Ouvir silêncio.

Silêncio,
ouça o silêncio,
a solidão calma.

O ar pelas ventas,
encher os pulmões,
saltar o coração.

O bate-bate,
repica e rebate,
a vida viver.

O sangue pulsar,
passar pelas veias,
indo e vindo.

A alma que acalma,
Espírito Santo,
presença, divina.

É Deus quem fala,
no fundo profundo,
tudo se cala.

Mulheres, falta-lhes espaço.

Desde a muito tempo, mas só recentemente de forma enfática, as mulheres estão se mobilizando para ter seus valores e direitos reconhecidos.

Luta justíssima, considerada sua importância desde os mais primitivos momentos da história humana.

Tiveram, devido as condições extremas daqueles tempos, a necessidade de amamentar e criar seus filhos, uma função de retaguarda posto não existirem quaisquer outros recursos que não sua presença nessas atividades, permanecendo assim até não muito tempo atrás.

Devido àquelas mesmas condições também o homem, exercendo seu papel devido a força física, ocupou e permaneceu na posição de pseudo comando com efetiva dominância.

Durante todo esse tempo e como única opção para a sobrevivência da espécie,
cuidaram ambos de prover alimento, saúde e segurança para suas famílias.

Entretanto, a medida em que o tempo foi passando na esteira da evolução natural da humanidade não houve como a supremacia masculina se manter soberana utilizando-se apenas seus dotes físicos, passando então a se valer de subterfúgios místicos e religiosos para sustentar sua posição por mais de dois mil anos.

Para confirmar esse argumento basta lembrar os pilares, todos masculinos, sobre os quais foram baseadas as principais as religiões no mundo.

Neste ínterim sua submissa companheira buscou sem descanso, mas também sem muito sucesso, alcançar sua justa posição, seu valor e contribuição reconhecidos. Caminho este cheio de obstáculo, mas que vem sendo percorrido com perseverante empenho.

“Certo é que seja pela beleza, pela inteligência, pela competência, pela sabedoria, pela persistência, pela luta, pela força ou qualquer outro argumento que possamos considerar, a mulher foi, é e sempre será o elemento no entorno do qual orbitamos todos nós”.

Elas são únicas, o que lhes permite ser ao mesmo tempo criatura e criação, caminho e condução.

Falta-lhes espaço, e, paradoxalmente, poucas das que conseguiram ocupá-lo mostraram estar a altura das espectativas criadas. Boa parte acaba por cair no degradante lugar comum de quem precisariam substituir.

Todas merecem sinceras e esperançosas homenagens!

A Justiça vesga

A justiça não é mais cega, ela agora enxerga, mas ficou vesga.

O pior é que a venda que cobre seus olhos esta rasgada e para esconder a desfaçatez colocaram sobre eles óculos escuros de modo a que não possamos saber para onde estão voltados.

Promotores, desembargadores, defensores e juízes das novas gerações estão se desapegando das más influências da velha política e disciminando uma nova justiça pelas Côrtes. Esta sim, mais justa e necessária à correta aplicação das leis posto que moderna, pragmática e independente. Tanto, que passou a ser causa redutora dos vícios que a deturpam.

Entretanto, o fato de colocar as antigas interpretações (benevolentemente politizadas) fora do contexto constitucional traz consigo enorme responsabilidade.

Uma das questões que agora se apresentam está em aplicar com imparcialidade as mesmas modernas interpretações das leis nas desvairadas obtencões de direitos adquiridos por tabela pelos que se beneficiaram daquilo que deveriam repudiar e combater ou seja, os benefícios auto concedidos pelos outros poderes constituídos e coniventemente apoiados pelo judiciário.

A visão vesga aparece quando esse mesmo judiciário olha de forma enviezada para causas próprias. Provas disso são as atuações de suas associações que agem tal qual sindicatos na defesa dos penduricalhos concedidos por legisladores de má índole, dos quais os ilustres responsáveis pela justiça também acabam por se beneficiar.

Deveriam ter vergonha de defender benefícios introduzidos de maneira torpe na Constituição, frutos das artimanhas utilizadas pelos lobos em pele de cordeiro que hoje enfaticamente dizem combater.

