Os flamboaiãs da Avenida Getúlio Vargas

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Quem de nós com mais de 50 anos não se lembra dos floridos flamboaiãs que enfeitaram as ruas e praças de nossa cidade até os anos 70, especialmente a Avenida Getúlio Vargas.

Pois é, fizeram parte do belo passado da antiga e saudosa Cidade Verde, como era conhecida a Cuiabá da nossa infância e juventude.

Quando da decisão de removê-las não deve ter sido difícil encontrar argumentos que justificassem a necessidade do procedimento considerando, principalmente, as características aéreas de suas fortes e superficiais raízes, além de outras razões que culminaram por promover aquela radical decisão.

Acreditem, mas também deve ter contribuído para isso a singular beleza da abundante produção de flores e sementes que na visão de alguns da época sujavam em demasia as calçadas e a via. Faltou, e muito, o necessário espírito preservacionista em relação à extinção daquelas maravilhosas árvores em especial.

Pelo que se sabe, nem ao menos houve preocupação em produzir mudas com suas sementes para que fossem plantadas em local adequado e mantidos vivos os acalorados tons vermelho-alaranjados que resplandeciam durante suas floradas nas primaveras daqueles tempos, quando a velha avenida ficava ainda mais cativante, motivo pelo qual foram eternizadas pelas lentes do fotografo Pierre Marret.

CORAGEM

Desde a muito tempo estamos vivendo em um permanente e desavergonhado conluiu de partidos negociando apoios a título de garantia de governabilidade. Será só isso?

Será a governabilidade a única e verdadeira razão ou temos também um vergonhoso bazar de candidatos processados (pelas mais variados razões) a se oferecer ao eleitorado desinformado?

Na verdade, a maior parte negocia palanques na tentativa de se reeleger para salvar suas imunidades, seus esquemas, os empregos de seus puxa-sacos, suas mordomias e por aí vai. Por isso trabalham em conjunto, para manter a situação como está.

Nosso sistema eleitoral já não é uma única jabuticaba, é sim uma Jaboticabeira inteira, tal o conjunto de particularidades que apresenta.

Seus frutos são verdadeiras aberrações à brasileira, dentre os quais se destacam:

– um sistema eletrônico de votação hackeável (imaginem o que os “russos” podem fazer com a comprovada falta de segurança das urnas eletrônicas);

– a existência escancarada de caixas 1(por dentro), 2(por fora) e 3(por terceiros);

– condidatos condenados em 1a. instância podem concorrer;

– pessoas condenadas em 2a. instância estando ou não presas podem se inscrever no certame (a inscrição é permitida, mesmo a legislação não permitindo o concurso);

políticos cassados e/ou presos podem ser lançados candidatos.

Isso tudo sem falar da indisfarçável preferência das grandes empresas de comunicação do país por candidatos negociáveis (ou seriam negociantes?) a esquerda, no centro e a direita, em detrimento da necessária imparcialidade.

Poucos se candidatam defendendo claramente o fim dos indecentes altos salários públicos, das mordomias palacianas, dos auxílios financeiros, das ajudas de custos, das aposentadorias especiais, das comissões interesseiras, das indicações politizadas, das assessorias de cabide.

Os brasileiros precisam ter coragem para lutar contra a mesmice do processo político que nos tem aprisionado a décadas.

Não tenham dúvidas, a falta de vergonha daqueles que se candidatam buscando imunidade e manutenção de status, ao contrário do que pretendem, só nos dão coragem para negar-lhes nossos votos.

Deveres Humanos – Human Duties

O mundo está cheio de gente defendendo DIREITOS HUMANOS (Human Rigths) e ninguém cuidando de exigir que se cumpram “DEVERES HUMANOS” para que aqueles direitos sejam respeitados em sua totalidade.

Onde estão as organizações cuidando de exigir o cumprimento dos Deveres Humanos ou Human Duties, se alguns preferirem?

Certamente que estes assuntos não interessam às ONG’s, muito menos aos governos porque não dão palcos com holofotes.

A visão daqueles que só sabem lutar por direitos não enxerga o dever cívico como algo inerente ao ser humano. Para eles, os deveres são frutos da repressão ou mesmo obrigações institucionais do estado.

O que está por trás de tudo isso?

Para descobrir é só prestar atenção nos artigos que estão por ai a jogar todos que se afligem com a falta de justiça e segurança em uma vala comum sem se aterem às suas verdadeiras razões, as quais estão no LEGISLAR, no EXECUTAR e no JULGAR em “causa própria” que viceja em nosso país.

