Nessa trama política em que estamos uma mão suja a outra.

Tempos atrás li em um livro sobre comportamento humano que Al Capone, o gângster, comentou após ser preso que se considerava um injustiçado e que não entendia porque não viam que tudo o que ele fez foi com a intenção de possibilitar prazer e alegria para as pessoas.

Já Hitler cometeu suicídio convicto de que estava certo em promover a limpesa étnica da raça ariana eliminando aqueles que considerava inferiores. Em seus delírios de autoritarismo fez aprovar ainda em 1935 as Leis de Nuremberg, sendo duas delas determinantes para seu intento. A Lei de Cidadania do Reich e a Lei de Proteção do Sangue e da Honra Alemã. Estas leis incorporavam muitas das teorias raciais que embasam a ideologia nazista, a social-democracia alemã do III Reich.

Em outra ocasião, esta já em 1939, Hitler assinou o Aktion T4, um decreto que permitia aos médicos nazistas aplicarem o que chamava de morte misericordiosa aos doentes incuráveis, aos que tinham problemas físicos e mentais, idosos senis, além de outras circunstâncias que nem cabe citar tão degradante era a legislação imposta. Ela foi o instrumento utilizado por ele para perseguir judeus, outras etnias e pessoas que considerasse inúteis à sua pretensão de modo que seus atos ficassem dentro dos limites legais.

Outro caso emblemático sobre o comportamento das pessoas que consideravam seus atos justificáveis é o de Che Guevara, médico e homicida argentino que morreu acreditando ser uma pessoa que podia assassinar seus inimigos em nome da causa ideológica que militava. Um raciocínio tão brutal que prejudicou suas relações com os próprios companheiros de luta após chegarem ao poder. Guevara foi afastado por Fidel a partir do momento em que seus excessos sanguinários passaram a prejudicar a imagem da revolução. Ele virou herói depois de morto porque enquanto vivo atrapalhava mais que ajudava. Só depois de sua morte passou a ser melhor aproveitado, então como garoto propaganda. Suas desavenças com Fidel foram além das questões de autoridade que estavam em jogo após a vitória. Che era um argentino querendo mandar em Cuba e pior, era ligado ao partido comunista chinês enquanto que os cubanos desde o início foram ligados aos russos.

Algo parecido com a situação do ex-presidente Lula, vez que a social-democracia daqui não consegue esconder que seu líder atrapalhava menos quando estava preso que agora estando solto. Sua situação é tão vexatória que mesmo em liberdade a condição de condenado em segunda instância continua a mantê-lo ligado a seus crimes. Tanto, que não se atreve mais à exposição pública em ambientes não controlados por sua milícia ideológica por medo de ser ridicularizado. E ele ainda defende seus atos de corrupção e autoritarismo como se a razão de tudo o que fez pudesse ser justificada porque visava dar suporte financeiro a seus objetivos políticos. Seu erro foi ter o ego maior que a inconsequência, o que o levou como também a todos os criminosos citados anteriormente a se sentirem inimputáveis.

Esses exemplos servem de referência para descrever as personalidades que compõem o triunvirato de inimigos do atual governo vez que procuram justificar seus atos com o fim a que se destinam ou seja, tomar o poder através da imposição de um parlamentarismo forçado ao cercear os poderes e as prerrogativas do Executivo.

Percebe-se nos atos e nas justificativas apresentadas para comete-los a existência de uma sequência de situações previamente combinadas e que alegam ser constitucionais a cada passo dado em direção a seu intento. O que já não estava propositalmente previsto na Constituição é invariavelmente interpretado com viés contrário ao demandado pelo Executivo. Razão pela qual as mensagens, propostas e medidas, mesmo que provisórias do governo são deformadas, modificadas ou engavetadas até perderem a validade. Nesse mesmo sentido os processos encaminhados por opositores são priorizados pelo STF, já os do Executivo e de quem o apoia são relegados a segundo plano ou sumariamente derrotados pela maioria dos ministros que, sem exceção, foram galgados às posições de máximas autoridades judiciais do país por conveniência política, nenhum por mérito.

A prova incontestável dessa verdade reside no fato de que nenhum deles foi nomeado defendendo posições contrárias às dos Presidentes que os indicou, algo inadmissível em se tratando de um judiciário que tem uma estátua com os olhos vendados a simbolizar sua pretensa imparcialidade. Muitos, se não a totalidade, trabalharam para políticos e governos ou defenderam interesses partidários “fazendo por merecer” o régio reconhecimento pelos serviços prestados não ao país, mas a seus então dirigentes.

E agora então, com o pedido de demissão de um Ministro da Justiça e Segurança Pública a quem cabe provar as acusações que fez quando chamou a imprensa para se expor e ao governo publicamente, coisa que até ontem dizia abominar. Como um ex-juiz, hoje jurista respeitado internacionalmente se cala por tanto tempo sendo sabedor dos crimes que agora imputa ao Presidente da República? Não sabe ele que se associou aos mesmos crimes por não tê-los denunciado de pronto? Teria participado de tudo conscientemente enquanto vislumbrava vantagens futuras e por isso se calou por tanto tempo até pressentir sua demissão por outro motivo? Por fim, como reagirão os políticos e a população? O que esperar para o futuro quando um governo que tem no apoio popular seu maior trunfo se mostra travado por causa das crescentes dificuldades que vêm sob encomenda e as quais se somam aquelas que ele próprio cria? Sim, as perguntas são pertinentes porque ao contrário dos acontecimentos do passado as ações e decisões das pessoas são agora expostas tão logo tomadas, possibilitando assim serem avaliadas de imediato e por todos.

