A farsa do politicamente correto

Estamos assistindo estarrecidos as falas desastrosas do inominável ex-presidente, ex-presidiário e provável ex-candidato de esquerda nas próximas eleições presidenciais. Sim, porque suas ações e reações mostram um homem desequilibrado sinalizando a toda hora que se encaminha para o suicídio eleitoral, na esperança de que o salvem da morte política a cada passo que dá em direção ao patíbulo das urnas eletrônicas. No entanto, ainda paira no ar a desconfiança de que tudo não passe de uma trama canhota com o ex-PSDBista, seu vice, ardil esse corroborado pela retirada programada da candidatura calça apertada e o silêncio sepulcral de ex-governador gaúcho. Pois é, acontece que se isso acontecer acabará por mostrar que tudo pode não passar de um blefe, aliás, mais um da oposição na tentativa de enganar os desavisados sobre o tipo de gente que são.

O último atentado por eles praticado contra o desenvolvimento do país e defendido pelo nine fingers foi derrubar a redução do IPI sob a alegação de prejuízos a um único e exclusivo programa de incentivo fiscais à Zona Franca de Manaus. Não percebem os desinformados que essa situação abre um precedente a se recorrer perante qualquer futura tentativa de redução de impostos vez que dela restará mais um precedente jurídico causado pela intolerância ideológica a que estamos sendo submetidos, até porquê os argumentos utilizados para beneficiar a Zona Franca de Manaus estão perdendo a razão de existir dada a evolução dos processos industriais, da infraestrutura de transporte e dos meios de comunicação. Provável destino da nova proposta de redução de impostos que, tudo indica, terá dificuldades para passar pelo mesmo crivo ideológico nos tribunais sob a alegação de causar reflexos nas eleições. As mesmas eleições que, pasmem, para os institutos de pesquisa seriam ganhas pela esquerda com folga e ainda no primeiro turno. Ora, ora, quanto desatino!

De qualquer forma, o que mais expõe a farsa do politicamente correto é o alinhamento de setores do legislativo e do judiciário quando fingem esquecer o estrago que as catástrofes da saúde com a “permanente” crise epidêmica que assola o mundo e a recente guerra Russo-Ucraniana, ambas aparentemente programadas para acontecer de maneira a dar ênfase à Agenda 2030, um pacto globalista composto de 17 objetivos e 169 metas, que pretende acabar com os direitos individuais a título de erradicar a pobreza e promover vida digna para todos.

Todos quem? Pergunta que não quer calar na consciência dos que serão as vítimas desse projeto autoritário que tem donos e não se importa em reduzir a população do mundo através do aborto, outros mecanismos de redução da natalidade e de métodos científicos como esses que estamos enfrentando desde o final de 2019, quando tudo começou e ser colocado em prática com o coronavírus chinês.

Aos que não conhecem toda a verdade por detrás das intenções de seus propositores e até apoiam o que está acontecendo sugiro lerem o Plano de Ação acima citado para tomarem conhecimento de como está sendo a atuação da ONU e seus apoiadores sobre as pessoas e o planeta na busca do que, dizem eles, irá fortalecer a paz universal. Para isso basta acessar os canais de pesquisa na internet e buscar pelos seguintes assuntos: Agenda 2030, Agenda 2030 da ONU e a redução populacional, Agenda 2030 – perigos e A verdade sobre a Agenda 2030.

Por outro lado, é fácil perceber ansiedade na procura de respostas naqueles que não têm condições nem discernimento suficiente para saber o que é certo ou errado ou, em última análise, o que é verdade e o que é mentira no universo político, porque na atual conjuntura não está fácil para ninguém separar o que é falso do verdadeiro, mas convenhamos, os sites de checagens que aí estão fazendo de conta que esse é seu papel carecem, eles próprios, de credibilidade para isso, basta saber quem os dirige. Todos, sem exceção, atuam em atenção a princípios ideológicos, portanto, sem a necessária isenção.

O que fazer para ter respostas críveis se de um lado permanece a dúvida e do outro a falta de informação?

