Questão de talento ou de voto Excelência?

Palavras do Presidente do Senado: – “Só colocaram outro nome para indicação política. Será que as pessoas indicadas antes não tinham talento?” Perguntou ele, durante café da manhã com jornalistas.

Ao que ele mesmo respondeu: – “Não tinham talento, mas tinham voto”.

Exercitando assim sua ironia ao comentar a iniciativa da criação de um “banco de talentos” para o preenchimento de cargos técnicos dos escalões secundário e terciário do Governo Federal em mais uma tentativa de fazer valer as velhas e descabidas práticas de negociar espaço em órgãos e empresas públicas para amigos, parentes e correligionários em troca de voto, coisa que até a pouco tempo ele mesmo criticava.

Ora, ora, ora! Quer mais é que tudo permaneça como dantes no quartel de Abrantes de maneira a que os parlamentares continuem a ocupar e/ou indicar nomes para os cargos públicos sem a necessária qualificação técnica, bastando para tanto que tenham voto.

Essa tática passou a ficar cada vez mais evidente quando foi empregada tão logo foram confirmadas as eleições das presidências do Senado e da Câmara Federal. As intenções dos dois eleitos são exatamente as mesmas, tanto que convergem quanto ao objetivo final, querem espaço para negociar e o pior, a imprensa parece concordar com eles, pois também querem espaço para bisbilhotar. Basta observar que não perdem oportunidade de promover essa perniciosa estratégia alimentando o assunto todas as vezes em que os parlamentares são entrevistados. Os novatos que se cuidem, afinal elegeram duas figuras representativas de um passado que o povo não queria para dirigi-los no presente.

Sobre esta situação (da eleição para as presidências da Câmara e do Senado) cabe explorar o espaço para analisar filosoficamente a frase “não tinham talento mais tinham voto”, senão vejamos:

Fato inquestionável 01- os dois parlamentares eleitos têm talento político e voto;
Fato inquestionável 02 –  são frutos do passado se passando por resultados do presente;

Fato questionável 01 – talento e voto são a mesma coisa?
Fato questionável 02 – talento técnico é a mesma coisa que talento político?

Pois bem, dos males o menor, diriam o desavisados ou aqueles que não querem se aprofundar no assunto para não se comprometerem, o que nos permite fazer outras duas perguntinhas básicas sobre o comportamento dos parlamentares em relação ao nosso futuro e que não querem calar:

– Qual será o preço político da Reforma da Previdência?
– O que restará da proposta de combate ao crime e a corrupção encaminhada ao congresso?

A resposta pode ser dada de uma só vez, porque tudo dependerá da reação do governo a essa tentativa explicita de fazer com que tudo volte a depender da uma eventual sucumbência à “política do toma lá, dá cá” praticada no passado ou da validação dos votos que elegeram a esperança de acabar com essa prática destrutiva que tanto contribuiu para que confundíssemos os conceitos de Nação, Pátrias, País e Estado.

Para recuperarmos nossa sanidade política e intelectual será preciso recorrer resumidamente ao velho e bom Dicionário Houaiss onde:

Nação sublinha os valores culturais comuns a uma população – “comunidade de indivíduos que, dispersos em áreas geográficas e políticas diversas, estão unidos por identidade de origem, costumes, religião”;

Pátria salienta um país ou território enquanto realidade afetiva a que grupos e indivíduos estão ligados – “país em que se nasce e ao qual se pertence como cidadão”;

País refere-se a um território com organização política própria – “território geograficamente delimitado e habitado por uma coletividade com história própria”;

 Estado é a entidade responsável pela organização de um território e da vida da população ou do conjunto de populações que aí habitam – “conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público etc.) que controlam e administram uma nação”.

Ao que tudo indica, a velha prática de se fazer política daquela maneira pretende manter essas definições em permanente confusão para que permaneçam juntas e misturadas em nossas mentes. Assim, a população nada cobrará e não ira atrapalhar seus planos.

A tática da desinformação

A fleugma, característica dos que não deveriam se perturbar, dos que precisam permanecer impassíveis e firmes na defesa e divulgação da verdade parece estar a caminho do abandono.

Principalmente por parte daqueles que tiveram expostos os meios pelos quais obtinham acesso aos assuntos tratados dentro do Gabinete da Presidência da República.

Pelo jeito vão continuar a colocar em prática suas estratégias de guerrilha, tática de desinformação, voltadas a combater o governo na pessoa de seu Presidente em um momento tão difícil para o país sem se importar com a falta de ética.

Os veículos de comunicação que adotaram essa postura podem até tentar explicar, mas não conseguirão justificar as reportagens que distorcem os fatos de maneira tão desastrosa. Estão mais para encruzilhadas de despachos. Sabe aquele lugar onde colocam alimentos misturados a flores e perfumes baratos para ficar com aparência bonita e enganar os incautos? Pois é, o objetivo maior dos autores desses despachos é causar o mal não se importando com quem possa ser a vítima. Dizem os entendidos que basta acreditar que algo de ruim pode acontecer com quem mexe neles para que os outros sofram por isso.

Vejam que como consequência os mesmos partidos e políticos oportunistas de sempre já começaram a dar sinais de que vão abandonar o navio da mesma forma com que os ratos se caracterizam nessas ocasiões. Aliás, o governo já deu mostrar que nunca contou com eles. Portanto, não farão falta, trata-se do natural expurgo do lixo que sempre fica mesmo após a limpeza.