A lição que fica é que estamos cansados das mentiras e meias verdades ditas por membros dos Três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Minha conclusão, ao contrário do que diz o ditado popular e a necessidade de se evitar o contágio pelo coronavírus chinês é que “nessa trama política em que estamos uma mão suja a outra”.

De onde deve vir o exemplo?

De onde vem o exemplo é uma questão que atualmente está sendo rediscutida por muita gente desautorizada. Essa turma de pseudo-entendidos da moral procura agora redirecionar a responsabilidade sobre o que as pessoas fazem ou deixam de fazer ou o que é certo ou errado para fora de seu verdadeiro e eterno lugar, nosso próprio lar.

É verdade, ou será que esquecemos que a palavra LAR designa a residência de nossos pais e o lugar onde moramos? A razão de todos os exemplos estava e ainda deveria estar na pequena frase que costumávamos fixar em nossas portas da frente, “♥️LAR DOCE LAR♥️”. Nela entendíamos e precisamos continuar a entender de onde vêm de fato os exemplos a seguir. Eles sempre estiveram do lado de dentro das portas, nunca, jamais, do lado de fora.

Para os que se esquecem do que devemos levar em conta em nossas decisões principalmente aquelas que dizem respeito à vida sugiro façamos um exame de consciência porque o exemplo sempre veio de dentro de nossas casas e não da rua desde que o mundo existe. Fosse da forma que agora tentam apregoar já estaríamos todos bêbados ou seríamos todos mentirosos, corruptos, condenados, presos ou se ex-presidentes em liberdade condicional.

Afinal foram nessa direção todos os exemplos dados pelas pessoas que exerceram à Presidência da República do Brasil desde 1985 até 2018, e que veio a piorar desde a promulgação de nossa Carta Magna de 1988, aquela mesma que aos poucos foi implantando o caos social, político e econômico no país.

Se você não concordar com o que alguém faz ou fala guarde suas conclusões e deixe de apoiar falsas verdade tramadas por detrás das cortinas do palco político e desse teatro de horrores em que se transformou o noticiário.

Precisamos deixar de censurar o que qualquer pessoa, inclusive o Presidente do Executivo, faz ou deixa de fazer quando age como o cidadão comum que é, mais comum, honesto e bem intencionado que todos os outros que o sucederam juntos, principalmente aqueles que mentiram e nos enganaram com os atos covardes que perpetraram e que continuam a tramar em conluio como os Presidentes do Senado, da Câmara dos deputados e desse deslustrado STF.

Esses sim, fôssemos seguir os critérios agora aventados, são péssimos exemplos para o cidadão comum por seus atos passados e presentes, todos com objetivos e pretenções futuras já desmascaradas.

Verdade seja dita.

Agora estamos vivendo a realidade do que a Constituição Federal de 1988 é capaz de fazer de ruim com suas inúmeras cláusulas, parágrafos e artigos plantados pelos que diziam representar o povo brasileiro, mas que em sua maioria lá estavam a serviço de seus interesses.

Aquela peça de ficção tornada realidade e que se dizia cidadã de tanto ser exacerbada em direitos e liberdades chegou ao cúmulo de com isso permitir liberalidades e destruir quase que totalmente os preceitos de dever e respeito que também nos regiam.

A constituição foi reescrita pela social-democracia para subliminarmente preparar o terreno ao mais degradante processo de destruição social, moral e cívica de nossa história.

O pior de tudo é constatar que a cada ano que se passou desde sua promulgação mais e mais modificações e penduricalhos foram introduzidos no já temerário documento original de modo a constitucionaliza-los e assim poderem utilizar de todos os atos que agora existem contra o que antes era justiça e respeito.

Nós somos os verdadeiros culpados pelo que aconteceu porque assistimos inertes o país ser destruído como pátria e desmantelado como nação, mesmo sabendo muito bem quem o fez e porque.

O que temos agora como certa é a covardia que se abateu sobre nos durante os 32 anos durante os quais permitirmos que a desastrosa política socioeconômica implementada pelos governos passados nos deixassem despreparados para enfrentar crises como essa que ora assola o mundo.

Verdade seja dita, só agora após a desgraça nos atingir de pleno os arautos da salvação, na verdade os que ajudaram o país ser corrompido, roubado, mal gerido, adoecido é colocado na UTI têm coragem de sair dos armários onde permaneceram por algum tempo. Mesmo assim não o fazem por outra razão que não seja a de tentar tirar proveito político da situação pandêmica em que nos encontramos.

Indubitavelmente são eles os verdadeiros ignorantes porque foram coniventes com o que antes se fazia. Estes sim, merecem ser chamados de imbecís, grosseiros, tacanhos e todos os demais adjetivos usados para denegrir a imagem do governo que em um único ano, o primeiro, foi capaz de nos dar as mínimas condições de reagir ao vírus chinês que nos ataca.

Governo que a despeito de errar tem a grandiosidade de saber voltar atrás e procurar outras soluções para os problemas que enfrenta sem se preocupar com os ataques servis e vassalos de uma imprensa tacanha e em franca decadência moral.

Governo que enfrenta corruptos e corruptores de dentro e de fora dos três poderes da República com sua competência técnica e pela capacidade de gestão de seus Ministros.

Governo que está defendendo a duras penas a honestidade, a moral, os bons costumes e a família, principalmente a família.

Porque não gritaram e xingaram antes?