Primeiro – esqueça os sites de checagem; Segundo – verifique quem são os verdadeiros proprietários das empresas de comunicação; Terceiro – leia, assista ou ouça as informações de fontes distintas sobre o assunto que lhe interessa ou desperta dúvida; Quarto – converse com amigos que têm opiniões diferentes sobre o que está sendo noticiado, as vezes o erro está em ouvir somente uma tendência; Quinto, aprenda a ouvir mais do que falar, porque entender é mais importante do que explicar. Daí então, tire suas conclusões..

NOSSO PAÍS, NOSSA PÁTRIA E NOSSA NAÇÃO.

Temos um compromisso com a família, os amigos e principalmente com o PAÍS, a PÁTRIA e a NAÇÃO brasileira. São essas as preocupações que deveriam estar fomentando o pensamento e as atitudes de todos, inclusive dos empresários e investidores que vemos dar suporte logístico, fazer declarações e participar de manifestações a favor de governos de esquerda, comunistas mesmo, que disfarçados de social-democracias buscam descaracterizar nosso PAÍS ao proporem em seus planos oligárquicos a dissolução de nossas fronteiras para beneficiar a tal Nova Ordem Mundial; destruir nossa PÁTRIA ao tentarem nos descaracterizar como cidadãos ligados pela realidade afetiva que amalgamou todos que para cá vieram e continuam a chegar; acabar conosco como NAÇÃO atacando nossos valores culturais, identidade, origens, costumes e religiões enquanto procuram nos imiscuir a um engodo globalista amorfo, posto que destituído de caráter e natureza comum.

Alguns desses indivíduos acabam por expor suas mentalidades mesquinhas e ganâncias incontroláveis ao apoiarem a volta de pessoas processadas, julgadas e condenadas em várias instâncias judiciais por corrupção e outros crimes, mas convenientemente descondenadas na mais alta corte de justiça do PAÍS, da NAÇÃO e da PÁTRIA. Governos que desestabilizaram nossa economia, saúde, educação e segurança, mas que parece não terem afetado negativamente as empresas e negócios de seus apoiadores de ocasião.

Mesmo aqueles que se mantêm calados, distanciados dos acontecimentos como se nada tivessem a ver com isso, não conseguem esconder suas decepções ao perderem as boquinhas que tiveram no passado devido a atual forma de governar o PAÍS, administrar a NAÇÃO e proteger a PÁTRIA. Por isso já começam a tentar passar despercebidos na esperança de não notarmos o apoio obtuso que fazem ao retorno de governantes e políticos que já deixaram claras suas intenções de nos submeter novamente ao antigo “modus operandi” das negociatas a ligações com grupos e interesses exógenos aos do Brasil.

Vide as tentativas de internacionalização da nossa parte da Amazônia sem sequer citar outros países, nossos vizinhos, que a compõem; as intromissões deliberadas de governos antagonistas interessados em maximizar os problemas existentes com os desmatamentos e garimpos ilegais que, pasmem, são bancados por empresas e cidadãos desses mesmos países para adquirirem de forma ilegal a madeira e os minérios extraídos sem que contra eles haja qualquer tipo de represália; as mobilizações de políticos ligados aos setores agrícolas estrangeiros interessados em agradar sindicalistas e conglomerados econômicos que concorrem com nossa prodigiosa competência e fertilidade enquanto a parte podre de nosso legislativo e judiciário fazem vistas grossas às artimanhas montadas por partidos políticos de esquerda, ONG’s, influenciadores digitais e artistas sustentados por milionários, big shots e mega investidores de ocasião.

Resta como solução derrotá-los nas eleições que vão acontecer esse ano de maneira a afastar de vez o “descondenado” e sua camarilha do erário público, seu único e permanente objetivo. E olha que elas estão logo ali, a uma beiçola, um palmo de nove dedos, uma tapa na careca ou, em última análise, seis meses de distância..

Só depende de nós!

Jandira

Volta e meia alguém comenta sobre os personagens folclóricos de sua cidade dando-lhes um perfil depreciativo, jocoso mesmo, desrespeitando essas pessoas e suas famílias sem se importar com quem foram ou o que as transtornou a ponto de torná-las diferentes, geralmente solitárias, invariavelmente devido à falta de respeito e solidariedade.

