Pensamentos

As vezes eu me pego pensando no que seria de nós nesse isolamento compulsório da quarentena sem a companhia das pessoas queridas, aquelas que estão ao nosso lado nos confortando e sendo confortadas por nós.

As vezes me pego pensando nos benefícios que recebemos através dos aparelhos celulares porque com eles podemos nos comunicar com as pessoas que não estão conosco, mas mesmo assim estão nos confortando e sendo confortadas por nós.

As vezes me pego pensando nas pessoas que se expõem ao risco na busca de soluções e no atendimento à todos os atingidos, assim nos confortando e merecendo ser confortadas por nós.

As vezes me pego pensando na necessária solidariedade para com os menos favorecidos desses momentos onde precisam ser confortadas por nós para que também possam confortar os seus e os outros.

As vezes me pego pensando nos corações impiedosos das pessoas que se aproveitam desses terríveis momentos para explorar a insegurança generalizada e assim tentar fazer prevalecer suas ideologias e desejos mesmo sabendo que estão desconfortando, mas contudo e se for preciso estarão sendo confortadas por nós.

O que nos faz ser tão insensatos?

Alguns têm o desplante de dizer que é devido a nossa origem, outros devido a inquisitiva influência religiosa e, pasmemo-nos, culpam até os nativos que aqui viviam antes do descobrimento, nossa principal, verdadeira e natural origem.
Só falta culparem nossa miscigenação. Essa mistura de raças originárias de países tão diferentes e vindos da África, Ásia, Europa, Américas e etc. Será que ficamos em uma espécie de limbo por causa dessa miscigenação?
Perdemos o caráter patriótico que todos esses países têm por não sermos como eles de origem única, raça pura e bem definida? Não, não acredito nisso! Deveria ser o contrário com tanta gente boa sendo amalgamada pelo amor e pelo tempo.
Eu não posso considerar nossa extrema incompetência perante a história creditando a culpa somente em nossa origem, em nosso passado. Não podemos permanecer culpando sempre os outros, enquanto ficamos acomodados em nosso canto perante tudo, esperando que alguém venha e resolva, torcendo para que façam por nós o que não temos competência nem coragem de fazer.
As vezes, como agora, nos deparamos com verdades nuas, duras e cruas, e mesmo assim tendemos a permanecer estáticos, como que entorpecidos.
O que nos faz permanecer assim?
Será porque de vez em quando a gente ouve ser alardeado a toda voz que somos um povo abençoados por Deus e bonitos por natureza?
Será que vamos continuar acreditando nessa condição especial e permanecer eternamente em berço esplendido?
Foi por agirmos assim que abrimos espaço para que no passado e mesmo no presente pessoas sem escrúpulos, aproveitadores de ocasião como estes que se servem de uma crise de saúde mundial e acabam por mostrar sua repugnância por inteiro.
Chega, chega!
Precisamos ser brasileiros de fato. Sem discriminação de cor de raça, de credo, de sexo, de situação econômica e social. Sermos somente brasileiros de verdade, por inteiro e darmos um basta nisso para o bem de todos.
É isso!

O tempo e a vida

A passagem de um é despercebida, ele simplesmente passa porque só pensamos em nós não em sua permanente existência afinal ele é para todos, não para e não espera.

Na memória de nossa essência tempo e vida são coexistências, são as únicas coisas das quais involuntariamente participamos a partir do momento em que tomamos noção de quem somos. Daí em diante o que fazemos com nossas vidas e com nosso tempo é de nossa única responsabilidade. Se em relação a vida tempo não se recupera, em relação ao tempo a vida simplesmente passa.

A mais importante relação da vida com o tempo aconteceu e deu razão à definição da história do mundo em Antes de Cristo e Depois de Cristo. O homem que em 33 anos de vida serviu de referência para o principal marco da história humana. Ele soube usar seu tempo como ninguém.

Se considerarmos que em sua época as distâncias eram percorridas a pé e cujas realizações foram contadas nos passos de sua curta e difícil caminhada veremos que o tempo simplesmente passa e é o mesmo para todos, cabendo a cada um utilizá-lo da melhor maneira possível.

O tempo e a vida são duas realidades em uma só. Eu, você, cada um de nós é uma vida em seu próprio tempo. Somos realidades que passam nos ritmos das batidas dos nossos corações.

Foi-se o tempo das meias versões.

Quando um cidadão que em 1964 era uma criança e vivia em uma bucólica cidade encravada no interior de Mato Grosso abre a boca é de se esperar tenha argumentos pessoais para sugerir que “não devemos tolerar arroubos autoritários, tampouco nostalgia ao regime militar que impôs graves danos às garantias individuais”.

Cabe perguntar ao cidadão comum e não à “pretensiosa autoridade jurídica” que assim se manifesta que memória pessoal ele tem sobre o que aconteceu quando do período em que o Brasil foi governado por militares que não aquela que lhe incutiram na cabeça?

Essa pessoa que a cada dia mais se deslustra ao agir como o protótipo daqueles que foram emprenhados pelo ouvido posto que não viu quase nada nem ouviu tudo só consegue através de seus agressivos, contumazes e desagradáveis pronunciamentos ofender e agredir sistematicamente o governo e quem o elegeu.

