O fracasso do grande golpe

Vocês já pararam para pensar porque a criação do grupo de países social-comunistas subamericanos autoproclamado Foro de Saint Paul aconteceu em um país chamado Bracil?

Esse foi o primeiro sinal do esquema para que Lola substituísse Fudel como o grande líder, em que pesasse a aparente proeminência de Trancas, sempre ao lado do decadente ditador cubabenho como um papagaio de pirata. Fato é que os dois e seus sucessores passaram a depender da tutela de Lola.

Para começar a entender o esquema montado basta lembrar que Lola bancou indiretamente as eleições presidenciais dos candidatos dos países membros do Foro de Saint Paul através das propinas repassadas pelas empresas bracileiras que executavam obras em todos eles como está sendo demostrado pelas investigações em andamento por todo o continente.

A partir daí Lola começou a investir maciçamente na estratégia de torná-los cada vez mais dependentes do apoio bracileiro com a permanência dos investimentos nas obras de infraestrutura daqueles países desde que financiadas pelo Banco Nacional do Desperdício Social e Econômico – BNDSE e executadas por empresas bracileiras.

Um golpe de mestre, pois unia assim duas estratégias para alcançar seu objetivo. A primeira pela amarração financeira dos governos locais através dos financiamentos do banco estatal bracileiro e a segunda pela arrecadação de fundos para a sustentação financeira de seu plano de poder.

Por outro lado, com o agravamento da saúde de Fudel ficou claro que o esquema não tinha outra opção para substituí-lo no plano de comunização dos países que fazem parte do continente subamericano senão ele mesmo, Lola, exatamente como maquiavelicamente planejado.

O que não contaram era com a incompetência dentro de casa a começar pelo processo que ficou conhecido como mansalão e terminando com a disputa interna de Lola com a pessoa que escolheu a dedo para cobrir sua quarentena obrigatória no governo do Bracil uma vez que o cérebro por detrás de tudo e seu sucessor natural havia sido desmascarado, julgado, condenado e preso. Enquanto isso, a ocupanta do cargo em questão teve a petulância de afrontar tudo, inclusive Lola, para se reeleger em um contragolpe tão devastador que acabou por destruir o maior projeto de poder bancado pela corrupção de que se tem notícia no mundo.

Na sequência dos fracassos do plano de poder continental veio a continuidade da Operação Limpa Rápido, o julgamento, condenação e prisão do próprio Lola e a derrota de seu poste na eleição presidencial. O resto virou história, a história das derrotas eleitorais de quase todos os governos envolvidos em corrupção na America do Sub e o final catastrófico do grande golpe.

OBS: Por se tratar de uma ficção os nomes, eventos e locais foram inventados.

O conluio do terrorista americano

A falta de nexo com a realidade fez com que a parte da imprensa que insiste em reagir contra as mudanças no raciocínio das pessoas em relação às mídias tradicionais viva uma verdadeira tempestade perfeita de notícias.

Por incrível que pareça seus articulistas continuam a apostam nos azarões mesmo sabendo que suas pernas vão sendo quebradas a cada carreira que enfrentam na disputa pela verdade.

Prova disso é que todas as notícias divulgada referentes às mensagens roubadas e manipuladas pelo terrorista protegido pelos privilégios de seu marido deputado deram chabu. Não convencem nem a claque que costuma ser contratada a pão com mortadela, tão incipientes se mostram frente a mais simplória das análises, desde que séria.

Fossem consistentes não teriam promovido aqueles tristes festivais de grosserias e impropérios acontecido durante a visita voluntária do Ministro Moro às duas casas legislativas que em risíveis truculências tentaram, deputados e senadores em franca decadência moral, transformar em intimidação.

Dai, depois das comédia bufa encenada nos dois circos mambembes de Brasília o autor, diretor e contrarregras da peça teatral em questão foram desmascarado e vêm escancaradas suas armações combinadas com políticos de esquerda. Aquela mesma esquerda que desde sempre tenta sem sucesso dominar não só o Brasil, mas a América do Sul como um todo.

Essa esquerda incompetente que comandou o país por tantos anos foi incapaz de desenvolvê-lo devido sua forma demagógica de fazer política e que a fez não priorizar o desenvolvimento do país para desviar boa parte de nossos poucos recursos financeiros para seus partidos e outras republiquetas dominadas por títeres e ditadores de esquerda.

Seus interesses escusos ficam cada vez mais expostos na medida em que insistem em usar de artifícios ilegais para soltar aquele que faz por merecer a ridícula auto-proclamação de que “ninguém na história desse país fez algo igual”, coisa que somente um pândego alcoolizado é capaz de dizer ou fazer, dependendo do ambiente em que está.

Meu querido São Benedito

Domingo participei da procissão em sua homenagem como faço todos os anos.

Desta vez foi diferente a começar pelo trajeto adaptado para um percurso alternativo com saída pela Rua Corumbá estreita e desgastada o que tornou a caminhada complicada em comparação como quando é feita pela Avenida Rubens de Mendonça, mais adequada à multidão de devotos na maioria com idade avançada para caminhar naquelas condições.

Outra mudança sentida São Benedito, foi que enquanto nós fiéis rezávamos fervorosamente seu terço fomos surpreendidos por palavras que não deveriam ser ditas em um evento voltado à fé religiosa e em seu louvor, principalmente porque eram intenções políticas disfarçadas como partes naturais desse evento da religião cristã católica.

