Questão de competência

O que mais assombra as pessoas no atual momento político nacional é a percepção de que os opositores do governo não têm interesse em ajudar o país crescer e os argumentos que usam para atrapalhar são tão frágeis que meia dúzia de palavras do atual Ministro da Economia os desmorona como castelos de areia.

Sem ter outra alternativa preferem trabalhar para deixar o povo a míngua. Se pensam que agindo assim conseguirão minar o futuro do governo estão certos, como também é certo que as pessoas já perceberam que fazem isso para depois se candidatarem a salvadores da pátria. Com essas ações destrutivas demonstram não conhecer a nova equação política, esta que permanece nas cabeças daquela maioria de eleitores que elegeu o atual presidente. Não perceberam que se empenhar por menos é caminhar no sentido contrário ou seja, para um final com sinal negativo e que trabalhar por mais significa que todos vão ganhar caso o resultado seja positivo, inclusive eles. Mas não, seus objetivos escusos são desestabilizar o governo e garantir espaços como parecem fazer os presidentes das duas casas do Legislativo. Para eles o país vem depois.

É lógico que a recuperação da economia trará estabilidade financeira e oportunidades para o governo desenvolver suas propostas de políticas públicas, o que por si só não lhe garante sucesso. Por outro lado, e ao contrário do que parecem temer oposicionistas e centristas, significará oportunidade para que todos possam com base em uma economia saudável apresentar novas ou até mesmo velhas propostas de gestão. Terão sido acometidos de amnésia ou não entenderam as reais causas de suas derrotas nas últimas eleições? Se a lição foi aprendida também saberão explorar os eventuais erros do atual governo, somá-los a argumentos convincentes e apresentar suas plataformas de governo nas eleições de 2022.

Desde 2018, vitória em eleição passou a ser questão de competência e não de “compratência”, até porque os meios de comunicação que utilizaram não são mais capazes de cooptar as mentes dos eleitores, mas principalmente porque o celular e as redes sociais são “os olhos que tudo veem”  como no livro 1984 de George Orwell só que com o objetivo inverso, pois é o povo que tem o controle sobre eles e não os políticos.

A ficção criado por Orwell quase se materializou quando dos governos Petistas onde os números foram constantemente manipulados para mostrar um país das maravilhas aos mais desinformados com o beneplácito de seus comparsas de nível superior. Por muito pouco não chegamos a ter filhos vigiando seus próprios pais pela forma como estavam manipulando livros e processos de ensino. As famílias estavam sendo alijadas da educação, os professores que não aplicavam a cartilha do partido eram desprestigiados, os alunos eram incentivados a reagir negativamente às idéias liberais e muitas outras atrocidades morais como visto durante a campanha eleitora de 2018.

Durantes aqueles governos a população foi desarmada, os meios de comunicação controlados por meio não ortodoxos e boa parte da população levada a crer, assim como na ficção de Orwell, que nosso Brasil estava em permanente estado de opressão pelos países desenvolvidos do mundo. Assistimos a corrupção tomar conta dos poderes da república, das empresas públicas e se espalhar pelas atividades privadas, a ineficiência tomou conta do governo e o padrão de vida passou a ser nivelado por baixo.

Propositalmente as tecnologias passaram a ter uso limitado e a economia controlada para que pessoas e estruturas paralelas ao governo como o MST e o MTST permanecessem dependendo de invasões de terra privadas e imóveis particulares para manterem dependência ideológica com seus lideres e vivessem por 15 longos anos na esperança de um futuro melhor que nunca aconteceu.

Nada deve ser construído sobre bases erradas

O mundo mudou nestes últimos anos e precisamos nos adaptar a ele. De lá para cá podemos afirmar que apesar dos avanços obtidos o que vale mesmo é termos competência para saber utilizá-los e discernimento entre certo e errado, mas principalmente caráter para sempre optar pela primeira entre estas duas últimas alternativas.

Lembro-me das lições que aprendi com meus professores na faculdade de engenharia. Algumas, a princípio, não percebidas dada a forma sutil com que foram inseridas nos conteúdos das matérias que eram passadas em aula.

Uma delas, em especial, foi-me dada na entrega da nota de determinada prova quando percebi que o professor não havia considerado nenhum ponto de uma questão por eu ter errado na anotação dos dados, muito embora tenha desenvolvido o raciocínio e o cálculo de forma correta.

Para justificar seu aparente excessivo rigor disse que nada deve ser construído sobre bases erradas e finalizou com a seguinte frase:

– A vida precisa ser pautada pela correta observação e utilização das informações disponíveis senão terá sido em vão todo o esforço para levá-la adiante.

A mensagem é mais que pertinente, por isso precisamos prestar atenção ao que acontece a nossa volta e passar a agir como pessoas cientes de nossas responsabilidades. A perda de bases sólidas na economia, o descaminho na educação, a desestruturação da saúde e a falta de segurança são o resultado da desatenção aos sinais de decadência no âmbito político que aconteceram nos últimos anos no país. Não percebemos ou fingimos ignorar os erros e abusos cometidos em nosso nome e pelos quais como consequência estamos pagando agora juros e correção monetária. Se não tratarmos de promover as mudanças necessárias deixaremos muitos restos a pagar para as futuras gerações.

