Agindo miseravelmente

A cada revés perco um pouco do pique. Estou cansado de me posicionar e ver que poucos o fazem. De resto, a permanência em cima do muro é postura daqueles que lá sempre estiveram e dos que ficam nas arquibancadas da vida para receberem seus pães com mortadela e, sem se importarem, permanecem contribuindo para que sejamos conduzidos ao abismo do absolutismo.

“A vida é curta, entretanto, longo e imprevisível é o legado que, a continuarem nessa posição, vão deixar aos seus e aos nossos filhos e netos”.

Razão pela qual, a gente fica lendo, mesmo ouvindo, aqueles que fingem analisar as questões somente sob o ponto de vista cru das disputas políticas, ou seja, qual ideologia ganhou ou perdeu, a principio alegando equidistância, depois nem tanto, o que nos deixa a espera de algo verossímil ou ao menos consistente.

É a turma do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, do “o que é que eu vou ganhar com isso”, e tantas outras frases verdadeiras sobre intenções ocultas, que daria para escrever um livro, o livro das sem-vergonhices.

Então, quando me deparo com esse tipo de pensamento em gente que conheço, sempre me decepciono e faço, intimamente, a mesma pergunta: – Onde acham que isso vai parar?

Para mim, fica claro que esses são os que sempre ficam nas janelas esperando as bandas passarem, para depois se infiltrarem no cordão dos puxa-sacos de quem ganhou, torcendo para que ninguém veja, ninguém saiba, se é que se importam com isso.

São o que sempre foram, párias dos acontecimentos, porque nas horas decisivas sempre estão ausentes,…esperando,…esperando,… que outros façam o que precisa ser feito para, só depois, mostrarem suas caras.

Certo é, que não falo dos MANÉS, me refiro aos que permanecem a vida inteira na obscuridade do cochicho ao pé do ouvido, são natimortos, no que se refere a expressarem publicamente suas opiniões sobre questões políticas. Questões estas, que não se restringem a quem ganhou ou perdeu e sim a o que ganhamos ou perdemos.

Quem continua a agir dessa maneira acha que “tudo voltará a ser como dantes no quartel de Abrantes”, e assim vão, vivendo do luxo que ainda ostentam, mesmo agindo miseravelmente.

Mentiras sinceras não interessam

Diferentemente do saudoso Cazuza hoje vivemos momentos de intensa ansiedade só que em outro sentido, outra grandeza, ansiedade esta equivalente ao tamanho do nosso país.

Recentemente, um amigo falou sobre o mau estado psíquico de determinado político, com o que concordo, no entanto, entendo que essa sensação é comum a muitos, talvez à maioria dos brasileiros, mesmo que em intensidades deferentes.

Eu, por exemplo, não nego minha ansiedade, até porque a vejo em muitos dos com quem convivo, nas conversas que participo, nos trocas de mensagens via WhatsApp, Facebook e nos demais meios de comunicação que existem por aí, em especial aqueles que considero responsáveis por grande parte do mal-estar geral existente. Aliás, como a maioria das pessoas que conheço,

Por causa disso, considero que mentiras sinceras não interessam. Mentiras que bem mostram até que ponto a desonra, a imoralidade, a falta de caráter e tantas outras péssimas características existentes nos que apoiaram e ajudaram a tomada do governo na eleição presidencial do ano passado.

Mentiras, tais como:

– É um absurdo aumentar o preço dos combustíveis se somos auto-suficientes;

– Vamos fazer investimento para que a economia volte a funcionar e gerar empregos, quando nos seis meses desse desgoverno os índices oficiais mostram exatamente o contrário;

– Geraldo Alkmin (eleito vice-presidente) foi contra o impeachment de Dilma;

– No Brasil tem 30 milhões de crianças de rua – a gente ia inventando números – , Jaime Lerner que o diga;

– Quem votar nulo não terá direito de reclamar;

– No meu governo o povo vai voltar a comer picanha e tomar uma cervejinha nos finais de semana;

– Nos tiramos 36 milhões de pessoas da miséria absoluta e acabamos com a fome nesse pais, quando de acordo com o IPEA, em 2002, havia 14,2 milhões de pessoas nessas condições;

– Em nossos governos (passados) criamos 22 milhões de empregos com carteiras assinadas. Na verdade foram 15,4 milhões, ou seja, 6,6 milhões de pessoas fizeram parte dessa mentira;

– A Lava Jato causou a perda de 4,4 milhões de empregos;

– O conceito de democracia é relativo;

– Tem mais eleições na Venezuela que no Brasil.