A começar pelos nada honestos e injustificáveis alto-salários daqueles que LEGISLAM, EXECUTAM e principalmente JULGAM no Brasil, seus privilégios e despesas por nós subsidiadas. (não vale a pena listá-las de tão repugnantes).

Não ha no mundo um país onde tão poucos sejam tão injustamente privilegiados em detrimento de todos como aqui.

O pior é que se acham no direito, vide os pronunciamentos das Associações de Magistrados, dos Ministros do STF, da AGU, dos Tribunais de Contas Estaduais e Federal, dos Sindicatos e Associações de Funcionários Públicos Federais, Estaduais e municipais quando ameaçam “seus direitos adquiridos por eles mesmos concedidos”, e em cascata.

Não querem expor que as verdadeiras causas de nossa desgraça são tramadas nos gabinetes políticos muito bem assessorados por causídicos. Aquelas assentes sobre um conjunto de leis apropriadamente promulgadas e regulamentadas para atender seus interesses, os de quem os defendem e os daqueles que fingem não saber de nada, como é o caso dos inúmeros recursos que ainda persistem sob a alegação de presunção de inocência até de quem é preso em flagrante, das protelações, das decisões judiciais negociadas, das nomeações de autoridades sem autoridade para “exercer autoridade”, dos interesses sub-reptícios nas contratações de executores de “obras e serviços” em troca de apoio financeiro, e por aí vai.

DESIDERATUM

Chega a ser nojento, mesmo assim todos assistem as novelas e certos programas das empresas da Rede Globo sem se importar com o conteúdo deliberada e sub-repticiamente degradante com que tratam as questões familiares.

Poucos percebem que a título de mostrar o perfil por eles desejado de nossa população tentam confundir o que acontece nas suas próprias entranhas com a realidade em que vive a família brasileira na qual estamos todos inseridos.

São diferenças gritantes, mas que propositalmente negligenciam, sabe-se bem com que propósitos.

Longe de estar mostrando a realidade do que aconteceu no dia a dia da maioria das pessoas simples e de bons costumes, seus programas envolvendo temas familiares são agressivos aos telespectadores que sem perceber e sem forças para se fazer representar dignamente vêm sendo manipulados na medida em que são intencionalmente influenciados e consequentemente degradados em seus costumes morais.

É muito provável que haja patrulhamento social dentro de seu próprio estrato gerencial, tal a guinada que vem sendo dada na orientação de sua programação voltada ao público doméstico.

Razão pela qual parecem ter adotado conceitos discriminatórios às avessas, tanto que predominantemente mostram as relações familiares com formas desestruturadas, geralmente homofóbicas, com tendências racistas ou mesmo constituídas como antros de criminosos.

Seus programas são um acinte aos bons modos, pois nunca mostram o lado bom das relações humanas, exploram as questões da sexualidade de maneira degradante e tudo como se este fosse nosso modo de vida.

Provavelmente assim o farão até que a degradação moral seja tal que venha a se transformar em nosso DESIDERATUM (*) ou que, a tempo, tenhamos força para nos mover em sentido contrário.

Quem com medo do que eles pretendem seja o politicamente correto se cala e por isso consente (será?).

Já passou a hora de evitarmos que esse aviltamento da base familiar brasileira continue a abalar as fundações da nossa formação.

Como fazer isso?

– Não assistam a esses programas e orientem para que seus familiares também não o façam!
(*) – Desideratum – aquilo que se deseja.

O desrespeito ao país não tem limites.

Meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Essa gente não tem o menor respeito por nós e continua lá dizendo que está cumprindo seu papel constitucional.

Até quando vamos permanecer inertes e submissos a esses covil em que se tornou o Poder Legislativo.

Nesses dias que antecedem o recesso parlamentar estamos assistindo estarrecidos a governabilidade do país ser vilipendiada por essa camarilha de vendilhões “que autorizamos”, tomou de assalto o Congresso Nacional.

Cada ato que cometem é um desgaste arrasador contra nossa frágil situação financeira.

Não se importam nem um pouco com a anunciada desgraça que se avizinha, querem mais é salvar seus malditos mandatos aliciando descaradamente eleitores a esquerda e a direita.

Vendem nossa saúde, segurança e educação por trinta dinheiros tal qual um bando de Judas, pouco importando se com isso nos crucificarão, uma vez que só fizeram aumentar os gastos públicos, o que certamente implicará na piora da crônica questão fiscal que nos assola desde a muitos anos.

