PRECISAMOS VOLTAR A INVESTIR NO CENTRO HISTÓRICO DE CUIABÁ

Há pouco tempo li um artigo da Dra. Bárbara Freitag Rouanet, intitulado – A revitalização dos centros históricos das cidades brasileiras, que trata da tipologia das nossas cidades históricas. O documento em questão leva a refletir sobre Cuiabá por tratar do valioso patrimônio que cidades semelhantes a ela representam desde suas origens, mas principalmente devido a um dos aspectos urbanos levados em consideração pela autora ser muito parecido com o que aconteceu aqui, ou seja, o fato de sermos mais uma cidade histórica que sofreu o “arrastão da modernização” sem que houvessem maiores cuidados com a preservação de seu centro antigo.

As pesquisas e estudos elaborados sob a coordenação da Dra. Bárbara chegaram à conclusão que cidades como Cuiabá deixaram para atrás seus velhos centros urbanos quando passaram a sofrer a transferência de várias atividades e serviços públicos que lá estavam para as novas áreas do cenário urbano, estas melhor infraestruturadas em razão de receberem tanto investimentos públicos quanto privados.

Assim, o centro antigo de Cuiabá foi aos poucos sendo relegado à gestão municipal e às atividades de comércio e serviços que, por sua vez, também passaram a migrar para as áreas de expansão urbana, entre elas: bancos, escritórios de atendimento a serviços de energia e saneamento, grandes lojas de departamento e até mesmo órgãos da administração pública, o que leva a considerar ter havido pouco empenho de seguidos governos municipais na implementação de ações destinadas a recuperar a área central da capital, quer seja através de programas e projetos que incentivassem a permanência dos que heroicamente lá permaneceram, quer seja no incentivo a empresas, estabelecimentos comerciais, de ensino, de saúde, de educação e segurança, só para citar algumas atividades que se afastaram de lá exatamente porque não receberam apoio de qualquer natureza para continuarem instalados no centro histórico da cidade.

Quando falamos de incentivos nos referimos a ações que podem começar com a redução dos valores das taxas e impostos que incidem sobre os imóveis históricos, mas que também passem pela recuperação de ruas e melhorias na iluminação pública (inclusive com a efetiva remoção do excesso de cabos e fios, muitos sabidamente inúteis), além de outros serviços de apoio aos ocupantes e proprietários de imóveis lá localizados. Pessoas e empresas estas, que não se sentem motivadas a investir em restaurações, reformas ou mesmo construções na região central.

O que se percebe é uma permanente e severa fiscalização que pouco orienta e muito cobra, quando deveriam incentivar a preservação e não o abandono de imóveis que poderiam estar recebendo moradores que trabalhem ali mesmo, de modo a reduzir deslocamentos desnecessários e incentivar sua reocupação como área residencial. O mesmo procedimento também parece estar causando a proliferação de terrenos baldios, que acabam por servir de locais para vadiagem vez que descaracterizados pela ação do tempo e por proprietários desgastados devido ao prejuízo que é ter imóveis desvalorizados, sujeitos a imposições legais e pior, sem nenhuma contrapartida ou compensação.

Não há como reconstruir o que se perdeu nem manter o que resta com o que sobrou de registros oficiais de um passado urbanístico sobre o qual parece não ter havido emprenho público em manter, quanto mais em preservar de forma adequada, vide as recentes “reformas” das praças públicas, todas completamente descaracterizadas sem que os órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio público histórico desse um pio. Certo é que o centro de Cuiabá foi e continua a ser relegado a ações pontuais de reparo devido a falta de manutenção, o que dizer então da restauração daquilo que deveria ser motivo de permanentes e abrangentes cuidados.

Prova disso é que desde sempre vêm sendo feitas adequações a título de modernização que acabam por descaracterizar ainda mais o perfil histórico do centro. Exemplos não faltam, basta observar a destruição do passado glorioso da Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, de praças e prédios públicos com reformas descaracterizantes e não de restaurações com a preocupação de manter a originalidade daqueles locais. O que dizer então da cobertura asfáltica de suas ruas antes pavimentadas com paralelepípedos. Essa “melhoria” causou mais malefícios que benefícios ao centro histórico devido ao sensível acréscimo na temperatura local e ao perigoso aumento na velocidade dos veículos que lá circulam. Isso sem falar que os constantes recapeamentos asfálticos sem a devida remoção do pavimento que estava deteriorado elevaram os níveis das ruas acima dos das calçadas causando o alagamento dessas últimas quando de chovas fortes.

A análise destas e de outras situações relativas ao que já fizeram com a área central da cidade leva a crer que os estudos e projetos que compõem seu planejamento urbano pouco deram de atenção a preservação do patrimônio histórico, muito provavelmente porque assim como em outras situações, os gestores públicos não costumam considerar esse tipo de investimento como prioritário, creditando seus descasos a gestões anteriores ou levando o assunto com ações de perfumaria e maquiagem.

Voltando ao conteúdo do trabalho da Dr. Bárbara Freitag Rouanet, é possível dizer que Cuiabá está se tornando mais uma cidade de origem histórica que, sitiada pela modernidade, está a ponto de perder o que resta de seu patrimônio antigo caso não tenhamos consciência da necessidade do investimentos públicos na sua proteção.