Fato é que durante anos sofremos seguidos estupros coletivos pelas orelhas e só agora muito tempo depois estamos tendo a oportunidade de saber outros detalhes dos acontecimentos graças à covardia dos que não deixaram mostrar o outro lado da história vez que agiram e ainda agem como robôs, estes sim, ao tentar esconder tudo o que aconteceu e ao impedir que todos, mas todos mesmo, fatos, atos e relatos fossem divulgados.

O medo da ampla informação os contagiou como um vírus ideológico. Aliás, essa foi e ainda é a tática, o modus operandi, do comunismo disfarçado que graças aos militares estripamos a tempo de nosso Brasil em 1964 e agora em 2018.

Quem viveu e viu sabe dos erros e acertos do período.

Ainda sobre o VLT

Entro no assunto para tentar esclarecer alguns pontos colocados até o momento.

Faço isso devido minha formação profissional, mas sem outra motivação que não a de tornar acessíveis alguns aspectos do assunto que vão ficando à margem de comentários e opiniões o que só têm servido para confundir ainda mais a opinião pública dando pouca margem a seu necessário esclarecimento.

Não é de todo correto o ponto de vista de que o BRT causaria menos impacto no trânsito da cidade porque assim como o VLT ele também percorreria e cruzaria as mesmas avenidas e ruas tendo as mesmas prioridades em cruzamentos e sinais de trânsito. Os acessos aos ônibus também seriam feitos nos canteiros centrais além do que, devido à necessidade de mais áreas para as pistas de rolamento exclusivas para os veículos de seu sistema de transporte (mais que o VLT necessita) ocupariam parte ou mesmo todas as faixas de trânsito localizadas junto aos canteiros centrais causando com isso os necessários ajustes nas faixas laterais das avenidas o que provavelmente levaria à redução na largura das calçadas existentes e até mesmo desapropriações em maior escala, bem mais que o VLT causa para ajustar todas as vias ao BRT sem prejuízo ao trânsito de veículos e pedestres, principalmente estes últimos.

É claro que olhar o problema sobre os impactos negativos existentes depois de as obras terem sido paralisadas levam a equívocos exatamente por falta de informação, caso específico da aquisição das unidades de transporte do VLT. Acontece que tudo leva a crer que foram adquiridos considerando a relação direta do cronograma das obras com o cronograma de entrega dos equipamentos. Daí que as obras atrasaram, sequer foram concluídas, por outro lado os equipamentos não, posto que foram entregues conforme o contratado, resta alguém checar isto é falar o que de fato ocorreu.

Bem isso tudo não desmerece a preocupação de todos, estando certos ou equivocados, porque como cuiabanos estamos mesmo é furiosos com a situação ou seja, como sempre servindo de massa de manobras políticas e desrespeitados por quem nos enganou e provavelmente também nos enganaria caso o governo tivesse optado pelo BRT.

A verdade que parece existir e que nunca é citada é que uma obra deste vulto, com tamanha complexidade, diversas interfaces, várias interferências técnicas e com a necessidades de um relacionamento político proativo entre Governo do Estado e as duas Prefeituras Municipais envolvidas com o dia a dia da Região Metropolitana de Cuiabá, seja VLT como de fato é ou BRT, como poderia ter sido, o prazo de execução dificilmente seria cumprido para a Copa do Mundo de 2014. Todo e qualquer profissional da área envolvido no projeto ou não, deveria ter consciência disso.

A outra opção que muitos confundem com o BRT seria a implantação de pistas exclusivas para ônibus junto ou mesmo nos canteiros centrais, obra menos complexa, mas que certamente enfrentaria muitas das mesmas dificuldades para sua implantação, principalmente junto aos detentores dos contratos de concessão dos serviços de transporte urbano/metropolitano de passageiros.

Paro por aqui, porque em nada ajudaria tratar ou trazer outras considerações quando a intenção é de apenas esclarecer um pouco mais o assunto.

Espero ter contribuído.

Insensatez

Vou chamar de insensatez o que está acontecendo para não utilizar outro substantivo ou mesmo um predicado que seja mais contundente para transmitir a imagem correta dos fatos.

A insensatez a que me refiro está na possibilidade de os representantes eleitos para o Congresso Nacional não estarem lá para defender os interesses dos brasileiros. Esta afirmação está fundamentada na forma inadequada pela qual nossos congressistas tratam os assuntos de interesse daqueles que os elegeram quando aprovam ou desaprovam a seu bel-prazer medidas que envolvem a economia, a segurança, a saúde e a educação, os principais e verdadeiros problemas brasileiros.

Essa constatação está calçada na situação de penúria por que continuamos a passar a cada ano, a cada assunto e a cada situação que envolva a decisão dos “nossos representantes eleitos” a respeito de qualquer um desses assuntos de interesse nacional.

