa se relacionar com salafrários e indivíduos que se locupletam do dinheiro público?

Da mesma forma, como pode uma instituição que tem por princípio não conviver com essa gente fazê-lo a revelia do bom senso e ter entre seus membros quem vive do oportunismo de suas posições, interpretam as leis a seu bel-prazer e para os quais a moral e os bons costumes não passam de resquícios da personalidade que um dia alegaram ter.

Não, não dá para acreditar que precisem disso, deve haver outra instância ou outrem, certamente mancomunado, que os motiva. Razão pela qual ninguém pode manifestar indignação com o que está acontecendo.

Como também não é justo aceitar de forma passiva o incontestável retrocesso que acontece no estado de liberdade a tão pouco tempo alcançado e a duras penas obtido, assim como não tem lógica permitir o uso e o abuso de ações castradoras do livre arbítrio.

É preciso que haja reação dos legisladores outrora eleitos para reinstaurá-lo e que, desde então, lá deveriam estar para defender este pétreo preceito constitucional, dentre tantos outros de mesma consistência.

Se somos honesto, pagamos nossos impostos em dia, obedecemos as leis e os termos originais da Constituição de 1988, a sétima do país e sexta da República, a dita “Constituição Cidadã”, a Carta Magna do Brasil, por que então aceitar sejamos novamente submetidos à censura?

Se vivemos em uma nação majoritariamente conservadora, se para nós acima de tudo estão a família, o caráter, a ética, os bons costumes e a honestidade; se é nosso dever cuidar para que não percamos a dignidade, zelar para que os nossos filhos não sucumbam ao desejo de possuir bens alheios e se atenham a princípios morais, está claro que precisamos permanecer em eterna vigilância.

O negócio é ir se adaptando

Estou me adaptando. É difícil, mas a gente tem que se conformar com o que é possível e esquecer o que aos poucos não conseguiremos mais fazer.

Então, a partir de um certo momento, aquele impossível de ser determinado, passou a ser importante medir o passo pelo novo tamanho das pernas, que parecem estar encolhendo.

Isso sem falar da dificuldade de carregar as coisas mais pesadas por depender da força dos braços, razão pela qual também passou a ser preciso deixa-las para os outros.

Depois vem a falha na memória, mas não em razão dela estar faltando e sim porque está cada vez mais difícil acompanhar tudo o que está acontecendo ao redor.

Do passado a gente lembra bem, basta fazer um esforçozinho que a memória funciona, mesmo que no tranco. De qualquer forma seguimos adiante, tentando pelo menos entender o que os outros dizem.

Enquanto isso, o tempo e a vida vão passando como se os dias não fossem tão importantes. Parece que tudo está ficando mais rápido, tanto que os anos estão passando tão apressados quanto um arco-íris em dia de chuva de verão.

Como dizia meu pai, o tempo vai passando e a gente vai ficando … ficando … ficando cada vez mais sozinhos, mesmo que na companhia de outras pessoas.

Então, é ora de começar a administrar o tempo da mesma forma que ele insiste em nos controlar, tal qual o carcereiro do corredor de onde não há possibilidade de volta para os sentenciados.

É complicado…, aliás essa é a resposta que a gente costumava ouvir quando era criança ao perguntar a um adulto o que significava aquilo que ele estava falando.

 Pois é, depois de uma certa idade a gente descobre que tudo fica mais complicado. O segredo talvez esteja em saber reduzir paulatinamente o ritmo, desacelerar aos poucos e – de vez em quando – até dar um ou outro passo para trás de modo a poder continuar tocando a vida, agora bem mais devagar.

Querendo chegar ao infinito e ir além, como diz Buzz Ligthtyear, o astronauta, personagem de Toy Story, a gente vai precisar manter a resiliência, coisa que também costuma ir se esvaindo com a idade. Isto tudo sem falar da necessidade ainda maior de contar com a paciência dos outros, sejam eles a esposa, o marido, filhos, amigos ou cuidadores.

O importante mesmo é seguir em frente. Só não pode levar tombo, ter pneumonia nem diarreia, situações que dependem mais de nós que dos outros. De resto, seja o que Deus quiser…

A equação eleitoral e suas variáveis

É hora de mudanças nas variáveis.

Até bem pouco tempo, quando das eleições, fossem elas em qualquer nível, o resultado já era o esperado e garantido por variáveis estabelecidas pelo controverso sistema eleitoral e através do cabestramento dos eleitores submetidos às conhecidas estratégias curralescas impostas por coronéis e caciques políticos.