Um desses jornalecos oportunistas já lançou dúvidas sobre a forma como o governo vai levar suas propostas ao congresso. Sugere, visto lhe faltar estofo para identificar a fonte, um provável acerto com os presidentes das duas casas, o qual autorizaria a volta das negociações por apoio em troca de acordos com garantias ilimitadas. É muita degeneração.

Se bem que essa qualidade que deveria ser intrínseca não existe nos grupos que detém o monopólio dos meios de comunicação, na pressa inerente ao jornalismo, na briga acirrada e diária pela notícia exclusiva ou da guerra pela audiência, o fato é que tais jornalistas e seus patrões muitas vezes se afastam da conduta ética e oferecem ao público uma informação de má qualidade (*). Essa constatação é do jornalista Eugênio Bucci que se debruçou sobre o tema em seu livro intitulado “SOBRE ÉTICA E IMPRENSA”, destinado ao público em geral e aos profissionais da área que se preocupam com a degradação da forma com que está sendo tratada a notícia no país.

(*) – baseado nas referências ao texto do livro SOBRE ÉTICA E IMPRENSA – autor Eugênio Bucci – Companhia das Letras.

Pessoas, personagens e personalidades inominadas

Pessoa é a palavra que sob ponto de vista moral irá designar a criatura humana consciente, seja homem ou uma mulher, que com capacidade própria e dotada de inteligência, seja responsável por seus atos.

Personagem é uma pessoa que chama a atenção por sua atuação e que, dependendo das circunstâncias, seja motivo de consideração especial. Geralmente a personagem representa um papel fictício, criado pela mente de alguém ou pela sua própria imaginação.

Personalidade é o conjunto de aspectos regidos por normas individuais que irão definir uma pessoa sob os pontos de vista ético e moral.

São três substantivos que dependendo do ponto de vista podem ser considerados sinônimos. Entretanto, podem seguir caminhos diferentes quando observados pelas óticas das disciplinas políticas e jornalísticas.

Infelizmente, os últimos acontecimentos nos intestinos de parte da política e da imprensa nacionais acabam por diferenciar de forma definitiva a aplicação dessas belas palavras e seus significados. Digo intestinos porque a porcaria que nos é mostrada todos os dias por esses dois pilares da democracia e da cidadania ficam cada vez mais expostos, trincados que estão, rachados mesmos, e com as ferragens ou seja, suas estruturas internas à mostra, como que prestes a ruir.

Isto se dá porque as pessoas que nelas labutam perderam a ética e a moral humanas, estão se movendo exatamente pela falta de consciência, como se não fossem responsáveis por seus atos. Da mesma forma passaram a atuar como personagens de uma ópera bufa, onde se apresentam em cenas curtas de um só ato e interpretam um enredo desatinado a promover uma catástrofe, tal qual a sequencia de uma erupção vulcânica onde mesmo sabendo dos resultados desastrosos do tsunami que fatalmente virá estão pouco se lixando. Querem vender apoios e notícias, mesmo que pereçam vítimas de suas próprias faltas de escrúpulos.

Quanto às eventuais personalidades que poderiam restar desse enredo tragicômico, elas nunca serão formalmente reconhecidas pelo público, carecem de postura, não se constroem pessoas ou personagens sem que essas contenham os ingredientes básicos para tanto. Falta-lhes a necessária rigidez ética e moral.

Questão de preferência

Há quem prefira que o Presidente Bolsonaro lave sua roupa suja em casa. Gosto não se discute! No entanto, os que estão criticando a forma direta como ele age em relação aos acontecimentos envolvendo o uso inadequado do Fundo Eleitoral de seu partido demonstram que não o conhecem. Ainda estão desnorteados com a natural franqueza com que trata os assuntos que a seu ver podem atingir a governabilidade.

Agindo assim o Presidente da República consegue ser ao mesmo tempo a realização personificada de quem o elegeu e o protótipo da ruptura para a parte do eleitorado que votou contra. Indubitavelmente ele é exatamente isso, coisa de mito, posto que encarna aspectos imprevisíveis e por isso mesmo inovadores para uma nação que havia se acostumado ao dirigismo demagógico, ao profissionalismo político, ao proselitismo ideológico e aos obscuros objetivos das negociatas entre governantes e membros do Congresso Nacional.

Toda essa desavergonhada mescla de coisas ruins gerou e ainda produz seus efeitos danosos nas atuais condições humanas do país. Já ele é direto, sem meias palavras nem meias medidas. Nós é que estamos mal acostumados com políticos que só sabem fazer de conta que nos entendem, que fingem trabalhar pelo país, que sonegam a verdade e que vilipendiam a nobreza de suas vitórias nas urnas enquanto se acomodam nas acolchoadas poltronas do plenário onde deveriam estar nos representando, mas que só fazem agir em seus próprios proveitos.

Já estão mostrando suas garras e a que vieram, afinal tiveram ótimos professores, alguns ainda estão por lá. Um deles, bem o disse quando percebeu que seria vencido pelo sagacidade de um de seus melhores alunos e por sua própria empáfia. Foi o que vociferou em seu último pronunciamento quando renunciou a disputa.

Aqueles que estão colocando a liderança de Bolsonaro em jogo apostam que conseguirão diminuir sua capacidade de gerenciar crises e vão tentar criar dificuldades a medida em que a equipe de governo for colocando em prática seus planos. Agora começam a se expor os políticos que se transvestiram de apoiadores só para se eleger e reeleger. Sem as máscaras da falsidade e já empossados aproveitarão qualquer oportunidade para atingi-lo. Caso do Presidente da Câmara dos Deputados que não poupou chumbo grosso para atacá-lo imediata e diretamente neste último episódio. Nem  procurou ouvir sua versão, como deveria ter feito antes de se manifestar de maneira tão desastrosa.

