Há uma ironia amarga na dinâmica da memória pública. O homem reto, que cumpre seus deveres no silêncio do cotidiano e pauta sua vida pela sobriedade e pelo respeito ao interesse comum, raramente vira notícia. Sua virtude é discreta, quase transparente. Já o Safado é ruidoso: seu dolo atrai os holofotes, os artifícios jurídicos estampam … Continuar lendo A Algema da Vergonha