Ao contrário das tradições beneditinas os puxadores também cantaram música de protesto o que não agradou as pessoas que lá estavam, razão pela qual não foram acompanhados por ninguém naquele momento. O mesmo pode ser dito sobre as descabidas palavras inseridas nas leituras dos mistérios do terço e que se referiram a eventos externos à razão da procissão e da religiosidade de seus devotos.

Fossem adequadas à nossa profissão de fé as propostas advindas de algumas falas não deveriam estar voltadas a contestar as ações do governo em defesa da soberania nacional sobre a Amazônia. Área que até bem pouco tempo vinha sendo ocupada por diversas organizações religiosas estrangeiras e não governamentais para explorar as riquezas da floresta e a inocência dos nossos povos indígenas, estes, desde sempre mantidos tutelados a despeito de suas próprias auto determinações.

A continuar assim veremos a procissão em seu nome tomar rumos alternativos exceto pela desnecessária, mas tradicional diferenciação entre festeiros e fiéis participantes o que nunca esteve de acordo com suas convicções religiosas segundo as quais ações beneméritas e voluntárias deveriam ser anônimas e desinteressadas.

Como sempre faço termino minhas orações pedindo sua benção…Amém!

Lá se vão 300 anos…

Das varandas dos apartamentos é fácil perceber como Cuiabá cresceu através da expansão de sua área urbana.

Cresceu tanto que se tornou uma metrópole levada por avenidas e pontes a mesclar seus habitantes com os de Várzea Grande sua cidade irmã. O rio que lhe dá nome e que para alguns as separa sempre foi o elo de união que as tornou uma só desde tempos imemoriais.

Este mesmo rio foi o caminho percorrido pelos bandeirantes que para cá vieram a mais de três séculos e para a maioria das pessoas que daqui saia durante muitos anos. Poderíamos até chamá-lo de rio-estrada por ser o único meio de acesso a essa região durante o primeiro período da ocupação do sertão do centro-oeste e por sua efetiva contribuição na expansão de nossas fronteiras até nos tornarmos o maior país do continente sul-americano. Coincidência ou obra divina o Centro Geodésico aqui está desde que Rondon, o maior sertanista desse país o determinou e implantou.

O preço do progresso veio sendo cobrado aos poucos e mais efetivamente desde o início da década de 70 como que referendando o Plano Nacional de Desenvolvimento – PND, implementado pelos governos militares para promover a descentralização e a interiorização do desenvolvimento do país o que colocou Cuiabá bem no meio desse processo.

Assim, do quase isolamento Cuiabá passou a ser uma excelente oportunidade e propiciou que muitos para cá viessem fazendo a cidade receber os efeitos benéficos e também os colaterais do progresso já que teve que conviver com o rápido e descontrolado aumento de sua população.

Essa bem-vinda circunstância passou a interferir na bucólica cidade fazendo com que aquele modo de viver que foi determinante para a formação da cultura cuiabana, fortemente caracterizada pela simplicidade, alegria e receptividade fosse aos poucos se adaptando aos novos tempos.

De outro lado a paisagem arbórea que durante muito tempo determinou seu apelido de Cidade Verde está cada dia mais distante, tanto que para muitos hoje só é percebida através de frestas por entre os edifícios.

Se já está difícil ver os coloridos contrafortes de Chapada dos Guimarães ou as serras que se mostravam ao longe no rumo de Rosário Oeste o que dizer então do morro de Santo Antônio que agora só pode ser visto de algumas partes de cidade ou quando se tem a oportunidade de ir ao vizinho município que recebeu seu nome.

Certo é que o progresso descontrolado e mal administrado trouxe junto a poluição que acabou com a saúde do rio obrigando a população a adaptar seu paladar ao sabor dos peixes que são criados fora de suas insalubres águas ou mesmo trazidos de longe onde a pesca ainda não foi contaminada pela má influência da cidade.

Só os mais antigos se lembram dos pescadores deslizando em suas peculiares canoas por debaixo da ponte Júlio Müller. Naquele tempo os cuiabanos compravam peixe fresco diretamente da fonte, quando eram guardados vivos nos jacás de bambu trançado, uma das tradições ribeirinhas que o progresso exterminou.

Tudo isso acontecia na rampa de acesso ao rio no bairro do Porto, bem perto das casas comerciais e residenciais onde os ribeirinhos aproveitavam a fartura do rio para jogar anzol na certeza de “matar” um bagre na minhoca ou uma peraputanga no pinhão.

Não era surpresa, mas dependia de saber a hora para encontrar os pescadores retirando do rio enormes pintados, cacharas e jaús que mal cabiam em suas rústicas canoas de tronco numa época em que ainda se pescava com rede, zagaia e espinhel. Aqueles gigantes de outrora sempre estavam acompanhados de pacus, pacu-pevas, jurupocas, jurupenséns, bagres, piavuçus e tantas outras espécimes que por aqui abundavam.

Quem mora na parte alta da cidade, ali pelo entorno do antigo quartel do 16° BC, hoje 44° BIM, sabe que lá ainda existe um pouco do saudável verde na paisagem urbana, mantido graças às velhas mangueiras, ingazeiros e outras árvores bem tradicionais da antiga cidade.

