Entre pedir e agradecer está Deus

Ao pedir, não se esqueça de também agradecer

Se for a um irmão ou amigo, não deixe de retribuir

Se em agonia, procura diretamente por Deus

Mas saiba que a Ele devemos somente agradecer

Pela vida, pelo amanhecer e pelo dia

Pela Saúde, pela família, os amigos e tudo mais

Se não reconhecermos sua intervenção

Continuaremos a confundir graça com desgraça

Afinal, a distinção entre as duas situações

Está em como as recebemos pelo coração

Pedir e agradecer são momentos interligados

Que dependem do querer, do sentir e do reagir

Agradecer é ato que se dá através da compreensão

É da confiança que vem a aceitação

Quem está aberto aos desígnios divinos

Participa da procura por Ele, e buscar por salvação

Encontra-Lo é descobrir que Sua chama está em nós

Mantê-la acesa é a razão de nossa existência

A vida se vai com a matéria do corpo

Mas a faísca permanece na alma

Que volta a ser chama em outras existências

Durante a permanente busca pelo aprimoramento

Que Jesus Cristo, seu dileto filho, Nosso Senhor

Alcançou em plenitude, graça e perfeição

A vida e o hiato

Devido a vida não ser um hiato
Nela existir ávida procura por encontros
Não de vogais, mas de gente
Os eventos, neste caso, são desejos
Nela existe um fenômeno não vocálico
Que existindo tal qual um hiato
Dá às pessoas significados intrínsecos
Até porquê também não estão na mesma sílaba
São separadas tempestivamente
Cada uma pertence a outra pessoa
Por isso, na vida, os hiatos estão nas almas
Afinal, pertencem a entes diferentes
E mesmo quando são iguais em intenção
Como em (co-o-perar) e no eu te (aben-ço-o)
Estão juntas no que recebemos a cada dia
De todos os que nos dão vida e criação.
Que dirá então na diferença
Quando uma só palavra, (sa-ú-de), traduz bem-estar
Outra, (pa-ís), contextualiza pátria
Esta, (di-as), indica uma fração do tempo para todos nós
São elas a inspiração transloucada desta singela (po-e-si-a).

Lamento

Lamento, por não ver
A verdade prevalecer
O ódio sucumbir
E o amor florescer

Lamento, por não existir
Harmonia nos fatos
Liberdade de ir e vir
Nem coerência nos atos

Lamento, por não poder falar
Haver tão pouca compreensão
Só vejo censurar
Calar a boca da nação

Lamento, por quem não percebe
A gravidade da situação
Ficou preso no passado
Permanece na ilusão.

Questão preponderante

Uma das mais importantes lições de vida é a de não julgar ninguém pelo que diz, e sim pelo que faz. Em outras palavras, “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela justiça”. (João 7:24).

Esta é a questão preponderante dos dias atuais devido ao que não está sendo feito por quem deveria fazer e tolhido por quem deveria julgar ao invés de subjugar. Duas situações que vêm abalando sistematicamente os pilares da nossa combalida democracia.

Que fazer, quando há claro desequilíbrio entre os Poderes da União? Que fazer, quando estes deveriam ser harmônicos e independentes entre si, tanto no trato de suas competências, quanto daquelas relativas aos demais entes da Federação (Estados, Distrito Federal e Municípios)?

Na prática, a necessária interação vem deixando de existir devido ao excessivo ruído existente entre os Três Poderes, com ênfase para a relação conflituosa entre Legislativo e Judiciário e à conivência entre o Executivo e o Judiciário, que ainda conta com o beneplácito do Legislativo, em total desacordo com o que está estabelecido na Constituição e no Pacto Federativo.

Aos que não sabem o que é o Pacto Federativo, esclareço:

 “Pacto Federativo é um conjunto de dispositivos constitucionais que surge como acordo entre todos os níveis de governo do país – federal, estadual e municipal – para que possam – cada um responsável por sua área – utilizar instrumentos a eles direcionados para gerir o bem comum e o desenvolvimento nacional”.

Não é aceitável, que haja prevalência entre quem legisla, executa e julga, o que, uma vez existindo, causa o surgimento de certa instância superior, A QUE MANDA. Palavras que distinguem o empoderado dos que enfiam o rabo entre as pernas, aqueles que submissos abaixam suas cabeças em inconcebível sujeição.