Em nossa Cuiabá não foi diferente, e é sobre uma dessas personagens que vou contar alguns fatos que podem mudar a compreensão de muitos, principalmente dos cuiabanos e chegantes mais antigos, aqueles que conviveram com Jandira Ramos Lino, ou Jandira Louca como alguns a chamavam em uma provocação sem sentido muito menos razão. Sim, ela era uma pessoa como todos nós, com nome, sobrenome, residência fixa, vizinhos; amigos que a tinham em boa consideração, era querida e respeitada.

A história de Tia Jandira começa no Rio de Janeiro no início de século passado, para ser mais exato, no dia 27/12/1909 e termina no dia 18/06/1974, aos 65 anos de idade. Para quem nunca procurou saber, o século 20 foi um período que se notabilizou por avanços tecnológicos, políticos, sociais e civilizatórios importantes, vários deles infelizmente caracterizados por massacres e conflitos ideológicos que culminaram em muitas mortes, duas guerras mundiais e disputas internas em países dominados por ideologias socialistas na sanha pelo poder, tanto que ficou conhecido como o século dos grandes massacres. No entanto, também foi considerado e século do glamour. Naquele tempo, Paris, a cidade luz, era considerada a capital artística do mundo, para lá iam escritores, pintores, compositores e artistas, os influenciadores de então, época em que os direitos humanos passaram a fazer parte das políticas globais, tal como o direito das mulheres ao voto.

Foi nesse mundo, mas no Rio de Janeiro, que nasceu e cresceu Jandira em uma das diversas famílias tradicionais cariocas, frequentou saraus, clubes literários, tocou piano, declamou e acompanhou a família nos convescotes da sociedade. Seu pai era militar e de pronto aceitou a transferência de serviço para Cuiabá, em boa parte devido à tristeza que o abalava pela perda da esposa, vendo nessa mudança a oportunidade de encontrar um balsamo para minimizar sua dor, mas não para ela, ainda uma jovem e linda menina de cabelos cacheados.

Jandira não queria vir e suas tias muito insistiram para que ficasse com elas de maneira a continuar seus estudos e manter a posição social, mas seu pai, João Lino de Cristo, não aceitou perder a filha única e vir para cá trazendo consigo somente os filhos homens, entre eles Manoel Ramos Lino, Seo Manequinho, meu elo de ligação com tia Jandira, iniciado através de meu namoro com sua neta Clarita. Foi quando a conheci, pois frequentava a casa de meu futuro sogro e morava com Seo Manequinho no bairro Quilombo, na Rua Presidente Marques, esquina com a Rua Cursino do Amarante.

Pelo que pude saber, desde que veio para Cuiabá teve dificuldades de adaptação por sentir falta da mãe falecida e das tias com quem ficava no Rio de Janeiro. Assim, aos poucos foi se retirando do convívio com as pessoas, principalmente estranhos, de modo que imperceptivelmente a depressão foi tomando conta de sua personalidade. Quando chegaram na cidade moraram no Bairro do Porto, nas proximidades do Colégio Senador Azeredo, mas com a morte do pai foi ficar com o irmão no endereço já mencionado anteriormente, por isso costumava caminhar de lá até sua antiga casa, agora pertencente a um tio, com frequência passando na casa da sobrinha casada com o Cel. Octayde Jorge da Silva, por quem tinha enorme afeição, provavelmente por ver nele a figura militar do pai.

Nos momentos de conversa costumava justificar suas andanças dizendo serem momentos em que encontrava refúgio para sua angustia e solidão auto impostas. Quando em casa escrevia poemas, coisa que fazia bem, espiritualista lia muito sobre esoterismo, dava vazão a sua paixão pela música ao tocar piano e se entregava ao vício do cigarro, fiel companheiro de solidão.

