Ignomínia a brasileira

A renovação acima das espectativas do Senado e Câmara Federal, dos Governos estaduais, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Veradores nas eleições deste ano expôs a ignomínia ou a grande desonra infligida pelo julgamento público daqueles que foram derrotados. Entretanto, contrariando o bom senso que tomou conta das urnas alguns daqueles que desrespeitaram seus cargos foram reeleitos ou mesmo eleitos para continuar atuando em outras instâncias.

Para decepção de muitos de nós a fórmula pela qual conseguiram infelizmente ainda funciona e vai continuar a eleger essa gente desprezível por mais que saibamos que em algum momento eles também serão afastados, quer seja pela justiça, quer seja pelo voto conciente e honesto da maioria.

É por essas e outras razões que precisamos permanecer atentos para que o destino dos que sobreviveram politicamente seja o mesmo dos que agora foram afastados pelas urnas. Temos que continuar lutando para que as nefastas influências que ainda detêm junto a seus currais eleitorais sejam eliminadas através da permanente exposição de seus atos e esquemas de corrupção. Será difícil, mas quando esse momento chegar as migalhas que oferecem em troca dos votos de cabresto de nada servirão.

Por enquanto estamos obrigados a aturar as sabotagens daqueles derrotados que beneficiados pelas circunstâncias do tempo ainda detêm mandatos eletivos. São políticos que se mostram cada vez mais despreziveis a medida em que põem à mostra suas verdadeiras índoles, seus malcaratismos, suas reais intenções em relação ao país e o claro desrespeito aos cidadãos que os elegeram. Eles agiram e ainda agem como sanguessugas beneficiados que são pelas estruturas coniventes e corruptas que construiram ano após ano através de seus ignóbeis mandatos.

Em fevereiro esse virus maléfico que nos infectou desde a promulgação da Constituição de 1988 passará pelo segunda fase do tratamento de seu expurgo eleitoral com a eliminação definitiva de boa parte dessa praga que se apossou do país.

Foi naquela Assembleia Constituinte que diversos políticos sociopatas tiveram a primeira oportunidade de explorar a boa fé dos brasileiros, quando então começaram a solapar nossa cultura pacifista, nossa educação, nossa saúde, nossa economia, nossa segurança e principalmente a família como instituição basilar da nação brasileira.

Parte da devastação que causaram e ainda causam está dentro da estrutura do ensino público superior. Foi através do aparelhamento gradual dos corpos docentes das universidade, do questionável preparo de boa parte daqueles que nelas ingressam por concurso vestibular e das cotas destinadas a corrigir injustiças sociais que atuaram para solapar os princípios básicos de nossa educação social, técnica e científica.

O mesmo pode ser percebido em relação aos meios culturais e de comunicação. Nestes, através da mesma estratégia de aparelhamento foram aos poucos inserindo em novelas, programas, filmes, séries, demais evento televisivos e impressos situações onde os locais de estudo, trabalho, lazer, esporte e diversão, mas principalmente o ambiente familiar passaram a ser apresentados como locais propícios a que situações de discriminação, preconceito, ódio, crime, além de outras atrocidades aparecessem como regra e não excessão.

O que mais será preciso dizer desses políticos corruptos que no âmbito de suas respectivas instâncias somente agora estamos conseguindo afastar?

Sim, porque grande parte deles também participou ou foi conivente com o danoso processo de degradação das estruturas dos três poderes que determinam o destino do país. Esses mesmos três poderes que em suas essências constitucionais deveriam estar cumprindo honestamente as resoluções públicas, produzindo leis justas e julgando com isenção nossos cidadãos.

Alijá-los da política será pouco!

Ordem e Progresso

As ideias de Auguste Comte, o criador do positivismo, influenciaram grandemente a formação da república no Brasil. Tanto, que o lema da bandeira brasileira, “Ordem e Progresso“, foi inspirado na doutrina desse filósofo francês.

No Brasil a influência do positivismo de Comte traduziu-se não só no ideário de nossos republicanos, mas nas ações políticas que acompanharam a Proclamação da República.