Daquela outra parte da imprensa então, nem é preciso citar as maledicências que foram imediatamente noticiadas para forçar que o evento se transformasse em uma hecatombe política, o que não conseguiram até agora.

A produtividade Maia

“-Não podemos cobrar do funcionário público a produtividade do empregado privado”.

Esta é mais uma pérola do corolário verborrágico da política brasileira, desta vez pronunciada pelo Excelentíssimo Senhor Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, em sua penúltima entrevista ao Jornal das dez da Globo News. Na última, atiçado pela reporter daquela mesma emissora, jogou lenha na nova fogueira com que querem assar o Governo. Naturalmente para exercitar suas já conhecidas táticas de desconstruir para depois negociar apoio. Coisa de seu caráter particular.

Uma afronta ao bom senso, um desrespeito ao trabalhador, seja ele publico ou privado, que paga os impostos que pagam os salários dos funcionalismo público concursado e/ou contratado para, nas palavras do Ilustre Deputado, produzir menos e mesmo assim ganhar mais que qualquer outra pessoa para fazer a mesmíssima coisa em outro lugar que não seja um emprego público.

Precisamos ter uma resposta adequada para o fato de diferentemente dos empregados privados os funcionários públicos terem o direito de receber melhores salários, se aposentarem melhor, trabalharem menos, ganharem mais abonos e benefícios, serem estáveis e mesmo assim não serem cobrados com o mesmo rigor por sua produtividade.

Podemos dizer que o Presidente Rodrigo Maia foi honesto ao reconhecer que lá prestam serviço pessoas que ganham mais para fazer menos? Não, porque sua intenção foi exatamente oposta a essa sua afirmação. Pelo visto ele apenas mostrou que não vai fazer o que é preciso ser feito. Em outras palavras, tenta nos enganar fazendo uma perfumada manipulação dos mecanismos de gestão de pessoal da Câmara dos Deputados para fugir do principal. Do que lhes corta a carne e esvazia os bolsos.

A proposta de modernização da Câmara Federal com mudanças apenas nos contratos de novos servidores sem o mesmo tratamento em relação às despesas dos ilustres e privilegiados Deputados Federais é como jogar pedra na lagoa porque só faz ondinha e se dissipa nas margens, se é que chegam tão longe. A desculpa de sempre faz referencia aos intocáveis direitos adquiridos, mesmo que imorais e até inconstitucionais pela forma com que foram obtidos.

Quem ainda não sabe que esses “direitos adquiridos” foram propostos por eles, para eles usufruírem e foi por eles mesmos aprovados? E mais, que seus efeitos foram e ainda são transmitidos em cascata para todos os outros poderes que por sua vez, tal qual uma epidemia virótica, vai infectando o país até alcançar o município do mais distante rincão da pátria, tal qual acaba de fazer o STF.

É desse mal que padeceremos até que sejam modificadas as leis que os instituíram e os decretos que os regulamentaram para que seus maléficos efeitos sejam aos poucos eliminados. (O titular do direito adquirido extrairá os efeitos jurídicos elencados pela norma que lhe conferiu esse direito mesmo que surja nova lei contrária à primeira. Continuará a gozar dos efeitos jurídicos da primeira norma mesmo depois da revogação da norma.)

Se há coragem para propor mudanças no regime de contratação do funcionalismo público na Câmara Federal também deveria haver para enfrentar o maior dos efeitos danosos destes poços sem fundos em que se transformaram suas despesas com salários e custeio graças aos despropositais aumentos consentidos.

Porque não aproveitar a oportunidade e propor a adoção das necessárias e urgentes medidas saneadoras nas estruturas dos três poderes da República daqui para a frente?

A resposta todos sabemos. É porque para isso não bastará apenas cortar da carne, será preciso estripar o monstro. Então, já que direitos adquiridos não podem ser descontinuados que sejam extintos seus cargos e funções.

Interessante salientar que o seleto grupo de entrevistadores da Globo News se fez de surdo e ficou calado ao ouvir tamanho impropério.

Um paradigma jornalístico

É o que se constata ao ver que parte da imprensa permanece em campanha, agora fazendo seu jogo de interesses. Como não tem competência legal nem legitimidade eletiva para representar politicamente quem quer que seja só lhe resta fazer politicagem.

Rebaixa-se aeticamente através de desinformações criadas a partir de dados obtidos por meio de colaboradores cooptados nas organizações públicas e políticas, verdadeiros informantes (muitas vezes políticos em mandado), com o objetivo sistêmico de buscar nos assuntos polêmicos sinais de necessários ajustes para expô-los como se desavenças fossem. A essas situações corriqueiras de trabalho em qualquer instituição, seja pública ou privada, classificam de tropeços e disputas pelo poder.

Como aconteceu no significativo caso das fake news plantadas em certo jornal paulista quando da campanha presidencial continuam a publicar matérias ditas exclusivas, mas que não passam de ilações de bastidores pois trazem a possibilidade de serem refutadas a qualquer momento já que se fundamentam em especulações e em valorizar o mal feito, desprestigiando propositalmente as boas notícias.

Uma ocasião que bem caracteriza os critérios utilizados (ou a falta deles) para decidir qual informação passar ao cidadão foi o reconhecimento ao vivo pelo jornalista Pedro Bial de que notícia boa não dá primeira página. Um verdadeiro escárnio, uma manifestação ostensiva de desdém para com o público.

