Momentos de decisão

A decisão de preservar determinado Senador que serviu de salva-vidas a diversos corruptos eleitos também deu carona aos pedidos de Habeas Corpus de certo ex-presidente condenado peja justiça. Ainda bem que não foram aceitos.

Mato Grosso também teve deputado estadual filmado recebendo propina e detido em flagrante por obstrução à Justiça e que aproveitou daquela porteira aberta para ser libertado da prisão reavendo seu mandato após votação unânime a seu favor por parte dos seus “parsas” os quais, agindo dessa forma, assumiram clara e inteira conivência.

Fossemos um país de gente séria e preocupada em fazer justiça, deveríamos expurgar essa confraria por inteirou, em todos os níveis, sem excessão, agindo como eles próprios agem.

A diferença estaria no objetivo a ser alcançado, pois assim como aqueles espertalhões se apoiam nas letras da lei por eles próprios escrita para se proteger, nós eleitores precisamos agir da mesma jeito e seguir o que estabelece a forma da lei eleitoral para demití-los de seus cargos removendo todos de lá.

Em nosso caso, impedindo pelo voto a continuidade dos mandatos espúrios daqueles e daquelas que hoje se auto protegem em claro desrespeito a nós que os elegemos.

Abuso de poder?

Tem gente acusando promotores e juízes de estarem abusando dos direitos das pessoas presas pela Operação Lava Jato.

Dizem que a delação premiada é instrumento de pressão sobre os detidos e uma afronta aos direitos dos presos que só saem do xadrez se confessarem seus crimes e entregaram seus comparsas.

Verdade verdadeira, aliás, absolutamente verdade!

Provavelmente, os que acusam por discordar destes procedimentos defendem a “velha justiça“, aquela dos infindáveis recursos e decursos de prazos, ideal para um país onde a justiça alcança somente os pobres.

Naturalmente, discordam de que é exatamente graças a este modo de agir que o país está conhecendo seus mais poderosos criminosos.

Àqueles que discordam cabem algumas perguntas que não podem calar:

– A quem interessa a liberdade ou “habeas corpus” daqueles que foram presos por corrupção nas operações ligadas a Lava Jato?

– Estaríamos cientes do mar de lama político que se instaurou no Legislativo, no Executivo e no Judiciário desse país de terceiro mundo a que eles nos trouxeram de volta?

– Quantos anos mais seriam necessários para termos conhecimento (se é que teríamos) de tudo isso que hoje sabemos se os brasileiros responsáveis pela Lava Jato não agissem conforme essa gente trabalha?

Certamente ainda estaríamos acreditando que a maioria de nossos políticos, gestores públicos e demais autoridades são do bem.

Tem até gente entre eles quem se acha mais honesto que o Papa.

Poderá nosso país continuar a suportar tantos desaforos e sobreviver a mais mandatos dominados por gente tão desprezível?

– Com certeza não!

DESPREZÍVEIS COVARDES

Estamos com o saco cheio dessa indefinida situação referente a questão previdenciária.

É ridícula a encenação que nos apresentam governo e oposição desde o início dessa desavergonhada crise.

De um lado, pasmados, vemos o governo adiando a votação da matéria e do outro, incrédulos, assistimos seus próprios apoiadores junto com a oposição fazer figuração na comédia política.

Ambos parecem viver uma interpretação dos fatos alheia ao que realmente interessa a quem nesse país trabalha ou está aposentado.

Ficam levando o assunto de barriga ao mesmo tempo em que alardeiam sua fundamental importância ou a falta dela para nosso futuro.

São todos DESPREZÍVEIS, COVARDES e “otras cositas mas”.

Estivessem realmente interessados em resolver o assunto não estariam levando em conta (como de fato estão) a necessária exposição pessoal a que todos, sem exceção, precisarão viver para por fim a crise, principalmente porque terão que se expor e cortar da própria carne.

De comum acordo trouxeram o assunto para 2018, ano de eleições, em deslavada desculpa para justificar o “dolce far niente” de sempre, quando o assunto é carregado de interesses corporativos.

É a justificativa perfeita. Levará tudo para que o próximo governo que, por sua vez, fará de conta que vai resolver.

Essas pessoinhas deveriam estar cuidando de nós eleitores e aposentados, mas não, só zelam por seus mandatos, seus nababescos auto adquiridos direitos, seus votos negociados, bem como pelos interesses das corporações e sindicatos que os sustentam.