Entre elas, a separação entre Igreja e Estado, o estabelecimento do casamento civil, o fim do anonimato na imprensa e a reforma educacional proposta por Benjamin Constant, um dos mais influentes positivistas brasileiros.

A expressão é o lema político do positivismo, forma abreviada do lema religioso positivista formulado por Comte: “O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim”, em francês, L’amour pour principe et l’ordre pour base; le progrès pour but.

Me lembro de quando entendi o significado destas duas palavras. Viviamos um momento em que o país passava por governos militares onde os dois principais símbolos nacionais, a Bandeira e o Hino, eram efetivamente valorizados. Os outros dois símbolos, o Brasão e o Selo eram utilizados e difundidos em documentos e situações protocolares de gestão, por isso mesmo pouco acessíveis a um jovem estudante. Naqueles bons tempos cantávamos o Hino Nacional nas escolas, nos eventos, nas datas comemorativas e aprendemos a respeitar nossa Bandeira que invariavelmente estava hasteada nos prédios e espaços públicos.

Quem como eu foi aluno da Escola Técnica Federal de Mato Grosso lembra da emoção sentida quando do hasteamento da Bandeira Nacional, honra dada ao melhor aluno de certo período ou aquele que de alguma maneira havia se destacado nos eventos em que a ETFMT participava.

Individualmente as duas palavras, ordem e progresso, têm referèncias gramaticais distintas, mas quando juntas ganham em significado e importância, posto que passam a ser a razão de nossas lutas por um país justo e ético. Pela Ordem conservamos o que temos de bom, belo e positivo, pelo Progresso conseguimos o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dessa ordem. Assim, sociologicamente uma depende da outra para justificar a razão pela qual sempre estarão unidas em nossa Bandeira.

Estamos perto de comemorar nossa independência e mais do que nunca a data precisa ser lembrada.

CALEIDOSCÓPIO POLÍTICO

Há algo de novo na política de nosso país.

Talvez por isso seja adequado dizer que estavamos presos em um caleidoscópio politico onde os partidos pareciam se renovar a cada sacudida, mas que ao final quando olhavamos para a nova imagem que se formava descobriamos que a figura continuava a mesma. A única mudança estava nas cores de suas composições já que os políticos continuavam os mesmos, todos juntos e misturados.

Indiferente a isso o grupo que governou o país desde 2003 navegou em mar de tranquilidade até 2008 quando começou o sacolejo.

O Grande Comandante de então tranquilizou os passageiros da nau com uma de suas pérolas dialéticas afirmando que “tudo não passava de uma marolinha”.

A partir de 2010 seguimos em frente, já com uma presidenta comandando a nau e seu Imediato (vice), desta vez em mares não tão serenos.

Pois bem, “a marolinha virou tsunami” e agora estamos com o vice espúrio no timão da canoa furada em que nos metemos ao eleger essa gente incapaz de olhar para outro coisa que não seus próprios interesses.

Também pudera, os eleitores quando em frente às urnas eleitorais continuavam incapazes de escolher representantes por outro motivo que não suas próprias conveniências ou seja, “com os olhos voltavados para os próprios umbigos“.

Em 2018 finalmente quebramos o caleidoscópio.

Tudo indica que neste ano começaremos a modificar o “status quo” que permaneceu inalterado em nosso universo político devido ao processo de conscientização que tomou conta do país a partir do cerne das famílias brasileiras no momento em que tivemos coragem de enfrentar a degradação moral e civica por que estamos passando desde 1988, quando da promulgação daquela que deveria ser a Constituição Cidadã.

Nossa delapidada Constituição foi mais que manipulada durante seus 30 anos de existência, ela foi agredida por interesses mesquinhos próprios da doutrinação socialista utópica e mais, vinha sendo paulatinamente degradada em sua essencia republicana por radicais comunistas que se instalaram no governo através do PT, seu principal partido de esquerda.

