Perfeita para mim

Sua beleza sem artifícios
Natural e pura
Como Deus a fez
É perfeita para mim

Sua virtude em ser bela
Por dentro e por fora
Como Deus a fez
É perfeita para mim

Sua presença sublime
Permanente e linda
Como Deus a fez
É perfeita para mim

Sua qualidade de ser
Digna e Clara
Como Deus a fez
É perfeita para mim

Viver em sua presença
Divina e sublime
Como Deus a fez
É perfeita para mim

Você minha querida
É maravilhosamente assim
Como Deus a fez
Perfeita para mim

Para Clara Maria - Clarita, minha inspiração.

Centelha Divina

Centelha de Deus que habita em mim
Mantenha acesa a chama
Que ilumina meu caminho

Centelha de Deus que habita em mim
Dá-me forças para vencer os obstáculos
Ou resiliência para contorna-los

Centelha de Deus que habita em mim
Perdoa meus desatinos
Sustenta minha fé

Centelha de Deus que habita em mim
Receba minhas suplicas
Sendo justas, leva-as ao Pai

Centelha de Deus que habita em mim
Conserva minha esperança
De com Ele estar ao final da jornada

Denúncia Vazia

Da mesma forma com que acontece na denúncia vazia dos processos envolvendo contratos de aluguel, desde a um bom tempo estamos vivendo momentos particularmente desconcertantes quanto à determinadas denúncias apresentadas junto ao STF e pelo próprio Tribunal em relação ao Estado Democrático de Direito, exatamente por conterem uma mesma característica, são vazias.

Como sabemos, Estado Democrático de Direito é aquele que visa à garantia do exercício de direitos individuais e sociais.

De outro lado, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário foram constituídos de maneira a exercerem funções especificadas na Constituição do país sem a interferência de um nas atividades dos outros.

O Estado democrático de direito é um conceito que se refere a um Estado onde exista respeito pelos direitos humanos e pelas garantias fundamentais. Um Estado em que também existam garantiam aos direitos individuais e coletivos, aos direitos sociais e aos direitos políticos.

Em outras palavras, para que um Estado possa ser considerado um Estado Democrático de Direito, todo e qualquer dos direitos dos seus cidadãos devem ser protegidos juridicamente e garantidos pelo próprio Estado.

É o que estamos vivendo?

No afã de mostrar as incongruências dos poderes Executivo e Judiciário em suas aventuras perante as atribuições do Legislativo, somada à inoperância deste último frente às agressões perpetradas sobre suas próprias prerrogativas constitucionais, situação esta cada vez mais frequente devido à bisonhice da maioria de seus integrantes, resta ao povo que os elegeu se manifestar.

Mas como se manifestar, se a esse mesmo povo é imposta a mordaça da tirania, o controle da censura ideológica, a perseguição descabida pelo simples discordar e pelo fato de a maior parte dos meios de comunicação estar comprometida como o Sistema que lhes subsidia com o pão com mortadela financeiro de cada dia?

A quem recorrer, se é o próprio juízo superior que o submete com mão de ferro?

Sim meus caros, estamos sendo despejados de nossos direitos como locatários indesejados e sem aviso prévio, de um país que aos poucos vem sendo entregue a terceiros e poderosos interesses internacionais e ao charlatanismo do narco-comunismo disfarçado de social-democracia, tudo isso com o artifício da “denúncia vazia” aplicado por um espúrio poder.

Abnegados

Fala-se bastante sobre amizade
Dizem desse sentimento
Ser coisa de irmandade
Um bem-querer diferente
Até por definição
Enquanto aquela evoca presença
A outra é superação
Afetos que se confundem
Ser amigo e ser irmão
Um é pura sintonia
Nasce sem pai nem mãe
Sendo fruto do coração
O outro é diferente
A gente ganha de Deus
Tanto que existe pra sempre
É complementação
Às vezes um se torna o outro
Posto serem congruentes
Daí serem apropriados
Naturalmente pertinentes
Por isso mesmo abnegados

Quando sinto você em mim

Em frente ao espelho
Ao lavar o rosto e o cabelo
Os mesmo gestos repetidos
É quando sinto você em mim

Molhar uma mão de cada vez
Umedecer os fios meus
Que brancos lembram os teus
É quando sinto você em mim

Um gesto repetido
O gosto pelo simples
O olhar, as vezes perdido
É quando sinto você em mim

Nas lágrimas afogadas
Quando lembro do passado
Que ainda me habita
É quando sinto você em mim

Viva apenas o presente
Era o que você dizia
Viu o que foi e sabia como seria
É quando sinto você em mim … pai.