Neste rol estão as injustificáveis verbas recebidas por fora como são os casos dos auxílios moradia, das ajudas de custos e outras mazelas mais, todas obtidas por interpretações deturpadas daquela mesma Constituição a qual tanto se referenciam em suas decisões.

Não vemos planilhas nem organogramas que exponham estes desvios (direitos) constitucionalizados serem apresentados ao público, muito menos aparecem em eventos midiáticos como nos acostumamos a ver nos outros desvios tão indecentes quanto estes serem tratados.

Porque será?

Fossem investigados com a necessária imparcialidade e o mesmo denodado empenho todos os benefícios indevidos legalizadamente concedidos certamente teriam que ser devolvidos ao erário público.

Será por isso?

Assim fosse feito, os injustificados rombos orçamentários (inclusive na previdência social) poderiam até não existir ou, no mínimo, seriam incomensuravelmente menores.

Esses desvios de recursos financeiros certamente serão tão ou mais aviltantes se comparados as apropriações indébitas perpetradas por políticos e funcionários públicos corruptos em suas relações expúrias com empresários corruptores.

Para que possamos ter justiça igual para todos nesse país será preciso colocar nova venda sobre os olhos da justiça!

Rio das curvas

Sinuoso lá vai o Paraguai,
Descendo, descendo, incessante,
Murmurando, murmurando.

Caminha seu ritmo suave,
Percorre a vida pujante,
Leva e traz, traz e leva
Lá vem, lá vai.

Silente, acalma a alma,
Torrente, agita a mente.
Caldaloso, fica nervoso,
Remanso, manso.

Suas turvas curvas incautos engana.
Alimento, alimenta, supre a terra.
Em seu curso o todo aviva,
Em seu destino tudo encerra.

Marcelo Augusto Portocarrero em 26/2/18 – Barco Jacaré

Representantes democraticamente eleitos

Continuamos a ser enganados descaradamente por nossos representantes democraticamente eleitos.

Sim, é isso mesmo que vem sendo esfregado em nossas caras diuturnamente por nossos representantes democraticamente eleitos.

Enquanto isso, permanecemos estáticos, sem capacidade de reagir contra as ações destrutivas de nossos representantes democraticamente eleitos.

Qual ratazanas, nossos representantes democraticamente eleitos perambulam pelos subterrâneos da capital federal tramando ataques a nossos direitos constitucionais alegando serem os deles que estão a correr perigo em função das ações saneadoras, melhor dizendo, sanitárias da Lava Jato e do STF.

Acreditem, estou falando do esgoto a céu aberto em que se transformaram as casas de leis frequentadas por nossos representantes democraticamente eleitos.

Enquanto isso permanecemos ignorando a destruição moral por que estamos passando graças ao esforço corporativista de nossos representantes democraticamente eleitos.

Amor eterno

Ele parecia não estar lá, mas certamente se pudesse ser visto assistiriamos seu permanente autocontrole dar lugar ao emocional e ouviriamos seu doloroso lamento clamando por sua amada em alto, sonoro e desesperado adeus.

Foi como ela o fez anos atrás quando dele se despediu naquela quente manhã de janeiro no salão da Igreja da Boa Morte onde velamos seu corpo.

Não tenho dúvidas que neste outro marcante janeiro de nossa família ele estava lá, amparando-a em seus últimos instantes.

Estava sim, veio buscá-la e foram-se, novamente juntos, para o paraíso é a vida eterna.

Direitos Adquiridos?

Eis o “Xis” da questão.

Sobretudo quando nos referimos exatamente àqueles conseguidos por quem deveria nos representar, administrar nossos municípios, estados e país, mais aqueles que, precisamos, nos protejam, defendam e julguem.

Quanto a nós, parece sermos o resto porque nada nos resta, exceto pagar impostos.

Impostos que deveriam ser revertidos prioritariamente em nosso bem estar, mas que são desviados através de manobras muito bem orquestradas nos troca-trocas de favores entre os três poderes nos três níveis de governança.