Porque não se revoltaram contra a falta de caráter e de compostura dos governos passados?

Porque não se revoltaram contra as mentiras hoje cinicamente assumidas por um ex-presidente condenado pela justiça e solto por seus lacaios do STF quando as contava mundo afora iludindo a todos sobre nossa realidade?

Porque não se revoltaram contra os roubos descarados, os sítios, os apartamentos, os sobrepreços e as negociatas?

Porque não se revoltaram contra o pouco caso com a saúde pública, a falta de saneamento básico e a insegurança?

Porque não se revoltaram contra o destino ideológico dado à educação?

E finalmente, porque na se revoltaram com o desemprego gerado pelos erros na condução da economia do país pelos governos da “social-democracia”?

Também é quase certo que se não for interrompida essa guerra de interesses mórbidos, sórdidos é mesquinhos que não parou de estar presente em nossas vidas desde a eleição de 2018 restará terra arrasada.

A oposição ao governo e o centrão da corrupção, verdadeiros responsáveis por estarmos agonizantes nesse momento, continuam a fazer de tudo para desestabilizar ainda mais o país mesmo sabendo que isso pode terminar em um caos difícil de recuperar. Se continuar assim não restará pedra sobre pedra e muitos mais sucumbirão.

A derradeira certeza é que muitos continuarão lutando, os que acreditam em um destino melhor para o Brasil, contra as mentiras políticas e as verdades escamoteadas pelas ideologias nefastas que dominam nossos Superiores Tribunais, políticos opositores e a imprensa oportunista na tentativa de tudo contaminar, inclusive nossa índole ainda pacífica. Ainda!

Palulum vitae

O ar que respiramos, já diziam nossos ancestrais, é de onde retiramos as ideias. Empíricos, eles acreditavam e hoje existem razões suficientes para voltar a crer, que as informações estão aí passeando pela atmosfera, não nascem no cérebro – palulum vitae – respira-se no ar.

Razão mais que suficiente para acreditar ser ele, o ar que respiramos, a atmosfera, quem define e da suporte à vida.

E como está poluído de venenos e vírus esse ambiente que construímos para dar suporte às nossas vidas.

Acho até que o nosso caso com o planeta terra está mais para destruir que construir. Afinal, da natureza que constituía o planeta pouco resta, inclusive de ar puro.

Quando mais evoluímos em um sentido mais recuamos no outro. Essa é a ambiguidade da vida ou o paradigma que estabelecemos como modelo.

Assim, enquanto desenvolvemos meios científicos e tecnológicos também regredimos como seres humanos porque quanto menor a partícula pesquisada a mais riscos estamos expondo a vida; quanto mais rápida a informação viaja, mais manejada ela vai sendo; quanto mais desenvolvida a pesquisa atômica, mais potente é a bomba e finalmente, quanto mais se manipula um vírus mais letal ele se torna.

Palulum vitae, esclarecendo, o ar é o princípio pelo qual se da forma e suporte à vida. Então, quando esse elemento passa a ser o ambiente pelo qual transita a possível causa de nossa destruição é preciso agir com o princípio e não com o meio pelo qual estamos causando nosso próprio fim (princípio, meio e fim).

Não podemos deixar como herança um mundo destruído por um mal que é fruto de nossa ignorância e pelo egoísmo latente de nossa origem beligerante. Não podemos permitir que a disputa pela propriedade da solução seja causadora de mais desgraça que o problema.

“Se tudo o que está acontecendo não for o principio do fim que ao menos nos mostre como recomeçar”.

A existência de todos dependerá de nossa saúde no sentido de salvação; sabedoria para reforçar nosso juízo, a retidão de nossos atos e crença na justiça divina; e segurança, através da qual reforçaremos nossa capacidade de reação ao que estamos passando e a força mental que precisamos para recuperarmos nossa estabilidade emocional ao final de tudo (Saúde, Sabedoria e Segurança).

O Jogo é bruto

Pois é, estamos assistindo a um jogo de xadrez como a muito não acontecia. Faz tempo, não havia adversário capaz de fazer frente ao jogo da velha política como agora.

De um lado do tabuleiro temos a oposição com seus peões, bispos, cavalos e torres. Opa, não podemos esquecer da rainha e do rei vermelhos.

Esse grupo, com sua tática agressiva já havia conseguido avançar sobre o inimigo infiltrando em seu território uma de suas principais peças a ponto de armar um ataque direto, no seu entender, um cheque-mate.

A estratégia havia chegado a um estágio em que qualquer ação da mais valiosa peça do adversário a faria tombar.

O movimento esperado era o desmoronamento da torre ardilosamente posicionada ao seu lado como um de seus ministro. Aliás, todas as vezes que ouço pronunciar o nome, Mandetta, escuto um eco difuso…vendeta, vendeta, vendeta…. porquê será?

Do outro lado está o governo, uno e solidamente solidário. A despeito de todas as trapaças, tramoias e armadilhas do jogo ele está lá, firme.

Principiante? Inexperiente? Despreparado? O governo a muito tempo vem dando mostras de sua qualidade e astúcia ao aceitar participar do jogo conforme as regras que a situação requer.

A certeza era tanta que se precipitaram mais uma vez ao anunciar através de suas mídias a demissão do ministro como certa, o que não aconteceu.

Resultado: A queda do adversário não se deu e a oportunidade de tomar o poder não vingou. Expuseram a trama toda antes da hora, ainda mais com o desastrado Maia indo todo serelepe à televisão tripudiar sobre o Presidente da Republica. Pensou que seria seu momento de gloria, mas só conseguiu piorar sua situação e ver o plano ser transformado em mais um grande fiasco.