Com o passar do tempo aquela característica foi sendo apagada, assim como as edificações antigas foram dando lugar a prédios modernos sem muita preocupação com a preservação do patrimônio histórico a despeito do belo trabalho realizado em alguns deles como por exemplo o Arsenal de Guerra, o Colégio Senador Azeredo e a Escola Modelo Barão de Melgaço.

Entretanto, muito da história da cidade também foi sumariamente destruído como é o caso da Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, para citar apenas um, o mais emblemático de todos. Por mais que se dignifique a majestosa Basílica construída em seu lugar a antiga igreja jamais será apagada da memória daqueles que a conheceram e que não se conformam com seu injustificado fim.

O que ainda se vê é o inexplicável desleixo com o que resta do patrimônio histórico da cidade quer seja pelo poder público, quer pela inércia da população ao assistir passivamente a destruição de seu passado.

Guardadas as diferenças, esta vem sendo a sina dos espaços públicos como a Praça Alencastro que já foi jardim e hoje é parada de ônibus, da Praça Ipiranga que também já foi jardim e agora nem da para dizer o que é. Aliás, este também parece ser o destino de alguns eventos, festejos e tantos outros equipamentos públicos que para atender aos “planos de revitalização”, prefeito após prefeito, vereador após vereador, estão sendo descaracterizados e raramente recuperados em suas formas originais, principalmente quando utilizados para outras funções.

Infelizmente esse raciocínio tido como progressista acaba por prejudicar as tradições e história de Cuiabá.

Uma pena!

Tintim por tintim.

Quando mentiras são descobertas só existem dois caminhos a seguir, continuar mentindo indefinidamente ou entregar a verdade expondo-se à vergonha.

Poucos(as) têm coragem suficiente para encarar a segunda opção na esperança de que o tempo se encarregue de fazer com que suas mentiras sejam esquecidas. Enganam-se, foi-se o tempo em que a memória residia apenas na massa cinzenta do cérebro humano e com ela se extinguia.

Hoje, além daquela memória tudo que se fala e faz é guardado em variados sistemas de armazenamento o que permite sejam vistas e revistas de tal forma que a “pecha” de mentiroso(a) fará parte da história de cada um(a) para sempre, incorporando definitivamente esse “predicado” a seus conhecidos e deploráveis currículos.

É por causa dessas memórias que cada um dos atuais e futuros candidatos ao legislativo, ao executivo e aquelas pessoas que ocupam ou serão indicadas a cargos públicos desde o servente ao ministro do STF estão passíveis de verem seus históricos expostos, sem exceções.

As boas informações são o antídoto para as constantes declarações de desconhecimento dos atos e fatos cometidos por pessoas públicas, seus asseclas e até mesmo por aqueles que ainda não enveredaram por essa seara de mentirosos compulsivos. Nada como uma boa pesquisa em arquivos e bancos de dados para encontrar as mentiras de cada um(a) ou mesmo suas inconvenientes verdades.

O melhor de tudo é que não precisa ser um hacker a serviço de interesses escusos para pesquisar o passivo ignóbil dessa gente ruim que infesta nossa história. Pelo contrário, com o avanço da tecnologia de comunicação basta um celular para escarafunchar a vida de qualquer um(a) porque ela agora está a apenas alguns cliques das pessoas comuns.

Se serve de aviso, informo aos navegantes que o povo está de olhos abertos sobre tudo o que acontece e prontos para escancarar o que souberem, tintim por tintim.

Verdades e mentiras jamais serão esquecidas.

O que temos aqui?

Afinal o que temos aqui, um Executivo sem proposta, um Legislativo sem resposta ou um judiciário sem juízo?

É complicado fazer esta pergunta quando 47 senadores acabam de votar contra o desejo da maioria da população do país expresso em plebiscito, até porque isso vem confirmar que os egos daqueles senhores e senhoras são maiores que a importância que dão às pessoas que os elegeram.

Sim, porque assim demonstraram não se importar se todos(as), exceto eles(as) próprios(as) e seus familiares, poderão ser vítimas dos deficientes sistemas de segurança ao continuarem expostas a sofrer as consequências de políticos que de um lado dificultam a melhoria da eficiência das polícias e do outro eliminam a possibilidade de autoproteção dos indivíduos. Esquecem que mesmo seus caríssimos aparatos de segurança parlamentar não conseguirão estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

A verdade é que o Executivo está sim disposto a trabalhar, já do Legislativo e do Judiciário não podemos dizer a mesma coisa porque estão ocupados a procura de formas para impedir o governo de avançar sem que sejam responsabilizados por isso.

No fundo estão demonstrando receio de um Executivo cada vez mais forte caso consiga implementar suas propostas nos prazos a que se dispôs. É por isso que fazem de tudo para colocar barreiras na intenção de frear ou mesmo impedir a tramitação das propostas enviadas para exame e aprovação.

Fica impossível, até ridículo tentar justificar tal postura uma vez que desde o início do ano estão “analisando” propostas do governo ao mesmo tempo em que insistem no discurso de que é o governo quem não tem propostas. Lá estão a reforma da previdência, o decreto de ampliação do porte de armas (este que senadores acabam de votar contrariando o plebiscito de 2005), a reforma da educação, a tributária, as propostas de mudanças na área de saúde, de segurança e todos os demais projetos e medidas provisórias apresentadas pelo Executivo.

