As vezes acordo de madrugada e vou para a varanda olhar o céu na esperança de que lá existam respostas às perguntas que faço a todo instante. É nessa hora, quando falo a Deus, que meu coração palpita ainda mais rápido, atordoado que está com tanta coisa incompreensível acontecendo ao mesmo tempo e fazendo com que minha ansiedade varie com o passar do dia indo de alta para baixa e vice-versa, na procura de justificativas plausíveis para o mal que nos aflige,…e não encontra.
Creio, seja porque no momento de tanto sofrimento existam pessoas procurando fazer coisa pior ao promoverem situações ainda mais estressantes. É injustificável que gente dita instruída continue a instigar ódio por interesses ideológicos quando deveríamos todos estar buscando paz a qualquer custo.
Como pode a tal Nova Ordem Mundial propor represálias a países que não comunguem com suas abstrações sobre o futuro usando argumentos dicotômicos ao apoiar e até incentivar movimentos violentos na busca de seus objetivos quanto à integração social e respeito às diversidades ao mesmo tempo em que cerceia outros direitos como os de opinião, de propriedade, de crença religiosa e de família?
Devemos entender que está certo defenderem pautas destrutivas para com segmentos específicos? Devemos aceitar que quem os apoia seja apaniguado enquanto outros precisem ser eliminados a menos que se submetam incondicionalmente a seu domínio?. É esse seu Desideratum*?
Pelo que até agora foi mostrado não há nenhum interesse dela (NOM) em construir um ambiente onde todos possam viver conforme seus livres arbítrios. Pensando bem, tudo leva a crer seja esta a razão pela qual não busquem solução onde vozes discordantes sejam menos oprimidas do que já o são.
Essa forma de agir está mostrando que as principais potências econômicas mundiais em parceria com as big techs querem mesmo é impor seu pensamento globalista travestindo-o de progressista porque com essa estratégia estão conseguindo enganar os insensatos que os apoiam.
Analisados sem as artificialidades que os camuflam fica fácil perceber nas soluções que adotam a prioridade dada a seus objetivos para depois, se for o caso, verem o que fazer com as que interessam àqueles que não perceberam a arapuca em que se meteram. Traduzindo literalmente, é uma situação semelhante à do ditado popular que diz: – “Farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Os incautos, aqueles que se autodenominam progressistas, entraram nesse barco sem perceberem que serão eles os servos remadores. Certo é que quando o navio partir não estarão no passadiço com o comandante e seus imediatos, mas sim nas galés a remar na “voga”, ou seja, na velocidade da remada ditada pelo patrão.
Foi por isso que escolheram esse momento para colocar a sua embarcação na água. Só quem tapa os olhos não vê que estão aproveitando da maré do corona vírus chinês para acelerar seu intento, se é que essa onda (virose) não tem nada a ver com eles. Afinal, quase todos os laboratórios que detêm as patentes das vacinas disponíveis são do G7 ou pertencem às big techs, todos promotores do “grande reset”.
Seria isso tudo uma “coincidência coincidente”, ou uma “coincidência conveniente”? Alguém aí sabe a resposta? Ah sim, também pode ser – “as duas opções concomitantemente juntas”. Calma, os pleonasmos foram propositais, mas não se preocupem porque qualquer uma delas estará correta.
Aprofundando ainda mais o raciocínio, o que esses sujeitos pensam ser quando criam situações onde o mais forte continua a pressionar o mais fraco (opressão); onde sanções econômicas substituem a força bélicas (pressão, por enquanto); onde políticas sociais promovem a matança de fetos através de abortos legalizados e também justificam o controle demográfico como forma de diminuir a fome no mundo (genocídio); quando impõem soluções pelas quais as religiões são tratadas como se fossem parte do problema (intolerância religiosa ou ideologias materialistas também são formas de genocídio)**; onde, ao contrário do que alegam, a humanidade está sendo cada vez mais diferenciada pela origem, opção sexual e outras preferências posto que ao apoiarem a forma agressiva com que grupos orquestrados (Antifas, Black Lives Matter, etc) tentam impor seus interesses acabam por incentivar discriminação através de revanchismo. Onde está o altruísmo da NOM? volto a perguntar: – Alguém sabe?
Resumindo, não há como corrigir os erros do passado ao repeti-los agora ou no futuro, até porque um erro jamais vai justificar outro. Não existe forma de compensação no presente que não venha nos atingir da mesma forma e força mais adiante. Isaac Newton, cientista, físico, astrônomo, teólogo e filósofo, foi pródigo ao conceber as três leis mais importantes da física no longínquo ano de 1687. Elas explicam a dinâmica dos movimentos dos corpos e se aplicam à política de forma extraordinariamente coerente.
A 1ª Lei também conhecida como Princípio da Inérciadiz que um objeto não pode iniciar um movimento, parar ou mudar de direção por si só. Para tanto, é preciso a ação de uma força adicional que provoque alterações em seu estado de repouso ou movimento; a 2ª Lei, também chamada do Princípio Fundamental da Dinâmica estabelece que a aceleração adquirida por um corpo é diretamente proporcional a resultante das forças que atuam sobre ele; a 3ª Lei é a da Ação e Reação e significa que para cada ação há uma reação de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto.
Se considerarmos o cenário político mundial sob a óticas de Newton vamos concluir que estamos chegando à sua terceira lei não sem antes passarmos pelas duas primeiras, quando confirmamos o lado ruim da natureza humana ao aplica-las na permanente luta pelo poder. Da mesma forma, forças já não tão ocultas buscam agora fazer com que a estabilidade mundial mantida sob controle aos trancos e barrancos sofra definitiva mudança de estado através da imposição forçada do “reset global”. Esquecem os arautos das ações da NOM que as três leis retro comentadas são incontestáveis e infalíveis.
Portanto, é melhor se prepararem para reações de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto porque elas virão…mais cedo ou mais tarde, e a resultante pode ser catastrófica.
(*)Desiderartum: Aquilo que é objeto de desejo; pretensão, aspiração, vontade, anseio, objetivo.
(**) Embora desde a Revolução Francesa o grosso da violência militante tenha se originado sempre nas ideologias materialistas e escolhido como vítima preferencial a população religiosa; embora a perseguição aos católicos, ortodoxos, protestantes e judeus tenha matado mais gente só no período de 1917 a 1990 do que todas as guerras religiosas somadas mataram ao longo da história universal; embora nas duas últimas décadas o morticínio de cristãos tenha voltado a ser rotina nos países comunistas e islâmicos, chegando a fazer 150 mil vítimas por ano; embora todos esses fatos sejam de facílima comprovação e de domínio público; e embora nas próprias nações democráticas o acúmulo de legislações restritivas exponha os religiosos ao perigo constante das perseguições judiciais, — a grande mídia e o sistema de ensino na maior parte dos países insistem em continuar usando uma linguagem na qual religião é sinônimo de violência fanática e na qual a eliminação de todas as religiões é sugerida ao menos implicitamente como a mais bela esperança de paz e liberdade para a humanidade sofrida. (A guerra contras as religiões – Olavo de Carvalho)
A esquerda, a oposição casuística e seus camaradas apoiadores de ocasião caminham céleres rumo ao precipício. Se insistirem nesse caminho e avançarem mais um pouco não terão volta e o suicídio político estará sacramentado.
O sinal de que após as eleições de 2018 um segundo tsunami se aproxima deles começou a ser percebido agora, dia 1° de fevereiro, com o afastamento de seus pontas de lança do legislativo e pelas exposições negativas das pessoas e grupos de comunicação que lhes dão suporte os quais dispensam apresentação tão desacreditados estão perante a opinião pública. De outrolado, assumem a gestão das duas casas políticos com propostas de trabalho que certamentetrarão novas luzes ao cenário do Congresso Nacional no próximo biênio.
Olha que os que saíram bem que tentaram esconder suas tramoias. Porém, foi impossível e continuará sendo mesmo após o fim de seus mandatos frente ao Senado e à Câmara dos Deputados. Eles, que através de suas pretensões sub-reptícias quanto a serem reeleitos contavam com a “complacência” dos suprassumos da judicatura federal com quem comungam das piores avaliações de opinião pública de todos os tempos.
