O governo faz tudo.

Nos últimos anos nosso país foi administrado por governos ligados a partidos socialistas mais a esquerda. O resultado foi essa bagunça generalizada em nossa economia, educação, saúde, segurança e por ai vai…

Enganaram-se os que neles acreditaram, e olha que foram muitos.

Para entender o que aconteceu basta olhar mais detidamente para alguns dos programas de abrangência social daquele período. Eles foram iniciados primando pela verticalização de suas ações, posto que os últimos quatro governos eleitos acreditavam ser capazes de prover todas as necessidades da população por meio de programas sociais, sem que para isso sequer tenham feito suficiente planejamento.

Por princípio colocaram em prática o conceito de que “o governo faz tudo” proposto pelos partidos com suas matizes e acreditavam que agindo daquela maneira (e com o apoio do proletariado abstrato que tentaram implantar) teriam o controle do país.

Este foi um de seus erros mais drásticos vez que investiram seus esforços somente no aspecto quantitativo ou seja, pensaram somente na abrangência, tentando atingir politicamente o maior numero de pessoas possível, quando também deveriam considerar o aspecto qualitativo no bojo de seus programas.

Mais uma vez ficou claro que é da conjugação destes dois fatores que se colhem os verdadeiros e duradouros resultados socioeconômicos, coisas da democracia com as quais nunca souberam lidar, e olha que tiveram tempo para isso, afinal foram mais de três governos em sequência no poder.

Seus programas com este perfil só passaram a atuar horizontalmente tempos depois de iniciados e após a implementação de ações voltadas a integrá-los às cadeias produtivas vinculadas ao desenvolvimento de mercados específicos e sustentáveis, outra característica da democracia com as quais não conseguem conviver.

Exemplo clássico disto foi o programa Luz Para Todos que levou energia aos pequenos sitiantes e participantes de projetos de assentamento aproveitando corretamente da existência dos programas de interiorização de energia elétrica auto sustentados vindos de governos anteriores, mas erraram ao se apressar em fornecer energia elétrica aos beneficiados sem com isso possibilitar as condições necessárias à sua utilização na produção, armazenamento e comercialização dos resultados para, entre outras coisas, pagar por seu consumo.

Este e os outros propalados benefícios para a população menos favorecida têm outras explicações, as quais ficaram nas coxias de seus programas de governo e por isso mesmo desapercebidas.

Como fizeram isso?

Foi fácil, foi através dos incentivos (financiamentos a perder de vista) ao consumo dos produtos de baixo custo como os da chamada linha branca (eletrodomésticos) de veículos e conjuntos habitacionais, entre outros, para aqueles que chamaram de nova classe média.

Assim, pôs em prática uma série de ações combinadas de desonerações (pontuais) para devolver com juros e correção monetária tudo e mais alguns milhares de milhões de reais aos empresários que o opoiaram.

Não é possível precisar exatamente em que momento as coisas começaram a dar errado, mas é certo que esse tipo de politica social por eles implementada estabeleceu um novo paradigma, onde boa parte dos mais carentes passou a desconsiderar a importância de serem produtivos para se tornarem dependentes dos programas de governo, vez que passaram a subesistir deles exigindo cada vez mais esforços dos que realmente produzem e sustentam a economia do país. E pior, induzidos por estremistas passaram a tomar para sí, de assalto, o que consideram ser seu por dívida social.

Erraram de novo os que estimularam e defenderam essas ações, posto que a parcela produtiva da nação está esgotada, cansada mesmo, de sustentar este tipo de política pública que, em última instância, estimula a malversação de seu dinheiro. O que nos remete novamente ao programa Luz para Todos.

Vocês sabem quem pagou e provavelmente ainda deve estar pagando pela energia consumida por boa parte das pessoas atendidas por aquele programa?

Adivinhou! Nós mesmos, os brasileiros alcançados pelos equipamentos de medição.

Como disse antes, ficou fácil para aqueles governos pagarem seus programas sociais, pois foi com o dinheiro dos outros, o nosso.

Uma das justificativas foi de que seria difícil medir os consumos e fazer as contas chegarem às distantes e pequenas propriedades rurais, razão pela qual somos nós quem pagamos parcela importante daquelas despesas. A gente não percebe porque está tudo devidamente diluído nas nossas contas de energia.

A degradante realidade é que esses programas foram tão prejudicados pela exploração política e prováveis desvios de recursos financeiros a eles destinados que acabaram por perverter seus justos objetivos, desvirtuados que foram por sussessivos desgovernos.

2 comentários sobre “O governo faz tudo.

  1. Os Programas Sociais foram criados pelo Governo, com o objetivo de ajudar aos brasileiros de baixa renda, visando a atender a maioria. Acontece que foi feito sem planejamento e sem a fiscalização necessária.
    Possibilitou a muitos o aumento de consumos, financiamentos etc,
    Como tudo sem planejamento está fadado a dar erros.
    O que vemos hoje são esses erros se reverteram nos ombros daqueles que trabalham e pagam seus impostos.

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