É meu caro, o jogo é bruto. Por enquanto, o vírus e seu enfrentamento não passam de armas sendo usadas pela oposição na guerra aberta pela recuperação do poder.

“Made in Brasil”

Matematicamente, a relação entre a quantidade demandada e o preço de um bem ou serviço pode ser expressa pela chamada função demanda ou equação da demanda. O preço de uma economia de mercado é determinado tanto pela oferta como pela demanda. (Teoria da oferta e demanda)

Ok, estamos vendo a batalha de preços do petróleo ajudar a crise econômica causada pelo coronavírus chinês. Só para lembrar, o coronavírus chinês é um exemplo de pleonasmo redundante que vem se afirmando não só como uma cepa produzida na China, mas também como razão para existir de uma nova figura de linguagem, o pleonasmo redundante, as quais o mundo insiste em fazer de conta que não percebe.

Pois bem, é fácil perceber que a ajuda referida no primeiro parágrafo foi para piorar ainda mais as crises de saúde e econômica mundial. Por outro lado, também agiu e age como coadjuvante na melhora das coisas para a China. É, é isso mesmo, olha a China aí de novo gente!

Pois é, ela só teve a ganhar com a crise do petróleo porque depende muito dessa commodity. Então, com o preço baixo do produto a China consegue compra mais por menos e fechar grandes contratos a preços adequadamente baixos. Mais ou menos o que estão fazendo com outras commodities estratégicas e estas dizem respeito ao que nosso país produz como a soja, o milho, carnes, minério de ferro, etc, etc.

Pois bem, com o crescimento econômico daquele país devido as mudanças em sua forma de fazer política externa, principalmente a econômica, a China tornou-se a segunda nação mais poderosa do mundo econômico. Esse desenvolvimento trouxe benefícios aos chineses das castas mais próximas do comando do partido comunista e por tabela melhorou a vida de boa parte da população secundária, o trabalhador, aquele que querendo ou não tem que fazer o que é mandado, o chinês periférico, o antigo camarada. Isso significa entre outras coisas a necessidade de melhorar a qualidade de vida, de moradia, de transporte e de alimentação. Tem que ser para todos, afinal à população pobre chinesa não será para sempre cega, surda e muda.

É por aí que o governo chinês poderá caminhar para uma situação complicada por assim dizer. Aquele tipo de situação que ficará cada dia mais difícil de controlar até para um país forte e intolerante com a desobediência aos preceitos fundamentais de seu regime ditatorial. O colapso alimentar.

Pronto, chegamos ao âmago da questão, a parte que nos toca diretamente. Aliás, a nós, aos EUA e a Argentina, para citar alguns dos principais produtores de alimentos do mundo.

De novo cabe uma exclamação do tipo “é isso aí gente”, só que diferentemente daquela situação lá do início do texto, desta vez soa mais como um “olha nós aí gente!”.

Somos nós quem produzimos, somos nós quem ofertamos, somos nós quem devemos ditar o preço. Nada será mais correto que administrar nossos estoques de alimentos em regime de guerra.

É assim que a China faz nestes momentos com sua produção de máscaras, respiradores e tudo o mais que afeta o mundo nessa crise de saúde que vivemos. É assim que devemos fazer para sobreviver a crise de alimentos que virá como uma das muitas consequências da pandemia causada pelo covid-19, o coronavírus chinês.

A situação oferece dificuldades difíceis de transpor, mas também mostra a importância de tomarmos decisões inadiáveis para proteger e gerenciar com austeridade o que produzimos de mais precioso, alimentos e outros insumos básicos.

Não tivéssemos sido travados pela incompetência dos governos anteriores deveríamos estar processando aqui a maior parte de nossa produção agropecuária e em quantidade suficiente para alimentar o mundo. Mas não, não temos essa capacidade agora porque aqueles governos optaram por incentivar a exportação de nossos produtos “in natura”.

Quantos empregos foram jogados fora pelos responsáveis por erros estratégicos e políticos do passado? Quanto deixamos de crescer por não processarmos quase nada de nossa produção agropecuária? Quantas estradas deixaram de ser pavimentadas, ferrovias implantadas e hidrovias utilizadas por interferências internacionais, pela corrupção engendrada, orçada nos desvios e pelos sobrepreços de obras e serviços? Quanto deixamos de produzir ao não reduzir nossos custos de transporte e por não utilizar incentivos honestos e adequados ao processamento de grãos e carne nas próprias regiões produtoras?

São muitas perguntas, mas a resposta cabe em um só parágrafo.

A resposta reside no que fizeram os governos que se seguiram a partir de março de 1985 quando foram abandonadas as propostas contidas nos Planos Nacionais de Desenvolvimento, os PND’s, que foram deixados de lado quando ainda estavam em plena implementação. Foram jogados fora para afastar a possibilidade de que a boa herança deixada pudesse ser reconhecida um dia como a alternativa correta para prosseguirmos com a continuidade de nosso desenvolvimento econômico e social no ritmo e nas proporções que haviam acontecido nos anos anteriores.

Aqueles planos, saibam os mais jovens e relembrem os mais velhos, propunham exatamente isso a que nos referimos nos parágrafos atrás. Esses PND’s foram elaborados para também promover a descentralização e a desconcentração do desenvolvimento do país que naquela época já se concentrava na região sudeste e que por não terem sido implementados em sua totalidade ainda estão nela concentrados em detrimento do resto do país.