Se formos levar em consideração quem não faz o que diz; quem a cada hora diz uma coisa e faz outra; quem não diz nada com nada; quem não faz nada que se aproveite; quem tem competência, mas não cumpre seu papel, nada restará senão calar, porque a ninguém que desconcorde é permitido opinar, quanto mais questionar.

Há quem diga que está dando certo, principalmente os disléxicos por indução devido às intervenções, antes disfarçadas, depois explicitas, do pensamento gramscista da geração paulofreiriana, aquela que usou da pedagogia do oprimido para abalar as bases da formação moral, educacional, e cultural brasileira.

Basta avaliar o que aconteceu de lá para cá. Quem viveu o antes, o durante e agora sobrevive no depois, sabe e sente o desastroso resultado obtido.

Hoje, apartados por pronomes, raças e outras considerações progressistas, somos um povo mais dividido que unido em razão da revisão equivocada dos procedimentos erráticos do passado, que passaram a fomentar ações revanchistas e não as harmônicas, em relação ao comportamento humano.

Basta observar que antes, quando nos referíamos há elementos dos dois gêneros, usávamos o masculino plural, caso de professores, alunos, mestres, etc. Agora, seus significados deixaram de existir nas mentes que se dizem progressistas para, ao invés de congregar, dividir e diversificar ainda mais.

De um momento para outro passou a ser comum ouvir as falas públicas iniciarem por professores e professoras, alunos e alunas, e por aí vai. Pior que isso, é pretender inserir no vocabulário palavras que não existem, com a intenção de substituir as que já têm a função de eliminar qualquer segregação. Tudo isso, em desesperada tentativa de mostrar obediência às políticas que se dizem inclusivas, quando, de fato, distinguem, quando não excluem.

Hoje em dia, nessas ocasiões, não são mais usados substantivos coletivos consagrados, que caracterizam conjuntos da mesma espécie ou natureza, que tanto servem para citar grupo de pessoas, animais e objetos, quanto informações de semelhança e afinidade entre si, tais como: pessoal, gente, turma, grupo, classe, ouvintes, participantes, plateia, e tantas outras formas de união, onde iguais e diferentes formam coletividade, povo, país, nação e constituem, enfim, o que somos, a humanidade.

Pontos, vírgulas, reticências e muito mais

Que bom seria pudéssemos tocar nossas vidas como as descrevemos, ou melhor, como as escrevemos.

Como acontece com a utilização da vírgula, bastaria dar uma ligeira pausa entre os problemas para separá-los adequadamente e assim evitar que suas ambiguidades tornem nossa jornada ainda mais imprevisível. Afinal, todos sabemos que a utilização inadequada da vírgula e a desatenção com as palavras costumam desvirtuar as verdadeiras intenções.

Da mesma maneira, quando nos depararmos com eventos, sejam eles problemáticos ou não, deveríamos controlar nossas interferências utilizando critérios ortográficos como os pontos continuativos, até podermos desenvolver todo nosso entendimento sobre o que acontece de maneira a rematar nossa participação adequadamente com um ponto parágrafo. Isto feito, poderíamos encerrar o desenrolar do contexto utilizando um definitivo ponto final.

Quem dera fossem somente esses dois os sinais ortográficos que auxiliam a escrita, a leitura e a interpretação das situações e vicissitudes da vida. Ledo engano, a eles se juntam o ponto de exclamação, o ponto de interrogação, as reticências, o ponto e vírgula, os dois-pontos, o travessão, as aspas e os parênteses.  

Quanta interrogação é necessária para dar entendimento a acontecimentos que variam de acordo com a complexibilidade do que estamos vivenciando? O que dizer então das necessidades de usarmos da exclamação em nossas demonstrações de alegria, dor, entusiasmo, raiva e surpresa entre tantas outras ocorrências.

Como explicar momentos nos quais precisamos pausar o enunciado utilizando os três pontos das reticências, que na realidade apenas traduzem omissões por não querermos revelar emoções demasiadas, insinuações, etc.; os necessários dois pontos e travessão, utilizados nas locuções e mudanças dos nosso interlocutores; as aspas, que mais parecem vírgulas suspensas, nas tentativas de destacar citações e gírias comumente utilizadas; o que fazer então, quando precisamos enfrentar situações que exigem considerações assessórias tais como os parênteses usados nas observações, adendos e outras curiosidades que vão aparecendo pela nossa frente?