O elemento de ligação entre os que são contrários ao atual governo e o topo da montanha para onde se encaminham é a corda na qual se seguram. O pior de tudo é o fato da trama dessa corda ser formada por boa parte dos meios de comunicação convencionais, a velha imprensa na qual nos informávamos no passado e que agora se transformou em um grupo de folhetos caluniosos e extremistas, verdadeiros pasquins de segunda categoria.
Desajustados, não aceitam que o Brasil está mudando seu destino e esse é um trajeto que tão logo não mudará e se houver certamente não passará pelas estradas tenebrosas que percorremos no passado recente porque daqui para a frente não haverá retrocesso.
O novo rumo já está traçado e permanecerá firme porque todos sabem que o caminho percorrido anteriormente já mostrou quão perigoso é, principalmente devido ser o lugar onde opositores de ocasião estão na companhia dos corruptos e ladrões que um dia levaram o país ao buraco de onde estamos saindo.
Para que esta data jamais seja esquecida é bom lembrar que em um 1º de fevereiro de 1987 o deputado federal Ulisses Guimarães presidiu a instalação da Assembleia Nacional Constituinte do Brasil, aquela que escreveu a Constituição de 1988. Pena que ao invés de respeitada Nossa Carta Magna esteja sendo manipulada desde então.
No mesmo dia e mês, mas no longínquo ano de 1865, Abraham Lincoln, Presidente dos Estados Unidos, assinou a Décima Terceira emenda à Constituição de seu país a qual mais tarde viria abolir oficialmente a escravidão e a servidão involuntária. Esta última, mantida até hoje apenas como punição para criminosos.
Que essa data do corrente ano de 2021 também seja um marco, o marco do reinício da recuperação socioeconômica do Brasil. Que ela fique em nossas memórias como o dia em que as vibrações positivas superaram as negativas de forma que tenhamos paz e que nossos melhores níveis de necessidades materiais, salutares e espirituais sejam plenamente alcançados.
Tudo isso com a benção de Deus e o trabalho honesto de todos nós.
A agenda globalista acaba de dar sua maior cartada ao eleger como presidente dos Estados Unidos seu mais poderoso robô. Esta é a prova de que esse risco é real e imediato posto que está claro nas palavras daquele presidente “eleito” para governar a maior potência mundial quando em um de seus primeiros pronunciamentos anunciou o início da era da Nova Ordem Mundial.
Se nada mais for possível fazer para impedir a concretização da maior ameaça que o mundo ocidental enfrentou neste início de século o marco histórico que divide o tempo da humanidade em a.C – “ante de Cristo” e d.C – “depois de Cristo” deixará de ser considerado como tal e o mundo passará a contar seu novo tempo como a.C – “antes da Covid” e d.C – “depois da Covid”.
Partindo do princípio que “a fé cristã baseia-se em sua confiança inabalável na justiça divina” é de se estranhar a posição da igreja católica em relação às propostas da NOM, (dentre elas a de desacreditar as religiões através da desconstrução dos pilares que as sustentam), estejam sendo levadas adiante inclusive com requintes de crueldade sem que haja qualquer reação do Sumo Pontífice para demostrar ao menos contrariedade.
Esse não é o enredo da NOM, mas parece ser seu objetivo e pior, considerando que esse papa desajustado de sua missão desde que assumiu o lugar de São Pedro está atuando como operário de uma das metas desse reset global fica fácil entender porque as mudanças nesse sentido passaram a caminhar a passos largos. Só para contextualizar, objetivo é o que se quer alcançar e meta estabelece passos e prazos para alcança-lo.
No caso da campanha para desacreditar os cristãos ou, em outras palavras, fazê-los não crer em Jesus, as tentativas de mostrar o Novo Testamento como um documento fictício cheio de contradições, absurdos e discrepâncias (teólogo Hans Zahrnt e outros) são a prova dessa campanha aberta e até agora não combatida pelo Vaticano.
Permanecer em silêncio diz mais que muitas palavras não é um argumento factível para essa questão porque fica na dependência da capacidade de compreensão de quem o escuta (!?).
De outra forma, “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. Esta famosa frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista não é uma ficção e sim uma realidade cuspida com frequência em nossas faces.
Aliás, trata-se da mesma estratégia aplicada pela doutrina gramscista, método de dominação cultural criado por Antonio Gramsci, filósofo marxista, e aplicada pelos comunistas em suas táticas modernas para tentar chegar à dominação global. Atenção, não confunda gramscismo com globalismo ou globalização, pois “gramscismo é uma tática de guerrilha intelectualque visa dominar ideologicamente o mundo” enquanto que “Globalismo é um conceito político” e “globalização um conceito econômico”.
Seguindo assim, uma vez desacreditado Jesus Cristo não passará de uma caricatura do que realmente foi e ainda é. Feito isso estará aberto o caminho para o reset global e a instauração de um novo tempo a ser considerado como aquele que dividirá a humanidade em como ela poderá vir a ser, ou seja, em antesda Covid e depoisda Covid.
Demorou 54 anos para os brasileiros tomarem a segunda dose da vacina contra o vírus da insensatez. Aquela com que lá atrás, nos idos de 1964, tentaram nos contaminar através da ditadura comunista. Pois é, e só viemos tomar a 2ªdose para acabar com a possibilidade de reincidência dessa virose maligna em 2018 e, diga-se de passagem, bem a tempo.
Para os mais exigentes quanto à vacinação obrigatória não custa lembrar que da mesma forma que as eleições são um ato com característica estabelecida em legislação eleitoral também está dentro desse escopo a garantia inalienável da liberdade de escolher o candidato ou, no caso, a vacina que quisermos entre os vários postulantes ao cargo, assim como nos antivírus disponíveis.
Aliás, foi com esse intuito que os brasileiros agiram todas as vezes em que foram convocados a votar para Presidente da República quando escolheram dentre os concorrentes aqueles que mostravam mais eficiência e menos riscos futuros ou, em outras palavras, poucos efeitos colaterais.
Para entender melhor a relação entre uma coisa e outra basta prestar atenção e perceber que a maioria dos brasileiros tem dado mostras de que pretendem tomar como dose de reforço a mesma vacina política que tomou em 2018 reelegendo o candidato no qual votaram, caso ele venha se colocar disponível em 2022.
Interessante essa analogia entre a vacina e a eleição não é mesmo? Principalmente no momento em que a utilização da doença/virose chamada COVID-19 (SARS-CoV-2) é descaradamente utilizada como tela de projeção para a apresentação das comédias bufas daqueles que foram afastados do poder por desvios de função caracterizadas principalmente pela corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e tantos outros crimes contra o país e nós seus cidadãos.
A eles se mancomunaram as mídias representantes da extrema-imprensa, os desiludidos de primeira ordem (ao verem seus sonhos de poder serem negados pelo candidato que os elegeu a cabresto) a quem também se associou uma corte profanadora e agora desesperada com a possibilidade de perder a importância política que alcançou graças a inépcia do mais lesivo Poder Legislativo à ordem pública que já ocupou as cadeiras do Congresso nacional.
Pois bem, essa 2ª Dose permitiu clarear as mentes abertas sobre as experiências que vivemos nas últimas décadas através da sobrevivência à maior das viroses que existe no mundo, qual seja, a ideologia comunista, que assim como o corona vírus é um permanente mutante sempre a se imiscuir meio ao povo no intuito de contaminar mais e mais os que não se protegem adequadamente contra sua letalidade.
Agora surge a oportunidade de começarmos a combater esse mal de forma a erradica-lo definitivamente com a vacinação do Senado e da Câmara através da remoção dos principais hospedeiros dessa praga com a eleição de presidências e mesas diretoras compromissadas com seus eleitores e não com sócios e parceiros de tramoias montadas para desestabilizar o governo na pessoa do chefe do Executivo. Aqueles que lá estarão até 1º de fevereiro agem sorrateiramente mesmo sabendo que podem prejudicar o país inteiro frente aos desafios cada vez maiores que nós e o mundo estamos enfrentando.