Quer um exemplo? Basta lembrar que a equipe de governo trabalhou meses, talvez anos, para estudar e propor um novo sistema previdenciário aí os ilustres deputados reúnem meia dúzia de “experts” a seus serviços e em poucos dias transformam a proposta do governo em um substitutivo com a única e exclusiva intenção de dizer que a proposta aprovada será a sua. Como se isso fosse a coisa mais importante para a solução da crisa na previdência, razão porque não se importam se ao afinal serão parte do problema ou de sua solução.

Assim, como visto anteriormente, quando permitem o lento caminhar dos assuntos o fazem através de substitutivos. É o que é um substitutivo senão o resultado da desconstrução e reconstrução com outras digitais de uma mesma proposta, só que desta vez com as inserções dos penduricalhos de sempre e para beneficiar alguém ou alguns dos seus interesses.

O povo está ficando sem respostas do Executivo porque os outros dois pés do tripé estão tentando colocá-lo de joelhos. Parecem não saber que o desequilíbrio poderá derrubar o país e não só o governo.

A aceitação da ignorância

Sabe aquele quadrado enorme com bordas amarelas e interior vermelho que o Corpo de Bombeiros exige sejam pintados/colados sob caixas/extintores de incêndio de parede e que a gente encontra em prédio públicos, comerciais e residenciais?

Pois é, todas as vezes que me deparo com uma daquelas coisas horríveis me vem à cabeça o descalabro intelectual em que nos metemos ao aceitar passivamente sermos tratados como incapazes funcionais a título de proteção contra nós mesmos.

Algo parecido aconteceu dias atrás em relação à polêmica das cadeirinhas para o transporte de crianças em veículos quando da aprovação de resolução do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, sobre a utilização dos dispositivos de retenção (cadeirinha) para crianças de até 7 anos e meio. Olhando pelo prisma das responsabilidades individuais vem em minha mente a seguinte questão: Se somos cientes de que cabe a nós cuidar para que nossas crianças e nós mesmos estejamos em segurança porque propor e regulamentar leis que nos submetem ao que é nossa obrigação?

Se os gestores públicos e políticos chegaram a conclusão de que somos incapazes ou inconsequentes não será uma lei, muito menos uma multa que irá modificar nosso comportamento em relação a isso, mas certamente procedimentos dessa natureza são a confirmação de que estamos nos dando atestados de ignorância. Caso não tenham percebido, é assim que estamos sendo qualificados ou seja, como pessoas que não têm conhecimento, cultura, estudo, experiência ou prática. (como descrito nos dicionários em relação ao adjetivo ignorante).

É preciso saber diferenciar as situações em que se age “por” ignorância daquela em que se age “na” ignorância. Assim, se incorremos em erro de forma involuntária estamos agindo por ignorância devido à falta de conhecimento. Mas se o erro for cometido por falta de civilidade e de forma voluntária ele será cometido deliberadamente na ignorância.

Tanto na primeira como na segunda situação a ignorância pode ser eliminada através da oferta de conhecimento e pelo exemplo, o que se obtêm desde cedo na relação familiar entre pais e filhos, passando depois através de aulas teóricas e práticas de cidadania nas escolas e universidades.

O exemplo de que devemos respeitar o espaço e a opinião dos outros vem primeiro através da convivência com pais no dia a dia, onde se aprende que obter vantagem deve ser ensinado como uma ação que vem do mérito de dizer a verdade, fazer a coisa certa, de forma legal e respeitosa, mas nunca como resultado da safadeza, da falcatrua e da mentira.

As escolas precisam mostrar a importância do conhecimento como um dos fatores que levarão a redução das diferenças, a eliminação dos preconceitos, o alcance dos objetivos e principalmente na relevância do comportamento pacífico e construtivo que o ambiente de estudos precisa ter para levar adiante a missão de ensinar, de transmitir corretas noções de respeito ao próximo, de cidadania e de civismo.

Será que estamos perdendo o senso de responsabilidade ou sendo levados a submeter nossas vidas a uma espécie de síndrome de dependência punitiva para o ente público?

A ignorância não se combate com leis e decretos, muito menos com multas, ela é resultado da falta de informação e só poderá ser vencida pelo conhecimento. A adoção de politicas punitivas para substituir a ignorância ao contrário de reduzi-la acaba por confirma-la através da substituição de valores morais por regramentos legais que nada transmitem senão o conceito de que a punição bastará para a regularização do cotidiano, das relações humanas, da vida enfim.

Bertold Brecht, dramaturgo alemão, disse que a ignorância política é que gera o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio da empresas e multinacionais. Eu complementaria dizendo que a ignorância é a estratégia utilizada pelos políticos para manter a população desinformada e controlada através de leis e decretos que regulam a vida de modo a impedir que o conhecimento lhes remova os cabrestos.

O futuro a Deus pertence

O Congresso Nacional está a ponto de conseguir o que deseja, ou seja, exatamente o que nós cidadãos comuns não queremos.

Afinal, foram eleitos para cuidar do que? De seus currais eleitorais, de seus grupos funcionais e sindicatos sanguessugas, das benesses com que vivem ou do futuro onde viverão nossos filhos e descendentes?