E mais, para transparecer corretamente nossas limitações em relação aos sinais ortográficos, ainda existem seus acessórios, quais sejam: os acentos, as notações léxicas e os sinais de ligação. Sobre os quais não haverá considerações, para não tornar ainda mais enfadonha esta digressão literária.

Seria bem mais fácil lidar com as necessidades de reagir a eventos que, por si só, não determinam os efeitos que recaem sobre quem por eles seja atingido se conseguíssemos mudar a forma como os entendemos. Se boas, ruins ou indiferentes, são as reações que definem o que acontecerá conosco e não os fatos.

A consequente reação ao dano não está em sua origem e sim na maneira como respondemos a ele.

Deixa de ter pressa

Chega onde for
Por teu próprio esforço
Não corra sem parar
Nem sem muito pensar
Vá devagar até onde puderes
Nem sempre onde pretendes
Faça o que for preciso
Nem sempre o que quiseres
Come o que te faz bem
Nem sempre o que gostas
Bebe o que é saudável
Nem sempre o que aprecias
Conversa com quem te importa
Não com quem convém aos outros
Dê maior atenção ao que te interessa
Não aos interesses alheios

Razões para refletir

Dias atrás perdi um amigo, que inesperadamente foi ao encontro de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, essência divina e suprema a quem devemos nossa existência terrena.

Uma pessoa especial, daquelas que se comportam como verdadeiros irmãos, dadas as inúmeras concordâncias que tínhamos sobre quase tudo. Isto me levou a fazer uma reflexão sobre a correlação desta amizade com outras situações de minha vida. Neste sentido, me refiro à forma como considero e assumo meus relacionamentos e compromissos.

Para fazer a analogia pretendida vou retirar do assunto as questões familiares – o objetivo aqui é outro – sua abordagem se restringirá aos relacionamentos de amizade e compromissos formais assumidos junto a grupos, instituições, associações e outras entidades.

Nelas, quaisquer sejam seus objetivos, existem normas, regimentos, regulamentos, rituais, mas principalmente leis a serem observadas e respeitadas. Caso do maior e mais importante desses instrumentos, a Constituição do país.

A principal razão de estar me referindo a tantas formas de regramento é a importância da existência de reciprocidade entre o que é imposto ou obrigatório e os indivíduos sujeitos a isto, seja por opção ou por submissão à maioria. Aqui, considerando maioria como um subconjunto de um grupo cujo número é superior à metade do grupo inteiro, de acordo com o que diz a literatura universal sobre o assunto. Afinal, para que servem todas essas regras se não forem no intuito de promover convivência e o bem comum?

Razão pela qual a semelhança entre a perda acima referida e o que acontece conosco de forma generalizada, faça com que precisemos reavaliar frequentemente nossos papeis dentro e fora dos ambientes que frequentamos.

Como não tinha contato diário com o amigo que perdi, assim como não existe tal relacionamento nos demais ambientes, fica em mim a sensação de semelhança entre o sentimento de não pertencimento e o de perda que aquele falecimento trouxe.

Sigo falando sobre um evento que promovi a poucos tempo, quando fiz questão de encaminhar com antecedência suficiente convites via WhatsApp, Facebook, para todos os grupos a que pertenço e conhecidos de quem tenho o número do celular, na esperança de poder contar com suas presenças de modo a transformar aquele momento que pareceria ser somente meu em uma grande reunião de pessoas queridas, que raramente se encontram.

Volto a mencionar o falecimento do meu querido amigo, compadre e irmão de coração. Pois bem, ele morreu menos de 24 horas depois de nos vermos pela última vez, encontro que se deu devido ao lançamento de meu recente livro. Fato que permitiu nos despedirmos com um caloroso abraço e beijos nas faces, gestos que costumávamos fazer. Afinal, éramos como irmãos.

Sua ausência não foi percebida, o que leva esta questão a ser encerrada sem procurarmos razões para que a lamentável situação tenha acorrido. Ninguém sabia onde estava, sendo o corpo encontrado em seu quarto, onde provavelmente faleceu enquanto dormia. Aí está a analogia desta situação com o que acontece conosco em relação às pessoas que amamos, queremos bem e nos relacionamos.

Fazendo uma retrospectiva do passado, percebo que desde o início do ano, portanto, a alguns meses não tenho procurado com a frequência necessária meus irmãos, parentes, amigos, colegas e demais companheiros de jornada, tão pouco eles a mim com a constância de antes.  Se não tenho como justificar minhas falhas, tampouco teria para cobrar a mesma coisa dos outros.