A título de exemplo vemos hoje o que está acontecendo com os produtos e serviços expostos à influência dos impostos federais, estaduais e municipais. Ainda agora estamos vivendo a procura de mecanismos legais para reduzir as variações dos preços dos combustíveis, a necessidade e o inexplicável monopólio do DPVAT, assim como a taxação da energia solar auto-produzida, entre outros, nas intenções do Executivo de administrá-los a favor do contribuinte. No caso dos combustíveis, estudos sobre medidas que reduzam os custos existentes entre as refinarias/usinas e os consumidores; no que se refere ao DPVAT na possibilidade de que os seguros sejam efetivamente disponibilizados aos segurados a preços justos e definidos pelo mercado; já quanto a produção de energias alternativas os esforços vão no sentido de que possamos consumir nossa própria geração sem custos adicionais que não aqueles relacionados ao eventual uso de linhas de transmissão.

A insensatez reside na percepção de que nos momentos em que senadores e deputados parecem estar dispostos a trabalhar em conjunto com o Governo para que a população receba os justos benefícios das reduções de suas despesas ainda existirem iniciativas político-partidárias e “Vozes Supremas” que defendam a permanência de impostos que em todas e quaisquer circunstancias incidem direta e exclusivamente no bolso do consumidor.

Alguns insensatos contumazes persistem na procura de especialistas que possam encontrar argumentos para impedir ações voltadas a reduzir as despesas que incidem sobre o produção, o processo de industrialização ou refino, o transporte, o armazenamento e a revenda final. Impostos, taxas, demais custos e lucros nunca são considerados por aqueles que procuram atrasar quando não impedir as medidas necessárias à complementação das reformas que tanto esperamos a muito tempo. Afinal o que pretendem os que assim agem?

A resposta está no fato de que a insensatez a que estamos expostos não se restringe aos problemas de produção e consumo, ela também se encontra nos ignóbeis argumentos politicos, ainda mais em um ano eleitoral. Prova disso é que a poucos dias vimos a exdrúxula manipulação do encontro do Presidente da República com Governadores e Secretários de Segurança na tentativa de montar mais uma arapuca contra a governabilidade. Obra de políticos e jornalistas inconformados com os bons resultados obtidos em 2919 os quais certamente serão repetidos em 2020 mantidas a capacidade executiva e a coesão do governo.

Certo é que vivenciamos mais uma montagem, uma encenação tramada por congressistas, governadores e parte da imprensa para criar um ambiente favorável àquela situação em que se dá apenas duas opções para negociar, no caso o desmembramento do MJSP e o outro motivo por detrás da cortina de fumaça, a manutenção do ICMS cobrado nas (bi)tributações que acontecem nas bombas de gasolina, nas contas de luz e em outras mercadorias e serviços. Como não deu certo o que tentaram no primeiro ato da comédia bufa a outra opção pode vir a ser exigida ou mesmo usada como uma espécie de compensação através de negociação/retaliação política pela não obtenção da primeira. Resta esperar para ver.

“Político insensato é aquele que estende as duas mãos e quando alguém se nega a pegar em uma recolhe a outra”.

A merda e o ventilador

Tem gente que quando pisa em merda ao invés de limpar o pé e jogar a porcaria no lixo prefere atira-la no ventilador.

É isso mesmo, e se aplica tanto no sentido real como no figurado.

Ultimamente políticos, artistas e jornalistas têm abusado do seu uso no sentido real quando se deparam com situações inusitadas que são por eles tratadas como merda todas as vezes em que aparentemente um membro do governo comete um erro não importando a gravidade, basta parecer.

Nesses poucos dias de 2020 e em função da vitoriosa gestão do primeiro ano do atual governo a coisa passou de escandalosa para ridícula tantas foram as situações em que jogaram merda no ventilador ou mesmo sentaram em cima dela.

Jornais como a Folha e o telejornalismo da Rede Globo estão ficando pródigos em merdocracia nas manifestações de seus desinformados editores, âncoras e articulistas mostrando que sequer se dão ao trabalho de checar a veracidade dos assuntos em pauta, tanto que cometem equívocos homéricos com o açodamento com que se manifestam, sobretudo em relação ao governo e seus integrantes.

Exemplo disso são as ridículas menções sobre as palavras do Presidente da República como se fossem ofensivas à jornalista de descendência japonesa que escreveu uma ficção a respeito do primeiro ano de seu governo enquanto a própria Globo sempre o fez em seu noticiários quando mencionou um certo policial federal da mesma descendência como também nas referências a outras descendências em novelas, especiais, programas e séries. Assim, o mesmo procedimento que consideraram errático pelo Presidente da República pode ser verificado quase que diariamente em suas próprias casas expondo ainda mais a pressa com que fazem de tudo para alimentar suas campanhas contra o atual presidente do país.

O mesmo tratamento foi dado à auditoria que foi contratada ainda no governo Temer para analisar os contratos de financiamento do BNDES com empresas do grupo JBS que noticiada por jornais e tv’s o fizeram sem passar esta informação em particular dando a entender ao público que ainda alcançam tratar-se de iniciativa do governo Bolsonaro.

Da mesma forma e após o governo ter anunciado que pretende convocar militares para trabalharem em funções de apoio nas agências do INSS, o que certamente demandará tempo ainda não definido para avaliação e eventual operacionalização os jornais, telejornais e ativistas contrários ao governo cobram a celeridade que sabem não ser possível para este tipo de ação. Nessas ocasiões utilizam de seus piores termos e olhares de sarcasmo, bem típicos dos padrões Globo e Folha através de seus redatores, articulistas, artistas e âncoras.