Não é possível continuarmos submissos a um colegiado de indivíduos de tão baixa categoria em um lugar onde deveriam estar somente homens e mulheres decentes, honestos, com caráter íntegro e honrados. Mas não, nada disso lhes interessa senão o prazer sórdido de poder mostrar ao Executivo sua força em um momento tão significante para nosso futuro. Acontece que junto à sua força acabam por expor ainda mais sua reles insensatez.

Fato é que estão condenando o pais a um futuro parecido com esse horrível presente que hoje tanto faz sofrer os desempregados, que aumenta a desigualdade, que causa insegurança, que marginaliza a juventude e que submete nossa nação à ignorância.

O que esperar do futuro? Duvido que tenham respostas consistentes para essa pergunta, pois não têm capacidade para entender o presente, quanto mais para explicar o que estão fazendo em relação ao nosso futuro. Resta-lhes envernizar suas caras de pau, submergir seus raciocínios covardes ao inusitado e responder dizendo que o futuro a Deus pertence. Até porque, deles(as) nada receberemos a não ser a certeza de que daqui para a frente tudo será incerto.

Acham que assim, ao corroer as necessárias mudanças em nosso sistema previdenciário e abalar ainda mais nossa combalida economia, estarão defendendo o social. A ignomínia desse Legislativo não tem limites porque é fruto de uma nação corrompida pelas espúrias maquinações de congressistas que ainda se movem embalados pela usurpação do poder do povo desde a Constituinte de 1988.

Estes que ai estão aprenderam tudo muito bem com aqueles outros maniqueístas que modificaram a antiga Constituição e depois mentiram dizendo que assim a tornaram “cidadã”. Fomos enganados tanto naquela ocasião como estamos sendo agora.

MENTIRAM, MENTIRAM, MENTIRAM E CONTINUARÃO A MENTIR como cafajestes políticos travestidos de falsa nobreza em atos indecentes contra o povo que os elegeu e neles confiou.

Alegam aos desinformados que estão lutando pelos direitos de todos, quando na verdade estão é acabando com eles ao fazerem de tudo para primeiro preservar direitos por eles e para eles mesmo constitucionalizados ano após ano, bem como de cúmplices e apadrinhados que como eles se locupletam do dinheiro público.

Se aquele Deus a quem submetem nosso futuro for o mesmo que nos protegeu até agora ainda restam esperanças de que possamos reverter o que de ruim aconteceu nesses anos todos, mesmo que para isso tenhamos que ir a luta.

O que é a verdade?

Esta foi a última pergunta de Pilatos a Jesus quando o interrogou a pedido de Caifás e seu Sinédrio.

A verdade de Jesus não se restringe àquilo que Ele disse, vai além, a verdade Dele está no que Ele fez desde seu nascimento, culmina com sua morte, persiste até hoje e permanecerá eternamente.

Por outro lado, para Pilatos não houve resposta, o silêncio de Jesus ficou em sua mente e o atormentou até o suicídio.

Naquele ocasião Pilatos era juiz e júri. O que fez sendo a única instância foi deliberar consigo mesmo, condenar Jesus à morte e lavar as mãos.

Será a trama sinistra engendrada pela esquerda inconsequente capaz de colocar a verdade da Operação Lava-Jato em dúvida?

Teria a tentativa de desconstrução das condenações provadas, comprovadas e julgadas sobre o maior mentiroso de nossa história origem no Sinédrio de Brasília?

Sim, as perguntas são pertinentes porque eles sabem que se agirem como naquele julgamento público e perguntarem à multidão quem deve ser condenado o povo ou o corrupto a resposta será a mesma ou ainda mais retumbante que a dada nas eleições de 2018.

Terão os dois Caifás do Legislativo coragem de afrontar a multidão e condenar o país à crucificação com o apoio do Pilatos do Judiciário?

Resta aos conspiradores a escolha entre arrepender-se ou cumprirem juntos a sina do sinistro fim de Pilatos, neste caso o fim na vida política.

“E conhecereis a verdade, é a verdade vos libertará”. João 8:32

Professores e alunos

Em meio a toda essa discussão sobre a tão necessária reforma na educação, contingenciamentos, passeatas e carreatas encontrei no final da tarde um dos homens com quem tive a oportunidade de aprender.

Batemos um breve papo sobre o passado e o presente, recordamos amigos comuns e nos despedimos, afinal estávamos comprando o pão do fim de tarde para nossas famílias e havia pessoas a nossa espera. Espero um dia poder estar com ele, juntamente com outros amigos e colegas, para termos a oportunidade de extrair daquele ilustre mestre um pouco mais de sua sabedoria.

Pessoa discreta é dedicada ao seu trabalho e profissão, levava a seus alunos desde os tempos da Escola Técnica Federal de Mato Grosso, a saudosa ETFMT, até seu brilhante período de aulas na UFMT, o conhecimento como quem leva alimento a quem tem fome.

Seu profissionalismo e personalidade foram tão importantes que vários de seus alunos nele se inspiraram para seguir com brilhantismo a carreira de professor e se puseram a ensinar tornando-se, como ele, ilustres engenheiros e respeitáveis mestres.

Assim eram naqueles tempos os relacionamentos entre professores e alunos. De um lado o saber e do outro o aprender, em uma simbiose simples e direta como deveria ser e era, porque existiam inquestionáveis interesses comuns entre as partes, tais como a ética, o conhecimento e a dedicação à profissão de engenheiro(a).