Todavia, a poucos tempo, não mais que meia dezena de anos, começaram a acontecer mudanças, reações mesmo, ao mesquinho controle imposto, como também sobre os – ainda existentes – currais eleitorais utilizando meia centena de tijolos, um pé de calçado, meia nota de dinheiro e outras formas de cooptação eleitoral geralmente aplicadas aos mais pobres, portanto, os desinformados.

Não há como esquecer, que nessa equação também estão os gatunos de ocasião, quais sejam, os “gerentes de curruptela”,os de custo mais caro, aqueles que a isso se submetem para se servirem das pilhagens conseguidas através das abduções eleitorais.

Pois é! Por mais nojento que seja, ainda há quem opte pelo benefício fiduciário que este tipo de submissão representa quando alugam ou mesmo vendem suas consciências – se é que as têm – posto que o objetivo de quem age assim é subir na vida, custe o que custar.

Nessas trocas de favores obscuros, alguns chegam a alcançar posições tão ou mais importantes que suas contrapartes politicas. Viram autoridades, até excelências, quando não majestades supremas, a serviço de interesses nada republicanos.

A equação ainda é a mesma, mas as variáveis, apesar dos pesares, não. Isso, porque um novo e forte fator passou a existir, mesmo com as permanentes tentativas de apagar sua influência no desenvolvimento da nova equação eleitoral – a informação livre e desimpedida.

Dela vem o conhecimento ou, em outras palavras, a forma de corrigir as distorções que alimentam o inconsciente coletivo imposto por quem deteve seu monopólio e a manipulou diuturnamente.

Na desinformação está o vírus da epidemia de ignorância coletiva, que o sistema teima em continuar inoculando nas novas gerações. Um vírus nocivo, que a informação correta, o antivírus da ignorância, não tardará por extirpar do mundo.

Dinheiro e felicidade

Se existe uma questão que – alegam – envolve dinheiro ou a falta dele, essa diz respeito à felicidade.

Se por um lado – dizem – ele pode compra felicidade, será sua falta a causa da perda deste sentimento?

Isso pode acontecer com quem tendo dinheiro compra amor e com quem, não tendo amor, o procura através do dinheiro.

“Dinheiro não traz felicidade”, dizem os que buscam neste aforismo resposta para suas frustrações a fim de justificar seus fracassos amorosos ou mesmo financeiros.

Quem age assim não tem nem uma coisa nem outra, porque estes bens não são encontrados desta forma nem neste lugar.

Não se encontra a felicidade buscando por dinheiro, tão pouco se consegue dinheiro comprando felicidade.

Tê-lo é resultado de um conjunto de outras ações e qualidades, tais como o o respeito, a formação, a honestidade e o trabalho.

Da mesma forma, quando procuramos a felicidade, seu principal componente, o amor, está nas pessoas, em seus valores intrínsecos, e não no patrimônio financeiro que exteriorizam.

Não aceito, nem permito.

O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?

Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.

Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.

Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.

São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.

Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.

Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.

Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?

Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?

A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.

O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.

Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.

Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.

Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.

Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.

Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.

O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.

Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.

A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?

Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.

E o BRT hein? – continuação

Como disse no artigo anterior, neste também não há preferência sobre BRT ou o VLT.

O esclarecimento é importante, porque a razão de voltar ao tema continua centrada em seu objetivo, ou seja, no atendimento adequado aos usuários do sistema público de transportes urbano a ser implantado, qualquer seja ele.

Então, a titulo de exemplo, vamos considerar a implantação da uma estação no canteiro central da Av. Ten. Cel. Duarte, entre a Praça Ipiranga e o outro lado das pistas, levando em conta que será dimensionada de acordo com o fluxo de passageiros definido por pesquisas como a OD (Origem-Destino) nos aspectos relativos à localização, dimensões, acessos e comodidade dos usuários.

Também definidos pelas mesmas pesquisas seriam as dimensões dos veículos quanto às suas capacidades, se terão uma ou mais unidade acopladas, portas de acesso às plataformas de embarque/desembarque e assim por diante, em relação a outros serviços e equipamentos necessários à sua operação.