A justificativa para que isso continue a acontecer parece ser um paradigma jornalístico onde permanece constante a incoerência de preferir destacar o mal em detrimento do bem. Como para os meios de comunicação notícia boa não vende jornal tudo leva a crer que continuarão a investir no que é pior para nós porque é melhor para eles.

Neste mesmo diapasão, sites que deveriam ser imparciais só fazem por em prática a máxima anarquista que diz: – “Hay gobierno? Se hay soy contra. Se no hay, también soy”. Será que não percebem que assim acabam por expor ainda mais suas ligações políticas e/ou a falta que fazem as metas financeiras alcançadas no passado através de seus contratos com os governos anteriores?

Parece que não, posto que permanecem usando como instrumentos de pressão as mesmas formas de manipulação das notícias quando estas se referem ao governo e seus dirigentes, inclusive familiares e amigos.

É o que se vê desde que foi encerrada a cobertura da campanha presidencial e parecem estar a trabalhar para obstruir os planos e projetos que vêm sendo desenvolvidos na intenção de resgatar um país que estava mergulhado em sua mais profunda crise socioeconômica.

A continuar assim logo estarão pagando o preço justo pela falta de bons critérios para a venda de seus serviços de informação a um público que, ao contrário do que imaginam, aprendeu a filtrar suas informações através das várias fontes disponíveis. Isso mostra como é importante separar o joio do trigo e que somente após as diversas etapas de apuração é que se chega aos diamantes ou, se quiserem, às notícias verdadeiras.

Seria fácil declarar essa parte da imprensa a única culpada, mas infelizmente não estão sós. Somos seus cúmplices na medida em que aceitamos pacificamente o cabresto que nos oferecem diuturnamente. Guiados pelas rédeas da má informação ou pela informação do mal, neste caso a ordem dos fatores não muda a notícia, permanecemos surdos, cegos e mudos diante da televisão e do aparelho celular.

Repassem sem dó.

Essa frase, quase um pedido, soa mais como uma proposta de articulação contra um inimigo tão imaginário quanto a boa intenção de quem a difunde. Ela pode ter sido o motivo pelo qual a maior rede de comunicação do país e uma das maiores do mundo iniciasse a campanha “a globo não mostra” a algumas semanas em seu programa dominical de atualidades.

As cenas finais daquele programa foram no mínimo uma declaração de intenção e o reconhecimento de que já vivem a desesperança do declínio. Reflexo que se verifica quando de sua posição ambígua frente a quem se atreva a não lhes estender a mão pedindo cartas como se fossem eles os crupiês do jogo de pôquer da imprensa brasileira.

A mesma situação é vivida pelo que resta da politocracia em que se tornou o país nas últimas três décadas, desde a Constituição de 1988, aquela que a princípio conhecemos como a constituição cidadã, mas que de tão manipulada foi transformada na constituição dos políticos. A começar pelas mudanças em seu Artigo Primeiro, Parágrafo Único, alterado para permitir os privilégios do poder a quem o exerce. Onde se lia “todo poder emana do povo e em seu nome é exercido” lê-se desde então “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos direta ou indiretamente, nos termos desta Constituição”Assim, uma nova constituição foi sendo reescrita por políticos para os políticos e para tornar-se sua própria tábua de salvação.

E o povo? O povo que se dane? O que nossos representantes eleitos menos fizeram até agora foi prestar contas a nós, seus representados eleitores, do que dizem fazer em nosso nome e que em verdade só a eles beneficia.

Dai, como se fossemos replicadores autômatos recebemos o tempo todo mensagens que dizem traduzir a verdade, que mostram a crueza dos fatos, que apresentam fatos incontestáveis, que prometem reverter situações irreversíveis e outras esperanças mais, bastando para tanto que vocês repassem sem dó seu conteúdo.

Ora bolas, isso é como tentar abraçar o vento. Um impropério tão grande como aquele que certa presidenta pensou poder ser feito ao sugerir estocá-lo como fonte de energia.

No Brasil a democracia não vai morrer.

O livro Como as democracias morrem escrito por Steven Levitsky e Daniel Ziblat é uma crítica dos democratas (na verdade os socialistas, a esquerda de lá) sobre a situação política nos Estados Unidos após a eleição de Donald Trump.

A meu ver não se aplica ao Brasil como muitos defensores do socialismo, FHC por exemplo, tentaram fazer crer em relação a Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018 no Brasil.

Primeiro porque uma vez Presidente, Bolsonaro colocou por terra alguns dos argumentos do livro ao compor um governo sem a tradicional negociação com os partidos políticos. Aliás, esse é uma da mais fortes alegações do livro desconstruida por ele.

Depois, todos os que nele votaram por convicção não o têm como político de estimação, esse tipo de relacionamento com a classe política foi o que nos trouxe até aqui e, por incrível que pareça, atua como vacina preventiva contra o que aconteceu em nosso passado pós Constituição de 1988.

A convicção de que ele deveria ser eleito veio da reação quase que alérgica aos estratagemas que vinham aos poucos sendo entranhados na sociedade brasileira através da politização de escolas, universidades, grupos minoritários, excluídos sociais, meios de comunicação e assim por diante, tudo com reflexos negativos junto à célula mater da democracia como a vemos ou seja, a família.

