A Capelinha do Affonso.

Imagem retirada de pintura feita por Gloria Loureiro de Almeida Battilani, filha mais nova de Affonso e Maria Rita Loureiro de Almeida

Tanto Affonso quanto Maria Rita eram muito católicos e quando a família veio para a casa que construíram em Bela Vista viram a necessidade de uma igreja ou mesmo uma capela para as orações comunitárias e para as missas quando da visita de algum padre à cidade.

Maria Rita tanto insistiu para que seu marido fizesse alguma coisa que ele mandou construir a capela, essa mesma, localizada na Rua Antônio Maria Coelho em frente à Praça Álvaro Mascarenhas e que acabou por ser a primeira a ser usada pelos padres redentoristas quando lá chegaram alguns anos depois. Assim foi construída aquela que à época ficou conhecida como a Capelinha do Affonso.

Ela foi edificada com tijolo e revestimento de barro, provavelmente da mesma jazida da Fazenda Vaquilha de onde anos mais tarde seu filho Athanásio produziu os tijolos que usou para construir sua casa na cidade.

De acordo com Cazuza, nos primeiros tempos de sua existência a capela tinha o telhado coberto com palha também trazida de lá, isso para que tivessem o local disponibilizado para uso o mais rápido possível. Depois, com o passar do tempo foi sendo melhorada aos poucos até ser substituída pela Capela do Espírito Santo que foi construída em seu lugar.

A antiga capela existiu até quando os padres Redentoristas decidiram fincar raízes definitivas na cidade. Assim, os salesianos se desobrigaram de mandar seus padres em viagens de desobriga e concederam aos Redentoristas a pregação, o atendimento do culto católico e a educação em Bela Vista.

Cabe informar que os primeiros Redentoristas que chegaram ao sul de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, foram os norte-americanos Francis Mohr e Afonso Hild no ano de 1930. Inicialmente eles se estabeleceram em Aquidauana para só depois com a chegada de mais missionários expandirem sua atuação no estado sendo Bela Vista a segunda cidade que contou com a marcante presença da congregação.

Hoje a cidade conta com a Paróquia de Santo Afonso, igreja cujo nome é uma homenagem ao fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, mais conhecida como dos Missionários Redentoristas e não a Affonso Loureiro de Almeida como alguém possa pensar. Mas sim, uma feliz coincidência, se bem que seria uma honra para a família e merecido reconhecimento por sua colaboração com os padres da congregação em seus primórdios na cidade.

O fundador dos Redentoristas foi Santo Afonso de Ligório (Alphonsus Liguori), ele iniciou seus trabalhos na comuna de Scala no antigo reino de Nápoles, hoje parte da Itália, em 1732 com o propósito de fornecer alimento espiritual aos camponeses daquela cidade-estado.

Os Redentoristas são especialmente dedicados à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro sendo a congregação reconhecida pelo Papa Bento XIV em 1749.

Letras mortas

Ao longo dos séculos, sociedades foram movidas pelo primado das leis ou seguiram inexoravelmente para a barbárie, o vale-tudo. É tênue o fio que separa a democracia da anarquia. E para não rompê-lo, a obediência a Carta Magna impõe-se como prerrogativa fundamental. Não há no episódio do fatiamento do mais importante julgamento realizado pelo Congresso nos últimos tempos qualquer dúvida de que esse princípio foi quebrado. De maneira sumária e monocrática. A regra descrita no artigo 52 da Constituição é clara e cristalina como água. A perda de mandato e a cassação dos direitos políticos estão descritas como punições indissolúveis. Para a presidente deposta Dilma Rousseff coube o beneplácito da elegibilidade, concedido pelos parlamentares em afronta aberta ao estabelecido na lei. Com isso, a ex-presidente pode não apenas concorrer a cargos eletivos como também abrigar-se em postos públicos para ganhar foro privilegiado e escapar de investigações em primeira instância. O capítulo que rege o assunto não permite interpretações fora do que delimita como penas. Independente das conveniências e injunções políticas, se montou ali uma aberração legal. O atropelo regimental atentou contra a cidadania. A partir daí é de se imaginar, passível de aceitação como algo natural, que outros dispositivos constitucionais possam virar letra morta, sendo jogados da mesma maneira na lata do lixo. (Compilado do artigo Escrito por Carlos José Marques em seu trecho inicial publicado na revista IstoÉ no dia 09/set/2016 com o título: A letra morta da constituição)

Quão sábias e ao mesmo tempo frustrantes as palavras do editorialista no raciocínio lógico de quem assistia estupefato, assim como todos os cidadãos de bem desse país, partes da constituição serem tratadas como letras mortas por membros do Judiciário em sua mais alta representação, o STF.

Antes de mais nada é bom esclarecer que o defunto em questão, a Constituição de 1988, aquela mesma apelidada de Constituição Cidadã pelos que mais a desrespeitaram durante esses anos todos é resultado da desconsideração proposital da atual maioria do STF no trato do conjunto de leis que deveriam nos reger sem rabiscos extraordinários ou mesmo interpretações deletérias.