Digo que são todos COVARDES porque lhes faltou no passado, como lhes falta agora, CORAGEM para votar a reforma previdenciária.

Porque não votaram ano passado?

Porque não votarão agora?

DESPREZÍVEIS, não querem se expor, posto que teriam todos que mostrar suas verdadeiras faces, para o bem ou para o mal.

Quem é a favor, quem é contra? Nunca saberemos!

Alguns, tentando justificar tamanho desprezo pelo povo que os elegeu no passado, dirão que tudo isso é parte do jogo político do qual reles eleitores nada entendem. Engano deles, nós sabemos muito bem o que se passa no submundo da política nacional. Aguardem e verão!

Repetindo, falta coragem ao governo, aos partidos e aos políticos, pois “na hora do vamos ver são todos farinha do mesmo saco”.

DESPREZÍVEIS E COVARDES NÃO MERECEM NOSSO RESPEITO, MUITO MENOS NOSSOS VOTOS.

Marquemos as “outras” opções

2018 será o ano da mais importante das eleições de nosso país.

Parafraseando a maior de todas as grandes ilusões da nossa política – “nunca antes na história deste pais” fomos agredidos com tantas mentiras, falsidades e roubalheiras juntas. Ainda mais proporcionadas por uma seqüência de governos incompetentes, acobertados por parlamentares corruptos e tribunais coniventes.

Devemos estar preparados para passar pelas mesmas torturantes campanhas eleitorais obrigatórias de sempre, onde novamente pessoas mal intencionadas tentarão enganar os eleitores apresentando-se como honestos postulantes aos cargos em disputa.

A maioria dos candidatos e candidatas aos cargos eletivos, senão a totalidade, será composta de velhos conhecidos nossos, quer seja pelas diligentes investigações da Polícia Federal em parceria com o Ministério Público, quer seja pelas reportagens levadas a cabo pela eclética imprensa nacional ou mesmo por blogs tendenciosos que teimam em nos entupir de mentiras sobre tudo e sobre todos que não lhes sejam partidários.

Vocês já se deram conta do tanto de notícias falsas e pesquisas tendenciosas que estão proliferando pelas mídias tal qual doença contagiosa? Pois é, este é o “trailer” das cenas tenebrosas dos capítulos da novela que assistiremos até as eleições.

Vendo as apresentações antecipadas dos candidatos da para se ter uma ideia da torre de babel em que o país se transformará graças as artimanhas e subterfúgios tramados e concretizados pelos atuais políticos, governantes e seus asseclas que, agindo na calada da noite, produziram acordos esdrúxulos, maléficos mesmo, para nós os pobres mortais aqui de fora dos palácios e órgãos públicos.

Não há quem se salve, pois de uma forma ou de outra todos se locupletam, seja tramando as sacanagens, seja delas participando ou mesmo ficando calados quando delas também se beneficiam. Vide as mordomias, os penduricalhos, as residencias funcionais, as passagens aéreas, as verbas de gabinete, e por ai vão as inúmeras outras sem-vergonhices a que dizem ter direito.

Alguém ou algum partido já abriu mão de tudo isso? Nunca!

Terão esses sanguessugas justificativas para receber nossos votos?

Pensem no enorme esforço seletivo que teremos de fazer para decidir em quem vamos votar. Sim, porque mais que nunca estaremos assumindo total responsabilidade sobre tudo que vai acontecer com nosso país.

Não é hora de lutar por direitos adquiridos para tão poucos em desfavor de todos os outros, nem de exigir solidariedade para os detentores dos altos salários que aviltam a honra de quem os obteve por tabela nesse eterno lava-mãos em que se transformou o serviço público.

Menos ainda dar guarida àqueles que se apresentam como candidatos, mas que defendem a manutenção de qualquer desses injustificados privilégios.

Nós, os outros, somos a maioria silenciosa, aquela que sempre permaneceu calada, mas que por isso mesmo acaba por eleger ou reeleger essa cambada que ai esta querendo, mais uma vez, manter as coisas como estão.

Chega, basta! Se essas pessoas nunca atenderam nem procuraram atender nossas verdadeira aspirações cidadãs porque reelegê-los ou eleger aqueles por eles indicados.