Nos seis últimos anos dos governos militares, a dispeito da segunda crise do petróleo e da crise econômica que se abateu sobre o mundo o Brasil pela primeira vez recorreu ao FMI. Mesmo assim, nosso PIB cresceu 13,93%, com média de 2,34% ao ano. Esse período também foi marcado pela anistia ampla total e irrestrita, pela extinção do bipartidarismo e pela campanha das Diretas já. A partir de então José Sarney tomou posse como Presidente da República no lugar de Tancredo Neves em um golpe do Congresso Nacional, esse sim um golpe contra a Constituição vigente na época. Seu governo ficou marcado pelo plano econômico fracassado e por ter entregue aos brasileiros uma inflação de 1.972,91% ao final de seu mandato. Depois dele, sabemos muito bem tudo que aconteceu.

Os dois PND’s

O principal objetivo do I PND era preparar a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento do Brasil nas décadas seguintes, com ênfase em setores como transportes e telecomunicações, além de prever investimentos em ciência e tecnologia e a expansão das indústrias naval, siderúrgica e petroquímica.

O II PND foi um plano econômico que tinha por finalidade estimular a produção de insumos básicos, bens de capital, alimentos e energia. Este, acabou sendo o mais relevante e conhecido posto que foi a resposta à crise econômica decorrente do primeiro choque do petróleo no fim do chamado “milagre econômico brasileiro”, período de 6 anos consecutivos com taxas de crescimento superiores a 10% ao ano.

Eu acredito em Deus

Li estarrecido a sugestão de uma mulher por nome Adriana, provavelmente uma médica, propondo que para ajudar na decisão de quem vai viver ou morrer nos hospitais bastaria que as pessoas que estão querendo o fim do isolamento e a abertura do comércio assinem uma declaração abrindo mão de usar respiradores hospitalares.

Qualquer indivíduo sabe que a crise que estamos passando não se resolve assim como essa pessoa sugere.

Existem outras situações passiveis de existir ao mesmo tempo caso não sejamos capazes de entender tudo o que está acontecendo e que nos obrigam a refletir conscientemente.

Existem outros atores que não só doutores nessa horrível desgraça.

Se fosse para agirmos assim de forma tão radical como ela sugere as pessoas que optarem pelo confinamento total deveriam assinar um outro documento?

Desta vez abrindo mão de serem atendidas e abastecidas por aqueles menos favorecidos e desesperados que por falta de opção precisam se expor ao vírus mesmo que não queiram porque têm que tentar salvar suas famílias, precisam produzir, transportar e entregar alimentos, remédios, EPI’s, combustíveis para veículos inclusive ambulâncias, limpar e recolher o lixo que geramos principalmente nos hospitais, proteger a todos contra os perigos de serem assaltados quando não assassinadas por um pedaço de pão ou mesmo por pura maldade.

O que dizer então do trabalho dos que têm de enterrar ou cremar os corpos das vítimas desse vírus e daquelas outras doenças que também podem ser as causadoras do aumento exponencial das causas de mortes devidas ao isolamento.

O que estamos vivendo não passa somente pelo sofrimento de ter que decidir quem vai viver ou morrer dentro dos hospitais porque se todos pararem provavelmente teremos que decidir quem vai viver ou morrer nas ruas e em nossas próprias residências.

Diferente dela eu acredito em Deus. Quanto a acreditar somente na ciência, quem assim o faz pode estar cometendo um erro imperdoável porque essa mesma ciência pode ter sido a causadora de tudo o que ela, eu, você, nós estamos passando.

Quando uma decisão legal pode se tornar letal.

Das decisões judiciais que atingem a população de maneira direta algumas não devem ser tomadas sem que todas as alternativas, consequências e autoridades sejam consultadas e avaliadas.

A recente decisão de soltar presos certamente é uma das mais controversas. É certo também que pode parecer coerente alegar “possível violação maciça e persistente dos direitos fundamentais”. Assim, é de acreditar que quem solta pretende cumprir uma ação correta sob o ponto de vista legal ou mesmo humanitário. Contudo, é importante observar todos os aspectos que envolvem a questão antes de fazê-lo, especialmente aqueles que dizem respeito às outras consequências humanitárias que a soltura de condenados e reclusos poderá acarretar para o resto da população.

As razões alegadas para soltar um indivíduo que cometeu ou é acusado de ter cometido um crime podem ser exatamente as mesmas que colocam em risco as pessoas honestas e inocentes expostas ao vírus. Daí, as decisões que atendem aos conceitos humanitários para beneficiar detentos certamente impactarão de forma direta nas condições humanitárias e de segurança das pessoas que não cometeram crimes nem são acusadas de tê-los cometido.

O maior exemplo de um provável equívoco na decisão está no fato de estamos assistindo países do mundo todo tendo que tomar decisões desumanas quando seu médicos têm que optar por deixar morrer pessoas mais velhas e/ou portadoras de doenças preexistentes. Soltar quem não respeita as leis e que certamente virão a oferecer perigo ao resto da população é agir exatamente de forma oposta a dos médicos, é decidir contra a saúde e a segurança de todos em benefício de alguns.

Um contrassenso humanitário no que se refere à “violação maciça e persistente dos direitos fundamentais daqueles que não são criminosos nem acusados de comete-los ”, é preciso insistir neste aspecto. Isso, sem falar que as pessoas libertadas estarão fora do controle existente nas penitenciárias e cadeias vez que provavelmente não respeitarão o isolamento nem as autoridades, coisas que nunca fizeram, além do fato que em liberdade estarão desprovidas do que precisam para sua própria sobrevivência vez que não mais receberão o mínimo atendimento de que dispõem enquanto reclusos, tais como enfermaria e alimentação, mesmo que deficientes.