Este, por sua vez, colocou em prática seu projeto particular de perpetuação no poder associando-se ao contumazes e velhacos partidos de esquemas, comprados que foram através da corrupção, tanto que “institucionalizaram o suborno” nos quinze anos em que permaneceram dirigindo nossos destinos.

Faltou muito pouco para que sucumbissemos definitivamente ao desajuste ético nos três poderes, ao aparelhamento no sistema educacional e da imprensa, à desestruturação sistêmica dos mecanismos de segurança e ao abandono injustificável, senão proposital, da saúde pública que já se assenhoravam de nosso país.

Bem vindo seja!

Bolsonaro, leia-se o futuro governo, parece não precisar da tutela da imprensa.

Ele usa forma direta para se comunicar com a nação e por isso mesmo não precisa dos meios tradicionais. Prova disso é a perceptível redução de entrevistas coletivas para a grande imprensa.

Ao se dirigir diretamente aos brasileiros assim como uma pessoa fala com seus amigos, ele o faz sem firulas e sem meias palavras, o que minimiza os efeitos das interpretações tendenciosas que costumam ser feitas pelos analistas políticos antes mesmo da divulgação de suas declarações propriamente ditas.

Bolsonaro informa assim o que fez, o que faz e o que pretende fazer a cada um dos que o seguem em particular e a todos em geral, utilizando-se das mídias digitais individuais o que permite seja transparente, uma das razões de não depender das empresas de comunicação.

Para buscar notícias sobre ele os repórteres e analistas têm que fazer como todos nós e ler seus comunicados pelo Twitter (vão ter que segui-lo). Até mesmo seus adversários, para estarem a par de seu cotidiano vão ter que acessar sua conta no Twitter ou recebê-las via WhatsApp.

Nosso futuro Presidente é uma pessoa que fala a todos, mas não como aqueles que o antecederam. Seus antecessores primeiro procuravam dar satisfação a seu cordão de puxa-sacos e aos grandes conglomerados da comunicação para só depois mostrar a nós o que pretendiam fazer.

Que em seu governo Deus esteja acima de tudo e que o Brasil fique acima de todos.

Bem vindo seja!

Discurso errático

senhor ministro toffoli,
(em letras minúsculas mesmo, tal a forma apequenada e açodada com que vossa excelência se expressou quando sobretonou algumas de suas palavras no pronunciamento do resultado das eleições).

Vossa declaração foi uma clara afronta ao discurso feito por Jair Bolsonaro, o Presidente eleito do Brasil, quando este se dirigiu de maneira sóbria, claramente democrática, despida de preconceitos e repleta de palavras positivas a todos os brasileiros.

Nunca um dos três poderes da República Federativa do Brasil discursou de maneira tão inadequada e presunçosa, destilando ódio em seu modo de falar e demonstrando indisfarçável frustração ideológica.

A começar pelo fato de ter-se dirigido à pessoa errada, já que quem terminou essa eleição de forma melancólica, irracional e explicitamente divisionista foi o candidato derrotado. Ainda mais após a inadequada declaração de que permanecerá tratando os brasileiros como se vivessemos no eterno “nós contra eles” com que pretendem continuar se alimentando os partidos de esquerda.

Apenas para demonstrar as diferenças entre como se comportam grandes homens em situações semelhantes basta citar um deles, recentemente falecido, o senador americano John MaCain, que ao perder as eleições para Obama disse o seguinte:
– “Ontem ele era meu adversário, a partir de hoje ele é meu presidente”.

Um exemplo na política e na ética. Já Haddad, este foi incapaz de cumprimentar o adversário, portando-se como um verdadeiro zero a esquerda!

Não será tratando de forma tão desrespeitosa o futuro chefe do executivo que o STF irá preservar o necessário bom relacionamento entre os dois poderes.

VERGONHA ou MEDO

Entre os que pretendem votar no dublê do presidiário existem duas explicações.

VERGONHA de reconhecer, mas principalmente de ser reconhecido como pessoas que vêm sendo enganadas há muito tempo.