O 7 de setembro e as Forças Armadas.

A julgar pela matéria publicada no jornal Jovem Pan do dia 22/08/2022, falo especificamente da que leva o título “7 de setembro terá esquema de segurança similar ao da posse de Lula”, o governo atual, sabe-se lá se em razão do iminente fracasso do evento, vez que, hipoteticamente, não terá público simpático às autoridades que nele se farão presentes ou para propositalmente demostrar sua indisfarçável desconsideração para com suas forças armadas, irá reduzi-lo consideravelmente.

Será que alguém, em sã consciência, vai assistir ao tal desfile sem que haja incentivos, tais como sanduiches de mortadela, transporte pago e outros, costumeiramente utilizados pelo ParTido para cooptar necessitados?

A considerar a informação complementar de que outras forças governamentais, como é o caso da Polícia Federal que, a pedido do governo do país, não participará do desfile devido seu envolvimento em processos que implicam em prisões e invasões de domicílios de militares evidenciando desconforto, se não para os integrantes das cúpulas das Três Forças, certamente para suas tropas e nós civis, posto tratar-se de mais uma inconteste demonstração de menosprezo, a resposta é (NÃO).

Isso tudo, com a justificativa de que assim será feito para “tirar a política do foco do desfile”, como se este não fosse um ato descaradamente político. Sinceramente …

Diz a notícia sobre o desfile deste ano: “Na verdade, é um desfile que vai ter como foco a valorização das Forças Armadas e não mais um movimento político partidário. É um, movimento para exaltar a mesma questão da independência e o papel das Forças Armadas no país” [1](sic). Isso tudo dito por uma fonte do governo, sob reserva. O que, a essa altura dos acontecimentos, não deixa de ser bastante compreensível.

Para complementar, vem a informação de que haverá, entre os dias 7 a 10 de setembro, uma exposição de artefatos militares, que o próprio governo admite, será um MUSEU, para mostras as ações das FAs do Brasil.

Com essas atitudes, nos parece, já existem planos bem definidos para o destino das forças que participarão do desfile de 7 de setembro deste ano, pelo menos e, por enquanto, para parte delas. É o que diz a proposta de criação da Guarda Nacional em substituição as atividades da Força Nacional de Segurança, criado em 2004 pelo atual presidente, em seu primeiro mandado.

“Vai que, em algum momento, haja um governador extremista no Distrito Federal. Então, a segurança do Congresso, do Supremo, do Palácio do Planalto, ficaria submetida aos problemas da política local? Não pode. E esse é um erro que agora o presidente Lula quer corrigir”[2].(sic)

Estas são palavras ditas por Flávio Dino, atual Ministro da Justiça, para justificar, entre outras coisas, que essa força será formada mediante concurso público junto à população civil e não mais recrutada de forma episódica a partir de agentes que atuam em diferentes polícias do país, ao tentar justificar a criação da Guarda Nacional, segundo o qual já está com proposta pronta.

Imaginem o resto do que vem por aí.


[1] https://jovempan.com.br/noticias/brasil/7-de-setembro-tera-esquema-de-seguranca-similar-ao-da-posse-de-lula.

[2] https://www.poder360.com.br/justica/proposta-de-criacao-da-guarda-nacional-esta-pronta-diz-ministro/

CHUVAS X CIDADES

A mídia segue mostrando o resultado catastrófico da ação das chuvas nas cidades. Invariavelmente, a principal causa disso é o desordenado crescimento dos centros urbanos, fruto, não da falta de Planos Diretores, mas do descumprimento de suas diretrizes. Assim, a cada governo assistimos incrédulos o abandono de caros projetos de desenvolvimento urbano, injustificadamente substituídos por outros, que representarão novos custos e novos abandonos, perpetuando o caos em nossas cidades.