Aos poucos tia Jandira também se desinteressou pela aparência, mesmo tendo mania de tomar mais de um banho por dia, tanto que era lembrada por estar constantemente com uma toalha de rosto acomodada no ombro esquerdo, uma de suas características, que usava para enxugar o suor. Entretanto, os descuidos com os cabelos, o excessivo vício de fumar e a aversão a estranhos a transformaram. Apesar disso, era extremamente solicita em casa e adorava conversar sobre política, oportunidade na qual mostrava sua excelente percepção dos turbulentos momentos nacionais que viveu desde a década de 1930 até o tempo em que esteve conosco.

Incompreendida, desajustada em relação ao convívio com estranhos, perseguida pelos inconsequentes e reprimida em sua própria solidão, tia Jandira, ao contrário do que as línguas ferinas daqueles que não a conheceram disseram a seu respeito, foi uma vítima das circunstâncias e quando partiu para se encontrar com o Criador o fez tranquilamente, em paz consigo mesma.     

Preservação

Não, não é um lugar da Europa, é uma praça em Belém/PA, a Praça Batista Campos. Ela fica no bairro de mesmo nome, sendo um exemplo de preservação que infelizmente muitas cidades não adotaram, entre as quais está a nossa Cuiabá.

Desde muito tempo atrás, a preocupação com a preservação das praças e outros bens públicos de nossa cidade deixou de existir, em seu lugar a necessidade de construir algo moderno aos olhos desavisados das novas gerações, principalmente nos anos de eleições municipais, levou à prática corriqueira de apresentar as obras nesses locais como reformas, mas que, ao final, não passam de verdadeiras transformações, melhor dizendo, deformações que mostram o desrespeito às memórias paisagística e arquitetônica dos locais onde aconteceram.

Daquele vasto patrimônio público restam relativamente preservados apenas a Praça da República e o Palácio da Instrução, certamente os últimos representantes do que fomos no passado, até porque a Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, patrimônio que complementava o sítio histórico do centro da capital até meados da década de 60, já não existe mais.

Foi uma das primeiras vítimas da insensatez que impunemente substituiu o antigo santuário pela nova, bela e deslocada Catedral Metropolitana. Uma construção sem qualquer vínculo com o passado da cidade, tal qual acontece com as novas praças que substituem as antigas, verdadeiros jardins históricos, na continua e incontrolável ação de descaracterizá-las sob pretexto de adequação às novas demandas urbanas.

Quem age assim, não reconhece o passado do próprio país, quanto mais o do velho mundo com suas cidades milenares que mesmo tendo enfrentado duas guerras mundiais e inúmeras catástrofes ambientais, tudo, mas tudo mesmo, foi minuciosamente restaurado.

Respostas

É fácil perceber ansiedade na procura de respostas naqueles que não têm discernimento suficiente para saber o que é certo ou errado ou, em última análise, o que é verdade e mentira no universo político. Isso porque na atual conjuntura não está fácil para ninguém distinguir o falso do verdadeiro.

Convenhamos que os sites de checagens que aí estão querendo fazer esse papel carecem, eles próprios, de credibilidade basta saber quem os financia e dirige. Todos, sem exceção, atuam em atenção a princípios ideológicos, portanto, não são isentos, quanto mais confiáveis.

O que fazer para ter respostas críveis se de um lado permanece a dúvida e do outro a incerteza?

Primeiro, esqueça os sites de checagem;

Segundo, verifique quem são os proprietários e editores dos sites de notícias;

Terceiro, leia, assista ou ouça as informações de fontes distintas sobre o assunto que lhe interessa e desperta dúvida;

Quarto, converse com amigos que têm opiniões diferentes sobre o que está sendo noticiado, as vezes o erro está em ouvir somente uma tendência;

Quinta e última recomendação é: aprenda a ouvir mais do que falar, entender é mais importante do que explicar.

O que te faz importante

Se queres ter um casamento feliz faça tua companheira se sentir importante e vice-versa-versa em relação ao companheiro.

Se sabes de tua importância para o desenvolvimento da área em que trabalhas ou o aprimoramento do que fazes não peças reconhecimento, mostra tua competência, isso basta.

Não use da importância dos outros para se fazer reconhecido, mas se isso acontecer mostre não ter sido em vão que eles percorreram parte de seu caminho, faça por merecer e mostre que a partir daí tua jornada é plena de êxitos por motivos próprios.