MEDO de serem atingidas pelas mudanças que estão por vir com a eleição de um postulante honesto e que não irá titubear na condução de políticas voltadas a:

1. combater a corrupção interna e externa do governo;

2. eliminar os privilégios dos poderes e dos que “estão” poderosos;

3. acabar com a apropriação indevida dos recursos públicos;

4. eliminar os desvios de função no funcionalismo público federal;

5. impedir os esquemas e direcionamento nos processos de contratação de obras e serviços pelo governo;

6. implantar políticas externas sem vieses políticos;

7. recuperar a educação pública em todos os níveis e eliminar as ideologias no ensino;

8. a reestruturação do sistema de saúde pública,

9. a revitalização das forças armadas;

10. a estruturação e melhoria da segurança pública;

11. a revitalização do judiciário;

12. o comprometimento do legislativo com o país;

13. a proteção da instituição família;

14. a liberdade de imprensa;

15. o direito à propriedade privada;

16. a implantação da meritocracia por competência;

17. a transformação do país em uma democracia liberal.
Que coincidência, deu dezessete!

Distratando a realidade. Alguém duvida?

Todos os que estão distratando a realidade e usando o passado para se alimentar das versões de alguns camaradas (que recebem injustificáveis indenizações) por terem ficado contra os governos de então deveriam merecer desprezo.

Mais que isso, os que utilizam da falta de informação dos mais humildes deveriam ser expostos ao escárnio, tal a desfaçatez com que agem ao fomentar o ódio entre nós brasileiros e ainda terem a descaramento de se fazerem de vítimas.

São as mesmas idéias revanchistas que continuam a ser usadas pelos admiradores dos terroristas daquela época para mascarar a verdade dos anos duros dos governos militares que nos fazem imaginar qual seria o tratamento receberido por eles (os militares) e seus apoiadores caso não tivessem impedido aquela intentona comunista.

Provavelmente o mesmo utilizado até hoje pela ditadura cubana no tratamento a prisioneiros de guerra ou seja, o pelotão de fuzilamento. Afinal, foram eles e a União Soviética os mentores, os apoiadores e os treinadores daqueles inimigos do país. Alguém tem dúvida disso?

Certamente não estaríamos agora vivendo uma democracia e participando de um pleito eleitoral com tantos partidos disputando a Presidência da República.
Alguém dúvida disso também?

Alguém dúvida que seríamos todos obrigados a substituir nossas crenças religiosas por um ateísmo imposto por aqueles que auto-proclamariam um governo revolucionário?

Vocês duvidam que as propriedades, sejam elas urbanas ou rurais, seriam transformadas em comunas como hoje está proposto no programa de governo da esquerda ao propor distribuir tudo aquilo que possuímos e que conseguimos construir com nosso trabalho? Vocês duvidam?

Alguém dúvida que nossa bandeira não seria mais verde, amarela, azul e branca, e que ela estaria substituida por outra, de cor vermelha com um martelo e uma foice em destaque?

Ainda têm dúvida? Então procurem outra explicação para a candidatura de uma comunista ao cargo de Vice-presidente da República e descobrirão que se trata de uma afronta ao país. Que a indicação de uma pessoa com essas credenciais ao segundo cargo mais importante do Executivo, na verdade, é um estratagema que pretende submeter através de um golpe eleitoral o país ao comunismo, quando do “eventual” afastamento do candidato do PT da Presidente da República.

Agora somem a isso o fato de alguns Ministros do STF
criticarem as palavras do Deputado Federal mais votado pelos eleitores e fazerem ouvidos moucos às explícitas ameaças de Jose Dirceu, um terrorista condenado e por eles solto, “de que tomarão o comando do país e tirarão todos os poderes do STF” ou mesmo as falas de Wadih Damous, um jurista declaradamente de esquerda, de que “tem que fechar o Supremo”.

Por últimas, mas não menos graves, temos a declaração feita a estudantes nordestinos pelo dublê de candidato (Haddad), de que seu alter ego (Lula) será libertado independentemente do que a justiça fizer” e mais essa de “chamar Jair Bolsonaro de anti-ser humano, e tudo que precisa é ser varrido da face da Terra

É preciso dizer mais alguma coisa?

