Interessante a percepção desses dois atos, as vezes antagônicos outras complementares, no momento em que todos estão buscando respostas a questões que de uma forma ou de outra acabarão por nos afetar, queiramos ou não. Pois bem, essas ações fazem parte do que nos leva a tentar mudar o paradigma político que nos afeta desde o início da existência humana e continua a nos pressionar a cada embate eleitoral.
Para aqueles que assistiram passivamente às mudanças comportamentais ocorridas no século passado fica a dúvida sobre se foi realmente um período de evolução em todos os sentidos. Para dirimir essa questão será fundamental não confundir evolução comportamental com desenvolvimento tecnológico ou qualquer outro avanço ocorrido desde então, tampouco tentar justificar de forma simplista as mudanças verificadas nesse ou em outro parâmetro. Certo é tentar nos ater à natureza humana e sua relação com o mundo em que vivemos de forma a manter distantes as interferências sazonais, fenômenos que sempre acontecem quando duas ou mais ondas de qualquer natureza se encontram em um mesmo ponto, podendo se auto aniquilar, caso contrárias, ou se reforçar quando combinadas.
Transferir esse conceito de ondas, sejam elas de qualquer origem (elétricas, aquáticas, sonoras, luminosas, etc.), para a experiência humana serve para avaliar o quanto estamos sofrendo com a falta de sintonia positiva nos ambientes concorrentes que assolam o planeta, sejam eles econômicos, ideológicos, religiosos ou simplesmente de opinião.
A muito tempo deixamos de considerar concorrência quanto a seus outros sentidos, tais como convergência, encontro, junção, aproximação e concentração, para utilizá-lo somente como forma de disputar a primazia com quem ou o que quer que seja. Essa única forma de interpretação da concorrência parece não deixar dúvidas quanto as ondas de energia serem permanentemente concorrentes, principalmente quando tratamos de questões humanas, aquelas que tanto nos afetam dia após dia. Estratégia geralmente utilizada por aqueles que procuram impor o uso de viseiras aos mais jovens e aos desinformados com o objetivo de neles estreitar a visão geral do mundo em que vivemos.
Devido a essa interpretação egocêntrica há sempre alguém querendo ser o dono da razão, portanto, do poder e do controle, objetivos para os quais sempre recorrem à força para destruir, nunca para construir, como se somente no sentido negativo fosse possível empregá-la.
É preciso entender que concorrência também é um fenômeno positivo e força uma grandeza que tem a capacidade de vencer a inércia humana no sentido de buscar o bem comum, sem que para isso seja necessário anular direitos ou qualquer outra forma de pensamento.

A Concorrência é um fator essencial para melhorarmos a qualidade em tudo que fazemos. Ela tem que existir.
O seu direito , termina quando começa o do Próximo.
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Só não podemos esquecer seu sentido de concorrer para ajudar, contribuir, juntar forças.
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