Isso posto e por mais inacreditável que possa parecer estamos presenciando novamente o Poder Legislativo, a outra perna do tripé que deveria sustentar o pais se postar de joelhos, submisso e por isso mesmo conivente com o contínuo assassinato das letras da nossa carcomida Carta Magna. Aliás, coisa que se tornou rotina entre aqueles dois poderes que se imiscuem em reuniões nada republicanas para tramar contra quem querem subjugar, ou seja, o chefe do Poder Executivo representado por quem foi eleito democraticamente contra todas as forças de esquerda que governaram o pais desde 1988 até 2018.

E nós, vamos permitir a continuação dos assassinatos constitucionais que agora são praticados a luz do dia em clara demonstração de que estão dispostos a tudo para trazer da volta a corrupção desenfreada, a mentira deslavada e a malversação do erário público que poderão por consequência nos levar à condição degradante dos países vizinhos que fazem parte do esquema de supremacia comunista continental proposto pelo Foro de São Paulo?

Vamos assistir apenas com posturas de desagrado à forma explicitamente intervencionista do STF no Legislativo e no Executivo cujos estragos ao país já ultrapassaram o limite do aceitável levando a crer que medidas urgentes precisam ser tomadas pelas forças democráticas desse país para evitar o pior, ou seja, a ruptura definitiva da harmonia entre os três poderes, esta sim com consequências inimagináveis?

As respostas a essas duas questões estão mais do que claras, basta ouvir as constantes manifestações da maioria da população brasileira já traduzidas em sonoros NÃOS!

Só não ouve quem é surdo ou mal intencionado.

Latente dicotomia

O que está por detrás da pessoa dúbia é a incapacidade de se expressar de forma precisa

Quando em meio as turbas vocifera ilações desapercebida de si mesma, enquanto tenta se fazer perceber pelos outros

Só aceita a companhia dos que se submetem a seu ego, vez ser incapaz de aceitar discordância

É tão egoísta que mesmo não ambígua por natureza, nisso se transforma por opção

Sua dupla versão não lhe permite perceber a solidão em que se encontra, simplesmente porque se basta

Usa sua diferença como escudo, mas não para se defender e sim para disfarçar a agressividade

Quando em clara falta de coerência com a realidade, prefere guardar a aparência de oprimida

Vive o vale tudo por um lugar ao sol posando de vitima, quando é seu próprio algoz

Ao aceitar os outros esconde sua dupla personalidade, para que não percebam sua latente dicotomia

O ímpeto e a coragem

Quando jovens, aquela fase da vida que vivemos logo após a infância, época da curiosidade que nos levava a meter o nariz em quase tudo o ímpeto era o combustível que nos movia para a frente.

É prazeiroso lembrar de quando tínhamos que nos acotovelar com quem se metia a disputar conosco um lugar, fosse ele em uma fila para comprar uma entrada, no gargarejo de um show do Projeto Pixinguinha ou mesmo nos festivais de música popular.

O que dizer então das disputas esportivas, nas partidas interclubes e nos jogos universitários daquela época em que no auge da juventude usávamos nossas forças física, técnica e tática para enfrentar e vencer adversários.

Essa motivação natural, a impetuosidade, também foi muito importante no início de nossas vidas profissionais. Ela nos fez buscar por objetivos muitas das vezes sem a necessária reflexão sobre qual decisão tomar ou o caminho a seguir. Bastava surgir uma oportunidade e lá íamos nós à luta enfrentando os obstáculos plantados por aqueles que se valiam das influências sociais e políticas.

As justificativas para esse tipo de procedimento e o enriquecimento ilícito sempre fluíram fácil no raciocínio segundo o qual o que importa é ganhar mesmo que para isso seja preciso vender a alma ao diabo. Coisas daqueles que obtêm sucesso através de suas relações com os facilitadores do dia a dia, configurado assim o normal deles.

Conhecimento, caráter e honestidade eram nossas credenciais e ainda o são, entretanto, assim como antes ainda têm pouco valor nos esquemas montados por aqueles que fizeram do contrário seu “modus operandi”.

As exceções são as raras formas honestas de ser que sempre existirão não só para confirmar a própria natureza etimológica do termo honestidade como também para expor a dinâmica das ligações externas, sejam elas políticas, sociais e familiares, principalmente quando o objetivo é facilitar as coisas.

Trata-se de um procedimento desleal do comportamento humano e que permanece entre nós sendo utilizado pelos fracos de caráter configurando-se como verdadeiro trampolim profissional, quando não em salva-vidas dos incompetentes.

Assim era e continua a ser no raciocínio genérico do cada um por si e Deus por todos mesmo sabendo que não passa de uma contradição à realidade em relação à desejada intervenção divina. Mas Ele, que nunca interviu nesse sentido, sempre estará acompanhando nossos passos estejam eles nós levando em sua direção ou mesmo nos afastando dela.

Graças a Deus, apesar dos pesares, praticamente tudo deu certo principalmente quando lembramos que coroando aquela fase extraordinariamente dinâmica de nossas vidas a coragem sempre esteve presente. Com ela vencemos desafios e superamos obstáculos.

Certo é que em determinado momento a coragem se uniu à paixão e juntas nos levaram a encontra o amor das pessoas com quem construímos nossas famílias.

O ímpeto é o impulso que nos move inesperadamente. Ele é capaz de fazer vencer barreiras.

A coragem é como uma virtude. É a capacidade extraordinária que desenvolvemos para ir em frente, mesmo que com medo.