Há que se considerar todos os aspectos que envolvem questões como estas porque tudo leva a crer estarmos diante de um dilema, de uma possível ambiguidade, quando a decisão legal pode se tornar letal.

Reconstruir o que restar do Brasil passa por tornar a população ciente do seu papel.

Na primeira metade do século passado quando quase todos os países viveram crises econômicas, guerras e viroses fatais muitos deles assumiram posturas bastante diferentes das que estão sendo adotadas atualmente.

Aqueles, uma vez nações, na busca de se recuperar do caos em que estavam desenvolveram formas de se comunicar com suas populações baseadas em princípios morais, de respeito às leis e na importância das famílias para a o bem estar geral.

Assim, os programas de rádio, filmes e seriados de televisão apresentados faziam parte das estratégias dos governos (notadamente o dos Estados Unidos da América) e de seus acordos com os meios de comunicação para apoiarem seus reerguimentos econômicos e reestruturações sociais através de mensagens baseadas em princípios morais e na justiça. Da mesma forma, livros, peças teatrais e musicais da época foram pautados para mostrarem as vitórias do amor e do bem sobre o mal. Outros aspectos relevantes eram a permanente invocação a Deus e o respeito aos símbolos nacionais.

Daí que ao observarmos a situação em que hoje nos encontramos devido as mudanças que pouco a pouco foram sendo introduzidas pelos grandes grupos de comunicação nos temas de suas novelas e filmes que exibem, nas letras das músicas que tocam, em programas ao vivo que apresentam e nas séries que produzem terem, além disso tudo, o ódio entre pessoas como perspectiva, personagens malvados e sem caráter os mais glamurosos, as drogas apresentadas como petiscos de festa, o sexo e outras obscenidades rolando livremente e chegando ao cúmulo de serem incentivados até em programas de jovens em sala de aula, não é de surpreender termos chegado onde estamos.

Que dizer então das mudanças que aconteceram nos enredos das escolas de samba, antes tão cheias de bom humor e alegria com seus temas contando sobre a vida como ela é ou deveria ser, na exaltação de pessoas decentes e na divulgação de nossas belezas naturais.

Tem mais, essas mudanças nos trouxeram ao fundo do poço da moralidade quando a “suprema justiça do país permitiu em nome da liberdade de expressão” que fossem covardemente atacadas a religião católica, a Sagrada Família e a existência de Deus.

O que mais podemos esperar quando nem Francisco, o Papa que representa São Pedro, aquele para quem um dia Jesus disse “tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16,18) não abriu a boca para mostrar a mínima indignação.

O que esperar dessa igreja que por Jesus Cristo foi consagrada ao se deixar sacrificar por nós e de onde nenhuma autoridade do país se manifestou contra o último e definitivo ultraje contra à existência da fé e da crença Nele que pode vir a ser a derradeira esperança de socorro quando a civilidade e o respeito entre nós não mais existir.

Se quisermos mudar nosso futuro teremos que permanecer unidos contra tudo que essa virose de forma tão cruel nos tem mostrado e reagir contra todos aqueles que a utilizam para disseminar o ódio, o desrespeito, a insegurança, o caos e a destruição do que nos resta de pátria, de país e de nação.

Pensamentos

As vezes eu me pego pensando no que seria de nós nesse isolamento compulsório da quarentena sem a companhia das pessoas queridas, aquelas que estão ao nosso lado nos confortando e sendo confortadas por nós.

As vezes me pego pensando nos benefícios que recebemos através dos aparelhos celulares porque com eles podemos nos comunicar com as pessoas que não estão conosco, mas mesmo assim estão nos confortando e sendo confortadas por nós.

As vezes me pego pensando nas pessoas que se expõem ao risco na busca de soluções e no atendimento à todos os atingidos, assim nos confortando e merecendo ser confortadas por nós.

As vezes me pego pensando na necessária solidariedade para com os menos favorecidos desses momentos onde precisam ser confortadas por nós para que também possam confortar os seus e os outros.

As vezes me pego pensando nos corações impiedosos das pessoas que se aproveitam desses terríveis momentos para explorar a insegurança generalizada e assim tentar fazer prevalecer suas ideologias e desejos mesmo sabendo que estão desconfortando, mas contudo e se for preciso estarão sendo confortadas por nós.

O que nos faz ser tão insensatos?