Se prestarmos atenção nos detalhes sórdidos dos objetivos finais das campanhas voltadas a disciminar a descrença no que é moral, na desobediência do que é legal e na desconsideração da ética desde que o socialismo voltado ao comunismo assumiu o poder em 2003 veremos que suas estratégias se resumiram basicamente em ir aos poucos incutindo nas cabeças dos cidadãos que tudo o que tem de errado no país tem origem na família.

Daí colocarem em prática uma doutrinação educacional “politicamente correta” que vinha sendo aplicada em crianças desde a mais tenra idade indo até os adultos em formação profissional. Segundo ela, só na escola se aprende democracia.

E o que se aprendeu nessa escola sobre educação, moral e civismo nesses anos todos? Nada ou em português castiço, bosta nenhuma, a não ser desrespeitar, inclusive professores, mas principalmente os pais na tentativa de diminuir sua importância na formação do caráter do indivíduo.

Talvez uma disfarçada tentativa de se contrapor à Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que aconteceu em 1964 e caracterizou o apoio popular contra a implantação de um governo comunista no Brasil.

Aquele mesmo sentimento de patriotismo foi, novamente, a raiz da revolução democrática iniciada em 2013 pelo levante das famílias brasileiras contra a permanência dos partidos de esquerda no governo, como diz um de seus mais esquizofrênicos defensores (José Dirceu) ao se referir à retomada do poder pela força, desautorizando os demais poderes constituídos assim que assumissem o governo, caso fossem eleitos.

Esta sim, foi a proposta promovida e implementada por sucessivos governos doutrinadores da regionalização de um socialismo ditatorial à semelhança do balão de ensaios chamado Venezuela com uma única e exclusiva intenção, a de transformar a América Latina em uma conglomerado de republiquetas socialistas nos moldes da União Soviética dos anos anteriores à derrubada do muro de Berlim. Todas com um único partido, inspiradas naquele que governa Cuba com mão de ferro até hoje. Ou seja, uma ditadura imposta e mantida pela escravidão dissimulada através do controle social total característico dos regimes comunistas.

Por último, as propostas de Bolsonaro são todas baseadas em um governo voltado para a reconquista da democracia a partir do que dela restou de mais representativo após anos e anos de sua lenta delapidação, sua célula mater, a família.

Reforça esse pensamento a distribuição dos esforços do Governo Bolsonaro em linhas de ação, todas voltadas a estimular a abertura comercial com o mundo, recuperar a economia e com isso gerar empregos,  reduzir as deficiências na educação, saúde e segurança pública e excluir o viés ideológico de todas as ações de governo.

Como se vê, a democracia não vai morrer, pelo contrário, ela está sendo ressussitada no Brasil.

Os cães ladram e a caravana passa.

“Os cães ladram e a caravana passa”.

Esse provérbio árabe procura expressar uma das características do comportamento humano onde de um lado permanecem os que estão presos a seu delimitado espaço racional e do outro seguem os que passam ao largo, livres, rumo a seu destino. Vão atrás de um futuro melhor para todos, inclusive para aqueles que conseguirem se livrar das coleiras que os mantém presos aos limites impostos por sua própria ignorância.

Ladrar representa a manifestação desesperada dos que tentam impedir a passagem da caravana mesmo sabendo que de nada adiantará produzir ruído já que são incapazes de pará-la, até porque seus espaços vão ficando cada vez mais reduzidos na medida em que que permanecem andando em círculos, contornando os postes onde estão amarrados. Permanecem prisioneiros do passado retrógrado que os estacionou no vácuo da cegueira ideológica adquirida.

E a caravana segue adiante. Nela estão os que aprenderam com seus erros e acertos, os que buscam o melhor sem se incomodar com as manifestações daqueles que optaram por ficar estagnados no limbo do ostracismo partidário.

O desconforto promovido pelo latidos incomoda, porém a caravana passa. Sabe qual caminho percorrer e segue em frente célere em sua jornada.

Já os que persistem em permanecer presos às suas próprias coleiras assistem a passagem transformadora rumo ao progresso, posto que só lhes resta torcer contra. A esses a história já respondeu, pois representam um passado corrupto e amoral ao qual não se pretende voltar.

Assim, concluída a analogia, fica claro o que diferencia um grupo do outro. Ela reside no fato de um permanecer parado no tempo de uma política ultrapassada, enquanto que o outro segue em frente na busca de um destino livre de amarras ideológicas.

Os meios jamais justificarão os fins.

“…em Direito, o meio justifica o fim, e não o inverso. Desejo sorte para o Brasil. Amém.” (Marco Aurélio Mello)

Ao proferir a frase onde as palavras acima fazem parte do contexto o ministro do STF pretendeu justificar o caos em que quase nos jogou. 

Para circunstanciar será necessário explicar seus efeitos e significado, até porque a frase original – Os fins justificam os meios, foi erroneamente atribuída  a Maquiavel.

Vejamos o que está acontecendo nos estados do nordeste com especial destaque para o Ceará. Agora imaginemos a situação que estaríamos vivendo no Brasil com a libertação de milhares de pessoas condenadas em segunda instância juntando-se aos marginais que lá estão a executar ações tipicas de guerrilha urbana com ataques a órgãos públicos, dinamitando pontes, viadutos e torres de transmissão de energia.

Certamente uma tragédia avassaladora, vez que aqueles atos mais parecem parte de um plano para desestabilizar o país do que frutos da retaliação das associações criminosas que se apoderaram dos presídios administrados pelos governos estaduais ou pretexto para o início de ações à semelhança do que aconteceu em 1964 pelos comunistas que se viram frustrados com a descoberta e fim do golpe à democracia que haviam tramado. Seria isso tudo mera coincidência?