Devemos nos posicionar nas urnas contra os que lá estão e reduzir ao máximo os prejuízos futuros, se por ventura conseguirmos sobreviver a mais esta degradante chanchada chamada eleições da qual até agora só fazemos papel de figurantes inúteis.

Chegou a hora de escolhermos melhores representantes e expurgar da vida pública os maus elementos que dela só souberam tirar proveito próprio.

Não tenhamos dúvidas, nestas eleições o melhor voto será naqueles candidatos sem compromisso com o passado, pois só assim teremos 50% de chances de acertar, contra 100% de errar se teimarmos em reeleger qualquer um desses pilantras que hoje aí estão.

O DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO.

Em nenhum momento, nestes últimos anos pós reforma da Constituição, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas.

Fossem capazes de fazer um “mea culpa” sobre os descalabros que vêm impondo à população com o beneplácito do executivo e do Judiciário a cada nova adição de despesas ao erário público visando unicamente obter benefícios corporativistas, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem mantém gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias e sustentos. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol de suas próprias benesses.

Ao povo oferecem sacrifícios, enquanto que para si somente demandam benefícios.

A verdadeira reforma para a salvação do Brasil começará quando formos capazes de demovê-los de seus, por enquanto, inexpugnáveis púlpitos e obrigá-los a descer ao mundo real no qual estamos sobrevivendo todos nós, “os outros”.

ABAIXO OS SALÁRIOS AVILTANTES, AS MORDOMIAS ESDRÚXULAS, AS VERBAS INDECENTES E OS INJUSTIFICÁVEIS DIREITOS ADQUIRIDOS “E MANTIDOS” PARA TÃO POUCOS EM DETRIMENTO DOS POUCOS DIREITOS DE NÓS TODOS.

Avatar de MAPortocarreroMarcelo Augusto Portocarrero

Em nenhum momento, nestes últimos anos pós reforma da Constituição, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas.

Fossem capazes de fazer um “mea culpa” sobre os descalabros que vêm impondo à população com o beneplácito do executivo e do Judiciário a cada nova adição de despesas ao erário público visando unicamente obter benefícios corporativistas, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem mantém gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias e sustentos. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol…

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Fé e Esperança

Todo início de ano tem a capacidade de avivar as chamas da esperança que realimentam nossos corações com sonhos e desejos.

Talvez a razão pela qual tenhamos esperança seja porque ela vem da alma, perambula por nossos sentimentos e nos enche de emoção.

Diferente dela, a fé é um sentimento racional, incondicional mesmo, onde a dúvida não deve existir por ser ela o esteio da confiança.

Então, vamos todos acreditar em um futuro melhor com esperança e muita fé, especialmente neste ano de 2018.

Para isso é preciso repassar tudo que aconteceu conosco nos últimos anos, pois assim teremos boa visão do que aconteceu conosco, bem como o que fizemos de certo, de errado, nossas boas ações e omissões do passado recente.

Poderemos então olhar para a frente conscientes de “tudo o que precisamos fazer para sermos melhores em tudo”.

Creio, sinceramente, que ao nos posicionarmos assim conseguiremos realizar boa parte de nossos propósitos e surpreender a todos pela capacidade que desenvolveremos, seja isoladamente ou em conjunto, de encontrar soluções adequadas para boa parte dos nossos problemas.

Lembre-se, Deus sempre está presente!

Jogo é jogo, treino é treino.

Em se tratando de esportes, política e casamento a afirmação é cabível.

No caso dos esportes é lógica a relação entre treinar bem e jogar ainda melhor para ganhar, não é mesmo?

Se as jogadas, procedimentos e até mesmo as rígidas regras não forem treinadas e seguidas a risca as derrotas vêm, irremediavelmente.

Política já não transmite essa relação tão direta, mas da para ir adiante no raciocínio vez que estamos assistindo uma pelada atrás da outra, que me desculpem os peladeiros.

Esses pernas-de-pau da política estão se achando, mas não são mais os donos da bola. Seus partidecos se transformaram em timecos de última categoria sem condições sequer de disputar eleições em um país civilizado.

Elas não aceitam que o jogo político está mudando, por isso mesmo nós os eleitores/torcedores precisamos primeiro afastar os parlamentares e governantes corruptos para depois acabar com a política rampeira que vêm praticando. Esse jogo de cartas marcadas que por puro comodismo estamos obrigados a aturar.