Vida que segue! Seria o caso de pensar, não fosse a falta que sinto desse meu querido amigo e de todos, gente tão importante quanto ele em minha vida e com quem tão poucas vezes tenho me encontrado.

Vejam meus caros, que volta e meia comentamos sobre a falta de contato com pessoas queridas, mas nada de efetivo fazemos para novamente traze-las ao nosso convívio. Lamentamos suas ausências somente quando estas se fazem permanentes, quando não poderemos mais conversar, abraçar e, porque não, beija-las com o carinho fraterno que só enaltece os laços que nos unem.

Aproveitemos os tristes momentos que as faltas nos fazem para refletir sobre os conceitos de amizade, coleguismo e irmandade, tão negligenciados nos tempos atuais, de modo a mudarmos nossos hábitos e não nos submetermos mais ao isolamento compulsório, que o passar do tempo e as distâncias nos induzem.

Adeus meu amigo, há Deus (II)

Lá se foi mais um
A cada partida viver fica mais sofrido
São pedaços do coração que se vão
Dói muito toda vez que acontece
Meus amigos, meus queridos, meus irmãos
Ficar por último não é opção pretendida
Pois será difícil a solidão
O time já não tem atacantes
Resta cada vez menos em cada posição
Adeus meu querido amigo
Um dia nos encontraremos todos
No jogo da redenção

Em homenagem ao meu compadre Evanildo Aguirre
Em 29/04/2024

Lá vou eu

Agora vivo fase de legar
Não de possuir
Passou a época de correr
É hora de vagar

Olhar para trás sem nostalgia
Mas com compreensão
Não é caso de retroceder
E sim de persistir

Avançar lentamente
Caminhar desapressado
Há muito que compartilhar
Combinar tempo com bom senso

Sem açodamento
Seguir na jornada
Ouvindo meu passos
No ritmo do coração

O que passou passado é
Onde não estive antes
Agora vou
Nem que seja a pé



Tudo ou nada

É o hoje temos no front político de nossa decadente situação.

Lá se foi outra semana e continuamos a passar vergonha perante o mundo graças às palavras e atos daqueles que tomaram o poder e voltaram a colocar na direção do país a pessoa que mais nos expôs no passado e agora volta a expor de forma aviltante. Aliás, fazendo jus à consideração de ser um dos presidentes mais impopulares da história deste país.

Aparentemente, boa parte de seus eleitores e aliados políticos não está mais disposta a seguir o féretro vez que o desgoverno mostra estar agonizando, mesmo com circo ainda montado para a ópera bufa que se apresenta.

Importante esclarecer, que dos grupos acima citados, o de eleitores parece ser o mais reativo ou, em outras palavras, será o primeiro a abandonar a canoa furada devido estar percebendo o engodo a que foi submetido desde a expedição do fatídico alvará de soltura, durante toda a campanha eleitoral e agora, após a retomada do poder e o péssimo governo desde então.

 Temos que reconhecer um fato indiscutível, o de que foi José Dirceu, o profeta do apocalipse quem nos alertou, ainda em 2019, sobre a forma como a esquerda voltaria ao poder. Pois aí está, para quem não acreditou.

 Quanto aos demais grupos, convém destacar os fisiológicos, porque neles estão os oportunistas de ocasião, aqueles que invariavelmente abandonam a canoa assim que uma tempestade se forma no horizonte.

De acordo com o site Wikipédia, fisiologismo é um tipo de relação de poder em que ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, outros benefícios e interesses privados em detrimento do bem comum. É o que basta para entender o que se passa.

Pois bem, ressuscitaram um zumbi carcomido pela vaidade, arrogância e inconsequência, que agora volta a se locupletar do sangue e suor dos brasileiros, o que poderá nos matar por inanição – caso não haja uma tomada de posição firme do poder legislativo – de maneira a impedir a continuidade dos descalabros cometidos pelos outros dois poderes e que assim também se revertam os atos ilegais por ventura cometidos.

A esperança é que essa cambada de lacaios que serve ao governo e por ele é servida em permanente processo troca-troca de favores, tome vergonha e cumpra o papel que lhes cabe antes que nos tornemos um latifúndio político, como quer fazer de nós o sistema associativo entre o executivo e o judiciário, mancomunado com a Nova Ordem Mundial.