Em suma, mentiras sinceras não deveriam interessar nem ser toleradas por um Congresso Nacional eleito pelo povo exatamente para defendê-lo das eventuais tramoias engendradas contra si por outros poderes da República, muito menos para as forças armadas, considerando que estas ainda se destinam à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (sic).

Mentiras sinceras não interessam a quem defende o livre-arbítrio, como também não deveriam interessar às instituições que distinguem o bem do mal, são livres e de bons costumes.

Chorar faz bem.

Chorei de tristeza algumas vezes, sempre quando perdi pessoas queridas. No entanto, sinceramente, creio que chorei de felicidade em quase todas as outras ocasiões, seja quando casei, nos nascimentos dos filhos e netos, durante um filme, lendo um livro, escrevendo uma poesia, ou mesmo ouvindo uma música que tocou meu coração.

Interessante, que essa sensação de chorar de tristeza é, a princípio, uma agonia que depois se transforma em paz de espírito. Não sei explicar como é que essa sensação se torna algo tão sublime quanto aquele tipo de paz, mas é isso que sinto todas as vezes em que me emociono nas lembranças e de saudades das pessoas queridas.

Então, descobri que a magia do amor é permanente, posto que eterna. Sei disso, porque ele não acaba quando perdemos a esperança, pelo contrário, é quando descobrimos que o amor existirá até o último de nossos dias, ou seja, será infinito enquanto durar, como bem quis dizer Vinicius de Moraes em seu Soneto de Fidelidade.

Como é bom viver essas lembranças quando sonhamos e sentimos saudades dos carinhos gostosos, amorosos e permanentes que só são possíveis nas pessoas que amam. Neles, choramos em nossas solidões e seguimos em frente.

Pudessem as lágrimas serem traduzidas em palavras, certamente diriam o quanto são diferentes em relação aos motivos que as fazem fluir. Se causadas pela dor emocional ou física, por ódio ou paixão, se pela presença ou na solidão, na fartura ou na falta, tristeza ou alegria. Uma diferença que não se percebe apenas pelo externalizar dos sentimentos, até porque são como nos libertamos das tensões internas, razões pelas quais não devem ser suprimidas pela vergonha ou impedidas pelo receio de serem entendidas como fraquezas.

Ah lágrimas, como são benfazejas ao mostrarem nossas emoções de uma só forma e assim impedirem quem as vê de saberem seus verdadeiros motivos, se porquê ou por quem. Uma compreensão que só possui quem as derrama, razão pela qual chorar faz tão bem.

Fé, esperança e amor

Pois é, dias atrás escrevi um artigo falando sobre a falta de eventos midiáticos que tratem de assuntos outros que não sejam os males que nos afligem nos últimos tempos. Pois não é que me aparece pela frente um filme de 2013, portanto, uma década atrás, ou seja, não tão novo, que trata exatamente dos três sentimentos que sumiram das mídias, quais sejam, fé, esperança e amor

O título dado ao filme em português foge de sua tradução literal e em nada se refere ao tema que abrange onde perambulam os juízos que encerra em sua história. Em nossa linguagem o título ficou sendo – Parada inesperada -, quando ao pé da letra deveria ser Encontrando Normal

Normal é o nome real de uma pequena cidade do estado de Illinois, nos EUA, onde acontecem as principais cenas do filme, o que a mim emprestou sentido contemporâneo da situação em que vivemos apesar de tudo se passar em lugar tão pequeno e aparentemente insignificante aos olhos distraídos de quem costuma apenas assistir filmes para passar o tempo, sem qualquer interesse com seu conteúdo

O conteúdo a que me refiro é a mensagem que qualquer evento midiático transmite, justamente a causa dos efeitos catastróficos que nos tem atingido desde que houve a mudança dos reais objetivos dos meios de comunicação que invadem nossos espaços, sejam eles o doméstico, onde trabalhamos, alimentamos ou nos divertimos. No entanto, o que temos visto ultimamente não tem nada a ver com isso, aliás, é exatamente o oposto.