O país vem a décadas passando por transformações através de um serpear como se fossemos uma serpente de duas cabeças onde hora andamos em um sentido, hora em outro, seguindo o desejo da cabeça que tem mais força no momento. Por causa disto perdemos o rumo, e isso se deu a partir do momento em que sucumbimos às propostas ideológicas mesmo sabendo que estas nunca se destinam a construir, mas sim a combater e se possível destruir os adversários na luta pelo poder.

A história tem apresentado esse cenário com frequência e exemplo disso estamos vendo agora na Venezuela, país a ponto de ser palco de uma guerra civil onde a falta de bases políticas sólidas e democráticas solapou suas fundações republicanas deixando a possibilidade do desastre iminente. Haverá salvação para a população sem que uma desgraça aconteça? Em outras palavras, será preciso que venezuelanos lutem contra venezuelanos mesmo sabendo que este conflito prejudicará a todos?

Hoje, em nosso Brasil já vivemos uma situação calamitosa, estamos sob permanente tensão, sendo a principal causa disso nosso descaso com a realidade ao aceitarmos viver até pouco tempo uma situação onde os “deveres” eram tratados com desprezo e não como obrigação. Já os “direitos”, estes, de tão concedidos e capciosamente exercidos, tinham se transformado em pontes para a permissividade.

Provando do próprio veneno.

Assistimos ou melhor dizendo, não assistimos a entrevista do ex-presidente presidiário.

Foram varias as razões para não ter havido assistência para as repetitivas é descabidas declarações do entrevistado em questão. Neste caso, vamos nos concentrar em apenas duas delas: a do puro desinteresse da população e a clara demonstração de força de certa parte da imprensa quando seus interesses são contrariados.

A primeira é obvia, até cristalina para um povo cansado de ser tratado como massa de manobra pelo maior cara de pau da história. Aliás, a isso ele faz jus dada à mania de grandeza que lhe é peculiar. Uma pessoa que se diz o homem mais honesto do mundo só pode ser classificado como o maior mentiroso de todos, tanto que continua detentor dos dois títulos, um proposto por seu enorme ego e outro imposto pela justiça por três vezes e em três instâncias diferentes. Um recorde merecido para quem não tem a menor noção do que é ser ético. Só não sabemos se essa sua característica é devida a sua ideologia, por ignorância ou pela combinação das duas.

A segunda razão tem em comum com a primeira exatamente isso, a falta de ética, o que se deu porque “aquela” certa parte da imprensa não teve seus objetivos alcançados. Houve uma razão específica para tanto, foi a frustração pela entrevista não lhes ter sido autorizada. Falha imperdoável em tempos de baixa audiência devido às seguidas frustrações causadas pelas manipulações de notícias desde a campanha para a Presidência da República em 2018.

Aquela seria uma oportunidade de ouro para mostrar ao governo sua capacidade de retaliar contra a decisão de reduzir despesas com propaganda e outros gastos com publicidade. Entretanto, parece que falou mais alto a necessidade de reagir à petulância daqueles que foram contra o interesse dos poderosos da comunicação que dominam a mídia no país.

Ganhamos nós, que já suspeitávamos das intenções levianas do criminoso condenado ao dar a entrevista e dos objetivos daquela parte da mídia que não se importar com quem será atingido por suas reações quando seus interesses são contrariados.

Sim, porque mais uma vez foram expostos tanto os desatinos daquele presidiário que tentou desestruturar os princípios basilares da instituição chamada família tradicional brasileira como as intenções da mídia que invade diariamente nossos lares em sua campanha para minar a imagem do governo sem se preocupar com o fato de que ao agir assim pode estar atingindo a tudo e a todos, inclusive a eles mesmos. Ambos estão provando do próprio veneno ao perder crédito.

Ações e reações Inconsequentes

Quando políticos defendem que pessoas sob investigação “não podem” ser impedidas de assumir ou mesmo concorrer a cargos públicos fica claro que não se importam com o que acontecerá com seu país, mas sim com seus próprios interesses e os de seus correligionários.

Quando políticos não querem se responsabilizar formalmente por suas indicações para ocupantes de cargos no Poder Executivo estão assumindo posições diametralmente opostas àquelas para as quais foram eleitos.

Quando pessoas que estão nessa situação são indicadas a cargos públicos e aceitam, assumem com isso serem protagonistas da história do mau-caratismo que busca permanecer atuante no meio político do país.

Quando políticos reconhecem publicamente que se as medidas econômicas propostas pelo Governo forem aprovadas ninguém será capaz de contê-lo e atuam no sentido de impedi-las ou diminuir seus efeitos sem considerar suas importâncias para o país chegamos a conclusão que se trata da inequívoca demonstração da pequenez do Legislativo frente a esse momento tão importante para o futuro dos brasileiros.

Quando quem deveria julgar passa a investigar e condenar inverte o papel da justiça contrariando as razões pelas quais os poderes da República são constituídos e deixam de agir com isenção dentro de suas atribuições constitucionais.