O melancólico papel de desinformar.

O melancólico papel de desinformar chega agora ao ápice do ridículo.

Boa parte da imprensa, principalmente a televisiva, teve a oportunidade de entrevistar os candidatos e nada fez para deles extrair suas reais posições a respeito dos temas que mais afetam o presente e o futuro do país e por consequência o nosso.

Nada explica porque só agora, no segundo turno do pleito, seus articulistas políticos e econômicos buscarem temas qualitativos e propositivos aos dois candidatos que chegaram ao segundo turno.

A primeira vista pode haver certa lógica no fato deste tipo de questionamento ser feito somente agora, mas não. Não é nessa direção que a realidade aponta.

A questão é bem mais complexa, chega a ser desconexa da realidade e da necessidade de bem informar que, presume-se,
seja seu inexorável papel.

Reforça esta situação decepcionante constatar que as entrevistas e reportagens acontecidas até então com os candidatos buscaram explorar situações a que se expuseram quando de suas manifestações e ações passadas a respeito de temas sócio-culturais tais como preconceito, racismo, nepotismo, subserviência, corrupção e quase nada sobre o que realmente importaria aos eleitores quanto ao futuro ou seja, sobre suas propostas para enfrentar as questões sociais, econômicas, ambientais e de gestão que assolam o país.

Perdemos a oportunidade de saber o que todos os pretendentes a presidência da república estariam propondo sobre saúde, educação, emprego, segurança, economia e finanças públicas.

É nestas horas que vemos alguns “colaboradores” dos veículos de informação se apresentarem sectários, principalmente aqueles ligados aos grandes grupos de comunicação, pois mais parecem trabalhar “por” que “para” quem lhes paga. Isso sem falar da forma dissimulada com que alguns tentam mascarar suas próprias tendências políticas.

São tão inconseqüentes que mesmo após as tentativas frustradas de desconstrução dos candidatos não se preocupam em reparar o mal que possam ter feito.

É o que parece acontecer com os dados disseminados por alguns institutos de pesquisa que parecem ter sido contratados para mostrar os resultados da forma que interessa a quem os contrata e não de como deveriam ser divulgados na realidade.

Certos veículos de mídia parecem despreparados para se ajustar as novas formas de informar, demonstram não querer fazer a moderna e adequada leitura dos fatos nem dos atos, quanto menos de assim divulgá-los. Não aceitam que a informação não lhes pertença mais com a exclusividade do passado, tentam até criminalizar quem faz uso das novas formas e meios de comunicação que hoje estão nas mãos e mentes de todos, bastando para tanto um simples toque dos dedos.

A forma de se comunicar é agora, mais que nunca, uma decisão individual e àqueles que persistirem em lutar contra isso restará o melancólico papel de desinformar.

Carta a fernando

fernando,

Não há como deixar de reconhecer os benefícios que seu governo trouxe ao país. Por outro lado, eu o considero um dos patrocinadores do caos em que nos encontramos pela forma apática e tolerante, quando não apoiadora, com que se portou frente às políticas erráticas implementadas por seus sucessores.

Agora me vem você com essa proposta ridícula de unir forças contra aquilo que ajudou a criar pelo seu descaso com o país.

Você pouco se lixou com o que aconteceu aos brasileiros, viu a educação do país degradar através dos rumos escalafobéticos tomados pelas diretrizes desse que hoje se coloca como candidato estepe furado daquele outro que está preso; ficou calado enquanto a saúde da população afundava melancolicamente nas mãos despreparadas de um socialismo assistencialista e esquisofrênico; aplaudiu e apoiou o desmantelamento das forças armadas e de segurança pública para dar espaço ao trabalho de desconstrução da nossa pátria e sociedade;

Isso tudo sem falar da situação calamitosa que levou ao desemprego treze milhões de brasileiros que como muitos foram enganados durante dezesseis anos falaciosos por uma política de crédito farto e barato em uma economia desestruturada e alimentada por programas de incentivos e benesses fiscais a empresas, grupos econômicos e esquemas com seus comparsas políticos.