Alguns têm o desplante de dizer que é devido a nossa origem, outros devido a inquisitiva influência religiosa e, pasmemo-nos, culpam até os nativos que aqui viviam antes do descobrimento, nossa principal, verdadeira e natural origem.
Só falta culparem nossa miscigenação. Essa mistura de raças originárias de países tão diferentes e vindos da África, Ásia, Europa, Américas e etc. Será que ficamos em uma espécie de limbo por causa dessa miscigenação?
Perdemos o caráter patriótico que todos esses países têm por não sermos como eles de origem única, raça pura e bem definida? Não, não acredito nisso! Deveria ser o contrário com tanta gente boa sendo amalgamada pelo amor e pelo tempo.
Eu não posso considerar nossa extrema incompetência perante a história creditando a culpa somente em nossa origem, em nosso passado. Não podemos permanecer culpando sempre os outros, enquanto ficamos acomodados em nosso canto perante tudo, esperando que alguém venha e resolva, torcendo para que façam por nós o que não temos competência nem coragem de fazer.
As vezes, como agora, nos deparamos com verdades nuas, duras e cruas, e mesmo assim tendemos a permanecer estáticos, como que entorpecidos.
O que nos faz permanecer assim?
Será porque de vez em quando a gente ouve ser alardeado a toda voz que somos um povo abençoados por Deus e bonitos por natureza?
Será que vamos continuar acreditando nessa condição especial e permanecer eternamente em berço esplendido?
Foi por agirmos assim que abrimos espaço para que no passado e mesmo no presente pessoas sem escrúpulos, aproveitadores de ocasião como estes que se servem de uma crise de saúde mundial e acabam por mostrar sua repugnância por inteiro.
Chega, chega!
Precisamos ser brasileiros de fato. Sem discriminação de cor de raça, de credo, de sexo, de situação econômica e social. Sermos somente brasileiros de verdade, por inteiro e darmos um basta nisso para o bem de todos.
É isso!

O tempo e a vida

A passagem de um é despercebida, ele simplesmente passa porque só pensamos em nós não em sua permanente existência afinal ele é para todos, não para e não espera.

Na memória de nossa essência tempo e vida são coexistências, são as únicas coisas das quais involuntariamente participamos a partir do momento em que tomamos noção de quem somos. Daí em diante o que fazemos com nossas vidas e com nosso tempo é de nossa única responsabilidade. Se em relação a vida tempo não se recupera, em relação ao tempo a vida simplesmente passa.

A mais importante relação da vida com o tempo aconteceu e deu razão à definição da história do mundo em Antes de Cristo e Depois de Cristo. O homem que em 33 anos de vida serviu de referência para o principal marco da história humana. Ele soube usar seu tempo como ninguém.

Se considerarmos que em sua época as distâncias eram percorridas a pé e cujas realizações foram contadas nos passos de sua curta e difícil caminhada veremos que o tempo simplesmente passa e é o mesmo para todos, cabendo a cada um utilizá-lo da melhor maneira possível.

O tempo e a vida são duas realidades em uma só. Eu, você, cada um de nós é uma vida em seu próprio tempo. Somos realidades que passam nos ritmos das batidas dos nossos corações.

Foi-se o tempo das meias versões.

Quando um cidadão que em 1964 era uma criança e vivia em uma bucólica cidade encravada no interior de Mato Grosso abre a boca é de se esperar tenha argumentos pessoais para sugerir que “não devemos tolerar arroubos autoritários, tampouco nostalgia ao regime militar que impôs graves danos às garantias individuais”.

Cabe perguntar ao cidadão comum e não à “pretensiosa autoridade jurídica” que assim se manifesta que memória pessoal ele tem sobre o que aconteceu quando do período em que o Brasil foi governado por militares que não aquela que lhe incutiram na cabeça?

Essa pessoa que a cada dia mais se deslustra ao agir como o protótipo daqueles que foram emprenhados pelo ouvido posto que não viu quase nada nem ouviu tudo só consegue através de seus agressivos, contumazes e desagradáveis pronunciamentos ofender e agredir sistematicamente o governo e quem o elegeu.

Fato é que durante anos sofremos seguidos estupros coletivos pelas orelhas e só agora muito tempo depois estamos tendo a oportunidade de saber outros detalhes dos acontecimentos graças à covardia dos que não deixaram mostrar o outro lado da história vez que agiram e ainda agem como robôs, estes sim, ao tentar esconder tudo o que aconteceu e ao impedir que todos, mas todos mesmo, fatos, atos e relatos fossem divulgados.

O medo da ampla informação os contagiou como um vírus ideológico. Aliás, essa foi e ainda é a tática, o modus operandi, do comunismo disfarçado que graças aos militares estripamos a tempo de nosso Brasil em 1964 e agora em 2018.

Quem viveu e viu sabe dos erros e acertos do período.

Ainda sobre o VLT

Entro no assunto para tentar esclarecer alguns pontos colocados até o momento.

Faço isso devido minha formação profissional, mas sem outra motivação que não a de tornar acessíveis alguns aspectos do assunto que vão ficando à margem de comentários e opiniões o que só têm servido para confundir ainda mais a opinião pública dando pouca margem a seu necessário esclarecimento.

Não é de todo correto o ponto de vista de que o BRT causaria menos impacto no trânsito da cidade porque assim como o VLT ele também percorreria e cruzaria as mesmas avenidas e ruas tendo as mesmas prioridades em cruzamentos e sinais de trânsito. Os acessos aos ônibus também seriam feitos nos canteiros centrais além do que, devido à necessidade de mais áreas para as pistas de rolamento exclusivas para os veículos de seu sistema de transporte (mais que o VLT necessita) ocupariam parte ou mesmo todas as faixas de trânsito localizadas junto aos canteiros centrais causando com isso os necessários ajustes nas faixas laterais das avenidas o que provavelmente levaria à redução na largura das calçadas existentes e até mesmo desapropriações em maior escala, bem mais que o VLT causa para ajustar todas as vias ao BRT sem prejuízo ao trânsito de veículos e pedestres, principalmente estes últimos.

É claro que olhar o problema sobre os impactos negativos existentes depois de as obras terem sido paralisadas levam a equívocos exatamente por falta de informação, caso específico da aquisição das unidades de transporte do VLT. Acontece que tudo leva a crer que foram adquiridos considerando a relação direta do cronograma das obras com o cronograma de entrega dos equipamentos. Daí que as obras atrasaram, sequer foram concluídas, por outro lado os equipamentos não, posto que foram entregues conforme o contratado, resta alguém checar isto é falar o que de fato ocorreu.

