A mesma emoção que anima minha alma e inspira meu escrever, também arrebata meu coração.
É quando meus olhos se alagam, o coração dispara, a língua trava e minha voz silencia.
Então, com a falta de uma boa oratória, restrinjo meu discurso verbal e me dedico a escrever.
O que escrevo diz respeito ao que me inspira, ao que aprecio, às pessoas que amo, respeito e admiro.
É dessa forma que falo sobre quem, mesmo distante, sinto bem perto.
É como, enfim, também traduzo meu sentir sobre os que já partiram e mesmo assim permanecem presentes.
Em verdade, o que realmente preciso é reconhecer que tudo não passa de uma desculpa esfarrapada.
Desculpa, que serve apenas para justificar o que ainda não sou capaz de entender sobre mim.

A gente precisa desta emoção para poder externar nossos sentimentos. E as vezes, deixamos de tentar nos entender. Mas não quer dizer que perdemos esta capacidade, vamos morrer tentando.
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