Havia sim os movimentos estudantis, que desde aquele tempo se diziam apartidários como, aliás, está no próprio estatuto da UNE, mas já era perceptível sua contaminação pelas ideologias que persistem até os dias de hoje. Aliás, foi onde conseguiram sobreviver a ponto de se tornarem o principal instrumento da infiltração intelectual, difusão de ideias e instrumento de subversão das escolas e universidades públicas no país.

Mas vamos lá, o motivo do texto é dar um exemplo do professor e sua missão e não dos que negam tudo peremptoriamente, inclusive a aprender, parafraseando seu principal mentor frente a acusação de corrupção na CPI do Mensalão.

Dedicado ao Engenheiro Civil, Professor e amigo Reniel Pouso Filgueira.

Como um qualquer

As constantes e reincidentes falhas na interpretação e manipulação dos fatos estão tornando a incapacidade dos analistas políticos e econômicos cada vez mais evidente porque não conseguem se adaptar à evolução dos meios de comunicação e por não perceberem que as pessoas irão checar suas “notícias” com esse aparelhinho chamado celular que está ao alcance de todos.

Estão como que acometidos de uma doença crônica que além de tudo está se tornando incurável no ponto de vista do cidadão comum que “ainda” os lê ou assiste. As maquinações do mundo político passam por uma exposição dos fatos mais do que evidente e interpretá-los passou a ser uma atividade individual e não mais coletiva como teimam em tentar fazer prevalecer.

Hoje qualquer um pode expor seu ponto de vista sobre determinado assunto antes mesmo deste se tornar notícia ao ser publicado, basta um celular na mão.

Quem sou eu para estar falando sobre isso? Este é o âmago da questão a que me referi a pouco, sou “um qualquer” que tem celular e acompanha os fatos e não mais as notícias.

Essa realidade também coloca em estado de estupefação catatônica economistas, sociólogos e políticos, desorientados pela forma isenta, honesta e conservadora de fazer política que passou a vigorar . Não acreditam no que estão vendo e por isso mesmo não aceitaram o óbvio e ululante sucesso de um ex-governo que apenas e tão somente fez o que disse que iria fazer e por isso foi eleito.

As notícias, como continuam a ser transmitidas, estão sendo construídas a partir de interpretações de articulistas e analistas que em grande parte se submetem à linha editorial adotada pela empresa que lhes paga o salário, razão pela qual estão distantes da realidade, aquela mesma que as pessoas vivem em seu dia a dia.

Chega a ser ridículo assistir as projeções dos fatos sob a visão de profissionais que deveriam estar a repassa-los como o são e não como acham que deveriam ser. Erram em quase todas as interpretações do que entendem vai acontecer e são incapazes de reconhecer a verdade quando esta se estabelece.

Tudo cabe no celular, tudo é passado e repassado para amigos, parentes e até para os que não concordam com o que pensamos porque tudo, absolutamente tudo, está sendo visto e gravado por “um qualquer” que presencie o fato.

Como disse certo jornalista: – Vamos aos fatos, mas por favor parem de interpretar o futuro como cartomantes.

O corporativismo político é endêmico

O corporativismo político é endêmico e tão antigo quanto a posição daqueles que insistem em colocar seus planos e interesses a frente dos problemas brasileiros.

Bolsonaro foi eleito Presidente da República e imediatamente também eleito desafeto número um dos políticos à moda antiga, aquela das repúblicas das bananas, onde tudo se tira do povo, em nome do povo, só que para eles mesmos e seus parceiros. E olha que de parceiros podemos elencar uma penca de outros beneficiários do erário público, desde o próprio legislativo, apadrinhados , empresas, passando pelo executivo e alcançando os píncaros do judiciário.

A coisa toda se dá porque o presidente eleito se posicionou desde o princípio e dentre outras coisas contra um certo rito processual das duas casas do legislativo, aquele que trata das matérias que se destinam a brindar seus membros com propostas que se traduzem em benesses.

Se contestadas, cabe ao judiciário, sempre parceiro nesses assuntos, chancela-las mesmo quando eivadas das mais descabidas justificativas, sempre alegando a égide da independência dos poderes uma vez que delas também se beneficia através de uma espécie de osmose vinculativa por eles institucionalizada para os três poderes, a qual permite se imiscuam em cascata por todas as instâncias nacionais.

Já a nós cabe pagá-los calados, são leis e decretos constitucionalizados, portanto direitos adquiridos por aqueles e aquelas que se enquadram em seus termos, mesmo que moralmente indevidos e transferem muito para pouco e deixam pouco para muitos. Caso óbvio das diferenças entre as aposentadorias da cidadania comum em relação aos beneficiários dos três poderes da República.

Quer outro exemplo, vamos à prerrogativa especial para funcionário público de qualquer instância ter seu salário imediatamente aumentado ao concluir qualquer pós-graduação, são os adicionais de qualificação e ações de treinamento, o melhor de tudo é que são cumulativos, enquanto que no serviço privado este esforço permite apenas sua melhor preparação para enfrentar a concorrência.