Quando a imprensa passa a desacreditar as ações que buscam resgatar a capacidade do Governo de reverter a situação caótica em que o país se encontra e abandona os princípios de imparcialidade que deveriam reger sua atuação torna-se a sepultura, a vala comum, dentro da qual serão enterradas as vítimas de suas inconsequências.

Precisamos ser coerentes

Uma hora ouvimos dizer que delações premiadas são ilações contadas para reduzir penas em processos judiciais, outra hora que devemos acreditar nas conversas de ex-guerrilheiros(as) que defendem ladrão que rouba ladrão e pedem seu perdão.

A verdade é que vivemos até bem pouco tempo uma ditadura depravada levada ao poder por mentiras já assumidas, desvios já constatados, corruptos desmascarados, políticos condenados, presidenta impichada e seu grande líder preso.

Naquele período o país foi delapidado por uma série de governos de esquerda eleitos inicialmente pelo voto da desesperança e mantidos no poder pela implantação da ignorância, da insegurança e da exploração da pobreza institucionalizada por programas destinados à compra de votos dos mais necessitados.

Aquela camarilha achou que os votos acima citados lhes dariam condições de fazer o que bem quisessem até levar o país a bancarrota, e olha que tiveram várias oportunidades para adotar as mesmas medidas agora propostas para evitar o caos a que chegamos. Aliás, o Ministro Paulo Guedes foi preciso ao expor a falta de coragem e competência daqueles governos anteriores durante sua visita à CCJ ao falar sobre a reforma da previdência.

É hora de coerência política por parte dos eleitos para que trabalhem em prol do futuro de todos, é hora de coerência patriótica pelo lado dos eleitores na cobrança de atitudes pro-ativas de seus representantes, é hora de coerência jornalística pela mídia na cobertura honesta dos atos e fatos, mas acima de tudo é hora de esquecer paixões e fisiologismos ideológicos.

Pensemos no país, na nação e no Brasil pátria de todos.

A derrota de todos nós

Seja governo, seja oposição o adiamento da discussão da reforma da previdência é uma derrota para todos nós.

Quando de um lado temos a proposta do governo sobre a reforma da previdência para ser analisada pelo CCJ e do outro um colegiado de deputados federais que precisa analisá-la seja para aprová-la como está, seja para modificar seus termos e propor nova redação, cabe a pergunta: – Porque adiar essa questão?

Se os que se consideram entendidos da relação “situação x oposição” sugerem que o governo não foi competente para encaminhar o assunto porque mostram-se incapazes de fazer qualquer leitura referente ao fato de a oposição não ter argumentos consistentes para propor mudanças naquela proposta até agora? Esta dúbia postura editorial leva a conclusão que estamos assistindo boa parte da imprensa, o chamado quarto poder, tomar posição contrária a seu propósito de ofício, o da imparcialidade.

De quem é a vitória nesta altura dos acontecimentos? A resposta é uma só, de ninguém. O que se observa é que a prorrogação desse assunto afeta a tudo e a todos, para o bem ou para o mal. No entanto, a parte podre da imprensa assessora a oposição e aplaude essa derrota de todos nós comemorando a vitória da desinformação com que tem alimentado seu público. É isso mesmo que você está lendo, sem a menor possibilidade de haver erro nessa terrível constatação.

O que confirma isso é o fato de que no momento em que vemos a liberdade de imprensa ser atingida com um “cala boca institucional” pelo STF, também assistimos a imprensa alimentar a desinformação e apostar todas as suas fichas na manutenção do caos político mesmo sabendo que essa situação afeta negativamente a economia, que por sua vez atinge a educação, a saúde e a segurança do país. Fazem isso porque ainda acreditam que notícia ruim é que dá primeira página, reafirmando as palavras reveladoras de um dos ícones do telejornalismo Global. E o pior, nenhum profissional, jornal, site ou empresa de comunicação tem coragem de negar porque é tudo muito óbvio e ululante.

Não se importam com a derrota de todos nós, desde que venda notícia.

O grande complô

Basta ver as reportagens, quase todas seguindo o mesmo esquema editorial, para perceber que parte da chamada grande imprensa vem desenvolve uma campanha literalmente orquestrada contra o governo Bolsonaro. No caso, sempre destacando os aspectos negativos e pouco reportando seus pontos positivos.

Para quem não percebeu a trama basta comparar o sistemático patrulhamento seletivo das ações desenvolvidas nos três primeiros meses de seu trabalho com os de qualquer outro Presidente desde a primeira eleição acontecida apôs o regime militar.

Descaradamente o DataFolha, instituto de pesquisas com o maior percentual de erros nas previsões de resultados na última eleição, continua tentando desacreditá-lo fazendo comparações entre sua popularidade e a de governos anteriores ou quando utilizam de pesquisas formuladas para distorcer resultados. Foi a forma indiscreta de corroborar com a “campanha do contra” desenvolvida por seus parceiros, todos comprometidos por alguma forma contratual com governos passados, tornando fácil perceber o complô nas contraposição dos editoriais e nas análises jornalísticas tendenciosas por eles divulgadas.