Os elos desse grilhão maligno que ainda nos prendem ao passado mais uma vez voltam a tentar ancorar nossa liberdade de modo a que uma tempestade nos alcance e destrua para assim criarem uma situação catastrófica para mostrar ao mundo que o que vem sendo feito pode estar errado. Entretanto, suas tentativas inconsequentes esbarram nos próprios calcanhares, se desequilibram nos buracos por eles mesmos abertos e por isso mesmo vão todas ao chão, seu ambiente natural, posto ser o lugar onde Vermes e Víboras Vivem (em alusão ao “V” dos Vigaristas que nos governaram no passado).
A conivência entre certos políticos, autoridades jurídicas e formadores de opinião com a desinformação a respeito das ações do governo é tal qual um rio poluído que deságua em oceano.
Para diminuir a sujeira a sabia natureza trata de diluir seus malefícios e aplacar seus efeitos dissipando-os em sua imensidão. Da mesma forma as informações passadas pela parte podre da imprensa e franco atiradores de plantão também são dissipadas graças à universalidade das mídias (ainda) livres.
Engana-se quem pensa que serão esquecidos ou apagados da memória dos cidadãos de bem o que esse governo representa e o que está fazendo pelo país. Não mais, porque as falsas isenções, as interpretações carregadas de interesses escusos, as omissões propositais e seus devaneios estão sendo registradas em nossas memórias e lá ficarão indeléveis para sempre.
Logo chegará a hora em que o pêndulo viciado perderá seu peso e a justiça penderá para o lado correto da lei.
O que torna as pessoas coniventes com as tentativas de desconstruir o atual governo é a falta de critérios com que agem ao não compararem o passado sombrio de falcatruas, desonestidades, corrupção e mentiras com a realidade que estamos vivendo. Para isso percorrem caminhos escusos e se apoiam na agenda progressista promovida pelos interesses desagregadores de terceiros tais como preconceitos e outros temas amorais.
A desconsideração com o que está sendo feito pelo Poder Executivo mostra claramente o receio de que o pouco que permitiram fosse feito continue a dar certo apesar das dificuldades criadas pelos outros dois poderes da República.
Isso sem considerar que o mundo inteiro enfrenta uma virose cuja origem e intenção é no mínimo duvidosa. Uma tragédia criada de forma inescrupulosa e que fugiu ao controle, mas que agora serve de munição política para aqueles que não se conformam com a derrota de seus princípios ideológicos. Ou seriam financeiros?
São coniventes sim, na medida em que não contentes em criticar ameaçam e promovem tentativas toscas de mostrar um outro lado dos acontecimentos que nem eles mesmos acreditam porque desprovidos de honestidade.
São coniventes sim, quando na intenção de prejudicar o governo levam mentiras para o exterior e apoiam movimentos que procuram diminuir a importância do país.
São coniventes sim, ao apoiarem solução de continuidade ao mandato atual que não através eleições livres e diretas como aquela que os tiraram do poder.
São coniventes sim, ao perderam o bonde da história e agora tentarem parar a locomotiva que finalmente consegue andar nos trilhos graças às ações que estão sendo colocadas em prática por todo os cantos do país o que acaba por expor a forma errática e corrupta com que nos administraram no passado.
São coniventes sim, ao permanecerem calados quando autoridades de outros países mentem sobre nossas potencialidades e o desenvolvimento harmonioso que existe entre a agropecuária e a natureza.
Dia desses foi publicado um quadro apresentando os 20 municípios mais ricos da agricultura brasileira no ano de 2019. É um documento que impressiona pela quantidade de representantes de Mato Grosso nele presentes. A metade para ser exato, dentre os quais estão Sorriso e Sapezal honrosamente ocupando os dois primeiros lugares. E tem mais, nos dez primeiros ainda estão Campo Novo do Parecis (4º), Diamantino (8º), Nova Ubiratã (9º) e Nova Mutum (10º), uma realidade de encher o peito de orgulho (a lista completa está inserida no final do texto)pela maravilhosa demonstração de pujança que por sinal é comentada nos quatro cantos do mundo inclusive por aqueles que combatem o verde das culturas mecanizadas.
Fato é que até o final dos anos 70 quase todos os matogrossenses pensavam que o que existia acima, abaixo e para os lados da Baixada Cuiabana eram florestas impenetráveis, cerrados pouco férteis e o pantanal com suas cheias sazonais. Todas essas áreas eram consideradas como de baixo aproveitamento econômico devido estarem distantes dos mercados consumidores o que fazia com que seus valores estivessem relacionados a suas extensões e não a um outro potencial passível de ser explorado que não a mineração e a criação extensiva de gado. Naquele tempo a borracha natural ou látex já era coisa do passado, as grandes serrarias ainda não haviam chegado e a agricultura era praticamente a de subsistência tendo como única exceção o cultivo da cana. Essa última atividade era voltada a abastecer as usinas de açúcar localizadas nas margens do rio Cuiabá e também foi sendo abandonada aos poucos assim como a própria navegabilidade do rio que a tudo e todos atendia.
Enquanto isso as pesquisas sobre a agricultura intensiva seguiam céleres e aos poucos foram chegando por aqui trazendo consigo sementes adaptadas às características dos solos do centro-oeste, novas técnicas de cultivo, a colheita mecanizada e a logística de armazenamento e transporte, procedimentos estes pouco considerados na matemática daqueles que aqui viviam. Foi quando a roda do desenvolvimento econômico começou a girar de forma acelerada em Mato Grosso. No entanto, essas tecnologias demoraram um tempo precioso para serem levadas em conta pela maioria dos antigos proprietários de terras, mas principalmente pelos governos estadual e municipais. Poucos se utilizaram daquelas informações para planejar o futuro porque só davam atenção às questões de curto e médio prazos com o agravante de que no caso dos governadores e prefeitos esses prazos eram na maioria das vezes restringidos deliberadamente a seus mandatos.
Assim, nossos políticos foram pouco a pouco reduzindo o tamanho dos antigos municípios sem ter o cuidado de balancear as áreas remanescentes com a necessária equidade. Pensaram apenas nos benefícios de controlar politicamente o maior número possível de municípios com a partilha do que restou da ainda enorme vastidão territorial que pouco antes havia perdido quase a metade de seu tamanho. (Em 11 de outubro de 1977 o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31 dividindo Mato Grosso e criando o estado de Mato Grosso do Sul)
Hoje os representantes eleitos da baixada cuiabana não dominam mais o cenário político razão pela qual seus municípios permanecem dependentes viscerais do progresso econômico daqueles que estão em seu entorno. Não existe outra maneira de interpretar o atraso perpétuo a que relegaram essa região ao considerarem que a capital e seus vizinhos, todos sustentados pelos cofres públicos federal e estadual, bastariam para manterem o controle sobre todo o estado. Sem noção geopolítica foram abrindo mão das áreas produtivas da região pouco ou nada deixando para que os municípios divididos tivessem alternativas de arrecadação para eliminarem suas crônicas dependências financeiras. Sequer tiveram competência para transformar Cuiabá e outros municípios de menor potencial agrícola em polos industriais para processar parte do que o estado veio a produzir, e olha que a infraestrutura necessária para essa missão foi projetada e teve sua maior parte implantada com recursos federais em parceria com o governo estadual ainda no final da década de 70.
Deixando o passado para trás e voltando aos atuais municípios mais ricos da agricultura matogrossense é importante salientar que todos fazem parte do paradigma alimentar da sobrevivência e progresso da humanidade que forças antes ocultas agora estão tentando quebrar descaradamente. Sem sombras de dúvidas, muitos dos habitantes do planeta dependem do crescimento da produção dessas e das outras áreas agricultáveis existentes.
Paralelamente, a taxa de natalidade mundial que vinha sendo reduzida naturalmente parece não mais estar sendo administrada através de programas de educação e de suporte ao desenvolvimento das regiões mais pobres do mundo. Uma realidade cada vez mais difícil de lidar considerada a ganância desmedida dos países desenvolvidos na exploração das potencialidades daqueles mais pobres. A eles, os mais desenvolvidos, interessa o controle das riquezas existentes no mundo sob a alegação de que os países onde elas estão não sabem, não têm condições e o mais absurdo, não querem protege-las, quando na realidade são eles mesmos os demandantes das explorações e degradações descontroladas pelas quais a maioria das áreas sensíveis do mundo estão passando.