Nesse sentido, é digno de destaque o esforço do site Brasil Paralelo, que procura trazer ao público o tipo de mensagem a que me refiro como necessária e que a muito tempo é desestimulada, se não desconsiderada, pelos controladores da informação ou, como queiram, os atuais formadores de opinião, esses que compõem os grupos de ataque à moral e aos bons costumes com suas idiossincrasias midiáticas

Resumindo, exageram tanto em as subversões da realidade, que os grandes conglomerados do setor de entretenimento como a Disney, Netflix e Prime Vídeo estão vendo seus filmes e séries lacradoras serem cada vez mais desprestigiados. Tanto, que a Disney já vem reduzindo pessoal e novas atrações a um bom tempo, dizem até que está a venda com a Apple interessada em sua compra para investir no setor com o objetivo de diversificar seus negócios, entretanto, com outra estratégia comercial. Do outro lado, as duas plataformas de streaming Netflix e Prime Vídeo, estão padecendo com prejuízos atrás de prejuízos ao insistirem em filmes, séries, documentários e programas de TV focados na desconstrução da história, da moral, dos bons costumes, ou seja, dos três sentimentos citados no primeiro parágrafo deste texto, A FÉ, A ESPERANÇA E AMOR.

Isso é evolução ou involução?

A muito tempo não vemos um filme, tampouco novela com tema altruísta; não ouvimos uma música nova cantando paz e amor; uma propaganda isenta de preconceito e discriminação ou mesmo uma reportagem que não trate de guerra, assassinato, consumo de droga, corrupção, epidemia e outras tantas coisas ruins.

Certo é que está em plena ação a prática da Nova Ordem Mundial na alienação das pessoas desde a raiz de sua formação, ou seja, da infância até a vida adulta. O resultado é isso que aí está, sendo jogado nas nossas caras todos os dias.

Junte a essa situação os programas policialescos quanto aos temas conservadores, mas que tratam a degeneração mental e a degradação moral como coisas naturais, portanto, perfeitamente assimiláveis em relação ao destino manipulado que pretendem dar à humanidade e teremos explicitado o objetivo do socialismo progressista, esse mesmo que atua como braço político da NOM.

Pena que só agora estamos dando atenção a isso, mesmo assim reagindo timidamente às tentativas de transformação de nossos jovens em alienados semelhantes aos zumbis que aparecem em filmes e séries de ficção que nos enfia goela abaixo a grande mídia colaboracionista.

Como negar não se tratar de evolução e sim de involução? Na dúvida, basta ver o que faz agora quem deveria estar dando importância à formação intelectual, mas que a trocou por orientação sexual e outras experiências educacionais que buscam afastar os jovens do ambiente familiar para incutir em suas cabecinhas em formação a inexistência de Deus. Isso sem falar da imagem machista, homofóbica e preconceituosa que buscam dar à família tradicional.

Como assim, como pode uma criança saber o que é destino se quem a trouxe ao mundo está sendo tolhido dessa missão?

Ajustes benfazejos

Existem situações em que a proximidade separa e a distância aproxima.

A proximidade separa, quando permite vermos as pessoas como elas realmente são e descobrimos que nem ao menos se parecem com quem pensávamos fossem.

Com isso, desfazemos nossas esperanças de termos por companhia quem as aparências indicavam ser, mas sim alguém que a realidade acaba por expor.

Do outro lado, a distância pode aproximar quando mostra que a ausência muda nossa forma de ver e filtra, através dos sentimentos, as frustrações que a proximidade mostrou, dando tempo e espaço para eventuais ajustes.

Que os afastamentos e aproximações, se acontecerem, sejam motivadores de ajustes benfazejos.

Momento conservador

Escrevo este texto para promover a necessária, saudável e pertinente discussão sobre os objetivos do que precisamos seja, em Mato Grosso, a causa da preservação do movimento conservador, que renasceu no país alguns anos antes das eleições de 2018 e serviu para mostrar ao mundo que esse sentimento estava apenas adormecido, latente em nossos corações, mas acordou, foi personalizado no presidente eleito naquela ocasião e continua firme e forte entre nós.