Barbara Freitag Rouanet (Obernzell, Alemanha – 26 de novembro de 1941) é uma Brasilianista, socióloga, professora emérita da UNB.

Distrito Industrial Governador Garcia Neto, uma justa homenagem

Garcia Neto

Hoje é dia 26 de agosto de 2022, quarenta e quatro anos se passaram desde que o DIICC – Distrito Integrado, Industrial e Comercial de Cuiabá foi implantado pelo governador Garcia Neto em um de seus últimos atos no cargo que tão bem exerceu nos quatro anos de seu mandato.

Aquele evento ocorrido em agosto de 1978 marcou definitivamente o início do processo de desenvolvimento do Estado de Mato Grosso através da concretização das metas do II PND – Plano Nacional de Desenvolvimento do Governo Federal, lançado em 1974 e que tinha como um de seus principais objetivos enfrentar a crise internacional que havia levado o país à recessão.

Aquele segundo plano, que definiu investimentos em vários setores da economia, era composto de ações que continham um novo modelo de desenvolvimento mediante a combinação de ações do estado, da iniciativa privada e do capital externo, no entanto, teve sua execução comprometida pela continuidade da contração econômica internacional.

Apesar das dificuldades causadas pela crise mundial, a implantação da malha rodoviária federal e dos distritos industriais como o de Cuiabá teve continuidade e interiorizou o desenvolvimento do país sendo, com isso, capaz de dotar o Brasil das cadeias produtivas que até hoje são, em grande parte, responsáveis pelo sucesso na ocupação do centro-oeste e, consequentemente, na produção das commodities agrícolas que hoje em dia tanto colaboram para o sucesso de nossa balança comercial, em que pese ser sua maior parte composta de matérias-primas usadas na produção de outras mercadorias, relegando Mato Grosso a um persistente baixo grau de industrialização.

Garcia Neto levou todas as suas missões como político e cidadão ao pé da letra. É importante lembrar que o ilustre engenheiro civil, sergipano de nascimento, exerceu cargos públicos em seu estado natal e em Mato Grosso, seu estado por opção, onde foi prefeito da capital, vice-governador, deputado federal e governador, portanto, mais do que justa a homenagem de dar seu nome ao Distrito Industrial de Cuiabá.

A razão pela qual escrevo este artigo se deve ao fato de ter tido a honra de estar presente naquele longínquo agosto de 1978, ainda como estagiário de engenharia civil, época em que o Programa de Industrialização estadual era tocado pela SIC/MT – Secretaria de Indústria e Comércio de Mato Grosso e tinha como Coordenador de seu Departamento Operacional, o engenheiro Ivo Cuiabano Scaff e Chefe de Setor o engenheiro José Epaminondas Matos Conceição, pessoas que levaram adiante a missão de elaborar os projetos de oito distritos industriais localizados nos principais polos de desenvolvimento do ainda integro Estado de Mato Grosso, nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres, mais os quatro que hoje se encontram no atual Estado de Mato Grosso do Sul, quais sejam, Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

Voltando ao dia de hoje, será uma honra também poder estar presente na cerimonia de descerramento da placa alusiva à fundação do, agora denominado, Distrito Industrial Governador Garcia Neto e poder comemorar com os amigos que lá estão, seus 44 anos de existência.

Que os dias difíceis não sejam em vão.

Como é diferente a compreensão dos fatos. Se por um lado as vicissitudes da vida são interpretadas como provações pelos que as veem como sendo parte integrante do caminhar no aperfeiçoamento do espírito, outros a entendem sendo injustiças, principalmente os ateus, aqueles que só invocam a presença divina em ocasiões trágicas, como na proximidade da morte.

É assim que também acontece no espectro político dos anos difíceis que todos vivemos desde que parte das pessoas passaram a dedicar seus esforços a combater ideais e não ideias. Aliás, ideal e ideia são palavras quase idênticas mas com significados muito diferentes.

Enquanto ideal é um adjetivo, podendo ser entendido como a meta de um projeto e se ajusta perfeitamente a um modelo, a uma lei; ideia é um substantivo preso ao conceito e na dependência do conhecimento.

Seria mais ou menos como comparar visão periférica e visão central. Nesse caso, a visão periférica possibilita alcançar com os cantos do olhos muito mais do que está somente à frente sem que, para tanto, seja necessário virar a cabeça ou movê-los. Já a visão central, apesar de ser mais detalhada, é restrita quanto à sua abrangência.

Feitas essas divagações conceituais, ao trazê-las para o campo socioeconômico na intenção de interpretar os dias difíceis por que passamos, não há como fugir da dura realidade que nos trouxe até eles através da luta insana dos projetistas de um mundo com menos habitantes, mesmo que para isso defendam processos de redução populacional dos mais frágeis, dos menos favorecidos e daqueles que não comungam de seus objetivos.

Certamente há que se ter preocupação com o futuro da humanidade e buscar soluções para evitar os conflitos que poderiam advir dessa questão, mas não assim, não partindo de pressupostos catastróficos que os defensores da Nova Ordem Mundial buscam impor a um mundo desigual por culpa dos mesmos poderosos e egocêntricos países, conglomerados empresariais e pessoas que nos trouxeram aos quase caos em que nos encontramos.