Só a ganância não mudou

Esta é uma afirmação realista.

As razões dela persistir existem desde o início de nossa história como uma mera colônia portuguesa tomada que foi a terra brasilis de seus primeiros habitantes quando foi “descoberta”.

Como assim descoberta? Uma das verdades por detrás dessa balela é que os ameríndios do norte, centro e sul do continente foram todos tomados de assalto e expulsos do paraíso em que viviam não sem antes serem espoliados, roubados e assassinados. Outra, é que os reais interesses dos que fizeram aquilo permanecem os mesmos do passado, ou seja, as riquezas naturais as quais agora adicionaram a biodiversidade da floresta amazônica e a produção de alimentos.

Os autores daquele inquestionável genocídio querem novamente tomar posse do que restou do assalto às terras que antes pertenciam aos nativos mesmo após tê-las dominado e transformado em países subservientes ainda por muito tempo.

Lembram das palavras espoliados, roubados e assassinados, pois é, esses são os adjetivos cujos notórios resultados geram a substantiva expressão genocídio. Por sinal, a palavra preferida dos que apoiam a NOM (Nova Ordem Mundial) para com isso tentar criar ambiente propício ao objetivo político que pretendem alcançar.

O que tramam agora os que compõem a casta de bilionários que substituiu reis, rainha, senhores feudais e seus lacaios está claro como cristal aos olhos desassombrados de quem já percebeu suas estratégias para alcançar o domínio global.

Falar nisso, global é uma palavra capciosa e de duplo sentido porque sendo um adjetivo de dois gêneros está sendo usada tanto para relativizar a sobrevivência do planeta como para justificar as ações daqueles que buscam sujeitar o mundo à sua dominação econômica.

Dela deriva globalismo, processo que entende os países como espaços a serem ocupados por influência política. Uma proposta ideológica que abriga os princípios do comunismo e que utilizando desse artifício pretende mudar as relações humanas em seus aspectos econômicos, sociais, morais e de poder.

De fato, ao analisarmos os atores dessa nova investida sobre a América do Sul, principalmente a região amazônica, é possível detectar a cobiça daqueles que já destruíram quase tudo de natureza intocada que um dia tiveram, bem como estão a pouco de esgotar a fertilidade dos solos cultiváveis de seus países.

É fácil perceber que o sentimento latente de proprietários das terras do novo mundo permanece inalterado em conquistadores e piratas do velho mundo, como também é notório que já está em andamento a disputa ferrenha que envolve além de europeus outros pretensos dominadores do mundo tais como norte-americanos, russos e chineses. Disputa essa que pode tomar rumos catastróficos para nós se considerarmos que todos pretendem controlar a produção mundial de alimentos.

Para quem ainda não entendeu, basta observar o que os chineses estão fazendo com países inteiros ao colocar em prática sua estratégia expansionista de negociar empréstimos e comprar dívidas (alô Argentina!), isso quando não estão exportando viroses, vacinas e equipamentos para tratamento, tudo muito bem planejado e posto em prática.

É certo que a fome ronda o mundo tanto quanto ela pode vir a ser a mola propulsora de uma eventual contenda mundial só que desta vez as caravelas serão substituídas por navios de guerra e aviões supersônicos, as balas de canhão por mísseis, o ouro, a prata e as pedras preciosas por soja, milho e proteínas animais.

Só a ganancia não mudou.

Assim caminha a iniquidade

Quando um Poder da República que é composto por representantes eleitos pelo povo para exerce-lo em seu nome nos termos de sua Constituição dela se apropria para contrariar as aspirações desse mesmo povo e legislar em benefício próprio;

Quando o Poder da República que constitui a última instância na busca da Justiça é utilizado como instrumento político para descalibrar a balança que deveria representar através de manobras constitucionalizadas para desestabilizar a gestão do país;

Quando legisladores, julgadores e seus operadores não sentem nojo de si mesmos porque chegaram a um ponto em que a porcaria é seu lugar comum posto estarem todos chafurdando na mesma pocilga;

Quando uma instituição que representa os profissionais dedicados a cultuar a liberdade de expressão é utilizada como instrumento de transgressão e desinformação;

Quando pseudointelectuais e artistas moralmente decadentes se empenham em desacreditar o governo eleito de seu país sem se darem conta de que são eles mesmos a essência da contrariedade ao libelo acusatório que utilizam em seus argumentos;

Quando bispos em Conferência Nacional perdem o sentido de religiosidade e traduzem em cartilhas político-ideológicas as campanhas que antes de tudo deveriam estar voltadas à fraternidade;

Quando tudo isso acontecer e não formos capazes de impedi-los é porque a iniquidade já terá se sobreposto à humanidade.

O atalho

O caminho curto que certa camarilha tenta percorrer para tomar o poder pode se transformar em um enorme atoleiro, quiçá um poço de areia movediça, que acabará por engolir a todos os ativistas do legislativo e do judiciário bem como seus apoiadores e mentores nas cotidianas tentativas frustradas de derrubar o atual governo.

É bom lembrar que a maioria da população, agora desassombrada, está mais do que pronta para enfrentá-los em 2022 caso consigam sobreviver às agruras desse “atalho”.

