Existe um tipo de saudade que pousa no coração e de lá fica a emocionar a gente com aquele olhar comprido, falando de lugares, pessoas e épocas da vida que jamais serão esquecidas.
Age como um espelho que reflete feições conhecidas, paisagens inesquecíveis, tempos idos e momentos vividos. É quando sentimos exalar no ar um perfume etéreo que só a tricotomia divina – a do espírito, da alma e do corpo – reconhece.
Ao considerarmos, em teoria, que o ser humano é composto dessas três partes: espírito, corpo e alma, e que cada uma delas tem características e funções próprias, inseparáveis e interconectadas, cremos que somos uma triunidade à semelhança da Trindade de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, como Ele nos criou.
Assim sendo, nossa parte material, o corpo físico (mortal), é a que nos põe em contato com o exterior através dos sentidos; a alma é a parte que recebe as impressões do mundo externo por meio dos sentidos corporais: visão, audição, olfato, tato e paladar e, portanto, morada das emoções, desejos e sentimentos; o Espírito, sede da razão, moral, intelecto, vontade, pensamento e consciência, é a parte responsável por nossa identificação como criatura divina ao transferir a energia dada pelo sopro de Deus, para que nosso corpo físico receba a alma.
Essa interconexão das três partes faz com que a saudade ajude na compreensão da existência como instrumento de Deus e nos mantenha conectados com a realidade.

É isso. As vezes, o apego à matéria nos faz esquecer dessa nossa tricotomia . E aí, a saudade nos conecta com a nossa parte mais Divina: “Criou Deus o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.”
(Gêneses, 1;27) . Parabéns pelo texto!
CurtirCurtido por 1 pessoa