Ao mesmo tempo, explodem em todos os cantos de planeta as exacerbações das diferenças e não a procura de equaliza-las; os que se viram oprimidos no passado buscando algo muito parecido com revanche vingativa que a eliminação de suas causas: vemos desses se aproveitarem os que buscam nas animosidades sociais, étnicas e ideológicas campo fértil para a plantação da desordem da qual eles precisam para concluir seus planos.

Que os dias difíceis não sejam em vão e nos permitam reagir a tempo.

Bom exemplo

Essa história diz respeito a pessoas conscientes de suas responsabilidades sobre o futuro e não somente a aquela situação incondicional que implica em criar os filhos, educá-los e prepará-los para a vida como ela é. Disso eles cuidaram enquanto tiveram forças e condições durante o período em que seus filhos cresciam e se tornavam pessoas de bem.

Zelosos quanto a mostrar o caminho correto, foram pródigos ao falar sobre os perigos escondidos nos atalhos que aparentemente diminuem a necessidade de empenho no trabalho, desvios enganosos que em nosso caminhar chamam a atenção sobre as possíveis perdas que a fatalidade impõe a quem se dispõe a percorre-los por puro oportunismo.

O passar do tempo e a benção da longevidade concedida por Deus ao possibilitar que chegassem longe em suas jornadas fez com que observassem as reações das pessoas em momentos cruciais da vida, como o da própria morte, e decidiram não deixar nada de material de maneira a evitar fosse o eventual motivo de disputa entre seus filhos e familiares. Assim, se desfizeram dos bens materiais de que dispunham e, em vida, distribuíram o valor obtido igualitariamente, reservando a eles próprios o suficiente para continuarem com tranquilidade suas vidas. E assim foi.

Não que isso seja uma receita certa e determinante para usar como referência, mas há que se considerar a importância de ter em mente que a riqueza material costuma deixar para trás um pavio sensível aos desatinos oriundos da ganância, dando oportunidade para que o bom senso deixe de existir.

Passamos por essas lições sobre a vida ao sermos criados dentro dos princípios religiosos mostrados por nossos pais. Foi dessa forma que tomamos conhecimento do que Deus propôs, nos foi mostrado por Jesus Cristo, colocado em prática pelos que Nele creem e deve ser observado por todos posto que, segundo o que Ele nos disse através de um de seus profetas – “Podes escolher segundo a tua vontade, porque te é dado” (Moisés 3:17).

A concorrência e a força.

Interessante a percepção desses dois atos, as vezes antagônicos outras complementares, no momento em que todos estão buscando respostas a questões que de uma forma ou de outra acabarão por nos afetar, queiramos ou não. Pois bem, essas ações fazem parte do que nos leva a tentar mudar o paradigma político que nos afeta desde o início da existência humana e continua a nos pressionar a cada embate eleitoral.

Para aqueles que assistiram passivamente às mudanças comportamentais ocorridas no século passado fica a dúvida sobre se foi realmente um período de evolução em todos os sentidos. Para dirimir essa questão será fundamental não confundir evolução comportamental com desenvolvimento tecnológico ou qualquer outro avanço ocorrido desde então, tampouco tentar justificar de forma simplista as mudanças verificadas nesse ou em outro parâmetro. Certo é tentar nos ater à natureza humana e sua relação com o mundo em que vivemos de forma a manter distantes as interferências sazonais, fenômenos que sempre acontecem quando duas ou mais ondas de qualquer natureza se encontram em um mesmo ponto, podendo se auto aniquilar, caso contrárias, ou se reforçar quando combinadas.

Transferir esse conceito de ondas, sejam elas de qualquer origem (elétricas, aquáticas, sonoras, luminosas, etc.), para a experiência humana serve para avaliar o quanto estamos sofrendo com a falta de sintonia positiva nos ambientes concorrentes que assolam o planeta, sejam eles econômicos, ideológicos, religiosos ou simplesmente de opinião.

A muito tempo deixamos de considerar concorrência quanto a seus outros sentidos, tais como convergência, encontro, junção, aproximação e concentração, para utilizá-lo somente como forma de disputar a primazia com quem ou o que quer que seja. Essa única forma de interpretação da concorrência parece não deixar dúvidas quanto as ondas de energia serem permanentemente concorrentes, principalmente quando tratamos de questões humanas, aquelas que tanto nos afetam dia após dia. Estratégia geralmente utilizada por aqueles que procuram impor o uso de viseiras aos mais jovens e aos desinformados com o objetivo de neles estreitar a visão geral do mundo em que vivemos.

Devido a essa interpretação egocêntrica há sempre alguém querendo ser o dono da razão, portanto, do poder e do controle, objetivos para os quais sempre recorrem à força para destruir, nunca para construir, como se somente no sentido negativo fosse possível empregá-la.

É preciso entender que concorrência também é um fenômeno positivo e força uma grandeza que tem a capacidade de vencer a inércia humana no sentido de buscar o bem comum, sem que para isso seja necessário anular direitos ou qualquer outra forma de pensamento.

