Chega de estórias

Fazendo uma retrospectiva nas estórias que nos têm nos contado os escritores, redatores e diretores de programas especiais, novelas, séries de televisão e do cinema nacional não há como deixar de compará-las com o que realmente aconteceu em nossa história e na de outros países também.

É como se “os nossos” estivessem tratando de assuntos relativos a pessoas que tiveram de se mudar às pressas e por isso mesmo colocado lençóis sobre as coisas antigas que ficaram para trás.

Aqueles sabem muito bem o valor do que foi deixado, mas suas propostas estão mais identificadas com a desconstrução do passado, razão pela qual muito pouco ou quase nada do que lá ficou é levado em consideração, só lhes interessa utilizá-las para escrever enredos novos e pouco realistas.

Parece até que nem sua própria origem interessa. Assim, seus roteiros usam o passado como pano de fundo apenas e tão somente para apresentar o que consideram importante no presente.

Esquecem que história é a ciência que conta em gênero, número e grau a passagem do ser humano pela terra, sua ação no tempo e no espaço. Mas não é isso que acontece, é quase tudo voltado para a construção de versões demagogicamente manipuladas, pouco se importando se com isso irão desconstruir o passado. Assim, quando para lá voltam seus olhos é principalmente para procurar algo errado, indelicado ou cruel, como se somente nisso estivessem os interesses das pessoas que irão assistir seus projetos ficcionais.

O intelecto daqueles só pode ter passado por alguma espécie de programação para o mal, pois a sensação que dá é a de que pretendem mudar o entendimento em relação aos tempos idos, de modo que reescrevem nossa história a seu bel prazer.

A impressão que fica quando lemos, vemos e ouvimos o que essa gente anda produzindo é de que pouco de bom e de bem foi feito no nosso passado vez que tudo não passa de estória, aquela forma pouco científica que encontramos em narrativas sem origem, de pouco veracidade e fora do contexto, posto não reproduzirem acontecimentos reais ou seja, a história factual propriamente dita.

Incerto futuro

As vezes, como agora, bate um incerto sentimento em relação ao futuro. Seja ele o nosso, o de nossa família, o de nosso país ou mesmo do planeta. O pior é que ele sempre está mal acompanhado de incômoda angústia.

Sem perceber e em razão das circunstâncias, na maioria das vezes somos induzidos a desenvolver raciocínios egoístas em relação ao que vem pela frente como se fosse algo que pudéssemos particionar, separando do todo só o que nos interessa ou afeta.

O pior é que quanto mais egocêntricos sejam nossos pensamentos e atitudes, mais nos enganamos acreditando serem aquelas as soluções dos nossos problemas, pouco nos importando se serão causa para os problemas dos outros.

Na verdade, precisamos entender que nosso incerto futuro cada vez mais depende de boas relações humanas, de ações comunitárias e de atitudes solidárias.

Diamantes em água.

– Estes são meus amigos! Chega a ser sublime poder pronunciar a frase.

Amigos são como diamantes em água, tão difíceis de encontrar que torna-se quase impossível possuí-los”.

Os políticos e o jornalismo de ocasião, aqueles que se ocupam de nos encher de lorotas têm caminhado de mãos dadas na manipulação da palavra “amigo“.

Vamos lá, buscar no conceito de amigo sua real e singela dimensão social que, a princípio, remete de uma solidariedade completa, para algo muito mais que fraternal.

A existência da amizade se dá entre as pessoas não importa o sexo, o grau de parentesco ou seus vínculos sociais, políticos e profissionais. Como sua base é o relacionamento, são o afeto, a compreensão e a confiança que criam este maravilhoso sentimento mútuo.

Alcançar este grau de relacionamento pode requerer anos de convivência ou simplesmente existir por acaso, como num toque Divino e de repente se tornar eterno.

O que se vê nas falas politizadas e reportagens manipuladas é a intenção proposital de confundir amizade com parceria, amizade com sociedade e amizade com cumplicidade a ponto de apresentarem este, um dos mais virtuosos sentimentos humanos, como algo dissimulado, até repugnante.

Um país para ser levado a sério

Depois reclamamos que não nos levam a sério!

Como desenvolver outro raciocínio a respeito de quem consegue transformar o maior desafio vencido pela justiça do país em piada?

O momento é muito mais de regozijo que de gozação, pois fez-se justiça. Aquela pela qual tanto ansiavamos, que não costumava usar sua venda quando o “paciente” carregava consigo interesses político-partidários, malas, mochilas e cuecas com conteúdo monetário de origem duvidosa. Mas precisamos tomar cuidado porque apesar da vitória obtida ela, a JUSTIÇA, ainda se mostra sujeita a interesses mesquinhos e carregada de conveniências demagógicas.