O que nos garante essa realidade é o que aconteceu naquela ocasião. Sim, porque naquela ano não tivemos uma eleição, mas uma reação ao que vinha ocorrendo no pais após seguidos governos de esquerda, os tais progressistas, na busca de sua eternização no poder. Todos nós sabemos o que aconteceu de lá para cá graças à falta de coesão, pensamento e ação política da direita remanescente.

Movimento este que ficou letárgico por 30 anos, desde a promulgação da constituição de 1988, a tal constituição cidadã, abafado que foi pela inexistência de lideranças políticas realmente conservadoras e devido à falta de coragem dos políticos que se apresentavam como sendo de direita naquelas três últimas décadas, e não eram.

O que agora foi confirmado é que seus interesses pessoais e benefícios escusos sempre estiveram à frente das máximas que determinam os objetivos conservadores, quais sejam, a família, a moral, os bons costume, a propriedade privada, a liberdade de ir e vir, de pensamento, expressão e credo.

Das imagens que vimos desde o final do ano passado, sempre será importante recordarmos das reações das pessoas integras e honestas, brasileiros e brasileiras como nós. Lembrar do desconforto estampado em seus rostos, do tom de suas vozes, do abatimento em seus semblantes e do desânimo contido em suas palavras sem sequer sabermos o que ainda estava por vir.

Não minha gente, não há quem não tenha vivido a mesma sensação de frustração ao se dar conta que nosso país, nossa nação e nossa pátria foram aos poucos deixando de existir porque, desde então, estiveram permanentemente deixadas ao descaso pela exacerbação proposital do conceito progressista de republica que, na prática, apesar de tê-las como partes integrantes do texto constitucional, em nada foram consideradas nos governos de esquerda, como esse que aí está e enche o peito ao proclamar que tomou o poder.

Para terminar, acredito ser importante ao conservadorismo que nos empenhemos ainda mais no sentido de manter acesa a chama que ressurgiu através do governo eleito em 2018 para que as sementes plantadas sejam adubadas com a melhor força que temos, nosso patriotismo, que sejam convenientemente protegidas por procedimentos legais e adequados para que possam germinar, florescer e dar bons frutos.

“O conservador pensa na política como um meio de preservar a ordem, a justiça e a liberdade. O ideólogo, pelo contrário, pensa na política como um instrumento revolucionário para transformar a sociedade e até mesmo transformar a natureza humana na sua marcha em direção à utopia. O ideólogo é impiedoso.” Russell Kirk (1918 – 1994), teórico político americano.

Ressureições

Aquele que é ressuscitado pelo ódio é o oposto de Lázaro.

Lázaro foi trazido de volta à vida para o convívio com a família pelo amor de Jesus como prova viva do poder do Criador.

Já quem foi retirado do mausoléu dos condenados e voltou à vida para trabalhar pelo domínio do mal, uma contradição com as leis divinas e terrenas, é seu oposto.

É devastador ver quem se apresenta como representante d’Aquele que ressuscitou Lázaro confraternizar e até abençoar este e outros contraventores, o que nos leva a considerar a “santidade em questão” um profanador da religião sob a qual o filho de Deus erigiu sua igreja.

A permissividade pode levar ao caos

Todas as vezes que somos tolerantes perante situações que sabemos estarem erradas somos permissivos. O transito é uma delas, e serve de bom exemplo quanto à permissividade, pois a cada esquina a praticamos constantemente. No entanto, a falta de respeito às leis do setor é considerada por muitos uma transgressão permissível.

Triste realidade até para os que se dizem bem instruídos. Seja de qualquer credo, raça ou situação social, pouca gente respeita muita coisa quando se trata de conviver com o transito. Nesse quesito, quase todos querem mesmo é ganhar tempo, como se agindo assim levassem algum tipo de vantagem.

A começar como pedestres – Os pedestres, invariavelmente, atravessam as ruas em qualquer lugar. Para muita gente as faixas exclusivas são estorvos que se prestam mais à perda de tempo. No entanto, existe lei (Lei 9.503/97) que orienta o cidadão sobre como agir, sendo seu dever fazer gesto com o braço indicando a intenção de atravessar a pista e aguardar a parada dos veículos, mas ninguém lhe dá importância, ainda mais se estiver com o telefone celular na mão. Simplesmente param frente a faixa de pedestre e esperam que os motoristas adivinhem que pretendem atravessar.