Parece ainda não terem entendido que merda quando jogada no ventilador pelo lado errado vai parar na cara de quem a arremessa.

Resíduos da contracultura

O que resultou da contracultura que se apresentava como a revolução no modo de vida de meados os anos sessenta?

– O que resta daqueles tempos de rebeldia contra os caretas burgueses são resíduos do que fizeram os movimentos vanguardistas de então quando tentaram impor sua visão de mundo material.

No Brasil daquele tempo a esquerda se aproveitou dos defensores do espaço libertário que sempre existiu em parte da cultura de vanguarda vez que acreditava que assim conseguiria angariar a simpatia e o apoio de parte da população o que nunca aconteceu, exceto junto a parte daqueles que já estavam envolvidos com a contracultura ou seja, intelectuais, artistas simpatizantes de ocasião e a igreja católica progressista que uma vez engajados eram utilizados para atuar dentro de suas respectivas áreas de influência.

Rememorando, o que aconteceu nos primeiros anos da década de 60 quando vivíamos um campo fértil à desordem social foi uma reação popular à tentativa de transformar a jovem democracia brasileira em uma ditadura comunista nos moldes da existente em Cuba com o apoio ideológico, material e humano da internacional comunista. Não deu certo a partir do momento em que o povo foi às ruas reivindicar o impedimento da guinada política ao comunismo. Foi esta, entre tantas outras, a razão principal para o acontecimento da intervenção militar em 1964.

Com a mesma intenção liberal o povo voltou às ruas em junho de 2013, desta vez para exigir mudanças na condução do governo, respeito ao cidadão de bem, o fim da corrupção endêmica instalada, mas principalmente o afastamento do grupo político que estava levando o país à ruína econômica e social. Foi o que fizeram acontecer através do impeachment da Presidente de ocasião e das eleições de 2018 quando removeram do poder o ativismo de esquerda. Naquela ocasião a nação brasileira reagiu ao escandaloso mau-cartismo reinante e elegeu um governo liberal comprometido com nossas tradições de respeito à família, ao próximo, à moralidade e ao civismo, preceitos que quase foram extintos tamanha a desconstrução promovida pelos seguidos governos de centro-esquerda e esquerda, nesta ordem.

Quem voltar os olhos para traz sem as vendas ideológicas que tomaram conta da esquizofrênica, sistemática e seletiva informação sobre o que aconteceu no passado verá que quem com essa intenção abraçou a causa da contracultura teve que contentar-se e influir apenas em setores específicos da própria área cultural.

Exemplo disso foi o desaparecimento dos movimentos musicais que existiam na época e que aos poucos foram sendo relegados a segundo plano por gravadoras e redes de TV que para faturar em cima da novidade passaram a investir em compositores, autores teatrais e diretores de cinema que se contrapunham ao que entendiam ser o modo de vida burguês.

A nova moda passou a competir com as baladas românticas através de música de protesto que criticavam tudo que não se enquadrasse em seus conceitos progressistas. O mesmo pode ser dito a respeito do cinema e do teatro com suas peças e filmes sem conteúdo outro que não a contraposição aos modos e costumes e que para faturar ainda mais os faziam propositalmente censuráveis porque sem censura não fariam sucesso.

Difícil de acreditar quanto mais de entender. Para tanto, basta procurar na literatura existente que trate do período entre 1964 e 1984 que não seja a de crítica ao regime militar no Brasil e descobrirá que muito pouco será encontrado. A censura seletiva que tomou conta dos meios de comunicação não permitiu.

Parcela considerável do que se divulgou e ainda é divulgado sobre o que aconteceu fazia parte da estratégia utilizada para por em prática um esquema baseado na falta de informação sobre a realidade por detrás das cortinas que agora estão sendo abertas em sua totalidade.

Temos mais é que seguir em frente

É lamentável ver pessoas falando desbragadamente do que não entendem e agindo como se fossem juízes a decidir de forma parcial quando sequer ouviram as alegações finais das partes.

Estão falando de atos do governo como se deles fossem experts quando não sabem da missa a metade, não têm noção do que é administrar relação política com inimigos permanentes, muito menos do que está em jogo a cada decisão que se toma.

Não creio que haja a mínima dúvida a respeito da competência do Ministro Moro em sua área de atuação, como também não deveria haver a respeito da competência política do Presidente Bolsonaro. Afinal, cada um sabe muito bem o que faz, prova disso é que estamos onde chegamos apesar dos constantes empecilhos promovidos pelo Senado, na Câmara dos Deputados, no STF e até no STJ. Isso tudo sem falar da permanente campanha difamatória de jornalistas, artistas e políticos inconformados com o sucesso desse governo em seu primeiro ano de gestão.

Se Bolsonaro fosse o sonso que gostariam que fosse o governo, melhor dizendo, o país não teria chegado a este final de ano integro e realizador como chegou. E olha que desde antes de seu início a extrema-imprensa vem chafurnando na “m” procurando formas de criar atritos entre o Presidente da República e seu Ministério o que cada vez mais mostra de onde vêm e para onde vão suas intenções. A solução é exatamente esta que o governo está pondo em prática ao tampar a privada antes de dar descarga. É uma questão de tempo para o mau cheiro passar.