A farsa do politicamente correto

Estamos assistindo estarrecidos as falas desastrosas do inominável ex-presidente, ex-presidiário e provável ex-candidato de esquerda nas próximas eleições presidenciais. Sim, porque suas ações e reações mostram um homem desequilibrado sinalizando a toda hora que se encaminha para o suicídio eleitoral, na esperança de que o salvem da morte política a cada passo que dá em direção ao patíbulo das urnas eletrônicas. No entanto, ainda paira no ar a desconfiança de que tudo não passe de uma trama canhota com o ex-PSDBista, seu vice, ardil esse corroborado pela retirada programada da candidatura calça apertada e o silêncio sepulcral de ex-governador gaúcho. Pois é, acontece que se isso acontecer acabará por mostrar que tudo pode não passar de um blefe, aliás, mais um da oposição na tentativa de enganar os desavisados sobre o tipo de gente que são.

O último atentado por eles praticado contra o desenvolvimento do país e defendido pelo nine fingers foi derrubar a redução do IPI sob a alegação de prejuízos a um único e exclusivo programa de incentivo fiscais à Zona Franca de Manaus. Não percebem os desinformados que essa situação abre um precedente a se recorrer perante qualquer futura tentativa de redução de impostos vez que dela restará mais um precedente jurídico causado pela intolerância ideológica a que estamos sendo submetidos, até porquê os argumentos utilizados para beneficiar a Zona Franca de Manaus estão perdendo a razão de existir dada a evolução dos processos industriais, da infraestrutura de transporte e dos meios de comunicação. Provável destino da nova proposta de redução de impostos que, tudo indica, terá dificuldades para passar pelo mesmo crivo ideológico nos tribunais sob a alegação de causar reflexos nas eleições. As mesmas eleições que, pasmem, para os institutos de pesquisa seriam ganhas pela esquerda com folga e ainda no primeiro turno. Ora, ora, quanto desatino!

De qualquer forma, o que mais expõe a farsa do politicamente correto é o alinhamento de setores do legislativo e do judiciário quando fingem esquecer o estrago que as catástrofes da saúde com a “permanente” crise epidêmica que assola o mundo e a recente guerra Russo-Ucraniana, ambas aparentemente programadas para acontecer de maneira a dar ênfase à Agenda 2030, um pacto globalista composto de 17 objetivos e 169 metas, que pretende acabar com os direitos individuais a título de erradicar a pobreza e promover vida digna para todos.

Todos quem? Pergunta que não quer calar na consciência dos que serão as vítimas desse projeto autoritário que tem donos e não se importa em reduzir a população do mundo através do aborto, outros mecanismos de redução da natalidade e de métodos científicos como esses que estamos enfrentando desde o final de 2019, quando tudo começou e ser colocado em prática com o coronavírus chinês.

Aos que não conhecem toda a verdade por detrás das intenções de seus propositores e até apoiam o que está acontecendo sugiro lerem o Plano de Ação acima citado para tomarem conhecimento de como está sendo a atuação da ONU e seus apoiadores sobre as pessoas e o planeta na busca do que, dizem eles, irá fortalecer a paz universal. Para isso basta acessar os canais de pesquisa na internet e buscar pelos seguintes assuntos: Agenda 2030, Agenda 2030 da ONU e a redução populacional, Agenda 2030 – perigos e A verdade sobre a Agenda 2030.

Por outro lado, é fácil perceber ansiedade na procura de respostas naqueles que não têm condições nem discernimento suficiente para saber o que é certo ou errado ou, em última análise, o que é verdade e o que é mentira no universo político, porque na atual conjuntura não está fácil para ninguém separar o que é falso do verdadeiro, mas convenhamos, os sites de checagens que aí estão fazendo de conta que esse é seu papel carecem, eles próprios, de credibilidade para isso, basta saber quem os dirige. Todos, sem exceção, atuam em atenção a princípios ideológicos, portanto, sem a necessária isenção.

O que fazer para ter respostas críveis se de um lado permanece a dúvida e do outro a falta de informação?

Primeiro – esqueça os sites de checagem; Segundo – verifique quem são os verdadeiros proprietários das empresas de comunicação; Terceiro – leia, assista ou ouça as informações de fontes distintas sobre o assunto que lhe interessa ou desperta dúvida; Quarto – converse com amigos que têm opiniões diferentes sobre o que está sendo noticiado, as vezes o erro está em ouvir somente uma tendência; Quinto, aprenda a ouvir mais do que falar, porque entender é mais importante do que explicar. Daí então, tire suas conclusões..

NOSSO PAÍS, NOSSA PÁTRIA E NOSSA NAÇÃO.

Temos um compromisso com a família, os amigos e principalmente com o PAÍS, a PÁTRIA e a NAÇÃO brasileira. São essas as preocupações que deveriam estar fomentando o pensamento e as atitudes de todos, inclusive dos empresários e investidores que vemos dar suporte logístico, fazer declarações e participar de manifestações a favor de governos de esquerda, comunistas mesmo, que disfarçados de social-democracias buscam descaracterizar nosso PAÍS ao proporem em seus planos oligárquicos a dissolução de nossas fronteiras para beneficiar a tal Nova Ordem Mundial; destruir nossa PÁTRIA ao tentarem nos descaracterizar como cidadãos ligados pela realidade afetiva que amalgamou todos que para cá vieram e continuam a chegar; acabar conosco como NAÇÃO atacando nossos valores culturais, identidade, origens, costumes e religiões enquanto procuram nos imiscuir a um engodo globalista amorfo, posto que destituído de caráter e natureza comum.