Seus articulistas têm se esmerado em declarar a situação atual como caótica omitindo propositalmente em artigos e reportagens que o caos já estava instalado no país muito antes das últimas eleições.

Boa parte dessa longa crise por que passamos é devida às ligações dessa parte da imprensa com os governos anteriores, tanto que sorrateiramente ocultaram a situação desastrosa que se avizinhava em indisfarçável conluio de modo a fazer jus a seus lucrativos contratos.

Não deu certo na eleição presidencial e não dará certo agora. Sim, porque se naquela ocasião nada puderam fazer contra um homem solitário, ferido de morte, sem dinheiro, sem tempo nem espaço na mídia tradicional e contra todas as forças políticas do país o que acham que vai acontecer agora com seu desafeto governando o país?

É patente que algumas pessoas com capacidade cognitiva menos desenvolvida estão caindo nos contos desses vigários como também é certo que essas posturas contraproducentes no momento em que o país mais precisa de apoio e confiança faz com que muito mais gente esteja se revoltando contra a forma mesquinha com que atacam a governabilidade.

Basta acompanhar a enorme quantidade de críticas que sites como OANTAGONISTA e outros oportunistas de ocasião vêm recebendo através dos comentários nas suas postagens, muitas delas por replicarem notícias tendenciosas e elocubrações negativistas daqueles mesmos jornais e revistas engajados. Provavelmente porque foram cooptados para fazer parte desse grande complô.

Não dá para ignorar a fala do Deputado Rodrigo Maia no exercício da presidência da Câmara e de outros políticos, reconhecendo publicamente que se tudo o que foi proposto pelo Presidente Bolsonaro e sua equipe de governo for aprovado ninguém será capaz de derrotá-lo no futuro. Uma inequívoca demonstração da pequenez da classe política frente a um momento tão importante para os brasileiros.

Certo mesmo é que se nosso Presidente continuar firme em suas posições essa imprensa que está comprometida com o passado não terá fôlego suficiente para impedir que seu governo recupere o Brasil dos estragos que sofremos nos últimos anos e nos faça crescer novamente.

E então Cuiabá, por que será?

Fôssemos fazer uma comparação com as festividades relativas aos 250 anos de Cuiabá em 1969 chegaríamos a conclusão que a cidade diminuiu.

⁃ Por que será?

Os que estavam presentes naqueles festejos sabem muito bem a diferença. Naquela época Cuiabá tinha aproximadamente 100.000 habitantes e a festa foi maior do que se esperava. Hoje em Cuiabá somos quase 700.000 habitantes e a festa foi bem menor do que esperávamos.

⁃ Por que será?

Será devido à enorme massa de migrantes que veio para cá trazendo junto culturas tradicionais de outras regiões do país?

Não, não é verdade porque aquela gente boa se juntou a nossa gente de bem para fazermos juntos coisas melhores ainda, o agronegócio está ai para provar.

Seria porque nos últimos anos os governos Estadual é Municipal perderam o interesse por nossa história e tradição? Talvez sim, talvez não!

A verdade é que a resposta é tão simples e tão direta quanto o modo de ser da nossa gente. Certamente porque tanto um como o outro mostraram estar preocupados apenas com política. Daí o jogo de empurra-empurra que usaram como desculpas para não fazerem seus papéis de governador e prefeito nessa ocasião única para Cuiabá, para o estado de Mato Grosso e para todos nós seus habitantes.

O governador então, fez de conta não saber que Cuiabá é a capital do estado e de que também já foi seu prefeito. Já o prefeito mostrou que a intenção morreu na campanha eleitoral. Deixou a desejar, é muito. Ambos sabem que eleitor tem memória curta

Não sei se por falta de vontade ou de empenho, mas a festa foi tratada como coisa de menos importância, tanto por um como pelo outro, e quem perdeu fomos nós cuiabanos e matogrossenses de nascimento e por adoção.

Um pouco caso sem precedentes, tanto que sua significância sequer foi comentada fora daqui. 300 anos são três séculos de nossa história e não só perdemos a oportunidade de comemorar a data adequadamente como também de mostrar nossa Cuiabá para o Brasil e o mundo. Uma pena!

Mas ainda dá tempo, afinal o ano só acaba no dia 31 de dezembro.

Será?

Provérbios e prenúncios

Sempre que assisto a um desses desagradáveis momentos a que nos têm sujeitado os políticos me deparo comigo mesmo procurando encontrar nos mais longínquos cafundós do passado razões para que tenhamos chegado a esse estado deprimente de degradação política.

Quando digo degradação me refiro a toda e qualquer forma usada para identificar os atos sem classificação de boa parte das pessoas que hoje nos representam no Legislativo.

Àquele provérbio ensinado por pais e mestres zelosos pela educação de seus filhos e que dizia claramente que “um erro não justifica outro” muitos como eu, procuramos seguir ipsis litteris. Por sua influência percorremos o caminho mais próximo possível da honestidade, da honra e da verdade.