Aprovando aumentos salariais, desautorizando os necessários controle das despesas públicas, inviabilizando receitas adicionais e perdoando dividas vão acabar estrangulando ainda mais nossa depauperada economia sem que nada possamos fazer até as eleições.

Esses desatinos só vêm comprovar que não estão nem aí para o próximo governo. Dane-se o país.

Contam com a ignorância dos que só enchergam seus próprios umbigos.

Sentem-se seguros porque a impunidade continua a correr solta nessa terra onde compra-se voto com aumento de despesa pública, onde o cidadão banca as campanhas partidárias e ainda paga para eleger seus corruptos favoritos.

Minha tia Glória- em homenagem aos seus 100 anos de vida.

A história de minha tia Glória todos sabem, mas preciso recontar.

Desde a Glória criança que nasceu caçula e veio ao mundo para nele brilhar.

Aquela menina, pequena, esperta, que a todos encantava não tinha outro nome para se chamar.

Virou moça prendada que de tudo um pouco sabia, se algo a interessava, tão logo aprendia.

As coisas que aprendia queria mostrar e desde cedo sabia que sua maior valia também seria ensinar.

Não houve estudo que a esperta Glória deixasse passar sem deste saber tudo aproveitar.

Até quando se divertia era ela, a pequena menina, que esperta puxava a turma para brincar.

Na frente da casa, no fundo quintal das gostosas goiabas a grande mangueira era sala de estar.

Mãe, tia, avó, bisavó, esposa, em tudo exemplar, a maior glória de nossa Glória foi, é e sempre será ensinar a amar.

QUEM FEZ ESTA MERDA?

A pergunta costuma ser feita quando encontramos uma situação incompreensível ou que nos afete, sendo cada vez mais comum acabarmos o dia com esse questionamento passando por nosso cérebro ao menos uma vez.

As respostas a este tipo de indagação estão tão imiscuidas em nossas mentes que na maioria das vezes nem as percebemos.

É com a certeza disso, de que a imensa maioria da população não encontrará respostas compreensíveis para estas questões, que “o Legislativo propõe e aprova leis para não serem cumpridas, o Executivo não as respeita fazendo o que quer e o Judiciário não mais existe para julgar, mas sim para interpretar“.

Para o outro lado, o do cidadão mal informado, tudo cabe e é acolhido graças ao desconhecimento de sua força e à ignorância das reais necessidades do país. Tanto, que aceita ilusórios benefícios em troca de seu maior patrimônio cívico, O VOTO.

Basta fazer uma simples reflexão sobre uma dessas MERDAS e seus prejudiciais impactos em nossas vidas para percebermos o quanto uma decisão político-eleitoreira pode nos afetar por tempo indeterminado, senão eternamente.

Então, vamos a uma delas:

Quem é o responsável pela poluição dos rios?

Em outras palavras, QUEM FEZ ESTA MERDA?

Possíveis respostas:
a) O Legislativo que aprova emendas parlamentares e libera recursos exclusivamente por demandas politicas sem avaliar devidamente seus respectivos custos e benefícios;
b) O Executivo que contrata projetos ruins e não tem competência para fiscalizar, muito menos para executar suas obras;
c) O Judiciário que não julga, apenas interpreta as ações dos membros dos três poderes e por isso mesmo não pune adequadamente os indiciados por crimes cometidos contra o erário público;
d) O Eleitor que vota por ignorar a realidade, por interesse, por conivência e/ou por amizade;
e) Todas as respostas estão corretas;

A opção correta é a (e), e serve para toda e qualquer MERDA já feita ou a se fazer por todos os níveis de governo.

Só tem um jeito de acabar com isso, eliminando as condicionantes atuais da opção (d), votando consciente para não eleger parlamentares, governadores, prefeitos e principalmente presidentes corruptos, mentirosos e incompetentes.

O PHODER DA INFORMAÇÃO (com “PH” mesmo)

Enquanto a banda passa tocando a marcha fúnebre que acompanha o enterro do país nossa imprensa, os abutres na carniça, aplaudem e, ao que tudo indica, pedem bis.

Nosso noticiário político virou corrida de bastão atrás das notícias podres que tanto nos atormentam.

O pior de tudo, é que nessa onda jornalista virou comentarista especializado e com ares de articulista.