Combater essa má-fé é a principal razão pela qual a agricultura e a pecuária estão em permanente pesquisa sobre novas tecnologias de cultivo e manejo de alimentos. Essa é uma das razões pelas quais seus esforços precisam ser estimulados e não combatidos pelos que se dizem progressistas, mas agem como se o desenvolvimento dessas atividades fosse a causa do problema e não parte de sua solução mesmo sabendo que não existem outras formas de proceder sem que vidas continuem a ser colocadas em risco por desnutrição.
Se nada for feito de maneira adequada e com o consenso de todos o próximo conflito mundial será por comida e água potável. Essa é uma realidade que já vem sendo mostrada através das mídias livres e que aquelas controladas por grandes corporações procuram esconder. Também é a razão da China estar investindo agressivamente na aquisição de áreas privadas produtivas e subjugando países inteiros. No mesmo sentido, mas com estratégias diferentes França, Itália, Alemanha e outro punhado de países que já esgotaram suas capacidades de produzir alimentos atacam sistematicamente os que possuem áreas em estado natural.
Da mesma forma é notório que a Nova Ordem Mundial deixou de tratar o controle populacional como uma proposta a ser discutida nos foros bancados por milionários para pôr em prática sua estratégia de reduzir a população do mundo usando as pseudo diferenças dos cidadãos para promover conflitos entre eles quando deveriam estar pacificando as relações humanas através da exaltação de suas igualdades. Como podem políticos, líderes e influenciadores mundiais estarem incentivando a adoção de medidas genocidas como o aborto de seres humanos e ao mesmo tempo defenderem práticas preservacionistas para outras espécies de animais.
E mais, neste exato momento estamos sendo expostos a outro procedimento abominável e em proporções catastróficas com risco de extermínio ao sermos expostos ao “corona vírus da vez” novamente gerado em um laboratório controlado pelo governo chinês.
Se essa é mais uma tentativa de controlar o mundo é bom alertá-los e a quem os apoia de que as grandes pandemias como a Peste Negra do século 14 (de 74 a 200 milhões de mortos), nem a Gripe Espanhola no início do século 20 (40 a 50 milhões de mortos), tão pouco as guerras mundiais com suas vítimas (1ª GM 18 milhões e 2ª GM 85 milhões), muito menos os expurgos praticados nos países comunistas com seus assassinados (100 milhões na Revolução Russa e 65 milhões na Revolução Chinesa) não foram capazes de reduzir o flagelo da fome, muito menos de promover qualquer domínio ideológico.
Não será agora com essa nova, macabra e virótica tentativa que conseguirão submeter o mundo. Sempre haverá lutas e vitórias contra imposições de qualquer natureza principalmente daqueles que a muito tempo procuram ser hegemônicos a força.
Municípios líderes no valor da produção em 2019
1. Sorriso (MT); 2. Sapezal (MT); 3. São Desidério (BA); 4. Campo Novo do Parecis (MT); 5. Rio Verde (GO); 6. Cristalina (GO); 7. Jataí (GO); 8. Diamantino (MT); 9. Nova Ubiratã (MT); 10. Nova Mutum (MT); 11. Formosa do Rio Preto (BA); 12. Campo Verde (MT); 13. Primavera do Leste (MT); 14. Maracaju (MS); 15. Petrolina (PE); 16. Lucas do Rio Verde (MT); 17. Campos de Júlio ((MT); 18. Sidrolândia (MS); 19. Barreiras (BA); 20. Ponta Porã (MS);
Terminamos 2020 com uma inequívoca confirmação. A de que os canalhas têm medo e por isso são covardes, descaradamente covardes.
No final de 2019 com o país saindo do buraco, melhor dizendo, da cova profunda em que os governos anteriores nos enterraram e estávamos prontos para iniciar o ano da recuperação fomos novamente empurrados para baixo com a virose trazida para cá com o que parece ser parte da estratégia progressista para acabar por definitivo as forças conservadoras que ainda resistem à Nova Ordem Mundial.
Para eles não importa se haverão vítimas porque estão pondo em pratica a clássica forma de destruir seus inimigos considerando que para atingirem seus objetivos os fins justificam os meios. Foi assim na Rússia de Lenin, na Alemanha de Hitler, na Itália de Mussolini, na China da Mao e continua sendo nas ditadura comunistas da Cuba de Fidel, na Coreia do Norte de Kim-Jon-un e na Venezuela de Maduro.
Estrategicamente a forma de agir em relação ao Brasil mudou desde a fracassada tentativa de tomar o poder em 1964 quando a população saiu às ruas para impedir que o comunismo fosse implantado no país. Desde então, passaram a por em prática as ideias do marxista Antônio Gramsci baseadas em desconstruir a história, eliminar as crenças religiosas, desestruturar o conceito de família como célula mater da sociedade, destruir as bases culturais do povo e por último desarmar os indivíduos de modo a dissuadir qualquer forma de reação.
Tudo vinha caminhando para que o Brasil se transformasse em uma das peças do grande projeto socialista latino-americano preconizado pelos membros do Foro de São Paulo até que a fragorosa derrota para a proposta de reforma conservadora mostrou a eles e ao mundo que existe outra alternativa, que ela esta viva e sendo novamente colocada em prática pelos que resistiram em 64 e por aqueles que após 33 anos de uma Constituição escrita para implantar seu projeto de dominação não desistiram da liberdade, da Ordem e do Progresso.
A esquerda mancomunada com aqueles que concordaram em se locupletar com a venda de seus posicionamentos políticos e que sem pudores enriqueceram com o esquema que contraditoriamente prometia levar o pais a um padrão de vida igualitário ditado pelo proletário na pratica implantou um sistema corrupto e esquizofrênico que se contradiz a todo momento por atos e posicionamentos de seus representantes vez que são todos a favor das mordomias, direitos e outros benefícios indecentes que foram propostos, aprovados e por eles mesmos constitucionalizados.
Por isso atacam de maneira coordenada todas as ações do atual governo (principalmente as que visam acabar com as indecências acima descritas) com o objetivo de destituí-lo sequer se importando se as medidas por ele propostas e postas em prática respondem às demandas do momento crítico por que passamos. A organização criminosa que a ele se contrapõe não se importar com as consequências que podem advir da falta de colaboração, daí o termo canalhas ser a eles perfeitamente aplicável .
O medo de que as ações do governo estejam certas como em boa parte têm mostrado estar é o combustível que alimenta sua covardia;
O medo de que a população seja bem informada sobre essas medidas e seus resultados faz com que não sejam divulgadas pela extrema imprensa;
O medo de que que seus atos espúrios sejam dados ao conhecimento público de forma integral faz com que se esforcem para impedir sua divulgação e por isso tentam aprovar medidas de censura contra a mídia livre;
O medo de verem expostos os termos de seus abjetos acordos faz com que recorram a seus camaradas estrategicamente colocados em instâncias superiores para impedir o avanço das investigações que fatalmente os responsabilizarão;
O medo de serem presos por corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, como mandantes de assassinatos e por conivência com todos esses crimes faz com que procurem manter vigente a possibilidade de prescrição de seus processos através do impedimento da condenação em segunda instância;
O medo de verem seus cargos vitalícios serem interrompidos via impeachment faz com que deixem caducar processos e/ou soltem presos através de decisões monocráticas ou mesmo colegiadas aqueles que são ligados à banda podre do Legislativo;
Assim agem os canalhas, assim agem os covardes, assim agem os que têm medo que o Brasil dê certo.
Pois é, ontem li um texto que apresenta o que os incrédulos poderiam chamar de “uma terrível constatação”, a de que o mundo está fadado a ser socialista mais cedo ou mais tarde.
Não concordo! Existem aspectos desconsiderados naquele escrito que certamente podem e vão impedir que a previsão do autor se concretize. São questões que diferenciam a doutrina socialista dos fundamentos religiosos, sejam eles cristãos, islâmicos ou de qualquer outra crença. Aliás, todas convivendo sem maiores problemas com o capitalismo.
