Eu acredito em Deus

Li estarrecido a sugestão de uma mulher por nome Adriana, provavelmente uma médica, propondo que para ajudar na decisão de quem vai viver ou morrer nos hospitais bastaria que as pessoas que estão querendo o fim do isolamento e a abertura do comércio assinem uma declaração abrindo mão de usar respiradores hospitalares.

Qualquer indivíduo sabe que a crise que estamos passando não se resolve assim como essa pessoa sugere.

Existem outras situações passiveis de existir ao mesmo tempo caso não sejamos capazes de entender tudo o que está acontecendo e que nos obrigam a refletir conscientemente.

Existem outros atores que não só doutores nessa horrível desgraça.

Se fosse para agirmos assim de forma tão radical como ela sugere as pessoas que optarem pelo confinamento total deveriam assinar um outro documento?

Desta vez abrindo mão de serem atendidas e abastecidas por aqueles menos favorecidos e desesperados que por falta de opção precisam se expor ao vírus mesmo que não queiram porque têm que tentar salvar suas famílias, precisam produzir, transportar e entregar alimentos, remédios, EPI’s, combustíveis para veículos inclusive ambulâncias, limpar e recolher o lixo que geramos principalmente nos hospitais, proteger a todos contra os perigos de serem assaltados quando não assassinadas por um pedaço de pão ou mesmo por pura maldade.

O que dizer então do trabalho dos que têm de enterrar ou cremar os corpos das vítimas desse vírus e daquelas outras doenças que também podem ser as causadoras do aumento exponencial das causas de mortes devidas ao isolamento.

O que estamos vivendo não passa somente pelo sofrimento de ter que decidir quem vai viver ou morrer dentro dos hospitais porque se todos pararem provavelmente teremos que decidir quem vai viver ou morrer nas ruas e em nossas próprias residências.

Diferente dela eu acredito em Deus. Quanto a acreditar somente na ciência, quem assim o faz pode estar cometendo um erro imperdoável porque essa mesma ciência pode ter sido a causadora de tudo o que ela, eu, você, nós estamos passando.

Quando uma decisão legal pode se tornar letal.

Das decisões judiciais que atingem a população de maneira direta algumas não devem ser tomadas sem que todas as alternativas, consequências e autoridades sejam consultadas e avaliadas.

A recente decisão de soltar presos certamente é uma das mais controversas. É certo também que pode parecer coerente alegar “possível violação maciça e persistente dos direitos fundamentais”. Assim, é de acreditar que quem solta pretende cumprir uma ação correta sob o ponto de vista legal ou mesmo humanitário. Contudo, é importante observar todos os aspectos que envolvem a questão antes de fazê-lo, especialmente aqueles que dizem respeito às outras consequências humanitárias que a soltura de condenados e reclusos poderá acarretar para o resto da população.

As razões alegadas para soltar um indivíduo que cometeu ou é acusado de ter cometido um crime podem ser exatamente as mesmas que colocam em risco as pessoas honestas e inocentes expostas ao vírus. Daí, as decisões que atendem aos conceitos humanitários para beneficiar detentos certamente impactarão de forma direta nas condições humanitárias e de segurança das pessoas que não cometeram crimes nem são acusadas de tê-los cometido.

O maior exemplo de um provável equívoco na decisão está no fato de estamos assistindo países do mundo todo tendo que tomar decisões desumanas quando seu médicos têm que optar por deixar morrer pessoas mais velhas e/ou portadoras de doenças preexistentes. Soltar quem não respeita as leis e que certamente virão a oferecer perigo ao resto da população é agir exatamente de forma oposta a dos médicos, é decidir contra a saúde e a segurança de todos em benefício de alguns.

Um contrassenso humanitário no que se refere à “violação maciça e persistente dos direitos fundamentais daqueles que não são criminosos nem acusados de comete-los ”, é preciso insistir neste aspecto. Isso, sem falar que as pessoas libertadas estarão fora do controle existente nas penitenciárias e cadeias vez que provavelmente não respeitarão o isolamento nem as autoridades, coisas que nunca fizeram, além do fato que em liberdade estarão desprovidas do que precisam para sua própria sobrevivência vez que não mais receberão o mínimo atendimento de que dispõem enquanto reclusos, tais como enfermaria e alimentação, mesmo que deficientes.

Há que se considerar todos os aspectos que envolvem questões como estas porque tudo leva a crer estarmos diante de um dilema, de uma possível ambiguidade, quando a decisão legal pode se tornar letal.