Aliás, a meu ver, a localização desta estação deveria ser pouco antes do cruzamento da Avenida Ten. Cel. Duarte (Prainha) com a Generoso Ponce e sua sequencial, Rua Clóvis Hugueney, considerando que a estação ou ponto de ônibus localizado na Praça Ipiranga seria removida como parte do espaço necessário à implantação do acesso à passarela daquele lado.

Já do outro, onde até pouco tempo estava localizado um Posto de Gasolina, uma vez desapropriado, possibilitaria acesso a ela e à implantação de equipamentos de apoio ao próprio Sistema de Transporte, quem sabe até um terminal.

Parece simples, mas não é. Entretanto, só esse fato seria solução a quem quisesse descer/subir na Estação ou atravessar aquela via com segurança, afinal trata-se de um dos pontos mais críticos para a circulação de pedestres e veículos da capital.

De novo e a meu ver, onde hoje está anteprojetada a estação do BRT – pouco mais à frente – não haverá possibilidade dessa solução ser adotada, seja agora ou quando for considerada necessária.

Então, como dito anteriormente e considerando o número de pedestres e usuários vindos de ambos os lados,alguém consegue visualizar esse fluxo sendo feito ao nível das pistas da via sem que se torne um risco, mesmo com faixas especialmente implantadas para quem vai atravessar a via e quem vai ou vem para a Estação?

Li nos comentários sobre meu artigo anterior, que o anteprojeto não considerou passarelas para não cansar ainda mais as pessoas. Pois bem, a questão aqui não é opcional para quem está projetando, mas sim para o usuário e por uma razão muito simples, segurança.

Um reconhecimento da importância do equipamento para este tipo de situação seria mais coerente com a realidade que com seus custos. Daí haver a percepção de que a preocupação das autoridades está mais com o aumento do valor a ser investido que com a segurança de pedestres e a acessibilidade direta e segura dos usuários que as passarelas trazem consigo.

Se este argumento não serviu para nada, então que haja explicações consistentes para não implanta-las de pronto em algumas das estações a exemplo desta, pois quanto mais adiadas essas providências, mais oneroso fica o investimento público.

Daí caber outra questão: – o anteprojeto já virou Projeto Executivo? Pergunto, porque até agora no material disponível para pesquisa existem apenas projeções ideais para as seções transversais das vias, que a realidade mostre serem de difícil execução como estão previstas.

Dito isso, vamos à situação da implantação do trecho do BRT na Avenida da FEB. Afinal, é o que existe de realidade para observarmos.

Pelo anteprojeto teremos 5 (cinco) estações somente no trecho que vem da passagem de nível localizada nas imediações do aeroporto até a Ponte Júlio Müller.

Olhando o intenso volume de veículos que hoje trafegam por ela e mesmo considerando que vai diminuir conforme os dados obtidos nas projeções do anteprojeto no transcorrer dos anos posteriores à implantação do BRT, cabe a pergunta:

– Como ficará a questão de segurança para os usuários ao utilizarem as novas faixas de pedestres – serão mais cinco – tendo em vista que o volume de tráfego também aumentará com o tempo devido ao natural desenvolvimento da região metropolitana?

Para funcionarem com um mínimo de segurança as faixas de pedestres anteprojetadas necessitarão de sinais de transito e sinais de transito significam paradas regulares no tráfego de veículos. Uma relação que se complica na medida em que um fluxo trava o outro.

Trabalhei no consórcio internacional que projetou o BRT Metropolitano de Belém do Pará. Com isso, participei de visitas técnicas ao BRT do Rio de Janeiro, em especial no trecho sobreposto à Linha Amarela, que vai da Barra da Tijuca ao Aeroporto do Galeão. Na ocasião fomos surpreendidos ao saber que tão logo aquele sistema entrou em operação o fluxo de passageiros passou a ser superior ao que havia sido obtido nas pesquisas utilizadas para sua projeção, o que, logo de início, demandou ajustes na periodicidade e no dimensionamento da frota.

Hoje, sabe-se, que em algumas de suas estações os acessos – faixas de pedestres – evoluíram para passarelas e em outras, como o volume de usuários cresceu muito, estas evoluíram para terminais também acessados por passarelas.

Por que isso aconteceu? Aconteceu, porque boa parte das pessoas entrevistadas bem como os estudos sobre fluxos e usuários foram inadequados porque subestimaram boa parte dos moradores dos bairros atendidos, – ficaram à margem dos levantamentos ou não foram devidamente considerados – usuários potenciais do BRT, os quais, tão logo viram sua funcionalidade, passaram a utiliza-lo com frequência.

