Existe algo mais por que se revoltar, protestar e até paralisar o país.

A verdadeira questão que me atormenta vendo o “avanço das negociações” dos caminhoneiros é a falta de foco no maior dos desafios da nossa história como país, o corporativismo e seu insustentável custo dos três poderes que formam o Estado ( com “E” maiúsculo), o Executivo, o Legislativo e o Judiciário nos três níveis de governo federal, estadual e municipal.

A questão dos combustíveis atinge a todos indistintamente e naquilo que mostra a maior das fragilidades das instituições públicas, a incapacidade de gestão. Entretanto, nosso futuro como Estado ou seja, como instituição formada por povo, território e governo em nada mudará com a redução no preço dos combustíveis.

É inegável que isso vai nos dar um certo fôlego em relação aos custos de sobrevivência, mas não passará de paleativo frente a nossa reconhecida debilidade como Nação naquilo que deveria nos caracterizar pela união de sentimentos entre nós mesmos, principalmente em relação ao que temos sabido sobre os desmandos e acordos esdrúxulos entre aqueles mesmos três poderes acima citados, bem como na malversação do dinheiro público.

Nossos pontos fracos como país residem em outros endereços, estão assentes em gabinetes públicos, políticos e até judiciais, como também em boa parte de suas repartições e órgãos auxiliares.

Estas três instâncias, tal qual moluscos, estendem seus inoperantes tentáculos a praticamente todos os recantos do país, custam uma fortuna e pouco nos devolvem de concreto.

Suas existências são fundamentais para o exercício pleno da democracia, mas não da forma que atuam, muito menos no custo que nos impõem e que tanto nos afetam.

Se existe algo mais por que se revoltar, protestar e fazer greve é pelo fim de todas as benemerência auto-concedidas pelos incompetentes que lá estão a nos enganar há muitos e muitos anos.

Um comentário sobre “Existe algo mais por que se revoltar, protestar e até paralisar o país.

  1. Além disso as três esferas do poder abandonaram o mais importante que são os planos e planejamentos à curto e à longo prazo sem nenhuma política de investimentos ficando na mão dos políticos inescrupulares a aplicação dos recursos arrecadados para ajudar os seus apadrinhados.

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