É hora de darmos alvíssaras a honestidade, de demonstrar nosso respeito e solidariedade aos que defendem a justa e perfeita aplicação da lei.

Devemos incentivar e agradecer aos que interpretaram a Constituição sem que interesses escusos estejam por detrás de seus atos.

Precisamos viver do esforço próprio, do trabalho honesto, da ação desinteressada, do amor ao próximo e no respeito às leis“.

Precisamos levar nosso país a sério!

UMA MÃO LAVA A OUTRA

Ultimamente essa expressão parece ter tomado vida, tão realista está se mostrando.

Estamos assistindo quase que diáriamente sua aplicabilidade ser colocada em prática por contumases usurpadores da boa fé dos brasileiros na justiça e de recursos públicos em seus malfeitos.

Para conferir basta uma rápida olhadela nas mídias disponíveis para ter o desprazer de assistir o descaramento e o desrespeito dos poderosos na manipulação da Constituição no sentido de preservar privilégios para seus padrinhos e apadrinhados, além de legalizar a utilização dos parcos recursos públicos ao direcioná-los para seus injustificáveis salários e outras atrocidades complementares autoconcedidas.

Esses que se dizem defensores das leis deveriam mais é zelar pela correta aplicação das mesmas. Mas não, fazem exatamente o contrário ao usar e abusar de suas prerrogativas para obter benefícios para si e para seus parceiros.

Daí, essa malfadada expressão – UMA MÃO LAVA A OUTRA – cair como uma luva para descrever os desprezíveis procedimentos de setores privilegiados dos três poderes em benefício próprio enquanto nós, os outros, vamos percorrendo o calvário de viver a sombra de ilegalidades constiticionalizadas em prol dos poderosos.

VIVA A VIDA

VIVA THÉO, VIVA A VIDA.

Não há nada que traga mais alegria e sentimentos de plenitude humana ao coração que a chegada de uma criança posto que esta traz consigo a luz da chama divina.

Deus se fez presente, chegou mais uma de suas criações e trouxe consigo novas esperanças.

Esperanças de um tempo de paz e prosperidade que nos permita deixar como legado a essa e a todas as crianças um lugar onde sejamos reconhecidos como membros da mesma família, a família de Deus Pai.

Para satisfação de nossas famílias em especial e para a grande família de Deus chegou Théo, que em grego denomina o próprio criador.

Théo, nossa linda criança muito há de trazer de felicidades e alegrias a sua mãe e pai, a nós avós e avôs, tios e tias, a todos enfim, contagiados pelo amor exarado com sua presença.

Que seja amoroso, generoso.

Que tenha o espirito aberto e o pensamento otimista.

Que se permita ser extrovertido e saiba impor-se.

Que obtenha sucesso utilizando sempre de qualidades, atributos e méritos próprios.

VIVA THÉO, VIVA A VIDA!

NOTÍCIAS?

Notícias, serão mesmo notícias o que ultimamente nos repassam as rádios, jornais e telejornais?

Notícias deveriam ser informações desprovidas de análises tendenciosas, sejam elas sobre política ou qualquer outra matéria enxertada de interpretações inseridas a título de esclarecimento por esse jornalismo de resultados e metas que hoje se coloca dentro de nossas casas e de nossas vidas sem a menor cerimônia.

Para completar, temos a disciminação dessas informações manipuladas país a fora sem que seja possível a mínima reação por parte de pessoas e instituições atingidas antes que seja demasiado tarde, são todos jogados em vala comum, qual indigentes.

É notório que os noticiários de agora são orientados para atender as demandas de seus patrocinadores e as tendencias politicas de seus editores, menos para comprir seu papel de bem informar.

“Notícia não se vende nem se compra, notícia se dá.”

O que nos resta é suportar as manipuladas e extenuantes notícias sobre assuntos que interessam mais aos patrocinadores que aos mal informados cidadãos.

Replicantes convictos

Notaram que a gente quase não recebe mais mensagens?

Recebemos vídeos, fotos, textos e figuras, mas mensagem que é bom…, aquelas faladas por nossas bocas ou escritas com nossos dedos, as que transmitem pensamentos próprios, essas estão escasseando.

Por conseqüência, estamos cada vez mais utilizando dos pensamentos, desejos e realidades de outras pessoas para nos comunicar com nossos grupos, amigos e contatos.

Replicamos praticamente tudo sem saber de fato a qualidade ou o conteúdo encaminhado e o pior, geralmente estamos replicando o que já foi enviado por outros replicantes.

Na verdade, nem prestarmos atenção se o sacana do corretor ortográfico está nos metendo em alguma confusão, não é mesmo?

A continuar assim perderemos nossas identidades, ficaremos sem conteúdo próprio e nos tornaremos todos replicantes convictos.

Marcelo Augusto Portocarrero

Ouvir silêncio.