Agora todos sabemos que foram mentiras sociais, educacionais, de segurança e principalmente econômicas, quem deram sustentação política aos governantes deste nefasto período de nossa história.

Pois bem, ao meu modo de ver você é participe, sócio e colaborador disso tudo que nos aconteceu no passado e que nos conduziu a essa desgraça que governa o país desde sua saída. Ou vai negar que apoiou a TEMERridade que foi eleita na coligação do esquema de camaradas que se apossou da presidência da república?

Sabe fernando, você perdeu o direito de falar com os brasileiros e deveria voltar a academia para descobrir onde foi que errou. Você nem deveria dar uma de salvador da pátria propondo a união de partidos corrompidos e políticos corruptos e pior, tentar cooptar para dentro do seu esquema partidos e pessoas que de boa fé estão lutando para colocar você e seus comparsas pra fora.

A candidatura BOLSONARO é a única que percebeu tudo isso e se propôs a lutar pelas saúde das famílias brasileiras; pela educação tradicional e de qualidade que tanto nos fez e faz falta; pela segurança em nossos lares, em nossas escolas e creches, inclusive em nossos empregos. BOLSONARO se candidata por uma economia voltada ao mundo (todo o mundo) e por trazer infraestrutura adequada a todos os rincões de país indistintamente. Resumindo é o ÚNICO E VERDADEIRO CANDIDATO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL PELA PAZ.

Saiba fernando que não estou sozinho nas afirmações que lhe faço agora, tenho certeza que comigo estão milhões de brasileiros cansados dessa balela que você e os seus seguidores estão tentando impor desde a muito tempo.

Sou um daqueles que voluntariamente apoiam JAIR BOLSONARO PARA PRESIDIR O BRASIL

Marcelo Augusto Portocarrero

PS – Escrevo seu nome em letra minúsculas de propósito, você fez por merecer.

Sem título

Esta poesia não tem a pretenção de ser entendida, seu pressuposto foi a falta de inspiração.

Escrita livre de intenção, interesse ou objetivo, foi como voar ao sabor da emoção.

Lembrou do acordar com o bater do coração e da esperança sentida a cada nascer do sol.

Fez notar a vida se revelar indefinida, como quando se redescobre um novo dia a cada manhã.

Tal qual página em branco na frente do escritor ou o fundo embaçado do espelho sem refletor.

Foi como ver a luz na escuridão, foi ouvir no silêncio profundo a sonoridade de uma canção.

O que provocou minha alma foi o improvável e fez da solidão uma amiga no tumulto da multidão.

Para que um título se ele não a traduz nem da sentido ao que me propus.

Esta é a razão do aqui escrito, mas também pode não ser, por isso esta sem título.

Quando éramos livres

As gerações anteriores, aquelas do século passado, talvez tenham sido as que passaram pelas mais rápidas e permanentes mudanças dos últimos tempos.

Desde aquelas referentes aos direitos individuais e por conseqüência aos comportamentos sociais, passando pelos avanços tecnológicos, chegando até as de cunho político.

No entanto, é fácil perceber que uma razoável parcela da população tem pouco ou mesmo nenhum interesse em se envolver com assuntos que tratam das causas e efeitos dessas mudanças.

Boa parte prefere passar ao largo desses temas como se nada tivesse a ver com isso ou pior, como se os efeitos dessas mudanças não trouxessem consigo reflexos capazes de atingi-la e a todos nós, cedo ou tarde, sem exceção.

A maior preocupação com esse modo de ver e agir é de que ao nos abstermos de participar e nos comportarmos como meros espectadores, seja por receios de tornarmos públicos nossos pontos de vista, seja por considerarmos que de alguma forma poderemos ganhar algo com isso, estamos aceitando pacificamente certas mudanças sem a correta avaliação de seus efeitos.

