Era uma vez …

Em alguns épicos do cinema do passado, me refiro a quando ele ainda era tido como a sétima arte, os títulos e seus temas costumavam contar aos cenéfilos de então histórias enredadas através de ficções criadas em um mundo cheio de modelos de vida ou mesmo arquétipos desprovidos de sentimentos outros que não a ganância, na falta de compaixão e no ódio porque seus personagens eram resultados da manipulação daquelas reações às emoções.

Foi assim em “Era uma vez no oeste” e “Era uma vez na América”, dois premiados filmes pela Academia de Cinema, os tais Oscars. Quem não assistiu ao faroeste com sabor spaghetti e ao thriller romântico-mafioso, ambos embalado pelas pertinentes e clássicas músicas de Ennio Morricone, deveria vê-los para assim tentar entender o enredo do que será viver sua versão tupiniquim, cujo título não poderá ser outro senão “Era uma vez no Brasil”.

Os ingredientes e o roteiro já dão mostras, será uma tragédia épica com personagens conhecidos da plateia e a história um “Déjà vu” igual aos de final tenebroso que vimos acontecer em nosso entorno geopolítico. Por outro lado, a sensação de familiaridade com o tema também remete a uma situação que vivenciamos na pocilga do passado.

Essa nova versão terá ingredientes ainda mais tenebrosos vez que nela estarão zumbis reavivados de seus túmulos por procedimentos judiciais malfazejos de modo a que pudessem retornar como mortos-vivos para acabar o que não conseguiram daquela vez.

Nela há o pressuposto da vingança contra os que tiveram a ousadia de trazer de volta o que a esquerda considerava ter extinto daqui ou seja, o latente conservadorismo brasileiro, o conceito de família como célula mater da sociedade, algo bem explícito em uma emblemática frase de Rui Barbosa e a verdade como busca da liberdade pela conhecimento individual desde que não preso a um caráter messiânico, mas sim a algo puro, espiritual e cristão.

Quem imagina saber o que acontecerá daqui para a frente deve estar com uma pulga atrás da orelha e se perguntando: – Será que aqueles que ontem fizeram o “L”, amanhã não estarão virando a letra e apontado-a ficticiamente para as próprias cabeças?

Um comentário sobre “Era uma vez …

  1. Disse tudo!! Pobre Brasil! POBRE DE NÓS!!
    POBRE DE QUEM COMPACTOU, DE UMA FORMA OU DE OUTRA, COM ESSE MAL FEITO, POIS ALEM DE CULPADO SERÁ VÍTIMA TAMBÉM!

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