Aqueles conspiradores já não conseguem enganar o cidadão brasileiro comum com as artimanhas grotescas de acusar de errado o que agora esta sendo feito pelo país quando de fato tentam manter escondido o escancaramento dos erros que cometeram no passado em seguidos governos que se diziam social-democratas; já não conseguem controlar o ódio ao verem vencidas suas tentativas de desvalorizar o que nunca valorizaram vez que em nenhum momento propõem soluções alternativas ao necessário retorno da estabilidade econômica; não aceitam os reflexos positivos das iniciativas governamentais para atender à população carente e que, indiscutivelmente, assim está em função de gestões desconexas da realidade enquanto buscavam apenas e tão somente colocar em prática seus planos ideológicos e inegavelmente ineficazes.

Seguindo adiante, no cenário que está sendo montado para tentar desestabilizar o atual governo o STF com seu jeitinho especial de interpretar as letras da Constituição de 1988 vai aos poucos concluindo a montagem da Conspiração de 2021. Exemplo disso é a exigência da instalação imediata de uma CPI para investigar as ações do governo no combate à virose que atormenta o país.

Se formos considerar os membros indicados para compor a tal CPI as esperanças de que algo de bom aconteça diminuem dramaticamente, se é que não acabam.

Uma CPI para a qual a mesa diretora do Senado permite participem o suprassumo da velha política do tomá-lá-dá-cá, todos amigos das excelências de lá as quais aos poucos também vão se transformando em outras coisas perante a maioria da opinião pública, aquelas descritas como o que excretamos nos desapertos intestinais.

Para bem entender isso basta observar apenas dois de seus membros, um senador pai do atual governador do Pará e outro senador pai do governador de Alagoas. Não há necessidade de citar seus nome posto que ambos são por demais conhecidos não é mesmo? Querem mais? Seis dos onze senadores que a compõem são de partidos declaradamente contra o atual governo, neles incluso o ex-governador do estado do Amazonas, o epicentro da CPI, investigado por má gestão de recursos destinados à área da saúde, provável Presidente da CPI se Renan Calheiros permitir. Esta é a realidade não só do Senado, mas sim de todo o Legislativo.

É aceitar ou aceitar essa realidade podre que estamos vivendo? É sucumbir sem buscar um último suspiro de esperança de viver em um país melhor?

Dá vergonha…pelo menos eu sinto vergonha!

O NOVO NORMAL

Os donos do mundo já não fazem a menor cerimônia para usar o termo Novo Normal ao se referirem à pandemia como se fosse uma condição imposta a todos para aceitarem as agruras de uma nova forma de vida sob risco de quem se negar não sobreviver.

É assustador ver Klaus Shwab, o Presidente do Foro Econômico Mundial, dizer que a virose chamada de Covid-19 representa uma oportunidade para refletir, re-imaginar e RESETAR o mundo. Mais impressionante ainda é saber que são poucos os corajosos que têm disposição para discordar.

Então o Foro Econômico Mundial tem razão? É isso?

Você ai que até agora parece ter se interessado pelo assunto concorda em ser um dos possíveis descartados nesse RESET cujo objetivo está propositalmente escondido sob o tapete sujo da sala de reuniões dessa elite que já se sente dona das decisões sobre a vida e a morte a ponto de dar a entender que quem e o que não aceitar seu comando terá fim, será excluído, RESETADO?

Sinceramente, é exatamente isso o que estamos prestes a passar através da “sentença de morte” escancaradamente decretada a quem ou o que não se enquadrar no que esse grupo de magnatas futurólogos pretendem com seu Novo Normal.

E o nosso Novo Normal? O Novo Normal daqui, o que estamos vivendo agora em nosso país, o que rejeita a corrupção, a mentira, o mau uso do dinheiro público, a apologia às ideologias em sala de aula, a politização da saúde, a insegurança pública e privada, a injustiça institucionalizada e a apologia ao fim do livre arbítrio, como está?

Pois é, também é assustador saber que todas as mazelas acima citadas e das quais estamos aos poucos nos livrando era o que tínhamos no Antigo Normal até 2018. Foi o que nos impuseram os seguidos governos anteriores que acobertados por legisladores e tribunais coniventes quase destruíram nossas noções de pátria e de nação.

O pior é que ainda tem quem queira tudo aquilo de volta seja por birra ideológica, por raiva ao verem triunfar a verdade sobre as iniquidades de seus venerados ex-presidentes ou por puro e simples medo de perder as benesses e direitos constitucionalizados a fórceps por eles e para eles.

O Velho Normal é o que os inimigos do Brasil querem de volta e para onde jamais voltaremos se continuarmos a seguir o sinal que nos é mostrado a cada novo dia desde que a verdade passou a ser a luz que nos guia.

Há muito com que se preocupar.

Estou triste e preocupado. Não só por mim e minha esposa, mas principalmente por meus filhos e netos.

Algumas pessoas ainda dizem que o futuro a Deus pertence e se esquecem que antes nós éramos o futuro e agora somos o presente,… e que presente.

Relaxamos, perdemos noção do implacável tempo, deixamos para outros nossa necessidade de eterna vigilância, estivemos focados apenas e tão somente naquele presente, não nos preocupamos com este terrível futuro tão duro, corrompido e inconsequente.

A continuar assim, não vejo no outro futuro, o de nossos filhos e netos, que a presença de Deus seja permitida, mas sim a de seus inimigos.