Não há como não deixar de considerar que já é tempo de rever muitas das mudanças que ocorreram desde aqueles tempos em que as liberdades eram mais presentes que agora.

Basta lembrar de quando éramos livres para andar pelas ruas a qualquer hora e de quando podíamos ficar nas calçadas em frente as nossas casas sem a preocupação de sermos agredidos ou assaltados pelos “filhos dos excessos de direitos” que, em boa medida, trouxeram muito mais tensão, medo e prejuízo que benefícios às pessoas.

Àqueles a àquelas que procuram inconsequentemente mostrar-se como paladinos defensores dessas libertinagens (abusos de liberdade) a qualquer custo sem se preocupar com os reflexos que elas trazem junto, só nos resta esperar que em algum momento olhem para trás com os olhos libertos dos dogmas impostos pelas doutrinas pseudo-liberárias e reconheçam que o mundo realmente mudou, mas que em muitos aspectos essas mudanças não foram para melhor, muito pelo contrário.

Os mais jovens não sentem os malefícios de boa parte dos “avanços ocorridos” porque não viveram o outro tipo de vida que vigorou naquele passado não tão distante.

Parece não terem recebido todas as informações sobre o que havia de bom ou ruim e, talvez por isso, sejam incapazes de reconhecer o quão mal alguns desses abusos de liberdade vêm causando a tudo e a todos.

A VERDADE CAMUFLADA

As pessoas do bem devem estar estarrecidas com as campanhas deliberadas contra as polícias de uma maneira geral e contra o exército em particular.

É realmente preocupante constatar os fracos resultados obtidos nas ações de repressão ao crime e na elucidação dos fatos que afligem a qualquer pessoa em particular e a todos nós no geral.

Cobrar resultados de quem sequer é dada a mínima condição para obtê-los deveria ser tão constrangedor quanto constatar que quem também deveria ser cobrado por isso não o é porque até neste sentido as notícias são seletivas, direcionadas mesmo, à destruição da imagem das instituições públicas que não estejam no portifólio de clientes de certas empresas de comunicação.

Raro ver essa poderosa imprensa, o quarto poder, elogiar ou apoiar a ação dos órgãos responsáveis pela área de segurança com o mesmo afinco com que a denigre, a menos que seja paga para fazer propaganda institucional e/ou política.

Nunca assistimos tamanho empenho dessa parte da mídia apoiar ou propor, desinteressada, soluções para este setor que vê sua capacidade de atuação ficar cada vez mais crítica com o passar do tempo.

Aliás, a verdade agora escancarada é que nunca cobraram nada dos verdadeiros responsáveis pela desestruturação do aparato de segurança.

No caso das forças armadas é pública e notória a campanha propositalmente desmoralizante. Já a montagem e o apoio às estruturas subversivas e paralelas ao governo são cada vez mais atendidas através de coberturas jornalísticas disfarçadas, onde tudo é possível mostrar para assim melhor disciminar.

No caso dos crimes ocorridos durante o combate a criminalidade tudo, a princípio, é culpa do aparato de segurança/policial, nunca do bandido/assassino.

De quem é a culpa do desmonte da segurança?
De quem é a culpa do aumento dos crimes?
De quem é a culpa da baixa incidência de ações de prevenção?

Pelo que a imprensa faz questão de destacar a culpa é da polícia e do exército, vez que são tratados como milicianos ou quadrilhas rivais que invadem as áreas controladas pelos bandidos sem avisar. Essa mesma imprensa que adora subir o morro para cobrir as visitas turísticas autorizadas pelos traficantes do pedaço.

Como não é politicamente correto não há críticas sobre as questões de cerceamento de liberdades nas comunidades controladas pela bandidagem, pelo contrário, parecem aceitar o fato como consumado.

É evidente que têm meios de contactar e saber onde estão os bandidos, mas não podem informar, é segredo de imprensa.

Quem é cúmplice do bandido, quem acoberta as chefes do crime, quem não mostra o esconderijo da quadrilha, os repórteres globais, os pesquisadores das estatísticas dissimuladas e encomendadas para serem divulgadas em período de eleição ou a polícia?