Não desacredite ninguém para que acreditem em você e não diminua o esforço dos outros para destacar o teu.

Tem gente que adora procurar problemas para o país

Para quem vive a procura de problemas e não percebe as soluções em andamento, nem tem consciência de que o Brasil está inserido em um planeta mutante chamado Terra, portanto, sujeito a todos as interações que nele acontecem para o bem e para o mal, proponho o seguinte:

Façam um levantamento contendo informações sobre a situação de pelo menos 5 países levando em conta que o planeta tem seis continentes, a saber: América, Europa, África, Ásia, Oceania e a Antártida. Esse último, naturalmente, deve ser descartado a se considerar ser o único desabitado. Se quiser, esse número pode ser até maior, mas fica a critério.

A partir dessa definição, informar como estavam em dezembro de 2018 e como evoluíram desde então. Outra coisa, o início da pesquisa também fica a critério, pode ser o ano 2000, que tal? O início de um novo século. Pois é, sendo assim vai ficar ainda mais bacana.

Sugiro os seguintes assuntos:

População, Inflação, PIB, Salário mínimo, Renda per capta, educação, transferência de renda; investimentos dos governos em apoio à população de baixa renda, aos atingidos pelas crises econômicas, às epidemias e pandemias; transferência de recursos a estados e municípios nos períodos em questão; investimentos em infraestrutura do tipo saneamento básico, rodovias, ferrovias, hidrovias e outras ações que achar convenientes. Ah sim, não se esqueçam de incluir questões relativas ao meio-ambiente, direitos humanos, integração social, segurança e saúde.

Acho que muitos devem estar querendo saber o que de fato aconteceu durante esse período com os países que farão parte do levantamento, principalmente as informações relativas ao Brasil. Quem sabe assim, aqueles que passam o tempo todo a procura de problemas parem de ser contraproducentes e ajudem a encontrar soluções ou pelo menos, não atrapalhem.

Nem cocô de gato

Meu pai adorava contar um caso que aconteceu com ele quando era um jovem bancário na cidade de Guararapes, no interior de São Paulo. Naquela época ele morava em uma pensão onde o café da manhã servido pela senhoria era bastante simples, mas nunca deixava de ter como opção de bebida quente um delicioso chá de cidreira.

Certa vez contou que em uma ocasião na qual as opções eram poucas ele e outros hospedes estavam cochichando sobre a situação e não perceberam a aproximação da dona. Então, para disfarçar a vergonha de terem sido pegos reclamando, passaram a elogiar o delicioso chá que estavam tomando e perguntaram a ela onde conseguia a erva para prepará-lo.

Sem pestanejar a senhoria foi logo dizendo a eles ser do quintal da pensão, ou seja, da moita de capim cidreira que ficava no canto do terreno, bem atrás dos quartos onde estavam hospedados e olhando firmemente para eles disse ser daquele mesmo lugar onde costumavam mijar à noite.

Pronto, a informação gerou alguns engasgos, assopros com respingos e até chá saindo pelo nariz, o que fez com que ela logo tivesse que passar um pano na mesa que acabavam de sujar. Enquanto isso, risos incontidos se faziam comuns a todos que estavam tomando café da manhã naquela hora.

É que durante a noite, quando tinham vontade de fazer xixi e batia aquela preguiça de ir até o banheiro comunitário localizado do lado de fora da ala onde estavam hospedados, ele e os rapazes se aliviavam justo na enorme moita de capim de onde era feito o delicioso chá que tomavam.

Por isso, quando ele queria me alertar sobre a importância de não desperdiçar nada do que encontrasse pela frente, começava contando essa história do chá e acabava dizendo que não se deve desperdiçar nem cocô de gato. Basta saber usar, dizia ele, é só enterrar que logo vira adubo da mesma forma que acontecia quando mijavam na moita de capim cidreira.

A cerimônia do ovo quente.

Todo dia era assim até seus 97 anos, quando descansou. Durante todo esse tempo o ritual se repetia diariamente, desde quando me lembro.