Aí vêm as chuvas, que encontram cada vez menos áreas verdes e mais asfalto, mais concreto, portanto, mais impermeabilização. Então, o “meio ambiente” deixa de ter “ambiente” para ser somente “meio”, a transportar água em volumes crescentes, que a cada esquina se avolumam e transformam nossas redes pluviais, nossos canais e rios nisso que estamos vendo.

Enquanto a cobertura da imprensa permanecer centrada nas consequências físicas e sociais das (in)evitáveis torrentes que inundam as ruas e as casas dos cidadãos pegos de surpresa pela violência das aguas, a impunidade prevalecerá sobre a necessidade.

Seriam essas catástrofes realmente inevitáveis?

Estariam nossos projetos de infraestrutura urbana considerando erroneamente as normas que orientam o dimensionamento destes tipos de obra?

Será que as execuções dos projetos estão seguindo rigorosamente o que determinam suas especificações e detalhamentos técnicos?

É preciso pensar e repensar sobre as indagações acima apresentadas.

Não se trata, a essa altura, de procurar responsáveis por antigos problemas. Já estamos cansados de ver essa iniciativa acabar em pizza. Devemos nos concentrar em soluções adequadas, mas não as do tipo que causam as catástrofes que estamos assistindo devastarem as cidades da China, que só pensa em ocupar os espaços antes verdes, com seus gigantescos arranha-céus e enormes condomínios; pavimentar largas avenidas/rodovias, com múltiplas faixas e implantar enormes e estéreis “praças populares”, tudo para que nelas caibam mais veículos e pessoas, quase todos locais nus, sem áreas verdes ou vegetação natural suficiente (e necessária); com seus rios transformados em canais impermeabilizados, e enormes represas, como a da Usina de Três Gargantas, que, dizem, estaria até afetando a rotação da Terra, por ter um reservatório de cerca de 39,3 quilômetros cúbicos de água. Um verdadeiro contraste com o que era no passado.

Enfim, antes de mais nada, devemos evitar novos erros, ou melhor, a continuação do cometimento de erros antigos. É preciso examinar com rigor quais as causas a partir dos efeitos que aí estão, como no caso do transporte de massa da nossa capital, que até agora não passa de conversa fiada de todos os poderes envolvidos. Um verdadeiro jogo de empurra-empurra, onde as vítimas são sempre as mesmas, os usuários, os cidadãos.

Temos um universo enorme de pesquisas e checagens a fazer, a começar por rever as normas que possam estar ultrapassadas, pesquisar novos materiais, novas soluções técnicas e adotarmos as que melhor resolvam os problemas das cidades e suas populações, não somente os dos políticos e suas armações, como costuma acontecer em obras de infraestrutura.

Uma coisa é certa, temos que agir rápido, pois estamos ficando cada vez expostos a riscos inaceitáveis.

MORRER DE AMOR

Com o passar do tempo, em muitas ocasiões, durante muito sofrimento e muita dedicação, o amor chega a ser capaz de, em sua falta, causar tanta dor que a morte se apresenta como válvula de escape.

Não, não estou me referindo a suicídio na forma como é conhecida a decisão abrupta de dar fim a própria vida. Aqui, faço referência à desistência paulatina e irreversível de viver sem a presença de uma pessoa especial, a pessoa amada.

Acho que nunca tinha me deparado tão de perto com uma situação dessas, até ser informado da morte de um amigo de juventude, da época em que morei em Campo Grande, Mato Grosso do sul.

Existem outras formas de aparente desistência, como no caso de estresses e doenças incuráveis que podem causar esse tipo de sofrimento. Com certeza já vivemos essas situações, o que nos leva a considerar que a depressão é seu ápice.

Os momentos de introspecção dolorosa pela perda de alguém que nos foi muito importante acaba por machucar a todos os que conheceram as causas ou motivos, muito embora não tenham participado dos acontecimentos que fazem com que uma pessoa se sinta tão mal a ponto de desistir.