Alguém aí sabe dizer desde quando o Presidente da República é obrigado a seguir a “opinião” de uma só área do governo sem ouvir os argumentos de todos os setores que estão relacionados aos assuntos?

Quem disse que as recomendações de ministros e assessores são definitivas e inquestionáveis?

Quem pode afirmar que há uma traição ou mesmo uma derrota de qualquer ministro ao não ter acatada sua manifestação a respeito de qualquer assunto do governo?

Sim, as perguntas são pertinentes porque de outra forma não estaríamos falando em recomendações, mas de ordens.

Existem outros aspectos técnicos e políticos a serem levados em conta dentro do contexto em todas as decisões e atos do chefe do poder executivo que palpiteiros de plantão não percebem, então o melhor que podem fazer é observar e aprender.

Afinal, estamos falando em posições de governo e de suas relações com o Legislativo sobre questões que vão muito além da pretensão (ou seria arrogância) do palpitar sobre as razões que levam um chefe de estado a tomar suas decisões.

A pouco tempo cobravam do Presidente da República por sua “incapacidade” de lidar com o Congresso Nacional e agora que ele coloca em prática sua competência no trato político é criticado.

Quem não é capaz de acompanhar os movimentos estratégicos do jogo de xadrez que se afaste do tabuleiro e se abstenha porque nesse jogo como em política a vitória se consegue no lance que o adversário menos espera.

Assuntos dessa natureza não são de simples solução, são tão importantes que todas as opiniões e recomendações devem ser pesadas e repesadas por isso é preciso ir com calma, devagar e sempre.

A missão do Ministro Moro assim como a dos demais é tocar seu Ministério e assessorar o Presidente, o que convenhamos está muito distante das exigências irrevogáveis com que alguns torpedeiros tentam fazer parecer. Moro faz questão de deixar isso muito claro todas as vezes em que é provocado. O Ministro é muito maior que seus detratores imaginam e sua fidelidade está acima das mesquinharias plantadas diariamente por seus inimigos.

Quanto as decisões do Presidente é preciso entender a óbvia aplicação para o caso da máxima que diz “vão-se os anéis ficam os dedos”. De que adianta cortar um dedo, não o mindinho inútil, mas o polegar da mão boa de quem hoje dirige o país vez que isso poderá fazê-lo perder capacidade quando mais precisamos de uma pessoa integra para nos fazer chegar a um destino melhor mesmo a estrada sendo longa, cheia de percalços e precisar ser percorrida em toda sua extensão. Cortar caminho por desvios tenebrosos como alguns inconsequentes insistem em exigir pode destruir a condução ou matar o condutor e este não tem como escolher sobre quais buracos vai passar.

Temos mais é que seguir em frente mesmo que aos trancos e barrancos até chegarmos ao destino que escolhemos quando elegemos o condutor que nos levará até lá.

A insensatez é o alimento dos alienados.

A constatação é percebida principalmente em pessoas que têm político de estimação e de quem tudo se pode esperar, até a falta de juízo para justificar os maus feitos de seus representantes quando o mesmo acontece por conta dos outros.

Esse comportamento alienado não é fenômeno recente, existe a muito tempo e vêm reincidindo desde quando os romanos chamavam cristãos de ateus porque não aceitavam seus deuses, razão pela qual os tinham como inimigos do império. Agiam exatamente da mesma forma com que hoje agem aqueles que foram doutrinados para chamar de nazistas e fascistas pessoas que com eles não concordam na tentativa de inverter valores e atacar quem os desmoraliza ao mostrar como agiram errado quando detinham o que chamam de “poder”.

A relação com o “poder” é algo que as ideologias de forma geral, mas particularmente as de esquerda nunca aprenderam a administrar porque jamais o utilizaram para promover a união entre pessoas e sim para subjuga-las, seja pela força da opressão, seja pela cooptação na dependência financeira através da compra de votos disfarçada de programas de resgate da cidadania, seja no ataque direto aos valores éticos e morais da sociedade camuflados nos métodos de ensino aplicados em reformas educacionais.

Nada disso funcionou por muito tempo em nenhum lugar do mundo dando mostras de que já não funcionava quanto existiu como forma de governo na antiga União da Repúblicas Socialista Soviéticas, a qual veio a sucumbir graças à seu gigantismo, diversidade étnica e sua própria incompetência. Esse sistema tão pouco está funcionando agora na tentativa torpe de tornar países Sul e Centro Americanos um coletivo ideológico, tanto que o estratagema já dá mostras de esgotamento pelas incoerências e devaneios dos ditadores que tentam se perpetuar no cargo associando-se entre outras aberrações políticas ao narcotráfico.

A estratégia de nivelar a satisfação das pessoas atendendo somente suas “necessidades básicas” não se aplica ao ser humano, talvez em animais que nada têm além do instinto para se guiar, mas mesmo estes não se conformam com o cerceamento de sua liberdade, principalmente a de ir e vir. Podem até suportar limites, entretanto mesmo as mais frágeis formas de vida vão procurar meios de escapar do confinamento ainda que possam morrer tentando.