Ele acordava cedo, tomava banho e durante o café da manhã se concentrava nos assuntos que teria que administrar durante o dia que se iniciava. Aquela cerimônia se tornou um momento de reflexão em que todos nós acompanhávamos a preparação dos ovos quentes que antes eram dois e com o tempo passou a ser apenas um, mas esse não podia faltar. 

O recipiente especial com o encaixe para o ovo, a pequena colher utilizada para abrir a casca no minucioso processo de construção do orifício sem, contudo, deixar remover muito da casca, apenas o suficiente para permitir colocar a colher contendo uma pitada de sal em seu interior, processo milimetricamente ajustado à minúscula colher que depois iria misturar o conteúdo em seu invólucro antes dele ser sorvido ao ser levado à boca. Esse último movimento sempre produzia um som característico que incomodava mamãe, mesmo assim seu balançar de cabeça em sinal de desaprovação passava como que despercebido.

E nós ali, sentados em silêncio, assistindo aqueles inesquecíveis momentos da relação entre os dois em aparente desavença que, em verdade, eram subterfúgios para camuflar o carinho que havia entre eles.

Papai não aceitava a temperatura e a consistência dos ovos fora de seu gosto, fazendo com que mamãe não delegasse a missão de aquecê-los a ninguém, afinal era por eles que começava sua permanente atenção a todas as coisas relativas ao dia de seu marido, uma espécie de processo regulador do humor de papai.

Em seguida ele tomava uma xícara de café bem quente, para a boca de pito dizia, e acendia o primeiro cigarro do dia. Só então, voltava a se dirigir a nós para saber do que precisávamos ou faríamos. Quanto a ela, era envolvida em um prolongado abraço e afetuosamente beijada na testa, um agradecimento pelo mimo que recebia todas as manhãs antes de sair para o trabalho.

Era assim que começávamos os dias enquanto estivemos morando com eles até crescermos e formamos nossas próprias famílias. Como em cada casa os costumes são diferentes o mesmo não acontecia conosco, mas quando ele teve que vir morar com os filhos após ela ter ido na frente se encontrar com Deus e as dificuldades da idade sobrepujarem sua vontade de morar sozinho, tivemos que seguir a tradição e manter os ovos quentes das manhãs na tentativa de dar a ele um pouco do que era seu ritual no café da manhã.

Com o passar do tempo e não tendo mais mamãe para atender seu paladar ele foi se acomodando de acordo com as circunstâncias e ficou menos exigente quanto aos prazeres que lhe proporcionavam o processo de quebrar a casca do ovo, temperá-lo e sorver seu conteúdo, nós já o trazíamos pronto, mas a expressão de contentamento, essa não perdeu, aliás, no envolvimento da descrição da cerimônia como um todo me esqueci de um dos principais detalhes da cerimônia, os olhos, ele os fechava ao tomar o ovo quente como que saboreando um manjar inigualável.

Essa peculiar maneira de mostrar prazer ao comer algo gostoso herdei dele. Assim, quando sou pego por minha esposa e filhos agindo da mesma forma, sempre me recordo de suas palavras para se referir ao prazer de comer algo que se gosta: – Hummmm…, que delícia!

Um certo lugar

Há um certo lugar onde chegaremos após cumprir todos os desígnios de Deus. Antes disso, precisamos compreender a razão dos sofrimentos aos quais somos submetidos durante nossas passagens terrenas.

Tempo necessário a que a alma (espírito) que nos habita possa alcançar a plenitude. Essa sim uma só, que certamente muitas vidas suportará até chegar a “esse certo lugar”.

Lá o materialismo não existe, mover-se é um pensamento solto ao largo do espaço sem fim, infinito que é como o tempo que não mais se conta, pois a efemeridade perdeu sua relevância.

O ímpeto e a coragem

Quando jovens, aquela fase da vida que vivemos logo após a infância, época da curiosidade que nos levava a meter o nariz em quase tudo, o ímpeto era o combustível que nos movia.

É prazeiroso lembrar de quando tínhamos que nos acotovelar com quem se metia a disputar conosco um lugar, fosse ele em uma fila para comprar uma entrada, no gargarejo de um show do Projeto Pixinguinha ou mesmo nos festivais de música popular.