No que se refere ao islamismo isso acontece de forma ainda mais impactante do que em relação ao cristianismo devido a crença de que o propósito da existência dos muçulmanos é adorar seu Deus. Isso sem esquecer que para alguns grupos radicais espalhados pelo mundo, Alá, sua única divindade e criador do universo não pode ser rivalizado nem contestado, muito menos agredido por quem quer que seja porque isso pode levar ao jihad ou dever religioso dos muçulmanos de defender o Islã através de luta.
Vamos aos fatos:
Na afirmação de que a Europa está trocando Jesus por Maomé há uma evidente contradição quanto a isso ser uma das causas dela estar se tornando socialista porque os europeus muçulmanos são muito, mas muito mais conservador que os cristãos. Portanto, não há como afirmar que o materialismo socialista já está consolidado por aquelas bandas. Dentro desse mesmo raciocínio é fato que pode estar havendo uma substituição de crenças, mas não a extinção de um Deus Onisciente, Onipotente e Onipresente naquela parte do mundo ocidental.
O socialismo está calçado na imposição do ateísmo materialista como solução para a vida na terra. Essa é a base da filosofia socialista para convencer seus camaradas de que é preciso acabar com as religiões, as diferenças sociais e as ligações familiares para que todos sejam iguais e se instale na terra uma espécie sua versão de lugar perfeito a ser dirigido por outros iguais, estes “superiores e supremos”, em um Politburo Globalista. Alguém em sã consciência consegue entende isso?
Já cristãos, muçulmanos e todas as outras religiões creem em um paraíso celestial ou, em outras palavras, um lugar que só poderá ser alcançado se cumprirem suas obrigações religiosas, o que implica dizer que boa parte da população do mundo terá que ser dizimada para que a filosofia socialista prevaleça e aquele regime totalitário se instale. Será possível?
Outro aspecto ainda mais determinante é que enquanto a doutrina socialista propõe a redução da humanidade, o fim da união familiar e desestimula a procriação para reduzir suas responsabilidades os muçulmanos acreditam que quantos mais filhos tiverem mais Alá os abençoará.
Já os cristãos, estes estão no meio do caminho sem saber o que fazer. Fato é que estão reduzindo sistematicamente o número de filhos e com isso o de crentes em Jesus, uma das razões pelas quais o islamismo avança sobre o espaço aberto e agora escancarado pelo papa Francisco ao apoiar o aborto e outras ideias socialistas.
Por fim o texto cita a questão eleitoral nos Estados Unidos com os democratas (socialistas) “vencendo” as eleições. Bem, essa questão ainda está sendo digerida pelos americanos o que implica dizer que a governabilidade por lá não será nada fácil se quiserem impor ao país a agenda da NOM (Nova Ordem Mundial).
Biden terá sobre seus ombros um país dividido como não acontece desde a Guerra da Secessão (mais conhecida como a Guerra Civil Americana) que teve como resultados o pleno desenvolvimento do capitalismo industrial; a integração econômica do Sul com o norte (fornecedor de matéria prima); a abolição da escravidão (1865); o estímulo à imigração e a implantação da infraestrutura ferroviária transcontinental do país. (Wikipedia)
Tudo isso desenvolveu um patriotismo exacerbado em seus cidadãos que desde então não foi colocado internamente à prova como parece estar acontecendo agora. Nem vou tecer comentários sobre a decisiva atuação dos americanos nas duas guerras mundiais, ocasiões em que foi mostrada sua capacidade de reação frente qualquer agressão a seu país e a sua Constituição.
Cabe ao conservadorismo brasileiro cuidar de casa com a disposição de quem vai lutar para impedir a volta da esquerda socialista que travou nosso desenvolvimento desde o governo FHC e sua troupe, passou por Lula e seus queridos companheiros corruptos, Dilma com sua incapacidade egocêntrica e Temer com seu empertigado mesmismo até chegarmos a duras penas nas eleições de 2018 quando voltamos a ser o país livre e pujante que agora corre risco de viver uma ditadura exercida pelos supremos do Judiciário em conluio com os comunistas de butique do Legislativo.
Não confundam a expressão “O Papa Louva-a-deus” como “O Papa louva a Deus”.
A primeira frase se refere à prática do sumo pontífice de agir como um Louva-a-deus vez que faz uso de camuflagem e mimetismo para impor seu pensamento socialista aos incautos. A segunda, que aparentemente não é o caso, diz respeito ao verbo louvar no sentido de enaltecer o Criador. Aliás, esse é o mais significativo mimetismo utilizado por Francisco Bergoglio.
Para esclarecer a quem não sabe o Louva-a-deus(Wikipédia) é um inseto que parece estar rezando e que para disseminar sua espécie a fêmea acaba devorando seu parceiro após o ato. Ou seja, exatamente como vem agindo o máximo líder católico ao abandonar os princípios basilares da igreja que dirige para aderir a Nova Ordem Mundial que entre outras agendas socialistas propõe o controle da natalidade, o aborto, o fim da instituição familiar, o fim da liberdade de expressão e, pasmem, a extinção dos credos religiosos, ou seja…
Outro dia li com o entusiasmo de sempre a republicação do artigo “Cuiabá e o novo traçado da Ferronorte” de autoria do premiado arquiteto José Antônio Lemos e pulicado na Gazeta Mercantil de 09/06/1999. Como sempre e de forma gentil ele o enviou a seguidores e amigos através de seu blog. (http://blogdojoselemos.blogspot.com/1999/06/cuiaba-e-o-novo-tracado-da-ferronorte.html)
Se pudéssemos comparar o esforço empregado por Vicente Vuolo para trazer a ferrovia até Cuiabá creio que o melhor termo seria a uma “ode”, ou seja, a um poema lírico, considerada a paixão com que ele se empenhou para desenvolver seu projeto de Lei de forma tão bem estruturada, elevada e até mesmo solene, tanto que conseguiu fosse aprovado pelo Senado para transformar-se na Lei Federal 6.346/76 voltada à inclusão no Plano Nacional de Viação da ligação entre Rubinéia no estado de São Paulo e Cuiabá em Mato Grosso. O traçado da nova ferrovia partiria de Rubinéia (SP), passando por Aparecida do Taboado (então MT, hoje MS), Rondonópolis (MT) e atingiria Cuiabá (MT). (Wikipédia)
A partir da Lei decorreram outros importantes esforços para concretizar seu trabalho – todos em vão – até recentemente quando a RUMO LOGÍSTICA se tornou concessionária da ferrovia.
Lá se foram longos 44 anos de espera…parece que agora vai. Vai, mas em termos porque não será do jeito que se pretendia vez que ela não passará pelo núcleo urbano do município e sim por sua área de abrangência.
Fato é fato, e não um boato a ser confirmado. A causa da não vinda dos trilhos da Ferronorte é técnica, econômica, ambiental e convenhamos, antiga. Portanto, já era sabido que de nada adiantaria usar argumentos políticos junto à ANTT – Agencia Nacional de Transporte Terrestre para que ela aprovasse a implantação no traçado pretendido. O documento exigido, o EVTEA – Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, sequer deve ter contido essa possibilidade, consideradas as normas que regem esse tipo de projeto. O obstáculo intransponível neste caso é que ferrovias devem contornar e não adentrar áreas urbanas. São questões de segurança, custo, impactos sociais e ambientais, além de fatores operacionais como por exemplo a velocidade das composições. Portanto, parece estar claro que o objetivo da RUMO e daqueles que recentemente abraçaram sua causa sempre foi o de obter a renovação da concessão. Trazer seus trilhos para a área metropolitana de Cuiabá foi uma estratégia usada pelo interessado e aproveitada por políticos oportunistas. Quem esteve na Audiência Pública acontecida na FIEMT sabe muito bem que esse foi o indicativo dado pelos dirigentes da ANTT e nada, absolutamente nada, mudou a firme posição técnica daquela instituição. Vicente Vuolo não, ele sempre teve seu objetivo focado no desenvolvimento de Cuiabá e de Mato Grosso.
