Resíduos da contracultura

O que resultou da contracultura que se apresentava como a revolução no modo de vida de meados os anos sessenta?

– O que resta daqueles tempos de rebeldia contra os caretas burgueses são resíduos do que fizeram os movimentos vanguardistas de então quando tentaram impor sua visão de mundo material.

No Brasil daquele tempo a esquerda se aproveitou dos defensores do espaço libertário que sempre existiu em parte da cultura de vanguarda vez que acreditava que assim conseguiria angariar a simpatia e o apoio de parte da população o que nunca aconteceu, exceto junto a parte daqueles que já estavam envolvidos com a contracultura ou seja, intelectuais, artistas simpatizantes de ocasião e a igreja católica progressista que uma vez engajados eram utilizados para atuar dentro de suas respectivas áreas de influência.

Rememorando, o que aconteceu nos primeiros anos da década de 60 quando vivíamos um campo fértil à desordem social foi uma reação popular à tentativa de transformar a jovem democracia brasileira em uma ditadura comunista nos moldes da existente em Cuba com o apoio ideológico, material e humano da internacional comunista. Não deu certo a partir do momento em que o povo foi às ruas reivindicar o impedimento da guinada política ao comunismo. Foi esta, entre tantas outras, a razão principal para o acontecimento da intervenção militar em 1964.

Com a mesma intenção liberal o povo voltou às ruas em junho de 2013, desta vez para exigir mudanças na condução do governo, respeito ao cidadão de bem, o fim da corrupção endêmica instalada, mas principalmente o afastamento do grupo político que estava levando o país à ruína econômica e social. Foi o que fizeram acontecer através do impeachment da Presidente de ocasião e das eleições de 2018 quando removeram do poder o ativismo de esquerda. Naquela ocasião a nação brasileira reagiu ao escandaloso mau-cartismo reinante e elegeu um governo liberal comprometido com nossas tradições de respeito à família, ao próximo, à moralidade e ao civismo, preceitos que quase foram extintos tamanha a desconstrução promovida pelos seguidos governos de centro-esquerda e esquerda, nesta ordem.

Quem voltar os olhos para traz sem as vendas ideológicas que tomaram conta da esquizofrênica, sistemática e seletiva informação sobre o que aconteceu no passado verá que quem com essa intenção abraçou a causa da contracultura teve que contentar-se e influir apenas em setores específicos da própria área cultural.

Exemplo disso foi o desaparecimento dos movimentos musicais que existiam na época e que aos poucos foram sendo relegados a segundo plano por gravadoras e redes de TV que para faturar em cima da novidade passaram a investir em compositores, autores teatrais e diretores de cinema que se contrapunham ao que entendiam ser o modo de vida burguês.

A nova moda passou a competir com as baladas românticas através de música de protesto que criticavam tudo que não se enquadrasse em seus conceitos progressistas. O mesmo pode ser dito a respeito do cinema e do teatro com suas peças e filmes sem conteúdo outro que não a contraposição aos modos e costumes e que para faturar ainda mais os faziam propositalmente censuráveis porque sem censura não fariam sucesso.

Difícil de acreditar quanto mais de entender. Para tanto, basta procurar na literatura existente que trate do período entre 1964 e 1984 que não seja a de crítica ao regime militar no Brasil e descobrirá que muito pouco será encontrado. A censura seletiva que tomou conta dos meios de comunicação não permitiu.

Parcela considerável do que se divulgou e ainda é divulgado sobre o que aconteceu fazia parte da estratégia utilizada para por em prática um esquema baseado na falta de informação sobre a realidade por detrás das cortinas que agora estão sendo abertas em sua totalidade.

2 comentários sobre “Resíduos da contracultura

  1. Perfeito Marcelo. Tem um livro do coronel Brilhante Ustra denominado a verdade sufocada, que expõe com clareza certa ações dos esquerdistas da época.

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