Fosse para quem fosse a frase era dita como o prenúncio de uma sentença tão severa e proporcional quanto a gravidade do ato errado que ousássemos cometer. Infelizmente a mensagem contida no provérbio parece não ter sido entendida por todos. Se fosse, não estaríamos vendo as gerações que se sucederam agir com tamanha insensatez como agora.

A maior parte das pessoas da minha geração não corroborou para a instalação de um ambiente tão degradado, tão sem ética, nem tão desrespeitoso com o que é público como o que estamos vivendo de um bom tempo para cá, mas também erramos por termos ficado calados e omissos.

“Errar é humano…”. É como começam muitas frases e mensagens de otimismo. Todavia, por mais que traduzam sentimentos de esperança não possuem tanto escopo quanto aquele provérbio, principalmente por ser costume usá-las para tentar minimizar ou mesmo explicar erros injustificáveis. No passado e nessas ocasiões ouvíamos alto e bom som, “isso explica, mas não justifica” o que foi feito. Pelo jeito, isso infelizmente virou coisa do passado.

O que será dito por nossos Deputados e Senadores para convencer os brasileiros de que estão trabalhando por nossas reais necessidades e pelo futuro do país daqui para a frente? Que “o futuro a Deus pertence”? Será esse outro provérbio nossa sentença?

Sim, porque até agora a estratégia utilizada pelo Legislativo foi manter as questões referentes às desmedidas despesas e regalias da dispendiosa estrutura de gestão de seus gabinetes longe do debate. Da mesma forma agem no sentido de também manter equidistantes de controle externo os assuntos relativos aos cortes nas despesas das Côrtes do seu parceiro de gastança desmedida, o Judiciário. Certamente este é outro prenúncio de que tentarão de tudo para manter não as nossas, mas as suas contas pagas por nós pessoas comuns, por nossos filhos e netos, pelos mais pobres e aqueles que virão depois, caso haja sobreviventes.

Talvez aqueles políticos se juntem novamente aos sociólogos e ideólogos do passado, os mesmos que nos trouxeram o caos, para tentar nos convencer que darão seu jeitinho para pagar as contas dos governos federal, estaduais, municipais e, é claro, nossas aposentadorias integralmente. Quem sabe contarão outra lorota como aquela do dinheiro infindável do pré-sal ou de que serão necessários apenas pequenos ajustes no Plano Real para recuperar a economia. Dirão que vai dar para pagar tudo e ainda controlar a inflação, arrumar emprego para todo mundo, além de fazer o PIB crescer rapidamente e sem maiores sacrifícios da população.

Sim, porque tudo o que sabem falar sobre a crise por eles instalada por aqui é que ela não passa de marolinha, balela, de conversa para boi dormir, que é pura jactância de liberais da extrema direita.

Quem sabe o pessoal que já tratou de cuidar de sua outra cidadania e que já tem até lugar próprio para morar no exterior acredita neles e volta. Perguntem aos Caetanos, ao Chicos, às Fernandas, aos Jeans, aos Gilmares, aos Pedros e tantos outros que se aproveitaram da ocasião pra picar a mula.

Respeito é bom e o povo gosta.

Dissimulado, o Presidente de Câmara Federal já reconheceu que o sucesso das medidas saneadoras da economia, saúde, educação e segurança propostos pelo Governo Bolsonaro colocam em risco sua posição e a de seus pares. Dai dizer que a continuar assim teremos uma ditadura de direita, uma prova que o medo da perder a capacidade de barganhar age como alucinógeno, pois é revelador ao mostrar as fantasias criadas pela insegurança.

O que pretende agora essa pessoa que cada vez mais cai na avaliação dos eleitores por seus atos, palavras e omissões? Vai trabalhar contra o país? Só o fato de ter declarado que se afastará dos assuntos do governo em tramitação na casa que preside já é um claro indício de segundas intenções.

Reclama das posições de pessoas ligadas ao Executivo e que apoiam o Presidente quando estas reagem a suas pataquadas, mas se acha no direito de dizer o que bem quiser.  Deu início a essa crise institucional ao destratar publicamente um Ministro do Executivo e agora se faz de vítima.  Essa artimanha só tem colado junto a seus parceiros de trapalhadas e na imprensa interesseira, mas não vai colar junto a população e vão ser cobrados por isso uma hora ou outra.

É ele o responsável por todos os desgastes do Legislativo e se não for contido pelas pessoas conscientes que lá estão levará consigo todos os políticos coniventes com a crise instaurada juntamente com aqueles outros que lhe dão suporte.

As medidas urgentes e necessárias encaminhadas pelo Governo não são um produto destinado ao escambo político como ele e os que o incitam parecem entender. O cargo de dirigente do Legislativo não é um salvo conduto para o desrespeito ao povo que elege seus representantes, da mesma forma que sair a cata de apoio de outros políticos da mesma espécie e de membros do Judiciário não significa resguardar-se de autoridade suficiente para fazer o que quiser, quando quiser e para quem quiser.

Esperamos que a Câmara Federal não se comporte mais como a alcova onde acordos e negócios escusos afundaram o país e desmoralizaram políticos(as) que se renderam às regalias de seus cargos eletivos e que por isso mesmo foram derrotados nas últimas eleições.