A situação a que me refiro se deu com esse amigo, amigo querido, devido à devoção com que dedicou seus últimos anos de vida a cuidar da pessoa a quem amava.

É uma história que começa distante, na época em que eram jovens e se apaixonaram pela primeira vez. Depois, o tempo e as situações por ele criadas foram paulatinamente os afastando. Casaram-se com outros amores, tiveram filhos e um dia se viram separados, portanto, livres para que a providencia de Deus os fizesse se encontrar novamente.

O que aconteceu nesse grande intervalo de suas vidas antes do reencontro foram situações terríveis, principalmente na vida dela, pois perdeu os pais, uma irmã e um irmão em um acidente de carro no qual estava presente, fazendo com que ela e sua outra irmã, as únicas sobreviventes da tragédia, ficassem órfãs. Então, passaram a ser cuidadas e amparadas por seus tios e tias, morando ora com uns ora com outros, até atingiram condições de voltar à Campo Grande, de maneira a se inteirarem de seus bens e administrá-los.

Uma delas, como já me referi anteriormente, casou-se com quem então amava, tiveram filhos e progrediram, mas um dia o bom relacionamento terminou, as razões não vêm ao caso, mesmo assim, não se separaram na forma civil, no entanto, a separação física ocorreu sem muitos desgastes, como era de esperar, acontecesse entre pessoas consequentes.

Foi quando se reencontraram. Ele separado, também sozinho, a aproximação, muito embora paulatina devido as relações com filhos e situações outras que a delicadeza da situação apresentava tiveram duras barreiras a superar, mas conseguiram.

Certo dia uma dor de cabeça insistente a fez procurar solução médica e descobriu-se um tumor no cérebro que, operado, a deixou dependente da ajuda de outras pessoas pelo resto da vida. De repente se viu efetivamente só e com dois filhos para criar. Sim, porque mesmo antes de casada já era e continuou a ser independente, uma das faces de sua marcante personalidade.

Ele se aproximou ainda mais e foram novamente se relacionando, revivendo o passado que outrora os uniu e que o presente se lhes apresentou novamente a oportunidade.

Entre as boas fases de aparente recuperação física e as recaídas reconstruíram uma ligação que se tornou bastante forte, a ponto de fazer com que superassem os revezes que continuaram a se apresentar, cada vez com mais frequência. Os filhos cresceram, se casaram e foram para lugares distantes. A ligação com a pessoa a quem ainda estava civilmente ligada transcorria de forma tranquila, mesmo na constante presença do atual companheiro a seu lado.

Sofrida, endurecida, porém decidida, enfrentou os incontáveis e amargos revezes que se apresentaram contra sua invejável perseverança sem desistir, até que a derradeira das armadilhas de sua vida aconteceu com a precoce perda do filho querido. Um jovem promissor, forte, resultado da bonita mistura das características dos pais, mas que o implacável vírus da epidemia que se alastrou pelo mundo alcançou e levou. Para piorar, com a distância e as condições de segurança epidemiológica vigentes ela se viu impedida de ver o filho pela última vez.

Foi a gota que faltava para que a desesperança retomasse força e a despedaçasse. Paulatinamente a tristeza foi tomando conta de sua existência e a fez desistir. Parou de lutar e por isso morreu.

Quanto a ele. Ele assistiu a tudo a seu lado apoiando, tentando fazer o possível e o impossível para reanimá-la, mas não conseguiu e assim ela se foi.

Ficaram as lembranças do amor inesquecível e, agora sabemos, insubstituível que o levou pelo mesmo caminho.

Sozinho novamente, sem esperanças à frente, sobreviveu à ausência de sua amada por sofridos 18 meses. Também desistiu. Resistindo aos apelos dos filhos e amigos, aos poucos foi se afastando de tudo e de todos. Decidiu pelo que acreditou ser a única forma de ir ao encontro dela e definhou até MORRER DE AMOR.

Agindo miseravelmente

A cada revés perco um pouco do pique. Estou cansado de me posicionar e ver que poucos o fazem. De resto, a permanência em cima do muro é postura daqueles que lá sempre estiveram e dos que ficam nas arquibancadas da vida para receberem seus pães com mortadela e, sem se importarem, permanecem contribuindo para que sejamos conduzidos ao abismo do absolutismo.