“Os fins justificam os meios” significa que para se obter, manter ou mesmo aumentar o poder a ética não é considerada. Assim sendo, quem comunga dessa afirmação mostra-se propenso a fazer qualquer coisa para conseguir o que almeja.

Quanto ao equívoco referente a sua autoria, sabe-se que o no início do século XVI, também conhecido como a era do colonialismo, aconteceu o advento do mercantilismo, doutrina econômica executada pelos estados absolutistas europeus na qual quem sempre saía ganhando eram exclusivamente a burguesia e a nobreza. Nesse período também tiveram início as principais guerras expansionistas europeias, as quais acabaram por instituir o imperialismo, argumentos estes que podem ter contribuído para que Maquiavel escrevesse em 1513 “O Príncipe”, tratado teórico no qual ele inseriu aquela expressão com o intuito de fazer ver os meios injustos utilizados pelos governantes para se manter no poder, mas não sua autoria.

Desde então, os procedimentos sugeridos naquela frase vêm sendo empregados em outras atividades, aquelas em que pessoas de má índole se utilizam de meios sub-reptícios para vencer e/ou chegar ao poder.

Certamente que aquela maneira de agir foi e continua a ser fruto dos maus exemplos de governantes, legisladores e até dos que deveriam julga com isenção.

Fato é que para se fazer boa justiça os fins jamais justificarão os meios, tão pouco os meios justificarão os fins, principalmente quando seu uso for determinado por motivo torpe ou fútil, vez que apesar de legal ( fumus boni iuris” ou “Fumaça de um bom direito”) o ministro aparentemente se equivocou.

A exaltação da mentira e o desprezo à verdade

A cada dia ficam mais evidentes as manipulações dos fatos para mascarar a realidade de quase tudo que acontece e se noticia na política nacional.

As eleições já acabaram, o presidente eleito já tomou posse, mas o paradigma da notícia manipulada permanece inalterado.

Como é impossível saber quando teve início essa forma canhestra de divulgar um fato ou evento, a qual serviu e ainda serve de modelo para a exaltação da mentira e o desprezo à verdade nós meios de comunicação, sua origem permanece desconhecida.

Exemplo disso foi a forma como um dos jornais de maior circulação no país noticiou a questão da utilização das mídias alternativas pela campanha de apenas um dos candidatos como se aquela forma de se comunicar com os eleitores não tivesse sido utilizada por todos, sem exceção. E o pior, o assunto foi imediatamente replicado por todas as empresas e sites de comunicação sem que ninguém tivesse checado os fatos. Alegaram após o fiasco nacional que a culpa foi da jornalista que plantou a notícia e assim acreditaram ter lavado as mãos. Foi realmente um furo, mas um furo n’água. Um típico caso de exaltação à mentira.

Com o mesmo intuito foi editado um trailer digno do prêmio de ficção político-científica sobre o episódio da tentativa de assassinato ( até agora comentam o assunto como “atentado”) daquele mesmo candidato onde ele, a vítima, passou a ser tratado como articulador de uma trama quixotesca, um esquema montado pelos liberais de direita com a participação de um executor por eles contratado, dois hospitais, suas equipes médicas, a Polícia Federal e as pessoas comuns que lá estavam foram cúmplices, como se aquilo não tivesse acontecido ao vivo e a cores.

Ainda agora, após a posse do Presidente fazem especulação sobre tudo que a ele diz respeito. Basta haver uma reunião de trabalho onde naturalmente assuntos e planos serão debatidos à exaustão antes de serem colocados em prática que já noticiam o fato como se desavenças incontornáveis existissem entre os participantes. Alguém em sã consciência ainda não percebeu que as reuniões das equipes do governo são para isso, para trabalharem as propostas e planos de governabilidade? Se não sabiam ou fingem não saber fiquem então cientes que elas vão acontecer durante todo essa gestão exatamente como aconteceram naquelas que a sucederam.

Parte de imprensa e dos analistas políticos, em especial aqueles que o confrontaram desde o início já cobra do Presidente que desça do palanque. Mas que palanque? Ele sequer teve tempo de usar palanque porque desde o início da campanha eleitoral esse acesso lhe foi constantemente dificultado por essa mesma imprensa e seus articulistas até que foi definitivamente impedido de fazê-lo pela ferida física da tentativa de assassinato que, aliás, ainda o prejudica. Vale ressaltar que nem dos debates o então candidato pode participar porque tinha e ainda tem restrições médicas para algumas atividades. Mesmo assim, aquela parcela dos meios de comunicação que lutaram contra sua eleição permanece em campanha usando dos mesmos artifícios para atacá-lo. A esses parece valer mais investir em uma meia mentira que em uma verdade inteira.

Quais governantes desceram de seus palanques em algum momento de seus mandatos? Os do PSDB, aqueles dos governos PTistas ou o MDBista de plantão? É fácil responder: – Nenhum deles. Aliás, sequer foram cobrados. Muito pelo contrário, a eles foram dados todos os palanques disponíveis por essa mesma gente que hoje faz as críticas.

Ora, todos sabem que muitos dos membros do novo governo se conheceram a pouco tempo e sequer refinaram , muito menos concluíram a maioria dos planos de ação, quanto mais a formatação daquelas propostas que de uma forma ou de outra causarão impacto. E mais, a maioria das propostas ainda precisará ser apresentada ao Poder Legislativo para discussão, eventuais ajustes e aprovação antes de serem colocadas em prática.