Em resumo, as últimas demonstrações de empenho para trazer a ferrovia à cidade foram encenações. Isso está claro desde muito tempo atrás quando da reunião havida no Hotel Fazenda Mato Grosso onde Olacyr de Moraes, então dono da concessão, disse a todos os presentes que a ferrovia não poderia passar dentro de cidades e que, portanto, não poderia traze-la até Cuiabá. Quem estava lá ouviu. Mas não se tratou de soberba ou coisa parecida, pelo contrário, ele foi direto ao ponto, esse mesmo ponto que permanece sendo considerado pela ANTT e que de repente, não mais que de repente, passou a ser aceito como justificativa pelos que fingiram não saber de nada, mas que já sabiam de tudo o tempo todo.
Tivesse o governo do estado procurado concluir o que estava programado no PND – Plano Nacional de Desenvolvimento onde estavam inseridos os Distritos Industriais (Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres) talvez a realidade seria outra. Cuiabá e Várzea Grande, está última chamada de “Cidade Industrial” eram e continuam a ser cidades político-administrativas que aos poucos estão se tornando centros de prestação de serviço principalmente nas áreas de saúde e educação, mas pouco fizeram por conta própria para atrair empreendimentos na área industrial além da mínima infraestrutura implantada. O Distrito Industrial de Cuiabá é prova inconteste disso uma vez que tanto ele como os demais começaram a ser implantados ainda no final da década de setenta. Entretanto, desde aquele tempo estamos assistindo seus projetos originais serem aos poucos abandonados e redirecionados para outros fins a cada governo, mandato após mandato.
O que realmente aconteceu foi que as cidades pouco fizeram para serem atrativas às indústrias de processamento e de transformação. Deixaram todo o esforço para o estado e ao próprio empresariado. O estado por sua vez pouco se empenhou em desenvolver políticas de atração industrial condizentes, consistentes e duradouras mesmo considerando as tímidas inciativas ocorridas na área fiscal. Sem espectro de longo prazo as estratégias adotadas tanto pelo estado como pelos municípios invariavelmente procuraram e continuam a buscar respostas imediatas o que prejudica de forma considerável o desenvolvimento e a permanência de um setor que precisa de tempo e infraestrutura adequada para obter resultados positivos. As margens de lucro das indústrias nas atividades acima citadas são pequenas e seus resultados para serem expressivos precisam levar em conta quantidade, qualidade e logística, aspectos que entre a matéria prima, o processamento, o transporte e a comercialização são contados aos centavos por unidade de medida.
Espero ter contribuído com minha visão dos fatos vinda da experiência no setor durante o tempo em que trabalhei na área. Sempre esteve claro para mim que não bastariam incentivos locacionais para atrair investimentos privados, é preciso ser mais agressivo no trabalho de promover o desenvolvimento industrial e isso deixou a desejar tornando-se com o passar dos anos uma das razões pelas quais ainda estamos pagando o preço da inoperância.
Temos finalmente a excelente oportunidade de nos tornarmos competitivos com a iminente implantação da malha ferroviária projetada pelo governo federal para todo o estado. Como sabemos serão três obras infra estruturantes que têm por primeira razão facilitar e baratear a retirada de nossa produção agropecuária. Pois é, mas para isso será preciso transforma-las em vias de mão dupla porque só assim passaremos de produtores de alimentos e insumos para a imperiosa condição de processadores da maior parte das matérias primas que produzirmos. Esse é um objetivo que está passando ao largo dos governantes e políticos que até agora só usaram as ferrovias como palanque. A hora é agora senão, como diriam os mais antigos, o cavalo selado vai passar de novo.
O advento das comunicações modernas via satélite e cabo de fibra ótica, aparelho celular (o tal smartphone) e o computador permitiram que as questões relativas as conquistas dos Direitos passassem a ser amplamente discutidas e divulgadas…Deveres não.
Direitos e Deveres não são ideias, são regras. Há quem as considere dicotômicas como alguns psicólogos, daí serem entendidas por aqueles como regras distintas na origem o que bastaria para não considerarem uma mais importante que a outra. Nesse contexto há quem considere o “adjetivo” Direito pertinente a tudo que um indivíduo quer fazer. Entretanto, há que se considerar o”verbo” Dever da mesma forma e com a mesma importância porque é obrigação inexoravelmente ligada a tudo aquilo que se pode fazer.
Há um exemplo clássico para as regras sobre Direitos e Deveres que se aplica a tudo. Assim, é um Direito ter um cachorro em compensação é um Dever limpar a sujeira que ele faz, ou seja, Direitos e Deveres são regras fundamentais para qualquer coisa que fazemos na vida.
Entretanto, existem campanhas que colocam apenas o Direito em seus objetivos políticos como se os Deveres fossem apenas implícitos e com frequência dispensáveis.
Arvoram-se a reclamar Direitos a tudo e a todos tão logo pressentem algum ato que consideram injusto ou mesmo a possibilidade da injustiça acontecer. Entretanto, se esquecem por completo que Deveres acompanham estes Direitos. Mas, convenhamos, o correto não seria o inverso? Sim, porque primeiro devemos cumprir nossos Deveres para fazer jus aos Direitos deles decorrentes.
Afirmação capciosa dirão alguns, principalmente os ferrenhos defensores dos “Direitos em primeiro lugar”. Pra que trazer questões de Deveres ao debate público se estes não agrega simpatia a quem os propõe. Eis a razão pela qual não existem políticos falando em Deveres.
Praticar Deveres está fora de moda então para que se preocupar com eles se basta pagar impostos em dia. Sim, porque atualmente há quem entenda ser suficiente cumprir suas obrigações com o fisco para jogar a responsabilidade pelos Deveres aos governos.
Será tão simples e direto assim passar adiante as responsabilidades individuais? Pergunta capciosa dentro de uma afirmação indireta não vale dirão alguns.
– Sendo assim, temos o Direito de permanecer calados! ….Será?
Hoje em dia é comum ouvirmos alguém dizer que tem o Direito de fazer isto ou aquilo, quase tudo, por mas descabido que seja. Até atos terroristas são defendidos por aqueles que se sentem prejudicados de alguma forma “como se de Direito fossem” o que nos leva a ter que conviver com pessoas que acreditam ter Direito de agir assim mesmo que isto coloque a vida de inocentes em risco.
Estamos perdendo a noção de Deveres a medida em que vamos sendo condicionados a considerar que os Direitos vêm na frente.
Outro exemplo? Se coisa simples como andar de bicicleta na rua passasse a ser considerada apenas sob a ótica dos Direitos o que dizer em relação aos Deveres do ciclista quanto às situações implícitas no que se refere às leis de transito. Sim, o Dever de não andar na bicicleta sobre as calçadas, de não andar na contramão do transito, de usar equipamentos de proteção são regras frequentemente desconsideradas.
A questão é que esse entendimento vem sendo aplicado a quase tudo e os Deveres são da mesma forma desconsiderado por quase todos.
Infelizmente continuamos a conviver com a ignorância e o desrespeito às leis em seus limites nesses momentos em que a tranquilidade é tão importante para todos, principalmente os idosos e os doentes que permanecem recolhidos em suas residências a tanto tempo.
Digo isso em referência direta a certos motoqueiros devido à falta de percepção da oportunidade de trabalho que a pandemia lhes ofereceu ao se esquecerem do forte ruído de seus escapamentos e a alguns motociclistas (esses fazem questão de assim serem diferenciados daqueles outros) pela falta de respeito na sanha de curtir a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada o barulho de seus caros hobbies.
Outra categoria que reforça a falta de respeito através do excesso de barulho nas noites e madrugadas é a dos filhinhos e/ou dos próprios papais em seus carros de grife com motores potentes e escapamentos abertos.
Tanto uns quantos os outros não se importam com o momento por que todos estamos passando.
Entretanto, o que mais revolta é a inoperância do órgão público municipal que monitor e deveria impedir esses abusos ilegais. No entanto, parecem ter ainda menos respeito para com os cuiabanos porque pouco ou nada fazem para impedi-los.
Posso afirmar que existe uma espécie de circuito principal da ignorância que tem início a partir da Avenida Getúlio Vargas na altura da Praça 8 de Abril (Chopão), segue até a rotatória do Bairro Santa Rosa, retorna pela mesma Avenida Lava-pés até a Avenida Filinto Müller, segue por ela até a Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, passa pela Praça Popular, retorna até a Rua Estevão de Mendonça e volta por ela à Getúlio Vargas.