Dos regimes comunistas que sobreviveram à realidade do tempo destacam-se a Russia e a China, mas para isso tornaram-se capitalistas em seu modo de encarar suas relações comerciais com o resto do mundo, pelo visto continuarão a seguir esse caminho sem volta. Já as que permaneceram ou se deixam levar pelo radicalismo ideológico estão no ápice do processo de autofagia que antecede o fim das ditaduras de esquerda.

Basta ler os programas dos partidos fundamentados nas ideologias de esquerda para entender que seu “modus operandi” é o mesmo das ditaduras que existiram no passado. Há exceção? A resposta é sim, a Coréia do Norte sobrevive, mas o preço de sua existência está precificado a muito tempo e reside no isolamento alto-promovido e na miséria da população.

Só não vê quem como todo alienado se alimenta de sua própria insensatez.

Sobre ferrovia.

Devemos todos comungar com o objetivo do Arquiteto José Antônio Lemos em seu artigo “Carta ao Presidente” sobre a importância da ferrovia para a Baixada Cuiabana, mas não podemos nos fiar nos aspectos políticos da questão. A razão para isso é histórica.

A alguns meses tivemos uma audiência pública na FIEMT quando a empresa Rumo apresentou sua intenção de resgatar o trecho praticamente perdido da concessão ferroviária que chega a Rondonópolis e que a ligaria a Nova Mutum passando pela baixada cuiabana. Infelizmente, o evento teve pouca presença de público considerada a importância do tema até porque a questão não é novidade e sempre esteve relacionada à geopolítica que o envolve. Trata-se de uma injustiça antiga que existe desde o final do século XVIII quando foi feito o primeiro estudo a seu respeito. Foi a primeira ação efetiva da integração do centro-oeste, mas que no início do século passado quando de sua implantação teve o traçado modificado fazendo com que a ferrovia que vinha de Bauru/SP e tinha como destino original Cuiabá fosse parar em Corumbá.

Hoje em dia, diferentemente daquele tempo, os argumentos políticos têm menos peso nas análises de viabilidade porque a ele se juntaram e acabaram por sobrepor os indispensáveis estudos sobre as questões técnicas, econômicas e ambientais para obras de infraestrutura, ainda mais quando tratam daquelas dessa magnitude. Aliás, aspectos pouco abordados na ocasião da audiência pública, preferiram, os políticos e articulistas presentes, aterem-se às questões regionalistas que envolvem o assunto como também erraram na forma como se referiram aos representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT que estavam presentes.

Sabe aquela indesejável sensação de “Déjà vu”? Foi o que se viu nas manifestações de um dos parlamentares presentes quando expôs desnecessariamente a eventual dependência para com eles dos indicados a cargos públicos, o que aconteceu para com o Diretor daquela Agência. A partir de então ficou notório que aquilo não havia soado bem, tanto que resultaram na frieza da reação iminentemente técnica da ANTT ao afirmar que a posição do órgão sobre a questão dependerá exclusivamente da análise do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental – EVTEA, procedimento que vem sendo firmemente adotado pelo atual governo federal.

Também colaboraram para isso as manifestações das pessoas presentes, uma delas sobre a FERROGRÃO, ferrovia que também será implantada em Mato Grosso, quando uma das autoridades presentes na plateia usou da palavra para dizer que aquela ferrovia não interessa ao estado porque não servirá nem para trazer água de retorno, algo para se lamentar, posto que atacou diretamente e com argumento inconsequente uma das prioridades do programa de expansão da malha ferroviária do Ministério dos Transportes.

Corroborando com essa equivocada manifestação houve ainda o pronunciamento de um dos articulistas presentes dizendo que a implantação daquela ferrovia poderia gerar novas intenções divisionistas, uma falácia nos tempos atuais de integração nacional, mas que foi solenemente ignorada por todos. Ainda bem!

Este é um terreno inadequado para colocar um assunto tão importante para nós. O que há de importante para ser incentivado é que um eventual investimento na implantação do trecho da ferrovia esteja a cargo da empresa Rumo e que esse empreendimento junte-se aos outros que estão em estudo e que solucionem definitivamente a questão da logística do transporte de nossas commodities. Tomara, assim seja!

Finalizando, recentemente ouvi pelo rádio outra figura de nossa política regional responder a uma pergunta sobre a possibilidade do transporte de passageiros pela ferrovia dizendo que estariam sendo feitos esforços para viabiliza-lo pelo menos até Rondonópolis.

Mais uma duvidosa promessa política, porque está claro que a ferrovia ao descer a serra não o fará encurtando distâncias como uma rodovia o que a levará a passar a cerca de 50 quilômetros (ouvi essas palavras da ANTT na audiência) de nossa querida Cuiabá, dificultando ainda mais esse tipo de transporte porque muito além da vontade política sobre ela novamente influenciarão os necessários estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A educação por prioridade

“O bom resultado é o objetivo comum a todos os esforços humanos sejam eles desenvolvidos em qualquer atividade, de qualquer área, por qualquer pessoa”.