Basta desse lenga-lenga de conchavos e resultados comprados.

Falta relacionar o tema ao casamento. Tarefa complicada, vez que importa em reinterpretar os procedimentos mais relevantes das velhas atitudes masculinas e porque não dizer femininas, dos seres humanos.

Maioria das vezes quando adolescentes iniciamos nossas atividades sexuais com parceiros(as) diferentes daqueles(as) com quem escolhemos nós casar.

Antes do casamento ainda passamos por outros momentos intensos, as ficações, os namoros e os noivados. Pois bem, vamos entender essas experiências como treinamentos para o jogo de parceiros que nos levará a constituir nossas família.

Não, não é uma afirmação, tão pouco se trata de existência de regras a serem seguidas. Na verdade o casamento é parte do jogo da vida. É preciso entendê-lo de pronto, pois suas regras são definidas pelo amor e precisam ser seguidas à risca. Portanto, nesse caso não podem existir vencedores nem vencidos, senão nunca acabará bem.

O preâmbulo do casamento é constituído de muito treino onde conhecer as qualidades, aceitar os defeitos e trabalhar para auto corrigir tudo é essencial.

Findo o treinamento, no casamento o que importa é estar pronto e ser capaz de desenvolver capacidades extraordinárias, tais como acreditar e ser sincero durante o resto do jogo da vida. Melhor dizendo, durante a maravilha existência do verdadeiro amor.

Marcelo Augusto Portocarrero – 14/1/18

Cuida dela Senhor

Insuportável vê-la sofrer.
Injusta sentença, sem cabimento.
Nada explica tanto dor,
Não tem porque esse padecimento.

O que resta fazer,
Senão ajuda divina implorar.
Meu Deus vem socorrer,
A quem só soube amar.

Venha Senhor,
Olha por nossa querida.
Remove de nossa mãe,
Essa opressora dor.

Leva consigo esse mal,
Lascivo tormento tão implacável.
Afasta o sofrimento desse corpo impotente,
Que sofre calado essa dor presente, maldosa, latente.

Para Lília,

Marcelo Augusto Portocarrero
– 31/12/2017

Ruim comigo, pior sem mim

Incrível, mas o “Persistente Temer” esta fazendo com que boa parte da população comece a pensar assim em relação aos pretensos candidatos à Presidência da Republica em 2018.

Um em especial esta se beneficiando com toda essa lambança, o chefe da gang que afundou o país na maior crise socioeconômica de sua história, aquele mesmo que se diz mais honesto que o Papa, afirmação esta que de-per-si já coloca dúvidas sobre sua sanidade mental.

Pasmadas com a imensa capacidade de assumir atitudes politiqueiras e de interesse particular desse governo que ai está a decepcionar a todos, inclusive sua própria equipe econômica com decretos e medidas provisórias prejudiciais a tudo por que se luta desde a remoção a fórceps da quadrilha que vinha governando o pais, as pessoas estão cada vez mais desoladas e indecisas.

Será isso tudo mais uma trama sinistra da dupla PT+ PMDB para se perpetuar no poder?
Não duvido!

Marcelo Augusto Portocarrero – dez/2017

Torcedor eu?

Não mais.

A cada jogo que assisto fico ainda mais atordoado com as loucuras que aparecem nas imagens das transmissões dos jogos seja pelas coberturas jornalísticas, esportivas ou policiais. O que acontece no Brasil, vamos concordar, é algo inominável.

Algumas pessoas, melhor, uma grande parcela, senão a maioria dos que hoje frequentam os estádios de futebol perderam o direito de serem chamados de torcedores. Ainda mais quando estão em grupos comandados pelos marginais que se infiltraram nas torcidas organizadas.

O que vemos é um guerra sem fim onde bandidos promovem e se aproveitam dos distúrbios para roubar os verdadeiros torcedores e suas famílias confirmando, desta maneira, os objetivos quadrilhescos para os quais foram realmente constituídas.

As torcidas organizadas em quadrilhas se espalharam pelo país em uma parceria cada vez mais explicita com as grandes organizações criminosas em operação no país como o PCC, o CV e pior, contam com a beneplácita cobertura legal dos clubes a quem dizem torcer ou representar.

Estes, os clubes, sabemos agora, por sua vez, distribuem os ingressos gratuitos antes destinados a torcedores especiais por suas condições, qualidades e merecimentos para seus bate-paus e atravessadores que por sua vez os vendem para transformar o dinheiro conseguido no custeio e operacionalização de mais e mais distúrbios.