Ou seus pares erraram ao reelege-lo pensando estar votando em uma pessoa modificada pela realidade que mudou o país e renovou as esperanças de um futuro melhor para todos ou acabaram se tornando farinha do mesmo saco.

O que se vê nas ações e reações dessas pessoas é um enorme esforço para manter abertas negociações e privilégios à moda dos antigos grupelhos que tentam se manter detentores do poder através da eterna troca de favores por votos. O pior de tudo é a cara de pau de cobrar do Executivo a solução de assuntos já instalados na alçada do Legislativo.

A verdade é que agindo assim o chefe daquela cada de leis tenta lavar as mãos como um Pôncio Pilatos tupiniquim ao perceber sua incapacidade de levar adiante seu papel no processo. Finge não entender que está ali para fazer o que precisa ser feito e não para estabelecer território próprio em sua sanha particular por mais espaço.

É melhor o Legislativo cumprir seu papel de fazer tudo bem feito para que seja reconhecido pelo que fez de bom e não por aquilo que faz de mal.

Ah sim, não se esqueçam que respeito é bom e o povo gosta.

Até quando vamos aturar isso?

Não é preciso ser um jurista renomado ou um causídico com carteirinha da OAB, muito menos um desses político de carreira, basta ser cidadão e observador das leis para saber o quanto o poder dos cargos eletivos sobem às cabeças de seus ocupantes de ocasião.

Os Presidentes de dois dos três Poderes da República (na verdade são quatro como os mosqueteiros de Alexandre Dumas graças à dupla que comanda o Senado e a Câmara Federal) de algum tempo para cá vêm se arvorando de donos de seus pedaços do Brasil. Tanto, que agora estão invadindo as competências uns dos outros. E se dizem harmônicos,… mas quá! Estão mais e para combinados.

Sabemos muito bem o mal que causaram ao país os que ocuparam esses mesmos cargos nos últimos anos, todos políticos com passado sob judice. Uma vergonha para nós, mas não para eles nem para muitos desses que aí estão, vez que utilizam dos mesmos artifícios para procastinar. Pior seria se esse triunvirato de quatro se repetisse nos governos estaduais e no Distrito Federal. Pensem num estrago grande e será pouco.

De um lado, o do Legislativo, seus Presidentes decidem monocraticamente protelar ou mesmo engavetar os assuntos a seu bel prazer contrariando a vontade das pessoas que os elegeram. Agem assim quando não dão o necessário encaminhamento aos pedidos para a instalações de CPI’s, de abertura dos processos de impeachment, de análises das propostas do Executivo para a discussão de assuntos sérios e importantes para o país, caso da Reforma da Previdência e da Lei Anticrime. Esse último, um projeto que altera 14 outras leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal e o Código Eleitoral, entre outras.

Zombam do país inteiro, tratam Ministro como funcionário do Presidente de República, esquecem que são eles todos funcionários públicos temporários, que são pagos por nós seus eleitores e que merecemos e exigimos respeito.

Do outro lado, o Judiciário, que decide agir novamente contra os anseios da população. Desta vez resolve entregar à Justiça Eleitoral a função de julgar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro quando estes forem considerados conexos a delitos eleitorais como é o caso de caixa dois. E tem mais, a quem confiaremos nossa Constituição se a Côrte Suprema que deveria julgar com base nas suas letras também está a legislar?

Esta cada vez mais claro que tanto “estes” quanto “aqueles” não são só apoiadores condicionais das ações propostas pelo executivo, ao contrário, tudo indica que continuarão sim apoiadores incondicionais de si mesmos, de seus interesses.

Como fazem os jogadores de truco sabem blefar como ninguém e como uma dupla entrosada combinam muito bem suas jogadas. Em outras palavras, sabem se proteger. Esse tipo de gente sequer olha ao redor, pensam e agem sempre de maneira dúbia para assim deixar no ar quais são suas cartas ou seja, suas verdadeiras intenções. O que querem mesmo é trucar as propostas do governo e seus eleitores para continuar barganhando benefícios.

Até quando vamos aturar isso?

Significados

A verdade,
Mesmo que faça sofrer,
Deve ser dita.
Ocultá-la nada resguarda, só adia.
Adiada nada protege, é agonia.

A mentira,
Esconde receios.
Causa dor e nada traz,
Senão a tardia razão,
É culpa atrasada, sofrida, mordaz.

A sinceridade,
Da verdade amiga,
É necessária, ainda que afete.
De pessoa querida, amada,
É prova de amor, abriga.

A falsidade,
Que a tudo e todos maltrata,
Se da mentira for parceira,
Quando não constrange, fere,
Ou outra desgraça faz, mata.

Pátria amada Brasil

O Brasil que surgiu das últimas eleições deixou de ser um pais utópico para finalmente iniciar sua retomada aos níveis normais de temperatura e pressão ou seja, iniciamos por desejo da maioria de nossa população a recuperação daquilo em que estavam nos transformando por influencia de uma liberalidade amoral que nos aproximava de uma esquizofrenia coletiva devido as mudanças que vinham sendo implementadas com a intenção de levar a população à total perda de noção da realidade e do juízo crítico. Em outras palavras da liberdade.