Nas três últimas décadas nosso país passou a conviver com a decadência no resultado de uma delas, a mais importante e crucial para o desenvolvimento de praticamente todas as outras, sejam elas competência intelectual, formação profissional, produção industrial, comercial ou mesmo política, em especial nos países subdesenvolvidos, a educação.

No que se refere ao Brasil, vê-se claramente que o sistema educacional proposto e adotado pelos governos social- democratas e socialistas deixou uma herança tão ruim para o futuro do país que perdurará por vários anos até que uma nova geração de estudantes esteja suficientemente preparada intelectual, moral e civicamente para acessar ao nível superior de ensino de forma digna, por competência e sem a utilização dos subterfúgios criados para facilitar seu acesso.

Sob qualquer angulo é perceptível que durante todo esse tempo tivemos a falsa impressão que as metas educacionais vinham sendo cumpridas porque resultavam de subterfúgios e outros instrumentos criados para atingir seus termos quantitativos, mas foram incapazes de entregar o elemento principal, a qualidade.

O resultado foi um redundante fracasso perante outros países que no mesmo período de tempo, mas com métodos corretos e estratégias adequadas passaram à nossa frente em todos os aspectos que dizem respeito às atividades acima citadas e nas quais só perdemos competitividade ou seja, em competência intelectual, formação profissional, produção industrial, comercial e mesmo política.

A forma desastrada, ideológica e inconsequente com que tentaram instruir nossos jovens por tantos anos atrofiou nossa capacidade de na quantidade necessária gerar profissionais capazes de desenvolver nosso pais na velocidade em que o mundo se desenvolvia. Isso sem falar que ainda fomos obrigados a ouvir um Presidente da República pouco instruído e no pleno exercício de sua falta de razão dizer sentir-se orgulhoso de não ter lido livros para ser eleito. Pois bem, eleito foi e o resultado ai está para todos verem, melhor dizendo, sentirem, os efeitos dessa amarga e trágica realidade.

Agora o trabalho será árduo, meticuloso e demorado, pois é preciso recuperar o tempo perdido através da capacitação de professores e educadores para trabalharem na formação das novas gerações desde a primeira infância, mas não com o mínimo de conhecimentos erroneamente adotado para atingir metas quantitativas e sim seu máximo no esforço para que metas qualitativas sejam perseguidas e alcançadas.

Serão imprescindíveis a melhora na formação profissional dos envolvidos, melhores salários, instalações adequadas, acolhimento, disciplina, moral, civismo, processos de aprendizagem e aferição de desempenho com o rigor necessário de modo a possibilitar que professores e educadores das disciplinas básicas e mesmo das optativas sejam capazes de desenvolver o importante papel/missão a que se dedicam de modo que não aconteçam os desvios de função e outras ações que não o culto à inteligência e às aptidões produtivas, problemas que costumam acontecer quando se permite sejam levados para dentro das salas de aula preferências pessoais e ideológicas.

Perderam a essência

Quem você elegeu é um ambicioso político ou um político ambicioso?

Dependendo da construção da frase ou da ordem das palavras o substantivo vira adjetivo e vice-versa. É isso que estamos vivendo nos últimos tempos, um dilema existencial no âmbito da política nacional com nossos congressistas perambulando entre a razão de “ser” e a intenção de “ter”. Alguns já não escondem suas intenções nem se importam com a missão outorgada por quem os elegeu, agarram-se aos direitos e benefícios que obtiveram as nossas custas enquanto curtem seus mandatos, isso lhes basta, é o que lhes interessa.

Voltando à gramática, a ambição como substantivo traduz o anseio do indivíduo por alcançar determinado objetivo, já ambicioso é um adjetivo e indica desejo incontrolável por poder, riqueza, glória e/ou realização.

Política é outro substantivo, e denota arte ou mesmo ciência no que diz respeito ao ato de governar, entretanto, quando tratamos de quem a pratica e exerce, o político, passamos a conhecer uma das poucas situações em que uma palavra consegue ser adjetivo e substantivo, mas que na maioria das vezes remete a astúcia, esperteza, habilidade, maquiavelismo, trapaça e outras, todas substancialmente mais substantivos que adjetivos (a ênfase é pertinente).

Segundo Sócrates, político é um homem público que lida com a chamada “coisa pública”. Segundo Platão, é uma pessoa filiada a um partido ou “ideologia filosófica de conduta” (¹).

O purismo das mencionadas considerações filosóficas acima adquiriu aspectos nada edificantes quando através do tempo a ambição se transformou em ganância e a política em profissão; quando a astúcia se transformou em usura e a ética, por ser um conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral (²) passou a ser um empecilho aos acordos e conchavos nas coxias do Congresso Nacional.

A história recente das relações políticas do país não tem a abnegação como fundo, não existe altruísmo em seu enredo nem honra em seus capítulos.

Muitas das pessoas que lá estão são figuras pálidas, toscas mesmo, perderam a essência, são carcaças podres, corroídas pela corrupção endêmica e rejeitados sociais, razões pelas quais vão precisar de muita coragem para voltar a andar a pé pelas ruas de seus redutos eleitorais.