Silêncio,
ouça o silêncio,
a solidão calma.

O ar pelas ventas,
encher os pulmões,
saltar o coração.

O bate-bate,
repica e rebate,
a vida viver.

O sangue pulsar,
passar pelas veias,
indo e vindo.

A alma que acalma,
Espírito Santo,
presença, divina.

É Deus quem fala,
no fundo profundo,
tudo se cala.

Mulheres, falta-lhes espaço.

Desde a muito tempo, mas só recentemente de forma enfática, as mulheres estão se mobilizando para ter seus valores e direitos reconhecidos.

Luta justíssima, considerada sua importância desde os mais primitivos momentos da história humana.

Tiveram, devido as condições extremas daqueles tempos, a necessidade de amamentar e criar seus filhos, uma função de retaguarda posto não existirem quaisquer outros recursos que não sua presença nessas atividades, permanecendo assim até não muito tempo atrás.

Devido àquelas mesmas condições também o homem, exercendo seu papel devido a força física, ocupou e permaneceu na posição de pseudo comando com efetiva dominância.

Durante todo esse tempo e como única opção para a sobrevivência da espécie,
cuidaram ambos de prover alimento, saúde e segurança para suas famílias.

Entretanto, a medida em que o tempo foi passando na esteira da evolução natural da humanidade não houve como a supremacia masculina se manter soberana utilizando-se apenas seus dotes físicos, passando então a se valer de subterfúgios místicos e religiosos para sustentar sua posição por mais de dois mil anos.

Para confirmar esse argumento basta lembrar os pilares, todos masculinos, sobre os quais foram baseadas as principais as religiões no mundo.

Neste ínterim sua submissa companheira buscou sem descanso, mas também sem muito sucesso, alcançar sua justa posição, seu valor e contribuição reconhecidos. Caminho este cheio de obstáculo, mas que vem sendo percorrido com perseverante empenho.

“Certo é que seja pela beleza, pela inteligência, pela competência, pela sabedoria, pela persistência, pela luta, pela força ou qualquer outro argumento que possamos considerar, a mulher foi, é e sempre será o elemento no entorno do qual orbitamos todos nós”.

Elas são únicas, o que lhes permite ser ao mesmo tempo criatura e criação, caminho e condução.

Falta-lhes espaço, e, paradoxalmente, poucas das que conseguiram ocupá-lo mostraram estar a altura das espectativas criadas. Boa parte acaba por cair no degradante lugar comum de quem precisariam substituir.

Todas merecem sinceras e esperançosas homenagens!

A Justiça vesga

A justiça não é mais cega, ela agora enxerga, mas ficou vesga.

O pior é que a venda que cobre seus olhos esta rasgada e para esconder a desfaçatez colocaram sobre eles óculos escuros de modo a que não possamos saber para onde estão voltados.

Promotores, desembargadores, defensores e juízes das novas gerações estão se desapegando das más influências da velha política e disciminando uma nova justiça pelas Côrtes. Esta sim, mais justa e necessária à correta aplicação das leis posto que moderna, pragmática e independente. Tanto, que passou a ser causa redutora dos vícios que a deturpam.

Entretanto, o fato de colocar as antigas interpretações (benevolentemente politizadas) fora do contexto constitucional traz consigo enorme responsabilidade.

Uma das questões que agora se apresentam está em aplicar com imparcialidade as mesmas modernas interpretações das leis nas desvairadas obtencões de direitos adquiridos por tabela pelos que se beneficiaram daquilo que deveriam repudiar e combater ou seja, os benefícios auto concedidos pelos outros poderes constituídos e coniventemente apoiados pelo judiciário.

A visão vesga aparece quando esse mesmo judiciário olha de forma enviezada para causas próprias. Provas disso são as atuações de suas associações que agem tal qual sindicatos na defesa dos penduricalhos concedidos por legisladores de má índole, dos quais os ilustres responsáveis pela justiça também acabam por se beneficiar.

Deveriam ter vergonha de defender benefícios introduzidos de maneira torpe na Constituição, frutos das artimanhas utilizadas pelos lobos em pele de cordeiro que hoje enfaticamente dizem combater.

Neste rol estão as injustificáveis verbas recebidas por fora como são os casos dos auxílios moradia, das ajudas de custos e outras mazelas mais, todas obtidas por interpretações deturpadas daquela mesma Constituição a qual tanto se referenciam em suas decisões.

Não vemos planilhas nem organogramas que exponham estes desvios (direitos) constitucionalizados serem apresentados ao público, muito menos aparecem em eventos midiáticos como nos acostumamos a ver nos outros desvios tão indecentes quanto estes serem tratados.

Porque será?

