Até quando permaneceremos inertes?

Imaginem este cenário anos atrás.

Pessoas caminhando pelas calçadas, indivíduos indo e vindo do trabalho. De repente um grupo de jovens começam uma manifestação, jogam pedras nas vitrines, colocam fogo em sacos de lixo, correm de um lado para o outro, tudo para cobrir uma ação mais contundente. Logo tiros são trocados com os guardas da guarita colocada na frente a uma agencia bancária, clientes e funcionários são rendidos. O banco é saqueado, guardas feridos, os “assaltantes” também. Gritaria, correria,  perigo para todos e fuga.

O DOPS entra em ação.  É a repressão!

Naquela época, nos anos sessenta, setenta, e parte dos anos oitenta do século passado tínhamos um governo militar, uma ditadura, um poder autoritário e reativo quanto aos que lhe faziam oposição.

Para impedir atos que qualificavam de ação terrorista vigiavam as pessoas suspeitas, os que lutavam contra a situação política imposta. Em termos de tecnologia pouca coisa se lhes valia para as ações de antecipação e prevenção. As escutas telefônicas eram pouca eficientes. Para isto, dizem, usavam de “procedimentos não convencionais” para arrancar dos prisioneiros as informações que pretendiam. Uma barbaridade não é mesmo?

Agora transfira o cenário para hoje, mesma rua, mesmo cidade. Como seria?

Sim, porque comenta-se que naquele tempo tínhamos um governo, ditatorial e repressor para com as manifestações a ele contrárias.

E agora, que temos um governo “diferente”, democrático, (ou será republicano?) e que fará para atuar na gestão de atos dessa natureza? O que fazer com os que protestam usando métodos violentos , mas que hoje em dia não são classificados de terroristas, pois são apenas vândalos, Black Blocks, MST, MTST, Partidos Políticos e pasmem, pró-governo? De dentro do próprio palácio do governo ouvem-se palavras de ordem declarando abertamente que as residencias, as propriedades e as pessoas contrarias ao “Status Quo” serão atacadas, agredidas.

Evoluímos como civilização, mas não por que o mundo se tornou mais pacífico e sim porque ficamos mais compreensivos em relação à condição humana. Essas sandices que se afirmaram nos países ditos desenvolvidos estão todas desmoronando sozinhas. Basta assistir aos noticiários, basta lembrarmos que a principal meta do brasileiro é morar em um prédio de apartamentos ou em um condomínio, onde ele imagina terá mais segurança para sua família.

Somos diferentes em tudo e de todos. Não somos uma manada no curral obediente e condicionada a aceitar pacificamente seu cruel e inevitável destino. Somos beligerantes por natureza, basta ler nossa história. A beligerância esta na Bíblia, no Alcorão e em qualquer outros livro sagrado. Somos conquistadores e conquistados desde que o mundo é mundo.

Temos que controlar ou seremos controlados.  Infelizmente ainda não somos capazes de conviver no meio termo desse vaticínio, pois a ganância nos impede, e nossos políticos estão agindo assim a todo instante.

Graças às escutas telefônicas, às facilidades fornecidas pelos aparelhos celulares, às interceptações na internet, ao trabalho científico das polícias a situação ainda não chegou a este nível por aqui. Vejam o  possível e terrível cenário que abaixo indignado descrevo: – Um dia normal de trabalho, de repente explode uma bomba caseira em frente a uma parada de ônibus lotada. Uma bomba feita para agredir, contendo chumbo, pregos e cacos de vidro pra aumentar sua capacidade de ferir e, quem sabe, até matar. Gritaria, correria, sangue pra todo lado.. Baixada a fumaça, as pessoas vão se aproximando, acudindo os feridos, pedindo ajuda e ajudando. De repente, outra explosão próxima e mais vítimas. Agora, alcançando aqueles que correram para socorrer os que foram atingidos pelos estilhaços da primeira bomba”.

Se esta desgraça vem acontecendo mundo afora não podemos desconsiderar que podem estar tramando fazer isto aqui! Devemos deixar acontecer uma desgraça como esta, com feridos e até mortos? É este o preço que temos de pagar por aqueles que se acha no direito de protestar com violência?

E se nos próximos atos de protestos vierem pessoas com escrúpulos ainda mais beligerantes e dispostas a carregar consigo armas letais? Exagero? – Não mais…

Qual deve ser a postura da policia em situações como estas? Agir antes ou reagir depois do fato consumado?

Com a facilidade com que os “Habeas Corpus” são distribuídos a esses indivíduos a título de ampla direito de justiça, corremos riscos sim. Ele é real e possível!

Será que os defensores dos que se acham no direito de protestar desta forma consideram certo corrermos os riscos apontados acima?

Quem responde a estas perguntas?

A quem devemos responsabilizar se os atos acima citados se tornaremos fatos?

Certamente há de aparecer um ou outro sociopata/oportunista para dizer que protestos desta natureza e com estas consequências são legítimos e acreditem, poderão até  tentar justificar alegando que não só podem como precisam acontecer para que a sociedade seja sacudida e tome posturas mais democráticas, senão republicanas.

Vamos permaneceremos calados esperando acontecer – NÃO EU!

POR ISSO FAÇO AQUI O MEU PROTESTO!

Marcelo Augusto Portocarrero

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