Se aquela estratégia continuasse ativa e conseguisse chegar ao seio das famílias como chegou a estar nas escolas e universidades públicas, nos programas de ações básicas de saúde, na agricultura familiar, nos sindicatos e através de outras ações com viés político de esquerda teríamos sucumbido definitivamente como democracia para uma ditadura comunista nos moldes do que propôs o Fôro de São Paulo, à semelhança do que armaram aqueles que tentaram impor o comunismo ao Brasil na intentona comunista de 1964.

Daquela vez também fracassaram na tentativa porque como agora não tiveram apoio nem reconhecimento da população sendo então obrigados a viver em uma clandestinidade custeada e treinada por países camaradas, pelos resultados obtidos através do roubo a banco a recebimentos de resgates de sequestrados, mas nunca através do efetivo apoio da população.

Essa constatação, a de que poucos simpatizavam com sua causa, fez com que ficasse demostrada a total dissonância de suas pretensões com os anseios da população apesar das intensas campanhas promovidas por partes da imprensa, da intelectualidade e por alguns poucos integrantes dos meios artísticos que se aproveitaram dos arroubos contestadores da juventude para comercializar suas peças e músicas de protesto em um contexto contraditoriamente capitalista.

Nem ai tiveram o sucesso político esperado porque encerrados os shows e encenações teatrais tudo voltava ao normal, exceto no aspecto financeiro, provando que os engajamentos externalizados eram parte de suas estratégias comerciais. Basta olhar as fortunas que acumularam durante e depois do período em que foram “censurados”.

Os idealizadores, executores e comparsas daquela tentativa de golpe fracassaram porque suas ideologias eram estéreis em termos pátrios. A intenção por detrás de todas as ações realizadas e argumentos utilizados foram aos poucos tomando forma real através das declarações espontâneas de muitos dos que lá estiveram de forma a que hoje saibamos que seus reais objetivos eram tornar o Brasil uma ditadura comunista e a America Latina um conglomerado de republiquetas socialistas nos mesmos moldes da China e da União Soviética. O que mais desmonta a versão criada por seus defensores, a literatura ideológica que os descreve como vítimas e os filmes de ficção fajuta que produzem é que a essa verdade agora escancarada sequer têm argumentos capazes de ajudá-los a negar.

A expropriação de que fomos vítimas durante os últimos 30 anos custaram e ainda custam muito caro ao país. Tanto, que passado todo esse tempo desde a Constituição de 88, a chamada Constituição Cidadã, até agora estamos vivendo suas sequelas. Aquele documento foi tão deturpado e explorado que pouco pôde nos trazer de progresso porque os governante que a partir dela advieram até nossas últimas eleições agiram tal qual o demagogo Odorico Paraguassú fazia acontecer na sua utópica Sucupira. O outro aspecto desmascarado é que parte da mídia sempre foi conivente com isso, desde que parceira, e se portou como terreno fértil para o crescimento daqueles e de outros tipos de erva daninha que permitimos fossem cultivadas em nosso território e às nossas custas.

É fácil constatar que  o resultado dessa degradação sem limites éticos e morais a que ficamos expostos durante os últimos 31 anos nos colocaram atrás de todos os países em desenvolvimento do mundo. Basta observar como os outros evoluíram mais que nós em todas as áreas do conhecimento humano, de qualidade de vida e em questões de segurança. Alguém aí tem outra explicação para dar ou vamos ter que continuar ouvindo a mesma velha e descabida ladainha que ainda cantam os que tentam nos manter reféns de uma história muito mal contada.

Jamais seremos um país como aqueles que sucumbiram às ideologias que enganaram o povo pela exploração de sua ignorância para  depois submetê-los às suas ditaduras que de proletárias só tiveram o título.

Nunca seremos subjugados por gente que pensa assim porque somos um país forjado da miscigenação das muitas raças, as quais tornaram nosso país uma nação forte e unida a começar pelas heranças genéticas dos brasileiros nativos, dos que para cá vieram trazidos a ferro e daqueles que fugiram do sofrimento a que eram submetidos e explorados pelos regimes ditatoriais que os haviam subjugado.

Nossa índole pacifistas não deve ser confundida com indolência ou submissão. Como dito anteriormente, não somos um país utópico, somos sim uma nação atípica porque vivemos em uma terra com dimensões continentais somos um povo cunhado pela força de nossos antepassados e integrado por uma única língua. Somos essa amalgama indissolúvel que resultou em uma pátria amada chamada Brasil.

Estão errados de novo.

Como reagir sem indignação aos pronunciamentos carregados da irresponsável contaminação ideológica dos especialistas e profissionais criteriosamente escolhidos para criticar as ações do governo nas questões sobre educação.

Como não sentir asco ao ver essas reações retrógradas em uma área que foi destruída ano após ano através de ações sub-reptícias de governos cujos interesses político-ideológicos só causaram degradação moral e opressão aos bons costumes.