Alguns desses indivíduos acabam por expor suas mentalidades mesquinhas e ganâncias incontroláveis ao apoiarem a volta de pessoas processadas, julgadas e condenadas em várias instâncias judiciais por corrupção e outros crimes, mas convenientemente descondenadas na mais alta corte de justiça do PAÍS, da NAÇÃO e da PÁTRIA. Governos que desestabilizaram nossa economia, saúde, educação e segurança, mas que parece não terem afetado negativamente as empresas e negócios de seus apoiadores de ocasião.

Mesmo aqueles que se mantêm calados, distanciados dos acontecimentos como se nada tivessem a ver com isso, não conseguem esconder suas decepções ao perderem as boquinhas que tiveram no passado devido a atual forma de governar o PAÍS, administrar a NAÇÃO e proteger a PÁTRIA. Por isso já começam a tentar passar despercebidos na esperança de não notarmos o apoio obtuso que fazem ao retorno de governantes e políticos que já deixaram claras suas intenções de nos submeter novamente ao antigo “modus operandi” das negociatas a ligações com grupos e interesses exógenos aos do Brasil.

Vide as tentativas de internacionalização da nossa parte da Amazônia sem sequer citar outros países, nossos vizinhos, que a compõem; as intromissões deliberadas de governos antagonistas interessados em maximizar os problemas existentes com os desmatamentos e garimpos ilegais que, pasmem, são bancados por empresas e cidadãos desses mesmos países para adquirirem de forma ilegal a madeira e os minérios extraídos sem que contra eles haja qualquer tipo de represália; as mobilizações de políticos ligados aos setores agrícolas estrangeiros interessados em agradar sindicalistas e conglomerados econômicos que concorrem com nossa prodigiosa competência e fertilidade enquanto a parte podre de nosso legislativo e judiciário fazem vistas grossas às artimanhas montadas por partidos políticos de esquerda, ONG’s, influenciadores digitais e artistas sustentados por milionários, big shots e mega investidores de ocasião.

Resta como solução derrotá-los nas eleições que vão acontecer esse ano de maneira a afastar de vez o “descondenado” e sua camarilha do erário público, seu único e permanente objetivo. E olha que elas estão logo ali, a uma beiçola, um palmo de nove dedos, uma tapa na careca ou, em última análise, seis meses de distância..

Só depende de nós!

Jandira

Volta e meia alguém comenta sobre os personagens folclóricos de sua cidade dando-lhes um perfil depreciativo, jocoso mesmo, desrespeitando essas pessoas e suas famílias sem se importar com quem foram ou o que as transtornou a ponto de torná-las diferentes, geralmente solitárias, invariavelmente devido à falta de respeito e solidariedade.

Em nossa Cuiabá não foi diferente, e é sobre uma dessas personagens que vou contar alguns fatos que podem mudar a compreensão de muitos, principalmente dos cuiabanos e chegantes mais antigos, aqueles que conviveram com Jandira Ramos Lino, ou Jandira Louca como alguns a chamavam em uma provocação sem sentido muito menos razão. Sim, ela era uma pessoa como todos nós, com nome, sobrenome, residência fixa, vizinhos; amigos que a tinham em boa consideração, era querida e respeitada.

A história de Tia Jandira começa no Rio de Janeiro no início de século passado, para ser mais exato, no dia 27/12/1909 e termina no dia 18/06/1974, aos 65 anos de idade. Para quem nunca procurou saber, o século 20 foi um período que se notabilizou por avanços tecnológicos, políticos, sociais e civilizatórios importantes, vários deles infelizmente caracterizados por massacres e conflitos ideológicos que culminaram em muitas mortes, duas guerras mundiais e disputas internas em países dominados por ideologias socialistas na sanha pelo poder, tanto que ficou conhecido como o século dos grandes massacres. No entanto, também foi considerado e século do glamour. Naquele tempo, Paris, a cidade luz, era considerada a capital artística do mundo, para lá iam escritores, pintores, compositores e artistas, os influenciadores de então, época em que os direitos humanos passaram a fazer parte das políticas globais, tal como o direito das mulheres ao voto.

Foi nesse mundo, mas no Rio de Janeiro, que nasceu e cresceu Jandira em uma das diversas famílias tradicionais cariocas, frequentou saraus, clubes literários, tocou piano, declamou e acompanhou a família nos convescotes da sociedade. Seu pai era militar e de pronto aceitou a transferência de serviço para Cuiabá, em boa parte devido à tristeza que o abalava pela perda da esposa, vendo nessa mudança a oportunidade de encontrar um balsamo para minimizar sua dor, mas não para ela, ainda uma jovem e linda menina de cabelos cacheados.

Jandira não queria vir e suas tias muito insistiram para que ficasse com elas de maneira a continuar seus estudos e manter a posição social, mas seu pai, João Lino de Cristo, não aceitou perder a filha única e vir para cá trazendo consigo somente os filhos homens, entre eles Manoel Ramos Lino, Seo Manequinho, meu elo de ligação com tia Jandira, iniciado através de meu namoro com sua neta Clarita. Foi quando a conheci, pois frequentava a casa de meu futuro sogro e morava com Seo Manequinho no bairro Quilombo, na Rua Presidente Marques, esquina com a Rua Cursino do Amarante.