É inaceitável a desfaçatez com que os meios de comunicação tradicionais, ONGs, organizações multinacionais capitaneadas pela ONU, bem como outras instituições internacionais e nacionais, entre elas as forças armadas, mascaram a realidade ao se imiscuírem no processo de tomada do poder acontecido.

Estas últimas então, destinadas a defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, a ordem e a lei, se voltaram contra o povo que lhes concedeu estas nobres missões por delegação constitucional.

Em assim sendo, há que se considerar que tudo não passa de um complô onde se dá um pouco e em troca leva-se tudo.

Se dá um pouco de quê? De liberdade, se é que ela tem medida, afinal não existe liberdade relativa como interpreta o esquema ditatorial acima mencionado.

Mas afinal, o que é liberdade? Qualquer dicionário explica, o site da Oxford Languages, por exemplo, faz isso em dois tópicos:

1.grau de independência legítimo que um cidadão, um povo ou uma nação elege como valor supremo, como ideal.

2.conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, isoladamente ou em grupo, em face da autoridade política e perante o Estado; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei, inclusive a religiosa”.

Já em filosofia, uma das primeiras definições do tema se deu através de Aristóteles com a seguinte consideração:

 “A liberdade está relacionada a conhecimento como meio de ampliar as possibilidades de escolha e tornar o indivíduo mais livre e capaz de realizar sua finalidade, qual seja, a busca da felicidade”.

Neste caso, ou se tem tudo ou não se tem nada.

O Silêncio dos Inocentes. Inocentes?

O filme “O Silêncio dos Inocentes” narra a procura por um monstro (um indivíduo tão violento que chega a arrancar a pele de suas vítimas) pela pessoa encarregada de investigar o caso e encontrar o facínora. Então, ela recorre a um psicopata que já estava preso, Hannibal Lecter, a procura de meios para deter quem estava buscando.

Aqui nas terras tupiniquins temos agora algo semelhante em andamento, se não de conteúdo certamente no objetivo, ou seja, de encontrar meios para deter quem está causando tanto mal ao país. Afinal, temos entre nós alguém que está tirando a paz de pessoas inocentes, só lhe faltando mandar arrancar-lhes as peles, porque de resto já infringiu desgastes físicos e psicológicos equivalentes às suas vítimas.

Para que pudesse ser exposta e assim escapasse ao controle midiático nacional e internacional, a trama em questão foi então apresentada a todos graças à intervenção de um personagem externo ao cenário político mundial.

Sim, foi dentre os meios de comunicação via internet, que veio a público a forçação de barra que está acontecendo entre nós para a implantação dessa aberração política chamada por seus executores de “democracia relativa”.

Um inconteste mimetismo ideológico utilizado para ludibriar os menos informados. Na verdade, um regime de governo de coalizão entre os poderes executivo e judiciário, que aos poucos, sob os olhares beneplácitos e coniventes do legislativo, vem sendo ministrado homeopaticamente ao povo brasileiro.

As agressões à Constituição do país; às leis ordinárias, complementares e extraordinárias; às instâncias públicas (primeira, segunda e superiores); aos poderes constituídos (Legislativo, o próprio Executivo e o próprio Judiciário); às organizações profissionais e classistas (conselhos federais, confederações, federações, associações, sindicatos, cooperativas, etc.); bem como aos cidadãos comuns – casos específicos de livre arbítrio, da liberdade de expressão e de manifestação – estão, aos poucos, tomando corpo e alcance desastrosos à medida em que nada foi feito para impedi-lo até agora.

Assim, desinformada de tudo, esteve a população brasileira vez que submetida a um implacável processo seletivo de notícias. Coisa do sistema montado para subverter as informações dando-lhes sentidos e formas alteradas, a depender do que, sobre quem e quanto seja interessante aos poderosos senhores das narrativas.

Coisa bem demonstrada pelo atual mandatário do país na tentativa de implantar sua democracia relativa. Afinal, é a isso que se refere todas as vezes em que constrói narrativas a respeitos de ditaduras relativas, personalidades relativas, fatos e atos relativizados, mas principalmente à liberdade relativa, que está a acontecer por aqui.

É quando nos deparamos com as informações dissimuladas replicadas nas narrativas transmitidas pela maior parte da mídia tradicional, que a dúvida em questão, aquela mencionada no título deste artigo, cai sobre nós.