Perdi o gosto, a vontade e até o tesão de torcer por meu time ou qualquer outra dessas organizações esportivas que como ele disputam campeonatos pelo país a fora. Nenhum se comporta diferente e por isso mesmo não faz por merecer que alguém com brios torça por eles.

Sobram os fanáticos, estes continuarão a traduzir suas devoções pelos times em considerações religiosamente excessivas e intolerantes.

Pior mesmo é saber que sempre haverá quem goste e até ganhe com isso.

Orelhas cortadas

Outro dia assistindo uma dessas séries de comédia que passa na TV vi uma cena que poderia muito bem representar nossa tragicômica situação.

A cena em questão dizia respeito a forma com que um personagem se referia ao fato de preferir cortar suas orelhas para não mais ouvir as besteiras de seu interlocutor, o que por si só já seria trágico, mas não parou por aí. Na sequência, ele continua o diálogo dizendo que assim fazendo poderia costurá-las sobre seus próprios olhos para não enxergar as trapalhadas daquele com quem contracenava.

Algo extremamente controverso para se mostrar em um programa que se apresenta como comédia, não é mesmo?

Da mesma forma, trazer esse tema para nossa trágica história política contemporânea pode parecer inadequado.

Entretanto, a coisa está tão caótica que tal situação se apresenta como cabível no teatro de horrores em que se transformou nosso cotidiano político, consideradas as porcarias que diuturnamente somos obrigados a assistir graças à encrenca em que nos metemos ao eleger tanto gente ruim para no representar.

Ouvir e ver tanta baboseira produzida por essas quadrilhas que tomaram conta dos três poderes quando na verdade deveriam estar cuidando desse nosso sofrido país; assistir a essa sequência ininterrupta de atos ignóbeis contra nós e a favor da sobrevivência dessa corja que lá está e o pior, saber que fomos nós mesmos quem os elegeram chega a ser repugnante, porque não esperar haver quem considere cortar as orelhas e costurá-las sobre seus próprios olhos para não continuar assistindo o funesto destino que nos espera a continuarem as coisas como estão.

Marcelo Augusto Portocarrero – 14/12/2017

Viúvas de Pirro

Viúvas de Pirro

Sabe aquela frase utilizada por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, ao se referir ao falecido e também ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros, sobre quem rouba mas faz?

Então, agora que estão sendo divulgados os valores já recuperados com a Operação Lava Jato e outras investigações paralelas é impossível não fazer uma profunda reflexão sobre os governos PTistas+PMDBistas desde 2003.

Sim, porque foram estes dois partidos e seus aliados de ocasião que dirigiram o país neste período, ou não?

Olha que o dinheiro recuperado e entregue só à Petrobrás até agora é muito pequeno (R$ 654 milhões) perto do que já foi contabilizado (R$ 1,47 bilhão), menor ainda se comparado ao que está estimado com base nas diligências em andamento (R$ 10,8 bilhões).

Os admiradores daqueles “ex” decidiram adotar o discurso de que os então governantes transformaram o país com o resgate da população pobre do Brasil via programas sociais.

Uma batalha vencida com a implantação de projetos voltados a reduzir as injustas desigualdades que assolam o país desde sempre. Só que não deram a necessária atenção aos fatores que criam e mantêm as condições necessárias a sua sustentabilidade.

Fizeram a clássica gestão bolivariana onde enquanto
houver pão vamos tratar de distribuir as migalhas. Quanto ao que fazer com a padaria, esse é um problema para se pensar quando acabar o trigo.

Agiram tal qual Pirro(*), pois obteveram sua vitória, mas a um preço que acarretou prejuízos irreparáveis à economia do país destruindo nosso futuro e causando exatamente o oposto ao que se propuseram ou seja, desemprego e mais desigualdades ainda.

Ao olhar apenas para o resgate social feito com a clara intenção de agradar o eleitor menos favorecido e por isso mesmo menos esclarecido, deliberadamente acabaram com o rio cujas águas moviam o moinho.

Restaram deles apenas viúvas de Pirro.

E ainda há quem insista em dizer que “nunca antes na história desse país” alguém fez mais justiça social.