Pelo que pude saber, desde que veio para Cuiabá teve dificuldades de adaptação por sentir falta da mãe falecida e das tias com quem ficava no Rio de Janeiro. Assim, aos poucos foi se retirando do convívio com as pessoas, principalmente estranhos, de modo que imperceptivelmente a depressão foi tomando conta de sua personalidade. Quando chegaram na cidade moraram no Bairro do Porto, nas proximidades do Colégio Senador Azeredo, mas com a morte do pai foi ficar com o irmão no endereço já mencionado anteriormente, por isso costumava caminhar de lá até sua antiga casa, agora pertencente a um tio, com frequência passando na casa da sobrinha casada com o Cel. Octayde Jorge da Silva, por quem tinha enorme afeição, provavelmente por ver nele a figura militar do pai.

Nos momentos de conversa costumava justificar suas andanças dizendo serem momentos em que encontrava refúgio para sua angustia e solidão auto impostas. Quando em casa escrevia poemas, coisa que fazia bem, espiritualista lia muito sobre esoterismo, dava vazão a sua paixão pela música ao tocar piano e se entregava ao vício do cigarro, fiel companheiro de solidão.

Aos poucos tia Jandira também se desinteressou pela aparência, mesmo tendo mania de tomar mais de um banho por dia, tanto que era lembrada por estar constantemente com uma toalha de rosto acomodada no ombro esquerdo, uma de suas características, que usava para enxugar o suor. Entretanto, os descuidos com os cabelos, o excessivo vício de fumar e a aversão a estranhos a transformaram. Apesar disso, era extremamente solicita em casa e adorava conversar sobre política, oportunidade na qual mostrava sua excelente percepção dos turbulentos momentos nacionais que viveu desde a década de 1930 até o tempo em que esteve conosco.

Incompreendida, desajustada em relação ao convívio com estranhos, perseguida pelos inconsequentes e reprimida em sua própria solidão, tia Jandira, ao contrário do que as línguas ferinas daqueles que não a conheceram disseram a seu respeito, foi uma vítima das circunstâncias e quando partiu para se encontrar com o Criador o fez tranquilamente, em paz consigo mesma.     

Preservação

Não, não é um lugar da Europa, é uma praça em Belém/PA, a Praça Batista Campos. Ela fica no bairro de mesmo nome, sendo um exemplo de preservação que infelizmente muitas cidades não adotaram, entre as quais está a nossa Cuiabá.

Desde muito tempo atrás, a preocupação com a preservação das praças e outros bens públicos de nossa cidade deixou de existir, em seu lugar a necessidade de construir algo moderno aos olhos desavisados das novas gerações, principalmente nos anos de eleições municipais, levou à prática corriqueira de apresentar as obras nesses locais como reformas, mas que, ao final, não passam de verdadeiras transformações, melhor dizendo, deformações que mostram o desrespeito às memórias paisagística e arquitetônica dos locais onde aconteceram.

Daquele vasto patrimônio público restam relativamente preservados apenas a Praça da República e o Palácio da Instrução, certamente os últimos representantes do que fomos no passado, até porque a Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, patrimônio que complementava o sítio histórico do centro da capital até meados da década de 60, já não existe mais.

Foi uma das primeiras vítimas da insensatez que impunemente substituiu o antigo santuário pela nova, bela e deslocada Catedral Metropolitana. Uma construção sem qualquer vínculo com o passado da cidade, tal qual acontece com as novas praças que substituem as antigas, verdadeiros jardins históricos, na continua e incontrolável ação de descaracterizá-las sob pretexto de adequação às novas demandas urbanas.

Quem age assim, não reconhece o passado do próprio país, quanto mais o do velho mundo com suas cidades milenares que mesmo tendo enfrentado duas guerras mundiais e inúmeras catástrofes ambientais, tudo, mas tudo mesmo, foi minuciosamente restaurado.

Respostas

É fácil perceber ansiedade na procura de respostas naqueles que não têm discernimento suficiente para saber o que é certo ou errado ou, em última análise, o que é verdade e mentira no universo político. Isso porque na atual conjuntura não está fácil para ninguém distinguir o falso do verdadeiro.

Convenhamos que os sites de checagens que aí estão querendo fazer esse papel carecem, eles próprios, de credibilidade basta saber quem os financia e dirige. Todos, sem exceção, atuam em atenção a princípios ideológicos, portanto, não são isentos, quanto mais confiáveis.

O que fazer para ter respostas críveis se de um lado permanece a dúvida e do outro a incerteza?

Primeiro, esqueça os sites de checagem;

Segundo, verifique quem são os proprietários e editores dos sites de notícias;

Terceiro, leia, assista ou ouça as informações de fontes distintas sobre o assunto que lhe interessa e desperta dúvida;

Quarto, converse com amigos que têm opiniões diferentes sobre o que está sendo noticiado, as vezes o erro está em ouvir somente uma tendência;

Quinta e última recomendação é: aprenda a ouvir mais do que falar, entender é mais importante do que explicar.

O que te faz importante

Se queres ter um casamento feliz faça tua companheira se sentir importante e vice-versa-versa em relação ao companheiro.