Um exemplo do que deve ser levado em consideração por aqui, qualquer seja o sistema adotado.

E o BRT hein?

A poucos dias escrevi sobre a relação entre o BRT, sistema de transporte urbano intermunicipal que interligará as cidades de Cuiabá e Várzea Grande e o Digipare, sistema de estacionamento rotativo de Cuiabá.

Dando sequencia ao assunto, neste artigo vou falar um pouco mais sobre o BRT devido sua importância e relevância no momento em que continuamos a buscar soluções consagradas em outras regiões do Brasil e do mundo para atender nossa área metropolitana.

Neste contexto, o BRT foi concorrente direto do VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos, na disputa que causou e ainda vem causando celeuma, vez que naquela época este último se sagrou vencedor na escolha sobre qual sistema seria adotado para transportar cidadão e torcedores na Copa do Mundo de 2014 entre as duas cidades, portanto, a mais de 15 anos.

Imagino que todos devem estar preocupados com o processo de construção do “nosso” BRT, porque é perceptível a redução do espaço para pedestres e trânsito de outros veículos se considerarmos o que vai sobrar após a conclusão de sua implantação no canteiro central da Avenida da FEB, certamente a mais importante via de ligação urbana do Vale do Rio Cuiabá, diferentemente do que estava acontecendo quando da morosa e cara implantação do VLT, tanto que esses foram parte dos motivos de sua suspeição e consequentemente suspensão.

Não se trata da defesa dessa ou daquela modalidade de transporte coletivo e sim de considerações a respeito do desenvolvimento da mobilidade urbana em um contexto mais amplo, ou seja, do que acontecerá quando o BRT ficar pronto, se ficar. Afinal, estamos de volta ao Brasil do passado não é mesmo?

Trata-se da constatação de algo que até um leigo percebe devido ao que já pode ser visto na Avenida da FEB, onde a execução das obras de remoção da estrutura/equipamentos do VLT e a construção da infraestrutura do BRT está mais adiantada. Um gasto absurdamente inexplicável, sob o ponto de vista de quem paga impostos para tê-los revertidos em seu benefício e no desperdício acachapante a que estamos sendo submetidos por políticos, gestores e ministérios públicos inconsequentes.

Tudo indica, que quando concluídas as obras não haverá duas faixas destinadas aos veículos que nela circularão, diferentemente do que tinha sido proposto em relação aos espaços destinados às composições e demais equipamentos do VLT, tais como estações de embarque e desembarque, passarelas, sinalização, etc. Quem não se lembra?

Pois é! Então, imaginem como ficarão oa demais trechos do sistema como o da Avenida Tenente Coronel Duarte, a Prainha, considerando que sob boa parte dela existe um córrego canalizado, que agora terá que suportar espessas e pesadas faixas de concreto armado reforçado, estações, passarelas de acesso e demais equipamentos.

Sim, as passarelas não só serão necessárias, mas obrigatórias, porque as estações estarão no canteiro central e não ao lado das calçadas. Então, onde existir estação o correto é haver passarela que atenda aos dois lados das vias por toda a extensão do sistema.

E as calçadas? Como serão organizados esses espaços de uso exclusivo e necessariamente capazes de suportar o aumento do volume de transeuntes que o próprio sistema trará, uma vez que esse é seu objetivo principal, secundário e terciário, tudo junto e misturado.

Tanto nos BRT’s em operação como naqueles em implantação, uma das premissas foi e continua a ser a de implantar um projeto que contemple, de testada a testada, toda a infraestrutura das vias por onde passam, o que significa calçada, meio fio, sarjeta, faixas de tráfego para veículos , o próprio BRT, ciclovias, sinais de trânsito e canteiro central, isso se não houver outros equipamentos ou interferências urbanas a serem consideradas.

Por interferência entenda-se tudo que, além das já citadas, interaja com o sistema proposto, inclusive galerias de águas pluviais, drenagem, redes de esgoto e outras instalações subterrâneas ou aéreas, como redes de comunicação, energia elétrica, etc.

Será mais um absurdo inaceitável ver uma obra dessa magnitude deixar tudo isso para depois, ou seja, um tempo que nunca virá.

PS – Os dados que serviram para dimensionar o VLT e o BRT da época da Copa já têm mais de 15 anos estando, portanto, ultrapassados. Teriam sido atualizadas as pesquisas OD (Origem-Destino) para redimensionar o atual BRT? – Pergunta dirigida a todas as instâncias citadas anteriormente.