Vejamos o caso da divulgação das idades mínimas para a aposentadoria de homens e mulheres ainda em discussão para serem incluídas na reforma da previdência. O assunto é tratado como se fosse uma decisão do Presidente sendo contestada por sua equipe econômica. Na verdade suas palavras sobre o assunto mostram claramente ser sua intenção propor idades e prazos de transição diferentes daqueles que sua equipe entende serem mais adequados. Mas não, não foi assim que o tema foi colocado a público pela imprensa.

É esse o tipo de manipulação dos fatos que pode ser entendido como uma proposital forma de causar dúvidas na população e não o de promover sua correta informação que se entende como desprezo à verdade.

A contradição da tradição continuará?

Você sabia que o (P)MDB foi um dos dois únicos partidos beneficiados por um Ato Institucional, o AI n° 2 em 1966? (Entre 1966 e 1979, o Brasil viveu o bipartidarismo onde apenas  a Aliança Renovadora Nacional, mais conhecida como ARENA, de apoio ao governo militar e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição consentida, eram considerados partidos políticos legais. O MDB surgiu informalmente em 1965 e oficialmente no ano seguinte.) (Google)

Que o agora MDB, em seus 53 anos de existência, jamais dirigiu o Brasil através de um Presidente da República eleito diretamente?

Pois é, os três políticos desse partido que chegaram a presidência foram José Sarney, devido à morte de Tancredo Neves, também (P)MDbista, que venceu a eleição indireta em janeiro daquele ano, mas adoeceu e morreu antes mesmo de tomar posse.

Alguém pode até dizer que Sarney acabou sendo eleito presidente, mesmo que indiretamente, pelo (P)MDB. Bem, nesse caso é importante lembrar que até 1984, ano anterior as eleições de 1985 Sarney era um dos mais influentes políticos da ARENA, partido que foi criado para apoiar a ditadura militar como descrito anteriormente então,…melhor parar por aqui. Certo é que o governo Sarney foi tão rejeitado que nos deixou Fernando Collor de Mello como seu sucessor e cujo governo, todos sabem, acabou em impeachment.

Que o segundo presidente (P)MDBbista se filiou em cima da hora? pois é, Itamar Franco assinou ficha em maio de 1992, quando o governo Collor já enfrentava uma grave crise de popularidade. Então, Itamar foi eleito pelo PRN junto com Collor, mas deixou o partido após uma reforma ministerial feita em abril daquele ano. Em 2 de outubro, assumiu como presidente interino após abertura de processo de impeachment que viria a ser aprovado em dezembro.

Que tal o Presidente Temer vice de Dilma Roussef, esse MDBista que tomou posse em função do outro impeachment? Ele também veio a reboque, e sabemos muito bem de qual partido. É, do PT mesmo, aquele que dirigiu o país por mais de 14 anos, que afundou nosso barco em uma “marolinha” tisunâmica decantada pela molusco que presidiu o país com seus nove tentáculos. O curioso é que a lula dos moluscos cefalópodes originais tem dez tentáculos, oito para capturar e dois com a função de reprodução. A outra curiosidade sobre esse molusco vem bem a calhar, cefalópode é uma palavra que vem do grego e quer dizer “pés na cabeça”, o que pode explicar tudo.

E o mais estarrecedor, desde 15 de março de 1985, exceto em três ocasiões, uma com Antônio Carlos Magalhães do PFL (entre fevereiro de 1997 e fevereiro de 2001 – por quatro anos), Edson Lobão, também pelo PFL (interinamente durante quatro meses de setembro a dezembro de 2001) e Tião Viana do PT (também interinamente por três meses entre outubro e dezembro de 2007) todos os presidentes do Senado foram do (P)MDB.

Depois disso tudo ainda tem gente querendo recolocar um deles, o mais polêmico sobrevivente da já despejada velha política novamente na Presidência do Senado com dois argumentos, sua “experiência” e para  manter a tradição. Não podemos permitir que uma sandice dessas possa persistir em um momento tão importante para o futuro do nosso país.

“Nada, absolutamente nada, justifica a continuidade dessa contraditória tradição e mais, não podemos manter o Senado da República presidido por um político comprometido com tudo que o país está buscando afastar.”

Precisamos acabar com o domínio hegemônico de um grupo que desde 1985, o primeiro governo civil, vêm presidindo o Senado Federal em uma permanência no mínimo condenável, vez que esta pode ser uma das causas da decadência moral das instituições do país, inclusive dos outros poderes que juntamente com o Legislativo deveriam estar cumprindo seus papéis constitucionais de forma transparente, ética e com a necessária alternância.

Que a chegada do Novo Ano inspire os Senadores da República e Deputados Federais a continuar a faxina moral, ética e política que ansiamos, da qual tanto necessitamos e pela qual continuaremos a lutar.

AMIZ($)ADES

Somos levados a desenvolver certo tipo de AMI$ADE quando entramos na vida adulta.

Razão porque abduzidas pelo interesse desmedido e pela busca do sucesso financeiro certas pessoas passam a se importar cada vez mais com “quanto vão ganhar” e cada vez menos com as consequências (para si e para os outros) de “como vão fazer isso”.

Assim, aos poucos vão deixando as verdadeiras AMIZADES, aquelas cultivadas no companheirismo e conquistadas pelo coração em segundo plano na medida em que as substituem pelas AMI$ADES alimentadas por interesses mesquinhos na busca pelo sucesso social e econômico.

“O contrasenso de priorizar o lucro como principal resultado é que agindo dessa maneira sobem na escalada social, mas descem em relação a afeição e perdem os(as) verdadeiros(as) amigos (as)”.