Se sabes de tua importância para o desenvolvimento da área em que trabalhas ou o aprimoramento do que fazes não peças reconhecimento, mostra tua competência, isso basta.

Não use da importância dos outros para se fazer reconhecido, mas se isso acontecer mostre não ter sido em vão que eles percorreram parte de seu caminho, faça por merecer e mostre que a partir daí tua jornada é plena de êxitos por motivos próprios.

Não desacredite ninguém para que acreditem em você e não diminua o esforço dos outros para destacar o teu.

Tem gente que adora procurar problemas para o país

Para quem vive a procura de problemas e não percebe as soluções em andamento, nem tem consciência de que o Brasil está inserido em um planeta mutante chamado Terra, portanto, sujeito a todos as interações que nele acontecem para o bem e para o mal, proponho o seguinte:

Façam um levantamento contendo informações sobre a situação de pelo menos 5 países levando em conta que o planeta tem seis continentes, a saber: América, Europa, África, Ásia, Oceania e a Antártida. Esse último, naturalmente, deve ser descartado a se considerar ser o único desabitado. Se quiser, esse número pode ser até maior, mas fica a critério.

A partir dessa definição, informar como estavam em dezembro de 2018 e como evoluíram desde então. Outra coisa, o início da pesquisa também fica a critério, pode ser o ano 2000, que tal? O início de um novo século. Pois é, sendo assim vai ficar ainda mais bacana.

Sugiro os seguintes assuntos:

População, Inflação, PIB, Salário mínimo, Renda per capta, educação, transferência de renda; investimentos dos governos em apoio à população de baixa renda, aos atingidos pelas crises econômicas, às epidemias e pandemias; transferência de recursos a estados e municípios nos períodos em questão; investimentos em infraestrutura do tipo saneamento básico, rodovias, ferrovias, hidrovias e outras ações que achar convenientes. Ah sim, não se esqueçam de incluir questões relativas ao meio-ambiente, direitos humanos, integração social, segurança e saúde.

Acho que muitos devem estar querendo saber o que de fato aconteceu durante esse período com os países que farão parte do levantamento, principalmente as informações relativas ao Brasil. Quem sabe assim, aqueles que passam o tempo todo a procura de problemas parem de ser contraproducentes e ajudem a encontrar soluções ou pelo menos, não atrapalhem.

Nem cocô de gato

Meu pai adorava contar um caso que aconteceu com ele quando era um jovem bancário na cidade de Guararapes, no interior de São Paulo. Naquela época ele morava em uma pensão onde o café da manhã servido pela senhoria era bastante simples, mas nunca deixava de ter como opção de bebida quente um delicioso chá de cidreira.

Certa vez contou que em uma ocasião na qual as opções eram poucas ele e outros hospedes estavam cochichando sobre a situação e não perceberam a aproximação da dona. Então, para disfarçar a vergonha de terem sido pegos reclamando, passaram a elogiar o delicioso chá que estavam tomando e perguntaram a ela onde conseguia a erva para prepará-lo.

Sem pestanejar a senhoria foi logo dizendo a eles ser do quintal da pensão, ou seja, da moita de capim cidreira que ficava no canto do terreno, bem atrás dos quartos onde estavam hospedados e olhando firmemente para eles disse ser daquele mesmo lugar onde costumavam mijar à noite.

Pronto, a informação gerou alguns engasgos, assopros com respingos e até chá saindo pelo nariz, o que fez com que ela logo tivesse que passar um pano na mesa que acabavam de sujar. Enquanto isso, risos incontidos se faziam comuns a todos que estavam tomando café da manhã naquela hora.

É que durante a noite, quando tinham vontade de fazer xixi e batia aquela preguiça de ir até o banheiro comunitário localizado do lado de fora da ala onde estavam hospedados, ele e os rapazes se aliviavam justo na enorme moita de capim de onde era feito o delicioso chá que tomavam.

Por isso, quando ele queria me alertar sobre a importância de não desperdiçar nada do que encontrasse pela frente, começava contando essa história do chá e acabava dizendo que não se deve desperdiçar nem cocô de gato. Basta saber usar, dizia ele, é só enterrar que logo vira adubo da mesma forma que acontecia quando mijavam na moita de capim cidreira.

A cerimônia do ovo quente.

Todo dia era assim até seus 97 anos, quando descansou. Durante todo esse tempo o ritual se repetia diariamente, desde quando me lembro.

Ele acordava cedo, tomava banho e durante o café da manhã se concentrava nos assuntos que teria que administrar durante o dia que se iniciava. Aquela cerimônia se tornou um momento de reflexão em que todos nós acompanhávamos a preparação dos ovos quentes que antes eram dois e com o tempo passou a ser apenas um, mas esse não podia faltar. 

O recipiente especial com o encaixe para o ovo, a pequena colher utilizada para abrir a casca no minucioso processo de construção do orifício sem, contudo, deixar remover muito da casca, apenas o suficiente para permitir colocar a colher contendo uma pitada de sal em seu interior, processo milimetricamente ajustado à minúscula colher que depois iria misturar o conteúdo em seu invólucro antes dele ser sorvido ao ser levado à boca. Esse último movimento sempre produzia um som característico que incomodava mamãe, mesmo assim seu balançar de cabeça em sinal de desaprovação passava como que despercebido.