É preciso coerência e ação eficaz das autoridades municipais para coibir os abusos e restaurar o importante silêncio que tanto necessitamos nesses dias estressantes.
A eleição já acabou e o senhor foi reeleito prefeito, por favor volte a trabalhar.
Ao contrário do que divulgaram as propagandas de Getúlio Vargas a luta armada que motivou a Revolução Paulista de 1932 não visava a separação de São Paulo do Brasil. Ela tinha por motivo uma nova constituição com a objetivo de acabar com a insegurança jurídica, o atraso socioeconômico e o despotismo pós-revolução de 1930 que havia sido imposto por Getúlio Vargas.
Quando tomou o poder ele fechou o Congresso Nacional, anulou a Constituição de 1891, extinguiu os partidos políticos e passou a governar por meio de Decretos-Lei. De posse de todos os argumentos para estabelecer sua forma de governo Vargas então estendeu seu controle aos estados através da deposição dos governadores eleitos e suas substituições por interventores de sua confiança. Estava implantada a Ditadura.
O que confirmava a intenção dos paulistas era a adesão de cidadãos de outros estados à revolução. Assim fizeram, entre outros, mineiros, paranaenses e matogrossenses descontentes com os desmandos do autoritarismo vigente. De outro lado, a não adesão imediata do governo do estado de Mato Grosso aos constitucionalistas alimentou ainda mais o regionalismo sul-matogrossenses. Além disso, os matogrossenses do sul e os paulistas tinham dois verdadeiros cordões umbilicais que os uniam, a ferrovia e o Rio Paraná.
Durante os três meses de combates as cidades que se envolveram diretamente no conflito foram Campo Grande, Bela Vista, Ponta Porã, Porto Murtinho, Ladário, Três Lagoas, Paranaíba e Coxim. Elas foram as únicas a tropas para as frentes de combate e a enfrentar os legalistas em seus próprios municípios até serem derrotados.
Nosso relato acontece em meio aos combates existentes estre as forças getulistas contra os militares situados na região sudoeste do estado de Mato Grosso e os voluntários que haviam aderido aos paulistas. Os militares e paulistas eram motivados pela luta por uma nova constituição, mesma razão para o envolvimento dos voluntários sul-matogrossenses que àquela motivação somavam o desejo da autonomia do já proclamado Estado de Maracaju.
Entre outros motivos para sul-matogrossenses e paulistas serem aliados o mais importante foi a questão logística porque o porto de Santos estava bloqueado por forças navais fiéis a Vargas. O único ponto viável de acesso a suprimentos ainda controlado por constitucionalistas era o porto fluvial da cidade de Porto Murtinho, localidade que se ligava ao Oceano Atlântico no estuário do Rio da Prata através das antigas rotas dos Bandeirantes, os rios Paraguai e Paraná. Logo se vê a importância da região para os revolucionários até porque também fazia divisa com a Bolívia e o Paraguai.
Na frente de Mato Grosso, no que era chamado setor de Bela Vista, as primeiras ações foram desenvolvidas pelo 10º Regimento de Cavalaria Independente que ocupou parte da cidade. Forças constitucionalistas vindas de Campo Grande enfrentaram parte do regimento e tentaram o aliciamento dos quadros da unidade fiéis ao governo. Vista disso, parte dos militares decidiu pelo internamento no Paraguai e a resistência cessou. (Site do Exército Brasileiro – http://www.eb.mil.br)
Nesse cenário de campanha da Revolução de 1932, mais especificamente em um certo início da noite, Cazuza estava brincando com as outras crianças quando sua mãe veio chama-los para entrar. Foi quando percebeu um número anormal de homens e cavalos se reunindo em uma das laterais da praça que ficava em frente à farmácia. A Farmácia Portocarrero havia sido construída por seu falecido pai, ao fundo da qual ficava a residência da família.
A movimentação de pessoas a favor e contra a revolução na cidade era evidente. Haviam os que simpatizavam com o movimento constitucionalista e aqueles que eram ligados à figura de Getúlio Vargas, os legalistas. Até entre parentes haviam posições conflitantes em relação ao que estava acontecendo. A questão é que os combates estavam se aproximando da cidade e para piorar também haviam dissidências dentre as forças militares locais o que deixava no ar uma sensação de permanente insegurança. Era preciso atenção redobrada nos deslocamentos das pessoas que precisavam sair de casa e olha que isso já estava reduzido ao mínimo necessário. Essa era a razão de tantas pessoas armadas e o alvoroço que faziam preocupar sua mãe.
Sinhara apressou a entrada das crianças de modo a coloca-las protegidas pela mureta e de lá passaram a observar o que estava acontecendo. Como haviam mais homens que animais os que não possuíam montaria estavam se acomodando nas garupas dos cavaleiros para poder se deslocar com mais rapidez vez que estavam armados. Em meio ao alarido das falas e palavras de ordem pôde ser ouvido que o grupo estaria se dirigindo ao quartel do 10º BCI para expulsar os militares resistentes e se apoderar da instalação militar.
Passado algum tempo da saída daqueles homens da praça todos puderam perceber que a intenção dos legalistas estava sendo colocada em prática porque começaram a ser ouvidos tiros e rajadas de metralhadora vindas dos lados da cidade onde ficava o Quartel. Eram eles entrando em combate com os militares aquartelados. Era a guerra que separou amigos e parentes batendo à porta de Bela Vista.
A maior parte das pessoas de cidade era constituída de nativos, paraguaios residentes e pessoas originárias de São Paulo, do norte do Paraná, alguns escravos libertos e gaúchos. Paranaenses e paulistas começaram a chegar à região a partir de 1850 e de forma mais intensa após 1860 poucos antes do início da Guerra do Paraguai com o objetivo de ocupar a fronteira do Brasil com o país vizinho. Exemplo disso são os Ferreira Mello e Almeida Mello que vieram para aquela parte de Mato Grosso por acordo com o Cel. João da Silva Machado, o Barão de Antonina com quem já trabalhavam no Paraná para ocupar e depois adquirir terras no município de Nioaque. Parte delas apossadas, outras concedidas ao Barão pelo Imperador Dom Pedro II com quem tinha ligações políticas e desenvolvera amizade. A Coroa incentivava a ocupação das terras fronteiriças como forma de garantir a presença do Brasil e garantir sua soberania.
Por causa da guerra os brasileiros que já haviam ocupado a região, entre eles nossas ancestrais, se retiraram das áreas de conflito retornando somente após seu fim em meados de 1870. Depois disso, e novamente incentivados pelo Imperador através do mesmo Barão de Antonina passaram a ocupar e adquirir terras mais ao sul, portanto próximas ao rio Apa, na região que viria a ser Bela Vista de modo a consolidar a expansão brasileira no pós-guerra.
Dessa vez, trouxeram com eles outras famílias, estas paulistas como os Loureiro de Almeida, parentes dos pioneiros anteriormente citados e mais gente para ocupar aquele espaço territorial. Os gaúchos vieram depois, também atrás de terras baratas e próprias para a criação de gado, a Vacaria, como era conhecida a região.
Foram aqueles gaúchos e simpatizantes, na maioria seus próprios peões, que partiram da praça em direção ao Quartel do 10º BCI naquela noite. Eram legalistas por afinidade e todos próximos ao Coronel Simão Coelho outro gaúcho também apoiador de Getúlio Vargas e pessoa influente que disputava o espaço político regional com o Coronel Militão Loureiro de Almeida.
O que poucos sabem é que por razões de segurança o 10º BCI (Batalhão de Cavalaria Independente) tinha essa denominação por estar diretamente subordinado ao Comando Militar do Exército na Capital Federal e por isso mesmo fora da gestão direta do General Klinger, Comandante da 9ª Região Militar que havia aderido aos constitucionalistas.
Por essa razão, podem estar enganados os que dizem que o Comandante do Batalhão partiu com sua tropa para se unir às forças militares de Campo Grande. A outra versão dos fatos afirma que ele permaneceu em sua residência dentro da Vila Militar durante todos os acontecimentos aqui narrados.