Queiramos ou não, o futuro depende de nós

Às vezes, como agora, me pego pensando sobre o que fiz ou deixei de fazer para ser a pessoa que sou. Não chega a ser um dilema, porque sei por onde andei, com quem estive e o que aprendi tanto errando quanto acertando.

Entretanto, em momento como este de início de ano, quando nossas esperanças se renovam, há um sentimento que percorre meu corpo como um todo e para em alguns lugares como que para deles tirar satisfações sobre o que me intoxicou no passado e também avivar aquilo que foi revitalizado.

Falar com o sistema digestivo, onde estão desde a boca, diversos outros importantes órgãos e termina no ânus, é como perguntar sobre o que faz bem e o que faz mal, num eterno faz de conta como se não soubéssemos.

No entanto, a conversa vai além, na verdade, passa por uma série de outros processos que remetem ao que tivemos de ouvir, ver e sentir, os quais também nos agridem inteiramente, possivelmente até mais, a ponto de amargar a boca e nos trazer sensações de queimação em todos os lugares por onde passa até infectar os intestinos, culminando com o que sai lá por detrás.

Quando nos dirigimos ao sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal), responsável por analisar e integrar as várias informações intra e extrapessoais que recebemos é que a coisa se complica.

Aforante essas atribuições, que já o compelem a funcionar impecavelmente durante nossa vida para que tenhamos saúde física e mental, ainda tem que interpretar tudo o que passa pelo sistema digestivo a fim de nos dar muitas respostas, senão todas, a ponto de nem sempre conseguirmos interpreta-las corretamente.

Sim, porque frequentemente nosso organismo mostra suas reações em outro sistema que habita nosso corpo, o sistema tegumentar, que muita gente como eu nem sabia o nome, formado pelo maior dos nossos órgãos, a pele, e outros de seus anexos como unhas, glândulas sudoríparas, etc.

Daí as urticárias, sudorese incontrolável, queda de cabelo e tantas coisas mais que nem vale a pena citar para não tornar o texto mais enfadonho do que já está.

Vou por último ao sistema cardiovascular, uma rede de vasos sanguíneos que transporta nosso sangue a partir do coração. É, ele mesmo, aquela bomba muscular responsável por transportar o sangue de maneira a levar nutrientes e oxigênio para todas as células do corpo humano.

Este, propositalmente só agora citado é indiscutivelmente o mais importante, porque sensível a tudo o que se passa conosco, desde a mais simples desatenção até a máxima atenção que dispensamos a o que acontece dentro de nós e em nosso entorno.

Tudo nos afeta, tudo nos atinge para o bem ou para o mal, como já dito. É por isso que devemos refletir sobre o passado, o presente e o futuro em momentos como este que vivemos no inicio do ano de 2024 e nos demais em que vivermos.

– O passado já era! Ouço esta frase com frequência desconfortante de pessoas que se esquecem que foi dele que viemos, nele aprendemos, crescemos e nos multiplicamos. Portanto, nos afetam sim e por isso mesmo não deve ser desprezado em nenhum de seus momentos.

Desconsiderar o passado é apagar nossas origens, nosso progresso individual e conjunto, nossas referências familiares, de amizades e esforços dispendidos para chegar ao presente.

Já o presente, este é o resultado do que foi acima descrito de maneira resumida , até porque tudo o que temos e somos é fruto do que fizemos e fizeram conosco no passado, razão pela qual dispensa comentários complementares.

E o futuro, para que exista, precisaremos reciclar continuamente o que já vivemos até aqui, no presente, o que nos remete a dispender todos os esforços necessários a que este também se transforme em um passado de glórias e conquistas, de avanços e descobrimentos, de paz e tranquilidade, ou seja, tudo o que queremos deixar.

Senão, no próximo futuro talvez não estejamos presentes nem sejamos passado. Depende de nós.

A involução da humanidade à revelia dela própria.

A redução espontânea da afetividade e a perda por descontinuidade nas relações humanas através da desconsideração de seus precedentes históricos serão duas das principais responsáveis por nosso desaparecimento. A outra será resultado da ignorância cognitiva.

Sabe aquele conceito de revelia que está no Código de Processo Civil e expressa o estado ou a qualificação do réu por ausência ou falta de defesa em um julgamento após ser citado?