“A vida é curta, entretanto, longo e imprevisível é o legado que, a continuarem nessa posição, vão deixar aos seus e aos nossos filhos e netos”.

Razão pela qual, a gente fica lendo, mesmo ouvindo, aqueles que fingem analisar as questões somente sob o ponto de vista cru das disputas políticas, ou seja, qual ideologia ganhou ou perdeu, a principio alegando equidistância, depois nem tanto, o que nos deixa a espera de algo verossímil ou ao menos consistente.

É a turma do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, do “o que é que eu vou ganhar com isso”, e tantas outras frases verdadeiras sobre intenções ocultas, que daria para escrever um livro, o livro das sem-vergonhices.

Então, quando me deparo com esse tipo de pensamento em gente que conheço, sempre me decepciono e faço, intimamente, a mesma pergunta: – Onde acham que isso vai parar?

Para mim, fica claro que esses são os que sempre ficam nas janelas esperando as bandas passarem, para depois se infiltrarem no cordão dos puxa-sacos de quem ganhou, torcendo para que ninguém veja, ninguém saiba, se é que se importam com isso.

São o que sempre foram, párias dos acontecimentos, porque nas horas decisivas sempre estão ausentes,…esperando,…esperando,… que outros façam o que precisa ser feito para, só depois, mostrarem suas caras.

Certo é, que não falo dos MANÉS, me refiro aos que permanecem a vida inteira na obscuridade do cochicho ao pé do ouvido, são natimortos, no que se refere a expressarem publicamente suas opiniões sobre questões políticas. Questões estas, que não se restringem a quem ganhou ou perdeu e sim a o que ganhamos ou perdemos.

Quem continua a agir dessa maneira acha que “tudo voltará a ser como dantes no quartel de Abrantes”, e assim vão, vivendo do luxo que ainda ostentam, mesmo agindo miseravelmente.

Mentiras sinceras não interessam

Diferentemente do saudoso Cazuza hoje vivemos momentos de intensa ansiedade só que em outro sentido, outra grandeza, ansiedade esta equivalente ao tamanho do nosso país.

Recentemente, um amigo falou sobre o mau estado psíquico de determinado político, com o que concordo, no entanto, entendo que essa sensação é comum a muitos, talvez à maioria dos brasileiros, mesmo que em intensidades deferentes.

Eu, por exemplo, não nego minha ansiedade, até porque a vejo em muitos dos com quem convivo, nas conversas que participo, nos trocas de mensagens via WhatsApp, Facebook e nos demais meios de comunicação que existem por aí, em especial aqueles que considero responsáveis por grande parte do mal-estar geral existente. Aliás, como a maioria das pessoas que conheço,

Por causa disso, considero que mentiras sinceras não interessam. Mentiras que bem mostram até que ponto a desonra, a imoralidade, a falta de caráter e tantas outras péssimas características existentes nos que apoiaram e ajudaram a tomada do governo na eleição presidencial do ano passado.

Mentiras, tais como:

– É um absurdo aumentar o preço dos combustíveis se somos auto-suficientes;

– Vamos fazer investimento para que a economia volte a funcionar e gerar empregos, quando nos seis meses desse desgoverno os índices oficiais mostram exatamente o contrário;

– Geraldo Alkmin (eleito vice-presidente) foi contra o impeachment de Dilma;

– No Brasil tem 30 milhões de crianças de rua – a gente ia inventando números – , Jaime Lerner que o diga;

– Quem votar nulo não terá direito de reclamar;

– No meu governo o povo vai voltar a comer picanha e tomar uma cervejinha nos finais de semana;

– Nos tiramos 36 milhões de pessoas da miséria absoluta e acabamos com a fome nesse pais, quando de acordo com o IPEA, em 2002, havia 14,2 milhões de pessoas nessas condições;

– Em nossos governos (passados) criamos 22 milhões de empregos com carteiras assinadas. Na verdade foram 15,4 milhões, ou seja, 6,6 milhões de pessoas fizeram parte dessa mentira;

– A Lava Jato causou a perda de 4,4 milhões de empregos;

– O conceito de democracia é relativo;

– Tem mais eleições na Venezuela que no Brasil.