Reconstruir o que restar do Brasil passa por tornar a população ciente do seu papel.

Na primeira metade do século passado quando quase todos os países viveram crises econômicas, guerras e viroses fatais muitos deles assumiram posturas bastante diferentes das que estão sendo adotadas atualmente.

Aqueles, uma vez nações, na busca de se recuperar do caos em que estavam desenvolveram formas de se comunicar com suas populações baseadas em princípios morais, de respeito às leis e na importância das famílias para a o bem estar geral.

Assim, os programas de rádio, filmes e seriados de televisão apresentados faziam parte das estratégias dos governos (notadamente o dos Estados Unidos da América) e de seus acordos com os meios de comunicação para apoiarem seus reerguimentos econômicos e reestruturações sociais através de mensagens baseadas em princípios morais e na justiça. Da mesma forma, livros, peças teatrais e musicais da época foram pautados para mostrarem as vitórias do amor e do bem sobre o mal. Outros aspectos relevantes eram a permanente invocação a Deus e o respeito aos símbolos nacionais.

Daí que ao observarmos a situação em que hoje nos encontramos devido as mudanças que pouco a pouco foram sendo introduzidas pelos grandes grupos de comunicação nos temas de suas novelas e filmes que exibem, nas letras das músicas que tocam, em programas ao vivo que apresentam e nas séries que produzem terem, além disso tudo, o ódio entre pessoas como perspectiva, personagens malvados e sem caráter os mais glamurosos, as drogas apresentadas como petiscos de festa, o sexo e outras obscenidades rolando livremente e chegando ao cúmulo de serem incentivados até em programas de jovens em sala de aula, não é de surpreender termos chegado onde estamos.

Que dizer então das mudanças que aconteceram nos enredos das escolas de samba, antes tão cheias de bom humor e alegria com seus temas contando sobre a vida como ela é ou deveria ser, na exaltação de pessoas decentes e na divulgação de nossas belezas naturais.

Tem mais, essas mudanças nos trouxeram ao fundo do poço da moralidade quando a “suprema justiça do país permitiu em nome da liberdade de expressão” que fossem covardemente atacadas a religião católica, a Sagrada Família e a existência de Deus.

O que mais podemos esperar quando nem Francisco, o Papa que representa São Pedro, aquele para quem um dia Jesus disse “tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16,18) não abriu a boca para mostrar a mínima indignação.

O que esperar dessa igreja que por Jesus Cristo foi consagrada ao se deixar sacrificar por nós e de onde nenhuma autoridade do país se manifestou contra o último e definitivo ultraje contra à existência da fé e da crença Nele que pode vir a ser a derradeira esperança de socorro quando a civilidade e o respeito entre nós não mais existir.

Se quisermos mudar nosso futuro teremos que permanecer unidos contra tudo que essa virose de forma tão cruel nos tem mostrado e reagir contra todos aqueles que a utilizam para disseminar o ódio, o desrespeito, a insegurança, o caos e a destruição do que nos resta de pátria, de país e de nação.

Pensamentos

As vezes eu me pego pensando no que seria de nós nesse isolamento compulsório da quarentena sem a companhia das pessoas queridas, aquelas que estão ao nosso lado nos confortando e sendo confortadas por nós.

As vezes me pego pensando nos benefícios que recebemos através dos aparelhos celulares porque com eles podemos nos comunicar com as pessoas que não estão conosco, mas mesmo assim estão nos confortando e sendo confortadas por nós.

As vezes me pego pensando nas pessoas que se expõem ao risco na busca de soluções e no atendimento à todos os atingidos, assim nos confortando e merecendo ser confortadas por nós.

As vezes me pego pensando na necessária solidariedade para com os menos favorecidos desses momentos onde precisam ser confortadas por nós para que também possam confortar os seus e os outros.

As vezes me pego pensando nos corações impiedosos das pessoas que se aproveitam desses terríveis momentos para explorar a insegurança generalizada e assim tentar fazer prevalecer suas ideologias e desejos mesmo sabendo que estão desconfortando, mas contudo e se for preciso estarão sendo confortadas por nós.

O que nos faz ser tão insensatos?