Qualquer notícia, seja sobre economia, gestão pública, saúde, educação, segurança e etcetera, recebe tratamento isonômico pelos apresentadores dos jornais televisivos, mesmo quando especialistas sobre os temas noticiados são consultados, pois até nessas ocasiões somos “premiados com as opiniões nada abalizadas” dos reporteres e apresentadores, muitas vezes induzindo pessoas desavisadas ao desentendimento.

No caso específico dos temas políticos as “informações de bastidores”, alimentam as fofocas noticiadas pelas estrelas jornalísticas cada vez mais posudas a nos apresentar “e dar suas opiniões sobre” as histórias dos zumbis que perambulam pelos necrotérios em que se transformaram os três poderes deste defunto país.

E nós, travestidos em velhas carpideiras de velório continuamos chorando pelos cantos sem forças para reagir.

O problema é que se nada for feito para parar esse cortejo fúnebre e seus Carontes* nós seremos enterrados juntos.

*Caronte é o barqueiro que carrega as almas dos recém mortos (Mitologia grega – Wikipedia).

ESPERANÇAS DE MÃE

As mães desde antes são esperanças.
Esperam que o amor chegue,
Que ele traga crianças,
Que elas cresçam saudáveis,
Que sigam caminhos de paz.

E seguem esperando,
Que Deus as proteja,
Que a fome não as alcance,
Que o crime não as convença,
Que a droga não as consuma.

E então, continuam esperando,
Que as etapas sejam vencidas,
Que os obstáculos sejam ultrapassados,
Que vitórias superem derrotas.
Que enfim se realizem.

Depois permanecem esperando,
Que elas encontrem alguém,
Que construam um lar,
Que crianças nasçam e
Que tragam consigo novas esperanças.

Quem somos?

– Ser ou não ser? Essa pergunta Shakespeareana procura resposta a séculos e parece estar cada dia mais obscura sua solução.

Sob o ponto de vista do personagem Hamlet, lá pelos idos de 1600, a dúvida era se uma vez ciente que a vida é cheia de tormentos e sofrimentos seria melhor aceitar a existência com sua dor inerente ou acabar com ela.

Desde então, a dúvida sobre nossa existência só fez aumentar com o tempo na medida em que ela se aprofundou com a exacerbação das diferenças que fomos estabelecendo a respeito de quase tudo que se refere ao ser humano, principalmente no que deveria ser comum a todos.

No caso do príncipe Hamlet o pior de tudo não foi descobrir a verdade dos fatos, mas sim saber que não havia percebido tudo o que antes estava acontecendo ao seu redor.

Hoje esta secular questão também se aplica à compreensão das indagações sobre a natureza íntima das pessoas, a consciência de si e suas existências como criaturas de Deus.

O PCCF existe e mostrar sua cara.

Está sendo instalado em Brasília o PCCF (Primeiro Comando da Capital Federal) associação de parlamentares criada para investigar a parte do Judiciário que luta contra a ação dos corruptos do Legislativo e do Executivo.

O Brasil não pode nem irá ficar imóvel com tamanho desfaçatez.

A saber, este Comando é formado pelos 19 partidos que compõem o desde já famigerado PCCF e o número de parlamentares que assinaram a solicitação de criação de uma CPI destinada a inquerir a LAVA JATO:

PT – 57, PP – 35, MDB – 34, PCdoB – 9, PSB – 9, PSD – 7, PR – 6, PDT – 6, PSOL – 5, PRB – 5, DEM – 4, Solidariedade – 3, PPS – 2, Avante – 2, PTB – 2, PROS – 2, Podemos – 1, PSC – 1, PSDB – 1, em um total de 190 assinaturas.

Até onde vai o descaramento dessa gente que só olha por seus próprios interesses em um claro desrespeito ao clamor do povo que os elegeu.

O que pretendem agora?

– Destruir o trabalho dedicado e incansável de um grupo de funcionários públicos voltado a moralizar o país ao expor a corrupção endêmica existente nos três poderes?

– Salvar seus mandatos do risco de não eleição com essa demonstração desesperada de corporativismo?

– Jogar o país de volta ao poço da desesperança de onde saímos graças ao duro e demorado trabalho de investigação desse grupo de corajosos brasileiros?

Não, não dá para acreditar que tenham forças nem coragem para fazer retroceder os avanços alcançados contra a corrupção.

Brasília não é tão longe de nossos passos a ponto de estar fora do alcance de uma caminhada cívica que possa impedi-los de tamanho golpe sujo contra a justiça.