O que dizer então das disputas esportivas, nas partidas interclubes e nos jogos universitários daquela época em que, no auge da juventude, usávamos nossas forças física, técnica e tática para enfrentar e vencer adversários.

Essa motivação natural, a impetuosidade, também foi muito importante no início de nossas vidas profissionais. Ela nos fez buscar por objetivos muitas das vezes sem a necessária reflexão sobre qual decisão tomar ou o caminho a seguir. Bastava surgir uma oportunidade e lá íamos nós à luta, enfrentando os obstáculos plantados por aqueles que se valiam de suas influências sociais e políticas.

As justificativas para esse tipo de procedimento e o enriquecimento ilícito sempre fluíram fácil no raciocínio segundo o qual o que importa é ganhar, mesmo que para isso seja preciso vender a alma ao diabo. Coisas daqueles que obtêm sucesso através de suas relações com os facilitadores do dia a dia, configurando assim o normal deles.

Conhecimento, caráter e honestidade eram nossas credenciais e ainda o são, entretanto, assim como antes, ainda têm pouco valor nos esquemas montados por aqueles que fizeram do contrário seu “modus operandi”. As exceções são as raras formas honestas de ser que sempre existirão, não só para confirmar a própria natureza etimológica do termo honestidade, como também para expor a dinâmica das ligações externas, sejam elas políticas, sociais e familiares, principalmente quando o objetivo é facilitar as coisas.

Trata-se de um procedimento desleal do comportamento humano que permanece entre nós, sendo utilizado pelos fracos de caráter, configurando-se como verdadeiro trampolim profissional, quando não em salva-vidas dos incompetentes. Assim era e continua a ser no raciocínio genérico do cada um por si e Deus por todos, mesmo sabendo que não passa de uma contradição à realidade, quando da desejada intervenção divina. Mas, Ele, que nunca interviu nesse sentido, sempre está acompanhando nossos passos estejam eles nós levando em sua direção ou mesmo nos afastando dela.

Graças a Deus e apesar dos pesares praticamente tudo deu certo, principalmente quando lembramos que coroando aquela fase extraordinariamente dinâmica de nossas vidas, a competência e a coragem sempre estiveram presente, para nos levar a vencer desafios e superar obstáculos. Certo também é que, em determinado momento, a coragem se uniu a paixão e juntas nos fizeram encontra o amor das pessoas com quem construímos nossas famílias.

O ímpeto é o impulso que nos move inesperadamente. Ele é capaz de fazer vencer barreiras.

A coragem é como uma virtude. É a capacidade extraordinária que desenvolvemos para ir em frente mesmo com medo.

Corretores do amanhã

Pois é, estamos nos aproximando do momento em que definiremos nosso futuro a partir do ano que vem, e será importante prestar muita atenção no que nos oferecem os corretores do amanhã.

Se por um lado temos obras que desde o início de suas execuções apresentaram vícios de construção, daí os problemas com seus prazos, qualidade e durabilidade terem aparecido tão logo entregues, o que dizer então das que sequer foram concluídas.

E o que são esses tais vícios de construção ou construtivos?

De acordo com a ABNT NBR 13752 vícios construtivos são:

“Anomalias que afetam o desempenho de produtos ou serviços, ou os tornam inadequados aos fins a que se destinam, causando transtornos ou prejuízos materiais ao consumidor. Podem decorrer de falha no projeto, ou da execução, ou ainda da informação defeituosa sobre sua utilização ou manutenção. ”

Ou seja, podem ser entendidos como “erros” ou “problemas” nas edificações, sejam esses problemas de desempenho, falha de projeto, execução ou alguma informação errada repassada pelo responsável da obra.

Os vícios construtivos se dividem em dois tipos específicos e de fácil entendimento, esses são:

1. Vícios aparentes

São aqueles de fácil visualização, no qual até um leigo pode identificar os erros. Exemplos: Vidros quebrados, pintura malfeita, dimensões diferentes da do projeto, etc.