O que dizer do comportamento como usuários de transporte coletivo – Aí então, há ainda mais prodígios no desrespeito a tudo e a todos. Para que esperar o ônibus no ponto de parada se aquele local é mera formalidade, até porque o sinal de transito fica bem ali, na esquina, e lá são obrigados a parar. Essa situação está tão imiscuída em nossas mentes que tem gente que reclama quando não acontece. Não é um primor de permissividade?

Quando há disposição de ir ao ponto de ônibus o agravante é que a maioria dos usuários não considera as prioridades. Nestas ocasiões vale a Lei de Gerson (pobre Gerson, sempre levando a culpa) , aplicada pelos que correm para entrar primeiro no coletivo. O pior, é que o motorista vai abrir a porta para estes “cidadãos exemplares” sem nenhuma consideração.

Motoqueiros e ciclistas – Nessas condições, como sempre, a impunidade prevalece. Nelas, seguem ruas a fora na contramão ou em cima das calçadas sem dar muita importância aos outros. À motoqueiros e ciclista quase tudo é permitido, melhor dizendo, permissível. Assim, muitos pensam que todos os espaços são deles, os pedestres que saiam da frente.

Carros e outros veículos de transporte de passageiros – Como as leis de transito os consideram responsáveis por tudo que acontecer, cabe a eles a obrigação de dirigir para si e para todos. Pois é justamente aí que mora o perigo, porque nessas situações boa parte dos motoristas não respeita nada que não se mostre arriscado a seus raciocínios permissivistas.

Um caso emblemático e corriqueiro é o que acontece nos sinais de transito – Quando se deparam com um sinal amarelo, ao invés de reduzirem a velocidade para parar antes da faixa de pedestre é quase certo que alguns vão acelerar para passar antes que fique vermelho. A sensação é a de que estão em uma corrida onde o sinal amarelo é a bandeirada de chagada e precisam atravessá-la antes que isso aconteça.

Nessas ocasiões, a inversão de valores faz com que acreditem que quem passar por último será o primeiro, o vencedor, na corrida invertida contra a hipotética perda de tempo. Uma ironia desastrosa no que se refere ao Livro de Mateus – Versículo 20:16 – da Bíblia Sagrada. (Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos).

Certo é que essa situação é resultado da contaminação geral dos bons hábitos pela permissividade existente nos poderes da República. O pior, é que somos levados por eles a sermos permissivos até quando coíbem a aplicação da lei em benefício próprio. Daí, uma permissividade levar a outra, e assim por diante.

Vejamos a situação em relação à educação do país, onde o conhecimento e a cultura parecem estar sendo transmitidos por uma espécie de difusão por osmose como se, para tanto, bastasse estar presente em sala de aula, porque a presença vale mais que nota em prova. Nossos jovens estão sendo empurrados para a frente não pelo conhecimento que deveriam adquirir, mas sim para melhorar as estatísticas do setor.

De maneira geral, é isto que acontece com os investimentos públicos quando da contratação de obras de qualquer natureza pelos diversos setores dos governos federal, estaduais e municipais. Nesse sentido, cada vez mais vemos nosso dinheiro sendo gasto na contratação de obras públicas faraônicas onde reinarão suas excelências, para muito pouco devolverem aos cidadãos em retribuição pelos impostos pagos.

Em um pais onde tudo que é degradante parece estar voltando a ser permissível e exigir respeito, dignidade, moralidade, saúde, segurança e educação é tido como atividade antidemocrática nada mais resta, senão esperar pelo caos.

A fé é tão presente quanto a gravidade. Não as vemos nem tocamos, no entanto, elas permanecem agindo sobre tudo o que fazemos durante nossas vidas.

Assim, ter fé é crer em algo que permanece dentro e fora de nós, que nos alimenta mesmo quando a esperança atinge seu limite e repentinamente parece acabar, deixando latente a dilacerante dor da perda, que enquanto existe tudo abala.

Depois, muito além do tempo, que nesses momentos deixa de existir, a fé ressurge do absurdo abismo causado pelo sofrimento.

Apesar disso e do vazio que resta, a fé é o sentimento que prove força para aceitar a falta, porque é através dela que compreendemos que a ausência física entre nós significa a passagem do espírito para outra dimensão do amor, a mais sublime e definitiva forma de amar, aquela que vem de Deus.