Sorrateiramente o requerimento para a instalação da CPI da LAVA JATO foi apresentado no dia 30 de maio.

Alguns deputados já retiraram sua assinatura do documento alegando terem sido enganados.

Como se vê, nossos parlamentares continuam os mesmos.

A questão que se apresenta em outubro é se vamos reelege-los ou não.

Vocês vão?

– Eu não!

O governo faz tudo.

Nos últimos anos nosso país foi administrado por governos ligados a partidos socialistas mais a esquerda. O resultado foi essa bagunça generalizada em nossa economia, educação, saúde, segurança e por ai vai…

Enganaram-se os que neles acreditaram, e olha que foram muitos.

Para entender o que aconteceu basta olhar mais detidamente para alguns dos programas de abrangência social daquele período. Eles foram iniciados primando pela verticalização de suas ações, posto que os últimos quatro governos eleitos acreditavam ser capazes de prover todas as necessidades da população por meio de programas sociais, sem que para isso sequer tenham feito suficiente planejamento.

Por princípio colocaram em prática o conceito de que “o governo faz tudo” proposto pelos partidos com suas matizes e acreditavam que agindo daquela maneira (e com o apoio do proletariado abstrato que tentaram implantar) teriam o controle do país.

Este foi um de seus erros mais drásticos vez que investiram seus esforços somente no aspecto quantitativo ou seja, pensaram somente na abrangência, tentando atingir politicamente o maior numero de pessoas possível, quando também deveriam considerar o aspecto qualitativo no bojo de seus programas.

Mais uma vez ficou claro que é da conjugação destes dois fatores que se colhem os verdadeiros e duradouros resultados socioeconômicos, coisas da democracia com as quais nunca souberam lidar, e olha que tiveram tempo para isso, afinal foram mais de três governos em sequência no poder.

Seus programas com este perfil só passaram a atuar horizontalmente tempos depois de iniciados e após a implementação de ações voltadas a integrá-los às cadeias produtivas vinculadas ao desenvolvimento de mercados específicos e sustentáveis, outra característica da democracia com as quais não conseguem conviver.

Exemplo clássico disto foi o programa Luz Para Todos que levou energia aos pequenos sitiantes e participantes de projetos de assentamento aproveitando corretamente da existência dos programas de interiorização de energia elétrica auto sustentados vindos de governos anteriores, mas erraram ao se apressar em fornecer energia elétrica aos beneficiados sem com isso possibilitar as condições necessárias à sua utilização na produção, armazenamento e comercialização dos resultados para, entre outras coisas, pagar por seu consumo.

Este e os outros propalados benefícios para a população menos favorecida têm outras explicações, as quais ficaram nas coxias de seus programas de governo e por isso mesmo desapercebidas.

Como fizeram isso?

Foi fácil, foi através dos incentivos (financiamentos a perder de vista) ao consumo dos produtos de baixo custo como os da chamada linha branca (eletrodomésticos) de veículos e conjuntos habitacionais, entre outros, para aqueles que chamaram de nova classe média.

Assim, pôs em prática uma série de ações combinadas de desonerações (pontuais) para devolver com juros e correção monetária tudo e mais alguns milhares de milhões de reais aos empresários que o opoiaram.

Não é possível precisar exatamente em que momento as coisas começaram a dar errado, mas é certo que esse tipo de politica social por eles implementada estabeleceu um novo paradigma, onde boa parte dos mais carentes passou a desconsiderar a importância de serem produtivos para se tornarem dependentes dos programas de governo, vez que passaram a subesistir deles exigindo cada vez mais esforços dos que realmente produzem e sustentam a economia do país. E pior, induzidos por estremistas passaram a tomar para sí, de assalto, o que consideram ser seu por dívida social.

Erraram de novo os que estimularam e defenderam essas ações, posto que a parcela produtiva da nação está esgotada, cansada mesmo, de sustentar este tipo de política pública que, em última instância, estimula a malversação de seu dinheiro. O que nos remete novamente ao programa Luz para Todos.

Vocês sabem quem pagou e provavelmente ainda deve estar pagando pela energia consumida por boa parte das pessoas atendidas por aquele programa?

Adivinhou! Nós mesmos, os brasileiros alcançados pelos equipamentos de medição.

Como disse antes, ficou fácil para aqueles governos pagarem seus programas sociais, pois foi com o dinheiro dos outros, o nosso.