A eles tudo é possível, remunerações altíssimas, 13°, 14°, 15° salários, auxílios moradia, representação, paletó, passagens, veículos, motoristas, camareiras, garçons, recessos duas vezes ao ano e tantos outros penduricalhos mais que chegam a dar nojo, sem falar dos foros especiais a que têm direito.

Como pudemos permitir esses “aviltantes direitos” serem dados a tão poucos em detrimento aos “parcos direitos” de tantos outros?

É por permitirmos que estas benesses injustificáveis continuem a ser dadas por eles para eles próprios que nossos direitos a saúde, educação e segurança permanecem sendo relegados a segundo plano.

Não, não adianta procurar um culpado ou culpados naqueles que elegemos como nossos representantes no legislativo, muito menos no executivo, o que dirá em um judiciário, que sequer escolhemos.

Para sanear nosso país precisamos ter coragem de impor a extinção daqueles direitos adquiridos, posto que em nada nos beneficiaram até agora.

Pergunte a você mesmo em que esses benefícios extras que nenhum outro brasileiro pagador de impostos tem ajudam nosso país?

Nada, absolutamente “NADA”. Então, não há nada que justifique sejam continuados.

Aqueles e aquelas que os recebem nada fizeram até agora para os merecer quanto mais por continuar a recebê-los.

CHEGA desses tipos de “direitos adquiridos” que só se prestam a corroer recursos públicos!

Momentos de decisão

A decisão de preservar determinado Senador que serviu de salva-vidas a diversos corruptos eleitos também deu carona aos pedidos de Habeas Corpus de certo ex-presidente condenado peja justiça. Ainda bem que não foram aceitos.

Mato Grosso também teve deputado estadual filmado recebendo propina e detido em flagrante por obstrução à Justiça e que aproveitou daquela porteira aberta para ser libertado da prisão reavendo seu mandato após votação unânime a seu favor por parte dos seus “parsas” os quais, agindo dessa forma, assumiram clara e inteira conivência.

Fossemos um país de gente séria e preocupada em fazer justiça, deveríamos expurgar essa confraria por inteirou, em todos os níveis, sem excessão, agindo como eles próprios agem.

A diferença estaria no objetivo a ser alcançado, pois assim como aqueles espertalhões se apoiam nas letras da lei por eles próprios escrita para se proteger, nós eleitores precisamos agir da mesma jeito e seguir o que estabelece a forma da lei eleitoral para demití-los de seus cargos removendo todos de lá.

Em nosso caso, impedindo pelo voto a continuidade dos mandatos espúrios daqueles e daquelas que hoje se auto protegem em claro desrespeito a nós que os elegemos.

Abuso de poder?

Tem gente acusando promotores e juízes de estarem abusando dos direitos das pessoas presas pela Operação Lava Jato.

Dizem que a delação premiada é instrumento de pressão sobre os detidos e uma afronta aos direitos dos presos que só saem do xadrez se confessarem seus crimes e entregaram seus comparsas.

Verdade verdadeira, aliás, absolutamente verdade!

Provavelmente, os que acusam por discordar destes procedimentos defendem a “velha justiça“, aquela dos infindáveis recursos e decursos de prazos, ideal para um país onde a justiça alcança somente os pobres.

Naturalmente, discordam de que é exatamente graças a este modo de agir que o país está conhecendo seus mais poderosos criminosos.

Àqueles que discordam cabem algumas perguntas que não podem calar:

– A quem interessa a liberdade ou “habeas corpus” daqueles que foram presos por corrupção nas operações ligadas a Lava Jato?

– Estaríamos cientes do mar de lama político que se instaurou no Legislativo, no Executivo e no Judiciário desse país de terceiro mundo a que eles nos trouxeram de volta?

– Quantos anos mais seriam necessários para termos conhecimento (se é que teríamos) de tudo isso que hoje sabemos se os brasileiros responsáveis pela Lava Jato não agissem conforme essa gente trabalha?

Certamente ainda estaríamos acreditando que a maioria de nossos políticos, gestores públicos e demais autoridades são do bem.

Tem até gente entre eles quem se acha mais honesto que o Papa.