Sempre ouço, leio e vejo pessoas se referirem a tais diferenças como devidas porque são fruto de seus esforços para consegui-las. Não há como discordar do mérito de qualquer esforço para torná-lo um benefício. A questão não está no mérito, muito menos na justa conquista, esta na desproporcionalidade entre direitos adquiridos quando olhamos o todo e não as partes separadamente.

Nada, absolutamente nada justifica essas gritantes diferenças, nem a manipulação da Justiça que as permitiu mesmo ciente de tamanha e injusta discrepância.

A César o que é de César, foi assim que Jesus respondeu aos que o questionaram sobre o direito à moeda em suas mãos. A frase estabelece a verdade sobre o que é justo, o que é injusto e a importância de saber a diferença entre as duas circunstâncias.

A Teoria da Constipação

Já ouvimos várias vezes serem aventadas teorias a respeito do que acontecerá de ruim com o Brasil no governo Bolsonaro. Desde as mais esdruxulas elucubrações mentais da esquerda desesperada até esta última, fruto da cabeça sociológica de certo ex-presidente que faz de tudo para confundir e não para esclarecer.

Os ex-ministros da área econômica e outros colaboradores de seu governo certamente não têm culpa dos impropérios que ultimamente saem de sua mente intoxicada por anos e anos de subserviência ideológica ao outro ex-presidente, aquele mesmo que foi julgado por cabalísticas três vezes em três instancias diferentes, condenado e preso.

Digo que seus ministros não estão envolvidos nos descalabros de sociólogo porque fizeram um bom trabalho na recuperação da combalida economia pós outro ex-presidente que só foi presidente porque o eleito sofreu impeachment.

Este ex, o sociólogo, não teve a menor cerimônia em sempre alardear como sua a criação o Plano Real durante seu mandado, inclusive os programas que seu ídolo, o preso, açambarcou como seus sem que reagisse. Sua vaidade e seu ego continuam tão grandes que até hoje não reconhece de forma justa o resultado do trabalho de sua equipe, exatamente o oposto do que costuma fazer o atual Presidente. Certo é que lhe falta a grandiosidade dos homens de bem, vez que cada vez mais apequena-se em seu cínico egoísmo.

A realidade é que ao citar agora José Sarney, outro ex-presidente que a seu molde dispensa apresentação, o sociólogo assume de vez seu estado de doentia inconsciência ideológica e coloca toda sua virulência à mostra quando diz que “o povo quer paz, emprego e compostura, sem impeachment”, frase maliciosamente engendrada para encobrir sua indisfarçável má vontade e mais profundo desejo.

Trata-se de pessoa que dada sua eclipsada situação política não tem ninguém nem nada para comparar, exceto a um estado de constipação onde a prisão não é de ventre, mas de mente. A causa dessa Teoria da Constipação é a mesma daquela outra, pois cheira tão mal quanto.

Minha posição.

Tenho me posicionado desde a eleições de 2018 de maneira clara e sincera sobre o que vejo acontecer em meu país. Melhor dizendo, em nosso país.

Venho expondo minha opinião com o rosto à mostra, sem medo, sem subterfúgios e sem mentiras. Nada do que escrevi foi inventado para tentar convencer alguém a mudar de opinião. Minha bandeira sempre foi e será verde e amarela e meu hino o brasileiro.

Hoje, após vencermos duras batalhas, uma tentativa de assassinato e várias orquestrações de descrédito ao grupo que se dispôs a trabalhar para a recuperação de minha pátria ouço com profundo desgosto o silêncio dos que sempre estão em cima do muro a esperar que outros vão à frente e resolvam tudo. Não podem sequer ser chamados de covardes porque os covardes fogem das batalhas e esses sequer tiveram coragem de se manifestar, são participes do mutismo que é próprio dos desclassificados.

É inadmissível ver grupos que se aproveitaram dos momentos de luta nas eleições agora tirarem o corpo fora alegando não comungar com o que pretendem aqueles que como eu irão às ruas dia 26 de maio para apoiar o governo. Só canalhas agem assim.

É ridículo ver os abutres da imprensa salivarem sobre o que pretendem seja a carniça sobre a qual querem banquetear. A esta altura não lhes interessa quem será o difunto, contanto que possam escrever o obituário.

Tudo o que vivemos agora é devido ao comodismo que assola o país a mais de 30 anos, desde que a tal da Assembleia Nacional Constituinte promulgou o que os mesmos mal-intencionados de sempre enchem a boca para chamar de Constituição Cidadã, mas que não passa da maior enganação engendrada pelo Legislativo para proveito próprio.

Ela não foi escrita para que o povo continuasse senhor único e absoluto do poder, mas sim para dele (o povo) receberem uma procuração em branco de modo que pudessem ir impondo suas condicionantes sem qualquer possibilidade de impedimento, vilipendiando assim a boa fé e destruindo as esperanças de seus eleitores por um país sério e justo para todos.

Através de suas manobras e interpretações obliquas foram regulamentando benefícios e constitucionalizando direitos a ponto de afrontar até o mais manso dos crentes em um país sem desigualdades.

Hoje se eriçam despudoradamente os pelos dos que querem ver o desabamento das propostas que pretendem mudar o rumo do Brasil. Querem manter o garrote apertado para que um novo rumo não lhes tire os privilégios e benefícios autoconcedidos que trataram de garantir definitivamente através dos termos do documento que poucas linhas atrás citei como enganação.