A parte da poderosa imprensa que age como abutre esperando a carniça feder quando deveria ajudar a impedir a chacina é a mesma que recebe a informação (dos bastidores como eles ridiculamente adoram falar) dos crimes de colarinho branco e esperam o conluio se consumar para valorizar a notícia, mesmo que ela atinja de forma catastrófica o país e sua população.

VOU VOTAR EM BOLSONARO

Quero um Brasil próspero e sem fisiologismo político, um país seguro, sem proselitismo econômico e sociocultural.

Votarei por uma pátria livre e que tenha seu futuro longe das ideologias e dos políticos que a destruíram.

A HORA É ESSA.
É AGORA OU NUNCA!

Continua tudo como dantes

Continua tudo como dantes no quartel de Abrantes.

É o que merecemos como habitantes apáticos desse lugar imutável, já que tudo indica que permaneceremos assim, vez que continuamos fingindo nada ver, nos fazendo de surdos e permanecendo mudos.

Prova disso é que o STF aumentou os próprios salários, o de todos o funcionalismo público federal e por tabela também incentivou as reivindicações salariais estaduais e municipais, atingindo diretamente o rombo do INSS e contribuindo para afundar de vez nossas contas públicas. Ao que tudo indica, nada de fato será feito para impedir tamanha falta de respeito com o povo.

E nós aqui, ouvindo de legalistas caolhos e beneficiários de plantão que em direito adquirido não se mexe, nem quando esses são aviltantes e imorais.

Fossem honestos já teríam entendido que o país não aguenta mais tanto desaforo.

Afinal, todos sabemos que os aviltantes salários foram alcançados através de acordos safados engendrados por manipulações mancomunadas entre os três poderes e que acabaram por “privilegiar” os salários de toda a cadeia publica funcional.

Outros privilégios como auxílios moradias, residências funcionais, auxílios educação, planos de aposentadoria especial e outros injustificáveis direitos auto concedidos são alguns dos exemplos imorais existentes em nosso país que têm suas origens ilegais perfeitamente contestáveis em foro adequado.

Sabermos hoje que as pessoas públicas que poderiam ter impedido e que podem mudar essa desavergonhada realidade são todas beneficiárias do permanente assalto ao erário público ou pretendem participar do despojo, por isso nada fazem para impedir.

Não é possível tais privilégios permaneçam fazendo parte da sentença de morte de nossa pátria sem que nada possa ser feito para estancar esses cânceres que já em metástase atingem a todos os órgãos e poderes de nosso moribundo país.

Tem que haver tratamento e cura para essa doença terminal a que nos impõem corruptos, corruptores e demais sangue-sugas.

Os flamboaiãs da Avenida Getúlio Vargas

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Quem de nós com mais de 50 anos não se lembra dos floridos flamboaiãs que enfeitaram as ruas e praças de nossa cidade até os anos 70, especialmente a Avenida Getúlio Vargas.

Pois é, fizeram parte do belo passado da antiga e saudosa Cidade Verde, como era conhecida a Cuiabá da nossa infância e juventude.

Quando da decisão de removê-las não deve ter sido difícil encontrar argumentos que justificassem a necessidade do procedimento considerando, principalmente, as características aéreas de suas fortes e superficiais raízes, além de outras razões que culminaram por promover aquela radical decisão.

Acreditem, mas também deve ter contribuído para isso a singular beleza da abundante produção de flores e sementes que na visão de alguns da época sujavam em demasia as calçadas e a via. Faltou, e muito, o necessário espírito preservacionista em relação à extinção daquelas maravilhosas árvores em especial.

Pelo que se sabe, nem ao menos houve preocupação em produzir mudas com suas sementes para que fossem plantadas em local adequado e mantidos vivos os acalorados tons vermelho-alaranjados que resplandeciam durante suas floradas nas primaveras daqueles tempos, quando a velha avenida ficava ainda mais cativante, motivo pelo qual foram eternizadas pelas lentes do fotografo Pierre Marret.