Em suma, mentiras sinceras não deveriam interessar nem ser toleradas por um Congresso Nacional eleito pelo povo exatamente para defendê-lo das eventuais tramoias engendradas contra si por outros poderes da República, muito menos para as forças armadas, considerando que estas ainda se destinam à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (sic).

Mentiras sinceras não interessam a quem defende o livre-arbítrio, como também não deveriam interessar às instituições que distinguem o bem do mal, são livres e de bons costumes.

Chorar faz bem.

Chorei de tristeza algumas vezes, sempre quando perdi pessoas queridas. No entanto, sinceramente, creio que chorei de felicidade em quase todas as outras ocasiões, seja quando casei, nos nascimentos dos filhos e netos, durante um filme, lendo um livro, escrevendo uma poesia, ou mesmo ouvindo uma música que tocou meu coração.

Interessante, que essa sensação de chorar de tristeza é, a princípio, uma agonia que depois se transforma em paz de espírito. Não sei explicar como é que essa sensação se torna algo tão sublime quanto aquele tipo de paz, mas é isso que sinto todas as vezes em que me emociono nas lembranças e de saudades das pessoas queridas.

Então, descobri que a magia do amor é permanente, posto que eterna. Sei disso, porque ele não acaba quando perdemos a esperança, pelo contrário, é quando descobrimos que o amor existirá até o último de nossos dias, ou seja, será infinito enquanto durar, como bem quis dizer Vinicius de Moraes em seu Soneto de Fidelidade.

Como é bom viver essas lembranças quando sonhamos e sentimos saudades dos carinhos gostosos, amorosos e permanentes que só são possíveis nas pessoas que amam. Neles, choramos em nossas solidões e seguimos em frente.

Pudessem as lágrimas serem traduzidas em palavras, certamente diriam o quanto são diferentes em relação aos motivos que as fazem fluir. Se causadas pela dor emocional ou física, por ódio ou paixão, se pela presença ou na solidão, na fartura ou na falta, tristeza ou alegria. Uma diferença que não se percebe apenas pelo externalizar dos sentimentos, até porque são como nos libertamos das tensões internas, razões pelas quais não devem ser suprimidas pela vergonha ou impedidas pelo receio de serem entendidas como fraquezas.

Ah lágrimas, como são benfazejas ao mostrarem nossas emoções de uma só forma e assim impedirem quem as vê de saberem seus verdadeiros motivos, se porquê ou por quem. Uma compreensão que só possui quem as derrama, razão pela qual chorar faz tão bem.

Um Congresso submisso, um Executivo comprometido e um Judiciário intrometido.

A votação que permite o regime de urgência à PL-2630, a da legalização da censura só serve para confirmar o que todos sabem, mas poucos têm coragem de comentar. Me refiro ao verdadeiro papel do político eleito quando assume seu lugar no Congresso Nacional, seja como deputado ou senador.

A maioria das pessoas permanece sob uma espécie de torpor intelectual quanto às respostas a seus anseios quando elegem alguém para representa-las junto ao Poder Legislativo ao serem informadas do que estão fazendo lá, mesmo quando sabem sobre como são acertadas, entre outras coisas, as tais emendas parlamentares.

Emendas parlamentares são instrumentos que o Congresso Nacional usa para participar da elaboração do Orçamento Geral da União, hoje, infelizmente, mais conhecidas como moedas de troca de valores e favores, usadas tanto para passar o pano naquilo que não interessa a seus eleitores, quanto para se vangloriarem do que conseguem colocar no OGU.

Por outro lado, no que se refere a seus papeis de legisladores, cabe perguntar como pode alguém em sã consciência aprovar regime de urgência para um Projeto de Lei que propõe limitar a liberdade de expressão e que deverá atingir a todos, inclusive ao próprio Parlamento?