Bem isso tudo não desmerece a preocupação de todos, estando certos ou equivocados, porque como cuiabanos estamos mesmo é furiosos com a situação ou seja, como sempre servindo de massa de manobras políticas e desrespeitados por quem nos enganou e provavelmente também nos enganaria caso o governo tivesse optado pelo BRT.

A verdade que parece existir e que nunca é citada é que uma obra deste vulto, com tamanha complexidade, diversas interfaces, várias interferências técnicas e com a necessidades de um relacionamento político proativo entre Governo do Estado e as duas Prefeituras Municipais envolvidas com o dia a dia da Região Metropolitana de Cuiabá, seja VLT como de fato é ou BRT, como poderia ter sido, o prazo de execução dificilmente seria cumprido para a Copa do Mundo de 2014. Todo e qualquer profissional da área envolvido no projeto ou não, deveria ter consciência disso.

A outra opção que muitos confundem com o BRT seria a implantação de pistas exclusivas para ônibus junto ou mesmo nos canteiros centrais, obra menos complexa, mas que certamente enfrentaria muitas das mesmas dificuldades para sua implantação, principalmente junto aos detentores dos contratos de concessão dos serviços de transporte urbano/metropolitano de passageiros.

Paro por aqui, porque em nada ajudaria tratar ou trazer outras considerações quando a intenção é de apenas esclarecer um pouco mais o assunto.

Espero ter contribuído.

Insensatez

Vou chamar de insensatez o que está acontecendo para não utilizar outro substantivo ou mesmo um predicado que seja mais contundente para transmitir a imagem correta dos fatos.

A insensatez a que me refiro está na possibilidade de os representantes eleitos para o Congresso Nacional não estarem lá para defender os interesses dos brasileiros. Esta afirmação está fundamentada na forma inadequada pela qual nossos congressistas tratam os assuntos de interesse daqueles que os elegeram quando aprovam ou desaprovam a seu bel-prazer medidas que envolvem a economia, a segurança, a saúde e a educação, os principais e verdadeiros problemas brasileiros.

Essa constatação está calçada na situação de penúria por que continuamos a passar a cada ano, a cada assunto e a cada situação que envolva a decisão dos “nossos representantes eleitos” a respeito de qualquer um desses assuntos de interesse nacional.

A título de exemplo vemos hoje o que está acontecendo com os produtos e serviços expostos à influência dos impostos federais, estaduais e municipais. Ainda agora estamos vivendo a procura de mecanismos legais para reduzir as variações dos preços dos combustíveis, a necessidade e o inexplicável monopólio do DPVAT, assim como a taxação da energia solar auto-produzida, entre outros, nas intenções do Executivo de administrá-los a favor do contribuinte. No caso dos combustíveis, estudos sobre medidas que reduzam os custos existentes entre as refinarias/usinas e os consumidores; no que se refere ao DPVAT na possibilidade de que os seguros sejam efetivamente disponibilizados aos segurados a preços justos e definidos pelo mercado; já quanto a produção de energias alternativas os esforços vão no sentido de que possamos consumir nossa própria geração sem custos adicionais que não aqueles relacionados ao eventual uso de linhas de transmissão.

A insensatez reside na percepção de que nos momentos em que senadores e deputados parecem estar dispostos a trabalhar em conjunto com o Governo para que a população receba os justos benefícios das reduções de suas despesas ainda existirem iniciativas político-partidárias e “Vozes Supremas” que defendam a permanência de impostos que em todas e quaisquer circunstancias incidem direta e exclusivamente no bolso do consumidor.

Alguns insensatos contumazes persistem na procura de especialistas que possam encontrar argumentos para impedir ações voltadas a reduzir as despesas que incidem sobre o produção, o processo de industrialização ou refino, o transporte, o armazenamento e a revenda final. Impostos, taxas, demais custos e lucros nunca são considerados por aqueles que procuram atrasar quando não impedir as medidas necessárias à complementação das reformas que tanto esperamos a muito tempo. Afinal o que pretendem os que assim agem?

A resposta está no fato de que a insensatez a que estamos expostos não se restringe aos problemas de produção e consumo, ela também se encontra nos ignóbeis argumentos politicos, ainda mais em um ano eleitoral. Prova disso é que a poucos dias vimos a exdrúxula manipulação do encontro do Presidente da República com Governadores e Secretários de Segurança na tentativa de montar mais uma arapuca contra a governabilidade. Obra de políticos e jornalistas inconformados com os bons resultados obtidos em 2919 os quais certamente serão repetidos em 2020 mantidas a capacidade executiva e a coesão do governo.

Certo é que vivenciamos mais uma montagem, uma encenação tramada por congressistas, governadores e parte da imprensa para criar um ambiente favorável àquela situação em que se dá apenas duas opções para negociar, no caso o desmembramento do MJSP e o outro motivo por detrás da cortina de fumaça, a manutenção do ICMS cobrado nas (bi)tributações que acontecem nas bombas de gasolina, nas contas de luz e em outras mercadorias e serviços. Como não deu certo o que tentaram no primeiro ato da comédia bufa a outra opção pode vir a ser exigida ou mesmo usada como uma espécie de compensação através de negociação/retaliação política pela não obtenção da primeira. Resta esperar para ver.

“Político insensato é aquele que estende as duas mãos e quando alguém se nega a pegar em uma recolhe a outra”.