É isso aí amizade!

Amizade, essa palavra é por demais explorada por todos os que têm amigos e por aqueles que pensam tê-los na medida em que se traduz em algo efêmero como a alma que nos habita.

Não porque a amizade e a alma sejam inexplicáveis, mas sim porque nelas acreditamos sem que haja necessidade da confirmação científica como ultimamente está a ser exigido para quase tudo.

Amigo é uma das raras palavras que tanto pode ser artigo quanto substantivo. Assim, quando ela antecede o próprio substantivo transforma-se em artigo e é usada para identificar pessoas por quem temos afeto, aquelas que nos são leais e, sobretudo, por quem desenvolvemos um tipo de amor diferente, surreal, fruto de respeito, consideração e vice-versa. Por isso, quando usamos a palavra “amigo” antes de nominar uma pessoa a estamos convertendo em artigo especial.

Já amizade, é um substantivo bastante substancial porque significa sentimento e afeição diferenciada por outra pessoa a ponto de nunca decepciona-la, um sentimento no qual existe de fato reciprocidade completa e lealdade a qualquer custo.

O que importa é que em qualquer situação a palavra amigo quando usada para se referir a quem atribuímos todas essas qualidades é o que justifica o estabelecimento de uma amizade já que pressupõe a reciprocidade nela existente, um ingrediente mágico e tão efêmero que implica em ter sentido e ser sentimento.

Isso acontece quando quando temos a sensação de que algo bom é produzido em nossos corações e que nos faz sentir presos a outras pessoas vez que somente existe quando desprezamos outros interesses, nos confortamos com o convívio e que mesmo longe nos contenta, razão suficiente para acreditarmos que a distância entre amigos e amores não determina fins, pelo contrário, exalta princípios.

Amigo vem do latim “amicus” em cuja raiz está o verbo “amor”, que significa “gostar de”, “amar”.

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