E nós ali, sentados em silêncio, assistindo aqueles inesquecíveis momentos da relação entre os dois em aparente desavença que, em verdade, eram subterfúgios para camuflar o carinho que havia entre eles.

Papai não aceitava a temperatura e a consistência dos ovos fora de seu gosto, fazendo com que mamãe não delegasse a missão de aquecê-los a ninguém, afinal era por eles que começava sua permanente atenção a todas as coisas relativas ao dia de seu marido, uma espécie de processo regulador do humor de papai.

Em seguida ele tomava uma xícara de café bem quente, para a boca de pito dizia, e acendia o primeiro cigarro do dia. Só então, voltava a se dirigir a nós para saber do que precisávamos ou faríamos. Quanto a ela, era envolvida em um prolongado abraço e afetuosamente beijada na testa, um agradecimento pelo mimo que recebia todas as manhãs antes de sair para o trabalho.

Era assim que começávamos os dias enquanto estivemos morando com eles até crescermos e formamos nossas próprias famílias. Como em cada casa os costumes são diferentes o mesmo não acontecia conosco, mas quando ele teve que vir morar com os filhos após ela ter ido na frente se encontrar com Deus e as dificuldades da idade sobrepujarem sua vontade de morar sozinho, tivemos que seguir a tradição e manter os ovos quentes das manhãs na tentativa de dar a ele um pouco do que era seu ritual no café da manhã.

Com o passar do tempo e não tendo mais mamãe para atender seu paladar ele foi se acomodando de acordo com as circunstâncias e ficou menos exigente quanto aos prazeres que lhe proporcionavam o processo de quebrar a casca do ovo, temperá-lo e sorver seu conteúdo, nós já o trazíamos pronto, mas a expressão de contentamento, essa não perdeu, aliás, no envolvimento da descrição da cerimônia como um todo me esqueci de um dos principais detalhes da cerimônia, os olhos, ele os fechava ao tomar o ovo quente como que saboreando um manjar inigualável.

Essa peculiar maneira de mostrar prazer ao comer algo gostoso herdei dele. Assim, quando sou pego por minha esposa e filhos agindo da mesma forma, sempre me recordo de suas palavras para se referir ao prazer de comer algo que se gosta: – Hummmm…, que delícia!

O ímpeto e a coragem

Quando jovens, aquela fase da vida que vivemos logo após a infância, época da curiosidade que nos levava a meter o nariz em quase tudo, o ímpeto era o combustível que nos movia.

É prazeiroso lembrar de quando tínhamos que nos acotovelar com quem se metia a disputar conosco um lugar, fosse ele em uma fila para comprar uma entrada, no gargarejo de um show do Projeto Pixinguinha ou mesmo nos festivais de música popular.

O que dizer então das disputas esportivas, nas partidas interclubes e nos jogos universitários daquela época em que, no auge da juventude, usávamos nossas forças física, técnica e tática para enfrentar e vencer adversários.

Essa motivação natural, a impetuosidade, também foi muito importante no início de nossas vidas profissionais. Ela nos fez buscar por objetivos muitas das vezes sem a necessária reflexão sobre qual decisão tomar ou o caminho a seguir. Bastava surgir uma oportunidade e lá íamos nós à luta, enfrentando os obstáculos plantados por aqueles que se valiam de suas influências sociais e políticas.

As justificativas para esse tipo de procedimento e o enriquecimento ilícito sempre fluíram fácil no raciocínio segundo o qual o que importa é ganhar, mesmo que para isso seja preciso vender a alma ao diabo. Coisas daqueles que obtêm sucesso através de suas relações com os facilitadores do dia a dia, configurando assim o normal deles.

Conhecimento, caráter e honestidade eram nossas credenciais e ainda o são, entretanto, assim como antes, ainda têm pouco valor nos esquemas montados por aqueles que fizeram do contrário seu “modus operandi”. As exceções são as raras formas honestas de ser que sempre existirão, não só para confirmar a própria natureza etimológica do termo honestidade, como também para expor a dinâmica das ligações externas, sejam elas políticas, sociais e familiares, principalmente quando o objetivo é facilitar as coisas.

Trata-se de um procedimento desleal do comportamento humano que permanece entre nós, sendo utilizado pelos fracos de caráter, configurando-se como verdadeiro trampolim profissional, quando não em salva-vidas dos incompetentes. Assim era e continua a ser no raciocínio genérico do cada um por si e Deus por todos, mesmo sabendo que não passa de uma contradição à realidade, quando da desejada intervenção divina. Mas, Ele, que nunca interviu nesse sentido, sempre está acompanhando nossos passos estejam eles nós levando em sua direção ou mesmo nos afastando dela.

Graças a Deus e apesar dos pesares praticamente tudo deu certo, principalmente quando lembramos que coroando aquela fase extraordinariamente dinâmica de nossas vidas, a competência e a coragem sempre estiveram presente, para nos levar a vencer desafios e superar obstáculos. Certo também é que, em determinado momento, a coragem se uniu a paixão e juntas nos fizeram encontra o amor das pessoas com quem construímos nossas famílias.

O ímpeto é o impulso que nos move inesperadamente. Ele é capaz de fazer vencer barreiras.

A coragem é como uma virtude. É a capacidade extraordinária que desenvolvemos para ir em frente mesmo com medo.