Quem disse a esses deslustrados personagens, que seus mandatos serão eternos como os dos ungidos do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, aqui de propósito escrito por extenso e em letras maiúsculas para que sejam lidas e digeridas em toda sua magnitude, até porque seus membros sequer são eleitos posto que propostos, aprovados e empossados por interesses outros, o que muito contribui para desconfigurar o atual e confuso conceito de Estado.

Não, não é porque o papel do legislador passa primeiro pela importância de discutir com seus pares o que é bom e o que é ruim para o país. Passa, principalmente, pelo dever de convencê-los da importância do que é bom, por isso benéfico, e de quão maléfico é o ruim.

Não, não é somente a nós eleitores, os beneficiários ou desfavorecidos da aplicação do que aprovam ou deixam de aprovar que devem satisfação, é a todo o universo de pessoas que vivem no país, quiçá no mundo, e dependem do impacto que cada um de seus atos representa e até onde repercutem.

Fato é, que muitos dos nossos representantes eleitos pertencem a castas, ou seja, a grupos da estratificação social de caráter hereditário que insistem em se manter presentes nos quadros políticos como se por direito adquirido, tal qual as benesses com que se locupletam na persistente troca de favores entre os três poderes da República.

Isso só acontece até hoje porque os currais eleitorais ainda existem e vicejam em todos as classes sociais e em nosso estamento ideológico. Cabe esclarecer que para alguns, em classes sociais é como se divide a sociedade em função de sua condição financeira, assim como estamento se refere ao local destinado àqueles que pertencem ao governo, congresso ou assembleia.

A submissão de poderes não está em parte alguma de nossa Carta Magna. Nela, os Três Poderes do Estado, Legislativo, Executivo e Judiciário, são frutos da interpretação de Montesquieu, filósofo e político francês autor do livro “Defesa do Espírito das Leis”, o último dos grandes pensadores a deliberar sobre a segmentação dos poderes públicos. Para Aristóteles, o primeiro desses pensadores e autor da obra” A Política”, eles seriam Deliberativo, Executivo e Judiciário; já John Locke, filósofo inglês, em sua obra “Segundo Tratado Sobre o Governo Civil”, os entendeu como sendo Legislativo Executivo e Federativo.

Não cabe aqui dissertar sobre as razões de cada um, basta apenas saber que, com exceção de John Locke, todos eram filosoficamente equiparados e deles resultou o que temos hoje como sistema de governo. Somente Locke, autor da frase “Onde não há lei, não há liberdade”, considerava que o Legislativo deveria ser superior aos outros poderes. Locke, entre outras de suas importantes propostas, também considerava ser dever do Estado garantir, através das leis, os direitos naturais dos indivíduos, principalmente o direito natural à propriedade.

Pois bem, em que pesem todos os esforços para manter esse tripé sustentando o que acima deles está, ou seja, o Estado, estamos assentindo o Legislativo, em especial o Senado da República, permitir que esse malfadado desequilíbrio seja a causa da perda de tudo que construímos até agora e pior, em um momento no qual o mundo vive sucessivas e ininterruptas crises.

Até quando o pais aguentará esse disparate?

Fé, esperança e amor

Pois é, dias atrás escrevi um artigo falando sobre a falta de eventos midiáticos que tratem de assuntos outros que não sejam os males que nos afligem nos últimos tempos. Pois não é que me aparece pela frente um filme de 2013, portanto, uma década atrás, ou seja, não tão novo, que trata exatamente dos três sentimentos que sumiram das mídias, quais sejam, fé, esperança e amor

O título dado ao filme em português foge de sua tradução literal e em nada se refere ao tema que abrange onde perambulam os juízos que encerra em sua história. Em nossa linguagem o título ficou sendo – Parada inesperada -, quando ao pé da letra deveria ser Encontrando Normal

Normal é o nome real de uma pequena cidade do estado de Illinois, nos EUA, onde acontecem as principais cenas do filme, o que a mim emprestou sentido contemporâneo da situação em que vivemos apesar de tudo se passar em lugar tão pequeno e aparentemente insignificante aos olhos distraídos de quem costuma apenas assistir filmes para passar o tempo, sem qualquer interesse com seu conteúdo

O conteúdo a que me refiro é a mensagem que qualquer evento midiático transmite, justamente a causa dos efeitos catastróficos que nos tem atingido desde que houve a mudança dos reais objetivos dos meios de comunicação que invadem nossos espaços, sejam eles o doméstico, onde trabalhamos, alimentamos ou nos divertimos. No entanto, o que temos visto ultimamente não tem nada a ver com isso, aliás, é exatamente o oposto.

