Rio das curvas

Sinuoso lá vai o Paraguai,
Descendo, descendo, incessante,
Murmurando, murmurando.

Caminha seu ritmo suave,
Percorre a vida pujante,
Leva e traz, traz e leva
Lá vem, lá vai.

Silente, acalma a alma,
Torrente, agita a mente.
Caldaloso, fica nervoso,
Remanso, manso.

Suas turvas curvas incautos engana.
Alimento, alimenta, supre a terra.
Em seu curso o todo aviva,
Em seu destino tudo encerra.

Marcelo Augusto Portocarrero em 26/2/18 – Barco Jacaré

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