Escrito em 10/12/2017

(*) – Pirro foi rei do Épiro e da Macedónia, tendo ficado famoso por ter sido um dos principais opositores a Roma.

Vitória pírrica ou vitória de Pirro é uma expressão utilizada para se referir a uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis.(Wikipédia)

Políticos somos nós

Passadas todas as vergonhosas cenas de politicagem encenadas no Senado, na Câmara dos Deputados, no Executivo e nos Superiores Tribunais a fora, de repente nos descobrimos os únicos, verdadeiros e competentes políticos neste país a beira do colapso.

É fácil chegar a esta conclusão qualquer seja a perspectiva adotada, como também é certo que os políticos que aí estão não merecem nossa confiança, muito menos nossos votos.

O que resta agora é expurgar essa praga de nosso futuro, extirpar esse câncer de nossas
vidas e jogar cal para dissecar o país dos vermes antes que consumam o que restar de nós.

Alguns dirão ser impossível levar adiante empreitada tão difícil, outros a qualificação como proposta anarquista, mas o certo é que não pode ficar de braços cruzados esperando talvez providências divinas, posto que estas não estão nos planos de nenhuma divindade, muito menos de Deus, posto que Este jamais se envolverá no grande imbróglio em que nos metemos ao eleger essa cambada que se vangloria de nos representar alegando que por nós, é isso mesmo, por nós, foram legitimamente eleitos.

Pois bem, vamos deseleger todos em 2018.

Livres Verdades

Livres deveríamos ser todos por natureza.

Verdades devem ser verdadeiras porque implicam consequências.

A afirmação parece errada se simplesmente lida, mas não, ela não é para ser somente lida, é para ser vivida e vivê-la muda sua compreensão, pois se trata da forma difícil, até dolorosa, de alcançarmos a plenitude em nossa existência. Conseguir aceitá-la já é uma vitória da conseqüência sobre a inconsequência.

Se somos livres devemos ser verdadeiros porque a liberdade nasce da verdade e dela depende para existir.

Ser verdadeiro significa agir livremente em todos os sentidos, exceto quando dividimos nosso espaço com outras pessoas.

Se nossa verdade afeta a liberdade de alguém não estamos sendo verdadeiros na correta acepção da palavra.

Somos realmente livres quando nossas verdades são críveis e compartilhadas por todos que conosco convivem.

Amanhã vou acordar em Cuiabá

Em 1971, após passados sete anos que havíamos mudado de Cuiabá surgiu a oportunidade de voltarmos para cá. Meu pai nem pestanejou, pois seu desejo de retornar à cidade onde, em suas palavras, sua família havia vivido os melhores anos estava a ponto de se realizar.

De volta, a primeira coisa após sermos acomodados no Hotel Santa Rosa foi invocar as lembranças guardadas na memória.

Havia muita coisa pra relembrar, locais para rever, pessoas para encontrar e momentos para rememorar após passar tanto tempo longe.

Reencontrar pessoas queridas é como massagear o coração, até porque são criadas espectativas, tanto boas quanto ruins.

-Será que nos receberão bem?

-Terão sentido nossa falta assim como a deles sentimos?

Foi preciso administrar esse pequeno turbilhão de emoções, mistura de saudades com expectativas que agitaram minha alma naquela ocasião.

As crianças que fomos, a pre-adolescência que vivemos e as experiências que esperimentamos perambulam pela memória, vez em quando despertando o sentimentalismo latente que existe em todos nós, queiramos ou não.

Os locais onde vivi minha infância estariam como os deixei?

Alguns eram especiais como o local onde moramos na Rua do Meio em frente ao Foto Chau e vizinho da casa de Seu Raul Vieira, o Clube Dom Bosco, os cines Teatro Cuiabá e Tropical, o rio Cuiabá debaixo da ponte, bem pertinho da casa do Seu Id Scaff onde íamos lavar o carro, os pedregulhos no leito das límpidas águas do rio Coxipó na altura da Chácara do Deputado Emanuel Pinheiro e a Praça Alencastro, onde encontrávamos os amigos após a última missa do domingo sempre habitaram minha memória.

Só de lembrar daquelas missas sinto no coração e no nariz o inebriante odor do incenso alimentado pelas brasas do turíbulo quando balançado no momento da consagração, época em que eu era coroinhas na antiga Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá.

Amanhã será um dia especial, vou acordar em Cuiabá.

– Marcelo Augusto Portocarrero