O número de pessoas que creem em Deus é cada vez menor sem que para isso tenha sido necessária qualquer campanha de ataques mortais a seus fiéis. Uma boa parte da própria Igreja vem se encarregando de solapar as bases do cristianismo desde a muito tempo, seja pela propagação de doutrinas progressistas como a teologia da libertação, seja pela condução errática de um papa que cada vez mais nos afasta dos mistérios que sustentam nossa crença em Deus. Imaginem então sendo isso uma Política de Estado.

O pontífice que ignora os crimes em andamento em sua própria terra natal e confraterniza com ditadores que implantaram à força seus regimes perdeu toda a razoabilidade. Isso sem falar em seu silêncio cordato com o assassinato de fetos e outras atividades indignas de um sumo sacerdote.

Mas já dá para imaginar como será o amanhã e o que será de nós quando todo esse mal estiver implantado no Brasil.

Assim como em países comunistas disfarçados de socialistas as igrejas e templos serão atacadas e queimadas, pessoas serão presas quando não assassinadas se não se submeterem à nova ordem e a liberdade, ah a liberdade, essa terá uma conotação bem diferente da que nos acostumamos a viver.

Sinceramente, não vejo a possibilidade da existência de qualquer sentimento sem que Deus esteja presente. É Ele quem elabora o amalgama que resulta do amor, do respeito e da confiança. Sem a existência dessas três essências do bem tudo será destruído pelo mal.

Familiares e amigos cristãos terão que confraternizar e se confortar em locais fechados a estranhos, mesmo assim correndo riscos de serem denunciados por alguém de seu próprio sangue como já acontece nos países socialistas à nossa volta.

Estou triste sim, mas jamais desistirei de lutar por um futuro melhor para os meus, os seus, os nossos descendentes, pois ainda tenho motivação suficiente para externalizar minha opinião e força para fazer frente aos que tentam acabar com nossos valores cívicos e morais. Farei de tudo para permanecer fiel aos ensinamentos que recebi de Deus através de meus pais sempre contando com o apoio dos irmãos, amigos e parceiros que como eu nunca desistirão.

Sobre pesos e medidas

Pesos diferentes,…medidas diferentes.

Essa é a realidade da suprema justiça e seu acordo tácito de mútua proteção com legisladores comprometidos, portanto, coniventes.

Aconteceu mesmo antes de 01/01/2019 e em todas as propostas e projetos encaminhados pelo atual governo e continua a acontecer, principalmente nas ações de combate à Covid-19.

O stf e seus (também minúsculos) parceiros da câmara e do senado exigem explicações do Executivo em todas as atitudes que este toma para o enfrentamento do virose, mas sequer se pronuncia sobre os escândalos e descalabros perpetrados por governadores e prefeitos os empoderados que agora se sentem ultrajados com a exposição de suas inconsequências na gestão dos recursos destinados ao atendimento da população em risco. Poderes que lhes foram auferidos a pedido como que formalizando o conluio entre o legislativo e os suprassumos da justiça

São o paradoxo da honestidade e da ética no dia a dia da vida de todos nós ao permanecerem contrariando o senso comum posto serem incapazes de usar dos mesmos pesos que colocam na descalibrada balança que utilizam para calcular suas medidas de (in)justiça.

A continuar assim nunca combaterão o bom combate nem completarão a corrida porque são incapazes de perseverar na fé.

Deuteronômio 16:19 – “Não pervertam a justiça nem mostrem parcialidade. Não aceitem suborno, pois o suborno cega até os sábios e prejudica a causa dos justos”.

Salmos 43:1 – “Faze-me justiça, ó Deus, e defende a minha causa contra um povo infiel; livra-me dos homens traidores e perversos”.

Colossenses 3:25 – “Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém”.

Romanos 1:18 – “Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça”.

Levítico 19:15 – “Não cometam injustiça num julga­mento; não favoreçam os pobres nem procurem agradar os grandes, mas julguem o seu próximo com justiça”.

Provérbios 29:27 – “Os justos detestam os desonestos, já os ímpios detestam os íntegros”.

Provérbios 19:5 – “A testemunha falsa não ficará sem castigo, e aquele que despeja mentiras não sairá livre”.

Salmos 5:4 – “Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; contigo o mal não pode habitar”.

Provérbios 22:8 – “Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo”.

Provérbios 16:8 – “É melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça”.

Êxodo 23:7 – “Não se envolva em falsas acu­sações nem condene à morte o inocente e o justo, porque não absolverei o culpado”.

Provérbios 23:23 – Compra a verdade, a sabedoria, a disciplina e a inteligência, e não as vendas por preço algum!

Timóteo 4:7-8 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

É isso!

A boa luta

O que era certo

Agora é errado.

O condenado é solto,

Perdoado.

O inocente é preso,

Culpado.

Continuar assim

Não vamos a lugar nenhum,

Será o fim.

O quadro pintado

Fica obscuro,

Mistura de cores,

Dores,

Tudo é ruim.

Nada a ver com luz,

Vida,

A coisa toda está assim.

Tudo passou a ser não,

Nada mais resta de sim.

Falta de respeito

Virou direito,

Dever negação.

Não há mais fé

Nem esperança,

Crença em Deus

Virou defeito,

Má-formação.

Esperar e confiar

São o que nos resta

Enfim.