Essa versão diferente diz que o Comandante estava em uma situação difícil de administrar porque entre os oficiais sob seu comando haviam vários aspirantes paulistas que vieram servir em Bela Vista com a finalidade de cumprir as exigências do exército para seguir na carreira militar e, portanto, simpáticos a seus conterrâneos constitucionalistas.
Daí, especula-se, sua estratégia para fingir neutralidade foi dispensar do serviço o corpo militar da unidade de modo a afasta-los do quartel deixando apenas um número mínimo de oficiais e soldados para a guarda.
A informação do pequeno contingente no quartel chegou aos legalistas soando como um sinal a que se preparassem para tomar de assalto o Batalhão. Daí a movimentação que se deu no início da noite a começar pela reunião daquele punhado de homens que não chegavam a 30 indivíduos e que zanzavam da frente da casa do Coletor Federal até a leiteria dos Nunes, ambos simpatizantes legalistas, localizadas nos dois lados da Praça Alvares Mascarenhas onde Cazuza brincava. Na época ele tinha apenas nove anos de idade e sua arguta personalidade já percebera que a confusão estava prestes a ser deflagrada devido a insistência de Dona Sinhara em manter todos dentro de casa e ao tropé promovido por aquele bando de homens armados pelas ruas que circundavam a praça.
O líder dos legalistas era Saladino Nunes, o dona da leiteria, que entre outras providências havia mandado instalar uma barreira na Machorra, bem no Portão do Primitivo, assim chamado em função do nome do proprietário das terras que ficavam no limite norte da cidade, um uruguaio chamado Primitivo Escobar. Ali pretendiam controlar a movimentação das pessoas que se dirigiam a Bela Vista de modo a evitar que constitucionalistas e seus simpatizantes entrassem na área urbana.
Mesmo a distância Dona Maria Rita, vó Rita, e as outras pessoas que estavam na Fazenda Vaquilha puderam ouvir os estampidos das armas usadas na tentativa de tomada do Quartel devido ao silêncio da noite, mas principalmente pelo longo e alto matraquear da metralhadora. Preocupada com os filhos e netos que estavam na cidade em especial com Conceição (tia Dona) uma de suas filhas que se encontrava enferma e em tratamento na casa da irmã Angelina (Sinhara), mãe do Cazuza, ela acordou pensando em ir para Bela Vista ver o que estava acontecendo.
Assim que na manhã seguinte ouviu o relato das pessoas que vieram da cidade dizendo que a situação estava complicada devido ao enfrentamento com mortos e feridos acontecido na noite anterior não teve mais dúvidas e partiu rumo a Bela Vista.
na noite anterior, nos momentos que antecederam o enfrentamento o soldado que havia sido deixado de guarda no portão do Quartel percebeu o alvoroçado grupo de cavaleiros armados que se reunia do outro lado do extenso gramado que se estendia a sua frente e tratou de comunicar rapidamente o fato a seus superiores.
O oficial no comando, Aspirante Claudionor, chamou o experiente Sargento Couto para tratarem de organizar a defesa contra um iminente ataque e decidiram plantar uma metralhadora em posição adequada de modo a deter qualquer investida, enquanto isso mandou um estafeta informar o que estava acontecendo ao Coronel seu Comandante.
Ato continuo, os legalistas ao verem a manobra desenvolvida pelos militares partiram a galope atirando em direção aos soldados de modo a impedi-los de montar a metralhadora uma vez que a surpresa pretendida já se perdera, mas já era tarde. Saladino Nunes e seu irmão Gót que iam à frente do grupo foram os primeiros a serem atingidos pela saraivada de balas. Saladino morreu imediatamente, assim como um dos cavaleiros que vinham junto a ele também foi mortalmente alcançado. Gót foi ferido gravemente nas pernas, mas sobreviveu. Outros legalistas também ficaram feridos, os com pouca gravidade conseguiram fugir ajudados por aqueles que recuaram a tempo de escapar ilesos. No dia seguinte o corpo de Saladino Nunes e o ferido Gót foram levados para a leiteria de onde haviam partido para tentar tomar o quartel na noite anterior.
A praça, na realidade não passava de um largo espaço gramado tendo em seu centro um coreto. Em seu entorno estavam a Prefeitura, a Igreja, a residência dos padres redentoristas, o Hotel do Assis, a Farmácia Portocarrero, a Barbearia dos Irmãos Avalos, a casa de Athanásio de Almeida Mello, a Agencia dos Correios, a Coletoria Federal e residência do Coletor, a casa de Dom Thomas Brum e a leiteria dos Nunes. O local era tão aberto que as vacas do Got costumavam vir ao final da tarde para a frente de seu estabelecimento para dormir no gramado enquanto aguardavam a ordenha e a liberação de seus bezerros que haviam ficado encurralados durante a noite.
Na manhã seguinte ao combate o movimento em frente a leiteria era grande e Cazuza ficou observando de longe com ordens de sua mãe para não ir até lá. De repente ele percebeu a movimentação para a saída do cortejo fúnebre que iria ao cemitério e foi se postar na esquina da Barbearia que ficava anexa à Farmácia Portocarrero e por onde passariam. Para sua surpresa o féretro parou exatamente à sua frente porque alguma coisa, um pertence do defunto, havia sido deixado para trás e ficaram ali esperando até que fosse colocada no caixão dando a ele a oportunidade de ver o corpo de Saladino Nunes.
O que ele não sabia é que sua avó Rita já estava a caminho da cidade e mais tarde seria detida no Portão do Primitivo. Ela havia partido a cavalo da Vaquilha no meio da manhã na companhia de seus filhos Athanásio e Ilidia mais o sobrinho Andorlino, filho de seu cunhado Jango que estava com eles na fazenda. Athanásio e Andorlino iriam acompanhar as duas até que estivessem próximos ao Portão de Primitivo porque ambos eram constitucionalistas e poderiam ser detidos caso tentassem entrar na cidade.
Assim, já anoitecendo Dona Maria Rita e Ilidia seguiram sozinhas o trecho final até a barreira legalista na esperança de passarem sem problemas. Entretanto, quando lá chegaram foram impedidas e encaminhadas a um local onde ficariam retidas até que alguém autorizasse suas entradas. Ambas estavam montadas com Silhões, celas femininas que possibilitam a montaria de saia porquê de lado e com a perna apoiada em um suporte de modo que montar e desmontar daquele apetrecho demandava certos procedimentos que deveriam ser feitos sem a proximidade de estranhos, principalmente homens. Foi o que permitiu não ser encontrado o revolver que Ilidia levava sentada sobre ele de maneira que puderam passar a noite com alguma tranquilidade enquanto aguardavam a liberação do acesso.
Pela manhã chegou a notícia de que um destacamento vindo de Campo Grande em veículos militares e trazendo um canhão Schneider de 75mm estava a caminho de Bela Vista o que fez os legalistas liberarem todas as pessoas que estavam retidas na barreira vez que a mesma seria desfeita e seus responsáveis deslocados para outro lugar posto que nada poderiam fazer contra a força superior que se aproximava. O oficial que comandava o pelotão e a bateria dos constitucionalista que se avizinhava da cidade era o Tenente Joaquim Ferreira Soto marido da Teclinha e sobrinha da Eponina (Carneiro) esposa de Athanázio de Almeida Mello.
Passado o susto, mesmo com o cansaço de uma noite sem dormir Dona Maria Rita e sua filha seguiram céleres para a casa de Sinhara. Algum tempo depois, quando almoçavam ouviram o primeiro tiro disparado pelo canhão que chegara no Portão do Primitivo atingir as cercanias do 10º BCI no intuito de desencorajar os inimigos que ainda permaneciam em seu entorno e dissuadir os oficiais leais a Getúlio Vargas de oferecerem resistência.
Sua prima Cremilda, filha caçula do Coronel Militão Loureiro de Almeida, chegou apressada dizendo que o pai chamava a todos para irem se proteger no porão do casarão onde moravam. Só após estarem acomodados na residência do tio foi que Cazuza percebeu que ainda carregava em sua mão o melequento pedaço de rapadura que comia quando a correria começou.
Os combates continuaram em Mato Grosso mesmo depois da capitulação de São Paulo sendo a cidade de Bela Vista o último reduto constitucionalista a cair no final do mês de outubro de 1932.