Para aquelas pessoas com quem estiveram juntas na infância e na juventude os(as) interesseiros(as) reservam um sentimento parecido com a amizade, mas que não passa de saudade, já que é nostálgico como uma tristeza sem causa.

Esse tipo de AMI$ADE que muitos cultivam ao chegar a idade adulta só serve para alimentar a conta bancária e o ego, resultado dos relacionamentos profissionais administrados pelos negócios e pela política, restando muito pouco, quase nada, em relação àquele outro tipo de relacionamento a AMIZADE com “Z”.

Bolsos e bolsas passam a ter importância maior que argumentos ligados as conquistas sinceras de coração, contribuindo para que esse sentimento não mais remeta ao apreço das relações desinteressadas entre as pessoas, mas sim ao lucro que elas representam.

E ainda dizem que esse processo é tido e justificado como uma evolução nas relações humanas.

No que se refere a AMIZADE com “Z”, aquela do tempo em que um(a) amigo(a) representava segurança, carinho, compreensão, alegria e até tristeza quando solidária, essa continua a existir entre nós, basta querer, basta chamar.

O Estádio Presidente Dutra – É na dificuldade que surgem as oportunidades

O Estádio Eurico Gaspar Dutra, mais conhecido como Dutrinha, continua pouco utilizado enquanto as autoridades ignoram suas parcas necessidades alegando dificuldades financeiras.

Esta situação aparentemente sem solução de curto prazo,na verdade representa excelente oportunidade aos empresários aqui instalados ou mesmo àqueles de fora que tenham interesses na região, além, naturalmente, do próprio governo.

Tomadas as devidas precauções temos aqui uma daquelas situações onde fatores positivos passam despercebidos em um cenário desfavorável no qual poucos se dão conta devido à situação econômica do momento.

Vamos a alguns fatos:
1. Trata-se de uma histórica praça esportiva construída em 1952 e muito bem localizada no Centro-Sul de Cuiabá, tendo sido o principal campo de futebol de Mato Grosso desde aquela época até 1976, quando da inauguração do Estádio José Fragelli, o Verdão;

2. Tem vocação especial para abrigar os eventos do Rugby e Futebol Americano, duas novas modalidades de esporte por aqui com potencial extraordinário para utilizar suas instalações;

3. Recuperado, pode continuar a receber os jogos de futebol de campo das categorias menores tanto locais quanto regionais, no masculino e no feminino;

4. Devido sua localização e dimensões tem natural vocação para espaço cultural, esportes e shows ao ar livre;

5. Seu custo de manutenção é relativamente baixo comparado à Arena Pantanal;

6. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico de Cuiabá em 1990 através de proposta do então Vereador e atual Prefeito Emanuel Pinheiro (Lei Municipal nº 2.671de 25/05/1990);

7. Em 2015 foi fechado para reformas. Sua recuperação e merecida incorporação ao espaço público municipal pode ser oferecida à iniciativa privada para que, em parceria formal com o município, passe a ser administrado e explorado neste formato (resguardas as exigências legais e os direitos de acesso e utilização da população através de Lei específica).

Teríamos então uma Arena Municipal com possibilidades viáveis de gestão e exploração comercial voltada a eventos e atividades esportivas como aquelas que não devem ser levadas à Arena Pantanal devido aos elevados custos.

Esta sugestão visa mostrar alternativa de solução à Prefeitura de Cuiabá para que possa atender ao clamor de seus munícipes sem prejudicar o erário público.

Em outubro de 2015 uma comissão formada pelo Ministério Público juntamente com a Polícia Militar, a Prefeitura de Cuiabá e a Federação Mato-grossense de Futebol chegaram a conclusão que a recuperação do Dutrinha estava estimada em aproximadamente R$ 400 mil.

Se levarmos em conta o volume de investimentos feitos em propaganda e marketing por grupos empresariais, pelo próprio Município e pelo Governo Estadual fica clara a oportunidade a que me refiro no título deste texto.

Se for para apresentar uma imagem ao público da capital visando resultados econômicos, financeiros, políticos e sociais de longo prazo esta é uma boa, rara e viável oportunidade que se apresenta.

Sou do Mato Grosso

Perguntaram a um cidadão qual sua origem e ele prontamente respondeu – Sou do Mato Grosso.

Que me perdoem os mais letrados, mas essa resposta também precisa ter aceitação.

Ela tem valia para muitos de nós matogrossenses, todos senão.

O amor por essa terra nos faz assim, os de “tchapa e cruz” e os “paus rodados”, como não.

Ser matogrossense é algo tão especial que supera qualquer sentimento, até a própria razão.

O motivo? Ah… esse vem do fundo mais profundo do coração.

Surge no amor nativo dos na terra nascidos e florece no peito migrante dos filhos por opção.

É um sentir especial em todos instalado, sem distinção.

Por isso mesmo merece e faz sentido aquela afirmação.

Alta e bom som, de qualquer forma, mesmo errado, já que pura paixão.

Não, não será a gramática quem nos dará definição.

Este é um sentimento sincero que nasceu e já está entranhado em nossa razão.

Pode até ser errado usar o artigo definido “do” naquela declaração.

Fato que pouco importa porque ela não necessita precisão.

falar sobre o que sentimos por ser “de” Mato Grosso é resposta dita com enorme paixão.

É algo que está em nossa alma e vive, como já dito, em nosso coração.

É um sentimento intenso, tão sublime que o teremos para sempre com sincera devoção.