Se viver faz parte do processo de evolução do espírito, morrer também o faz. Afinal, sucessivas mortes e nascimentos possibilitam que aqui retornemos várias vezes para nos aperfeiçoarmos na busca da que será a última e perfeita estada antes da eterna permanência junto ao Criador.

A reação de 2018

Em 2018 não tivemos uma eleição, tivemos uma reação. Essa é a principal razão pela qual precisamos resistir e continuar.

Naquela reação, acordamos de um passado nefasto e evitamos por quatro anos o que agora estamos prestes a passar novamente, tempo insuficiente para a realização das mudanças que tanto precisávamos.

Não, não dá para recuar e aceitar passivamente o que estão querendo impor, até porque não concordar é um direito constitucional que ainda temos, mesmo que alguns desistam e aceitem se submeter resignadamente ao mal que nos espreita. E olha, tudo leva a crer, a volta da esquerda será muito pior do que antes.

Não podemos simplesmente aceitar porque dói menos como dizem os apátridas por opção, que tomaram o poder graças àqueles que ainda acreditam em histórias da carochinha. É preciso manter o foco na recuperação do Brasil não só como país e nação, mas principalmente como pátria, nem que isso demore outros quatro ano ou o tempo que se fizer necessário.

Precisamos agir assim e também cobrar vigorosamente essa ação daqueles que foram eleitos para nos representar e nisso sabermos nos posicionar digna e legalmente contra as arbitrariedades e os desmandos que possibilitaram a tomada do poder da forma escatológica como foi, e da qual tanto se gabam os que apoiaram a manobra urdida pela esquerda. Uma sórdida armação do mal contra a qual nem podemos nos referir publicamente sob risco de prisão sem processo legal.

O que assistimos no passado, vamos continuar a ouvir em seus discursos, tais como as juras que fizeram, ano após ano, de não medir esforços, de ir até o inferno, de não considerar as consequências e outros sincericídios que sempre foram sua regra, seu modus operandi, enquanto se refestelarem sob o manto protetor da impunidade imposta por oligarcas do judiciário e um legislativo que se mostra cada vez mais submisso.

A reação iniciada em 2018 precisa continuar, e isso só depende de nós.

A fé e o medo

O principal equívoco da igreja católica é não entender que a fé reside apenas e tão somente em Deus e que ela deveria ser (de novo, apenas e tão somente) uma instituição criada para congregar pessoas que creem Nele e em seu dileto filho Jesus Cristo.

É o que está acontecendo com outras instituições que também passaram a dar mais ênfase à arrecadação do dízimo que para a fé religiosa de quem as frequenta.

Isso está ocorrendo desde que passou a dar importância ao material em detrimento do espiritual, momento em que começou a perder este importante elo de ligação com o Criador.

A meu ver, essa má orientação e o consequente afastamento de sua razão de existir está causando perda de relevância em relação ao cristianismo original.

É difícil encontrar alguém que tenha se convertido ao cristianismo católico devido às mudanças propostas através de novas teologias, a exemplo dessa que se auto interpreta como sendo da libertação.

O que se percebe, estatisticamente falando, é a sensível redução no número de cristãos seguindo essa, digamos, nova ordem, que aos poucos vai se apossando do tradicional catolicismo. Se estão tão certos de sua orientação filosófica, porque não fundam a sua? Esta questão surge porque, de outra forma, já a teriam criado e aberto mão do dízimo dos católicos conservadores que tanto combatem. Assim seria, se fossem o que dizem ser mas não são, porque não vão largar aquele enorme patrimônio humano, físico e financeiro devido, entre outras coisas, seu maior comprometimento com o material que com o espiritual.

Esse movimento, percebido pelos gnósticos nos primórdios do cristianismo e por Lutero lá atrás, acabou por oportunizar que outras instituições cristãs surgissem no vazio deixado pela igreja católica quando de sua guinada progressista na medida em que a fé, sua principal coluna de sustentação, passou a dividir espaço com o medo, neste caso representado pelo materialismo. Vide a pompa e riqueza do Vaticano, uma cidade-estado, algo inimaginável, se não filosoficamente inconcebível para os primórdios do que se tornou a igreja católica.