Perdoar, esquecer,

Seguir em frente.

Esta é a boa luta

Pelo menos

Para mim.

Meu farol na escuridão

Em mim você continuará existindo para sempre.

Me deu corpo, instruiu meu ser,

E acima de tudo formatou meu coração.

Meu pai, meu amigo, companheiro, meu irmão.

Para mim você foi tudo ao mesmo tempo.

Fez de sua vida minha escada

De seus braços estendidos corrimão.

Foi onde encontrei apoio e segurança

Na subida dos degraus da perfeição.

Pai, você é luz eterna a indicar o caminho,

Meu farol na escuridão.

Tributo a José Afonso Portocarrero

“Até onde posso vou deixando o melhor de mim…Se alguém não me viu, foi porque não me sentiu com o coração” Clarice Lispector

Clarice Lispector não considerava a honestidade uma virtude, mas sim um compromisso. Ela sempre deixou isso muito claro em pronunciamentos, nas ações que envolvessem o tema e em seus livros. Tudo sobre o assunto está lá, nas frases, nos textos sobre sua vida, em seu trabalho e seus relacionamentos, considerada a quase solidão auto imposta.

Creio que vejo muito do pensamento dela em meu pai, em sua postura discreta sobre tudo e até em seus raros momentos de infelicidade. Sim, é verdade, papai não desenvolveu grandes expectativas ou esperanças de facilidades a respeito do futuro e ensinou-nos isso desde muito cedo. Foi isso que aprendeu com seus pais durante o tempo em que viveu em Bela Vista/MT, hoje MS, e desenvolveu durante suas andanças até chegar aqui. Foi essa a realidade sobre a vida que ele ensinou a seus filhos e o exemplo que deixa a seus netos e demais descendentes.

Desde que em 2018 ele veio morar em minha residência devido as dificuldades naturais de sua idade, tinha 96 anos à época, passamos bons tempos juntos o que nos deu a oportunidade de conversar bastante sobre seu passado, o presente e nosso futuro.

Em que pese a desgraça da pandemia e o isolamento que nos foi imposto isso acabou por contribuir para que eu resolvesse escrever sobre sua vida. Assim, para conseguir tirar ainda mais proveito de sua presença constante passei a gravar tudo que fosse possível de suas memórias durante nossas conversas.

Conversar a sós quando ainda morávamos com ele e mamãe era quase impossível tão poucas eram as oportunidades. Entre várias razões uma se mostrou determinante, papai foi bancário quase a vida inteira e mesmo depois de sua aposentadoria continuou trabalhando com expedientes diários até perto dos 80 anos. Após se aposentar dedicou seu tempo ao serviço público, há que se destacar, sempre convocado. Durante esse período ocupou diversos cargos nos governos estaduais que se seguiram ao ano de 1972, assim esteve Presidente da CODEMAT- Companhia de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, na verdade uma intervenção para organizar o órgão, na LEMAT- Loteria estadual de Mato Grosso, do BEMAT- Banco de Estado de Mato Grosso, e foi fundador do CEAG/MT, atual SEBRAE/MT, onde também esteve Presidente, só para citar alguns dos cargos assumidos, quase sempre com a árdua tarefa de recuperar a saúde econômico-financeira das instituições por onde passou. Mais adiante, no futuro, vou contar sobre sua experiência à frente de algumas delas.

Então, em seu tempo de bancário sempre saia muito cedo e podendo vinha almoçar em casa. Não sendo possível, só voltava noite alta quando na maioria das vezes seus filhos já estavam dormindo ou ele, cansado, se retirava para o quarto após ler as notícias atrasadas nos jornais de circulação nacional que só chegavam ao interior do país dias depois de suas publicações. E foi assim em quase todos dos lugares para onde seu destino nos levou.

Nossos melhores momentos com ele se deram nos períodos de férias e creio essa deve ter sido uma situação comum à maior parte nos filhos nos anos 60 e 70, não importando quais fossem os trabalhos dos pais. Não estou com isso querendo dizer que ele não tenha sido um paizão amigo e companheiro porque era. Era à sua maneira, até porque naqueles tempos não haviam escolinhas para a prática de esportes onde pudesse nos levar como agora. Havia os clubes sociais, é verdade, mas eram uma regalia da qual nem sempre dispúnhamos porque para um gerente de banco compulsoriamente impelido a mudar de cidade a cada 2 ou 3 anos a situação era muito complicada. Mesmo assim, através das amizades desenvolvidas junto a seus clientes ele conseguia autorizações que nos permitiram frequentar bons clubes sem a necessidade de nos associarmos durante nossas estadas em todas as inesquecíveis cidades onde moramos. Um benefício especial para o gerente do banco e sua família até que voltamos a morar em Cuiabá/MT no ano de 1971 para onde retornamos em definitivo e finalmente ficamos sócios do saudoso Clube Dom Bosco de inesquecíveis recordações para todos os que dele puderam desfrutar.

A cidade havia sido nosso lar no início dos anos 60 e desenvolvemos por ela os elos de ligação mais fortes que existem, os do coração, o amor pela terra e seu povo. Em Cuiabá, desde a primeira vez fomos recebidos como gente daqui e por isso mesmo quando mudamos em 1964 já estava nos planos de papai voltar para cá, para os amigos, para nossa gente. Aliás, um sentimento tão enraizado na família que todos os seus filhos seguiram seus passos e também vieram para cá, mesmo quem que já estava estabelecido em outra cidade.