2. Vícios ocultos

São aqueles de difícil visualização, em geral esses vícios são identificados após algum tempo de uso do imóvel. Exemplos: Infiltrações, problemas de tubulações, problemas elétricos e etc. https://neoipsum.com.br/vicios-construtivos/

Então, sem necessidade de ir adiante sobre outros detalhes técnicos a respeito dos vícios de construção porque as informações acima são mais que suficientes para o fim a que se destinam, vamos em frente.

Diz o ditado popular que “O FUTURO A DEUS PERTENCE”, o que não significa deixarmos de ficar atentos às questões sobre as quais temos o direito e o dever de decidir, como essa que agora se apresenta e que definirá o caminho que vamos seguir daqui para a frente.

Sendo objetivo, a decisão que tomaremos em outubro de 2022 implicará diretamente na vida de todos nós, sem distinção. Agora mesmo, os corretores do amanhã estão nos mostrando os dossiês dos diversos candidatos ao cobiçado cargo de construtor de nosso futuro, para que decidamos sobre onde e como vamos viver a partir do ano que vem.

Para ajudar na análise sobre os construtores (candidatos) em questão, segue uma Lista de Checagem para verificação do que já disseram e fizeram, sob a ótica dos argumentos em que se baseia este texto, a ser aplicada individualmente:

1) Os programas, obras e ações previstos anteriormente pelo construtor foram concluídos?; 2) Seus cronogramas físico-financeiros de execução foram cumpridos?; 3) Seus executores eram empresas e/ou profissionais tecnicamente habilitados?; 4) Os materiais usados foram os especificados nos respectivos Memoriais Descritivos?; 5) Os orçamentos foram suficientes para suas conclusões ou foram aditivados dentro do limite de 25%, conforme §1º, do art. 65, da Lei 8.666/93?; 6) Os programas, obras e ações agora propostos são coerentes com o que o país precisa e você espera?

Vejam que são seis questões simples e diretas. Elas não precisam ser motivo de pesquisas profundas sobre seus temas, até porque são perceptíveis a qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento, basta olhar ao redor. No caso, o que importa mesmo é a percepção de que essa analogia deve ser feita e aplicada em tudo nos três níveis de governança pública, inclusive nas diversas áreas de atuação dos três poderes constituídos.

O que os corretores do amanhã estão nos apresentando para as próximas eleições são as versões ou propostas de vida que teremos a partir do final de 2022. Nessas propostas estão subliminarmente inclusos o que vai acontecer com nossos patrimônios, moradias, saúde, educação, segurança e, acima de tudo, nossa liberdade.

Pense bem, considere o que já vivemos no passado, o que estamos presenciando no presente e o que precisamos para amanhã. Confie em seus sentidos, não nos argumentos dos outros, pois o voto é seu, mas o futuro é nosso. Somos brasileiros, um País política e geograficamente definido e habitado por uma população solidária; uma Nação diferente, amalgamada por diversos grupos étnicos e religiosos; um Povo que fala o mesmo idioma, tem os mesmos costumes e está sujeito às mesmas leis.

Essa é a razão de nossa luta por um Brasil forte, unido e livre.

Zé-Ninguém

Impressionante, como é comum receber como justificativa pelos mal feitos a resposta de que ninguém respeita isso, ninguém se importa com aquilo, e por aí vai.

Quem será esse tal ninguém, a quem sempre se faz referência para justificar a própria idiossincrasia diante do que não é correto.

É o caso de perguntar se essa pessoa também se considera um ninguém.

Sim, porque quem age com tanto desdém, só pode ser mesmo um-Ninguém.

Marcelo Augusto Portocarrero – fevereiro/2016

É POESIA

É POESIA

Falar de amor é poesia,
Escrever sobre paixão também o é.
É dar vazão a nostalgia,
Em Deus crer, Nele ter fé.

Sonhei caminhar sobre as nuvens,
Parecia coisa sem explicação.
Sonhar é como escrever poesia,
Basta lembrar do amor, ter emoção.

Para escrever um belo verso é só ouvir o coração.
É ter saudade mesmo estando junto,
Sentir amor, viver paixão.

Quem a isto dá alento sente n’alma agonia.
Se souber traduzir o sentimento,
Logo transforma verso em poesia.

Marcelo Augusto Portocarrero em 05/11/2015