Alguns têm o desplante de dizer que é devido a nossa origem, outros devido a inquisitiva influência religiosa e, pasmemo-nos, culpam até os nativos que aqui viviam antes do descobrimento, nossa principal, verdadeira e natural origem.
Só falta culparem nossa miscigenação. Essa mistura de raças originárias de países tão diferentes e vindos da África, Ásia, Europa, Américas e etc. Será que ficamos em uma espécie de limbo por causa dessa miscigenação?
Perdemos o caráter patriótico que todos esses países têm por não sermos como eles de origem única, raça pura e bem definida? Não, não acredito nisso! Deveria ser o contrário com tanta gente boa sendo amalgamada pelo amor e pelo tempo.
Eu não posso considerar nossa extrema incompetência perante a história creditando a culpa somente em nossa origem, em nosso passado. Não podemos permanecer culpando sempre os outros, enquanto ficamos acomodados em nosso canto perante tudo, esperando que alguém venha e resolva, torcendo para que façam por nós o que não temos competência nem coragem de fazer.
As vezes, como agora, nos deparamos com verdades nuas, duras e cruas, e mesmo assim tendemos a permanecer estáticos, como que entorpecidos.
O que nos faz permanecer assim?
Será porque de vez em quando a gente ouve ser alardeado a toda voz que somos um povo abençoados por Deus e bonitos por natureza?
Será que vamos continuar acreditando nessa condição especial e permanecer eternamente em berço esplendido?
Foi por agirmos assim que abrimos espaço para que no passado e mesmo no presente pessoas sem escrúpulos, aproveitadores de ocasião como estes que se servem de uma crise de saúde mundial e acabam por mostrar sua repugnância por inteiro.
Chega, chega!
Precisamos ser brasileiros de fato. Sem discriminação de cor de raça, de credo, de sexo, de situação econômica e social. Sermos somente brasileiros de verdade, por inteiro e darmos um basta nisso para o bem de todos.
É isso!

O tempo e a vida

A passagem de um é despercebida, ele simplesmente passa porque só pensamos em nós não em sua permanente existência afinal ele é para todos, não para e não espera.

Na memória de nossa essência tempo e vida são coexistências, são as únicas coisas das quais involuntariamente participamos a partir do momento em que tomamos noção de quem somos. Daí em diante o que fazemos com nossas vidas e com nosso tempo é de nossa única responsabilidade. Se em relação a vida tempo não se recupera, em relação ao tempo a vida simplesmente passa.

A mais importante relação da vida com o tempo aconteceu e deu razão à definição da história do mundo em Antes de Cristo e Depois de Cristo. O homem que em 33 anos de vida serviu de referência para o principal marco da história humana. Ele soube usar seu tempo como ninguém.

Se considerarmos que em sua época as distâncias eram percorridas a pé e cujas realizações foram contadas nos passos de sua curta e difícil caminhada veremos que o tempo simplesmente passa e é o mesmo para todos, cabendo a cada um utilizá-lo da melhor maneira possível.

O tempo e a vida são duas realidades em uma só. Eu, você, cada um de nós é uma vida em seu próprio tempo. Somos realidades que passam nos ritmos das batidas dos nossos corações.

Foi-se o tempo das meias versões.

Quando um cidadão que em 1964 era uma criança e vivia em uma bucólica cidade encravada no interior de Mato Grosso abre a boca é de se esperar tenha argumentos pessoais para sugerir que “não devemos tolerar arroubos autoritários, tampouco nostalgia ao regime militar que impôs graves danos às garantias individuais”.

Cabe perguntar ao cidadão comum e não à “pretensiosa autoridade jurídica” que assim se manifesta que memória pessoal ele tem sobre o que aconteceu quando do período em que o Brasil foi governado por militares que não aquela que lhe incutiram na cabeça?

Essa pessoa que a cada dia mais se deslustra ao agir como o protótipo daqueles que foram emprenhados pelo ouvido posto que não viu quase nada nem ouviu tudo só consegue através de seus agressivos, contumazes e desagradáveis pronunciamentos ofender e agredir sistematicamente o governo e quem o elegeu.

Fato é que durante anos sofremos seguidos estupros coletivos pelas orelhas e só agora muito tempo depois estamos tendo a oportunidade de saber outros detalhes dos acontecimentos graças à covardia dos que não deixaram mostrar o outro lado da história vez que agiram e ainda agem como robôs, estes sim, ao tentar esconder tudo o que aconteceu e ao impedir que todos, mas todos mesmo, fatos, atos e relatos fossem divulgados.

O medo da ampla informação os contagiou como um vírus ideológico. Aliás, essa foi e ainda é a tática, o modus operandi, do comunismo disfarçado que graças aos militares estripamos a tempo de nosso Brasil em 1964 e agora em 2018.

Quem viveu e viu sabe dos erros e acertos do período.