Papai nunca foi apegado à busca incessante pela riqueza material. Sempre foi modesto em suas pretensões e competente em suas ações. Sua performance altamente positiva como gestor foi o que o levou a seguir a vida com a tranquilidade de quem agiu de forma correta em todos os lugares por onde passou. Foram seus modos de ser e agir que o levaram a assumir cargos importantes, sempre carregados de compromissos que se caracterizaram pela necessidade de auditorias, recuperações financeiras, estruturais e morais. No entanto, foram esses mesmos modos que o fizeram confrontar as outras necessidades de alguns de seus contratantes. O que posso dizer com orgulho e satisfação é que com eles papai nunca compactuou.

 Essa introdução serve para justificar as palavras que dedico a meu pai e a sua indefectível crença na honestidade. Um compromisso tão íntimo que se torna inaceitável, impossível de assumir para aqueles que não a trazem do berço. O que não foi seu caso, vez que sempre se sentiu bem com essa virtude difícil de ser valorizada em um ambiente onde quem a tem como uma de suas referências sofre severas restrições devido às convenções em contrário que já estão formalmente enraizadas na cultura de boa parte da sociedade.

É lamentável ter que reconhecer, mas certamente exercer a honestidade torna-se cada vez mais difícil em um mundo onde a luta pelo poder não mede consequências. Pelo contrário, cada vez mais as desconsidera.

Hoje em dia, tudo indica, nos ambientes já degenerados e em momentos nos quais faltem oportunidades de trabalho exercer a honestidade chega a ser um contraponto em relação às outras competências exigíveis. Em outras palavras, a capacidade de conviver e negociar com pessoas desonestas passou a ser pré-requisito obrigatório.

Não mentir, não roubar, não fraudar, não prevaricar, não corromper, não ser corrompido, não discriminar, para citar algumas das qualidades intrínsecas de uma pessoa como meu pai se aprende em casa e deveriam ser desenvolvidas nas escolas, mas não o são. Esses assuntos, melhor dizendo, essas qualidades estão sendo desvalorizadas quando não desestimuladas em um mundo cada vez mais competitivo e por isso mesmo desumano. Uma vez sendo difícil preservá-las, ainda mais será levá-las conosco para os ambientes que frequentamos.

– “Minha origem é fruto de uma árvore onde a honestidade é seu principal atributo por isso das sementes que produzi cuido para que germinem em terra fértil“.

Estas palavras resumem a personalidade de meu pai, pois a honestidade está presente em toda sua história e em tudo que nos ensinou. Seja nas amizades que conquistou no trabalho ou no convívio social com pessoas das mais poderosas as mais humildes, este foi o preceito moral que norteou seu comportamento e os de seus mais estreitos relacionamentos.

Posso dizer com certeza que nosso principal legado assim como o de todos que com ele conviveram está fortemente fundamentado na probidade e no fato de ser uma pessoa simples, nem mais, nem menos.

Para ele, diferentemente de outras características próprias, a honestidade não é atributo sobre o qual se deva vangloriar. Ela precisa ser reconhecida por todos com quem se convive porque exige coragem e determinação para aquele que quer preservá-la como característica inata.

Sua vida esteve basicamente dividida entre a família e o trabalho, lazer era questão complementar. Da família sempre cuidou com especial dedicação motivado por esse princípio já ressaltado de seu perfil. Quanto ao trabalho, nos ambientes em que esteve durante toda sua vida profissional foi um colaborador focado em suas responsabilidades, um colega leal e um superior extremamente exigente.

Pessoas assim vieram ao mundo para colaborar sem esperar nada em troca, e foi o que ele fez sendo um homem de apoio incondicional. Foi assim com sua esposa, filhos e quem mais tenha com ele convivido. Do que lhe coube como filho e irmão sempre esteve presente para apoiar e ajudar nas ocasiões em que era preciso. Essa foi a maneira como também interagiu com seu pai a quem perdeu muito cedo, sua mãe, irmão, irmãs, amigos, colegas, com quem não lhe tinha afeição e até com desconhecidos.

Dizer que nunca houve críticas sobre sua forma de ser e agir seria contrariar uma das principais características de honestidade que nos ensinou. Portanto sim, cometeu erros e por isso foi criticado, mas quem nunca os cometeu e quem nunca as recebeu? Entretanto, como os que são capazes de fazer autocrítica ele soube refazer e corrigir o que havia necessidade de ser refeito e corrigido a ponto de afastar-se de algumas das importantes funções e cargos de confiança que exerceu quando foi necessário.

Existiram razões específicas quanto às críticas e desentendimentos ao seu modo de proceder no relacionamento profissional com as pessoas, empresas e governos a quem serviu acontecessem. Estas, invariavelmente, foram devidas a questões éticas que vieram a atingir diretamente os motivos pelos quais ele foi levado a assumir um cargo ou uma missão. Nessas ocasiões era enfático quanto a não se submeter ou compactuar.

A história de José Afonso Portocarrero continua a ser escrita. Essa é apenas a introdução sobre o que ele fez para fixar as raízes que nos sustentam. Sim, papai passou a ser raiz e nós, seus filhos, assumimos as funções de troncos da família, seus netos as ramificações e seus bisnetos as sementes das sementes que plantou.