Poderá nosso país continuar a suportar tantos desaforos e sobreviver a mais mandatos dominados por gente tão desprezível?

– Com certeza não!

DESPREZÍVEIS COVARDES

Estamos com o saco cheio dessa indefinida situação referente a questão previdenciária.

É ridícula a encenação que nos apresentam governo e oposição desde o início dessa desavergonhada crise.

De um lado, pasmados, vemos o governo adiando a votação da matéria e do outro, incrédulos, assistimos seus próprios apoiadores junto com a oposição fazer figuração na comédia política.

Ambos parecem viver uma interpretação dos fatos alheia ao que realmente interessa a quem nesse país trabalha ou está aposentado.

Ficam levando o assunto de barriga ao mesmo tempo em que alardeiam sua fundamental importância ou a falta dela para nosso futuro.

São todos DESPREZÍVEIS, COVARDES e “otras cositas mas”.

Estivessem realmente interessados em resolver o assunto não estariam levando em conta (como de fato estão) a necessária exposição pessoal a que todos, sem exceção, precisarão viver para por fim a crise, principalmente porque terão que se expor e cortar da própria carne.

De comum acordo trouxeram o assunto para 2018, ano de eleições, em deslavada desculpa para justificar o “dolce far niente” de sempre, quando o assunto é carregado de interesses corporativos.

É a justificativa perfeita. Levará tudo para que o próximo governo que, por sua vez, fará de conta que vai resolver.

Essas pessoinhas deveriam estar cuidando de nós eleitores e aposentados, mas não, só zelam por seus mandatos, seus nababescos auto adquiridos direitos, seus votos negociados, bem como pelos interesses das corporações e sindicatos que os sustentam.

Digo que são todos COVARDES porque lhes faltou no passado, como lhes falta agora, CORAGEM para votar a reforma previdenciária.

Porque não votaram ano passado?

Porque não votarão agora?

DESPREZÍVEIS, não querem se expor, posto que teriam todos que mostrar suas verdadeiras faces, para o bem ou para o mal.

Quem é a favor, quem é contra? Nunca saberemos!

Alguns, tentando justificar tamanho desprezo pelo povo que os elegeu no passado, dirão que tudo isso é parte do jogo político do qual reles eleitores nada entendem. Engano deles, nós sabemos muito bem o que se passa no submundo da política nacional. Aguardem e verão!

Repetindo, falta coragem ao governo, aos partidos e aos políticos, pois “na hora do vamos ver são todos farinha do mesmo saco”.

DESPREZÍVEIS E COVARDES NÃO MERECEM NOSSO RESPEITO, MUITO MENOS NOSSOS VOTOS.

Marquemos as “outras” opções

2018 será o ano da mais importante das eleições de nosso país.

Parafraseando a maior de todas as grandes ilusões da nossa política – “nunca antes na história deste pais” fomos agredidos com tantas mentiras, falsidades e roubalheiras juntas. Ainda mais proporcionadas por uma seqüência de governos incompetentes, acobertados por parlamentares corruptos e tribunais coniventes.

Devemos estar preparados para passar pelas mesmas torturantes campanhas eleitorais obrigatórias de sempre, onde novamente pessoas mal intencionadas tentarão enganar os eleitores apresentando-se como honestos postulantes aos cargos em disputa.

A maioria dos candidatos e candidatas aos cargos eletivos, senão a totalidade, será composta de velhos conhecidos nossos, quer seja pelas diligentes investigações da Polícia Federal em parceria com o Ministério Público, quer seja pelas reportagens levadas a cabo pela eclética imprensa nacional ou mesmo por blogs tendenciosos que teimam em nos entupir de mentiras sobre tudo e sobre todos que não lhes sejam partidários.

Vocês já se deram conta do tanto de notícias falsas e pesquisas tendenciosas que estão proliferando pelas mídias tal qual doença contagiosa? Pois é, este é o “trailer” das cenas tenebrosas dos capítulos da novela que assistiremos até as eleições.