Pois estão, é neste rumo que estamos indo na medida em que somos desconsiderados por nossos descendentes ao abandonarem antigas tradições e legados históricos, quando então os substituem por outras formas de comunicação com o passado para viverem o presente e planejarem o futuro.

Essa evolução as avessas ou involução é que está definindo o rumo a seguir e nele, ao que tudo indica, cada vez menos estarão presentes a ação, a interação, a integração e, por fim, a inteligência humana.

No entanto, sempre haverá questionamento por parte de quem defende esse paradigma inovador, que há um bom tempo vem torniquetando a humanidade, tomando seu lugar na prática pedagógica de transmitir conhecimento e com isso causando inflexíveis mudanças na forma de aprendizagem, seja para melhor ou pior, o que só o tempo dirá. No entanto, dá para se ter uma boa ideia do que vem por ai pelo mal que já vem causando.

Razão pela qual nossa dependência do conhecimento que antes era obtido através do saber de outras pessoas estar se tornando objeto de contestação dentro do mundo desconexo em que vivemos. Basta observar que os mais velhos, aqueles que acumularam experiências de vida com o trabalho, suas relações profissionais e afetivas já não são procurados para orientar.

Agora, quando surge uma dúvida ou necessidade de esclarecimento a quem recorremos? Aos avós, aos pais, aos professores? Não, quem orienta, determina e detém o saber são outras instâncias, as tecnológicas. É a Inteligência Artificial (IA), ocupando espaços humanos e evoluindo rapidamente para definir o que faremos, quantos seremos e até quando vamos existir.

Agora, resta saber o que a humanidade vai fazer para prosseguir em sua jornada quando uma inteligência similar e originária da sua aos poucos está decidindo em seu lugar de forma autônoma. Tudo com base nos padrões de comportamento armazenados em seus bancos de dados permanentemente alimentados por informações que buscam traduzir nossas reações e que certamente passará a tomar suas próprias decisões utilizando de algoritmos que simulam o raciocínio humano.

Alguém ainda tem dúvida de que algumas dessas “decisões” já não estejam sendo tomadas em detrimento à nossa pré-histórica massa encefálica?

Pois é! E tem mais, porque dentre as várias questões que a IA certamente não levará em conta devido seu raciocínio extraordinariamente lógico estão as raciais, de gênero, patrimoniais, sexuais, sociais e tantas outras esquisitices dos seres humanos, que de resto tudo o que vier a controlar será de fácil resolução.

Assim, decisões do tipo: quando outra epidemia vai acontecer e qual será sua letalidade; onde explodir uma bomba atômica, qual será sua potência e quem sobreviverá, serão determinadas por entes tecnológicos com redes neurais e não por aqueles que começaram tudo isso pensando que iriam manter o controle sobre algo que a cada segundo se torna mais competente, portanto, independente e capaz.

Que nosso Deus, Aquele que não existe para a IA, tenha piedade de nós.

PS – Já há casos de danosos estranhamentos entre máquina e seres humanos acontecendo mundo a fora.

Estamos perdendo a esperança.

A cada dia que passa mais estamos nos distanciando das relações pessoais. Agora, são facilitadores digitais que fazem isso por nós. Pois é, é a tal da inteligência artificial quem está substituindo nosso pensamento, articulação, raciocínio e o próprio contato.

Quanto a esse ultimo, o contato, me refiro ao aperto de mão, o abraço, o beijo e daqui a pouco o sexual. Pensando bem, ele até já existe de forma não presencial em sites especializados da internet.

Nas festas de Natal e Passagem de Ano as famílias e amigos pensando em se aproximar, na verdade estão se distanciando cada vez mais através dos cartões postais digitais, via aplicativos de mensagens instantâneas, nas hospedagens em resorts exclusivos e viagens promovidas por empresas especializadas em fazer com que pessoas solitárias fiquem ainda mais sozinhas em meio a um monte de gente como elas próprias.

Hoje em dia está difícil arrumar espaço para a saudade, o amor dos pais, irmãos e filhos como antigamente, porque a esperança está deixando de existir devido à falta de Deus em nossas vidas.

A esperança, ou o que resta dela, é um sentimento que aos poucos está sendo abafado pela ignorância do ateísmo que se propaga como uma verdadeira religião pelos ideólogos da Nova Ordem Mundial. Para eles, não existindo fé não haverá esperança e o egoísmo passará a controlar nossas vidas.