Nele se fiam para impor condições e impedir as boas práticas de gestão que tanto precisamos para sair do atoleiro em que nos metemos ao entregar o país a tanta gente sem escrúpulos, sem moral, sem civismo e sem vergonha.

Dele usam e abusam quando querem mostrar sua força mesmo que esse menosprezo implique em prejuízos ao país e descarada afronta aos desejos de maioria da população. Aliás, população que se tornou carcerária porque perdeu seus direitos, restando-lhe apenas deveres, salários baixos e impostos se comparados com o que têm deputados, senadores, procuradores, desembargadores, juízes, a casta superior do funcionalismo público e todas as demais classes de dirigentes do legislativo e do judiciário, principalmente os que perambulam pelas mais altas e bem alimentadas cortes do que deveríamos chamar de justiça, mas que não é.

Não desistirei da luta por um Brasil educado, justo seguro e promissor para todos.

Marcelo Augusto Portocarrero – Cuiabá/MT, 17/05/2019

Melhor cedo do que tarde … ou nunca.

Essa é uma situação daquelas em que se ficar o bicho come e se correr o bicho pega, razão porque não será fácil resolver a questão. Por isso mesmo o melhor é administrá-la como parece estar fazendo o Presidente desde que assumiu ou seja, dando tempo para que tudo se arrume sem sua intervenção direta como é o caso das reações corporativas de deputados e senadores às propostas encaminhadas pelo Executivo.

A esta altura dos acontecimentos já era de se esperar que nossos congressistas tivessem entendido o mal que fazem ao país ao adiar as medidas urgentes que estão sob sua responsabilidade. Mas não, demonstram  incapacidade de subsistir à eventual recuperação do país, mesmo que aos trancos e barrancos como pretendem impor. Agindo assim reafirmam não terem esquecido suas origens perdulárias e mercantilistas, quando não suas incompetências para sobreviver tendo que trabalhar no ritmo proposto pelo Executivo.

Está claro que ao contrário do que aconteceu no passado recente boa parte da população, senão a maioria, concorda com as propostas do governo em todas as áreas da administração pública, inclusive a educação. Até porque ele foi eleito com estes propósitos claramente expostos.

Deixar os embates dos temas polêmicos para depois manterá o governo sobre a pressão que o Legislativo parece pretender, situação que em nada contribui para que saiamos do torpor que muitos políticos inconsequentes querem manter.

Hoje sabemos a causa de seus temores graças a três deputados falastrões que a Globo News mostrou ao vivo e a cores no programa “Estúdio i” através da reportagem de um de seus articulista político que sabe muito bem quem eram os três, mas ficou mudo ou foi proibido de dizer seus nomes. A confirmação dessa reportagem veio durante a comemoração virulenta do “Dia do Trabalhador”, quando a intenção política de restringir o alcance da Reforma Previdenciária foi mencionada por certo deputado paulista.

Ainda é cedo para duvidar da capacidade desse governo mesmo porque a oposição e parte dos meios de comunicação faz de tudo para atrapalhar. Entretanto, o que se vê é que aos poucos o país está conseguindo superar as barreiras erguidas pela incompetência dos governos anteriores e daqueles que deveriam legislar a favor de seus eleitores, mas que parecem pretender impedir a recuperação econômica e social do país receando o sucesso de um presidente que como todos os outros que o antecederam foi eleito para fazer exatamente isso.

Mesmo assim avanços existem e são perceptíveis, só não vê quem não quer ou continua com os olhos vendados pela escuridão ideológica. Temos que dar tempo ao tempo e evitar a disseminação de notícias falsas e atitudes que em nada contribuem para a recuperação da situação caótica que entregaram a este governo que aí está.

O adiamento da discussão de outros assuntos envolvendo reformas estruturais dificultarão a recuperação econômica do país na rapidez e robustez necessárias, por isso aproveitar o momento da discussão da reforma da previdência e também tratar de questões importantes como as reformas da educação e tributária pode ser, ao contrário do que alguns pensam, a estratégia correta.

Outra frente de esforço contra as intenções do Executivo vem dos outros dois poderes. Vimos isso acontecer semana passada quando o STF aprovou por 6 a 5 (com o voto de desempate do seu deslustrado presidente) autorização para que as Assembleias Legislativas Estaduais a exemplo da Federal possam soltar seus deputados presos. Ao mesmo tempo a comissão legislativa que analisa a MP da reestruturação do Executivo aprovou retirar do Ministério da Justiça o Coaf em outra clara demonstração de que pretendem diminuir a importância de Moro e a capacidade de ação da Lava Jato. Uma afronta aos desejos da população e um teste à paciência dos eleitores que veem neste governo a possibilidade de resgatar o país da escravidão legalista que os mantem reféns.

Pensemos na questão do “enfrentamento de fato” com os opositores das propostas do governo como um evento que irá acontecer uma hora ou outro e que talvez seja melhor para o país que aconteça agora, no início do mandato quando ajustes podem ser feitos a tempo ou, em outras palavras, melhor cedo do que tarde ou … nunca.

Enfim, se podemos fazer alguma coisa é ficar atentos e aguardar o desenvolver dos acontecimentos. De resto, é preciso continuar acreditando e fazendo tudo que estiver ao alcance para ajudar, pois não faltam esperanças de voltarmos a viver em um país educado, saudável, seguro e próspero.