Vendo as apresentações antecipadas dos candidatos da para se ter uma ideia da torre de babel em que o país se transformará graças as artimanhas e subterfúgios tramados e concretizados pelos atuais políticos, governantes e seus asseclas que, agindo na calada da noite, produziram acordos esdrúxulos, maléficos mesmo, para nós os pobres mortais aqui de fora dos palácios e órgãos públicos.

Não há quem se salve, pois de uma forma ou de outra todos se locupletam, seja tramando as sacanagens, seja delas participando ou mesmo ficando calados quando delas também se beneficiam. Vide as mordomias, os penduricalhos, as residencias funcionais, as passagens aéreas, as verbas de gabinete, e por ai vão as inúmeras outras sem-vergonhices a que dizem ter direito.

Alguém ou algum partido já abriu mão de tudo isso? Nunca!

Terão esses sanguessugas justificativas para receber nossos votos?

Pensem no enorme esforço seletivo que teremos de fazer para decidir em quem vamos votar. Sim, porque mais que nunca estaremos assumindo total responsabilidade sobre tudo que vai acontecer com nosso país.

Não é hora de lutar por direitos adquiridos para tão poucos em desfavor de todos os outros, nem de exigir solidariedade para os detentores dos altos salários que aviltam a honra de quem os obteve por tabela nesse eterno lava-mãos em que se transformou o serviço público.

Menos ainda dar guarida àqueles que se apresentam como candidatos, mas que defendem a manutenção de qualquer desses injustificados privilégios.

Nós, os outros, somos a maioria silenciosa, aquela que sempre permaneceu calada, mas que por isso mesmo acaba por eleger ou reeleger essa cambada que ai esta querendo, mais uma vez, manter as coisas como estão.

Chega, basta! Se essas pessoas nunca atenderam nem procuraram atender nossas verdadeira aspirações cidadãs porque reelegê-los ou eleger aqueles por eles indicados.

Devemos nos posicionar nas urnas contra os que lá estão e reduzir ao máximo os prejuízos futuros, se por ventura conseguirmos sobreviver a mais esta degradante chanchada chamada eleições da qual até agora só fazemos papel de figurantes inúteis.

Chegou a hora de escolhermos melhores representantes e expurgar da vida pública os maus elementos que dela só souberam tirar proveito próprio.

Não tenhamos dúvidas, nestas eleições o melhor voto será naqueles candidatos sem compromisso com o passado, pois só assim teremos 50% de chances de acertar, contra 100% de errar se teimarmos em reeleger qualquer um desses pilantras que hoje aí estão.

O DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO.

Em nenhum momento, nestes últimos anos pós reforma da Constituição, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas.

Fossem capazes de fazer um “mea culpa” sobre os descalabros que vêm impondo à população com o beneplácito do executivo e do Judiciário a cada nova adição de despesas ao erário público visando unicamente obter benefícios corporativistas, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem mantém gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias e sustentos. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol de suas próprias benesses.

Ao povo oferecem sacrifícios, enquanto que para si somente demandam benefícios.

A verdadeira reforma para a salvação do Brasil começará quando formos capazes de demovê-los de seus, por enquanto, inexpugnáveis púlpitos e obrigá-los a descer ao mundo real no qual estamos sobrevivendo todos nós, “os outros”.

ABAIXO OS SALÁRIOS AVILTANTES, AS MORDOMIAS ESDRÚXULAS, AS VERBAS INDECENTES E OS INJUSTIFICÁVEIS DIREITOS ADQUIRIDOS “E MANTIDOS” PARA TÃO POUCOS EM DETRIMENTO DOS POUCOS DIREITOS DE NÓS TODOS.

Avatar de MAPortocarreroMarcelo Augusto Portocarrero

Em nenhum momento, nestes últimos anos pós reforma da Constituição, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas.

Fossem capazes de fazer um “mea culpa” sobre os descalabros que vêm impondo à população com o beneplácito do executivo e do Judiciário a cada nova adição de despesas ao erário público visando unicamente obter benefícios corporativistas, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem mantém gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias e sustentos. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol…

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Fé e Esperança

Todo início de ano tem a capacidade de avivar as chamas da esperança que realimentam nossos corações com sonhos e desejos.

Talvez a razão pela qual tenhamos esperança seja porque ela vem da alma, perambula por nossos sentimentos e nos enche de emoção.