Fossem investigados com a necessária imparcialidade e o mesmo denodado empenho todos os benefícios indevidos legalizadamente concedidos certamente teriam que ser devolvidos ao erário público.

Será por isso?

Assim fosse feito, os injustificados rombos orçamentários (inclusive na previdência social) poderiam até não existir ou, no mínimo, seriam incomensuravelmente menores.

Esses desvios de recursos financeiros certamente serão tão ou mais aviltantes se comparados as apropriações indébitas perpetradas por políticos e funcionários públicos corruptos em suas relações expúrias com empresários corruptores.

Para que possamos ter justiça igual para todos nesse país será preciso colocar nova venda sobre os olhos da justiça!

Rio das curvas

Sinuoso lá vai o Paraguai,
Descendo, descendo, incessante,
Murmurando, murmurando.

Caminha seu ritmo suave,
Percorre a vida pujante,
Leva e traz, traz e leva
Lá vem, lá vai.

Silente, acalma a alma,
Torrente, agita a mente.
Caldaloso, fica nervoso,
Remanso, manso.

Suas turvas curvas incautos engana.
Alimento, alimenta, supre a terra.
Em seu curso o todo aviva,
Em seu destino tudo encerra.

Marcelo Augusto Portocarrero em 26/2/18 – Barco Jacaré

Representantes democraticamente eleitos

Continuamos a ser enganados descaradamente por nossos representantes democraticamente eleitos.

Sim, é isso mesmo que vem sendo esfregado em nossas caras diuturnamente por nossos representantes democraticamente eleitos.

Enquanto isso, permanecemos estáticos, sem capacidade de reagir contra as ações destrutivas de nossos representantes democraticamente eleitos.

Qual ratazanas, nossos representantes democraticamente eleitos perambulam pelos subterrâneos da capital federal tramando ataques a nossos direitos constitucionais alegando serem os deles que estão a correr perigo em função das ações saneadoras, melhor dizendo, sanitárias da Lava Jato e do STF.

Acreditem, estou falando do esgoto a céu aberto em que se transformaram as casas de leis frequentadas por nossos representantes democraticamente eleitos.

Enquanto isso permanecemos ignorando a destruição moral por que estamos passando graças ao esforço corporativista de nossos representantes democraticamente eleitos.

Amor eterno

Ele parecia não estar lá, mas certamente se pudesse ser visto assistiriamos seu permanente autocontrole dar lugar ao emocional e ouviriamos seu doloroso lamento clamando por sua amada em alto, sonoro e desesperado adeus.

Foi como ela o fez anos atrás quando dele se despediu naquela quente manhã de janeiro no salão da Igreja da Boa Morte onde velamos seu corpo.

Não tenho dúvidas que neste outro marcante janeiro de nossa família ele estava lá, amparando-a em seus últimos instantes.

Estava sim, veio buscá-la e foram-se, novamente juntos, para o paraíso é a vida eterna.

Direitos Adquiridos?

Eis o “Xis” da questão.

Sobretudo quando nos referimos exatamente àqueles conseguidos por quem deveria nos representar, administrar nossos municípios, estados e país, mais aqueles que, precisamos, nos protejam, defendam e julguem.

Quanto a nós, parece sermos o resto porque nada nos resta, exceto pagar impostos.

Impostos que deveriam ser revertidos prioritariamente em nosso bem estar, mas que são desviados através de manobras muito bem orquestradas nos troca-trocas de favores entre os três poderes nos três níveis de governança.

A eles tudo é possível, remunerações altíssimas, 13°, 14°, 15° salários, auxílios moradia, representação, paletó, passagens, veículos, motoristas, camareiras, garçons, recessos duas vezes ao ano e tantos outros penduricalhos mais que chegam a dar nojo, sem falar dos foros especiais a que têm direito.

Como pudemos permitir esses “aviltantes direitos” serem dados a tão poucos em detrimento aos “parcos direitos” de tantos outros?

É por permitirmos que estas benesses injustificáveis continuem a ser dadas por eles para eles próprios que nossos direitos a saúde, educação e segurança permanecem sendo relegados a segundo plano.

Não, não adianta procurar um culpado ou culpados naqueles que elegemos como nossos representantes no legislativo, muito menos no executivo, o que dirá em um judiciário, que sequer escolhemos.

Para sanear nosso país precisamos ter coragem de impor a extinção daqueles direitos adquiridos, posto que em nada nos beneficiaram até agora.

Pergunte a você mesmo em que esses benefícios extras que nenhum outro brasileiro pagador de impostos tem ajudam nosso país?

Nada, absolutamente “NADA”. Então, não há nada que justifique sejam continuados.

Aqueles e aquelas que os recebem nada fizeram até agora para os merecer quanto mais por continuar a recebê-los.

CHEGA desses tipos de “direitos adquiridos” que só se prestam a corroer recursos públicos!