Marcelo Augusto Portocarrero

Cuiabá/MT, em 03/03/2021

“O MORAL” E “A MORAL” DA HISTÓRIA

Estamos longe do fim dessa história. Haverá muitos capítulos a escrever e no andar da carruagem as encruzilhadas mais complicadas ainda estão por vir. A começar, pelo reconhecimento do estado em que o atual condutor a recebeu. Um veículo completamente desgastado pela inconsequência de quem o conduziu até pouco tempo atrás.

Graças à falta de capacidade daqueles dirigentes a estrutura da carruagem de nossa história foi corroída, suas engrenagens enferrujaram e o excesso de carga fez com que suas rodas ficassem desalinhadoas. Foram eles, os sanguessugas de ocasião, que diminuíram nossa capacidade de seguir em frente na velocidade e no rumo certos.

O pior de tudo é que durante esse período quem teve as rédeas nas mãos nos conduziu deliberadamente para áreas pantanosas. O que acabou por dificultar ainda mais a saída do atoleiro em que nos meteram.

Ao ser antecedida pelo artigo “o” a palavra “moral” pode ser compreendida como “ânimo”, “estado de espírito” (Gramática.net.br). Po isso, o que estamos vivenciando nas posições assumidas pelo Presidente da República tem tudo a ver com “o moral da história”, a motivação, o não desistir jamais, e nada em relação a ser somente um mau exemplo como alguns querem fazer crer posto não lhes interessar ver a realidade, quanto mais mostrar.

Falta discernimento para tirarem dos olhos a venda da inconformidade e do coração a mágoa dos derrotados aos que seguem criticando a postura do Presidente quando ele vai ao encontro de pessoas fazendo o pouco que lhes permitem fazer em sua permanente disposição de ir à luta juntamente com sua equipe de governo.

Só assim entenderão que a forma dele agir está alicerçada exatamente em manter alto o estado de espírito das pessoas, “o moral”, mesmo que para isso tenha que se expor por inteiro. O fato de eventualmente estar sem máscara nesses momentos pode e merece ser criticado, mas nunca ser entendido como uma atitude não deliberada em relação ao sentido aqui exposto. Fosse assim, corrupção não seria exceção e sim a própria regra, ficar bêbado também, mentirosos então seríamos todos sem a menor dúvida.

Da mesma forma, ele nunca disse para não usarem máscara nem para não fazerem a necessária higienização, muito menos para não guardarem resguardo àqueles que dele precisam devido suas condições físicas e de saúde. De sua parte, e no que lhe é permitido, faz tudo o que é preciso para dar suporte aos poderes constituídos pelo STF de modo a que esses possam agir com presteza na linha de frente do enfrentamento da virose.

Mente quem diz o contrário, trata-se de tosca encenação para tentar diminuir a boa avaliação que o Presidente possui junto ao povo e de tentativa inócua para descaracterizar sua firme decisão de apoiar quem quer que seja e onde for preciso.

Da mesma forma fica fácil entender que quando a palavra “moral” vem acompanhada do artigo “a”, antes dela, seu significado pode ser relacionado a um conjunto de normas, condutas e costumes que regem uma sociedade (Gramática.net.br).

Respeitar a moral do país é aplicar corretamente o que está expresso em suas leis, o conceito de família, a liberdade de opinião, a educação sem qualquer ideologia, a defesa individual e patrimonial contra agressores armados e tantas outras razões defendidas por esse governo desde seu início. Consequentemente, elas deveriam bastar para que as pessoas entendessem que é o conjunto dessas circunstâncias que determinam “a moral da história” de um povo.

Especuladrão

O que estão fazendo com essa especulação a respeito da troca na direção da Petrobras é um ato de sabotagem típico de golpistas financeiros.

Coisa de especuladrões que usam dessa tática para atingir ativos no intuito de ganhar com as variações de seus preços na bolsa de valores.

Planejam sua interferência agindo como sabotadores que minam o mercado acionário pouco se importando se o que fazem será bom ou ruim para o brasileiro comum, aquele que não tem condição financeira de aplicar seu parco salário tal qual estão fazendo agora ao sugerirem a venda das ações da Petrobras alegando riscos de intervenção do governo na política de preços dos combustíveis daquela empresa.

É de se perguntar a eles com quem o governo deveria estar preocupado, com seus acionistas ou com os consumidores?

Talvez devessem explicar como chegaram a concluir que a mudança na presidência daquela empresa resultará na interferência em sua política de preços e mostrar onde e como essa atitude já surtiu esse tipo de efeito sob a nova gestão do país. Estão eles se baseando em atitudes desse tipo tomadas por governos anteriores ao atual?

Mas não, o que alegam é que ouviram isso de seus analistas ou melhor, de seus agentes especuladores, os charlatões que devem usar bolas de cristal para fazerem previsões catastróficas, mas rentáveis (para eles).

Enquanto isso, as ações flutuam para baixo mais de 20%. Será essa o momento para começarem a recomendar recompra?

Uma coisa é quase certa, não passará de mais um truque ridículo, mas que ainda serve para enganar os trouxas e ganhar dinheiro com especuladrão.

Marcelo Augusto Portocarrero – 22/02/2021