O que teria acontecido para que permaneçam em silêncio sobre quase tudo o que está acontecendo conosco até agora?

Será porque concordam com a esquerda e defendem a censura como forma de impor seu pensamento político-ideológico e ditatorial ou serão libelos de ocasião?

Até que mostrem o contrário, seu silêncio não terá nadica de nada de inocente.

Dentro e fora

Por dentro
Tenho alento
Esperança
Emoção

Por fora
Existe o tempo
Jornada
Fazimento

Juntos
São complementos
Contam a vida
Cada momento

Na viagem
Há Passado
Tem Presente
Futuro que vem

Até quando?
Imprevisto
Ninguém sabe
Fortuito

Não há partes
Nem disfarces
São essências
Realidades

É como me sinto
Meu conteúdo
Amalgama
Combinação

Por dentro
Sabedoria
Por fora
Compreensão

Memória do Bicentenário de Cuiabá

A aproximação dos 305 anos da fundação de Cuiabá me fez procurar nos guardados da família um documento comemorativo, referente ao bicentenário de nossa capital. Evento este, que ocorreu durante o governo do então Presidente do Estado de Matto-Grosso (era assim que se escrevia), o Bispo de Prusiade, Monsenhor Dom Francisco de Aquino Corrêa.

Interessante, o documento se refere a uma série de títulos honoríficos com que Dom Aquino foi agraciado pelo Papa Bento (Benedicto) XV, principalmente o de Bispo Assistente ao Solio Pontifício, honraria que o incluiu nos Prelados Domésticos e de nobreza, como Conde. Dessa maneira e a partir daquela ocasião o ilustre cuiabano também passou a gozar de todos os privilégios e direitos que o título lhe auferiu à época e para o futuro, entre outros benefícios complementares.

Nas comemorações daquele ano estiveram presentes várias autoridades eclesiásticas e políticas, dentre as quais se destaca o Núncio Apostólico no Brasil e Arcebispo de Damasco, Dom Angelo Jacyntho Scapardini. Demais autoridades:

Prelados: Dom Frei Luiz Maria Galibert – Bispo de Cáceres; Dom Carlos Luiz d’Amour – Arcebispo de Cuiabá; Dom José Mauricio da Rocha – Bispo de Corumbá.

Senadores: Cel. Pedro Celestino Corrêa da Costa; Dr. Antônio Francisco Azeredo; Dr. José Antônio Murtinho.

Deputados Federais: Dr. Annibal B. de Toledo; Desembargador João Carlos Pereira Leite; Dr. J. Augusto Costa Marques; Capm. Dr. Severino Marques.

Chefes do legislativo e do Judiciário: Capitão Tenente Francisco Paes de Oliveira – Presidente da Assembleia Legislativa; Desembargador Joaquim P. Ferreira Mendes – Presidente do Tribunal da Relação.

Secretários de Estado: Dr. Henrique Florence – Secretário de Agricultura, Indústria, Comércio, Viação e Obras Públicas; Dr. Benito Esteves – Secretário de Interior, Justiça e Fazenda.

Outra importante informação obtida nas páginas do documento intitulado – “ A Santa Sé e o Estado de Matto-Grosso no Bicentenário de Cuiabá” – é que o evento contou com a presença do representante do Papa Bento XV, Dom Ângelo Jacyntho Scapardini, este que foi enviado para agraciar pessoalmente Dom Aquino com as honrarias enviadas pelo Vaticano.

A que se enaltecer o esforço pessoal de Dom Angelo para se deslocar de sua residência até Cuiabá, no cumprimento da missão a ele dada pelo Sumo Pontífice. Uma viagem, que englobou percursos em linhas férreas, estradas interioranas e, por fim, o trecho final pelas águas dos rios que o trouxeram até nossa capital.

No documento acima citado também pudemos constatar que naquela época as comemorações na capital do Estado de Matto-Grosso perduraram por oito meses, desde o dia 8 de abril até a primeira quinzena do mês de novembro de um longínquo 1919.

Quanta diferença entre aquele evento e este, que aconteceu em 2019, no tricentenário de fundação de nossa capital!

 Utilizei propositadamente a mesma referência de tempo adotada àquela época para me referendar as duas situações, de modo a comparar as dificuldades, a importância e o tratamento dado a Cuiabá pelas autoridades religiosas e políticas nas duas ocasiões.