Diferente dela, a fé é um sentimento racional, incondicional mesmo, onde a dúvida não deve existir por ser ela o esteio da confiança.

Então, vamos todos acreditar em um futuro melhor com esperança e muita fé, especialmente neste ano de 2018.

Para isso é preciso repassar tudo que aconteceu conosco nos últimos anos, pois assim teremos boa visão do que aconteceu conosco, bem como o que fizemos de certo, de errado, nossas boas ações e omissões do passado recente.

Poderemos então olhar para a frente conscientes de “tudo o que precisamos fazer para sermos melhores em tudo”.

Creio, sinceramente, que ao nos posicionarmos assim conseguiremos realizar boa parte de nossos propósitos e surpreender a todos pela capacidade que desenvolveremos, seja isoladamente ou em conjunto, de encontrar soluções adequadas para boa parte dos nossos problemas.

Lembre-se, Deus sempre está presente!

Jogo é jogo, treino é treino.

Em se tratando de esportes, política e casamento a afirmação é cabível.

No caso dos esportes é lógica a relação entre treinar bem e jogar ainda melhor para ganhar, não é mesmo?

Se as jogadas, procedimentos e até mesmo as rígidas regras não forem treinadas e seguidas a risca as derrotas vêm, irremediavelmente.

Política já não transmite essa relação tão direta, mas da para ir adiante no raciocínio vez que estamos assistindo uma pelada atrás da outra, que me desculpem os peladeiros.

Esses pernas-de-pau da política estão se achando, mas não são mais os donos da bola. Seus partidecos se transformaram em timecos de última categoria sem condições sequer de disputar eleições em um país civilizado.

Elas não aceitam que o jogo político está mudando, por isso mesmo nós os eleitores/torcedores precisamos primeiro afastar os parlamentares e governantes corruptos para depois acabar com a política rampeira que vêm praticando. Esse jogo de cartas marcadas que por puro comodismo estamos obrigados a aturar.

Basta desse lenga-lenga de conchavos e resultados comprados.

Falta relacionar o tema ao casamento. Tarefa complicada, vez que importa em reinterpretar os procedimentos mais relevantes das velhas atitudes masculinas e porque não dizer femininas, dos seres humanos.

Maioria das vezes quando adolescentes iniciamos nossas atividades sexuais com parceiros(as) diferentes daqueles(as) com quem escolhemos nós casar.

Antes do casamento ainda passamos por outros momentos intensos, as ficações, os namoros e os noivados. Pois bem, vamos entender essas experiências como treinamentos para o jogo de parceiros que nos levará a constituir nossas família.

Não, não é uma afirmação, tão pouco se trata de existência de regras a serem seguidas. Na verdade o casamento é parte do jogo da vida. É preciso entendê-lo de pronto, pois suas regras são definidas pelo amor e precisam ser seguidas à risca. Portanto, nesse caso não podem existir vencedores nem vencidos, senão nunca acabará bem.

O preâmbulo do casamento é constituído de muito treino onde conhecer as qualidades, aceitar os defeitos e trabalhar para auto corrigir tudo é essencial.

Findo o treinamento, no casamento o que importa é estar pronto e ser capaz de desenvolver capacidades extraordinárias, tais como acreditar e ser sincero durante o resto do jogo da vida. Melhor dizendo, durante a maravilha existência do verdadeiro amor.

Marcelo Augusto Portocarrero – 14/1/18

Cuida dela Senhor

Insuportável vê-la sofrer.
Injusta sentença, sem cabimento.
Nada explica tanto dor,
Não tem porque esse padecimento.

O que resta fazer,
Senão ajuda divina implorar.
Meu Deus vem socorrer,
A quem só soube amar.

Venha Senhor,
Olha por nossa querida.
Remove de nossa mãe,
Essa opressora dor.

Leva consigo esse mal,
Lascivo tormento tão implacável.
Afasta o sofrimento desse corpo impotente,
Que sofre calado essa dor presente, maldosa, latente.

Para Lília,

Marcelo Augusto Portocarrero
– 31/12/2017