(¹) Wikipédia (²) Estudegratis

 

Questão de sobrevivência

Quando se está quebrado quase nada é possível fazer de positivo, impactante e imediato. Há que antes ter tempo e apoio para trabalhar, administrar despesas, recuperar a economia e gerar os recursos financeiros necessários para investir em áreas prioritárias. Temos que ter coerência e ajudar, dar o devido tempo, senão correremos o risco de passar pelo que estamos vendo acontecer no Chile.

É compreensível, mas não aceitável a falta da percepção de pessoas que insistem em esperar do governo uma intervenção direta, uma reação forte e efetiva às provocações do condenado solto através de suas tempestivas provocações desde antes da decisão do STF de soltá-lo e descaradamente externalizadas desde o dia 7/11/2019.

Muitos não percebem o que a tempo está em gestação pelos estrategistas do lulopetismo. Não veem que a utilização da lei, mesmo que constitucional, irá dar a munição necessária aos que assim almejam para promover o caos, acusar o governo de ditadura e daí por diante tentar novamente consumar o fracassado golpe comunista de 1964.

É preciso ser realistas e ver que as estruturas dos partidos de esquerda estão prestes a se romper, para tanto basta o governo continuar administrando o país como competência, paciência e esperar que se afoguem em seus próprios erros ou se enforquem com suas próprias mãos.

Um atentado auto-promovido contra seu líder agora solto passa a ser uma possibilidade, um “plano B”, por assim dizer.

Sim, porque confirmada a perda da credibilidade do lulopetismo após não ter sido verificada qualquer comemoração espontânea por sua soltura também contribui para isso a forma racional como o governo vem tratando a crise que procuram instalar no país através de incentivos a atos de vandalismo e do desrespeito a ordem pública.

Os partidos de esquerda estão entrando em desespero, jamais imaginaram, o condenado solto e seus asseclas, tamanho desgaste à sua imagem. Sequer desconfiaram que seu papel aqui fora seria mais prejudicial a seus planos que a permanência dele na prisão.

Se a estratégia de soltura continuar não dando certo, como de fato não está, poderá não lhes faltar coragem para por em prática um“plano B”, um ato de desespero à semelhança de outros que se desconfia promoveram no passado contra seus próprios membros para alcançar objetivos.

Um atentado programado contra o líder para fazer de sua desgastada e cada vez mais apagada figura política uma quase vítima ou até um mártir, caso errem na forma, para instalar o clima de que precisam para por em prática a mesma estratégia da esquerda usada no Chile.

Os esquerdopatas vêm demonstrando através dos tempos que são capazes de tal insensatez, até porque hoje o condenado solto só atrapalha seu objetivo mais premente, a sobrevivência.

Eternos devaneios

Ouvir alguém comparar o ex-presidente condenado, preso e agora solto com Nelson Mandela é revoltante.

Vista disto cabe refletir sobre essa exdrúxula manipulação dos fatos, razão pela qual vamos citar apenas algumas das verdades que distanciam os dois posto que de outra forma seria necessário escrever um tratado sobre o certo e o errado.

Vamos lá:

  • Nelson Mandela foi preso por seu intenso ativismo político e sob a acusação de incitar greves de trabalhadores e de deixar o país sem permissão; O ex-presidente em questão foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Mandela foi condenado a prisão perpétua; O ex-presidente foi condenado a nove anos e oito meses de prisão.
  • Mandela passou 27 anos preso; O ex-presidente 1 ano e sete meses.
  • Mandela foi foi libertado quando sufocado pelas sanções internacionais o regime do Apartheid iniciou um processo de abertura e soltou o principal rosto de sua oposição. Antes ele havia recusado uma revisão da pena e a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada; O ex-presidente foi solto por uma manobra política através da modificação de uma decisão sobre prisão em Segunda Instância proferida pelo próprio STF três anos antes pelo mesmo placar (6 a 5) só que com o resultado inverso. Antes ele havia declarado que só sairia da prisão se fosse inocentado o que não aconteceu.
  • Mandela conquistou o prêmio Nobel da Paz ao lado do presidente da África do Sul, Frederik Willem de Klerk, por seus esforços conjuntos pela reconciliação do povo sul-africano; O ex-presidente ao ser solto propôs a revolução popular contra o presidente Jair Messias Bolsonaro ao invés de propor a pacificação política do Brasil, uma das razões pelas quais certamente nunca receberá o Prêmio Nobel.

Para não alongar “ad æternum a comparação entre os dois é bom finalizar destacando o fato mais marcante nas inúmeras diferenças entre eles.

Durante todos os 27 anos em que ficou preso Nelson Mandela, homem culto que se formou advogado e foi fundador do primeiro escritório liderado por negros em seu país teve por único e principal conselheiro o bom e velho travesseiro que certamente o lembrava dia após dia, noite após noite do homem que inspirou sua luta, o indiano Mahatma Gandhi que defendia o ideal de resistência pacífica.

Já o ex-presidente que continua condenado está solto, mas não livre recebeu diariamente seus advogados, militantes partidários, políticos comunistas, políticos socialistas, líderes de movimentos ilegais, jornalistas simpatizantes, outros ex-presidentes comunistas e por aí em diante, os quais certamente contribuíram para incentivar seus eternos devaneios.