Nesse sentido, é digno de destaque o esforço do site Brasil Paralelo, que procura trazer ao público o tipo de mensagem a que me refiro como necessária e que a muito tempo é desestimulada, se não desconsiderada, pelos controladores da informação ou, como queiram, os atuais formadores de opinião, esses que compõem os grupos de ataque à moral e aos bons costumes com suas idiossincrasias midiáticas

Resumindo, exageram tanto em as subversões da realidade, que os grandes conglomerados do setor de entretenimento como a Disney, Netflix e Prime Vídeo estão vendo seus filmes e séries lacradoras serem cada vez mais desprestigiados. Tanto, que a Disney já vem reduzindo pessoal e novas atrações a um bom tempo, dizem até que está a venda com a Apple interessada em sua compra para investir no setor com o objetivo de diversificar seus negócios, entretanto, com outra estratégia comercial. Do outro lado, as duas plataformas de streaming Netflix e Prime Vídeo, estão padecendo com prejuízos atrás de prejuízos ao insistirem em filmes, séries, documentários e programas de TV focados na desconstrução da história, da moral, dos bons costumes, ou seja, dos três sentimentos citados no primeiro parágrafo deste texto, A FÉ, A ESPERANÇA E AMOR.

Isso é evolução ou involução?

A muito tempo não vemos um filme, tampouco novela com tema altruísta; não ouvimos uma música nova cantando paz e amor; uma propaganda isenta de preconceito e discriminação ou mesmo uma reportagem que não trate de guerra, assassinato, consumo de droga, corrupção, epidemia e outras tantas coisas ruins.

Certo é que está em plena ação a prática da Nova Ordem Mundial na alienação das pessoas desde a raiz de sua formação, ou seja, da infância até a vida adulta. O resultado é isso que aí está, sendo jogado nas nossas caras todos os dias.

Junte a essa situação os programas policialescos quanto aos temas conservadores, mas que tratam a degeneração mental e a degradação moral como coisas naturais, portanto, perfeitamente assimiláveis em relação ao destino manipulado que pretendem dar à humanidade e teremos explicitado o objetivo do socialismo progressista, esse mesmo que atua como braço político da NOM.

Pena que só agora estamos dando atenção a isso, mesmo assim reagindo timidamente às tentativas de transformação de nossos jovens em alienados semelhantes aos zumbis que aparecem em filmes e séries de ficção que nos enfia goela abaixo a grande mídia colaboracionista.

Como negar não se tratar de evolução e sim de involução? Na dúvida, basta ver o que faz agora quem deveria estar dando importância à formação intelectual, mas que a trocou por orientação sexual e outras experiências educacionais que buscam afastar os jovens do ambiente familiar para incutir em suas cabecinhas em formação a inexistência de Deus. Isso sem falar da imagem machista, homofóbica e preconceituosa que buscam dar à família tradicional.

Como assim, como pode uma criança saber o que é destino se quem a trouxe ao mundo está sendo tolhido dessa missão?

Ajustes benfazejos

Existem situações em que a proximidade separa e a distância aproxima.

A proximidade separa, quando permite vermos as pessoas como elas realmente são e descobrimos que nem ao menos se parecem com quem pensávamos fossem.

Com isso, desfazemos nossas esperanças de termos por companhia quem as aparências indicavam ser, mas sim alguém que a realidade acaba por expor.

Do outro lado, a distância pode aproximar quando mostra que a ausência muda nossa forma de ver e filtra, através dos sentimentos, as frustrações que a proximidade mostrou, dando tempo e espaço para eventuais ajustes.

Que os afastamentos e aproximações, se acontecerem, sejam motivadores de ajustes benfazejos.