Para bem complementar o raciocínio do parágrafo anterior, é importante salientar que a fé e o medo são dois sentimentos que não coexistem devido o primeiro significar a existência de amor e o segundo o desespero de sua ausência.

Quando a sabedoria popular diz que a fé remove montanhas, na verdade está ensinando, como Maomé o fez, onde não é a montanha que vem até nós e sim que nós devemos ir até a montanha, ou seja, a razão deve superar o desejo, e isso só se dará pelo crescimento espiritual.

O crescimento material é passageiro e dura apenas uma existência física, já o espiritual é conhecimento interior, aprimoramento que evolui a cada tempo terreno e nos acompanha na medida em que buscamos a perfeição em Deus.

O tempo sempre será senhor da razão, entretanto, o materialista o usa para enriquecer o corpo enquanto o espiritualista o tem para enriquecer a alma.

Vem vovô, vem, vem…

Vem vovô, vem, vem…como resistir a esse chamado!

As vezes as crianças têm formas sutis de acender em nós emoções que superam em muito as que vivenciamos com os filhos.

Não precisam mais que um olhar ou um sorriso, mesmo um gesto, quando não de uma palavra para ocupar de uma vez os corações dos avós.

Túlio, meu segundo neto, como todos, tem essa capacidade e sabe usar todos os sentidos para fazer valer seu domínio, principalmente quando segura minha mão e fala suas palavras mágicas – Vem vovô, vem, vem – e com isso me leva para onde quer.

Théo, o mais velho deles também sabe exercer esse poder sobre nós, eu em especial, até pelo celular, quando estamos em videochamada. Então, quando percebe a possibilidade de perda do controle da situação sapeca um “eu te amo vovô” e logo recupera o domínio. É impressionante como eles aprendem rápido essa competência sobre os avós.

Agora chegou uma neta, meu Deus, se os meninos já nos controlam fico imaginando o que vai ser de nós com ela no comando. Sim, porque uma característica de nossa família é de uma superioridade esmagadora de ascendência e descendência masculina. Somos quatro irmãos e nenhuma irmã, tenho dois filhos e nenhuma filha e já tive dois netos antes da chegada da Lívia.

Vai ser um arraso essa menina.

Luta

Minha luta é com palavras 

Nela o pensamento é minha arma

Das letras faço munição.



Da censura opressora

Não temo retaliação

Sigo em frente destemido

Tenho minha opinião.



Não me rendo a opressão

Seja ela de quem for

Com a força da minha mente

Sigo firme sem temor.

A relativização da liberdade

Para se tornar prisioneiro da verdade dos outros não é preciso acreditar nela, basta aceitá-la pacificamente. Essa é a diferença entre os que lutam por liberdade e os que teimam em relativiza-la.

“Cogito, ergo sum”, traduzindo, Penso, logo existo ou, ao pé da letra, “Penso, portanto sou” – A frase do filósofo René Descartes, autor de Discurso sobre o método é uma orientação para bem conduzir a razão na busca da liberdade, um exemplo clássico de que ela é sua, própria, e está especificamente relacionada ao pensamento individual, não ao coletivo, pois esse remete à liberdade com os limites impostos por quem a controla.

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência” – Para Mahatma Gandhi, advogado, nacionalista e especialista em ética política, que inspirou movimentos pelos direitos civis e liberdade em todo o mundo está claro que ela é permanente desde que consciente. A questão colocada por ele é pertinente porque o controle externo não impede a liberdade vez que ela está no pensamento e não na ação ou em sua falta. Como dito, para Gandhi, a liberdade não é causa, muito menos efeito, e sim consciência.

“Você é livre para pensar suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências” – É o que diz Pablo Neruda, poeta, diplomata e Prêmio Nobel de literatura cujo ideologia foi razão de seu sucesso na literatura e fracasso na vida. Aqui vemos a realidade da liberdade exposta da maneira concisa. Nela Neruda se refere aos atos de pensar, escolher e agir como ações libertárias que, inevitavelmente, voltarão a seu autor com suas consequências.

Não há como escapar das consequências da liberdade, assim acontece com quem luta por ela, mas principalmente com aquele que a relativiza e sob esse pretexto a impede, tornando esse contexto a atual realidade do país.