Uma das justificativas foi de que seria difícil medir os consumos e fazer as contas chegarem às distantes e pequenas propriedades rurais, razão pela qual somos nós quem pagamos parcela importante daquelas despesas. A gente não percebe porque está tudo devidamente diluído nas nossas contas de energia.

A degradante realidade é que esses programas foram tão prejudicados pela exploração política e prováveis desvios de recursos financeiros a eles destinados que acabaram por perverter seus justos objetivos, desvirtuados que foram por sussessivos desgovernos.

O QUE IMPORTA AOS ATUAIS POLÍTICOS É O PODER.

Nossos políticos de carreira continuam usando das mesmas estratégias para sobreviver.

Tanto governam como fazem oposição apenas para desempenhar seu papel demagógico, não importando se as propostas são boas ou ruins, de onde quer que venham.

Em raríssimas ocasiões observamos políticos conscientes do seu papel de zelar pelo bem comum apoiar boas iniciativas desenvolvidas por outra orientação partidaria.

Chega desse tipo de político, precisamos acabar com esse mesmismo.

Nós, eleitores, somos vítimas das disputas pelo poder e infelizmente continuamos passivos, servindo de massa de manobra e munição para os confrotos ideológicos.

Por seu lado eles, os políticos, então pouco se lixando, pois não vêm o bem estar dos brasileiros como a finalida de seu trabalho, mas sim como um meio para escamotear seus versadeiros objetivos de permanecer no poder e obter benefícios para si e sua camarilha.

Se não “receberem vantagem” nas proposições para seu esquema ou para o grupo a que pertecem é ponto pacífico, não apoiarão.

Agora a pouco, em 2016, tivemos uma boa oportunidade de começar a mudar essa situação, mas não fomos capazes de eleger pessoas decentes para os cargos em disputa e mais uma vez reelegemos vereadores e prefeitos que estavam comprometidos em manter o “status quo”.

Deveríamos ter elegido candidados que nos dessem esperanças concretas ou pessoas sem um passado que as condenasse. Como nada disso foi feito daquela vez, sejamos nós agora os primeiros juízes a condenar os políticos corruptos e profissionais, aqueles que nada querem senão a continuidade dessa estrutura podre que assumiu o poder desde a promulgação da Constituição de 1988.

DEUS NOS ILUMINE NESSA HORA!

(VALE A PENA REPUBLICAR) – O DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO.

Em nenhum momento, nos anos pós promulgação da Constituição Federal de 1988, a chamada “Constituição cidadã”, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas e penduricalhos.

Fossem capazes de fazer um mea culpa sobre o DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO que vêm impondo à população com os beneplácitos a sí próprios, ao Executivo e ao Judiciário a cada nova adição de despesas ao Erário Público visando unicamente obter benefícios corporativistas e votos, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações Espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem maneja gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias insustentáveis. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol de suas próprias benesses.

Ao povo oferecem sacrifícios, enquanto que para si somente demandam benefícios.

A verdadeira reforma para a salvação do Brasil começará quando formos capazes de demovê-los de seus, por enquanto, inexpugnáveis púlpitos e obrigá-los a descer ao mundo real no qual estamos sobrevivendo “todos nós, os outros”.

PELO FIM DOS SALÁRIOS AVILTANTES, AS MORDOMIAS ESDRÚXULAS, AS VERBAS INDECENTES E OS INJUSTIFICÁVEIS DIREITOS AUTO-ADQUIRIDOS POR TÃO POUCOS EM DETRIMENTO DE TODOS NÓS , DE NOSSAS REAIS NECESSIDADES E DIREITOS CONSTITUCIONAIS.

PS – Publicado originalmente em janeiro/2018

E agora?

Confirmada a situação em que nos metemos ao eleger um certo partido para governar o país nos últimos 15 anos.

A afirmação está correta na medida em que após o “bota fora” dos petistas fomos obrigados a aceitar um seu comparsa desde 2003, o tal do (P)MDB.

Agora pagamos o pato, e para agravar tudo os intrépidos caminhoneiros do Brasil, qual heróis de araque, realizam o grande sonho das esquerdas do continente sul-americano.

Paralisação total do Brasil, e vamo que vamo, nem percebem que podem servir de bucha de canhão para destruir o pouco que foi recuperado.

Daqui para a frente abrem-se as porteiras à anarquia total que alguns partidos tentaram e tanto sonham.

E agora?