As campanhas contra trazer de volta o respeito aos símbolos nacionais por parte dos políticos de esquerda somadas ao viés puramente financeiro de uma imprensa cuja imparcialidade a está afastando da população só aceleram o processo de falencia dessas instituições e daqueles ideólogos frente a realidade nua e crua que negam aceitar.

Estão errados de novo, o Brasil mudou, as despesas com publicidade não estão entre as prioridades como delas não fazem parte estratégias de recuperação da credibilidade do governo através da negociação de cargos e liberação de recursos para atender emendas parlamentares eleitoreiras.

Não é o governo quem tem que se adaptar aos antigos e dispendiosos métodos de gestão, são novos tempos, apesar de as prioridades continuarem as mesmas, a diferença está no modo de enfrenta-las.

São os políticos, as grandes corporações, os empresários, as associações sindicais, a imprensa, mas principalmente a população quem tem que se adequar a um Brasil íntegro e libertado de esquemas.

A fonte de benesses e privilégios secou e do pouco que resta precisamos cuidar para preservar. Só assim seremos resgatados do purgatório em que nos colocamos ao reeleger e eleger gente movida por interesses pessoais e não republicanos.

Questão de talento ou de voto Excelência?

Palavras do Presidente do Senado: – “Só colocaram outro nome para indicação política. Será que as pessoas indicadas antes não tinham talento?” Perguntou ele, durante café da manhã com jornalistas.

Ao que ele mesmo respondeu: – “Não tinham talento, mas tinham voto”.

Exercitando assim sua ironia ao comentar a iniciativa da criação de um “banco de talentos” para o preenchimento de cargos técnicos dos escalões secundário e terciário do Governo Federal em mais uma tentativa de fazer valer as velhas e descabidas práticas de negociar espaço em órgãos e empresas públicas para amigos, parentes e correligionários em troca de voto, coisa que até a pouco tempo ele mesmo criticava.

Ora, ora, ora! Quer mais é que tudo permaneça como dantes no quartel de Abrantes de maneira a que os parlamentares continuem a ocupar e/ou indicar nomes para os cargos públicos sem a necessária qualificação técnica, bastando para tanto que tenham voto.

Essa tática passou a ficar cada vez mais evidente quando foi empregada tão logo foram confirmadas as eleições das presidências do Senado e da Câmara Federal. As intenções dos dois eleitos são exatamente as mesmas, tanto que convergem quanto ao objetivo final, querem espaço para negociar e o pior, a imprensa parece concordar com eles, pois também querem espaço para bisbilhotar. Basta observar que não perdem oportunidade de promover essa perniciosa estratégia alimentando o assunto todas as vezes em que os parlamentares são entrevistados. Os novatos que se cuidem, afinal elegeram duas figuras representativas de um passado que o povo não queria para dirigi-los no presente.

Sobre esta situação (da eleição para as presidências da Câmara e do Senado) cabe explorar o espaço para analisar filosoficamente a frase “não tinham talento mais tinham voto”, senão vejamos:

Fato inquestionável 01- os dois parlamentares eleitos têm talento político e voto;
Fato inquestionável 02 –  são frutos do passado se passando por resultados do presente;

Fato questionável 01 – talento e voto são a mesma coisa?
Fato questionável 02 – talento técnico é a mesma coisa que talento político?

Pois bem, dos males o menor, diriam o desavisados ou aqueles que não querem se aprofundar no assunto para não se comprometerem, o que nos permite fazer outras duas perguntinhas básicas sobre o comportamento dos parlamentares em relação ao nosso futuro e que não querem calar:

– Qual será o preço político da Reforma da Previdência?
– O que restará da proposta de combate ao crime e a corrupção encaminhada ao congresso?

A resposta pode ser dada de uma só vez, porque tudo dependerá da reação do governo a essa tentativa explicita de fazer com que tudo volte a depender da uma eventual sucumbência à “política do toma lá, dá cá” praticada no passado ou da validação dos votos que elegeram a esperança de acabar com essa prática destrutiva que tanto contribuiu para que confundíssemos os conceitos de Nação, Pátrias, País e Estado.

Para recuperarmos nossa sanidade política e intelectual será preciso recorrer resumidamente ao velho e bom Dicionário Houaiss onde:

Nação sublinha os valores culturais comuns a uma população – “comunidade de indivíduos que, dispersos em áreas geográficas e políticas diversas, estão unidos por identidade de origem, costumes, religião”;

Pátria salienta um país ou território enquanto realidade afetiva a que grupos e indivíduos estão ligados – “país em que se nasce e ao qual se pertence como cidadão”;

País refere-se a um território com organização política própria – “território geograficamente delimitado e habitado por uma coletividade com história própria”;

 Estado é a entidade responsável pela organização de um território e da vida da população ou do conjunto de populações que aí habitam – “conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público etc.) que controlam e administram uma nação”.

Ao que tudo indica, a velha prática de se fazer política daquela maneira pretende manter essas definições em permanente confusão para que permaneçam juntas e misturadas em nossas mentes. Assim, a população nada cobrará e não ira atrapalhar seus planos.