A seguir seguem as imagens do Papa Bento XV, do Bispo Dom Aquino e uma cópia do BREVE PONTIFÍCIO emitido pelo Papa Bento XV, bem como sua tradução.

Eterna vigilância

Que tipo de pessoa precisa se relacionar com salafrários e indivíduos que se locupletam do dinheiro público?

Da mesma forma, como pode uma instituição que tem por princípio não conviver com essa gente fazê-lo a revelia do bom senso e ter entre seus membros quem vive do oportunismo de suas posições, interpretam as leis a seu bel-prazer e para os quais a moral e os bons costumes não passam de resquícios da personalidade que um dia alegaram ter.

Não, não dá para acreditar que precisem disso, deve haver outra instância ou outrem, certamente mancomunado, que os motiva. Razão pela qual ninguém pode manifestar indignação com o que está acontecendo.

Como também não é justo aceitar de forma passiva o incontestável retrocesso que acontece no estado de liberdade a tão pouco tempo alcançado e a duras penas obtido, assim como não tem lógica permitir o uso e o abuso de ações castradoras do livre arbítrio.

É preciso que haja reação dos legisladores outrora eleitos para reinstaurá-lo e que, desde então, lá deveriam estar para defender este pétreo preceito constitucional, dentre tantos outros de mesma consistência.

Se somos honesto, pagamos nossos impostos em dia, obedecemos as leis e os termos originais da Constituição de 1988, a sétima do país e sexta da República, a dita “Constituição Cidadã”, a Carta Magna do Brasil, por que então aceitar sejamos novamente submetidos à censura?

Se vivemos em uma nação majoritariamente conservadora, se para nós acima de tudo estão a família, o caráter, a ética, os bons costumes e a honestidade; se é nosso dever cuidar para que não percamos a dignidade, zelar para que os nossos filhos não sucumbam ao desejo de possuir bens alheios e se atenham a princípios morais, está claro que precisamos permanecer em eterna vigilância.

O negócio é ir se adaptando

Estou me adaptando. É difícil, mas a gente tem que se conformar com o que é possível e esquecer o que aos poucos não conseguiremos mais fazer.

Então, a partir de um certo momento, aquele impossível de ser determinado, passou a ser importante medir o passo pelo novo tamanho das pernas, que parecem estar encolhendo.

Isso sem falar da dificuldade de carregar as coisas mais pesadas por depender da força dos braços, razão pela qual também passou a ser preciso deixa-las para os outros.

Depois vem a falha na memória, mas não em razão dela estar faltando e sim porque está cada vez mais difícil acompanhar tudo o que está acontecendo ao redor.

Do passado a gente lembra bem, basta fazer um esforçozinho que a memória funciona, mesmo que no tranco. De qualquer forma seguimos adiante, tentando pelo menos entender o que os outros dizem.

Enquanto isso, o tempo e a vida vão passando como se os dias não fossem tão importantes. Parece que tudo está ficando mais rápido, tanto que os anos estão passando tão apressados quanto um arco-íris em dia de chuva de verão.

Como dizia meu pai, o tempo vai passando e a gente vai ficando … ficando … ficando cada vez mais sozinhos, mesmo que na companhia de outras pessoas.

Então, é ora de começar a administrar o tempo da mesma forma que ele insiste em nos controlar, tal qual o carcereiro do corredor de onde não há possibilidade de volta para os sentenciados.

É complicado…, aliás essa é a resposta que a gente costumava ouvir quando era criança ao perguntar a um adulto o que significava aquilo que ele estava falando.

 Pois é, depois de uma certa idade a gente descobre que tudo fica mais complicado. O segredo talvez esteja em saber reduzir paulatinamente o ritmo, desacelerar aos poucos e – de vez em quando – até dar um ou outro passo para trás de modo a poder continuar tocando a vida, agora bem mais devagar.

Querendo chegar ao infinito e ir além, como diz Buzz Ligthtyear, o astronauta, personagem de Toy Story, a gente vai precisar manter a resiliência, coisa que também costuma ir se esvaindo com a idade. Isto tudo sem falar da necessidade ainda maior de contar com a paciência dos outros, sejam eles a esposa, o marido, filhos, amigos ou cuidadores.

O importante mesmo é seguir em frente. Só não pode levar tombo, ter pneumonia nem diarreia, situações que dependem mais de nós que dos outros. De resto, seja o que Deus quiser…